A polícia entrou no Rivoli e evacuou o teatro. A saída dos ocupantes aconteceu sem qualquer incidente.
Por Daniel Oliveira 19 Out 06 em Sem categoriaA polícia entrou no Rivoli e evacuou o teatro. A saída dos ocupantes aconteceu sem qualquer incidente.
Por Daniel Oliveira 19 Out 06 em Sem categoria
A polícia fez aquilo que deveria ter feito após 12 horas de ocupação.
Para que é que demoraram três dias a decidir fazer o que poderiam ter feito imediatamente?
Tem toda a razão Luis Lavoura se ocupassem a sede do BE era o procedimento exigido pelo camarada Louça
Mas a sede do Bloco é tão pequena , que quem é que se dava ao trabalho de a ocupar….
Mas o que está em causa, é se um autarca pode dispôr de edificios á responsabilidade da Camara a seu belo prazer.
Todos pagámos a recuperação do Rivoli, é um bem que deve ser usufruido pela população do Porto, a Camara tem obrigações culturais com quem a elegeu, Rio não cumpre, aliás Rio é cego surdo e mudo, a qualquer critica, ele só entende a bajulação.
Realmente o povo do Porto merecia melhor.
A atitude dos ocupantes , pode ter aspectos menos correctos, mas ao menos trouxe para a discussão o estado lastimável em que esta veração PSD-CDS, trata a cultura da sua cidade.
Mas eu percebo os Lavouras Necas e companhia, tambem Milan Astray dizia que cada vez que ouvia falar em cultura puxava de uma arma, estes e o Rio são da mesma massa.
Enfim, revolucionários de aviário.
Ao menos podiam resistir um bocadinho, para a malta poder vê-los a levar umas bordoadas na abóbora.
Mas nada…aquilo é só letra…cá para mim estavam ansiosos que os fossem lá tirar, que isto de não ter moletes e croissants para enfardar ao pequeno-almoço, dá cabo do ânimo de qualquer revolucionário que se preze.
Para insatisfação do Bloco “a saída dos ocupantes aconteceu sem qualquer incidente”. Umas bastonadas teriam muito mais efeito mediático de acordo com os interesses do Bloco.
Ó Pacheco
Já basta termos pago a recuperação do rivoli e ainda tinhamos que continuar a pagar aqueles revolucionários que nem luta dão.
Pudera, estavam todos ainda a dormir, a malta da cultura levanta-se sempre tarde.
Acho que só ficaram chateados foi por aquela hora ainda não haver jornalistas por lá…perdeu-se o efeito mediatico…ora bolas…e nem umas nodoas negras para mostrar para as camaras…tss…tss…tss!
ah ah ah
cá para mim a questão levantada por alguma malta não se trata do mediatismo, mas sim do seu desejo em ver os ocupas a levar umas cacetadas…
à boa maneira do outro de paços.
enfim, caceteiros.
a polícia hoje portou-se como antes a pide: acordar pessoas honestas em suas casas de madrugada para os prender!!!!
Espero que o Daniel possa falar no Eixo do Mal que o mal é o Rui Rio e o eixo é a Câmara
Esta rivolução foi mesmo má. Atão num é qu os burgueses atacarão às seis da matina. Este burgueses comodistas já num são como antigamente carago!
Grande Rivolução!
Biba a Ribulução e o Blocu de esquerda!
Os meus pêsames.
Esta ocupação não teve nada a ver com o BE. É preciso ter estado m pouco distraido para não o ter percebido.
Realmente os rapazes nem luta deram.Eu penso que o motivo da saída deve-se ao bafo existente lá dentro, pois com 4 ou 5 dias sem se lavarem, eles estavam era desejosos que a Policia os tirassem de lá.Agora a rapaziada tem que começar a dar ao dedo,pois os subsidios já eram.
Esta ocupação teve tudo a ver com o BE. O próprio Teixeira Lopes esteve lá - é preciso ser ALDRABÃO para dizer o contrário: ou isso, ou achar que nascemos todos ontem…
(PS- A todos aqueles que dizem que Rui Rio não se preocupa com a Cultura no Porto, só lhes digo que venham ao Porto, vejam os programas dos Teatros Municipais - engolem as palavrinhas todas de uma assentada, e vão para Lisboa a chorar porque aqui é que é de chupeta…)
Não fazia a menor ideia que João Teixeira Lopes tinha estado barricado no Rivoli. Por isso, as minhas desculpas.
No entanto, há uma remota possibilidade de Teixeira Lopes não ter estado barricado no Rivoli e apenas ter lá ido, em apoio, como foi um vereador do PCP e outro do PS e dezenas de pessoas. Se tiver sido só isto, a invasão não foi organizada pelo BE e não teve o envolvimento de nenhum membro do BE. Poderá ter contado com a solidariedade de dirigentes do BE ou do BE, o que é um bocadinho de nada diferente. Se assim for, então o aldrabão é o senhor.
