Por Daniel Oliveira
Que se saiba, só este ano morreram 31 mulheres às mãos dos seus companheiros. É provavelmente o homício mais comum em Portugal. Está o país mobilizado para o combater? Abre noticiários? O CDS faz conferências de imprensa e propostas?
51 comentários 27 Ago 08 em Sem categoria



Estes números fazem-nos corar de vergonha e expõe-nos a receber protestos indignados dos países muçulmanos, onde tais crimes são quase inexistentes e severamente punidos. E isso apesar do femenistedo nacional só ver ciscos nos olhos do Islão, em matéria de direitos das mulheres, e não ver verdadeiros estadulhos nos olhos do ocidente decadente. A neoconeirice dessas jihadistas obscurece-lhes a lucidez….
[Responder]
“O CDS faz conferências de imprensa e propostas?”
Propostas? O CDS, não poucas vezes, advogou que o ordenamento jurídico-penal é demasiado brando (não tão brando como o brasileiro, bem sei). Já sugeriu, em várias ocasições, o aumento da moldura penal dos crimes.
Mas, e apesar dos números acima de zero serem sempre negros, o que nos diz o 31 isolado?
Esse número tem baixado ou aumentado?
É dos piores a nível europeu, ou apesar de tudo ainda é dos mais baixos?
Em que é que a última revisão processual penal (muito aplaudida pela esquerda) poderá vir a beneficiar no combate a este flagelo?
Será que nenhum dos 315 ex-presos preventivos libertados após a entrada em vigor do novo CPP estará envolvido nas 31 mortes?
Uma coisa sei: na cadeia não foram responsáveis.
Que é que a nova lei do divórcio (admitindo que entrará em vigor nestes moldes) virá a beneficiar as mulheres?
Lembro uma notícia de 07/07/2008 do portugaldiario, para evitar respostas antecipadas:
“25 por cento dos jovens dos 15 aos 25 anos já foram vítimas de violência do namorado ou namorada (…)”
(http://diario.iol.pt/sociedade/violencia-domestica-agressoes-namorados-jovens-estudo-universidade-do-minho/969520-4071.html)
[Responder]
Usar estes números para desvalorizar a onda de crimes é de uma má fé inqualificável e misturar alhos com bugalhos.
Parece também que o Daniel insinua que para o CDS há crimes “melhores” e “piores”, mas o problema dele é o facto de actualmente ser uma preocupação GENERALIZADA dos portugueses precisamente a criminalidade (somos todos um país de analfabetos), e (o pecado) a sua associação por muita gente à imigração (esteja a associação certa ou não o facto é que existe).
O melhor é não falar no tema, e nem sequer ousar referir a nacionalidade, etnia ou cor de criminosos, porque não podemos ser “racistas”.
Já agora Caro Daniel, o facto do tema que você referiu ter eventualmente menos destaque do que o merecido implica que não se fale de insegurança?
Por último eventualmente as mortes na estrada são O CRIME que causa mais mortes, não acha?
[Responder]
Nem o país está mobilizado, nem abre noticiarios, nem etc, etc…
O Porquê é uma boa pergunta.
Mas as mulheres não precisam nem querem que tomem conta delas como nos países islamicos (não confundir com a religião mulçulmana) aliás na maior parte desses países a morte delas pelo ‘dono’ não constitui crime.
[Responder]
Mouzinho, qual era a nacionalidade dos criminosos de que se falou esta semana? Sabe?
De resto, misturar criminalidade com criminalidade só pode ser, de facto, misturar alhos com bugalhos.
[Responder]
Já agora, Pinto, recorda-se, vindo do CDS, que é o partido que mais fala de criminalidade, de alguma iniciativa sobre violência doméstica, que é a maior causa de homicidios em Portugal?
Não é que o CDS não se preocupe. É que a violência doméstica não cria alarme social. E por isso o tema não rende votos.
[Responder]
1. O CDS é oportunista. Normal, usual.
2. O PS é cobarde. Normal, usual.
3. Nos grupos de Imigração, de raiz muçulmana, que por aí andam, há números, investigações, denúncias? Como anda a prática, denunciada em tempos e depois silenciada, da mutilação genital feminina em zonas de Lisboa? E a repressão de facto, em certos bairros das meninas muçulmanas, em nome da Sharia? Dos casamentos combinados à obrigação de usar lenço? Queres visitar os guettos tallibãs no Laranjeiro?
4. E a violência sobre idosos? E sobre crianças?
5. A criminalidade não tem nacionalidade. Mas mostrem números reais. Até sobre a origem da população prisional.
6. Não há forma de, face ao comportamento do Governo e perante o crescendo registado, que é real Daniel, evitar o alarme social.
7. É o virar de costas a coisas destas que dá o Poder aos Berlusconis. Quem calar é cúmplice. A Itália devia dar um pouco mais de tino aos nossos teóricos “sociais-democratas”.
Abraço.
[Responder]
A maior causa de crime Daniel, é sempre a pobreza e a miséria. A moral como a outra.
[Responder]
O post e os comentários subsequentes de DO, com todo o respeito, não fazem qualquer sentido.
