Depois de a vítima entrar, durante três horas e meia, socaram-no e pontapearam-no. Amarraram J. a uma cruz de madeira, deitaram-no dentro de uma banheira e verteram cera de velas acesas para o seu corpo. Rui Dias utilizou uma serra para o cortar em diversas partes do corpo, incluindo o pénis.

Este é um dos casos que serviu de base ao Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) para acusar sete de oito arguidos – Mário Machado, Rui Dias, Fernando Massas, Nuno Cerejeira, Bruno Ramos, Bruno Monteiro, Pedro Themudo e João Francisco Dourado (ver caixa ao lado). Segundo o DCIAP, organizavam-se para sequestrarem e roubarem potenciais compradores de estupefacientes, e os seus amigos, através de extrema violência e com recurso a diversas armas.

A acusação elaborada pelo DCIAP refere que o militante nacionalista Mário Machado tentou ainda impor no Algarve a liderança da organização de extrema-direita Hammerskins. Entre alguns relatos, os investigadores garantem que em Dezembro de 2008 Mário Machado, Nuno Cerejeira, Rui Dias e Fernando Massas atraíram J. a uma casa em Odivelas para lhe venderem droga. Depois da agressão, que incluiu requintes de sadismo, só terminaram depois de a vítima assinar um papel em que se comprometia a pagar 15 mil euros.

Noutro acontecimento relatado pela acusação, R. encomendou, juntamente com um amigo, 2500 euros de cocaína a Nuno Cerejeira. Este último avisou que um amigo o iria contactar. Segundo o DCIAP, Mário Machado combinou um encontro com R. a 20 de Janeiro deste ano, juntamente com Rui Dias e Fernando Massas no hipermercado Feira Nova em Alverca. Depois de irem buscar uma arma, passaram a agredir R. e a tentar que ele lhes dissesse a morada do amigo com quem ia comprar a cocaína. Segundo os relatos, Fernando Massas, enquanto socava R., avisava que ia matar-lhe a mulher, arrancar a cabeça da filha e jogar à bola com ela. Dentro do carro, Mário Machado deu uma coronhada na cabeça de R. e colocou o cano da arma na sua boca. R. conseguiu pedir ajuda, mas ficou sem dinheiro e sem o carro.

Segundo a investigação, os automóveis que o grupo de Mário Machado roubava iam parar a uma oficina em Lourel, Sintra, para serem desmantelados e vendidos às peças. (…)

Entre outros casos relatados na acusação, em Fevereiro deste ano, durante um sequestro, Rui Dias usava um colete com a palavra Polícia escrita, enquanto Mário Machado, Rui Dias, Fernando Massas e Bruno Ramos se identificaram como agentes da autoridade.

Ainda segundo o despacho de acusação, Nuno Cerejeira, já detido, telefonou a uma das vítimas avisando-o de que teria de retirar a queixa para acalmar o ódio de Mário Machado. Estes são alguns dos casos que serviram de base à acusação concluída a semana passada. Dos oito arguidos, cinco estão em prisão preventiva desde Março deste ano.

Do jornal “i”

Não me esqueço, quando fui eu o queixoso, de uns senhores com responsabilidades (Pacheco Pereira, o bastonário Marinho Pinto e tantos blogues de direita) que quiseram transformar estes senhores em presos políticos. Espero que percebam agora a figura que andaram a fazer. Também não me esqueço dos que não hesitaram em comparar esta gente a alguns partidos parlamentares (a lista é interminável e deixo aqui apenas dois de muitos exemplos: este e este). Espero ainda que a comunicação social se pergunte como andou a tratar Mário Machado como activista político, referindo-se a ele como “dirigente nacionalista”. E espero, por fim, que o destino do dinheiro destes crimes seja investigado. Talvez se descubram coisas interessantes.

PS: ao fim de meses ainda não recebi a indemnização decretada pelo tribunal e que já tem destino como doação.


82 respostas ao post “Políticos não. Criminosos!”  

  1. 1 1  Guilherme

    Eu acompanhei de perto o movimento durante alguns anos e posso garantir que muito ainda falta por contar.

    [Responder]

  2. 2 2  daniela

    Claro que ninguém dos anteriores defensores da liberdade política vai admitir que se trata de gente perigosa e que tem por objectivo perturbar a democracia. O mais estranho foi ver pessoas que supostamente percebem de leis a advogar em defesa de um indivíduo que já antes tinha suspeitas de práticas criminosas, entre as quais um homicídio no bairro alto.
    Perante “partidos” que defendem verdadeiros crimes de homofobia e ódio racial, é de espantar que se conceda tempo de antena para a vitimização.

    [Responder]

  3. 3 3  Thor

    Sabes como é daniel. Este regime a que se convencionou chamar democracia – que de democracia tem muito pouco – tende a perdoar tudo e todos.

    Por isso é possível a criminosos defenderem-se publicamente com o rótulo de activistas políticos.

    Mas isso não acontece só neste caso.

    Há criminososos de delito comum que também encontram subterfúgios e muitas vezes até são eles próprios considerados as vítimas. E neste caso, lamento mas tenho que te apontar o dedo a ti e ao partido ao qual tu pertences e no qual eu habitualmente voto.

    Para o Pacheco Pereira e quejandos, Mário Machado e seus muchachos eram activistas políticos presos por delito de opinião. Para ti e para o Bloco, muito daqueles que são apanhados em flagrante delito em acções de assalto, ameaça, homícidio e tentativa são vítimas do sistema.

    Portanto, neste caso eu não vejo muita diferença entre o que tu pensas e o que pensa o Pacheco Pereira sobre o Mário Machado.

    Desculpa apontar-te isto, já sei que argumentarás – se ter deres ao trabalho – de uma forma muito eficiente, e através da tua habitual verve e usando da tua intilegência, que é de facto acima da média, e até vai parecer que as duas situações nada tem a ver com uma com outra, porém aquilo que te digo é: eu já fui vitima dessa violência e quando fui assaltado com uma arma encostada à cabeça e me roubaram um telemóvel, uns óculos de sol e a carteira eu não pude deixar de pensar que os tipos que me estavam a fazer aquilo não são vítimas nenhumas, são é indivíduos mal formados que se dão bem no actual clima de impunidade – um pouco à imagem dos varas que por aí proliferam.

    Se calhar, se fosse ao contrário, e o Pacheco Pereira fosse queixoso numa situação envolvendo activistas de extrema esquerda que se dedicam ao crime para financiar as suas actividades, a tua opinião fosse muito aproximada ao do PP.

    Continuo a votar BE porque considero que tem sido coerente na defesa dos mais desfavorecidos. Ainda hoje foi votado no parlamento um prokecto-lei que permitiria, em caso de aprovação, ao meu pai reformar-se sem prejuízo pois já trabalha desde os 15 anos e tem 55 anos. Deus sabe o quanto o homem está cansado de trabalhar duro. Mas não pode porque o PS e o PSD consideram que é mais importante branquear um roubo de milhões num banco.

