Na Quinta do Mocho, acho que se chama assim, um grupo entrou na casa de uma família faz uns 15 dias, fechou a mãe com o pai acamado no quarto, fechou os mais novos noutra divisão, e levou o mais velho para a cozinha onde o espancaram e depois mataram. Deixaram a casa destroçada, ao que parece. Chega? Bem sei que os crimes de corrupção e de colarinho branco são tão graves ou até mais graves, porque é a corrupção o grande problema deste país, mas se quem está dentro do sistema não faz nada, no Parlamento, por exemplo, o que é que se pode fazer se não falar da violência visível?
Proibiram a publicação de escutas telefónicas, por que não proíbem também a divulgação de notícias que possam perturbar a paz social? A RTP, com as audiências ganhas à custa de muito futebol profissional, já está a dar o seu contributo. Se o futebol fosse na TVI, as pessoas viam o telejornal tablóide antes de verem o futebol. Se fosse na SIC, era um pouco menos tablóide, mas também havia uma certa prioridade ao interesse médio da maioria do público. Assim, não se passa nada, ou, quando acontece alguma coisa, é lá para o final das notícias ou como nota de rodapé e sempre devidamente enquadrada e explicada ao povo. Não lhe parece estranho o futebol profissional na RTP quando havia outros canais que o queriam e pagavam por ele? Para quê na RTP? Um canal público existe para ter grandes audiências, para lutar pelas audiências à custa de muito dinheiro que sai dos impostos e da factura da luz?
E é escandaloso os telejornais só falarem de meia-dúzia de crimes violentos todos os dias, quando há umas seis dezenas (como em 2007, em 2006, em 2005,…).
É que podiam encher o telejornal, é um desperdício…
O Daniel Oliveira adere assim à tese da “cabala”. Os media, comandados não se sabe por quem, resolveram todos atacar o ministro Rui Pereira.
Para isso usaram umas dezenas de assaltos à mão armada que aconteceram, por acaso, em Agosto.
Há nisto um certo menosprezo pelo sentimento de insegurança dos cidadãos, sentimento esse que é legítimo, justificado e um dado de facto incontornável. Este menosprezo parece aliás, paradoxalmente, ser uma pecha de toda a esquerda.
Outros, com intuitos menos recomendáveis, poderão assim capitalizar oportunamente o descontentamento e o medo.
Os crimes não têm todos os mesmos efeitos sobre o cidadão comum e por isso as estatísticas podem ser enganadoras já que frequentemente misturam crimes de tipos muito diferentes. Os assaltos profissionais a carrinhas de bancos, ou as guerras entre gangs, ou os crimes passionais, são coisas que o cidadão não vê como uma ameaça para si próprio embora deplore tais violências.
Mas ter medo de entrar no seu banco, ou na sua farmácia, ou que entrem na sua casa enquanto dorme, ou que o ataquem enquanto estaciona o automóvel, isso são coisas que causam uma profunda perturbação.
Os assaltantes incompetentes e “espontâneos” são aqueles que mais medo provocam pois as suas acções são imprevisíveis e incompreensíveis na maior parte dos casos. Podem levar às mais caóticas situações de violência, daquelas em que o cidadão não tem forma de se precaver por mais que queira.
O que eu acho mais inadmissível, com base nas descrições dos assaltos recentes, é que parece ter-se criado um tal sentimento de impunidade que qualquer pateta decide, de um momento para o outro, pegar numa arma e assaltar um banco.
Epá informem-se melhor.
Ainda no outro dia houve uma tentativa de assalto a um banco. A empregada da limpeza num gesto intuitivo lançou-lhe um balde de água em cima fechando a porta em seguida. Depois na zona dos ATM´S estava um velhote de muletas que ainda deu umas stikadas no encapuzado. De tanta baralhação fugiram. É o Portugal de hoje.
Diz-me uma amiga colorida minha brasileira, daqui a uns cinco anos isto está igual ao Brazil. Vamos aí, arrebenta que é para quebrar.