Estou à vontade, pois não sou votante do CDS, mas reconheço como positivo o trabalho que desenvolve nesta área (tomara muitos grupos parlamentares …). Comentar desta forma só se percebe quando existe o fanatismo de estabelecer alvos predefinidos para criticar, qualquer que seja o assunto e havendo ou não razão para o fazer.
[Responder]
«Que se saiba, só este ano morreram 31 mulheres às mãos dos seus companheiros. É provavelmente o homício mais comum em Portugal»
tem a certeza?
2008:
103 MORTOS
65 baleados
138 feridos
263 assaltos
a «esquerda Iphone» insiste em desvalorizar o crime e o clima de insegurança que se instala na sociedade. Brinca com o fogo. As pessoas têm medo, e todos sabemos como esse medo, se manipulado, é mau conselheiro na altura de votar. Se a extrema-direita subir nas eleições não se queixe.
[Responder]
Daniel,
Esta semana falou-se de brancos portugueses, pretos portugueses ou africanos em Portugal e também de brasileiros. Nalguns casos não se falou dessas características. Houve um “jovem” de um bairro (pelos vistos fugido à justiça) assassinado por rivalidades Cabo Verde vs Angola, mas não se pode falar de racismo ou xenofobia somente “grupos rivais”, o que é estranho visto não haver gangues em Portugal.
Houve pelos vistos também virgens ofendidas por se dizer que o assalto xpto foi cometido por brasileiros, e há um senhor que diz que não se deve falar de assaltos porque isso cria mais assaltos. Lembra aquelas mentes brilhantes que dizem que não se deve referir que o assaltante tinha determinada característica porque isso cria um “estigma”…
Por último houve vários casos de “violência policial” nos bairros, mas o SOS deve estar de férias e não publicou nada sobre o tema. Além disso o BE e satélites gostam da desobediência civil, e se um polícia leva porrada no big deal, é apenas uma revolta legítima das populações que exercem o grito rapiano “respect” e “fuck the police” io
http://www.dn.sapo.pt/2008/08/22/cidades/policia_agredido_entrega_chaves_soci.html
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=983914
Já agora…quem misturou criminalidade com criminalidade foi o autor do post, não sei se conhece: chama-se Daniel Oliveira
[Responder]
Caro Daniel,
Não tem a ver com o tema do post, mas era interessante colocar um texto sobre este livro escrito por uma Somali.
http://www.aftenposten.no/english/local/article2616711.ece
[Responder]
Ninguem fala da violencia domestica porque ela se encontra sob uma capa de anonimato.
É anónima, porque quem a sofre na pele, não pode sair de casa, pois não consegue pagar uma renda sozinha quanto mais cuidar dos filhos.
É anónima, porque sendo endémica é aceite, socialmente. A mulher tem mais vergonha de dizer que leva do que o marido de dizer que dá.
É anónima, porque muitas das vezes quem tem o poder de actuar, é ele proprio agente de violencia.
Ha quem fique chocado com os números, eu fico chocado é por se achar que mudando Leis se mudam as mentalidades.
A talho de foice, a Lei já pune a violencia domestica com um tipo criminal próprio, e nada ligeiro, e cuja vitima não precisa de apresentar queixa.
[Responder]
E nas estradas só em Agosto, que ainda não acabou, já morreram 85 pessoas…
[Responder]
Daniel,
“Maria José Nogueira Pinto foi ontem às instalações da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), em Lisboa, defender medidas intercalares para atacar o problema da insegurança nas suas várias vertentes. “O raciocínio político é de curto prazo”, disse (…)
(http://dn.sapo.pt/2005/09/22/nacional/cds_quer_mais_seguranca_civica.html)
“(…)A Violência Doméstica foi o tema central de um colóquio realizado no Auditório da Escola Superior de Educação de Portalegre, no dia 5 de Dezembro, iniciativa organizada pela Assembleia da República envolvendo as escolas do ensino Secundário e Superior do país. Esta acção intitulada “16 dias de Activismo”, teve como oradoras as deputadas Maria do Rosário Carneiro(PS) e Teresa Caeiro (CDS-PP que deram a conhecer a um auditório repleto de público jovem a substância das alterações legislativas recentemente ocorridas na Assembleia da Republica (…)”
(http://www.agencia.ecclesia.pt/pub/42/noticia.asp?jornalid=42¬iciaid=54199)
[Responder]
O CDS tem sido o partido que mais tem denunciado a falta de segurança em todos os campos. Reconheço que o primeiro a fazer disto (VD) cavalo de batalha e a criar um marco no tempo, foi o BE. O crime que era privado e calado, passou a ser público e denunciado e penso que todas as vítimas lhes têm que estar gratas.
A Igreja Católica só começou a falar no assunto quando já não lhe podia fugir e mesmo assim com cautelas, porque é preciso preservar o casamento apesar de tudo e a todo o custo.
O CDS não é a Igreja Católica, nem a representa, (se era aqui que DO queria chegar). É um partido democrata, porque defende a democracia representativa, cristão, porque defende os valores humanistas do cristianismo, retirados do ensinamentos de Cristo, uma figura histórica que mudou o mundo e não socialista porque defende a individualidade do ser humano e a sua máxima promoção enquanto pessoa.
