Intenção de voto dos eleitores do BE em Manuel Alegre: 81,9% (Aximage). É neste momento, de longe, a maior em todos os partidos.


51 respostas ao post “Ou como alguns sectores próximos do Bloco estão a léguas do eleitorado do Bloco”  

  1. 1 1  JA

    Segundo os dados que refere, cerca de 20% dos eleitores do Bloco não tencionam votar no candidato que o partido apoia. Acha pouco?

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Acho pouquíssimo. O eleitorado do BE não é militante e muito menos faz o que o partido manda. 20% quando o apoio tem dias é quase nada.

  2. 2 2  Antónimo

    Mas então pq não metem o partido em OPA para que os simpatizantes o governem? É correr com esses tontos dos militantes que não sabem o que é bom para o bloco.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Mas quem é que falou dos militantes? falei de alguns sectores PRÓXIMOS do Bloco.

    André Reply:

    Quais são os “alguns sectores próximos do Bloco”?

    Daniel Oliveira Reply:

    Já respondi

  3. 3 3  PMDM

    Pois, mas o problema de Manuel Alegre nessa sondagem não é o eleitorado do bloco.O problema é o eleitorado do PS.

    E já agora o maior problema de todos é que o Cavaco, mesmo só tendo feito asneiras, ainda tem 20% de vantagem…..

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Falta o PS resolver os seus problemas. Ou então dar a vitória a Cavaco.

    luÍs bernardo Reply:

    E será que o PS, do eng Sócrates, não está mais próximo de Cavaco do que de Alegre?. A questão não é nova, mas basta comparar três ou quatro ideias fundamentais para perceber que ideologicamente Sócrates está mais perto de Cavaco. Aliás, as divergências entre os dois ou são por questões fracturantes (irrelevantes para resolver a crise conjuntural e estrutural) e em assuntos, diria estranhos, como o caso das escutas. Nada disto altera o facto do PS shoje um partido tão à esquerda, como foi o PSD de Cavaco.

  4. 4 4  LAM

    “É neste momento, de longe, a maior em todos os partidos.”

    O que é que isso quer dizer?

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    50% nos outros dois à esquerda.

    LAM Reply:

    Desculpe a insistência mas é para ver se percebi bem:

    a sondagem englobou PS e PCP e, nesses partidos,a adesão ao apoio a Alegre andou pelos 50% ? é isso?

  5. 5 5  Antónimo

    Falo eu pq também já os ouvi expressar em vários blogues que para aí andam. Qual é a dúvida?

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Ouviu OS MILITANTES ou alguns militantes? É que eu sou militante. Por acaso até me referia a alguns sectores não-militantes.

  6. 6 6  Antónimo

    Além do mais essa conversa é falaciosa, intelectualmente desonesta além de constituir uma graçola que não me parece que os seus camaradas críticos engulam (nem devem).

    Já agora, há-de explicar-me que raio de eleitores do Bloco são esses de que fala no título mas que afinal não são sectores próximos do Bloco. São eleitores que votam Bloco mas que são antes de sectores próximos do CDS, do PSD, do PS ou do PCP?

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    5 dias, por exemplo, que é com quem tenho tido esta polémica.

  7. 7 7  Antónimo

    Li OS TONTOS DOS MILITANTES QUE NÃO SABEM O QUE É BOM PARA O BLOCO. Acho que estava perceptível que era diferente d’OS MILITANTES.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Se são militantes não são próximos, são o Bloco. Acho que estava perceptível que era diferente de militantes.

  8. 8 8  Antónimo

    Pelo que vou lendo por lá e arredores não me parece que o Renato Teixeira, que pelo que li já nem é militante, seja o único descontente.

    Pode não ser uma maioria significativa, até pode ser residual, mas para quem se reclama de outros campeonatos…

    [Responder]

    André Reply:

    Correcto, veja-so no Troll Urbano ou no ruptura vizela:

    http://troll-urbano.blogspot.com/2010/01/sobre-o-apoio-do-be-manuel-alegre.html

    http://rupturavizela.blogs.sapo.pt/791500.html

    Gente que não segue “o chefe” per se.

    Daniel Oliveira Reply:

    adoro isto: há uns que quando discordam estão a caminho do PS, outros quando o fazem não seguem o chefe.

    Pela enésima vez: as pessoas linkadas não estão próximas do Bloco. São do Bloco.