«Este mês já não há tiroteios nos bairros sociais?
Há um mês não havia assaltos em Portugal?»
És mesmo torpe! Estarás a insinuar que todo o alarido foi provocado pela Comunicação Social e aqui incluo os blogues?
Não sentes e pressentes o terror que grassa na sociedade portuguesa? Eu já não saio de casa e como eu milhões de portugueses! Estás cego?…
Então, não nenhum post neste blog sobre a “fracturante” escolha de Mccain para vice-presidente? Pelo vistos não é so Obama que é fracturante na politica americana.
Caro Fernando Penin
Não é preciso existir nenhuma cabala, basta pensarmos que isto funciona por modas. Desde o assalto do BES, as questões de segurança passaram a ser “a” moda. É óbvio que sempre hove assaltos em Portugal e se houve acréscimo em relação ao ano passado, não acredito que tenha sido significativo. Digo-lhe mais, se por alguma calamidade, Monsanto ou a Peneda-Gerês ardessem amanhã, aposto que quaisquer duas árvores a arder abririam os noticiários por duas semanas.
É uma questão de modas, deixe lá as cabalas para a articulação entre as agendas do presidente da republica e da presidente de 35% do psd.
Independentemente das notícias mais ou menos sensacionalistas, há factos que são preocupantes: “Segurança: crimes violentos aumentaram 15%” (http://diario.iol.pt/sociedade/rui-pereira-mai-seguranca-leonel-carvalho-gabinete-coordenador/985986-4071.html).
Se tivermos em conta que a criminalidade (violenta e não violenta) vinha a diminuir desde 2003, é obviamente uma situação alaramante.
E há outro dado que não podemos contornar: em 2006 houve 139 assaltos a bancos, em 2007 houve 108: “(…)De acordo com o Relatório de Segurança 2007, o número de assalto a bancos desceu de 139 em 2006 para 108 no ano passado (…)” (http://diario.iol.pt/sociedade/assalto-assalto-bes-assalto-ao-bes-sequestro/979622-4071.html)
Se em 2008 já houve 150, mesmo que não haja mais nenhum (que é altamente improvável), os números já são preocupantes.
Isto cá no burgo é sempre meias tintas.Se fosse a sério,em vez de meia dúzia de mortes uma dúzia,o pessoal não andava com estas angústias existenciais, se há ou não uma onda violência!
Com isto ou com aquilo, o fundamental, a que agora já nem os números ajudam, é que há, de facto, falta de segurança. Deixe-se o fogo de artifício e discuta-se, a sério, a questão da (in)segurança. Não há temas tabus.Nem vale a pena fugir deles e entregar o dossier aos berlusconis. Ou não?
Abraço,
O facto de se ter colocado a nú o que existe em Portugal transporta-nos para uma realidade que muitos Portugueses desconhecem, um Portugal violento de aquisição fácil de armas, de assaltos diários à mão armada, já não é a história do “pai que matou a mãe, o cão que mordeu a criança, etc,etc…” que faz notícia nos jornais. Mas, espelha também que muito trabalho está por fazer na nossa segurança, na nossa política. Temos muitos polícias administrativos e poucos nas ruas.
De momento aqui no quintal desculpar o criminoso, culpar a sociedade e desprezar a vítima é a palavra oficiosa.
Quem disse isto foi Paulo Portas, pessoas por quem não tenho nenhuma simpatia pessoal ou política.
Acontece que em Portugal tende a misturar-se o crime com pobrezinhos, que coitadinhos tinham que vir para as ruas assaltar para poderem comer, ou melhor ainda dar de comer aos deserdados da sociedade que estavam lá por casa.
É uma imagem romântica que a esquerda que sempre adorou romantismos gostaria que fosse ela própria a realidade.
Mas não é.