Há muita gente no CDS que é católica. Também há católicos nos outros partidos. Isto não significa que seja, por exemplo, contra o divórcio. Se os seus pontos de vista são semelhantes aos da I.C. é porque ambos defendem a dignidade da pessoa humana, com as suas diferenças.
O problema da violência doméstica dá votos. Se assim não fosse o BE não a traria à discussão pública.
Nota: Todas as pessoas de alguma forma já foram vítimas de violência doméstica. É um problema transversal. As principais vítimas são os homens, coitados. Já viram o que é um homem que chega a casa, cansado porque teve todo o dia a trabalhar, e em vez de ver o jantar feito e as crianças na cama, está a “flausina” ao telemóvel com as amigas ou com a mãezinha? Querem maior violência que isto? É claro, um homem não é de ferro e tem que reagir…
[Responder]
Estava a referir-me aos que resultam em morte. Provavelmente a expressão usada não foi a mais rigorosa.
[Responder]
Euroliberal
Não se esqueça de incluir no “femenistedo nacional” as mulheres da sua família. A violência doméstica quando aparece, é como o sol, é para todas.
No caso de algum dia vir a precisar aqui vão uns links.
E esteja descansado vou já comprar um colíriozinho para aniquilar ciscos islamicos!
http://www.umarfeminismos.org/violencia/apresenta.htm
http://www.umarfeminismos.org/observatorioviol/observatorio.html
http://195.23.38.178/cidm/portal/bo/portal.pl?
pag=cidm_noticias_detalhe&id=33
[Responder]
No meio desta realidade onde estão aqueles movimentos civicos de cidadãos oriundos da propagada Sociedade Civil defensores da “vida”, da família e afins???…..
[Responder]
Eu percebo o ponto de vista do Daniel, e dever-se-ia abordar seriamente a questão da violência doméstica. Mas:
– um camião-tanque carregado com líquidos poluentes que sofra um acidente e os derrame, poluindo uma determinada área, será assunto para abertura de noticiário?
(Pensem um pouco…)
Eu acho que sim, mas já tinha a coisa pensada! E só resolvi pô-la aqui assim porque serve os meus propósitos, já agora.
Agora vejamos: a poluição provocada por esse acidente não é de modo nenhum comparável à que se verifica diariamente em resultado da actividade de fábricas, tráfego, derrames de petroleiros, etc.
No entanto eu, se fosse jornalista, e ainda que não trabalhasse para o 24 horas, dava prioridade à notícia do derrame. Podia era fazer uma reportagem sobre a situação da poluição em alto mar, ou a atmosférica, etc.
É essa a lógica mediática, e não seria falta de lucidez (ia a dizer ‘iluminação’, mas vá!) ou de má vontade.
Também não se trataria de achar que uma coisa era mais importante do que a outra.
Simplesmente as coisas estão em planos diferentes.
Claro que este pensamento levado ao extremo pode sugerir que a violência doméstica é ‘normal’, e o melhor que temos a fazer é encolher os ombros. Não é isso que eu acho, evidentemente. E ela deve ser notícia. E é:ainda há ontém, parece-me, se noticiou um caso.
[Responder]
Mouzinho, aparentemente não acompanhou a ironia. Claro que misturei criminalidade com criminalidade. Têm uma coisa em comum: são criminalidade. Por isso misturei alhos com alhos e não alhos com bugalhos, como me acusou.
[Responder]
Mas para que é o CDS-PP para aqui chamado? A questão é que tem havido um assalto a bancos por dia, já nem abastecer o carro em pleno dia é seguro – uma pessoa arrisca-se a ser duplamente assaltada-, e parece que não se passa nada para os senhores que só querem falar de crimes quando eles são praticados sobre as mulheres, ou sobre os negros, ou sobre os ciganos. Se for um alemão a ser baleado num miserável assalto, nem uma palavra nestes blogs. E depois vêm falar do CDS como quem lança fumaça! Queria era ouvi-lo sobre os criminosos que são apanhados de arma ilegal em punho em assaltos e no dia seguinte estão cá fora. Ou sobre os ciganos que andaram aos tiros na Quinta da Fonte impunemente. Ou sobre o pai que levou o filho de 12, 13 ou 14 anos para ficar ao volante da carrinha enquanto ele ia com o irmão roubar. Esse parece que está dentro, pelo menos até fugir outra vez. Custa-me falar assim de outros seres humanos, mas se não falamos para equilibrar a sua conversa e a dos seus, entre Papas Açordas e Bicas dos Sapatos, qualquer dia andamos todos por aí armados ou a fazer justiça pelas próprias mãos. Eu também gosto muito de poesia, mas é de Brodskii ou de Pavese, a vossa é má, não tem lá muita ligação com a realidade.
[Responder]
E só para terminar: se venho para aqui espumar um pouco a revolta, é porque sou liberal e acredito nos valores da social-democracia, no sentido escandinavo. Sou homem, branco, heterossexual, pai, casado, mas também sou um ser humano, também tenho direitos, além de todos os deveres e obrigações que vêm de pertencer, por enquanto, a muito custo e trabalho, à classe média. Lamento a esquerda que temos, de causas, mas que parece muitas vezes mais interessada em causa própria do que em estar à altura das suas boas intenções. Como dizem: de boas intenções está o Inferno cheio.
