E as imagens do directo da SIC aqui. Vídeo do Público, aqui.
A história de ontem podia ter acabado de várias maneiras:
A morte de sequestrados e sequestradores,
A morte de sequestrados com a fuga de sequestradores,
A morte de sequestrados com os sequestradores vivos mas presos,
A morte de sequestradores com a libertação dos sequestrados,
A libertação dos sequestrados sem mortes.
A primeira era uma tragédia, a segunda era terrível, a terceira era péssima, a quarta era melhor e podia ser a única possível, mas só a última (que tem sido a mais frequente em casos semelhantes) era excelente. Por isso, o resultado da operação policial foi, para qualquer pessoa normal, apenas o possível. Não foi excelente, como parece ser o sentimento geral. Mais: foi o pior de todos os casos deste género que me recordo terem acontecido em Portugal.
A polícia está de parabéns por ter salvo a vida dos seis sequestrados, o que obviamente tinha de ser a sua prioridade. Os negociadores não conseguiram cumprir a sua missão até ao fim. Provavelvemente não era possível cumpri-la. Quando tiveram de actuar, os GOE foram eficazes. Mas faz-me confusão que se diga, como ouvi no telejornal, que “tudo acabou em bem”. Podia ter acabado pior, mas em bem não acabou. Em bem acabou das outras vezes.
71 comentários 8 Ago 08 em Sem categoria71 respostas ao post “Podia ter sido pior”
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Desculpe, mas não percebi:
“(…) A morte de sequestrados com os sequestradores vivos mas presos” a terceira solução apresentada como possível “(…) só a terceira (que tem sido a mais frequente em casos semelhantes) era excelente”? Porquê?
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Foi melhor que o ataque à embaixada da Turquia em que morreu tudo (sequestradores e sequestrada). Mas um responsável acabou de dizer na rádio que esse assalto (da embaixada)acabou bem. Enfim, são pontos de vista!
O Daniel referia-se como é óbvio à quinta e não à terceira. Também acho que seria a melhor. Mas em que é que baseia-se para dizer que é a mais frequente?
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Bom dia! Se ontem havia uma forte sensação de insegurança em Lisboa e no resto do país, hoje parece que está toda a gente a sentir-se muito mais segura. Tendo em conta a Justiça que temos, talvez um acontecimento destes de vez em quando, com transmissão televisiva em directo, possa servir como dissuasão a futuras iniciativas e assim a vida daqueles dois indivíduos possa afinal ter servido para salvar a vida a outros que agora, durante uns tempos pelo menos, pensarão melhor antes de se aventurarem na caça ao dinheiro rápido. Se tivessem saído vivos, não se tinham perdido vivas, mas não se tinha ganho nada. Se aquilo aconteceu, a culpa é deles na verdade. Até o Sr. Daniel o reconhece, implicitamente, porque teve que puxar pela cabeça desta vez para dar a volta ao texto, para arranjar forma de procurar dar-nos mais uma lição de moral – não foi possível, desta vez, o Sr. Daniel começar logo a disparar contra a polícia que persegue estes pequenos criminosos. Gostava de ver essa energia, de tanta gente de bons princípios e boas intenções, colocada no ataque à corrupção e à “cunha”, que essas sim é que deviam ser atacada com a já habitual salivada indignação, porque acabam por ser a causa maior da desigualdade de oportunidades e a perpetuação de um ecossistema em que ter amigos, conhecer os cantos e saber urinar nos cantos é muitas vezes mais importante do que a competência e a capacidade de trabalho. Como fazê-lo? Olhe, basta pegar no Diário da República e ver as nomeações que são feitas para os cargos públicos, a chamada assistência social para gente esperta e/ou de boas famílias, vulgo tachos – mas talvez seja mais fácil falar do óbvio e em geral, dos direitos humanos e de tudo o que é nobre, não se corre o risco de ser cuspido do sistema, nem de apanhar um processo, porque a nossa Justiça está muito bem pensada. Mas isso é que seria politicamente incorrecto. No entanto, honra lhe seja feita, o Sr. Daniel até tenta fazê-lo e tem que se reconhecer que procura não fechar os olhos ao que não interessa aos interesses instalados e que dá a cara.
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Independentemente das lamentáveis mortes, a polícia que tem sido tão mal tratada, merece também o seu momento de glória….
O Moita Flores devia ser amordaçado a bem da sanidade mental pública…..
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“mas só a terceira era excelente” escreveu o Daniel. refaça lá isso que não era, de certeza, isso que queria dizer
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Em bem não acabou. Está um ladrão vivo e gastar milhares ao erário.
