Seria injusto dizer que há uma esquerda de que a direita gosta apenas porque é usada como caricatura. Apesar de haver quem se apresente como a esquerda “mal comportada” mas precise de certificados de qualidade, a coisa merece outra abordagem. Até porque não chegam truques manhosos para desconsiderar quem vai ao debate e o leva a sério (vale, por isso, a pena acompanhar a polémica com o Cinco Dias e ler estes novos posts escritos já depois deste: este, este e este).

Este post de Pacheco Pereira não nos diz nada sobre o Cinco Dias, o Jugular ou o Arrastão. É apenas um excelente retrato de um certo modo de desconsiderar a inteligência dos leitores. É caso para dizer: “diz-me o respeito que tens por quem te lê e eu dir-te-ei o respeito com que mereces ser lido”.

Pacheco Pereira não participa no debate. Aliás, Pacheco Pereira nunca participa em nenhum debate. Nem neste nem noutro qualquer. Pacheco Pereira finge que analisa debates para catalogar cada um dos participantes (independentemente do que eles digam ou escrevam) e assim condicionar opiniões – é esta a confiança que tem no juízo crítico dos seus leitores. Neste caso, divide a esquerda em três: os que são socratistas (Pacheco nunca deixa de surfar na espuma dos dias) – e por isso anónimos e assessores –, os que não sendo socratistas um dia o vão ser – e por isso oportunistas e quem sabe futuros assessores e até anónimos – e a verdadeira esquerda. Os primeiros e os segundos são convenientemente referidos sem nome – Pacheco Pereira não confronta, insinua ou manda recados. Assim fica o leitor a saber o que deve ler e o que basta que ele lhe explique para que a leitura seja dispensável.

A função deste artigo que escreveu para a Sábado é bastante básica: Pacheco Pereira qualifica uma parte para que seja ele, um homem de direita, a explicar que a verdadeira esquerda é partidária da violência política e a outra ou não é de esquerda ou não diz o que pensa. Com a mesma argúcia, outro vulto do pensamento político, Pedro Rolo Duarte, segue exactamente a mesma lógica: há uma esquerda que é partidária da violência e a outra que também o sendo finge que não o é para não perder votos. Compreende-se que Rolo Duarte siga Pacheco Pereira. Afinal de contas, é para os rolos duartes deste mundo que Pacheco Pereira escreve.

A catalogação serve para chegar a isto: “e aí começa a polémica, agora mais entre blogues do que na luz do dia, desatenta que está a comunicação social que acha que só há extrema-direita e que não vê nunca que também há extrema-esquerda”. Desqualificada uma parte, pode então focar-se no outro lado, aquele que cinicamente elogiou (nenhum elogio de Pacheco é de borla). O propósito é o mesmo que levou Pacheco Pereira a branquear os crimes do skins: caricaturar a esquerda e adocicar a extrema-direita para no fim as poder juntar e ficar a debater com o único oponente que lhe é fácil. Na realidade, Pacheco Pereira é um preguiçoso.

E nunca deixou de ser, no que de mais estrutural o move, um maoista. Não estou a falar nem do passado nem sequer de ideologia. É um maoista hoje em todo o seu quadro mental. Muito mais do que qualquer pessoa que o tenha sido e tenha, dentro da esquerda, feito a sua evolução política. Porque nele se tratou de um salto abrupto e não propriamente de uma evolução, os tiques estão lá todos: a desonestidade intelectual, a instrumentalização da verdade, o desrespeito pela inteligência dos outros, o culto das teorias da conspiração. Finge que paira sobre os debates porque a sua função não é detonar aquilo a que, no estilo “kitsch” de professor de Boticas dirigindo-se à plebe, chama de “dinamite cerebral”. É condicionar leituras. De jornais, de posts, de tudo. É um catalogador. A esquerda socratista, a esquerda traidora, a verdadeira esquerda. Mesmo que, para um debate sobre a violência política, tal seja absolutamente irrelevante. E com a direita, quando lhe dá jeito, faz exactamente o mesmo. A ideia é focar e desfocar, conforme as vantagens e desvantagens para a sua agenda. Não é debater e muito menos fazer pensar. Não é dinamite. É, como sempre, pólvora seca.


56 respostas ao post “Pólvora seca”  

  1. 1 1  Antonio Cunha

    Pacheco foi incisivo. E o que diz sobre o 5Dias é tudo verdade.

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  2. 2 2  Libertário

    Epá, por mais que não goste do homem onde é que o Pacheco Pereira andou a “branquear os crimes do skins”?
    E já agora Daniel, acho-o tanto a si como ao Pacheco Pereira muito parecidos: tudo retórica e zero de pragmatismo.