  9. 9 9  Antónimo

    O post é provocatório e era desnecessário. Acho que cai mal.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    É para ser claro: há, por parte de muita gente, um equívoco sobre a natureza do eleitorado do BE.

  10. 10 10  Nuno Castelo-Branco

    Azar de Manuel Alegre. Pelo que se vê, os 81% são uma clara desvantagem. Explique esse quase unanimismo a quem esteja longe de querer embarcar em aventuras cujo fim se conhece.

    [Responder]

  11. 11 11  C. Vidal

    Não estando mais nenhum candidato no terreno, “imposto” este à “esquerda”, seria era natural que a percentagem subisse até aos 95%.

    [Responder]

  12. 12 12  Rui F

    Daniel

    E os aderentes do Bloco que já vieram a publico demarcar-se de qualquer apoio a MA ou até mesmo recusar qualquer acção de campanha?

    Não há dúvida que são os simpatizantes não aderentes que dão volume estatístico ao BE, mas é nos aderentes e noutros carolas que o Bloco pode contar para acções de rua, colar cartazes e dar o corpo ao manifesto…

    Pense nisso

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Mais uma vez: não estava a falar dos aderentes até porque, segundo sei, a Mesa Nacional, por eles eleitas de forma proporcional, acabou de aprovar o apoio a Alegre. Repito: “sectores próximos”.

    cafc Reply:

    Meu caro Rui F

    Dirijo-me a ti (já nos “conhecemos” o suficiente para deixarmos o “você”), em primeiro lugar. Depois vou “falar” com o Daniel.

    Sei que lês os meus comentários, tal como eu leio os teus e os dos outros comentadores. Por isso, quero fazer um pequeno esclarecimento:

    A posição que tenho manifestado quanto à “questão Manuel Alegre” (podendo ser interpretada como do “coração”) é muito mais racional, porque não se limita a estas presidenciais:

    1- Manuel Alegre não anunciou uma candidatura. Limitou-se a dizer que estava disponível (Jorge Sampaio anunciou a sua candidatura com um ano de antecedência);

    2- Há quatro anos, Manuel Alegre fez um discurso em Viseu. Pelo seu teor, tudo indicava que ia anunciar a sua candidatura. Chegou ao último parágrafo do discurso e… foi o que se ouviu. Viria a candidatar-se uns tempos depois;

    3- Como, ainda ninguém anunciou que era candidato, tenho a sensação de estar a viver uma espécie de “febre de Alegre à noite e de dia”.

    O que eu defendo, racionalmente, é um projecto de esquerda (ou das esquerdas) para o País.
    E entendo que a vertente principal tem a ver com as eleições para a Assembleia da República. Ou, então, vamos continuar a assistir aos “remakes”.
    Numa perspectiva de esquerda, “n” cidadãos vão continuar a votar PS, para o PSD não ganhar. E, depois, os governos PS (oh! espanto dos espantos) fazem uma política de direita, com o respectivo apoio dos seus deputados.

    Enquanto não houver esse projecto global de esquerda, vamos continuar a assistir ao “espectáculo quinquenal” das presidenciais, ou seja, qual é o “verdinho” que vamos engolir, para o “gajo” da direita não ganhar. Ainda se fosse um “verdinho” das adegas do Minho…

    Um abraço, meu amigo.

    cafc Reply:

    Meu caro Daniel Oliveira

    Tens toda a legitimidade para defender, até ao último argumento, a hipótese da candidatura de Manuel Alegre. Escrevo hipótese, porque o próprio só anunciou uma disponibilidade para se candidatar.
    Recordo que, há uns tempos, também anunciou a disponibilidade para a formação de um novo Partido. E acabou a apoiar o PS (de Sócrates) nas últimas legislativas.
    Quanto a mim, mandava a prudência que o entusiasmo fosse mais contido. Até porque tenho sérias dúvidas de quem vai tirar mais benefícios.
    Repito que, se houver uma 2ª volta entre Alegre e Cavaco, votarei Alegre. Mas, como, por enquanto, só estamos no domínio dos “cenários”, coloco-te uma questão muito simples:

    Se, por qualquer motivo (incluindo a vontade do próprio), Manuel Alegre não se candidatar, já tens aquilo a que se costuma chamar “o plano B”?

    Um abraço.

