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O PCP aplaudiu, com o CDS e o PSD, o veto de Cavaco à Lei da Paridade: as razões do Presidente são “válidas” e correspondem às preocupações manifestadas pelos comunistas quando votaram contra o diploma, disse Bernardino Soares, que garantiu que o seu partido continuará “a lutar com iniciativas por uma maior participação das mulheres na vida política”.
E bem pode começar em casa: é, de longe, o partido à esquerda com menor percentagem de mulheres deputadas. O PSD tem 6 em 75 (8%), o CDS tem 1 em 12 (8,3%), o PCP tem 2 em 12 (16%), o PS tem 45 em 121 (37,2%), o PEV tem 1 em 2 (50%) e o BE tem 4 em 8 (50%).
O PCP é o único partido comunista europeu que é contra esta medida. Não faz mal: está sozinho na Europa mas muito bem acompanhado em Portugal.


Sem respostas ao post “Partido Cavaquista Português”  

  1. 1 1  ricardo

    A olhar às estatísticas, em matéria de paridade, todos os partidos têm telhados de vidro, por isso é bom que não atirem pedras. É triste que a participação política feminina tenha que ser decidida por decreto …

  2. 2 2  ...

    As posições do PCP - em relação ao aborto, maternidade, condições de trabalho - e a sua idealogia fizeram e fazem mais pela participação das mulheres na vida política ( e na vida pública em geral) do que qualquer lei das cotas.
    Achar que se mudam as condições sócio-económicas através de engenharias políticas é mesmo típico da “esquerda moderna” - mudar qualquer coisa para deixar tudo na mesma.

  3. 3 3  JCS

    Daniel,

    Que maravilha! O Bloco de Esquerda é o partido com maior percentagem na participação de mulheres. Tem uns gigantescos 50% (ainda que isso represente só quatro deputadas). Agora diga-me, caro Daniel, foi por decreto?

    Não? Então pronto. A igualdade, entre mulheres e homens, é verdadeiramente praticada no Bloco de Esquerda. Nesse bloco respira-se liberdade. Nesse bloco, são os seus apoiantes que fazem as escolhas. Que liberdade tão grande, ainda bem que o Cavaco vetou.

  4. 4 4  Daniel Oliveira

    Caro …,

    Tem razão: o PCP faz mais pela participação das mulheres na política do que qualquer partido. Só lhe falta conseguir maior participação das mulheres na política do PCP. Refiro-me a cargos dirigentes e electivos, claro. Há pessoas que nem com os números à frente.

  5. 5 5  a.pacheco

    O Bloco de Esquerda não discrimina ninguem, é ponto de honra.
    É claro que isso incomoda muito boa gente.

    Se certos partidos são tão abertos á participação das mulheres, porque será QUE EM TODA A SUA HISTÒRIA E PRATICA , sempre as subalternizou.

    Cavaco mostrou hoje pela primeira vez , que a sua tal propalada isenção, é só teoria, as leis que o CDS e o PSD votarem contra, terão sempre nele um ouvidor atento e agradecido.

    Espero os próximos capitulos.

    PS: quanto ao Benardino Soares, depois da Democratica Coreia do Norte, já nada espanta naquele rapaz.

  6. 6 6  Anónimo

    Caro …

    Não lhe parece que um pouco da mal amada engenharia política repararia alguma coisa do muito que é necessário reparar para terminar com subalternização da mulher na sociedade portuguesa?
    Acha mais dignificante que se mantenham os actuais números?
    Agradecia-lhe muito que não me viesse falar no méritoX género seual na constituição das listas, ou em discriminações positivas..

    EV

  7. 7 7  Daniel Arruda

    Só nesta legislatura é a 6ª vez que o PCP toma posição ao lado do PSD e do CDS. Não me acredito que seja por ideologia. Só pode mesmo ser desespero. Este caso é mais um caso típico de quem não quer perder o que tem. Se tiverem de^ter mulheres para onde vão os notáveis do partido. Não pode ser.

  8. 8 8  Pedro Farinha

    Também não sou a favor de quotas ainda que seja a favor da paridade e, sim, sou de esquerda.

    Para além do mais, e admitindo que uma das formas de dar oportunidade a grupos pouco representados nos órgãos de soberania seja a fixação de quotas, tenho muitas dúvidas que se devam começar pelas mulheres. é que há muito mais mulheres no parlamento que negros, ciganos, indianos.

    Na verdade, e mesmo sem quotas fixadas, vejo em muitos partidos que algumas mulheres só ganham “lugar” pelo facto de serem mulheres e que isso não se tem traduzido em trazer as melhores mulheres para a política. Aliás os melhores homens também não.

    Penso que o que é preciso fazer é combater a questão de fundo que faz com que as pessoas sejam pouco intervenientes e as mulheres em particular. Se calhar se cada partidfo fosse obrigado a mudar metade dos deputados em cada legislatura apareceriam mais caras novas entre as quais mulheres.