Deixando de lado o crime organizado, (o melhor exemplo é o assalto à carrinha de valores da Prosegur), a restante criminalidade é esmagadoramente proveniente do crime associado à droga.
Não esquecer que o Bloco de Esquerda defende a descriminalização do seu consumo, induzindo como não poderia deixar de acontecer a maior consumo e maior tráfico.
Este crime é praticado por jovens que podendo e devendo estar a fazer coisas mais úteis acham natural a procura de dinheiro fácil associada a este comércio.
Todos estes jovens que andam por aí com belas pistolas, belos ténis, bela roupa de marca e arrogantes do seu poder uma certeza podemos ter, fome não têm!
Há outro dado curioso que gostaria muito que me explicassem.
Havendo cerca de meio milhão de pessoas inscritas nos centros de emprego como é que todos os dias vemos outros milhares de estrangeiros a atenderem-nos em todo o lado inclusive em organismos oficiais?
E de toda esta violência televisiva a que me custou mais foi ver no programa “Eixo do Mal” a violentíssima argolada que foi comentar uma peça sobre o Ozono elevado em Lamas de Olo - situado na Serra do Alvão em pleno parque natural do mesmo nome, junto de Vila Real e da serra do Marão - e ver que ninguém se apercebeu da localização daquela aldeia mágica:
Ó Daniel pá! confundir Alvão ou mesmo Marão com MARVÃO??
Ofereço-me desde já para levar todos os elementos do eixo do mal a uma visita Guiada ao Parque Natural do Alvão - incluindo a Queda de água das Fisgas do Ermelo - onde fiz voluntariado vários anos durante o meu curso na Utad.
Aqueles embaraçosos e violentíssimos minutos de televisão em que se percebeu por que motivo tanta gente do Norte se queixa do Centralismo e “Umbigismo” de Lisboa….
Este mês já não há tiroteios nos bairros sociais?
sim há e continuará a haver.. a intensidade é que pode variar.
Há um mês não havia assaltos em Portugal?
À um mês houveram alguns assaltos em Portugal.
Afinal são fáceis de responder.. pensava que fossem mais difíceis.
Haverá tiros; mas tiroteios é outra coisa. Sobretudo quando estes envolvem dois grupos que, aparentemente, se vêem como comunidades distintas, ‘estanques’ - e até rivais e mutuamente hostis.
Depois, na sequência de um incidente que está felizmente longe de ser banal, toda uma comunidade passou a sentir-se insegura e abandonou o bairro onde vivia.
É (foi) algo de mais dramático do que a ocorrência de desacatos entre , por exemplo, jovens de cada uma das comunidades; embora possa ter começado assim.
Do mesmo modo, poucos assaltos a bancos acabam com os assaltantes cocolocando inocentes na situação de reféns.
O que não invalida que possa existir um certo fenómeno de ‘onda’ ou ‘moda’.
E refiro-me aos ‘media’, não aos criminosos, que essa é outra história.
O CDS-PP vai propor a prisão preventiva para crimes de violência doméstica. E esta? A sua coluna no Expresso sempre serve para alguma coisa. Parabéns! (Sem ironia desta vez.) Todos os crimes merecem ser tratados com seriedade e dureza, desde os mais pequenos como andar a fazer tags ilegais em propriedade privada ou pública até aos crimes de colarinho branco. E para quando uma opinião sua sobre a Quinta do Mineiro?
Pois é, parece que somos todos muitos cultos para ler jornais como o CM ou o 24H. Se o fizéssemos - mesmo esporadicamente - não nos admirávamos tanto com a situação e os telejornais perdiam as suas notícias de abertura. Até parece que os bandidos para além de bandidos, são burros que nem uma porta. Quanto mais a nação está alerta mais eles assaltam. Pois é, depois os números não mentem. Pelo menos na televisão disseram que sim.
Gostaríamos de contar com sua colaboração na divulgação do nosso projeto, que já se estende por todo o território nacional.