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Imagino que queira dizer “mas só a quinta (que tem sido a mais frequente em casos semelhantes) era excelente”
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Sr. DO:
A profissão de assaltante de bancos com especialização em sequestro, tem desejavelmente que ser uma “profissão” perigosa e de êxito incerto. Não me parece que esses “profissionais” tenham que ter a certeza da impunidade. O sinal para esses dignos “profissionais” deve ser que a uma escalada nas suas acções, vai corresponder a uma escalada nas reacções das forças policiais.
Parece-me que este desfecho envia uma mensagem clara a futuros sequestrador sobre quando parar.
Era entendido pela “comunidade marginal” que se podia tomar reféns e que nada acontecia.
E este caso mostrou que assim não é.
Por tornar claros os limites dos sequestros, esta operação foi no meu entendimento, um êxito que vai trazer moderação em futuros casos de sequestros.
A polícia mostrou que havia limites.
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Caro Daniel,
acho que se enganou a escrever a frase
«A primeira era uma tragédia, a segunda era terrível, a terceira era péssima, a quarta era melhor e podia ser a única possível, mas só a terceira [?????] (que tem sido a mais frequente em casos semelhantes) era excelente»
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“A primeira era uma tragédia, a segunda era terrível, a terceira era péssima, a quarta era melhor e podia ser a única possível, mas só a terceira (que tem sido a mais frequente em casos semelhantes) era excelente. Por isso, o resultado da operação policial foi, para qualquer pessoa normal, apenas o possível. ”
Qualquer coisa errada, não se percebe.
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“Os GOE”
Ó Sr. Daniel não escreva assim que é feio.
GOE é a abreviatura de “Grupo de Operações Especiais” Só há um grupo: o GOE, ou o Grupo de Operações Especiais.
É frequente ler “os GOE” mas tente não escrever assim.
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Daniel,
“(…)mas só a terceira (que tem sido a mais frequente em casos semelhantes) era excelente”
3-A morte de sequestrados com os sequestradores vivos mas presos.
Presumo que se estava a referir à 5ª.
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Neste momento, quando aumentam as situações em que a vida de inocentes é posta em risco, penso que o desfecho do sequestro de ontem constitui uma mensagem muito útil para o desencorajamento do banditismo.
Aqueles que se sentem no direito de jogar com a vida dos outros têm que saber que o estado pode ter a mão muito pesada.
Não se trata de uma brincadeira, não pode terminar sempre tudo em “harmonia celestial”…
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Tem a certeza que a terceira seria excelente??
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Concordo consigo.
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Em Portugal já houve pelo menos um assalto em que os assaltantes mataram uma pessoa na rua e fugiram sem nunca terem sido apanhados. Na altura não foi mediático. Não foi em Lisboa, não foi filmado. Provavelmente nem sequer foi devidamente investigado.
Já o caso de ontem, em que morreu um assaltante, provavelmente vai ser especulado, falado, discutido, analisado, ainda vão ser publicados livros sobre o assunto. Já há quem sugira que os polícias deviam ter feito melhor. É previsível que alguém venha a defender que alguns polícias devem ser castigados.
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“mas só a “terceira” (que tem sido a mais frequente em casos semelhantes) era excelente.”
O Daniel enganou-se, não foi? Queria dizer quinta, certo?
Luísa
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Exacto… Em bem acabou das outras vezes que não morreu ninguém.
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Sim, queria dizer a quinta. Está corrigido
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“mas só a terceira (que tem sido a mais frequente em casos semelhantes) era excelente…”
A terceira era e cito “A morte de sequestrados com a fuga de sequestradores”
Corrija lá isso
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Fernando Penin, em Portugal não se tira a vida a ninguém para passar mensagens. Não querio acreditar que esra esse o objectivo. Se fosse, estariamos perante um crime. E se o senhor tem mente de criminoso, quero estar seguro que quem comanda a polícia não tem.
adom, o mesmo para si: ser vivo não é sair impune. Nós não temos a pena de morte na nossa lei e ainda menos antes de julgamento. O que eu suspeitava conforma-se: há pessoas que ficaram satisfeitas não apenas com a libertação dos reféns mas também (ou sobretudo) com a morte dos sequestradores que viram como uma exceção. Triste.
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Coclusões a retirar disto:
-Temos uma polícia que até “funciona”.
- Temos um excesso de imigrantes, logo uma política de imigração a rever.
_ A nossa fama de “moles” e “baldas”, já deu a volta ao mundo. Quase que garanto que os assaltantes estavam convencidos que isto ia dar em nada.
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LuísBonifácio, você ainda não chegou à civlização, foda-se!
