Ainda não se sabe o que vai acontecer, mas uma coisa é certa: o que era impossível ao governo português, parece estar mais ao alcance dos trabalhadores da General Motors Europa. Os trabalhadores das várias fábricas europeias da GM, incluindo a de Saragoça, fizeram greves de solidariedade e o resultado está à vista. Para quem, à esquerda, negando todos os fundamentos da ideologia que defende, continua a acreditar que a defesa dos «interesses nacionais» é o melhor caminho, aqui está uma excelente lição com que devem aprender muito. Para os que, à direita, continuam a achar que estamos todos condenados a aceitar o que cada administração decide, aqui está uma lição que, por mais vezes que serepeita, nunca aprenderão.


Sem respostas ao post “Os trabalhadores não têm pátria”  

  1. 1 1  morfeu

    O meu departamento na escola onde trabalho não tem gabinete nenhum…mas afinal somos apenas esses incompetentes a quem chamam de professores…
    Saudações
    MOrfeu

  2. 2 2  luikki

    provávelmente o resultado será nulo…
    mas vale sempre a pena lutar!

    se, eventualmente, conseguirem impedir o encerramento sa azabuja, será conveniente que não apareça nenhum ministro a tentar ficar com os louros….

  3. 3 3  ezer

    Pois é.Só que ouvi na TSF que a GM se vai juntar à renault/Nissan,o que quer dizer que vai haver downsizing em jargão economês,q significa,despedimentos…InchAllah,que não.

  4. 4 4  Pedro

    O grande problema da esquerda é o de ter doutrinado o povo que o nacionalismo é mau, uma vez que ele se encontrava intimamente ligado ao Estado Novo.
    Quando agora se trata da defesa de um interesse nacional, há dúvidas existenciais a surgirem dos poros de alguma esquerda

  5. 5 5  Pedro

    O grande problema da esquerda é o de ter doutrinado o povo que o nacionalismo é mau, uma vez que ele se encontrava intimamente ligado ao Estado Novo.
    Quando agora se trata da defesa de um interesse nacional, há dúvidas existenciais a surgirem dos poros de alguma esquerda

  6. 6 6  pepe

    Colocando o episódio em linguagem neo-liberal diria que é a pressão do cartel internacional dos trabalhadores que está a prejudicar a livre relação contratual entre empregadores e empregados. Ou que os sindicatos têm um lobby poderoso que influencia de modo obscuro a dinâmica natural das relações de trabalho.

    Falando sério: o que estas acções põe em questão é como a Comunidade Europeia, com seu projecto de políticas sociais, desenvolvimento económico sustentado, etc e tal, se deixa condicionar sem maior resistência pela concorrência de países que estão ao nível da Revolução Industrial do sec.XIX no que diz respeito aos direitos sociais mais elementares, como por exemplo a repressão do sincicalismo livre.

  7. 7 7  Quintanilha

    Um exemplo a seguir pelos sindicatos portugueses:

    «Duas organizações sindicais britânicas estão a investir um milhão de libras (cerca de 1,45 milhões de euros) numa campanha publicitária em que apelam ao boicote à compra de automóveis da PSA Peugeot Citroen, que decidiu fechar a fábrica de Ryton, em Inglaterra.”

    Esta medida é que faria “mossa” na Opel e em todo o grupo GM, o resto são tretas!
    Eu alinho, não estou a pensar em comprar nada desta marca!

  8. 8 8  carlos

    Todas as soluções que se encontrem no sentido de chegar a um resultado real podem ser positivas.O problema é sempre o mesmo incompetencia,venha ela do estado ou dos conselhos de administração das empresas.como todos sabemos alguem acaba por pagar o preço ou os trabalhadores ou os contribuintes.O que vai acontecer é que mais rapido do que aquilo que pensa(e infelizmente para todos)vai ter de tirar o post.se a esquerda não tivesse memoria selectiva o senhor ja tinha chegado a essa conclusão mas como dizia o outro è a vida….

  9. 9 9  a.pacheco

    Pedro a diferença é entre ser-se patriota e patrioteiro.

    Eu sou de esquerda defendo o meu país considero-me um patriota, mas abomino tudo o que me cheire a patrioteirismo balofo, O salazarismo e toda a direita na realidade continuam na senda do Carlos de Bragança a achar que este país é uma piolheira….