O Projeto Sou Libanês é uma iniciativa da Eparquia Maronita junto a Embaixada e ao Consulado do Líbano, para auxiliar os descendentes de libaneses a obterem a dupla cidadania e de maneira gratuita. Realiza também o censo para saber quem e quantos são os libaneses no Brasil.
Em menos de um ano de projeto já temos mais de 9.400 pessoas cadastradas, são famílias espalhadas por todo o país. Nosso projeto vai muito além de cadastros e registros, ele está unindo famílias e permitindo que jovens descubram parte de sua identidade conhecendo mais sobre a trajetória de seus antepassados, é uma iniciativa que visa o resgate da cultura libanesa, que é tão bela.
Coloco–me à disposição através dos contatos abaixo:
O Arrastão é um blogue de Daniel Oliveira, Pedro Sales e Pedro Vieira.
Para contactar cada um deles faça o favor clicar nos seus nomes e dizer de sua justiça: Daniel Oliveira Pedro Sales Pedro Vieira
Na Quinta do Mocho, acho que se chama assim, um grupo entrou na casa de uma família faz uns 15 dias, fechou a mãe com o pai acamado no quarto, fechou os mais novos noutra divisão, e levou o mais velho para a cozinha onde o espancaram e depois mataram. Deixaram a casa destroçada, ao que parece. Chega? Bem sei que os crimes de corrupção e de colarinho branco são tão graves ou até mais graves, porque é a corrupção o grande problema deste país, mas se quem está dentro do sistema não faz nada, no Parlamento, por exemplo, o que é que se pode fazer se não falar da violência visível?
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=105804
Mister Oliveira o senhor já está como o senhor Silva não lê os jornais.
Proibiram a publicação de escutas telefónicas, por que não proíbem também a divulgação de notícias que possam perturbar a paz social? A RTP, com as audiências ganhas à custa de muito futebol profissional, já está a dar o seu contributo. Se o futebol fosse na TVI, as pessoas viam o telejornal tablóide antes de verem o futebol. Se fosse na SIC, era um pouco menos tablóide, mas também havia uma certa prioridade ao interesse médio da maioria do público. Assim, não se passa nada, ou, quando acontece alguma coisa, é lá para o final das notícias ou como nota de rodapé e sempre devidamente enquadrada e explicada ao povo. Não lhe parece estranho o futebol profissional na RTP quando havia outros canais que o queriam e pagavam por ele? Para quê na RTP? Um canal público existe para ter grandes audiências, para lutar pelas audiências à custa de muito dinheiro que sai dos impostos e da factura da luz?
E é escandaloso os telejornais só falarem de meia-dúzia de crimes violentos todos os dias, quando há umas seis dezenas (como em 2007, em 2006, em 2005,…).
É que podiam encher o telejornal, é um desperdício…
http://www.actualidade.net/vaga-de-insegurana-invade-o-pas.php
É tudo manipulação jornalística!
Nao sei, mas pelo menos os problemas com a saude acabaram…
Setembro já tá ai à porta…
Obrigatório ler:
http://blasfemias.net/2008/08/29/criminalidade-x/
Daniel deve ser porque os Politicos estão a regressar ao “trabalho”.
Mais 10 dias e já nao há mais assaltos em Portugal.
Virá outro assunto qualquer, importante ou nao…
O Daniel Oliveira adere assim à tese da “cabala”. Os media, comandados não se sabe por quem, resolveram todos atacar o ministro Rui Pereira.
Para isso usaram umas dezenas de assaltos à mão armada que aconteceram, por acaso, em Agosto.
Há nisto um certo menosprezo pelo sentimento de insegurança dos cidadãos, sentimento esse que é legítimo, justificado e um dado de facto incontornável. Este menosprezo parece aliás, paradoxalmente, ser uma pecha de toda a esquerda.
Outros, com intuitos menos recomendáveis, poderão assim capitalizar oportunamente o descontentamento e o medo.