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XIco, baseio-me no facto de todos casos anteriores de sequestro, que me recorde, em Portugal, terem acabado sem mortes.
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“Coisa de brasileiros”?
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O Moita Flores tem tempo para a Câmara de Santarém?
Não gostei do titulo em rodapé, ” Criminalidade em Lisboa”, assalto a banco em Lisboa, isso sim.
Não acabou em bem, porque morreram pessoas.
Será que o MF declara as dezenas de horas por mês na SIC.
O vice-presidente despacha.
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Daniel Oliveira,
a resposta que me deu não faz jus à sua indubitável inteligência e ainda menos à sua suposta honestidade.
Ao contrário daquilo que insinua eu estou a assumir que, depois de várias horas de negociação, a polícia concluíu que só lhe restava a violência para preservar a vida dos reféns.
A sua atitude ao descupabilizar sempre os criminosos é irresponsável.
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Acho que qualquer resultado em que os se salvassem os reféns se poderia dizer que terminou tudo bem, tudo o resto depois disso seria desejável mas não prioritário.
A partir do momento que se faz pessoas reféns e tenta fazê-las de escudo humano tem que se aceitar as consequências, sendo haver atiradores nos prédios à volta prontos para atirar à primeira ordem.
Agora a insistência sobre a nacionalidade, inclusive do outro senhor polícia depois de ter sido lido o comunicado é que é preocupante e pode ter o efeito adverso, haverá por aí muito boa gente a começar a achar que Lisboa se está a tornar num Rio de Janeiro. Para o sentimento de insegurança, e pânico, que anda por aí pode ter sido um tiro que saiu pela culatra.
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Comparar o que aconteceu ontem com uma execução. Ou com a pena de morte é inacreditável. Os executados costumam estar a apontar uma arma à cabeça de outra pessoa? Costumam estar a colocar em perigo vidas inocentes? Sinceramente…
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Provavelmente perante a ameaça evidente à vida dos reféns a polícia teve de fazer opções e optou por atirar a matar. A opção correu bem, para os reféns. Podia ter corrido tudo muito pior. A questão é: estava a polícia em condições de fazer uma outra coisa que não fosse atirar a matar? Que riscos corria? Que alternativas tinha? … E o que parece é que não havia grandes alternativas.
As questões de segurança têm muito de psicológico, e se acredito que este episódio seja de certa forma dissuasor de futuros assaltos deste calibre, recuso-me a acreditar que tenha sido com base no pressuposto da dissuasão que a polícia tenha optado por atirar a matar.
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Não sei porquê, mas a maneira como abre o “post”, faz-me lembrar um teste de resposta múltipla, vulgo teste americano.
Este assunto é demasiado sério, na medida em que envolve vidas humanas. Todas as esquematizações são possíveis, mas só quem está lá dentro pode avaliar. A realidade tem nuances que os esquemas não conseguem traduzir fielmente. Oito horas de sequestro é muita hora e de um momento para o outro, a situação poderia descambar. A polícia, pelos vistos altamente treinada, terá avaliado que aquele tipo de intervenção era o mais indicado. Até prova em contrário, tenho que acreditar nisso.
Não acredito que aquela polícia tivesse morto o assaltante para passar mensagens. Se assim fosse, nenhum deles teria sobrevivido.
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O D. Oliveira esqueceu-se de outras hipóteses no seu “cenário de desfechos”. Por exemplo:
a morte de vários policias e a fuga dos sequestradores levando os sequestrados como escudo.
Nesse caso aposto que além de algumas lágrimas de comiseração pelas viuvas e orfãos, não haveria grandes preocupações. Afinal de contas, atirar a matar deve fazer parte da natureza dos criminosos; e o risco faz parte da profissão de policia; e se calhar,vendo bem, o cidadão quando sai à rua já devia saber que se arrisca.
POIS!
Mas eu não acho que seja assim. E por isso penso que o caso acabou bem. Não só porque é bom que qualquer criminoso em potência deixe de estar convencido de que se safará sempre, mas porque é bom que os cidadãos saibam que apesar de tudo há neste país quem seja capaz de os defender dos sequestros que lhe caibam em sorte.
E se isso não funcionar, pelo menos são menos dois que cá ficam. É que de facto, as vidas humanas têm todas o mesmo valor. Mas no mundo real (não no do polìticamente correcto), às vezes é preciso fazer escolhas, mesmo dolorosas.
E entre reféns, policias e criminosos, se alguém tiver que morrer que sejam estes ultimos.
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DO,
Creio que toda a gente percebeu o que escreveste enumerando as várias hipóteses. Mas preferiram andar à voltas com os trocadilhos…
E, mais uma vez, tens razão.