Para sua informação, Teixeira Lopes soube da ocupação da mesma maneira que eu e que o senhor: pela televisão.
Pacheco Pereira disse hoje o mesmo e tenciono escrever sobre o assunto. Alguma vez JPP terá de explicar as acusações que faz.
Quanto ao seu entusiasmo pela política cultural de Rui Rio, das duas uma: ou o senhor é assessor do homem ou gosta de carros antigos.
no porto só há dois teatros municipais, o rivoli e o campo alegre.
o que ele quer fazer não tem justificação, e os teatros nacionais existentes no porto são prova disso. não tem gerencia privada e funcionam. se dão lucro ou não pouco me importa.
pelos vistos o espaço ia ser ocupado por uma unica companhia, ao inves das 18 que lá estão. ora como parte de uma cidade multicultural, pluralista e diversificada, o dever de todos é aumentar a diversidade cultural.
a maioria das pessoas não tem, e é verdade, o habito de ir ao teatro. desde logo só educando novos publicos é que se pode continuar a ter uma vida cultural nesta cidade, e o rivoli estava empenhado nisso mesmo. se não se educa para novas formas de teatro e ou expressões, como pode existir um novo publico e diversificado?
esta coisa de ter uma cidade aberta e pujante de cultura não é um caminho duma só direcção. os publicos ou os consumidores do que quer que seja não surgem do ar, educam-se participando e conhecendo.
isto vai de encontro ao direito à educação e à cultura. se isto não diz nada para muita gente então comecem a desfazer-se das bibliotecas.
ou comecem a desfazer-se dos livros que são pouco lidos, pois gasta-se dinheiro na porcaria da conservaçao dos mesmos.
para finalizar, ninguem me convence que não hajam alternativas. como alias queriam os ocupas. eles queriam discutir alternativas e posições, como o rui fez orelhas moucas, numa de à “el presidente” ( como pelos vistos muita gente gosta, entende-se porque o outro de paços se manteve tanto tempo no poleiro), o pessoal ocupou o teatro.
querem ver que agora querer ser ouvido é um privilegio? ou um estorvo ao “el presidente”?
” (os teatros) não tem gerencia privada e funcionam. se dão lucro ou não pouco me importa”.
A mim e a milhares de portuenses importa e muito.
Só para concluir, transcrevo aqui uma frase de JPP que diz tudo sobre esta ocupação: “Estão a defender o seu, exigindo continuar a gastar o nosso.”
O Bloco De Esquerda, como partido que se preocupa com a CULTURA, tem toda a obrigação de apoiar acções que visem a sua defesa.
É claro que a acção NÂO FOI ORGANIZADA, pelo BE nem João Teixeira Lopes esteve barricado no Rivoli, isso a ser verdade, teria sido um piteu para os jornalistas, só a SENILIDADADE PRECOCE do Pacheco Pereira, lhe permite dizer tais insanidades, aliás evidentes num programa da RTP 2 com a Teresa de Sousa, se em vez do Joaquim Aguiar e o Marçal Grilo estivesse lá alguem com outra postura, o Pacheco Pereira tinha metido a viola no saco, assim….
Pode-se discordar do método usado pelos ocupantes do Rivoli, NÂO SE PODE È PÔR EM CAUSA A JUSTEZA DOS SEUS MOTIVOS.
Já é tempo de se perceber, que a cultura não é elitista, nem para uma minoria, saber levar coisas novas ao publico, apostar em novas ideias, não se contabiliza em tostões, são apostas de futuro.
Quando não se discutem campeonatos de futebol, estádios em excesso, gastos mirambolantes em fogos de artificio, boletins camararios em papel de luxo, livros a promover o presidente da Camara, corridas de carros, almoçaradas pantagruélicas, e muitos outros gastos, TOTALMENTE DESNECESSÀRIOS, é no minimo ridiculo, invocar questões financeiras, para PRIVATIZAR o RIVOLI.
É claro que quem defende a politica cultural do Rio, é porque é necessáriamente pouco exigente, ou pior, quer defender o indefensável.
Mas infelizmente o Porto, ( e já agora ultimamente Lisboa) têm tido Presidentes da Camara, que quando muito seriam bons Presidentes de Juntas, cada um é para o que nasce, e quando o sapato é maior que o pé …. dá tombo de certeza…
Vamos a factos:
1- A grande maioria dos Portuenses achou aquilo ridiculo, já os restantes Portugueses ainda mais ridiculo.