Os crimes não têm todos os mesmos efeitos sobre o cidadão comum e por isso as estatísticas podem ser enganadoras já que frequentemente misturam crimes de tipos muito diferentes. Os assaltos profissionais a carrinhas de bancos, ou as guerras entre gangs, ou os crimes passionais, são coisas que o cidadão não vê como uma ameaça para si próprio embora deplore tais violências.
Mas ter medo de entrar no seu banco, ou na sua farmácia, ou que entrem na sua casa enquanto dorme, ou que o ataquem enquanto estaciona o automóvel, isso são coisas que causam uma profunda perturbação.
Os assaltantes incompetentes e “espontâneos” são aqueles que mais medo provocam pois as suas acções são imprevisíveis e incompreensíveis na maior parte dos casos. Podem levar às mais caóticas situações de violência, daquelas em que o cidadão não tem forma de se precaver por mais que queira.
O que eu acho mais inadmissível, com base nas descrições dos assaltos recentes, é que parece ter-se criado um tal sentimento de impunidade que qualquer pateta decide, de um momento para o outro, pegar numa arma e assaltar um banco.
Epá informem-se melhor.
Ainda no outro dia houve uma tentativa de assalto a um banco. A empregada da limpeza num gesto intuitivo lançou-lhe um balde de água em cima fechando a porta em seguida. Depois na zona dos ATM´S estava um velhote de muletas que ainda deu umas stikadas no encapuzado. De tanta baralhação fugiram. É o Portugal de hoje.
Diz-me uma amiga colorida minha brasileira, daqui a uns cinco anos isto está igual ao Brazil. Vamos aí, arrebenta que é para quebrar.
Zorze
http://guimaraes2-observador.blogspot.com/2008/08/seguranas-inseguranas-e-outras-andanas.html
já que fui visado pelo exame prévio, perdido por 100 perdido por 1000: http://oultimopingo.blogspot.com/2008/08/cartas-dos-leitores-2.html
e para que ninguém se ria…
http://oultimopingo.blogspot.com/2008/08/poisso-s-coisitas-pequeninas-que-no.html
por lapso coloquei aqui o comentário que se destinava ao artigo “primeiro em tragédia, depois em farsa”
«Este mês já não há tiroteios nos bairros sociais?
Há um mês não havia assaltos em Portugal?»
És mesmo torpe! Estarás a insinuar que todo o alarido foi provocado pela Comunicação Social e aqui incluo os blogues?
Não sentes e pressentes o terror que grassa na sociedade portuguesa? Eu já não saio de casa e como eu milhões de portugueses! Estás cego?…
O que é que vc quer dizer com isto ? Hummm …
Nao sei, mas pelo menos os problemas com a saude acabaram…
E não só, também deixou de haver providências cautelares na Câmara de Lisboa!
Então, não nenhum post neste blog sobre a “fracturante” escolha de Mccain para vice-presidente? Pelo vistos não é so Obama que é fracturante na politica americana.
Caro Fernando Penin
Não é preciso existir nenhuma cabala, basta pensarmos que isto funciona por modas. Desde o assalto do BES, as questões de segurança passaram a ser “a” moda. É óbvio que sempre hove assaltos em Portugal e se houve acréscimo em relação ao ano passado, não acredito que tenha sido significativo. Digo-lhe mais, se por alguma calamidade, Monsanto ou a Peneda-Gerês ardessem amanhã, aposto que quaisquer duas árvores a arder abririam os noticiários por duas semanas.
É uma questão de modas, deixe lá as cabalas para a articulação entre as agendas do presidente da republica e da presidente de 35% do psd.
Independentemente das notícias mais ou menos sensacionalistas, há factos que são preocupantes: “Segurança: crimes violentos aumentaram 15%” (http://diario.iol.pt/sociedade/rui-pereira-mai-seguranca-leonel-carvalho-gabinete-coordenador/985986-4071.html).