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    Pedro Sales Reply:

    Caro Libertário,

    Para além de passar a vida a chamar “preso político” ao Mário Machado, pode ver no neste link ( http://zerodeconduta.blogspot.com/2008/01/o-fascismo-instrumental.html ) o que é que Pacheco Pereira escreveu no Expresso no dia 17 de Junho de 1995, poucos dias depois do homicídio de Alcino Monteiro por Mário Machado e companhia:

    “O ridículo de falar na “noite de cristal” ou no “terror fascista” à solta em Lisboa só não salta aos olhos de toda a gente porque o nosso discurso estão tão degradado que as palavras já não têm o significado que pretendem ter”.

    “Se pensam que há alguma coisa de pedagógico nesta histeria colectiva “anti-racista” e que com ela se previne qualquer outro crime, estão bem enganados: o feito será precisamente o contrário.”

    “Ao se perder a medida perde-se a razão e entra-se na história do rapaz e do lobo. Ao se destruir o valor das palavras falando de “terror fascista” para com stampede racista de 50 guetos, está-se a gritar ao lobo antes de ele vir.”

    penso que chega, não?

  3. 3 3  ruimventura

    “Aguenta Pacheco”, como dizia a inesquecível Herminia Silva.

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  4. 4 4  escorpiãovermelho

    «contrasta também com a efectiva “social-democratização” (esta palavra eles entendem) de algumas luminárias do Bloco de Esquerda que caminham para serem a “esquerda” do PS» _ esta parte do texto do PP aproveita-se. É onde o Daniel Oliveira se insere.

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  5. 5 5  escorpiãovermelho

    a ver se desta vez não me censura… fiquei sem saber por que o fez

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  6. 6 6  Edgar Alain Prost

    Não existe esquerda sem três noções basilares: Razão. História e Dialética. Nesse movimento histórico tem de haver opressores e oprimidos que assumem a forma de classe social. Motivo pelo qual os agentes revolucionários actuam em prol da igualdade e da justiça social.
    Independentemente de concordarmos ou não com estes valores, uma coisa é certa: qualquer esquerda que não seja assim, é de se lhe torcer o nariz.

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  7. 7 7  Ricardo Alves

    Pacheco Pereira deverá ter sido um estalinista feroz. Daqueles para quem a «democracia burguesa» não merecia oportunidade nem por calculismo cínico. E para quem não haveria dúvidas sobre o uso da violência.
    Assim se compreende que para ele só se possa ser de esquerda sendo a favor da violência ideologicamente motivada e, até, justificada.
    Fica a impressão de alguém que sempre desprezou tudo o que não seja ou a «ordem antiga» da direita conservadora, ou a «paz dos cemitérios» dos totalitarismos. E que realmente ainda não aceitou a democracia no que significa de equilíbrio duradouro.

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  8. 8 8  Fuser

    Um dos melhores posts de 2009. Impressionante!

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  9. 9 9  C. Vidal

    Pedro Sales, salta à evidência que o tema do escrito por Pacheco Pereira não é “Pacheco Pereira”.

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  10. 10 10  Justicialista

    Não percebo como se pode encontrar divisórias entre esquerda e direita e entre a própria esquerda sobre um tema tão fracturante como o ataque à cara de Silvio Berlusconi.

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  11. 11 11  LAM

    Sem aprofundar o assunto, até porque não falta quem o faça melhor do que eu, a questão do início da polémica, pacifismo/violência, depressa evoluiu para o que de facto está subjacente nestes dois conceitos que é, reforma ou revolução?
    É através disso que leio o texto de Pacheco Pereira que, longe de acrescentar seja o que for, nisso concordo, limita-se a constatar o que foi sendo exposto pelos actores da polémica. E, ou li muito mal e peço desculpa, ou as visões que foram apresentadas foram de uma esquerda revolucionária por um lado e uma esquerda reformista pelo outro. Sendo assim a aproximação desta segunda (reformista) ao PS ou a sectores do PS, não pode ser vista como algo contranatura. Isto acontecer no Bloco, ou em sectores do Bloco, dada a situação de viver em pecado leninista, não virá mal ao mundo. Entendo o Bloco como uma frente em que cabem várias sensibilidades políticas, de revolucionários a reformistas, de comunistas a social-democratas, daí que também seja profundamento errado a quem quer que seja (e isto a loura do PSD será o último a entender), exorbitar a opinião de um elemento do Bloco a pontos de com isso querer caracterizar todo o partido (e aqui tem estado um dos erros do 5dias).

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  12. 12 12  Raoul de Joinville

    Daniel, lamento corrigi-lo

    PP é bem pior que um maoísta.