    Daniel Oliveira Reply:

    Tendo em conta as coisas que tenho escrito, “entusiasmo” parece-me uma expressão um pouco exciva.

    cafc Reply:

    Talvez seja um pouco excessiva. Porém, defendeste a ideia de que se deveria votar em Manuel Alegre logo à primeira. Eu só o farei, no “cenário” que mencionei, à segunda.

    Nas presidenciais, só voto, à primeira, num candidato que me “entusiasme”. Por isso, já estou um pouco farto da “sina de engolir um sapo” à segunda (quando ela se verificou).

    Retirando o “entusiasmo” (e por maioria de razão), poderás, se quiseres, esclarecer a questão do “plano B”?

    Um abraço.

  13. 13 13  Daniel Oliveira

    Não havendo nenhum do PS ou do PCP, é só de 50% nestes partidos. Não, não seria natural. Muito menos tendo em conta as características do eleitorado do BE.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Já agora, 13% dizem que vão votar Cavaco (mais ou menos o desvio normal do BE que cai por vezes para a direita – o voto menos político). Ou seja, sobram muito poucos à espera de outro candidato à esquerda. Sobretudo quando comparados com o PS ou PCP.

  14. 14 14  Grumbler

    Ou como se vê que se calhar muitos eleitores do BE na realidade são “socialistas” disfarçados ;)

    [Responder]

    João Delgado Reply:

    De facto, fazendo uma sondagem em que só se pode escolher entre Cavaco e Alegre não admiram os resultados.
    Mas não será mais prudente ler nesta sondagem que é necessária a existência de mais candidato(s) à esquerda para suster a abstenção e possibilitar uma segunda volta?
    O Daniel não lê nesta sondagem a inapelável derrota de Alegre numa primeira volta a dois? Prefere dar uma canelada aos sectores próximos do Bloco?
    Só quem está obcecado com o apoio a Alegre não constata que, pela primeira vez em 10 anos de Bloco, militantes e apoiantes de todas as correntes se manifestam publicamente contra uma decisão imposta pela direcção como facto consumado. O que se está a passar vai muito além da contestação ao Acordo de Lisboa.
    É correr os blogs e redes sociais para ver a expressão da indignação bloquista com o apoio ao apoiante de Sócrates.
    E o que choca muita desta gente nem é o possível voto “útil” em Alegre, é antes o entusiasmo e a precipitação com que a direcção do Bloco, nomeadamente a sua ala social-democrata, correu para o regaço do poeta mesmo antes de este apresentar a candidatura.
    Sou dos que não baixam os braços e continuam a pugnar por uma candidatura da esquerda anti-capitalista.

    Daniel Oliveira Reply:

    João Delgado, acho extraordinário que uma voltinha pelas redes sociais valha mais do que uma sondagem. Valem as duas alguma coisa e nenhuma substitui as decisões democráticas do partido. Se foi imposta ou não como facto consumado é outra coisa. Não sou da Mesa Nacional e por isso faltam-me ainda os dados. Não estou, por isso, a fazer o debate interno (por isso falei de pessoas próximas, e não de militantes do Bloco).

    Se me quiseres dizer o que é uma candidatura de esquerda anticapitalista cá estarei. Tenho uma certa dificuldade em discutir no ar.

    Daniel Oliveira Reply:

    Seja como for, o que esta sondagem nos diz é apenas que o incómodo de que falas parece não se fazer sentir no eleitorado. Vale o que vale. Mas alguma coisa vale.

    João Delgado Reply:

    O que é um candidato anti-capitalista, Daniel? essa é mesmo difícil…
    Vamos tentar, por exemplo alguém que não diga que compreende que Sócrates negoceie o orçamento com a direita porque o PC e o Bloco não aceitam a democracia de mercado. Não preciso de lembrar quem disse isto, pois não?

    Quanto à sondagem, vamos só assentar num ponto. Ela não nos diz nada sobre quem os eleitores do Bloco prefeririam como candidato, apenas nos diz (vamos ser ingénuos e acreditar nos números) que numa situação Alegre vs Cavaco a esmagadora maioria votaria Alegre.
    Daniel, bastava terem-me perguntado, não era necessário fazer uma sondagem

    joaquim azevedo Reply:

    Subscrevo totalmente o João Delgado.
    Aliás, enquanto aderente do Bloco, já fiz saber junto da estrutura onde milito a minha completa discordância pela forma como este processo decorreu. De facto, o Louçã correu a apoiar a candidatura Alegrista mesmo antes da reunião da mesa nacional que só aconteceu no dia 23 de Janeiro. Isto, para mim, é intolerável. A Mesa Nacional não tinha mandato para decidir uma questão destas sem ouvir os militantes e o Louçã muito menos.
    Para além disso, não me estou a ver a colocar a cruzinha num tipo que defende a NATO e o capitalismo. Para isso, faço como outros – mudo-me para o PS.
    E sim, João Delgado: “pugnar por uma candidatura anti-capitalista” é o mínimo que qualquer tipo de esquerda deve fazer se quiser ser coerente – e de esquerda, já agora.