    É verdade que o BE se preocupa com os mais desfavorecidos, mas não tem mais votos – que lhe permitirria por exemplo passar hoje essa lei – porque embarca num discurso demasiado brando para com os criminosos. Ou melhor, é duro para com os varas – e deve ser – mas brando com os tipos que vivem do assalto. E na minha humilde opinão só perde com isso.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Thor, não preciso de argumentar. Quando me viu defender que um crime tem razõe políticas. Posso discordar da forma como lidar com a criminalidade em geral. Não desculpo crimes, muito menos crimes violentos. E muito menos lhes dou cunho político. Recordo que defendi, para Mário Machado, quando era eu a vítima, o tratamento dado a qualquer pessoa, seguindo as regras do Estado de Direito. E que contra ele usei apenas as armas que a lei me dá. Não defendi que a polícia lhe devia dar uma tareia nem coisa do genero. Apenas que fosse julgado com todos os direitos de defesa, que teve. Não defendi julgamentos sumários ou coisa do genero. Defendo isso para os outros. Apenas isso e não mais do que isso.

  4. 4 4  manel

    “prisioneiros de consciência”, diziam eles, presos por delito de opinião.

    é mesmo muito triste. para nós portuguesinhos, que deixamos que nos convençam de que isso é ser democrata, é ser imparcial. confundindo imparcialidade com cumplicidade. deve ser da rima.

    quanto a esse teu último desejo… também eu gostaria de o ver realizar-se, mas duvido tanto disso como de um retratar público do JPP e dessa sumidade absoluta chamada Marinho Pinto.

    [Responder]

  5. 5 5  Hugo

    Compreendo perfeitamente a sua indignação, Daniel, mas ainda agora foi proferida a acusação. Espere por uma eventual condenação antes de lhes chamar criminosos.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Hugo, criminoso é e já foi condenado duas vezes.

  6. 6 6  Nuno Santos Silva

    Daniel,
    Julgo que está a misturar duas realidades que nas pessoas que refere se sobrepõem, mas cuja sobreposição não é necessária.
    Uma realidade é composta por bandidos que praticaram os factos hediondos que descreveu.
    A outra realidade é composta por pessoas que pensam de forma diferente em relação a nós.
    Apenas a primeira realidade deve ser criminalizada.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Acontece, Nuno, e pela enésima vez, que Mário Machado foi condenado, entre outras coisas, por posse de armas ielgal, por ameaça à integridade física (o meu caso) e por mais não sei quantas outras coisas, entre elas, incitamento ao ódio racial (e não pelas opiniões que tinha). Coisa que as pessoas que opinavam tinham obrigação de saber. Mário Machado acha as mesmas coisas que o líder do PNR. Que eu saiba, esse está em liberdade e nenhum processo há contra ele. E o que incomoda é que continue tanta a gente a fingir que não sabe do que estamos a falar.

  7. 7 7  Hugo

    Certo, mas refiro-me a este caso concreto, crimes pelos quais ele ainda não foi condenado. Desculpe lá o preciosismo. Salvo erro, a visita de Marinho Pinto ocorreu quando ele se encontrava em prisão preventiva no âmbito de outro processo. Mas independentemente disso, essa atitude do bastonário foi absurda e demagógica. Não precisamos de ler a acusação para saber que Mário Machado é perigoso.

    [Responder]

  8. 8 8  Henrique Morais

    O caso que o Daniel apresenta em cima é realmente de uma selvajaria que não tem explicação….
    Tudo o que preconiza acções violentas/armadas devera ser sempre considerado criminoso. Nunca politico.

    [Responder]

  9. 9 9  Zeitgeist

    Sem investimento numa verdadeira educação, acessível a TODOS onde se aprenda também a aprender, a respeitar e exigir respeito, a tornarmo-nos mais humanos, vamos continuar a formar criminosos e corruptos
    É preciso eliminar a causa: Falta de formação!

    [Responder]

  10. 10 10  Bolota

    “ Depois de a vítima entrar, durante três horas e meia, socaram-no e pontapearam-no. Amarraram J. a uma cruz de madeira, deitaram-no dentro de uma banheira e verteram cera de velas acesas para o seu corpo. Rui Dias utilizou uma serra para o cortar em diversas partes do corpo, incluindo o pénis. “

    O Movimento Verde Eufémia, destrói em Silves uma plantação de milho estratégico e cai-lhe tudo o que é politicamente correcto em cima.

    Já imaginaram o que lhes aconteceria se: – Depois de a vítima entrar, durante três horas e meia, socaram-no e pontapearam-no. Amarraram J. a uma cruz de madeira, deitaram-no dentro de uma banheira e verteram cera de velas acesas para o seu corpo. Rui Dias utilizou uma serra para o cortar em diversas partes do corpo, incluindo o pénis.

    [Responder]

  11. 11 11  Birimbaum

    então mas e aquela coisa que diz.. “até haver transito em julgado..” ou só se aplica aos pretos?

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Duas condenações, Birimbaum. E como numa delas estive envolvido, permita-me que repita: trata-se de um criminoso.

  12. 12 12  Francisco
  13. 13 13  FC

    Daniel Oliveira, no comentário 10 referiu que o líder do PNR devia estar preso. Poderia explicitar com maior clareza porquê?

    [Responder]

  14. 14 14  Panzermayer

    Mas porque é que deveria haver algum processo contra o líder do PNR??? Por acaso ele ameaçou, bateu ou matou alguém??? É nesses desvarios que você se perde Daniel… O Mário Machado fez isto ou fez aquilo tudo bem que seja condenado, acho bem que ninguém esteja acima da lei agora, o que raio é que o líder do PNR tem a ver com esse assunto???

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Panzermayer, o que foi dito é que a prova que Mário Machado não foi julgado pelas suas opiniões é que o líder do PNR nunca foi incomodado pela justiça e tem as mesmas opiniões. Foi pelos seus actos.
    Quanto ao PNR ter ou não ter a ver com assunto, um dia veremos.

    FC, o senhor sabe ler??? Eu disse o contrário: “Mário Machado acha as mesmas coisas que o líder do PNR. Que eu saiba, esse está em liberdade e nenhum processo há contra ele.” Ou seja, Mário Machado não foi preso por causa das suas opiniões.

  15. 15 15  Esloveno

    Prisão com essa malta. Já tinha ouvido histórias sobre a casa de tortura que esse bando tem em Lourel (de alguém que teve bom senso de mudar de ares). Dizer que vão para lá discutir política é andar a brincar com as vítimas destes bandidos. O Marinho e o Pacheco que vão lá fazer uma visita.

    [Responder]

  16. 16 16  Daniel

    Na cidade de Queluz, o PNR chegou a abrir uma secção para o concelho de Sintra. Depois o fundador foi condenado por explorar quatro casas de prostituição. Explorava 30 mulheres em quatro bordéis, com a ajuda de duas imigrantes ilegais que vigiavam os horários das prostitutas.

    É pesquisar António Frazão PNR.

    Desta forma se financiavam. Qual é a admiração?

    [Responder]

  17. 17 17  João Costa

    Daniel, estes tipos aqui nomeados são delinquentes, e ponto final. Associar este tipo de delinquência a uma determinada área política, como o Daniel faz, ao referir-se-lhes como “neofascistas”, e não como meros energúmenos ou bandidos, contribui para politizar a questão.

    Por mais repulsa que me suscite a forma de pensar desta gente (se é que pensam alguma coisa), não creio que seja lícito colar actos de pura bandidagem às suas convicções políticas, coisa que aliás duvido que tenham.