[Responder]
“mas se não falamos para equilibrar a sua conversa e a dos seus, entre Papas Açordas e Bicas dos Sapatos”
Sabe o senhor onde janto e almoço? Que raio quer dizer coisas destas? Que o senhor tem mais autoridade do que eu para falar em nome de alguém? Que conhece melhor a realidade do que eu? Sabe se já alguma vez fui assaltado? Quantas vezes? Em que circunstâncias?
Noutros comentários já se falou, por exemplo, das libertações em caso de prisão preventiva. Dos que aqui deixam comentários serei dos poucos que viu, recentemente, alguém que o põe em perigo sair em liberdade por ter chegado ao fim o tempo para a prisão preventiva. Viu-me mudar de opinião por isso? Tenha então a honestidade de discutir as posições por o que elas valem sem recorrer a populismo barato. Não sabe se é mais pobre ou mais rico do que eu, se janta em sitios mais caros ou mais baratos do que eu… Sabe o que penso e faça favor de dizer o que pensa.
PS: apesar de por aqui não haver poetas, vai-me perdoar, mas alguém que diz que a poesia que não tem ligação com a realidade é má não pode gostar de poesia.
[Responder]
Afinal há pena de morte em Portugal!
Só mulheres foram 31 executadas.
Os carrascos ficam na maior.
[Responder]
Meu amigo, toda a poesia boa tem ligação com a realidade. Mesmo que a não tenha na letra, tem-na porque provoca um efeito real em quem a lê.
Aquilo dos restaurantes não foi para si em particular, o meu desapontamento é com a esquerda que eu cheguei a pensar que podia vir a fazer alguma diferença, mas que parece que só se preocupa com as vítimas quando os criminosos têm motivações racistas, sexistas ou xenófobas.
Custa cada vez mais ir votar para que tudo fique na mesma ou, o que é pior, pior.
[Responder]
O Daniel anda atarantado com esta onda de criminalidade em crescendo. Hoje à noite já foram mais uns 5. Este meter a cabeça na areia como a avestruz até já chateia alguns colegas do seu partido. São evidências que já nem o João Teixeira Lopes teima em negar. Ora leia, que pelos vistos ainda desconhece.
http://dn.sapo.pt/2008/08/27/nacional/
a_esquerda_politica_seguranca_nao.html
[Responder]
José Rodrigues, já o senhor parece satisfeito. Mas quem nega seja o que for? Ainda assim, espareirei, como qualquer pessoa avisada, para ver os números da criminalidade deste ano, porque eles não se fazem de excitações mediáticas de Verão.
Tem alguma tese sobre as razões disto? É que razões estruturais não explicam mudanças em poucos meses. Já agora, não discordo em quase nada em relação ao que escreve o João Teixeira Lopes. Prentendo aliás comentar o texto dele.
[Responder]
Muito fraco este post, demagogico e de fuga para a frente à berloque embora não seja parte de eleitorado do CDS penso que quando falam em crime referem-se a TODO e QUALQUER tipo de crime.
Como o BE está a levar na cabeça nestas últimas semanas ao não querer ver o que realmente se passa então aponta o dedo e tinha que ser o CDS pois claro, mais uma vez em tempo de crise partidária tem que se encontrar o inimigo exterior, os “fassisstasssss” são sempre um bom encosto.
Inócuo este post, daqui nada se aproveita mas quem quiser aprender a fazer demagogia barata e populista tem aqui um exemplo académico.
[Responder]
“Como o BE está a levar na cabeça nestas últimas semanas…”
Porquê? Que posição tomou o BE sobre o assunto que me tenha escapadio? Ou será que esteve envolvido nos assaltos? Eu falei do CDS porque o CDS pediu uma reunião da comissão parlamentar permanete para fazer show de Verão. De resto, não me parece que do BE ao CDS alguém possa dizer grande coisa sobre o assunto. Ou o aumento da criminalidade no último mês tem alguma razão política ou social e o Minhoto talvez possa explicar qual é, para se manifestar neste mês em particular, ou não imagino o que possa ser dito.
[Responder]
O BE dizer realmente não diz nada, não interessa, mas conforme a terceira lei de Newton a reacção do BE não como instituição mas sim pelos bloquistas como o senhor é de relativizar, distrair e tentar esconder o sol com a peneira através de artigos, posts e este blogue o Arrastão é fruto disso mesmo. Temos mais um exemplo através do Rui Tavares ao qual a desonestidade intelectual até dá para venda, pois tem em fartura.
O CDS o PSD e até mesmo o PC estão a fazer o seu trabalho que isto mesmo, pressão pois o país não está assim desde o PREC senhor!
A tara do politicamento correcto paga-se cara, o BE passou a si mesmo um atestado de minoridade intelectual com a apologia das minorias que faz demagógicamente, a verdade é que os crimes mais violentos destes últimos dias não são praticados por portugueses caucasianos com gerações de antepassados a procriar em Portugal há séculos, ou seja os dos brandos costumes.
Tiradas para consumo interno como a de querer que os policias andassem desarmados, pagam-se com um carimbo que em tempo de crise custa votos.