  9. 9 9  Antonio Silva

    Querer impor a paridade à força é daquelas decisões mais idiotas e demagógicas que já vi defender no parlamento. Dizer que é uma posição de esquerda é outro disparate. Haja um bocadinho de bom senso.

  10. 10 10  Anónimo

    Assim se vê a força das cotas.Por cada Drago ou Amaral Dias,teriam que entrar 4 caquéticas cotas…

  11. 11 11  justo

    Mas qualé o problema?Se quiser que as mulheres sejam representadas voto no partido q as tenha como candidatas,em q desde o principio da lista venha 1 homem e uma mulher entrecalados(não sou estúpido;pode-se dizer por atacado que tem 50/50 e elas estarem apenas no fim da lista ,ie,não elegíveis-como vê,há muita maneira de matar pulga.
    De facto,o PCP ficou melhor do que o BE no caso da lei do aborto.Essa do referendo,não tem cabimento.Vossa Ex-celência tem um artigo de Gerry Adams na Znet que fala de Abu-Grahib e da tortura infligida na Irlanda-a suposta superioridade moral da democracia,não fica nada atrás da Coreia do Norte.

  12. 12 12  xatoo

    que puta de ideia sugerir que o Partido Comunista é de esquerda,,,
    Do establishment, desde o CDS até ao dito cujo, passando pelo BE são todos coniventes com os governos autoritários determinados pelo MERCADO! - todos eles, TODOS são de direita,,,

    do PCP para a esquerda, é que começa a verdadeira Esquerda!
    se
    é que esse conceito esquerda-direita op,dois, op, dois,,, ainda tem aplicação prática sem ser nas paradas militares

  13. 13 13  CausasPerdidas

    Não acredito na “sensibilidade feminina” para tratar de assuntos políticos. Acho mesmo que o conceito é reaccionário: seria o mesmo que dizer que há trabalhos e ocupações predestinados para cada um dos sexos.
    A ideia de uma “vocação particular” do sexo feminino tem conduzido a que este seja menosprezado nas candidaturas a lugares “de pulso” - não me estou apenas a referir à força braçal, e mesmo dessa já vi o suficiente nos sítios onde trabalhei para poder contestar a diferença.
    É notório que mesmo nos governos mais “progressistas” as mulheres aparecem quase sempre ligadas a áreas “sociais” e de “solidariedade”, a ideia é dar um ar mais maternal à coisa… reaccionarismo puro. É a mesma lógica que considera um tipo que pretenda trabalhar num infantário como tendo preferências sexuais fora da norma.

    A Esquerda do Sistema não está ausente das culpas nesta forma muito beata de distribuir as tarefas na sociedade.
    O filme “Land and Freedom, de Ken Loach, metaforiza que um dos sinais da “normalização” que conduziu à derrota da Revolução Espanhola foi a proibição, ditada pelo governo republicano, das milicianas pegarem em armas.

    Por outro lado. Para além da propaganda, que é que já foi feito pelos partidos da Esquerda do Sistema para se criarem Casas de Abrigo para mulheres vítimas de violência física ou psicológica – estas casas não iriam modificar a correlação de força em casos concretos a favor das mulheres?
    Que medidas foram propostas para, partindo-se da realidade objectiva, criar locais que funcionem depois do horário normal de trabalho onde as crianças fiquem para que os pais (as mães!) possam ir às reuniões do partido, do sindicato, ou ao cinema?
    Uma quotazinha é melhor: a doutora vai para o parlamento e a criada fica-lhe a fazer a lida da casa.

    Que é que eu quero dizer com isto?
    A luta das mulheres pela igualdade está intimamente ligada ao processo de libertação da Humanidade do jugo do Capital. Nenhuma sociedade será livre se as mulheres forem prejudicadas por serem mulheres – a divisão do trabalho deve começar logo no núcleo familiar - que é onde começa a discriminação e onde a lei não vai funcionar.
    As mulheres da classe trabalhadora recusarão a sua percentagem na “quota” porque “não têm tempo”. Porque não lhes dão tempo!
    Que me interessa meia-dúzia de Tatchers a guturar ao lado dos macacos da bancada do PP? Que me importa mais uma dúzia de cassetes no parlamento? E vinte Seabras, serão melhores que vinte daqueles monos que abanam a cabeça no parlamento?
    Pode interessar às mulheres… quais? Àquelas que não fazem parte das quotas?

    Há alguém por aí que pense que a justiça social fica mais equilibrada se se estabelecerem quotas para assalariados no parlamento, que haverá menos racismo se a representação parlamentar respeitar a proporcionalidade étnica do país?
    Anda tudo tonto na Esquerda do Sistema: uns acham que as mulheres têm Sexo e não têm Classe, os outros o inverso.