    É uma espécie de híbrido político triangulado no que há de pior entre entre o parasita, o maoísta e o oportunista.

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  13. 13 13  João Costa

    9 Pedro Sales

    “O ridículo de falar na “noite de cristal” ou no “terror fascista” à solta em Lisboa só não salta aos olhos de toda a gente porque o nosso discurso estão tão degradado que as palavras já não têm o significado que pretendem ter”.

    Mas que belo exemplo foi o Pedro Sales arranjar para “desmascarar” o Pacheco Pereira. Claro, aquilo que se passou em 1938 na Alemanha, e aquilo que se passou em 1995 no Bairro Alto, teve enormes semelhanças. Só não dá para rir à gargalhada pela simples razão de que em ambos os casos estamos a falar de crimes abomináveis. Só que um, foi perpetrado por um estado, e nisso teve uma parte significativa do seu povo como cúmplice, enquanto no outro, esteve um bando de energúmenos cobardolas, sem qualquer expressão política no seu país.

    Comparar uma coisa com a outra, é não ter mesmo a noção de medida das coisas, e nisso, evidentemente o Pacheco Pereira está cheio de razão.

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  14. 14 14  Fábio Dionísio

    Antes de mais, este comentário não se dirige ao D.O, que se comportou dignamente – apesar de discordar em grande parte, senão em todo, das posições tomadas – ao longo deste debate que tenho acompanhado com atenção.
    É tão simples quanto isto: o Pacheco Pereira pensa, escreve e fala para o “público conservador” em abstracto, e para os “manutensores da afanosa ordem capitalista” no concreto. E nisto, limita-se a alertar os seus para o grau de perigosidade de cada um dos seus oponentes – para sublinhar (elogiosamente my ass), é claro, aqueles que lhe parecem prontos a “empunhar armas” para os tirarem do poleiro. Ora aqui está um oportunismo que só espantaria um extraterrestre que tenha chegado agora à Terra e acabado de conhecer as tácticas do discurso politico quotidiano. Precisamente o quotidiano, e o discurso, que urge revolucionar mais ou menos violentamente conforme as circunstâncias que forem sendo cozinhadas no caldeirão da nossa ordem social.
    Agora – e é aqui que as coisas aquecem e se tornam cristalinas – com quem é que estão – em ultima análise – aqueles que Pacheco Pereira classifica como “oportunistas”; “pseudo-esquerda”; etc. Com os (e pelos) manutensores desta ordem ou, ainda assim (e apesar de todas as diferenças), com os que a querem destruir (ou superar).
    No fundo, a questão é esta: porque razão, pessoas que se dizem “de esquerda”, passam a vida a escamotear as salutar reflexões acerca do (eventual) uso da violência, que outras pessoas “de esquerda” fazem para beneficio da própria nutrição teórica da esquerda – seja lá o que isso for.
    Quanto ao resto, Pacheco Pereira (e quem mais quiser enfiar a carapuça) tem a bófia, o exército, e a NATO para retratar os seus bons costumes e tratar dos seus negócios quando “a violência se torna necessária”. Por isso não venham armados (em donzelas seráficas) com pauzinhos, remexer no pequeno monte de merda – que a malta que ainda quer pensar, laboriosamente vai fermentando -, apenas para se autocongratularem de terem um faro tão apurado no que diz respeito ao mal que cheira a merda alheia.
    Com os bitaites do Pacheco P. podiamos nós viver…
    Peço desculpa por conspurcar esta caixa de comentários.

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  15. 15 15  fado alexandrino

    Aviso já, antes que o senhor Daniel Oliveira me dê as reguadas do costume, que li o post de viés e não cliquei em link nenhum.
    Isto porque me bastou a primeira frase que me fez rir às lágrimas.

    Sim, quando a esquerda é o PCP que todos os dias agita o livrinho do Marx e anda aí a gritar pela revolução conclamando os soldados, operário e marinheiros ou quando a outra esquerda anda eufórica tendo como bandeira e luta primária a libertações dos “gays” eu acho sim senhor que “há uma esquerda de que a direita gosta apenas porque é usada como caricatura.

    Há ainda uma terceira esquerda, é aquela que grita todos os dias contra o Pacheco Pereira e à qual o mesmo liga pevide.

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    Daniel Oliveira Reply:

    Nenhuma reguada, Fado, apenas fiz o mesmo com o seu comentário. Quando disse que leu na diagonal parei de ler. Nada de interessante podia dizer sobre o texto que comenta.