O ideal teria sido a libertação dos sequestrados com vida, sobretudo estes. Mas é também humano exigir-se que os assaltantes, se fosse possível, saíssem com vida de um acto pelo qual prestariam contas à justiça.
Não sei (não tenho dados) se as nossas polícias fizeram tudo para salvar a vida dos sequestrados e poupar a vida dos sequestradores. E tenho esta dúvida porque as nossas polícias têm sido acusadas, em alguns casos , justa ou injustamente, de actuarem acima da lei.
Quero acreditar que tudo fizeram para que não morresse ninguém, mas também receio que tivessem querido dar uma “lição” persuasora. E a pena de morte não é permitida em Portugal (felizmente!) dentro ou fora da lei.
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Um post com bom senso.
Nem mais.
Bom fim de semana.
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Caro Daniel tenha calma se não ainda tem uma apoplexia.
O caro Bonifácio tem muita razão no que diz.
Quem sustenta o erário público são todos os trabalhadores honestos deste país (a palavra chave aqui é honestos, o contrário de desonestos). Havendo problemas graves no sistema de saúde é mais que natural que devesse existir uma lista de prioridades sobre quem é que tem acesso ao dito.
Sendo assim, todas as pessoas honestas em lista de espera, e todos as eventuais urgências das mesmas surgidas estariam num lugar prioritário relativamente ao trabalhador desonesto (o contrário de honesto, ou seja aquelas que realmente contribuem para o erário público), sendo assim é natural que haja revolta na forma como um trabalhador desonesto passa à frente de muita gente honesta.
É claro que para o Daniel e os seus companheiros trabalhador é trabalhador, seja de martelo e chave de fendas ou de faca e pistola são todos iguais, ou quase se atendermos à diferença semântica das palavras honesto (os do martelo e da chave de fendas que contribuem para o erário público) e desonesto (os da pistola e faca que só delapidam o erário público e o erário dos outros, dos honestos).
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Este post do Sr.Daniel Oliveira revela a frustração pela incapacidade de recriminação da acção policial, procurando desesperadamente apoucar e minimizar o brilhantismo e o heroísmo destes operacionais que devem encher o país de orgulho.
Gizar cenários distintos é traçar um quadro de realidade alternativa. Eu também posso dizer que o resultado não foi perfeito porque perfeito, perfeito era o assalto nem sequer ter ocorrido.
Agora, face ao que se desenrolou naquela agência bancária, a atitude do GOE foi PERFEITA!
O Sr.Daniel Oliveira, no seu mundo idílico, dos amanhãs que cantam, ainda vai culpar os negociadores porque não conseguiram convencer estes “pobres desventurados”, vítimas da fome e do sociedade capitalista, pobres imigrantes discriminados, a abdicarem dos seus intentos, acabando todos, assaltantes, sequestrados e polícias, aos abraços, comovidos, numa união fraterna e solidária…
Talvez se estivesse no lugar daquele gerente bancário, com o cano duma fusca a pressionar-lhe a têmpora, não lamentasse tanto a perda irreparável de uma vida humana, com tanto para dar à sociedade…
Agora só espero que algum enfermeiro,por distracção, claro… tropece no cabo de alimentação do ventilador do outro comparsa…
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Acho que concordo com o Daniel.
As mortes dos criminosos só podem mesmo ser um último recurso, acredito e pelo que se vê, ter sido o caso. Basta recordar que chegou a ser disparado um tiro de resposta por um dos sequestradores, portanto o perigo era mesmo real. E tudo se agudiza ao saber que eram assaltantes inexperientes, o que torna tudo muito mais perigoso.
Ainda assim, claramente, apesar de saudar mais o resgate dos reféns, não deixo de lamentar a morte do assaltante, mais ainda por ser uma morte previsível com o passar das horas e sobretudo pela enorme estupidez dele próprio.
A polícia cumpriu o primordial – assegurar o bem estar dos reféns, como tal, “mission accomplished”
A única situação em que interessa relevar a nacionalidade dos indivíduos para a discussão do sucedido, será no processo criminal que se seguirá, no caso da não morte do elemento internado.
É importante saber se eram residentes ou estavam de passagem. Cumprirá pena em Portugal ou no Brasil? Não conheço a lei, mas penso que a cumprirá cá, mas que finda a mesma, na minha opinião, deve ser deportado e ficar impossibilidade de tornar ao nosso país durante “x” tempo ou mesmo interdito para sempre, sabendo eu que é uma questão muito discutível…
Luís Bonifácio, você estava a ser irónico, certamente ou então livre-se de ter um acidente alcoolizado ou em excesso de velocidade ou as duas coisas juntas, porque a aplicar o seu critério, ficaria sem assistência, uma vez que estava a cometer um crime, eh eh. Lixado não é? Ainda bem que só aplicamos as nossas medidas aos outros, e isso é tão português…
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“LuísBonifácio, você ainda não chegou à civlização, foda-se!”