    [Responder]

  18. 18 18  FC

    Daniel Oliveira, nesse caso, as minhas desculpas pela interpretação errada que efectuei das suas palavras. Mas tem de reconhecer que a forma como colocou as coisas, facilitou a indução em erro. Até porque não fui o único a fazer essa mesma interpretação. Até porque já demonstrou várias vezes, sem qualquer fundamento, que suspeita de um envolvimento profundo do PNR em actos de criminalidade.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    FC: suspeito e com fundamentos. Mas suspeitas ainda não chegam para exigir prisões. Faço apenas o apelo: que se siga para onde vai o dinheiro.

  19. 19 19  BlackPaulo

    Fico sem palavras quando leio coisas destas.
    Lamento apenas que criminosos como os mencionados tenham tido oportunidade de funcionar em rede, e de executar tantos crimes impunemente.
    Quem pensa como eles, nao e’ de facto criminoso (que se saiba e ate que se prove o contrario). Mas para la caminha e encaminha outros. Nao quero no entanto alongar-me mais sobre isto.

    [Responder]

  20. 20 20  Mouzinho

    Daniel,

    Você é um manipulador:

    Pacheco Pereira e Marinho Pinto referiram-se a um processo específico em que a lei não estaria a ser respeitada. Goste-se ou não de Mário Machado merece tanto como você a aplicação das leis. Ambos manifestaram claramente a separação entre a lei e as simpatias pela personagem (que não existem)

    Caso Mário Machado venha a ser julgado daqui a 5,10, 15 ou 20 anos exige-se a aplicação da lei, mais nada.

    A ligação que faz ou é má fé, ou algo inqualificável. Escoha.

    Quanto ao seu caso – ainda hoje não percebo porque raio o homem o queria matar e foi consigo a uma esquadra…

    [Responder]

  21. 21 21  Mouzinho

    E quanto às opiniões políticas da personagem: tem todo o direito de as ter.

    Da mesma forma que Mário Machado tenta misturar política com os casos em que está envolvido (que são delinquência), a justiça e os comentadores também não podem politizar casos que são do foro criminal.

    Mário Machado é um delinquente, merece ser tratado como um delinquente (quando se aplica) e ninguém o quis fazer mártir a não ser o próprio, aproveitando a boleia da justiça que estaria a ser mal aplicada.

    No mais a minha solidariedade para as vítimas dessa personagem

    [Responder]

  22. 22 22  xatoo

    não é surpreendente que a extrema direita tenha ganho maior visibilidade desde a ascenção de Cavaco. Politicamente interessa-lhe que existam forças mais à direita que sua excelência. O que tem como dano colateral garantir uma impunidade disfarçada para “o ganhar a vidinha” destes individuos.

    [Responder]

  23. 23 23  Nuno Cruz

    Independentemente dos outros crimes que tenha cometido, o sinistro Mário Machado tem direito à livre expressão das suas opiniões desde que estas não sejam um incitamento ao ódio e talvez seja um erro politizar a questão, exactamente para não o transformar em mártir.

    Em todo o caso o Daniel Oliveira numa coisa tem mérito: como em relação a todo grupo violento, é preciso uma boa dose de coragem para se confrontar a malta desta estirpe.

    [Responder]

  24. 24 24  Jonas

    Mouzinho,

    Opiniões políticas que envolvem a defesa da discrimição racial e que advogam a violência contra determinados indivíduos com base na sua raça, religião, orientação sexual, etc, não podem ser considereadas opiniões políticas e devem ser combatidas com os punhos ou com armas, caso seja necessário.

    Não adimito que este tipo de gente tenha os mesmo direitos que eu.

    [Responder]

  25. 25 25  Anarquista Estagiáro

    Espero ainda que a comunicação social se pergunte como andou a tratar Mário Machado como activista político.

    Da mesma forma que chamavam ao Paulo Pedroso deputado…

    [Responder]

  26. 26 26  Antonio Cunha

    Estes gajos só tem um destino possivel

    “A casa da Rata”

    Mai nada. Podem andar a pintar a coisa desta e daquela maneira. Estes gajos são bandidos e ponto final.

    O Marinho é mesmo palhaço.

    [Responder]

  27. 27 27  Mouzinho

    Jonas,

    Já vo que se dependesse de si este tipo era mesmo um preso político, e que ajudava à causa de um mártir.

    [Responder]

  28. 28 28  Jonas

    Mouzinho,

    Se dependesse de mim, estes tipos viveriam no terror até ao fim das suas vidas…

    Era a caça ao escalpe, se é que me entende.

    [Responder]

  29. 29 29  Panzermayer

    Jonas, o que você admite ou deixa de admitir tem a importância que lhe quisermos atribuir, da minha parte é nenhuma!

    [Responder]

  30. 30 30  Peter Lawrence

    Então é assim: a César o que é de César.

    As opiniões políticas desses senhores devem ser combatidas na praça pública para que possamos expô-las ao ridículo que as mesmas encerram.

    Os actos criminosos devem ser combatidos conforme as disposições legais de um Estado de Direito.

    Confundir ambos os planos não é aceitável.

    Continuação de um bom dia que agora vou continuar a trabalhar para tornar o país melhor.
    Com licença.

    [Responder]

  31. 31 31  Panzermayer

    Afinal Daniel parece que não discordamos assim tanto sobre esta temática. Se o Mário Machado de facto cometeu todos estes actos que são agora relatados deve estar atrás das grades ponto final na conversa, a mim o que me irrita como simpatizante (em algumas temáticas) desta área política, é que depois me venham associar com actos desta espécie e com elementos desta índole, se o MM é mesmo nacionalista nunca mais o deveria referir em público porque estes seus actos envergonham todos aqueles que se revêm na chamada “área nacional”. Sempre compreendi a esquerda e a extrema-esquerda quando se insurgiram contra o MM já vejo é como oportunismo político e damagogia quando baseados nisso vêm pedir a ilegalização do PNR, aí é que definitivamente estamos em campos opostos e volto a dar o exemplo que dei no outro dia. Se o “Zé Manel” que até é militante do Bloco assaltar um banco, será que é justo dizer que o Bloco é um partido de assaltantes de bancos?? Penso que toda a gente sensata dirá que não não é?? Então porque Diabo é que essa sensatez não se aplica ao PNR???

    [Responder]

  32. 32 32  LAM

    Anarquista Estagiário #31

    Acontece que, isto independentemente de qualquer juízo sobre Paulo Pedroso ou da sua culpabilidade ou não, o partido de que Paulo Pedroso é membro (e quem diz Paulo Pedroso diz Oliveira e Costa, diz Armando Vara, diz Preto, etc e por aí fora), não tem como ideologia a violência e o ódio nem se auto-financia constituindo gangues organizados para a práctica do roubo, do sequestro e de assassinatos.

    Uma coisa são crimes mais ou menos graves cometidos individualmente cujas práticas não correspondem aos valores desse(s) partido(s) que, muitas vezes nem são tidos nem achados, outra são estruturas criminosas encapotadas sob o nome de organizações políticas.
    E é aqui que tem estado o grande equívoco na forma como este assunto do PNR e dos seus operacionais são tratados na comunicação social e por algumas figuras com responsabilidade mediática e de representação que, quanto mais não seja pelo nível intelectual que se arrogam, os factos que têm vindo a ser conhecidos lhes deveriam merecer uma reflexão mais cuidada.
    Mais vale tarde do que nunca.