  16. 16 16  Minhoto

    Para haver reacção é porque a pólvora seca meteu medo. O senhor tem que resolver essa questão do foro pessoal que tem com o JPP pois por cada suspiro do mesmo há uma reacção cerrada e patológica pois o debate político já findou há muito. Talvez haja uma razão para isso…

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    Daniel Oliveira Reply:

    Minhoto: só responde ao que lhe mete medo? Nenhum problema pessoal com alguém que mal conheço.

  17. 17 17  Flanger

    Grande post. Parabéns.

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  18. 18 18  portela menos 1

    (…) Compreende-se que Rolo Duarte siga Pacheco Pereira. Afinal de contas, é para os rolos duartes deste mundo que Pacheco Pereira escreve (…)

    e pela amostra dos comentários por aqui, há mais Rolos do que se pensa e alguns bem perigosos!

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  19. 19 19  Lisboeta

    “Pacheco Pereira qualifica uma parte para que seja ele, um homem de direita, a explicar que a verdadeira esquerda é partidária da violência política e a outra ou não é de esquerda ou não diz o que pensa.”

    Mas que outro tipo de raciocínio poderia esperar de JPP ou qualquer outro fulano cujos neurónios tenham sido inviamente formatados num grupelho esquerdista (OCMPL/FEC-ML) que só existia para denegrir a Esquerda ?!

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  20. 20 20  Libertário

    @Pedro Sales,

    Não, não chega.

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  21. 21 21  xatoo

    belo exercicio de retórica Daniel. Se trocar os azimutes esquerda/direita a prosa enfia-se em si próprio que é uma maravilha de auto-retrato. Um menino é mau pq é “maoista” o outro é bom pq é anti-maoista. Mais explicações para quê? se basta agitar o papão ao vento para o argumento ser válido!?
    é o que chama de “evolução politica” D.O. trade mark; diria mais, biopolitica que como Foucault explicou em tempo é a ideologia que funciona pelo condicionamento da comunicação pela criação do medo. É por estas e por outras que D.O. acha o Estado imprescindivel e sempre pronto, pela proficua actividade da bófia, a defender a populaça dos papões agitados pelos comentadores socialistas-liberais do mainstream audiovisual. Em boa verdade Daniel, tal como em JPP, não lhe reconheço em si outra coisa que não seja uma mera imagem de uma teoria inexistente…
    .

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  22. 22 22  Cristiano

    Já vi e ouvi o Daniel Oliveira a catalogar as pessoas de direita, como sendo insensiveis ás desigualdades sociais e querendo defender unicamente os poderosos menosprezando os mais fracos. Já o ouvi dizer, de forma geral, que os empresários portugueses são mal formados. Poderia dar mais exemplos, mas para o meu ponto, estes dois são suficientes.
    Eu sou de direita e sou empresário, devrei considerar, que o Daniel Oliveira, não me conhecendo me cataloga como sendo socialmente insensível e mal formado??
    A visão que o JPP tem da esquerda, é a dele, não se trata, a meu ver, de estar certa ou errada é simplesmente a dele. Há muitos assuntos em que eu não concordo com o Daniel Oliveira, isso não me impede de ler os seus textos com o maior interesse e de tentar aprender o máximo que posso com eles. Porque não concorda com as opiniões do JPP, a partir daí, ele só escreve para os… deste mundo??
    Eu tento formar as minhas opiniões com base nos meus valores, na minha educação, nas minhas experiências e também ao ler opiniões de outras pessoas. Leio, entre muitos outros, as opiniões do Daniel Oliveira e do José Pacheco Pereira, espero que não me insira em nenhum catálogo por isso, mas mesmo que o faça, obviamente, eu não prescindirei de nenhuma leitura e da minha liberdade de formar opinião própria.

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  23. 23 23  Rui F

    Pacheco Pereira, politicamente é um irritadiço crónico: porque foi Maoísta e a coisa não pegou aqui, e porque o Cavaquismo como sistema, é demasiado provinciano para que Portugal e os Portugueses sejam felizes.
    Ele tem a perfeita noção que os Portugueses são felizes à esquerda e macambúzios à direita, ou seja, o Portuguesinho envergonhado, acabrunhado, desconfiado e tacanho, é a cara da ideologia que Pacheco perfila.
    Pior ainda, a imagem que lá fora fazem dos Portugueses – pelo menos a que mais predomina – é a do Portugal desgraçadinho, do salário baixo e não especializado e do país por realizar. O País que a direita e o patrão gosta: triste e macambúzio, mal informado e mal formado.

    Por isso é irritadiço, o que o faz ser politicamente um míope: sabe os nomes das coisas mas não lhes distingue a cara. Resta-lhe politicamente refugiar-se em “tábuas”, que é como quem diz, aderiu momentaneamente ao Manuelismo, por uma questão de solidariedade que herdou do tempo Maoísta. Há um PSD que não o pode ver à frente!

