
No 5º aniversário da chegada das tropas americanas ao Afeganistão, um bom dossier do Esquerda.net. Um artigo sobre uma proposta de solução para a questão da produção do ópio, que desde 2001 aumentou cerca de 1500%. Outro, sobre Malalai Joya, deputada afegã, o mais jovem mebro do Parlamento. Causou escândalo quando, em Dezembro de 2003, atacou “os bandidos que conduziram o nosso país a este estado” presentes na assembleia. Outro, sobre o renascimento do departamento para a promoção da virtude e a prevenção do vício da era taliban. Mais um, sobre a Associação Revolucionária das Mulheres do Afeganistão (RAWA). Por fim, um texto do especialista em assuntos afegãos, o escritor e jornalista paquistanês Ahmed Rashid (”Afeganistão: À beira do abismo”). A ler também, para quem é assinante, os artigos do “Público” (aqui e aqui) sobre a situação calamitosa do Afeganistão, com um ambiente propício a ressurgimento dos taliban. O mesmo que, no início da decada de 90, fez crescer a força dos fanáticos religiosos.
Por Daniel Oliveira 7 Out 06 em Sem categoria


não era o esperado?
Vou ler tudo.
Entretanto visite o meu jornal.
Não só visitei como acrescentei na coluna da direita
Parabéns.
Também o convido a visitar-me.
Um abraço
O que está de momento a acontecer no Afeganistão é a grande Vergonha do Mundo Ocidental do momento. Saciadas as necessidades da indústria de armamento e o interesse público do mundo dito civilizado, o Afeganistão é abandonado em pleno estado de guerra civil, com uma força expedicionária da Nato (a quem os EUA entregaram a batata quente para se dedicarem a tempo inteiro ao_Iraque, território mais mediático e fértil para os cifrões) meramente figurativa e que terá o mesmo fim da URSS. Entretanto, os Talibã fortificam-se, Bin Laden continua o mesmo playboy com demasiado tempo livre e o povo cultiva e fuma ópio enquanto as mulheres regressam à burkha (não devido à Sharia mas para escaparem às suas próprias famílias) e os clãs ditam as regras a Karzhai. O mundo ocidental sai ridizularizado por culpa própria, ao transformar a defesa dos direitos humanos e a luta ao terrorismo, que tanto convém a poucos, em causas de conveniência.