    [Responder]

  33. 33 33  LAM

    p.s. Voltei a ouvir na tv referirem-se a Mário Machado como “dirigente nacionalista”. O que é que irão chamar a Bruno “Pidá” e ao gangue da Ribeira, “combatentes da liberdade”?

    [Responder]

  34. 34 34  Mouzinho

    Jonas,

    O Machado é destável, mas…caramba vivemos em Democracia e Estado de Direito, por muito que o desagrade.

    [Responder]

  35. 35 35  lingrinhas

    Ó daniel não há duvidas para que que essa escumallha dos machados e quejandos devem ser punidos exemplarmente por todos os crimes que cometeram.mas tambem os crimes de menor relevancia devem devem ser julgados e condenados se for caso disso como os cometidos por militantes de partidos ditos democraticos como por exemplo a destruição do campo de milho transgenico no algarve. que acha?

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Acho que não é muito dificil fazer uma relação de causalidade entre as ideias defendidas por estas pessoas e os seus actos. Entre a defesa do ódio como arma política e a violência. Isso não transforma ideias em crimes, mas torna impossível não atribuir a estes crimes contornos diferentes dos comuns: são sempre contra imigrantes, gays, toxicodependentes, etc. Isto parece-me uma evidência.

    Nem comento a comparação com o que se passou com o milho trangénico (acção que, como sabem, condenei). É de tal forma desproporcionada que nem merece grande debate. Apesar de, curiosamente, a primeira ter merecido muito maior indignação pública do que isto.

  36. 36 36  Mouzinho

    Daniel,

    Certa direita também acha que a esquerda é bombista e terrorista ou delinquente (pense por exemplo nas manifestações anti-globalização). Isso não faz de si um defensor de criminosos ou delinquentes.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Mouzinho, eu não confundo a direita com os neo-nazis. Nem nunca confundi.
    Espero que volte a ler o relato para perceber que há comparações que não se fazem.

  37. 37 37  Rafeiro Danado

    Enfim… todos bons rapazes.
    Apesar de tudo, tenho esperança que a justiça funcione e seja exemplar. Vamos ver.

    [Responder]

  38. 38 38  Bernardo Sardinha

    # 37 Panzemeyer
    Se o “Zé Manel” que até é militante do Bloco assaltar um banco, será que é justo dizer que o Bloco é um partido de assaltantes de bancos?
    Se o Bloco o continuasse a apoiar, a aceitá-lo como militante, se o dinheiro roubado fosse usado pelo Partido, sim, seria um Partido de assaltantes de bancos.

    [Responder]

  39. 39 39  João Cerqueira

    O comentário 3 da autoria do senhor Thor põe o dedo na ferida.
    Fiquei na altura indignado com as declarações do Dr. Pacheco Pereira. E obviamente considero que os membros da Extrema-Direita que cometeram crimes devem ser punidos como qualquer outro delinquente. Mas com as actuais leis portuguesas que garantem mais direitos aos agressores do que às vítimas, tal não é tarefa fácil.
    Há dias foi noticiado o suicídio de uma jovem de 18 anos que foi violada; o violador ficou preso, mas poderia muito bem ter sido «condenado» a aguardar o julgamento em liberdade. Para mim, a violação é um crime quase tão grave como o homicídio porque pode destruir para o resto da vida a vítima (e levá-la mesmo ao suicídio, como tragicamente sucedeu); mas em Portugal um violador poucos anos passa na cadeia e logo é devolvido à liberdade, como suspeito que irá acontecer a este criminoso.

    Reconheço ao senhor Daniel Oliveira imensa coragem ao enfrentar os neonazis mas, como é referido no comentário supracitado, julgo que a Esquerda à qual pertence possui dois pesos e duas medidas nesta questão do tratamento dado ao crime.
    É um complexo antigo que associa o crime à pobreza e remete a culpa para o rico explorador, que está longe de estar resolvido.
    Rousseau tem alguma razão mas Santo Agostinho tem ainda mais: a sociedade pode corromper, mas o mal está dentro do ser humano.
    E desde Caim que é assim.

    Recentemente foi divulgado o relatório do Observatório da Justiça presidido pelo insuspeito Professor Boaventura Sousa Santo onde é arrasada a justiça portuguesa, nomeadamente a prisão preventiva (a ausência de) e o flagrante delito.
    Mas durante este tempo todo a única voz que clamou contra semelhantes leis foi o fascista Paulo Portas.
    Já a Esquerda democrática e defensora dos direitos humanos esteve muito caladinha, quando não criticava o carácter desumano e repressivo das leis que apenas pretendiam garantir a segurança aos cidadãos honestos.
    Por isso, se os referidos delinquentes forem absolvidos, aguardarem em liberdade durante anos o julgamento ou serem condenados a penas simbólicas, não venha agora a dita Esquerda indignar-se com as leis que até aqui defendeu.

    [Responder]

  40. 40 40  Alberto Fernando Sá Resende

    Será bom lembrar que enquanto você espera pela indemnização a que tem direito, o sr. Paulo Pedroso foi quase de imediato – em comparação com o que é costume na Justiça portuguesa – indemnizado pela sua indevida prisão preventiva. Ou seja, até nas indemnizações a Justiça não é igual para todos os portugueses.

    [Responder]

  41. 41 41  Madalena Madeira

    Sobre direito penal,

    Dos Delitos e das Penas é um livro escrito em 1764 por Cesare Beccaria.
    “As vantagens da sociedade devem ser igualmente repartidas entre todos os seus membros.”
    Essa deveria ser a verdade digna de nossa sociedade, mas Beccaria, no entanto afirma que entre os homens reunidos, nota-se a tendência contínua de acumular no menor número os privilégios, o poder e a felicidade, para só deixar à maioria miséria e fraqueza.
    Para impedir isso só com boas leis. Mas, de normalmente, os homens abandonam a leis provisórias e à prudência do momento o cuidado de regular os negócios mais importantes, quando não os confiam à discrição daqueles mesmos cujo interesse é oporem-se às melhores instituições e às leis mais sábias. Toda lei que não for estabelecida sobre a base moralista encontrará sempre uma resistência à qual acabará cedendo.
    A primeira conseqüência desses princípios é que só as leis podem fixar as penas de cada delito e que o direito de fazer leis penais não pode residir senão na pessoa do legislador, que representa toda a sociedade unida por um contrato social. A segunda conseqüência é que o soberano, que representa a própria sociedade, só pode fazer leis gerais, às quais todos devem submeter-se; não lhe compete, porém, julgar se alguém violou essas leis. Em terceiro lugar, mesmo que a atrocidade das mesmas não fosse reprovada pela filosofia, mãe das virtudes benéficas e, por essa razão, esclarecida, que prefere governar homens felizes e livres a dominar covardemente um rebanho de tímidos escravos; mesmo que os castigos cruéis não se opusessem diretamente ao bem público e ao fim que se lhes atribui, o de impedir os crimes bastará provar que essa crueldade é inútil, para que se deva considerá-la como odiosa, revoltante, contrária a toda justiça e à própria natureza do contrato social.