    O grande trauma de Pacheco – ainda que seja figura publica e intelectual muito bem sucedida – é que politicamente não é feliz, e o PSD não confia nele.

    Desculpem-me uma pergunta que não tem nada a ver…quem é o Pedro Rolo Duarte?
    Tem ou teve algum papel destacado no PS? na JS?
    Descende de alguma família tradicional?
    Qual a sua especialidade?

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  24. 24 24  José Manuel Faria

    A chamada verdadeira esquerda do BE e do PCP, a violenta e radical tem de deixar de se esconder atrás de programas e partidos que acreditam na democracia representativa e assumirem que pretendem o derrube do parlamento burguês e pretendem a ditadura do proletariado, único modo de atingirem o comunismo. Devem assumi-lo perante o eleitorado.

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  25. 25 25  Manuel Monteiro

    Tão desonesto é o Pacheco Pereira por ser um capitalista e um burguês desenfreado, como o é o Daniel Oliveira ao catologar os maoistas como desonestos intelectualmente, instrumentalizadores da verdade,desrespeitadores da inteligência dos outros,cultores das teorias da conspiração.
    Eu diria antes que o Daniel continua fiel à escola stalinista de onde vem: para agradar aos senhores do poder burguês insulta com rótulos tudo o que lhe cheire a pensamento revolucionário…
    Manuel Monteiro

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Manuel Monteiro, vai agora colocar estalinistas contra maoistas? Devia chamar-me social fascista.
    Eu critico o maoismo, sim, se não achar que isso faz de mim um vendido à burguesia, claro.

  26. 26 26  Rui Monteiro

    O JPP é simplesmente doentio. Se não tivesse a exposição mediática que tem, seria mais um cliente habitual do “Forum TSF”. Assim, é um cabeça doente perigosa.

    [Responder]

  27. 27 27  The Studio

    Sobre a questão dos skinheads não comento. Estou como o Cavaco Silva, há coisas muito mais importantes a discutir aqui. E o que há de importante aqui, é que o Pacheco Pereira parece ter colocado o dedo na ferida quando afirmou que “bloggers” com responsabilidades no BE estão sempre na linha da frente a socorrer o Sócrates quando este deles precisa, sobretudo nos casos Freeport e Face Oculta. Recordo-me de um blogger que após uma defesa despudorada do senhor Engenheiro correu a escrever um texto sobre o aumento do desemprego quando ao ler a sua caixa de comentários se apercebeu que a sua defesa de Sócrates tinha sido excessivamente ostensiva. O que seria relevante discutir, é porque razão os bloggers do BE andam a fazer fretes ao senhor Engenheiro. Quanto ao “Eixo do Mal”, acho que está na altura de mudar o nome para “Eixo dos Socretinos” ou coisa mais apropriada.
    No último episódio, uma senhora desafiou os jornalistas a mostrar que tinha havido transferência de dinheiro para as contas bancárias do clã Sócrates durante o caso Freeport. A Justiça não o pode saber devido ao sigilo bancário. Será que os jornalistas podem?
    Voltando ao cerne da questão, porque razão anda o BE a fazer fretes ao Senhor Engenheiro?

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    The Studio, nem o senhor acredita no que escreve. Mas, ainda assim, a minha forma de fazer política não é a de Pacheco, a apontar o dedo à corrupção ao lado de António Preto. Estilos…

  28. 28 28  fado alexandrino

    pretendem a ditadura do proletariado, único modo de atingirem o comunismo. Devem assumi-lo perante o eleitorado.

    Para quê?
    Para isso já existe o PCP com uma experiência de oitenta anos.
    Não se esqueça que o BE é um partido moderno e urbano.
    Logo que este problema dos casamentos esteja resolvido vão colocar outro na agenda.
    Aceitam propostas.

    [Responder]

  29. 29 29  João Cerqueira

    Na maior parte das vezes discordo do Dr. Pacheco Pereira e não gosto do seu tom professoral e enfatuado ante a opinião contrária.
    Considero até que parte dos seus talentos de oratória deviam ser utilizado na luta contra o terrorismo islâmico pois se obrigassem os presos de Guantanamo a assistir diariamente à Quadratura do Círculo (com legendas) eles confessavam logo tudo _ e se não confessassem era prova de inocência _ sendo até capazes de cortar as barbas para não se parecerem com ele (o Dr. Pacheco Pereira é pois mais valioso para a América do que a base das Lages).
    Todavia, o Dr. Pacheco Pereira, goste-se ou não, é um homem de elevada craveira intelectual com provas dadas, cuja participação no debate político não deixa ninguém indiferente. Por muito que custe a admitir, há de facto poucos como ele a debater política, e tudo o resto.

