Vi ontem, com expectativa, a estreia do programa de António Barreto, “Portugal, um Retrato Social”. Podia ser bom, porque a ideia e o guião eram bons. Mas, graças à pobreza franciscana das imagens (pelo menos no primeiro programa), ficámos entre as notícias sobre estatísticas que vemos nos telejornais e em que cidadãos anónimos passam na Rua Augusta e um momento RTP Memória. A voz off é do próprio António Barreto, que tendo boa voz não é um profissional e isso sente-se de forma penosa. Dirão que estou a ser superficial. Pelo contrário. A televisão não deixa de ser televisão quando pretende fazer bons programas. Tem de ser mais exigente ainda. O modelo voz off+imagem+depoimento sentado só aguenta se tudo (imagem, texto, voz e depoimentos) for fora de série. O que nunca acontece e aqui esteve longe de acontecer. E o programa, pela ideia e, neste caso, pelo autor, merecia ter sido feito a pensar na televisão.
Sem comentários 28 Mar 07 em Sem categoria



Até que enfim que encontro alguém com quem concordo: na blogosfera, só se encontram elogios a um programa que me pareceu, no máximo, banal quanto à forma e quanto ao conteúdo.
Mais uma nota: não contei os minutos, mas julgo que quase metade do tempo foi sobre “velhos” mais ou menos infelizes. Nem um apontamento para o facto de haver hoje muitos idodos de 60, 70 e mesmo 80 anos activos e saudáveis, que não estão em lares nem sofrem de solidão. Isto, sim, é um facto absolutamente novo relativamente ao que se passava há 30 ou 40 anos.
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A maior parte das evoluções demográficas e evoluções sociológicas mencionadas, já conhecia é certo, mas devo dizer que se houve alguma coisa que me ajudou a prender ao programa foi sobretudo a voz do António Barreto.
Mas eu sou esquisito assim.
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DE ACORDO MEU CARO – CADA MACACO NO SEU GALHO .VOZES E NOZES.É A VIDA.
meu blog?
mararavel.blogspot.com
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Não vi mas tenho pena. Esse tipo de formato é perigoso, mas lembro-me de uns brilhantes documentários de Diana Andringa que o eram não só pela sua mestria, mas também pela restante qualidade.
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Em boa verdade, não se estava propriamente à espera de uma série documental produzida pelo Arte. RTP ainda quer dizer RTP.
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Concordo. A ideia do programa era ótima. Na prática deixa bastante a desejar. E a voz deveria ser mudada. Não se percebe como, quando a RTP 2 passa programas análogos traduzidos do inglês, usam profissionais na voz off, e neste caso recorreram ao próprio Barreto.
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pelos comentários que li vocês são todos muito frustados, não são?! dizer mal apenas por dizer mal é coisa de gente sem ideias e sem futuro.
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