2- Se lá dentro estavam barricados 20 individuos, cá fora a apoiar estavam uns outros 20 se tanto.
3- A ideia sempre foi buscar o apoio da população através das televisões, no fundo fazer teatro para as camaras de tv.
4- Péssimo, péssimo mesmo, serviço que fizeram ao teatro subsidiado.
5- Se alguem ganhou alguma coisa com isto foi o Rui Rio, não se juntou à palhaçada.
Infelizmente o BE quer ser tão de esquerda, tão de esquerda, mas tão de esquerda…que caiu mais uma vez no ridiculo. E muito sinceramente tenho pena que assim seja, porque já voto no BE desde a eleição para o segundo mandato do Guterres.
Acredito plenamente que o BE não teve nada com a organização daquilo, mas só facto de o apoiarem já vos leva ao ridiculo.
Uma questão:
Quando o aborto, e o casamento gay e a adopção forem finalmente permitidos em Portugal, que batalhas restarão ao BE ? Quem irá votar no BE ? Credibilidade de governação não têm nenhuma.
É tão bom poder fazer o que se quiser (chamando-lhe criação, obra de autor e outras preciosidades) sem se ter de preocupar se vai ter público ou não. Por isso os subsídio-dependentes estão tão preocupados.
Imaginem que eu produzia um serviço, sem me preocupar se alguém o compraria, sabendo de antemão que mesmo que só uma minoria o quisesse comprar, os restantes o pagariam por via indirecta através dos seus impostos. Até eu me barricava. É tão confortável viver assim.
Pedro Almeida….tão redutor que até mete dó….
“A mim e a milhares de portuenses importa e muito.”
então comecem a preparar as fogueiras para queimar os livros menos lidos nas bibliotecas.
comecem a acender a fogueira para queimar os livros que são menos lidos nas bibliotecas.
“então comecem a preparar as fogueiras para queimar os livros menos lidos nas bibliotecas.”
Isso é um perfeito disparate. Eu faço-lhe uma pergunta: porque é que as bibliotecas têm mais exemplares de uns livros do que de outros? Porque uns são mais lidos que outros, é simples.
Cultura…NÂO!!!
Fado…Futebol …e Fátima…
A sombra do botas de Sta. Comba paira sobre certos comentadores….
Resquicios que ficaram do fascismo, que como se vê ainda vai levar muito tempo a desaparecer, de certas mentalidades.
“Resquicios que ficaram do fascismo, que como se vê ainda vai levar muito tempo a desaparecer, de certas mentalidades”
Se é para mim a boca, cai em saco roto. Sou de uma geração pós-fascismo.
Eu só sei que fui actor e autor de Teatro de Revista de 1956 a 1970, a minha companhia nunca teve um tostão de subsídios estatais, e -sem falsa modéstia- enchíamos teatros e apresentávamos produtos com qualidade.
Hoje, quem for ao Rivoli, ao Sá da Bandeira, ao Coliseu, etc., só vê chachadas e cadeiras vazias, mesmo com o Estado a ajudar -isto quer dizer qualquer coisa, e só não percebe quem manifestamente não quer perceber.
não é disparate nenhum… se houverem livros, e os há, que são usados muito raramente, o melhor é queima-los.
Ó Agitador, é um disparate sim senhor. Passo a explicar com um exemplo: (1)eu gosto de escrever; (2)gostava de publicar (e ser pago por isso) os meus escritos, contudo (3)não tenho ninguém que goste do que eu escrevo. Mais: acho que (4)tenho qualidade, só que ninguém, além de mim, acha o mesmo. Devo ser subsidiado?
Aqui o que se passa é o mesmo. E nos livros das bibliotecas também. Geralmente, e pelo menos nas bibliotecas universitárias assim se passa, os livros são comprados pela procura. Agora, se lá estão, qual é o interesse em queimá-los? O preço das prateleiras?
Anselmo Cruz , pois na realidade não havia subsidios, mas havia os brasileiros ricaços, os latifundiários alentejanos, e certos barões da finança…
Ou pensa que não é do conhecimento de muita gente a forma como os empresários de revista arranjavam dinheiro, para montar os espectaculos.
As coristas e as vedettes não eram só para exibir no palco….
Ó Agitador, é um disparate sim senhor. Passo a explicar com um exemplo: (1)eu gosto de escrever; (2)gostava de publicar (e ser pago por isso) os meus escritos, contudo (3)não tenho ninguém que goste do que eu escrevo. Mais: acho que (4)tenho qualidade, só que ninguém, além de mim, acha o mesmo. Devo ser subsidiado?