Ahahahahaah
Brilhante Daniel. Há burgessos que não merecem sequer o gasto de um argumento.
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O assalto à embaixada da Turquia foi em Portugal, em 1983, e foi a primeira acção do GOE. Morreram os terroristas e a mulher do embaixador feita refém.
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O ilustre Antoine-Laurent de Lavoisier morreu em Paris a 8 de Maio de 1794. Embora isto não seja novidade para quem se interessa pela história da ciência, devo informar os outros que a sua morte foi provocada pela lâmina da guilhotina revolucionária. Lavoasier não deixou de ser um cientista enquanto esperava pela execução, e nos dias anteriores à sua decapitação, teve uma discussão técnica com os seus companheiros de cela acerca da possibilidade da cabeça do decapitado sentir depois de separada do corpo. E para provar a sua tese, ofereceu-se para realizar a seguinte experiência. Quando a sua cabeça fosse decapitada, iria tentar piscar um dos olhos. Segundo o que se consta, consegui levar a bom termo a experiência e provar a sua tese: O comando do sistema nervoso estava no cérebro como é reconhecido actualmente.
Este intróito serve para introduzir o tema da filosofia da intervenção das forças de segurança quando sequestradores se escudam em reféns para abrir vias de fuga.
Devem as forças de segurança ter linhas de tiro limpas e diversificadas.
Devem as forças de segurança fazer fogo em simultâneo se os sequestradores forem múltiplos.
Os disparos devem ser dirigidos à cabeça a fim de inutilizar o comando do sistema nervoso, evitando assim disparos de retaliação dos sequestradores sobre os reféns.
Os disparos devem ser feitos com munições de alto poder de impacto para tornarem mais imediata a perda de consciência imediata dos sequestradores, com consequente protecção dos reféns.
Eu cumpri aproximadamente cinco anos de serviço militar obrigatório no meu tempo
(que já foi à muito tempo…)
E como em situações de guerra eram possíveis incidentes deste tipo, que convinha resolver com a máxima segurança para os reféns, a teoria acima exposta era ensinada aos militares operacionais (como eu) com a variante de onde se lê sequestradores era lido “ o inimigo” e onde se lê forças de segurança se podia ler “nossas tropas”.
Como parece que se pode inferir do exposto o resultado da intervenção foi óptimo seja qual for os parâmetros racionais da avaliação.
O resultado de alvejar na cabeça os sequestradores seria com razoável grau de possibilidade a morte deles. Um escapou e isso pode considerar-se extraordinário.
Outro assunto: Estes acontecimentos terem como efeito darem a futuros sequestradores a noção de limite. Estes acontecimentos são sempre lamentáveis, mas quando acontecem, deles são sempre de extrair lições. A noção de limite é o que possibilita a vida em sociedade. E quem estudou calculo vê essa noção como uma das grandes conquistas da humanidade.
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Bonifacio concordo consigo!
Que direitos tem esta gente que põe em risco inocentes? Mais valia terem os dois sido limpos!
O problema é que os defensores dos direitos humanos gostam mais dos agressores do que dos inocentes…isso desde há muitos anos tem impedido a sociedade de se desenvolver.
Criminosos destes, que aos olhos de todos atentam contra a vida de pessoas inocentes não podem ter qualquer beneficio da duvida, são corja sem utilidade e lixo. Parabens ao GOE pelo tiro certeiro!
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O que mais me chateia é que há um sequestrador a gastar dinhiro do erário público e nem precisou de ir para a lista de espera!
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É super confortável saber que há sempre alguém (por ex. o DO) presente e a lembrar-nos do que seriam os finais “excelentes”… Não vá o povo aspirar ao bom e esquecer-se que deve perseguir o excelente.
Mais uma do politicamente correcto!
Tomem lá que é para aprendermos…
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Os banqueiros são uns felizardos, têm sempre Goes e televisões … Para quando uma prisão ?
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Eu concordo com o Luís Bonifácio, foda-se.
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E eu podia ser ser mais rico que o Gates, mais bonito que o Brad Pitt, ter um blog mais influente que o Abrupto e ser mais inteligente que o Albert Einstein. Mas não, tenho que me contar com a realidade e ir fazendo o que posso e sei de acordo com as minhas capacidades e de acordo com as circunstâncias..ás vezes saio-me bem outras nem por isso. Atongir o zénite da perfeição (o supremo Ideal) nunca consegui. É estranho que se ache que é o que deve fazer a Policia Portuguesa.