Se tivermos em conta que a criminalidade (violenta e não violenta) vinha a diminuir desde 2003, é obviamente uma situação alaramante.
E há outro dado que não podemos contornar: em 2006 houve 139 assaltos a bancos, em 2007 houve 108: “(…)De acordo com o Relatório de Segurança 2007, o número de assalto a bancos desceu de 139 em 2006 para 108 no ano passado (…)” (http://diario.iol.pt/sociedade/assalto-assalto-bes-assalto-ao-bes-sequestro/979622-4071.html)
Se em 2008 já houve 150, mesmo que não haja mais nenhum (que é altamente improvável), os números já são preocupantes.
ISTO SÃO NÚMEROS E NÃO NOTÍCIAS ISOLADAS
Isto cá no burgo é sempre meias tintas.Se fosse a sério,em vez de meia dúzia de mortes uma dúzia,o pessoal não andava com estas angústias existenciais, se há ou não uma onda violência!
Com isto ou com aquilo, o fundamental, a que agora já nem os números ajudam, é que há, de facto, falta de segurança. Deixe-se o fogo de artifício e discuta-se, a sério, a questão da (in)segurança. Não há temas tabus.Nem vale a pena fugir deles e entregar o dossier aos berlusconis. Ou não?
Abraço,
Alguem se lembra de quando todos os dias morria gente devido ao encerramente das “urgencias” no País?!?! Foi há 1 ano apenas!!
As formigas trabalharam … as cigarras foram de férias …
Viva,
O facto de se ter colocado a nú o que existe em Portugal transporta-nos para uma realidade que muitos Portugueses desconhecem, um Portugal violento de aquisição fácil de armas, de assaltos diários à mão armada, já não é a história do “pai que matou a mãe, o cão que mordeu a criança, etc,etc…” que faz notícia nos jornais. Mas, espelha também que muito trabalho está por fazer na nossa segurança, na nossa política. Temos muitos polícias administrativos e poucos nas ruas.
Corre o risco de ficar em prisão preventiva…
Infelizmente tem razão.
De momento aqui no quintal desculpar o criminoso, culpar a sociedade e desprezar a vítima é a palavra oficiosa.
Quem disse isto foi Paulo Portas, pessoas por quem não tenho nenhuma simpatia pessoal ou política.
Acontece que em Portugal tende a misturar-se o crime com pobrezinhos, que coitadinhos tinham que vir para as ruas assaltar para poderem comer, ou melhor ainda dar de comer aos deserdados da sociedade que estavam lá por casa.
É uma imagem romântica que a esquerda que sempre adorou romantismos gostaria que fosse ela própria a realidade.
Mas não é.
Deixando de lado o crime organizado, (o melhor exemplo é o assalto à carrinha de valores da Prosegur), a restante criminalidade é esmagadoramente proveniente do crime associado à droga.
Não esquecer que o Bloco de Esquerda defende a descriminalização do seu consumo, induzindo como não poderia deixar de acontecer a maior consumo e maior tráfico.
Este crime é praticado por jovens que podendo e devendo estar a fazer coisas mais úteis acham natural a procura de dinheiro fácil associada a este comércio.
Todos estes jovens que andam por aí com belas pistolas, belos ténis, bela roupa de marca e arrogantes do seu poder uma certeza podemos ter, fome não têm!
Há outro dado curioso que gostaria muito que me explicassem.
Havendo cerca de meio milhão de pessoas inscritas nos centros de emprego como é que todos os dias vemos outros milhares de estrangeiros a atenderem-nos em todo o lado inclusive em organismos oficiais?
E de toda esta violência televisiva a que me custou mais foi ver no programa “Eixo do Mal” a violentíssima argolada que foi comentar uma peça sobre o Ozono elevado em Lamas de Olo - situado na Serra do Alvão em pleno parque natural do mesmo nome, junto de Vila Real e da serra do Marão - e ver que ninguém se apercebeu da localização daquela aldeia mágica:
Ó Daniel pá! confundir Alvão ou mesmo Marão com MARVÃO??