    [Responder]

  42. 42 42  Madalena Madeira

    Tenha calma Daniel! admiro a sua coragem, até porque o medo bloqueia – nos. A Justiça é uma virtude , um bem…

    [Responder]

  43. 43 43  lingrinhas

    Caro Daniel bem sei que é de uma diferença abismal enquanto enquanto uns são fascistas e cometem crimes tais como homicidios trafico de droga homofobia xenofobia ou seja são do pior que há.Mas sendo embora de uma diferença abismal o caso do milho não deixa de ser crime e eu não ouvi da boca de alguns democratas da nossa praça uma condenação antes pelo contrario.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    lingrinhas, volte a ler o relato, esqueça o que eles são, e perceberá a diferença. Roubar uma maçã é crime. Genocídio também. E, no entanto, não passa pela cabeça de ninguém comparar. Os dois são condenáveis. Mas nem sequer podem aparecer na mesma frase.

  44. 44 44  Maria

    48 Alberto Fernando Sá Resende 27 Nov 2009 às 17:48

    O Paulo pedroso esteve preso sem culpa formada durante 4 longos meses em que , para além da prisão que sofreu sofreu também todo o tipo de ataques e vexames.Foi indemnizado e muito bem indemnizado, agora tanto quanto sei o dinheiro ainda não o recebeu portanto estamos a falar de quê , mesmo? Se é de justiça acho que estamos a falar de duas justiças diferentes .

    E por favor não me diga que eu defendo o homem por ser socialista lool disso já chega e já muitos estão nessa bicha.

    [Responder]

  45. 45 45  cafc

    Já escrevi noutros “posts” que, hoje, estou “cansado”. Mesmo assim, ainda vou “dizer” qualquer coisinha.

    Madalena Madeira:
    Já nos “conhecemos” de outros “posts”. Continua a ter a mesma “paciência” e o mesmo discernimento que, confesso, já me está a faltar.
    Talvez, amanhã, “isso me passe”.
    Obrigado, minha amiga, pelo seu comentário.

    João Cerqueira:
    Pelos motivos atrás expostos, não vou alongar-me quanto ao seu comentário. Tem muitos pontos com os quais estou de acordo. Como há alguns com que discordo, talvez amanhã, eu “fale” directamente consigo.
    Obrigado, meu amigo, porque considero que o seu comentário é muito sério e construtivo.

    [Responder]

  46. 46 46  cafc

    Como o “cansaço” que referi era só de “alinhavar ideias”, deixo aqui uma transcrição:

    “O país vai de carrinho
    Vai de carrinho o país
    Os falcões das avenidas
    São os meninos nazis

    Blusão de cabedal preto
    Sapato de bico ou bota
    Barulho de escape aberto
    Lá vai o menino-mota

    Gosta do passeio em grupo
    No mercedes que o papá
    Trouxe da Europa connosco
    Até à Europa de cá

    Despreza a ralé inteira
    Como qualquer plutocrata
    Às vezes sai para a rua
    De corrente e de matraca

    Se o Adolfo pudesse
    Ressuscitar em Abril
    Dançava a dança macabra
    Com os meninos nazis

    Depois mandava-os a todos
    Com treze anos ou menos
    Entrar na ordem teutónica
    Combater os sarracenos

    Os pretos, os comunistas
    Os índios e os turcomanos
    Morram todos os hirsutos!
    Fiquem só os arianos!

    Chame-se o Buffalo Bill
    Chegue aqui o Jaime Neves
    Para recordar Wiriamu,
    Mocumbura e Marracuene

    Que a cruz gamada reclama
    De novo o Grão-Capitão
    Só os meninos nazis
    Podem levar o “pindão”

    Mas não se esqueçam do tacho
    Que o papá vos garantiu
    Ao fazer voto perpétuo
    De ir p’rà p… que o pariu.”

    (O país vai de carrinho – ZECA AFONSO)

    Boa noite a todos.

    [Responder]

  47. 47 47  Daniel Oliveira

    Para alguns senhores que tentam publicar aqui comentários: não serão publicados. Este post está interdito a simpatizantes daestas figuras e das organizações de que fazem parte. Ponto.

    [Responder]

  48. 48 48  Libertário

    O problema é que as penas de prisão em Portugal são uma treta. Tipos como este ao fim de meia duzia de anos estão cá fora e a culpa deste estado de coisas é sem qualquer dúvida da esquerda.

    [Responder]

  49. 49 49  miguel forjaz

    Fugiste covardolas oliveira,tens medo da verdade,mas eu trato-te da saude de outra maneira.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    miguel forjaz, este seu comentário, ao contrário dos restantes, foi publicado. O seu IP e hora de comentário também o que, como saberá, torna o anonimato muito dificil. Já deveria ter percebido que não mudo por causa de ameaças e que as levo suficientemente a sério para agir em conformidade. Está longe de ser o primeiro, não será seguramente o último a prometer tratar-me da saúde. Calou-lhe a si ficar com isto registado. Depois se verá o destino.

  50. 50 50  Emigrante

    Cerqueira,

    o santo agostinho, foi ele mesmo o pecado em pessoa. nao se pode ler o que ele disse sem tomar conhecimento do que ele fez.

    ——-

    sou defensor da liberdade de expressao, da mesma maneira que defendo a legalidade do PNR defendo a libertacao das pessoas do h.batasuna que defendem a independencia do pais basco, que nao tenham a ver com as actividades criminais da eta.

    [Responder]

  51. 51 51  Maria

    Acho muito bem que os senhores que defendem nazis seja de que espécie forem seja impedidos de postar aqui. Para violência já chega a de ter que conviver com essa gente no mesmo país.

    Agora em relação a criminosos .
    Pertencer seja a que partido politico for , seja ele de que extrema fôr não dá aos seus membros o direito de levar a cabo assassinatos ou qualquer outro tipo de violência contra seja quem fôr.

    A escumalha que pensa que pode agredir seja quem for em nome seja do que for , é isso mesmo:-escumalha, gentalha da pior espécie cujo lugar não é em nenhum país civilizado.

    [Responder]

  52. 52 52  Bernardo Sardinha

    #58 e #59 – Isto é uma brincadeira ou é mesmo a sério?

    [Responder]

  53. 53 53  Rafeiro Danado

    «Este post está interdito a simpatizantes daestas figuras e das organizações de que fazem parte. Ponto.»

    Você tem tendência para carimbar quem o contraria. Fique sabendo que não simpatizo nem tenho nada a ver com essas criaturas, antes pelo contrário, estou nos antípodas deles e acho ofensivo que assim me considere. Mas, a não ser que você me bloquei, vou continuar a comentar.

    [Responder]

  54. 54 54  cafc

    Meu caro João Cerqueira

    O seu comentário #47 (na minha opinião) deveria ser “objecto” de uma séria reflexão.