No meu país que se chama Portugal no mês de Agosto o país costuma ir a banhos, casas desabitadas, maior poder de compra dado ao subsidio de férias e como grupos de pessoas podem fechar as estradas sem que as autoridades intervenham, grupos de pessoas podem destruir propriedades privadas ( com apoio político) sem consequências para quem pratica, onde o bandido sai primeiro do Tribunal que o polícia ( tem logo uma vantagem tácita), onde não se vê policiamento na rua, onde basta fazer um roubo passar para Espanha e sair impune e ainda por cima existem grupos políticos a tentar abafar as más noticias, os criminosos que não são burros têm aqui uma MINA DE OURO. Mas isto no meu país claro está. No seu não sei.
[Responder]
OK, o BE não diz mas o Minhoto faz como se tivesse dito. Assim como inventa quase tudo o resto que diz que o BE disse, defendeu ou apoiou no passado.
Eu falo em meu nome. E o que eu defendi está escrito, fácil de confirmar. O Minhoto não debate com pessoas, debate com os seus próprios fantasmas.
[Responder]
O que está em causa é definir qual o interesse público das notícias relacionadas com diferentes tipos de crime
Estive a pensar no caso e confesso que mudei um pouco de posição.
Isto porque eu comecei por pensar: nem todos os homicídios terão a mesma relevância jornalística (isto é, alegadamente, interesse público) – e continuo a pensar o mesmo. Já lá iremos.
Assim, se dois vizinhos transmontanos tiverem uma zaragata e um deles matar o outro, não será de esperar que o caso faça a abertura do telejornal.
Mas no caso de um assalto que envova um homicídio já é compreensível que tal se verifique.
Porquê? Não é por uma questão de sensacionalismo (ou não deveria ser) mas sim porque consciente ou inconscientemente as pessoas procuram elementos para a sua leitura daquilo que é o ‘todo social’: quais as regras; o que é ‘infracção’; qual o ‘castigo’; etc.
São elementos da realidade que vão constituir uma ‘narrativa interna’ a partir da qual o indivíduo se relaciona com o ‘mundo’.
No fundo este interesse corresponde a uma preocupação humana básica, quer isso agrade quer não, que leva as pessoas a pôr a pergunta: ‘até que ponto isto me poderia ou não acontecer a mim?’
É interesse público, sem dramatismos, responder a estas necessidades. Da mesma maneira que são do interesse público as desventuras da política, ou as tragédias naturais… aliás, por alguma razão a censura da ditadura se estendia aos campos do crime e das tragédias naturais, precisamente; não se limitava à política.
Outra coisa são as coberturas sensacionalistas, o voyerismo que pode haver, etc. A isso sim, devemos desviar a cara para o lado, enjoados.
Mas não é necessariamente mau jornalismo abrir um noticiário com um crime que envolva violência.
Mas voltemos atrás: e o homicídio do transmontano?
Tendo em conta aquilo que já referi sobre a criação de uma ‘narrativa’, de uma visão do mundo, esse crime não será tão relevante: por exemplo, as pessoas vão a bancos, vão às bombas de gasolina mas, em regra, não perspectivam problemas muito graves com os vizinhos (especialmente transmontanos).
O problema da insegurança é real; e que a esquerda fale disso com poucos complexos será tão importante quanto o é que a direita o faça a propósito da violência doméstica (se calhar já o fazem e eu é que estou com estereótipos).
Ora eu estava a querer encaixar os crimes (ou melhor, homicícios) da violência doméstica na mesma categoria da dos ‘vizinhos transmontanos’. Mas depois de (muito!) reflectir cheguei à conclusão que as mulheres que os sofrem são, de facto, vítimas especialmente desprotegidas.
Uma sociedade que se preze não perde nada em fazer uma diferenciação na apreciação deste tipo de situações. Pelo contrário.
É um pouco como os (felizmente ainda raros) homicídios motivados pelo racismo. Há ali mais do que um ’simples’ crime. Há um problema de fundo que está por trás dele.
E isso é do interesse público.
Agora só mesmo para terminar: ok, provavelmente tem-se desvalorizado (um pouco) os crimes de VD. MAS o crime do BES, digo eu, faria a abertura dos noticiários da BBC. E até de uma TV da lendária Suécia; TV pública!; e no canal 2, partindo do princípio que o noticiário deles ‘dá uns certos ares de seriedade’, como o nosso; a seguir passariam à inauguração de um parque eólico de produção de electrecidade, inaugurado pelo ministro do ambiente, depois de percorrer 65 km de bicicleta até ao local!
[Responder]
A esquerda tem política de segurança? Não
Dirigente do BE critica falta de pensamento sobre a matéria “A esquerda tem de ter soluções de curto e médio prazo, tanto para a violência social do Governo como para a violência social da delinquência, sem nunca esquecer como esta se produz e reproduz. (…) E espanta que pouco ou nenhum pensamento tenhamos sobre a matéria.”
http://dn.sapo.pt/2008/08/27/nacional/a_esquerda_politica_seguranca_nao.html
Teixeira Lopes espanta-se que “pouco ou nenhum pensamento” a esquerda tenha sobre a insegurança, “a não ser que a polícia é um instrumento repressivo do Estado”
[Responder]
Daniel,
Você bem tenta uma saída esquerda baixa “sou muito irónico e subtil”, mas de facto misturou alhos com bugalhos, e de forma demagógica e baixa:
– inisinua que o CDS é conivente ou não se importa com as as mortes das mulheres
– porque (implicitamente) se ataca alguma imigração quando se fala da criminalidade, e já se sabe que o Daniel nunca pode falar mal de imigrantes (sejam pessoas decentes ou não) para não criar “estigmas”.
