Já aqui critiquei várias vezes Chavez e as suas pulsões anti-democráticas. Mas espanto-me quando tanta gente que não se cansa de aplaudir o sucesso económico do Chile, no tempo de Pinochet, que nunca abriu a boca contra o apoio às ditaduras latino-americanas por parte das sucessivas administrações americanas e que dorme bem com os atropelos às liberdades cívicas no México aparece tão incomodada com o chavismo. Se espero coerência da esquerda na luta pela liberdade em todo o Mundo, e por isso não embarco na excitação pró-Chavez, não me engano quanto às intenções de muitos dos que por cá se atiram a Chavez. Como dizia o outro, para muitos o problema não é Chavez ser um populista, é não ser o populista deles.
Por isso fica aqui o anúncio ao documentário de John Pilger (War on Democracy, que estreia no dia 15 no Reino Unido), que roubei ao blogue O Bitoque, sobre a guerra que os EUA desenvolvem há décadas contra a democracia na América Latina. Não dividirei com Pilger o entusiasmo por Chavez, mas sobre o papel dos EUA naquele continente não poderia estar mais de acordo.
Bem sei que esta minha posição, a de não escolher nem Chavez nem aqueles que se lhe opõem, é difícil de aceitar. A coerência nem sempre é fácil. Mas uma coisa é certa: pela democracia na América Latina, nunca me misturarei com aqueles que sempre a desprezaram.
Por Daniel Oliveira 10 Jun 07 em Sem categoria


Contra o Imperialismo Norte-Americano, e contra o populismo autoritário de Chavez. Socialismo em Liberdade.
Então Noam Chomsky,William Blum,a rapaziada da Znet ou da MReview,Inácio Ramonet,Dominique Vidal,etc são tontos…É a mania do ‘demos mundo ao mundo’…E,do Socialismo em Liberdade deu nos hiperlucros daquele dos botões de punho c a cruz suástica.(Ah,liberdade de expressão,pois ah)
São os mesmos que calam todos os atropelos á liberdade, dos gêmeos da Polonia.
Um país da União Europeia , que consegue fazer das liberdades civicas gato sapato, sem pelos vistos ninguem se preocupar.
Quanto ao Chavez, é o que é, um produto tipico do populismo nacionalista sul-americano, com algumas preocupações sociais.
Mas lá que o homem tem tiques autoritários, isso não há dúvida, por isso também estranho o entusiasmo por tal personagem, da parte de certos sectores que se reclamam de esquerda.
Para essa, a do socialismo em liberdade, nunca dei. Há muitos que deram e estão bastante arrependidos.
Desde Soares, à 3ª via blairista e a esta via socrática, caminhamos rapidamente para um sistema sem socialismo e com muito pouca liberdade.
Mas parece que ainda há quem goste…
Não se trata de escolher Chávez. Trata-se de respeitar a escolha dos venezuelanos. Que escolheram Chávez. Democraticamente. E o confirmaram. Democraticamente.
Ninguém é obrigado a colocá-lo na sala de estar, na galeria ao lado dos Churchills e dos outros gentlemen da democracia, era bem capaz de provocar indigestões às five o’cloacas tias da democracia aveludada do Sr. João Carlos Espada.
[A coerência nem sempre é fácil.]
Antes pelo contrário. Quando nunca sujamos as mãos para fazer escolhas difíceis, a coerência é facílima, já que não tem nenhum custo.
Na América Latina os EUA unca tiveram a hipótese de “não pactuar com os inimigos da democracia”, sempre tiveram de escolher entre Castros e Pinochets. Foram pela hipótese menos má.
“sempre tiveram de escolher entre Castros e Pinochets. Foram pela hipótese menos má.”
Os EUA não intervieram apenas contra “Castros” - na Republica dominicana, interviram contra Juan Bosch (mais ou menos equivalente ao nosso PS); ma guatemal contra Jacobo Arbenz; no Brasil contra João Goulart; mesmo no Chile, Salvador Allende era muito diferente de Castro.
A verdade é que, durante a guerra fria, qualquer governo de “esquerda” era considerado “inimigo” pelos EUA.
Antes de mais, saudar o teus Post Daniel… Depois das várias diatribes q já escreves-te sobre Chavez e o Processo Revolucionário Bolivariano, mm mantendo a tua distância em relação a “el processo” era importante tb te demarcares da verdadeira fronda de interesses hipócritas que não pode com: um mestiço, que gasta dinheiro (veja lá a ousadia!)e sem papas na língua crítica a política externa dos EUA.
Aproveito para aconselhar, com toda a modéstia do mundo, que aqueles que se dizem de esquerda e declaram q o homem é um proto-ditador, a parem um segundo, respirarem fundo, e pensarem bem em q é q se baseiam para dizerem isso?
No estilo? na postura?(estaremos a eleger o homem mais trendie do ano? ou a avaliar as políticas que têm sido postas em prática) Em que medidas se baseiam para fazer essas críticas (será por o movimento popular venezuelano ter derrotado um golpe de estado como já não havia há 25 anos na América Latina)?
Com toda a sinceridade, estou farto de ouvir pela boca de muita gente de esquerda os ecos das notícias main-stream e dos cronistas do regime. Digo mais, penso que a maioria das críticas que lhe são feitas transpiram: ignorância, eurocentrismo, elitismo e arrogância intelectual.
Para quem tiver paciência sugiro os seguinte txt e blog:
http://mundoemguerra.blogspot.com/2007/04/revoluo-bolivariana.html
http://tirem-as-maos-da-venezuela.blogspot.com/
Abraço a tod@s
Antes de mais, saudar o teus Post Daniel… Depois das várias diatribes q já escreves-te sobre Chavez e o Processo Revolucionário Bolivariano, mm mantendo a tua distância em relação a “el processo” era importante tb te demarcares da verdadeira fronda de interesses hipócritas que não pode com: um mestiço como Presidente, que gasta dinheiro com os pobres (veja-se lá a ousadia!) e sem papas na língua nas críticas à política externa dos EUA.
Aproveito para aconselhar, com toda a modéstia do mundo, que aqueles que se dizem de esquerda e declaram q o homem é um proto-ditador, a parem um segundo, respirarem fundo, e pensarem bem em q é q se baseiam para dizerem isso?
No estilo? na postura?(estaremos a eleger o homem mais trendie do ano? ou a avaliar as políticas que têm sido postas em prática) Em que medidas e factos se baseiam para fazer essas críticas (será por o movimento popular venezuelano ter derrotado um golpe de estado como já não havia há 25 anos na América Latina)?
Com toda a sinceridade, estou farto de ouvir pela boca de muita gente de esquerda os ecos das notícias main-stream e dos cronistas do regime. Digo mais, penso que a maioria das críticas que lhe são feitas transpiram: ignorância, eurocentrismo, elitismo e arrogância intelectual.
Para quem tiver paciência para uma análise mais serena sugiro o seguinte txt e blog:
http://mundoemguerra.blogspot.com/2007/04/revoluo-bolivariana.html
http://tirem-as-maos-da-venezuela.blogspot.com/