Ofereço-me desde já para levar todos os elementos do eixo do mal a uma visita Guiada ao Parque Natural do Alvão - incluindo a Queda de água das Fisgas do Ermelo - onde fiz voluntariado vários anos durante o meu curso na Utad.
Aqueles embaraçosos e violentíssimos minutos de televisão em que se percebeu por que motivo tanta gente do Norte se queixa do Centralismo e “Umbigismo” de Lisboa….
O mal ainda pode ser reparado!
Este mês já não há tiroteios nos bairros sociais?
sim há e continuará a haver.. a intensidade é que pode variar.
Há um mês não havia assaltos em Portugal?
À um mês houveram alguns assaltos em Portugal.
Afinal são fáceis de responder.. pensava que fossem mais difíceis.
faz um post sobre os 3 dias tipo velha urss - avante.
Haverá tiros; mas tiroteios é outra coisa. Sobretudo quando estes envolvem dois grupos que, aparentemente, se vêem como comunidades distintas, ‘estanques’ - e até rivais e mutuamente hostis.
Depois, na sequência de um incidente que está felizmente longe de ser banal, toda uma comunidade passou a sentir-se insegura e abandonou o bairro onde vivia.
É (foi) algo de mais dramático do que a ocorrência de desacatos entre , por exemplo, jovens de cada uma das comunidades; embora possa ter começado assim.
Do mesmo modo, poucos assaltos a bancos acabam com os assaltantes cocolocando inocentes na situação de reféns.
O que não invalida que possa existir um certo fenómeno de ‘onda’ ou ‘moda’.
E refiro-me aos ‘media’, não aos criminosos, que essa é outra história.
O CDS-PP vai propor a prisão preventiva para crimes de violência doméstica. E esta? A sua coluna no Expresso sempre serve para alguma coisa. Parabéns! (Sem ironia desta vez.) Todos os crimes merecem ser tratados com seriedade e dureza, desde os mais pequenos como andar a fazer tags ilegais em propriedade privada ou pública até aos crimes de colarinho branco. E para quando uma opinião sua sobre a Quinta do Mineiro?
Boa discussão.
Identifico-me maioritariamente com os comentários:
“Nao sei, mas pelo menos os problemas com a saude acabaram…”
“Mais 10 dias e já nao há mais assaltos em Portugal. Virá outro assunto qualquer, importante ou nao…”
Escrevi também sobre este assunto: Criatividade Jornalística
Pois é, parece que somos todos muitos cultos para ler jornais como o CM ou o 24H. Se o fizéssemos - mesmo esporadicamente - não nos admirávamos tanto com a situação e os telejornais perdiam as suas notícias de abertura. Até parece que os bandidos para além de bandidos, são burros que nem uma porta. Quanto mais a nação está alerta mais eles assaltam. Pois é, depois os números não mentem. Pelo menos na televisão disseram que sim.
Boa tarde,
Gostaríamos de contar com sua colaboração na divulgação do nosso projeto, que já se estende por todo o território nacional.
O Projeto Sou Libanês é uma iniciativa da Eparquia Maronita junto a Embaixada e ao Consulado do Líbano, para auxiliar os descendentes de libaneses a obterem a dupla cidadania e de maneira gratuita. Realiza também o censo para saber quem e quantos são os libaneses no Brasil.
Em menos de um ano de projeto já temos mais de 9.400 pessoas cadastradas, são famílias espalhadas por todo o país. Nosso projeto vai muito além de cadastros e registros, ele está unindo famílias e permitindo que jovens descubram parte de sua identidade conhecendo mais sobre a trajetória de seus antepassados, é uma iniciativa que visa o resgate da cultura libanesa, que é tão bela.
Coloco–me à disposição através dos contatos abaixo:
Cordialmente,
Sheila Cristina
(14) 2109-6671
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