  10. 10 10  Isabel Coutinho

    Sim senhor ! É uma grande lição. Que prova que solidariedade é um sentimento que ainda existe. E que o mundo é feito de seres humanos, e não de peças de máquina.

    Mas, regeito o título:

    “Os trabalhadores não têm patria”.

    Têm ! São portuguesas, espanhóis, alemães, etc., unidos contra a injustiça. Mas não deixam de ser portuguesas, espanhóis, alemães, etc., e de se orgulharem disso. Ao contrário do que pretendem os defensores de uma UE que defendem o fim das Pátrias, e das Nações.

    Os trabalhadores têm Pátria.

    A Solidariedade é que não !

  11. 11 11  xatoo

    tretas, estas greves de solidariedade,,,
    ainda não se percebeu que o processo que a GM, como qualquer outra fábrica do mesmo género, desenvolvem é a passagem para o taylorismo - as fábricas já não fabricam nada, são centrais de encomendas subcontratadas em regime de outsourcing, que de seguida apenas montam esses componentes.
    O que a GM e outros grandes “fabricantes” estão a levar a cabo é o processo de financiarização: a GM Bussiness, que pelo atendimento ao factor capital funcionam mais como banco, e põem a enfase mais nos incentivos ao consumo.
    É nas pequenas fábricas de componentes que a luta patrão-trabalhador se deveria desenrolar, mas devido pulverização em pequenas e micro empresas essa luta está hoje completamente diluida.
    “divide et impera”

  12. 12 12  joão a

    Mas porque motivo toda esta boa gente de esquerda não funda e gere, ela própria, empresas, abre fábricas e emprega “os trabalhadores”?!?! em vez de se estar permanentemente a lamuriar…será que todas as pessoas capazes de criar emprego são de “direita”?! talvez se conseguisse, dessa forma, criar os tais “empregos estáveis” e assegurar todos os “direitos” de que falam…

  13. 13 13  Rosa Aires

    Essa «piada» sobre os que à esquerda só pensam nos interesses nacionais não têm sentido nenhum e é mesmo «cassete» bloquista contra o PCP.
    Relembro que foi o Vítor Dias que no «Público» de 23 de Junho publicou um artigo intitulado «Bonito de se ver» precisamente sobre a solidariedade entre trabalhadores da Opel/GM de diversos países
    (esse artigo foi publicado por alguém em http://lisboalisboa.blogspot.com).
    Ou seja, uma coisa que eu não vi o Daniel Oliveira fazer no seu espaço no «Expresso».

  14. 14 14  António Silva

    “Proletários de todo o mundo, uni-vos!”… parece que os fantasmas voltam a pairar nos céus da Europa, agora talvez em versão global.

  15. 15 15  Professo Neca

    No fim de tudo vai fechar, isso é mais que certo

  16. 16 16  Isabel Coutinho

    Para quê ? Todos os “comments” que eu “posto” não aparecem …

  17. 17 17  Daniel Oliveira

    Isabel, todos os seus comentários foram publicados. Aliás, nesta caixa tem mais um.

  18. 18 18  Daniel Oliveira

    Rosa Aires, imagino que Vitor Dias ache exceente que os outros façam greve por nós. Assim como acha excelente que Jerónimo de Sousa vá dar abaraços ao primeiro-ministro chinês e se esteja nas tintas para a situação de escravatura dos trabalhadores chineses. A solidariedade dos outros sabe sempre muito bem, não é?

  19. 19 19  Anónimo

    Os trabalhadores têm pátria. E a pátria permite-lhes o acesso a opções em espaços limitados, formatados, onde as fronteiras continuam a representar a dicotomia entre o imaginário e o simbólico.

    Para além disso, os trabalhadores precisam de comer, e para além das fronteiras, procuram lugares onde o espaço não os asfixie, onde o dia-a-dia não continue a ser uma mera questão casuística, onde a simbólica não seja a forma como se molha o pão no azeite ou como se gosta (ou não) de cerveja com espuma.

    Aparentemente, o acesso à informação não é para todos, e as correntes de opinião que se formam, como no caso da GM, parecem transcender a mera realização do trabalhador em si mesmo (próprio).

    Leva-o [ao trabalhador, com menos ou mais pátria], para uma lógica em que se reconhece como igual.

    Infelizmente - e no caso de Portugal - a sociedade civil é praticamente inexistente.

    Só nos resta apoiar!

    Miss Pink

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