Aqui o que se passa é o mesmo. E nos livros das bibliotecas também. Geralmente, e pelo menos nas bibliotecas universitárias assim se passa, os livros são comprados pela procura. Agora, se lá estão, qual é o interesse em queimá-los? O preço das prateleiras?
“(1)eu gosto de escrever; (2)gostava de publicar (e ser pago por isso) os meus escritos, contudo (3)não tenho ninguém que goste do que eu escrevo. Mais: acho que (4)tenho qualidade, só que ninguém, além de mim, acha o mesmo. Devo ser subsidiado?”
isso não é bem assim, 400 espectadores por dia é bom. http://jn.sapo.pt/2006/08/04/porto/teatro_rivoli_teve_quase_espectadore.html
estas companhias passam por alguma forma de seleção, que eu saiba existe um responsavel pela programação. como alias existe em todos os teatros.
muitos livros são doados e outros já lá existem dezenas de anos, se não centenas.
os custos de manutenção não passam só pelas prateleiras, mas tambem pela conservação do espolio.
se quer saber mais sobre isto fale com um especialista.
A. Pacheco, era porque um ricaço dava umas voltas com a corista que as pessoas iam ao teatro? Era porque um banqueiro e uma vedette andavam na rebaldaria nos camarins que os textos eram bons? Tenha lá juízo, homem!
E olhe que isso eram mais as vozes que as nozes: os ricaços gostavam mais de encornar-se mutuamente, não iam aos camarins do teatro com a frequência que às vezes se dá a entender. Pelo menos, não no meu tempo.
Sr. Anselmo Cruz, havia bons e muito maus espectaculos no seu tempo, o que havia era menos ofertas de diversão.
O que eu pretendi dizer é que , nesse tempo os espectaculos só se montavam , porque alguem desembolsava.
Como deve saber muitas revistas duravam 3 meses e era um pau, por cada Chuva de Mulheres, havia uma centena que não deixou marcas.
E olhe que eu sou um perdido pela revista há portuguesa desde os meus 15 anos.
Vi por exemplo no Monumental, Prá Frente Lisboa, óptima, assim como vi muito boas revistas no Adoque no pós 25 de Abril, e mais recentemente no Maria Vitoria.
É claro que para mim revista , não tem nada a ver com o Passa por mim no Rossio, levada á cena pelo La Féria no Nacional , e que não era mais do que as Melodias de Sempre com roupagem de Luxo.
Mas voltando á vaca fria, em Inglaterra onde se educa o publico, desde tenra idade a ir ao Teatro, sim sim EDUCA, porque ninguem nasce ensinado, há o Teatro popular, os Musicais, e depois as grandes companhias como o Old Vic, e o teatro de ensaio, e estas são naturalmente subsidiadas quer pelo governo central, quer pelas autarquias.
Se por vezes os espectaculos têm pouco publico, isso não quer dizer forçosamente que sejam maus, eu vi PORCARIAS feitas pela grande Laura Alves, que esgotavam diariamente, mas que eram autenticas bostas.
Êxito, não é sinonimo de qualidade, eu defendo que deve existir Teatro para todos os Publicos, mas há textos, formas de apresentar espectaculos , que pela sua novidade, e por vezes pela sua complexidade, nunca podem chegar a muita gente, mas não devem por isso , deixar ser apoiados.
Quantos autores há 30 , 40 , 50 anos eram considerados de vanguarda, complexos, pouco comprensiveis, e hoje são classicos, representados em todo o mundo.
Meu amigo há que lutar pelo Teatro, por ganhar novos publicos, por errar, e fazer mal, pois só se aprende errando, e se se gasta tanto dinheiro em coisas inuteis, e efemeras, porque não há-de uma parte ir para a Arte De Talma….
Um Abraço, e olhe VIVA O TEATRO
Eu achei que a ocupação do Rivoli não passou de uma encenação rasca, possivelmente de um ensaio do tal grupo que se barricou.
Agora não venha o senhor de cima dizer que” todos aqueles que dizem que Rui Rio não se preocupa com a Cultura no Porto, só lhes digo que venham ao Porto, vejam os programas dos Teatros Municipais - engolem as palavrinhas todas de uma assentada”.
Isto é pura mentira: a política teatral da CMP não existe, o TEP mudou-se para Gaia, e a Seiva Trupe passa por enormes dificuldades. Eu moro no Porto e não preciso de recados “para Lisboa”. Deve-se tratar mesmo de um assessor de Rui Rio.
A propósito se a Câmara do Porto conseguir dar a gestão do Rivoli a privados, quem são esses privados? Essa é que é a questão, e os interesses movem-se abruptamente, é claro.
a discussão até é uma boa discussão. quer dizer… o tema é interessante. é pena atrair tanto débil mental que também quer “falar de cultura”.