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Depos de oito horas de negociações, quero acreditar que a polícia teve motivos muito fortes para actuar como actuou. Quando o fez, foi extremamente eficiente. Claro que se lamenta sempre uma morte, mas pode não haver alternativa para salvar outras vidas.
O que talvez seja interessante debater, é o interesse dos directos televisivos. Não me refiro ao direito de serem obtidas imagens- refiro-me, apenas, à sua transmissão em directo. Tenho que admitir que a polícia sabia não haver qualquer televisão no interior do banco e que as televisões também estavam informadas disso. Porque, se assim não fosse, as imagens dos momentos que antecederam o assalto final, podiam ter provocado um final muito menos feliz.
Por outro lado, não sei se o comando da operação escolheu o melhor ângulo, de modo a que não se visse o assaltante a ser baleado, mas não me parece que tenha interesse estarem a preocupar-se com pormenores desses, num momento tão delicado. Também não me parece que se possa excluir a hipótese das coisas correrem mal. E se isso tivesse acontecido, tínhamos assistido a um banho de sangue. Se calhar, alguns gostavam, mas penso ser assunto que merece ser discutido.
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Apesar de tudo são vidas humanas que se perdem, depois de ver o professor Adriano Moreira no outro dia no jornal das 9 fiquei mais sensibilizado. Concordo com o Daniel Oliveira.
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Será assim tão incompreensível, para tanta gente, achar que a polícia fez o que tinha fazer e, em simultâneo, lamentar a morte de pessoas – mesmo que criminosos -; ou isso já seria tradição judaico-cristã a mais?
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Não é bom que alguém tenha morrido, mas a morrer alguém que morram os sequestradores.
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O DO arranja sempre forma de ver problemas em tudo. Anime-se homem, não seja sempre tão negativo que isso até faz mal à saúde.
=)
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Se não houvesse mortos teria sido excelente. Só que… e aqui é que está a diferença com o DO. Os assaltantes mantiveram os reféns com uma pistola apontada à cabeça durante oitos horas. Qual é o bruxo sentado à secretária que pode concluir que se a polícia não fizesse o que fez, o desepero e a ansiedade dos assaltantes ou mesmo dos reféns não provocasse uma tragédia, que para mim seria seria sempre a morte de inocentes, claro os reféns. Porque os assaltantes não são inocentes e têm de ser responsabilizados pela sua coduta criminosa. Portanto, agora é fácil dar bitaites. Podia ter sido feito isto e mais aquilo. Mas quem está no terreno é que sabe o que podia ou não podia ter feito. E não há nada na actuação da polícia algo que indicie alguma precipitação. Por conseguinte, no mínimo temos de dar o benefício da dúvida, a quem tem a missão de exercer a autoridade e no caso tinha a tarefa de proteger a vida dos reféns.
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Na mouche! E se Deus quiser o outro também não fica cá para dar despesa.
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Caro Daniel,
Pode parecer uma análise fria e meramente matemática mas, tenho para mim que, nesta situação – 99% de importância é a vida dos inocentes e 1% é a vida dos “culpados”.
Como tal, 99% parece-me ser um caso de sucesso – não é o ideal? não – AINDA podia ser melhor. Mas foi muito bom – excelente.
Repare, não aceito que se aumente, um milésimo que seja, a probabilidade de morte dos inocentes, com vista a baixar uma boa percentagem a probabilidade de vida dos culpados!
É frio? É!
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O importante, do ponto de vista puramente técnico é o seguinte: mesmo nos EUA (onde estes senhores se inspiram ultimamente) é preciso ter a certeza absoluta que os criminosos estão/são/irão colocar em risco a vida dos sequestrados, para serem abatidos. E nos EUA, mais uma vez, existem procuradores que se asseguram que este é o caso e dão o avalo final. Neste caso, tenho dúvidas se seria esse o caso, pois não havia sido disparado nenhum tiro ainda e nenhum refém tinha ainda sido ferido. É comum haver completa carta verde para acções deste tipo quando já algum refém foi morto.
Confesso que, depois de ouvir a aclamação geral sobre a excelência da operação, estava à espera do Daniel para ouvir alguém com uma opinião sensata e humana. Em Portugal não há pena de morte mesmo para quem mata, mas estes indivíduos foram abatidos sem terem morto ninguém. O sentimento de consenso sobre a excelência da operação não é (era) comum em Portugal.