    1- As referências aos dois “clássicos”, poderiam suscitar muitas mais, desde Thomas Hobbes, por exemplo;
    2- Pessoalmente, prefiro (até por ser mais actual e não ser um “clássico”) o Padre Américo, exemplo de vida, com obra feita, com o lema “Não há rapazes maus”;
    3- Já afirmei noutros “posts” que sou ateu. Mas, esse lema do Padre Américo, significa, quanto a mim, aquilo que o senhor designa por “complexo da esquerda”;
    4- Uma criança desenvolve-se com os exemplos que lhe são transmitidos pela “sociedade envolvente”. Seja no “seio familiar” ou no “meio sócio-económico-geográfico” onde está incluída.

    Penso que a esquerda tem razão quando “explica” certos fenómenos de criminalidade. Só que deverá exigir punições exemplares para quem os pratica, sem embargo de continuar a lutar por uma sociedade mais justa para todos.

    Porém, os crimes relatados neste “post” são de outro âmbito. Os “skinhammers” são parte assumida de uma organização nazi, que não conhece fronteiras e que tem objectivos políticos muito definidos. Por isso, não podem ser confundidos com criminosos de delito comum.

    Um abraço.

    [Responder]

  55. 55 55  Pedro

    Os actos de extrema violência desta corja de “skins” (que iam de ameaças até agressões e assassínios) eram divulgados pelos próprios fanfarrões na Internet, nas páginas do “Fórum Nacional”, e ao longo dos anos por blogues e sites anti-fascistas, que os tentavam denunciar. De entre os muitos casos que nunca chegaram à imprensa e aos media está, por exemplo, o das ameaças que esse animal fez ao jornalista Viriato Telles (que cobriu várias vezes o movimento “skin”), chamando-o de “porco judeu” e convidadando algum dos seus comparsas a assassiná-lo. “Não me importo de fazer depois uma recolha de fundos para a ajudar a família do camarada que tratar do assunto”, escreveu Mário Machado no fórum que administrava, em conjunto com Vasco Leitão.

    Curiosamente, o “skin” Machado citava um “post” de Pacheco Pereira na época (2004), falando de um livro anti-semita publicado em Portugal no início do século, que falava dos descendentes de cristãos-novos (Viriato seria um deles, tu outro) e do seu poder em Portugal, naquilo que chamavam a “promoção do multiculturalismo” e do “genocídio da raça branca”. Este género de balela e horas de navegação narcotizante em sites racistas da Net – e a tradução desses textos para Português- alimentavam o anti-semitismo destes animais, o que culminaria, entre outros actos, na vandalização do cemitério judaico em 2007.

    Sobre o assassinato de Alcino Monteiro no Bairro Alto, em 1995, escrevia Vasco Leitão, membro do PNR e administrador do “Fórum Nacional” : “Morreu um preto, pronto, não se perdeu nada”. Tanto este como Machado escreviam com “nicks” no dito fórum (Mário Machado assinava como “Amigo”) e a identidade de ambos seria apenas conhecida pelo “movimento”. À medida que os “skins” ajudavam o PNR a ganhar visibilidade, e agiam com maior impunidade, deixaram de guardar segredo. Embora todas estas mensagens tenham sido apagadas, serviram à Polícia para investigar o movimento “skin” e levar alguns deles à cadeia. Numa dessas mensagens, escrevia o líder dos “Hammerskins”:

    http://g.imagehost.org/0959/ns34ywut5.jpg

    “O ódio é um sentimento tão nobre quanto o amor, faz parte da nossa natureza e tudo o que vai contra a natureza é que tem que ser combatido. Vejo os nossos politicos, e a comunicação social por exemplo, mais preocupadas em combater o ódio do que a censurar os paneleiros, os pedófilos, e afins.

    Adoro a confrontação fisica, agarrar na escumalha e dar lhes pontapés na cabeça, socos, sentir a adrenalina a disparar, a emoção ao fugir á policia.

    Um dos anos mais felizes que tive foi o ano que esfaquei 11 pessoas, record absoluto, o sentir da faca a entrar, o inimigo a desfalecer, o seu olhar de panico, tudo isto em conjunto dá-me vida, recarrega-me as baterias.

    Adoro bater nas pessoas!”

    Tanto a sede do PNR como a sua propaganda pelo país eram pagos com o dinheiro arrecadado dos negócios da droga e de actos de extorsão e de proxenetismo. Tudo isto foi amplamente divulgado pela imprensa ao longo dos anos. Se Pacheco Pereira e alguns dos autores desses blogues direitistas que mencionas não sabiam disso, é porque são burros idiotas, ou, se sabiam e aprovavam, foram cúmplices no crime.

    A estratégia de propaganda da extrema-direita, agora, parece continuar agora pela Internet, sobretudo através da rede Facebook, como se poderá ver nesta mensagem num fórum:

    http://forum.chupa-mos.com/showthread.php?t=331874&page=9

    Uma lista dos blogues onde essa corja e seus apaniguados continuam a fazer propaganda racista pode ser encontrada aqui:

    http://fascismoemrede.blogspot.com/

    [Responder]

  56. 56 56  João Cerqueira

    Caro CAFC

    Agradeço o seu comentário às minhas ideias. É um prazer debater consigo.

    Sendo um homem culto, deve certamente saber que a História da Humanidade é uma história de guerra e violência, a que nenhum povo escapa.
    A guerra começa no Neolítico, quando uns se tentam apoderar da terra, dos bens e das mulheres dos outros. E desde então nunca mais parou, servindo a tecnologia para aumentar a matança entre os homens. Antes da 2ª Guerra Mundial celebrou-se em 1937 na Exposition International des Arts et des Techniques de Paris o futuro radioso da humanidade graças às evoluções tecnológicas; e depois foi o que se viu… .

    Sendo também um animal, o homem é dos poucos que rouba e mata não apenas para satisfação das necessidades básicas.
    A cultura deveria ser o travão a este instinto mas, como sucedeu na Alemanha Nazi, às vezes pode pouco contra a natureza destruidora ou maldade dos homens.
    E penso que toda a gente conhece casos de famílias onde, tendo ambos a mesma educação, um irmão tornou-se um cidadão exemplar enquanto o outro enveredou pelo crime; ou o exemplo dos filhos de «boas famílias», aos quais nada faltou nunca, e que acabam a roubar os pais ou irmãos. Na minha opinião de leigo, suponho que existem factores genéticos que predispõe certas pessoas para a violência e o desrespeito pelos outros.

    Há estudos internacionais sobre os furtos nos hipermercados que dizem, mais ou menos isto: 15% dos clientes vão sempre tentar roubar, uma quantidade aproximada jamais furtará seja o que for, os restantes poderão fazê-lo se sentirem que não são apanhados.
    É triste, deprimente, mas é verdade; e qualquer pessoa que tenha um comércio já aprendeu esta crua verdade.

    Defendo que o Estado tem a obrigação de apoiar os desfavorecidos e fornecer-lhes educação. Sim aí sou de Esquerda. Mas depois a lei deve ser igual para todos, sem desculpas nem contemplações. E deve haver mão pesada com a criminalidade violenta ou com aqueles que reincidem no crime (corruptos incluídos). Então sou de Direita.
    Se uma mãe roubar para dar de comer aos filhos deveria ser absolvida, mas quem rouba para ter roupa de marca, sapatilhas Nike ou telemóveis deveria ser punido severamente.
    Podendo todavia optar entre a cadeia e o trabalho comunitário.