– Porque na sua mente falar de segurança é ser “fascista”. Fale com pessoas nos cafés ou nos transportes (nos subúrbios de Lisboa, principalmente) e vai ver que é das principais preocupações e não é de agora por ser mais falado nas notícias.
Lançou-me ainda um desafio : se sabia a cor/nacionalidade e isso sabe-se é falado nas notícias (por exemplo ontem, segundo os racistas da SIC Notícias, vários negros assaltaram 2 restaurantes), conforme exemplifiquei Coloquei-lhe ainda alguns exemplos da fraqueza do Estado e da Autoridade como os ataques a polícia, mas isso já se sabe que o BE, Daniel, SOS Eufémios e afins não acham mal, porque os polícias são repressivos e a repressão é “uma cena má”.
Os exemplos que lhe mostrei justificam a importância das preocupações da população (independemente de haver ou não exageros na cobertura destes casos), o que não vem nada a calhar com a doença infantil de que o BE e o Daniel padecem : “as causas sociais”, “a exclusão” e outras balelas que nos vão impingindo, como se os casos de polícia e o cumprimento da lei possa ter “desculpa”, ou se resolvam com umas associações (que quando muito podem ajudar à prevenção).
O problema é haver uma força política como o BE que devia ser séria, mas onde alguns responsáveis(????) acham que a polícia “”é um instrumento repressivo do Estado”, e note-se isto não foi dito por um jovem com umas ganzas e uns copos no bucho num acampamento no festival boom, mas por um deputado, que até já foi candidato à CM do Porto.
Se calhar a cobertura noticiosa dos crimes, e dos seus autores deveria ser substituída por uma “causa fracturante”, do tipo o “direito à adopção pelos Transexuais”, ou a subsidiação de operações para mudança de sexo. Isto é que é ser Moderno…e de Esquerda Moderna
[Responder]
Já agora veja este artigo escrito há algum tempo pelo fascista Pacheco Pereira, mas que se mantém actual:
José Pacheco Pereira
Revista “Sábado” nº 47
«A ideia politicamente correcta de que não se deve nomear a cor, nacionalidade (no caso de imigrantes) ou qualquer outro pormenor que possa ser considerado racista, sexista ou xenófobo, nas notícias dos crimes, é só e apenas isso: politicamente correcta. Na prática, censura-nos uma informação que devíamos ter: a relação entre a criminalidade e os factores sociais e culturais onde ela encontra raízes. Nos crimes não há (não deve haver) desresponsabilização individual por razões “sociais” e muito menos “explicações” colectivas que desvalorizem o acto criminoso, e é insensato pensar que não há “meios” de cultura favoráveis que incluem hoje a cor da pele, a idade, os padrões de consumo “cultural”, e o “ambiente”, a ecologia dos sítios. É verdade para os lavradores que matam por águas e marcos do terreno, para os perdidos do mundo dos escritórios e da função pública que matam por ciúmes; para os mil e um “espertos” de todas as economias fora do fisco, sempre na linha entre a corrupção activa e passiva; para os ciganos, eternos vendedores e compradores de tudo o que se compra e vende; para as máfias da imigração, que exportam métodos expeditos de “protecção” e punição; e para os desenraízados violentos dos subúrbios negros e, a prazo, islâmicos.
As recentes mortes de polícias não foram obra de “bandos de pretos”, mas uniram no assassinato duas realidades do crime: a nova criminalidade violenta e agressiva dos bandos negros de segunda geração, ou seja, portugueses filhos da primeira geração de imigrantes das nossas antigas colónias de África, e o submundo da “noite” do subúrbio, bares, casas de alterne, prostituição, tráfico de tudo, drogas e armas, economia paralela, ainda dominantemente caucasiano branco, ainda dominantemente português, embora a nova imigração de leste lhe dê um braço armado mais pesado.
Em ambos os casos as explicações “sociais” são mais que conhecidas, em particular para a nova criminalidade violenta ligada a grupos de jovens negros: vida de gueto, segunda geração sem a vontade de integração dos pais, sem a subserviência da emigração que veio da miséria absoluta e aceitava tudo, sentindo o racismo da sociedade branca como ninguém e respondendo-lhe com uma procura de identidade no crime e na violência. Muito centro comercial, muito filme americano, muito rap, muito jogo de vídeo, nenhuma escolarização, e, na cabeça, a violência como afirmação de força e identidade. É um problema sério cuja versão light se encontra todos os dias nos bandos que habitam o Colombo e outros centros comerciais, ou em que míudos assaltam míudos à porta de tudo o que é escola.
Depois há os grandes negócios clandestinos de sempre, a prostituição, a droga, as armas (este em crescendo), e todo um mundo de oportunidades na “indústria da noite”, a dos ricos e a dos pobres. Uma nova riqueza consumista, dinheiro mal ganho por todo o lado, no “estado social”, na economia clandestina da construção cívil, nos jeitos e “biscates”, nas lojas que nascem e desaparecem sem que ninguém as perceba, na lavagem de muito dinheiro, tudo isto atrai uma competição sem tréguas, onde habitam personagens não muito distintas das da Quinta das Celebridades, quer as vindas de Cascais quer as da Brandoa.