    É certo que o senhor tem os seus ódios de estimação e aponta as baterias a alvos criteriosamente escolhidos, mas quem, do outro lado da barricada, não faz o mesmo? Acaso, a Esquerda visada pelo dito pensador não aproveita a menor oportunidade para zurzir a Direita quando algum dos seus mete o pé na poça?
    O Blogue 5 Dias, ao quase pedir o escalpe de Berlusconi, ofereceu-lhe portanto numa bandeja uma oportunidade para demonstrar a matriz violenta e antidemocrática da Extrema- Esquerda, e o Dr. Pacheco Pereira não se fez rogado.
    Que ninguém se espante ou se «avergonhe».

    A mim, lendo os referidos textos, parece-me lamentável que cidadãos que pretendem demonstrar erudição e sensibilidade estética legitimem depois a violência popular. Pois da violência espontânea à violência organizada, e desta ao terrorismo, os passos são curtos e nas marcas das pegadas encontra-se sempre uma forma de totalitarismo, ou Fascismo_ o qual pretendem combater.

    Voltando ao ilustre pensador, é certo que depois de marcar o seu primeiro ponto fez mira ao Bloco de Esquerda, pretendendo talvez afugentar parte do seu eleitorado por o associar ao Governo. Mas, a política não é a continuação da guerra por outros meios?
    Pacíficos, sem ofertas de souvenirs.

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  30. 30 30  João Pedro

    Há de facto 2 tipos de esquerda. Há uma esquerda, representada pelo PCP, que é aquilo que aparenta ser e que, goste-se ou não, tem uma função social. Depois há a esquerda representada pelo BE, dissimulada, que se faz passar por democrática e que por baixo da capa do politicamente correcto apoia movimentos do mais radical que existe(ou pelo menos convive muito bem com eles), muitas vezes tão maus ou piores que os de extrema-direita que abomina.

    «…a desonestidade intelectual, a instrumentalização da verdade, o desrespeito pela inteligência dos outros, o culto das teorias da conspiração.»

    Curioso, quando penso no Louçã a caracterização que me ocorre não fica nada longe.

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  31. 31 31  xatoo

    27 José Manuel Faria
    esqueceu-se de ligar os fios todos à tomada e agora ficou com falhas de corrente no pensamento?
    com que então a esquerda radical deve assumir a “ditadura do proletariado” perante o eleitorado??
    Numa 1ª análise os movimentos sociais, para além dos partidos comunistas clássicos, têm vindo a introduzir através das correntes autonomistas um acrescento de valor à teoria marxista. Não liquidaram Marx nem Lenine, tampouco Mao, valorizaram-nos. Por exemplo, o último congresso do PC da China reconheceu como classes promotoras da revolução não apenas a classe operária mas também as classes médias (que naquele país, ao contrário do que se passa no Ocidente, está em franca ascenção – percebe-se porquê; pq a divisão de trabalho na era dos automatismos e informatização alterou radicalmente as condições da classe operária existentes desde a era da 1ª revolução industrial)
    Por isso, quando existe uma democracia participativa de bases, é completamente desonesto, para não dizer estúpido, apelar à mediação de uma entidade não dialéctica, que nunca se mexe nem transforma – “o eleitorado” – está a falar de quê? de cerca de metade de um grupo de tipos sem identidade própria, a quem a informação é sonegada pelo Poder, que ora põem um papel aqui ora outro ali consonate o vento que sopra, e seria desse modo que se legitimaria uma democracia?
    Parece-lhe normal, mas está a falar de “democracia burguesa”, que não pode ser considerada uma opção de esquerda, pelo que é mais um desgraçado reformista que vem aqui arrotar mais uma postas de pescada idealistas e metafisicas em prol da manutenção ad-infinitum dos privilegios da classe dominante

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  32. 32 32  nuno castro

    o post é excelente.

    as reacções acerbas da direita são compreensíveis. Já da esquerda, tipos como o xatoo e quejandos, só as posso tomar a conta de inveja.

    esta guerra que uma dita esquerda verdadeira (seja lá o que isso for) moveu contra o Daniel Oliveira, com epicentro no cinco dias, começa a feder…e de que maneira.

    muitas vezes não concordo com o Daniel Oliveira. Outras tenho que lhe tirar o chapéu. A verdade é que desconfio sempre de actores que têm por método o over-acting. estão sempre inseguros no seu papel. e isso é o que parece acontecer à tal “esquerda verdadeira” nos dias que correm.

    quanto ao pacheco…começa a ser epifenomenal nesta estória toda.