Parece que afinal a culpa disto tudo é que não tinha autorização de permanência em Portugal, eram “ilegais”.
[Responder]
Sic Noticias, opinião publica, já três espectadores disseram literalmente: “Vamos abatê-los a todos, estes imigrantes que só fazem mal ao nosso pais”
Esquecem-se que temos 3 milhões de imigrantes.
[Responder]
Pl@ca, ninguém comparou com uma execução. Comparei o raciocínio de alguns comentadores (achando que isto seria uma mensagem para outros criminosos) com a defesa de excuções. Não é a mesma coisa, como me parece evidente.
[Responder]
Fantástico. Tantas voltinhas para chegar a esta conclusão meio baralhada.
O Daniel não coloca as hipóteses ideais, aliás, nem sequer fala nelas, quando é a polícia que é baleada mortalmente em perseguição dos que praticaram crimes. Que importa lá isso do polícia que levou com uma balázio na testa e deixou viúva e filhos.
Importa é ter peninha destes imigrantes ilegais que só praticam o bem, como ontem estavam a fazer.
Felizmente que aos reféns não lhes aconteceu nada, caso contrário hoje haveria por aí um coro dos politicamente correctos a malhar forte e feio. Como tal não aconteceu, agora fala-se no que seria ideal. Mas que mais ideal é que ainda se quer? Morreu um ilegal, que entrou no nosso País para fazer destas cenas e só foi pena não ter morrido o outro também.
Coitados daqueles ilegais, estavam tão só a apontar armas às cabeças de duas pessoas que o pecado delas era estarem a trabalhar no seu local.
O ideal foi nesta operação e disso não se lembrou quem comandou as operações, era chamarem um desses políticos do politicamente correcto e começar ali a desdobinar um discurso sobre os direitos dos ilegais, do carinho com que devem ser tratados, dos direitos que têm, do direito a assaltarem sem serem incomodados e aí tenho a certeza, que eles lavados em lágrimas depunham as armas, soltavam os reféns, pediam perdão e até faziam trabalhos voluntários.
[Responder]
Estamos a atingir um ponto de rotura! O cidadão comum está a ficar farto dos abusos dos políticos e da impunidade dos bandidos…
Sou contra a pena de morte e a ‘Lei de Talião’… mas também acho que a violência está num nível nunca visto…ainda ontem, um amigo meu, foi apanhado num tiroteio entre a Policia e um grupo de bandidos, após terem assaltado o LIDL de Setúbal… se algum inocente for alvejado é infinitamente mais gravoso do que se um destes bandidos for alvejado… eles é que procuram a violência…
Esta acção de ontem seguramente obrigará a bandidagem a pensar duas vezes… afinal a Polícia também pode disparar a matar!
Uma provocação: Hoje, o Blasfémias, parece o Arrastão!
O Daniel Oliveira está de parabéns!
Um abraço!
[Responder]
Parece-me que sinceramente, muitas das opinioes aqui expressas sao fruto das emoções que o assalto despertou nas pessoas e assim sendo, muitas delas, com o devido respeito de quem as fez, transbordam de emocionalidade enquanto que a racionalidade é zero!!
É claro que acabou mal, por culpa de quem? De todos, dos negociadores, dos assaltantes e perdeu-se uma vida, um mal necessario? Uma vida inutil? Com ideias deste tipo, nao me admiram os atropelos aos direitos humanos que se verificam aqui e ali pq muita gente partilha dessa ideia, matar uns para salvar outros, morte e violencia para acabar com morte e violencia…
Se começassemos a reflectir sobre falhas de segurança, sobre um balanço acerca da emigraçao, sobre as exigencias e consequencias da mesma, sobre integraçao, certamente que podemos evitar que muitas mais situações destas se repitam e com consequencias mais positivas creio eu, do que “who´s to blame”
[Responder]
Grande Daniel Oliveira! Grande comentário! Desde que não se seja português, pobre, caucasiano (nem de forma alguma oprimido), podemos pintar a manta à vontade porque vamos ter no BE e afins um ombro amigo!!!
Tá bonito, está…
[Responder]
Os abutres securitários estão nas suas sete quintas!