Aqui Portugal mudou, e muito, e precisa de o compreender sem ser aos sobressaltos televisivos de cada crime. Precisa de outros polícias, outros magistrados e, num ou noutro caso, de novos procedimentos adoptados a uma realidade mais cruel. Mas precisa também de outras escolas e outros subúrbios, porque estes, feitos pela ilegalidade consentida de autarcas e governantes, vieram do crime e da pobreza e perpetuam o crime e a insegurança.»
[Responder]
Daniel faça o favor de apontar as minhas invenções.
A resposta que deu é formatada, acho que até já a li aqui uma vez. Fantasmas têm os senhores e num momento de crise como este é natural que venham ao de cima.
A verdade é que (esta peço emprestada ao Mcain) num momento de crise de segurança interna 99.99999% dos portugueses não querem que seja o BE a atender a chamada a meio da noite ou melhor para ser mais exacto o limite de dez milhões de portugueses a tender para zero quer que seja o BE a atender.
Daniel Oliveira tenha calma, vá dar um passeio (tenha cuidado para não ser assaltado), tome um café energético e venha para o debate com argumentos e garra, anda muito fraquinho ultimamente já parece o Rui Tavares ( serão a mesma pessoa? Será espectro bipolar, sendo o DO
a fase eufórica e o RT a deprimida). Força homem!
[Responder]
obrigada pelo link, mouzinho. Explica bem a separação em esfera publica/privada e o quanto nada tem a ver com “competencias” (isabel), mas com economia.
Isabel, se não for o seu dono a bater-lhe (por estar ao telefone ou a fumar), a quem pedirá justiça?
DO, isto tratar-se-á de crimes contra a propriedade VS crimes contra pessoas (“físicas”)?
que os crimes de **jacking sejam resultado de bons sistemas de alarme, passando a ser necessária a colaboração humana, daí assustadores?
que há de facto um fosso ricos/pobres a aumentar (era a sensação q se ficava das imagens, os carrões, senhores, e as imagens do “bairro” de seguida. será mera impressão?)
que todo o jovem especialmente dotado que conheço esteja emigrado pq aqui é chapa ganha chapa gasta e não há talento que vingue?
[Responder]
Euroliberal
Voltando atrás aos seus últimos comentários no post sobre o divórcio, eu acho que você em teoria até tem razão. A manutenção do casamento deve estar para além dos caprichos dos afectos. O problema é que se os afectos não existem o casamento e a família tornam-se numa profunda e imensa MENTIRA. Essa mentira tem custos altíssimos no desenvolvimento harmonioso dos filhos e consequentemente na sociedade. Filhos habituados a sobreviver em situações de mentira e falsidade, são aqueles que vêmos depois ao nosso lado, a subirem na vida sem escrúpulos, a “matarem” o pai e a mãe para ir ao baile do orfanato. Foi assim que aprenderam a viver, é assim que fazem. Por isso ganha-se mantendo o casamento no curto prazo e perde-se depois a médio e a longo prazo.
Tem que haver soluções intermédias e de bom senso. As famílias resconstituem-se, reorganizam-se, revivem.
Já agora, acha que a violência doméstica se resolve com um(a) ou dois(duas) amantes, ainda que discretamente?
[Responder]
“Porquê? Que posição tomou o BE sobre o assunto que me tenha escapadio?”
Pois esse é que é o problema. O BE ignora este assunto como se de uma normalidade se tratasse (quando as estatísticas indicam uma anormalidade).
[Responder]
“(…) não sei se a violência factual é moderada ou inédita, exagerada ou sentida. Sei que desvalorizá-la não ajuda a atenuar a impressão de insegurança. Suspeito até que a agrava, sobretudo se os que desvalorizam as vítimas do crime dedicam um inusitado CARINHO AOS CRIMINOSOS. Nenhum cidadão se sente descansado ao constatar que as mortes do sequestrador do BES ou do rapaz envolvido na tentativa de atropelamento de um polícia provocaram em parte da opinião publicada A COMOÇÃO QUE NÃO LHE MERECEM O OURIVES ASSASSINADO EM SETÚBAL, A OCTOGENÁRIA FALECIDA NA SEQUÊNCIA DE UMA AGRESSÃO EM FERREIRA DO ZÊZERE, O TURISTA ALEMÃO BALEADO EM BOLIQUEIME OU OS GNR ESPANCADOS EM LOULÉ.
Falo de casos recentíssimos e ignorados pelos analistas que dissecaram à lágrima do “lado humano” dos “desesperados” do BES e da “criança” cigana. Um bocadinho pior que isso, o cidadão comum tem o palpite de que serão casos ignorados pela justiça (…)”
(“Juízo Final” – do Sociólogo Alberto Gonçalves, Pág. 114 da edição nº 226 da Revista Sábado)
NA MOUCHE
[Responder]
Eu gosto muito da Democracia, porque em democracia todos podemos livremente exercer o direito de opinião. O único defeito é permitir que pessoas que não pensam o que dizem se permitam a ter opinião e julguem os outros que não conhecem, de que nada sabem a não ser que os incomodam porque fogem ao pensamento carneirista da grande maioria acrítica. Não percebo como em todos os comentários aos posts, quaisquer que sejam, se resvale do post em si para o ataque ( sempre enfadonhamente repetitivo, para não dizer igual) ao BE.