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  33. 33 33  Ricardo Alves

    José Manuel Faria,
    está a falar a sério?

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  34. 34 34  Carlitos Marx

    Ok Daniel. Concordo contigo. Mas…e a tua amiga ex-santanete (não lhe conheço qualquer outro passado politico, mesmo maoista que fosse), actual (até quando?) socrática empedrenida é o quê?
    Curiosamente, muito daquilo que tu tão bem, e que eu concordo, aplicas ao Pacheco, cabe que nem uma luva à tua amiga do Eixo. É só substituir maoista por ex-santanete e professor de Boticas por palestrante de Ponte de Frielas ou pluma caprichosa, e tudo o resto parece escrito para ela. Olha lê lá bem Daniel, com atenção e desapaixonadamente. Lê bem…então, não estás de acordo?

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  35. 35 35  Minhoto

    “Nenhum problema pessoal com alguém que mal conheço.” pois…deve ser uma relação do tipo Chapman/Lennon.
    “os tiques estão lá todos: a desonestidade intelectual, a instrumentalização da verdade, o desrespeito pela inteligência dos outros, o culto das teorias da conspiração.”…Fernando Rosas?

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  36. 36 36  The Studio

    Eu não tenho o dom da palavra como o Daniel e o JPP, por isso vou passar a citar o JPP:

    “efectiva “social-democratização” (esta palavra eles entendem) de algumas luminárias do Bloco de Esquerda que caminham para serem a “esquerda” do PS, que ajudam sempre que este está aflito.”

    Ora aí está uma boa sugestão para as sondagens do Arrastão:

    “Concorda que há luminárias do BE que se definem como sendo sociais-democratas e que fazem o frete a José Sócrates sempre que este está aflito?”

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  37. 37 37  Olympus Mons

    É Violencia defender que se deve usurpar a propriedade privada e individual (vulgo roubo)… mesmo que seja exercida pelo estado.
    É violencia.

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  38. 38 38  Olympus Mons

    Quanto ao texto do Pacheco Pereira, apesar de manifestar alguma antipática pelo personagem, acho o POST dele simplesmente magnífico. Está uma lá parte considerável da “coisa”, passando inclusive pelo incómodo que é o BE parecer estar a ser minado por recorrentes efeitos “Sá Fernandes”: Chamados ao mundo real revelam-se uns Socialistãos!

    [Responder]

  39. 39 39  Manuel Monteiro

    Daniel
    Não entre, por favor, nesse jogo de palavras. Já vai no social-fascismo? O que eu critiquei em si foi a leviana crítica de direita ao maoismo.
    Quem sou eu para permitir ou proibir ao Daniel seja o que for? Eu sou um anónimo operário, o Daniel é um intelectual de alto gabarito…
    Agora, entendemo-nos: eu também critico o stalinismo e o maoismo. Só que o faço de um ponto de vista de uma esquerda revolucionária, que defende a revolucção, a luta de classes, o fim da propriedade privada, o fim violento da burguesia e do capitalismo. E o Daniel? Faça um texto a defender isto a ver se o Balsemão o deixa publicar no Expresso…
    Cumprimentos
    Manuel Monteiro

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    Daniel Oliveira Reply:

    Manuel Monteiro, a minha critica ao maoismo faz-se pela esquerda, pela direita, por cima e por baixo.
    Não faço ideia o que me “deixa” ou não deixa Balsemão escrever. Tirando uma conversa de 10 segundos não o conheço e não penso nele quando escrevo. Já critiquei Balsemão na SIC. Nem pensei mais no assunto. Escrevo, como saberá, o mesmo aqui – espaço que é meu e dos pedros – do que escrevo no Expresso. Por uma vez meta na cabeça que há quem não concorde consigo porque não concorda e não porque quer agradar a alguém. Digo o que acho e (como sabe qualquer pessoa que me conheça minimamente) estou disponível para arcar sempre com as consequências e fazer outras coisas se assim tiver que ser. Como dizia uma amiga minha: só é livre quem está disponível para lavar escadas. É o meu caso. Pare de achar que é mais dono das suas opiniões do que os outros. Já não há paciência. Eu acho que a Revolção Cultural foi um momento abjecto da história da humanidade. E isto está para lá da esquerda e da direita.