    Daniel Oliveira Reply:

    A questão interna e de procedimento é outro tema. Relevante, obviamente. Mas é outro.

  15. 15 15  Antonio Cunha

    O BE ainda não percebeu que acabou por destruir todas as hipóteses de Alegre ser eleito.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Cunha, talvez o BE queira que Alegre seja eleito sem ser refém de Sócrates. E faz bem.

  16. 16 16  Luís Marvão

    Se é verdade que um partido se faz de militantes, também não é menos verdade que o seu eleitorado (para alguns, os simpatizantes) não é coisa de somenos. E que partido sem eleitores ou simpatizantes (ou com uma percentagem residual destes) é, na melhor das hipóteses, uma associação de bons amigos, na pior, uma seita. E que não ver esse desfasamento é prova de cegueira.
    Vejo nos comentários de alguns, que presumo que sejam militantes, um certo desdém (parece-me ser o subtexto) pelos simpatizantes/eleitores, essa massa amorfa desprovida da cultura política tão necessária à agit e prop.
    Pergunto então como querem os senhores militantes fazer do nosso país uma sociedade mais justa. Ou, lá mais para as bandas de um futuro radioso, criar a sociedade socialista. Sem eleitores? É que, se é sem eleitores, eu só conheço uma via, que é a da violência revolucionária. E, no século XX, os seus resultados não foram muito brilhantes, à parte o contributo (decisivo) da saudosa Pátria Soviética para a derrota do nazismo e para a extinção dos impérios coloniais.

    [Responder]

  17. 17 17  LAM

    Contas:

    Legislativas: PS-36,5 BE-9,8 CDU-7,8.

    Sondagem: PS-18,25 BE-8,36 CDU-3,9.

    A procissão ainda não saiu mesmo do adro.
    Tendo por base essa sondagem, a única hipótese de passar Alegre à 2ª volta é o aparecimento de uma outra candidatura de dentro do PS (para além de outra à esquerda). Caso contrário os tais 50% do PS que não apoiam Alegre (18,25%) vão estar na abstenção ou no voto em Cavaco.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Os que não dizem nem um nem outro podem votar num ou noutro. Até porque o PS ainda não disse quem apoia.

  18. 18 18  luÍs bernardo

    E isso é bom?

    [Responder]

  19. 19 19  renegade

    Daniel, não te parece chato o Louçã decidir sozinho para as televisões pôr o BE a apoiar um pré-pré-candidato de outro partido? Dá ideia que não, que é tudo normal. Eu não sou do bloco mas já fui do PCP e sei que uma das coisas que me levou a sair do PCP e a não entrar no BE é esta vulnerabilidade orgânica às golpaças políticas de meia dúzia de iluminados, onde curiosamente até estão pessoas que considero minhas amigas. Desgosta-me quando me esfregam na cara que as minhas ilusões de igualitarismo democrático afinal, não passam disso mesmo, ilusões.

    [Responder]

  20. 20 20  j

    Manuel Alegre é o paradigma do “funcionário público político”. Tendo feito “carreira” na “luta pela liberdade” foi “admitido” na Assembleia da República e nunca mais de lá saiu. Entretanto, foi escrevendo uns livros.

    Quando decidiu, há muito tempo, chegar a “general”, então, reformou-se com o tempo todo de serviço. Neste processo de decisão fez as encenações políticas convenientes. Fazendo parecer que não fazia parte do “sistema” quando ele é o “sistema”.

    Acaba a «perder o juízo» querendo ser presidente da república. Um problema complicado para o Partido Socialista. Ou talvez não. Porque para o Partido Socialista é de toda a conveniência que Cavaco Silva continue.

    E não tenho dúvidas. De que Manuel Alegre nunca será presidente com o Partido Socialista no governo.

    [Responder]

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