    [Responder]

  57. 57 57  João Cerqueira

    Senhor Emigrante

    Não acredito em Santos, mas acredito que Santo Agostinho, mesmo servindo-se do exemplo do Pecado Original, andou perto da compreensão da natureza humana.
    Também defendo que o PNR tem direito a existir, desde que respeite a Constituição Portuguesa.
    Suponho que apenas os membros do Batasuna que apoiam a violência da ETA estão presos.

    [Responder]

  58. 58 58  Zeitgeist

    Nós, seres Humanos, não nascemos bons ou maus, violentos ou pacíficos, criminosos ou generosos…

    Esta ideia de dualidade com origens religiosas acerca do nosso instinto e natureza Humana é pura fantasia e não explica os comportamentos negativos (nem os positivos) que temos em sociedade: O problema é a própria sociedade, os valores a que somos expostos e à escassez forçada em que o sistema monetário assenta (enquanto nos aliciam a ter mais e querer TUDO).

    Não significa que o crime deve ser perdoado e esquecido mas nunca será extinto enquanto não corrigirmos o problema na sua fonte!

    TODOS precisamos de água, alimentação, abrigo; da melhor educação possível com valores assentes na igualdade entre Homens, respeito incondicional pelo ser Humano e sabedoria, principal veiculo de impulsão para a evolução da nossa civilização.

    Um dia viveremos em paz, não teremos política, fronteiras, racismo, xenofobia, nem classes sociais e as soluções para os nossos problemas serão encontradas através dos métodos científicos que dispomos.

    Aí seremos livres.

    http://www.zeitgeistmovie.com/
    http://www.thevenusproject.com/

    [Responder]

  59. 59 59  Bernardo Sardinha

    Um dia viveremos em paz, não teremos política, fronteiras, racismo, xenofobia, nem classes sociais e as soluções para os nossos problemas serão encontradas através dos métodos científicos que dispomos.Aí seremos livres.

    Acredito que as novas tecnologias, esmiuçando os pontos do cérebro onde estão arquivados os nossos atavismos, clonando, manipulando os genes, uniformizando toda a humanidade, nos leve à paz, ao desaparecimento da política e das outras coisas que diz. Mas seremos livres??? Não estarei cá para ver, mas tenho muitas dúvidas?

    [Responder]

  60. 60 60  Emigrante

    Caro Sr.Cerqueira,

    O PSOE ganhou o Pais Basco, porque o poder de Madrid sabia que o eleitorado radical do HB e do PC Basco nunca iria a votar no PNV. Sabiam que ilegalizando estas duas organizacoes e limitarem a sua liberdade de expressao, Madrid ganharia o Pais Basco. E portanto, do meu ponto de vista, uma democracia coxa, uma liberdade amputada.

    Agora nao queiram apoiar terroristas no Kosovo para ganhar a independencia (aznar) e afirmar o contrario intramuros.

    [Responder]

  61. 61 61  A.R.A

    JOAO CERQUEIRA

    Caro Joao, quando o proprio diz que apoia a legalidade de um PNR faz-me pensar que o Joao talvez não tenha conhecimento do que realmente levou a que fosse aceite tal partido com a legitimidade democratica actual, visto que a constituição de Abril proíbe as organizações de ideologia fascista (artº 46, nº 2), determina a perda do mandato dos deputados por participação em tais organizações (artº 163), reconhece sanea­mentos e incapacidades cívicas a fascistas com particulares respon­sabilidades (artº 308).

    Pior se torna a emenda que o soneto, se afinal o Joao até tem noção de que o PNR foi o arranjinho partidario mais escandaloso no pós 25 de Abril para dar voz eleitoral a uma franja fascista de cunho nacionalista que na impossibilidade de agregar as assinaturas necessarias para a formação base do PNR, infiltrou, primeiramente, elementos do extinto MAN e da Aliança Nacional e literalmente comparam as dividas de um partido de centro esquerda que se encontrava em fase declinio e de falencia mas que nunca foi legalmente extinto.

    Falo do PRD, caro Joao, portanto ao alimentar a existencia de um partido que representa desavergonhadamente ás claras no plano eleitoral um passado colectivo que nos custou 50 anos de obscurantismo dictatorial, é pactuar de forma algo irresponsavel nada abonatoria com uma aberração que nasceu do aproveitamento de uma falha juridica da nossa constituição.

    Assim, sabendo de antemão o percurso historico do PNR, diga-me, como pode afirmar o que afirmou com tanta veleidade:

    «Também defendo que o PNR tem direito a existir, desde que respeite a Constituição Portuguesa.»

    Com os meus cumprimentos, aguardo

    A.R.A

    [Responder]

  62. 62 62  cafc

    Meu caro João Cerqueira

    No seu comentário #66 fez-me elogios que, eu lhe retribuo. Quando tentamos debater com seriedade, é possível, mesmo na divergência, haver respeito mútuo.

    Verifico que, entre nós, só poderá existir, uma dúvida. Escreve, o meu amigo:
    “Na minha opinião de leigo, suponho que existem factores genéticos que predispõem certas pessoas para a violência e o desrespeito pelos outros.”

    Pois, essa sua opinião vale tanto como a dos que pensam de forma diferente. E, todas elas, como opiniões de leigos, devem ser consideradas como merecedoras de respeito. Com as minhas dúvidas, que são iguais às suas, esperemos que a Ciência evolua e dê respostas a este nosso dilema.

    Quanto ao seu último parágrafo, de acordo, menos num pormenor. Como escrevi antes, a esquerda deverá exigir punições exemplares para quem pratica certos fenómenos de criminalidade.
    Ao escrever o que escreveu, o meu amigo não está a ser de direita, ao exigir o mesmo.

    Penso que estamos a ser humanistas. Meu amigo, essa sua expressão “Se uma mãe roubar para dar de comer aos filhos deveria ser absolvida…” define-o, quanto a mim, como um Ser Humano.

    Um grande, grande abraço.

    [Responder]

  63. 63 63  José

    Mas o J. foi cortado ainda em vida?
    Eu pensava que em Portugal este tipo de crime se restringia à ficção americana. Afinal, vivemos em ficção.
    Daniel, o que é que está a sugerir na sua última frase? Aprecio muito a sua frontalidade, pelo que tenho a certeza de que nos vai clarificar…
    Não quero crer que esteja a sugerir que essa gente está ligada ao financiamento de partidos com assento parlamentar. É que o tom do seu post não é esclarecedor.

    [Responder]

  64. 64 64  João Cerqueira

    Caro CAFC

    Quanto à punição do crime, constato que, infelizmente, a Esquerda tende a exigir penas duras para a corrupção e a fuga ao fisco_ ou seja, para os ricos, mas não mantém a mesma firmeza quanto ao crime violento _ porque o encara como resultado da desigualdade social.
    Durante este tempo em que se debateu a criminalidade, como o relatório do Observatório da Justiça confirma, a razão esteve sempre do lado de Paulo Portas. Ou seja, leis que possibilitam que os ladrões aguardem em liberdade o julgamento, podendo fugir para outro país ou continuar a exercer a sua profissão, são um incentivo ao crime, desmoralizam a polícia e desrespeitam as vítimas.