  40. 40 40  Olympus Mons

    E agora, para terminar…(esta doi)

    Naturalmente aquilo que o Pacheco pereira diz é o que Oxley et all (2008) nos mostra que é que nos testes similares ao que é feito para se classificar um psicotata (ERN e SCR, Startle modulation) as pessoas de esquerda atingem scores mais altos!
    Logo aí denota pelo menos uma MENOR SENSIBILIDADE da esquerda ao fenómeno da violência. Isto é facto. As interpretações, perspectivas e inferências é que já ficam a cardo de cada um.
    Curioso como um dos testes usados era precisamente uma pessoa com a cabeça ensanguentada (como o Berlusconi), em que as pessoas de direita tinham uma reacção instintiva (aumento do pestanejar e da condutividade da pele , ritmo cardíaco, etc) ao passo que as pessoas de esquerda (tal como os psicopatas) denotam reacções muito menos pronunciadas! – Hum será que é disto que o Pacheco pereira fala no texto dele?

    PS: se alguém acha que estou a dizer que as pessoas de esquerda são psicopatas….NÃO! Mas estou a dizer que estão mais perto do que as pessoas de direita. Isso é o resultado de Oxley et all!

    E agora já não entendo a posição pacifista do Daniel 
    Daniel, revoltou-se e incomodou-se com a visão do Berlusconi ensanguentado ou a sua critica ao que se passou é meramente conceptual?

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  41. 41 41  ze

    Não devias pôr o link para o blogue do pacheco pereira. Caio sempre no erro de ir lá parar e isso dá-me azia…

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  42. 42 42  fado alexandrino

    Só que o faço de um ponto de vista de uma esquerda revolucionária, que defende a revolução (editado), a luta de classes, o fim da propriedade privada, o fim violento da burguesia e do capitalismo.

    Lê-se e não se acredita.
    Há um fulano em Portugal no século XXI que acredita nestas baboseiras. Não vinha daqui mal ao mundo porque de lunáticos está o mundo cheio. Acontece que este fulano pode um dia querer fazer isto sozinho e assim já se torna perigoso.

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  43. 43 43  Minhoto

    Manuel Monteiro,

    Qual é a sua percepção sobre a URSS e qual o motivo da sua queda?

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  44. 44 44  joaquim azevedo

    Fado #48, há muitos fulanos no Portugal do séc XXI que acreditam em Deuses e na justiça divina. Mas a esses você não chama lunáticos…
    Como diria o Artur Jorge, é “perfeitamente natural”.

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  45. 45 45  A.R.A

    Havia muito para falar do Sr. Pacheco Pereira mas……………….. existem coisas bem mais interessantes para se falar.

    A.R.A

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  46. 46 46  Nascimento

    Era bom que algumas Almas que aqui botam discurso fossem viver por uns tempos para a Marmeleira…julgo que o Sr Pacheco anda muito desapontado por não conseguir alugar uns quartos que ele preparou com tanto Amor, na sua bela casinha.Julgo que sairiam de lá muito bem preparados na Arte de Controlar Jornalistas na Assembleia da Republica…

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  47. 47 47  Manuel Monteiro

    Daniel
    É quase impossível dialogar consigo porque entra em delírios causuistas e não analisa as questões que lhe são colocadas. Mas o bom teórico burguês é mesmo assim: misturar tudo para não responder a nada…
    Minhoto
    Quanto a mim a URSS degenerou porque, entre outros factores, a democracia popular -os sovietes de base- foi destruida por uma nova clique que colocou o partido comunista ao seu serviço, utilizou as policias e o aparelho de estado como instrumento de uma nova classe burguesa e, lentamente, substituiu o socialismo pelo capitalismo de estado. Desde 1924 que este desviou se manifestou e teve o seu auge no consulado de Staline. Portanto, para mim, desde os anos trinta que a URSS não era socialista, mas sim um capitalismo de estado, e uma ditadura exercida por uma nova clique burguesa sobre os trabalhadores…Mas, Minhoto, estes são apenas tópicos, porque a análise profunda a esta questão exige mais profundidade.
    Quanto ao Faduncho: é típico dos fascistas responder com insultos às opiniões divergentes…

    Manuel Monteiro

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  48. 48 48  fado alexandrino

    50 joaquim azevedo 22 Dez 2009 às 23:11

    Por norma não respondo a terceiras vias ou seja quando uns tomam as dores de outros.
    No seu caso porque a intervenção é infantil e a comparação absurda digo-lhe:

    Misturar uma religião que nos tempos actuais não se propõe matar ninguém com a ideia de fim violento da burguesia remete para um ódio à Igreja que estava muito bem noutros tempos.

    O que o senhor demonstra é que há um
    Robespierre na cabeça de muitos tugas.

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  49. 49 49  joaquim azevedo

    Fado, de que religião falei eu? De nenhuma, parece-me. Você é que se doeu e enfiou a carapuça logo à primeira. Sintomático.

    [Responder]

  1. 1 cinco dias » Ainda a polémica com o “arrastão”

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