    Há é que criar condições para que as mulheres fiquem com a quota que lhes é devida, em maioria. Este trabalho não começa, artificialmente, no parlamento. Começa dentro dos partidos e dos sindicatos. Elas, como mulheres, que julguem onde se devem alistar.

  14. 14 14  xatoo

    afinal, é da minha vista, o autor foi pró Meco ou o meu comentário anterior foi CENSURADO?

  15. 15 15  Bloquista (de ideias)

    O Bloco é o partido da verdade suprema, por isso a percentagem é de exactamente 50% de mulheres. nem mais nem menos. nunca subirá nem descerá, pois seria uma discriminação. ou seja, no bloco as pessoas não valem pelo que são mas pelo que parecem ser…

  16. 16 16  Anónimo

    primeiro o PCP tem razão em ser contra a paridade, depois podia ser intelectualmente honesto e lembrar que em anteriores assembleias o PCP (que já era contra a paridade) tinha um terço de mulheres, ao contrário do BE que a favor da paridade elegera João Teixeira Lopes, Francisco Louçã e Luís Fazenda, como únicos deputados. Isso faz do BE uns sacripantas que dizem uma coisa e fazem outra, ou foi o que ditaram os resultados eleitorais?

  17. 17 17  Zezetas

    Essa da fazer parecer que o PCP se aproxima dos outros dois tá gira, tá.
    A diferença é que o PCP é contra determinada medida apenas quando não concorda com ela. Já os outros dois são contra qualquer medida, como oposição.

  18. 18 18  João Dias

    Concordo parcialmente com a análise dos números, é que por exemplo um partido pode ter à frente por cidade X uma deputada e pela cidade Y uma deputado, mas por vontade democrática foi eleito para o parlamento o deputado e a deputada não. E até pode acontecer ter mais mulheres na frente de candidaturas e dar-se o azar de serem eleitos apenas os concelhos em que estavam à frente homens.
    Apesar de tudo a análise também é interessante porque na realidade os partidos também têm a noção aonde podem conseguir eleger alguém e por isso a amostra do parlamento é significativa e dever se levada em conta.
    Além disso o esquema de rotação do bloco pode sempre corrigir assimetrias.
    Portanto, é uma pescadinha de rabo na boca mas apesar de tudo parece-me lógico ter esses números em conta.

    E também eu lamento que o PCP se tenha identificado com este veto, dado que em outras matérias o PCP tem merecido a minha consideração…nomeadamente nas causas sociais.

  19. 19 19  Bruno Pereira a.k.a rodion

    O facto de o Bloco de Esquerda estar representado no parlamento de forma totalmente paritária significa apenas que tem da participação política das mulheres na sociedade portuguesa uma visão “moderna” (por contraposição a “conservadora”), pois, ao colocar mulheres em lugares elegíveis (à partida) faz com que, obrigatoriamente, estas tenham um papel decisivo nas escolhas políticas do próprio partido e, até, dentro do que o Bloco pode determinar, do próprio país, enriquecendo, indubitavelmente, as próprias propostas políticas e mesmo a abordagem dos necessários debates.
    Agora, independentemente de algumas considerações do foro ideológico que possam dar alguma escapatória ao PCP nesta questão, ver um partido que se reclama comunista, de esquerda e pelo “avanço” da sociedade portuguesa, a votar contra uma proposta política concreta em conjunto com os partidos de direita, só revela a verdadeira face do PCP: sectários e CONSERVADORES!

  20. 20 20  Pedro Sá

    Precisamente por ser de esquerda é que fui, sou e serei contra qualquer tipo de quotas.

    E qualquer pessoa de esquerda, por definição, deveria estar-se borrifando para se são todos homens ou todos mulheres no Parlamento, ou em qualquer outro lado.

    A democracia pressupõe que todos são iguais. E a política não tem sexo.

  21. 21 21  Professo Neca

    E se eu quiser formar um partido só de gays. Penso que em democracia é possivél!!!!!!!!!!!!!!!!

  22. 22 22  João Dias

    Não, mas poderás criar um partido de homossexuais, gays e lésbicas. Tens de ter 33% de lésbicas. Espera aí, não é preciso o Cavaco vetou a lei…
    Já agora, é engraçado que ninguém venha dizer que é o lobby gay que sustentou este veto, já que por alguma razão não querem ver mulheres no parlamento.

  23. 23 23  Jpimenta

    Daniel foste tu que saiste do PCP, não foi? então deixa lá o PCP em paz, parece que estás a lutar contra realmente devias (a direita) e isso de cotas só se forem as do SCP, tem que haver mérito, percebes… Vocês têem 50% de mulheres deputadas mas ninguém ouve falar delas, ah e a Joana quando apoiou o Soares ia ficando em amus lençóis, não foi?

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