    Conheço um polícia que capturou um assaltante de uma mercearia sendo obrigado a uma violenta luta com o gatuno para o deter; depois o juiz soltou-o; depois o gatuno voltou para se vingar e partiu o vidro da montra da mercearia à pedrada; e a dona da mercearia ficou a chorar e cheia de medo de outras retaliações. Depois admirem-se se ela, e outros cidadãos amedrontados, votarem na Extrema-Direita. O medo é o maná dos extremistas.
    Um dos erros clássicos da Esquerda é este: entrega o tema da segurança dos cidadãos à Direita e à Extrema-Direita_ estas agradecem.

    Na minha opinião, certa Esquerda continua a ver a Polícia, a Justiça, a Lei como elementos repressivos e não como os garantes da Liberdade e da Democracia. Ordem parece ser uma palavra maldita. Mas as melhores sociedades que o homem produziu _ como as nórdicas _ assentam neste princípio basilar.

    Eu não troco a liberdade pela segurança, mas sem esta aquela nunca poderá existir.

    [Responder]

  65. 65 65  João Cerqueira

    Senhor ARA

    Graças a si e a outros camaradas do seu partido descobri que padeço de «desonestidade intelectual».
    O caso é grave e suponho que não tem cura.
    Como tal, não parece justo continuar a debater política com o senhor.
    Assim sendo, no tocante a temas quejandos, peço-lhe que ignore a minha prosa, tal como eu faço com a sua.
    Mas se quiser podemos falar de livros e arte.

    [Responder]

  66. 66 66  A.R.A

    JOAO CERQUEIRA

    Sempre acreditei na maxima que a falar é que nos entendemos (ou não) mas no caso, se opta pelo ignorar de opiniões contrarias a sua, devo-lhe confidenciar que me deixou curioso para saber o que escreveu sobre Fidel em a “Tragedia de Fidel Castro”.

    Embora correndo o serio risco de me ver a falar sozinho, posso assegurar-lhe que se a sua prosa for semelhante á que escreveu acerca do PNR, esteja seguro que participarei com a minha modesta contribuição para o seu……………silêncio.

    Sabe, tenho raizes em Ponte de Lima (a mais bela vila de Portugal) e sei muito bem do que é falar em reforma agraria por aqueles lados, ou acaba em trolha ou se é ignorado. Mas, mesmo assim, creio, que ainda lá existe um barzinho muito castiço de nome “O Rampinha” onde o dono (verdadeiro sosia do Guevara) utiliza aquele espaço para deliciosas tertulias onde o pluralismo de opiniões, sendo elas desonestamente intelectuais ou não, são sempre bem vindas.

    Pode ser que assim, veja que os camaradas do meu partido são apenas pessoas que cultivam a inquietação como um meio de estar na vida e, que, afinal, não dão picas atrás das orelhas.

    Mas que quiser falar de livros tenho todo o gosto de partilhar consigo o que estou a reler agora de John Reed e «Os 10 dias que abalaram o mundo» e partilhar consigo que tambem achei marcante «O maravilhoso mundo novo» de Huxley (esta a ver como é possivel achar pontos em comum com um comunista)

    A.R.A

    [Responder]

  67. 67 67  João Cerqueira

    Senhor ARA

    Não discuto mais temas políticos com os comunistas porque fiquei muito mal impressionado com a agressividade e tentativa de silenciar (e na sua última mensagem volta a usar o termo «silenciar») aqueles que vos criticam.

    Passemos então aos livros.
    Fico lisonjeado por mostrar interesse pelo meu romance A Tragédia de Fidel Castro; e se o ler poderá verificar que na parte em que El Comandante redige o seu diário faço a mais sincera defesa da revolução cubana e do ideário comunista de que fui capaz.
    Obviamente outros personagens contraditam-no e confrontam-no com a falta de liberdade na ilha.
    Mas, por agora, não devo continuar mais com esta descarada auto-promoção.

    Cumprimentos

    [Responder]

  68. 68 68  A.R.A

    JOAO CERQUEIRA

    Para começar, deixe lá o Sr. no céu dos crentes e trate-me somente por A.R.A pois escolhi esta sigla identitaria pelo que representa e não para me sentir mais velho. ;)

    Agora permita-me dizer-lhe umas coisinhas.

    Quando falo consigo, falo individualmente, não como porta estandarte do meu partido ou dos meus camaradas que, diga-se a bem da verdade, tambem não estão isentos de serem alvos das minhas criticas, portanto ao tornar redutor o seu discurso afirmando
    «Não discuto mais temas políticos com os comunistas…»
    esta pura e simplesmente a ser conveniente com os seus intentos, visto não ter prosa que o valha para explicar o que EU lhe questionei na minha intervenção #71.

    Portanto, EU, 1ª pessoa do singular, confesso que tenho uma certa queda para a brejeirice ou para frases de autentico mau gosto (Mea Culpa) sempre que me deparo com situações semelhantes a do Joao, mas vou-me conter mesmo tendo sido acusado/ condenado/ executado por si de uma qualquer agressividade e ou tentativa de o silenciar que me ultrapassou e da qual me declaro inocente.

    É certo que perco facilmente a paciencia com a sonsa intenção da vitimização como forma de fugir a questões que eventualmente nos podem embaraçar mas tal ainda não se tinha passado, creio.

    Assim, como tambem já reparei que para si a culpa tem um nome e é comunista, vou tentar ser o mais breve possivel nos meus reparos só para esclarecer e ou partilhar a culpa, visto que da minha já não me safo, por ser, obviamente, comunista:

    * Quem se votou ao silencio foi o Joao
    «não parece justo continuar a debater política com o senhor» «peço-lhe que ignore a minha prosa, tal como eu faço com a sua.»

    * Quem se mostrou agressivo e sectarista foi o Joao
    «Graças a si e a outros camaradas do seu partido» «Não discuto mais temas políticos com os comunistas»

    Portanto, reveja as suas ideias e acerte os pontos do relogio pois eu não o quero calar, muito pelo contrario, fico até extremamente curioso para saber o que o Joao pensa (no caso, a legalidade do PNR)

    Não tendo eu o seu grau academico, tal facto, tambem não lhe dá o direito de menosprezar a minha já parca inteligencia com atitudes birrentas, só para não assumir o seu discurso.

    Espero não ter sido demasiado agressivo e ou repressivo ao querer que o Joao …………. fale de sua justiça.

    Cumprimentos, aguardo

    A.R.A

    [Responder]

  69. 69 69  João Cerqueira

    ARA

    Volta a repetir a mesma lengalenga onde acaba sempre por me apontar alguma crítica ou rótulo.
    Isto não leva a lado nenhum.
    Por isso me recuso a discutir política consigo.

    Se quiser, continuamos com os livros.

    [Responder]

  70. 70 70  A.R.A

    JOAO CERQUEIRA

    Joao, a critica faz-nos bem dependendo do ponto de vista em que a encaramos mas, agora, de rotulos sabe o Joao.

    Esta no seu direito de discutir politica com quem bem entender, embora a sua recusa demonstre na plenitude como é democratica a visão que tem do mundo.

    Quanto a livros, lamento Joao mas acho que os que leio são demasiado subversivos para falar consigo. Coisas de comunista, sabe.

    Quando lhe apetecer falar com um comunista, esteja a vontade e saia do silencio a que se penitenciou. :)

    A.R.A

    [Responder]

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