Mas cuidado: estes abates de criminosos em directo é o pão nosso de cada dia no Brasil e nos Estados Unidos.E diminue a criminalidade? Sobe em flecha. Vocês nem sabem os monstros que estão a libertar! Depois não se queixem quando virem um familiar abatido porque teve um azar na vida e entrou por “maus caminhos”. Tinha um amigo que defendia que todos os drogados deviam ser encerrados em campos de concentração. Falava assim porque os drogados eram os filhos dos outros. Quando o azar lhe bateu à porta- através de uma filha que se deixou apanhar pelo vício- vendeu quase tudo para a tentar salvar e deixou de arengar pelos campos de concentração…
Manuel Monteiro
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Pasmo perante as mais inanas tentativas de atacar uma logica que para qualquer ser humano equilibrado se deveria apresentar como inatacavel: face a uma situacao como a que occorreu, E’ EVIDENTE que o desenlace ideal seria o que produzisse o minimo de danos pessoais. O menor numero de feridos, mortos, o que queiram. Nas pessoas. Todas. Todas as pessoas envolvidas. Criminosos, foras-da-lei, inocentes, vitimas, negociadores, policias, tropas especiais. Pessoas, raios. Danos pessoais. Ferimentos, mortes, sangue.
Dizer isto, sem ter de acrescentar, por ser obvio, que a aplicacao da lei se segue ‘a resolucao do conflito. E que a resolucao do conflito segue tambem a lei. E que ha prioridades, naturalmente, e a prioridade numero 1 e’ evitar feridos, mortos. Tout court.
Dizer isto NAO E’ “defender criminosos” ou tomar partido por culpados contra inocentes.
Que parte e’ que nao perceberam? E ja’ nem falo dos senhores do “erario publico” como argumento, acho que o Daniel ja respondeu com rigor a pelo menos um deles.
Cito de memoria La Rouchefoucauld:
“Quando nao motivados pela vaidade, falamos muito pouco.”
Talvez esta ideia me ajude a perceber os rios de inanidade que aqui muitas vezes desaguam.
Como experiencia sociologica, e’ interessante, Daniel. Desanimador, mas interessante.
Mas, que diabo, “dar-lhes” este espaco nao contribui para aumentar a tal vaidade e “calcificar-lhes” ainda mais as ideias?
(e’ so um desabafo, que o meu lado visceralmente anti-censura nunca me deixaria transformar em conselho. Ha que aguentar, ter esperanca. Coisa complicada por estes dias).
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“Na mouche! E se Deus quiser o outro também não fica cá para dar despesa.”
Mais um crente “queimadinho”…
Com que então a pedir a Deus que “apague” o outro brasileiro? Aiaiai…
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No passado, ingleses e espanhóis, agora são os brasileiros os “mau da fita”. Em Portugal o problema é sempre os outros. Quando será que finalmente os portugueses crescerão como sociedade ? Quando será que os portugueses entrarão na modernidade cultural? Quando assumirão seus próprios problemas ? Quando deixarão de assistir e passarão a fazer ? Outrora a salvação foi o Brasil, depois a África, recentemente a UE e agora quem será o Dom Sebastião que salvará o “povo escolhido” das mazelas “dos outros” ?
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Liberdade de expresão todos temos mas as vezes convem ser uma liberdade informada isto é formada por quem percebe do assunto pelo que tenho visto
todas as pessoas ligadas de alguma forma às questões de segurança são unanimes no elogio ao trabalho da policia.
Claro que era melhor se não tivese morrido ninguem mas as vezes é preciso escolher o menor dos males e eu prefiro de longe ouvir hoje que morreu o assaltante do que ter de ouvir a morte dos pobres inocentes honestos sem culpa de nada não consigo perceber a lógica de quem tenta sempre a todo o custo minorar a responsabilidade dos criminosos as questões raciais são irrelevantes em Portugal desde que começamos a navegar na caravela… Claro que estar sentando com o rabo numa cadeira a ver em directo sem ter a vida por um fio ou ter de tomar as dificeis decisões que a policia tomou é terreno fértil para dar palpites mesmo que não se perceba nada do assunto…
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Com que então a pedir a Deus que “apague” o outro brasileiro?
A ira de Deus não é suposto abater-se sobre quem pratica o mal? Ai, ai, ai, quem o acode…
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JV,
Pensava que Deus era omnipotente e omnipresente.
E olhe que pedir a Deus a morte de terceiros, não lhe deve conquistar muitos pontos junto “d’Ele” …
Mas isto digo eu que sou ateu… já deixei de tentar perceber os crentes.
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É impressionante como, num país onde morrer às mãos de assaltantes sem nada a perder é uma situação cada vez mais provável, tal como é provável que os assaltantes sejam libertados no próprio dia em que sejam eventualmente detidos, se discuta a actuação da polícia…
É impressionante, mas, cada vez mais, parece haver mais gente que encolhe os ombros quando um comerciante é abatido por assaltantes armados e que se desunha para criticar a polícia quando um desses mesmos assaltantes é abatido ou sofre nem que seja um simples arranhão…
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