As posições do BE sobre a violência domèstica são conhecidas há anos, desde que apareceu, e não me parece que tenha agora tido alguma alteração. Aconteceu, isso sim, que um crime de violência doméstica, foi pela 1ª vez notícia de jornais e televisões, e foi notícia porque o crime foi cometido no meio da rua, no Porto, não na intimidade do lar, onde como reza a sabedoria tradicional “entre homem e mulher, não se mete a colher”. 31 mortes, e mais umas quantas que não morreram mas que pouco faltou, como esta jovem no Porto. Querem crime mais hediondo que estes? As pessoas que supostamente deveriam ser as que mais as respeito e amor lhes facultariam serem os carrascos dessas mulheres?
É um crime menos grave que o car-jacking?
E garanto que é um crime que atravessa todos os grupos sociais, raciais e religiosos.
Todo o criminoso tem de ser castigado. O crime tem de ser punido. Seja quem for o criminoso. Cigano pobre, imigrante ilegal, ou banqueiro rico e poderoso. A segurança das pessoas depende disso. Mas a liberdade é uma perrogativa essencial de quem vive em segurança, e não pode em nome desta ser posta em causa. Os criminosos atentam contra a nossa liberdade, contra a nossa segurança. Um estado repressivo também.
A paranóia securitária/repressiva que tem pautado muitas intervenções nestes últimos tempos, não augura nada de bom.
[Responder]
Isabel,
É tudo uma questão de bom senso e de juste milieu. Claro que quando não há afectos nenhuns, mas sim ressentimentos e ódios surdos, o divórcio é aconselhável, como última ratio, no interesse dos próprios filhos. Mas a situação mais corrente não é essa. É a de um arrefecimento da paixão inicial, talvez mesmo da atracção sexual, mas com a subsistência de uma terna amizade e companheirismo reforçados pela empresa familiar de criar a prole. Pôr fim ao casamento nesses casos, muito comum hoje (qualquer pretexto serve..) é que está errado. A família e a sociedade de hoje no ocidente estão gravemente doentes, e é ridículo que as jihadistas feministas e outros “fracturantes” pretendam dar lições de moral e de liberdade às mulheres de sociedades não decadentes (v.g. islâmicas), que são grosso modo muito mais felizes, amadas e protegidas que as pobres ocidentais. A ideologia relativista e permissiva do Maio 68, inspiradora de todos os fracturantes, cancerizou o ocidente. Uma ablacção radical desse tumor é indispensável.
[Responder]
Mais um sector para o qual é imperioso EXIGIR QUOTAS!
E é claro! que não estou a brincar.
[Responder]
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/eb98279ebd61ea19e9299e.html
Será que foi por causa deste post do Daniel??
[Responder]
Costa Nunes
Se foi, ainda bem. Quem ganha são as vítimas.
[Responder]
Ó Daniel parece que enganou-se, o CDS está a fazer o trabalho de casa! O BE ainda existe? Parece que isso não vai muito bem aí para os seus lados.
[Responder]
NEM DE PROPÓSITO:
Daniel Oliveira,
“Já agora, Pinto, recorda-se, vindo do CDS, que é o partido que mais fala de criminalidade, de alguma iniciativa sobre violência doméstica, que é a maior causa de homicidios em Portugal?”
“Violência doméstica: CDS/PP quer que agressores possam ficar em prisão preventiva”
(http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1341107&idCanal=23)
[Responder]
Sim, parece que o CDS propôs que estivesse na lei o que já está: que pode ser aplicada a pena de prisão preventiva. Ainda assim, ainda bem que se lembrou do tema.
[Responder]
“Violência doméstica: CDS/PP quer que agressores possam ficar em prisão preventiva”
Essa é elementar, ou não é? Então deviam sugerir prisão domiciliária, hã?
[Responder]
“49 Daniel Oliveira
1 Set 2008 às 1:21
Sim, parece que o CDS propôs que estivesse na lei o que já está: que pode ser aplicada a pena de prisão preventiva. Ainda assim, ainda bem que se lembrou do tema.”
Não é bem assim.
Como afirmou Teresa Caeiro e bem, “nos termos da lei, a violência doméstica, na sua forma mais simples, é considerada pequena criminalidade, com uma moldura penal que vai de um a cinco anos de prisão, agravada em dois a cinco anos quando praticada na presença de menores ou na residência do casal ou da vítima” e o novo Código de Processo Penal não permite prisão preventiva para crimes com molduras penais de cinco anos ou menores, quando o anterior a autorizava para penas de três ou mais anos.
Mais: voltando a citar Teresa Caeiro, “a lei estipula que a polícia não pode deter alguém acusado de um crime que não é passível de prisão preventiva, excepto quando em flagrante delito ou face ao risco de fuga do suspeito, duas situações que no caso da violência doméstica são extremamente raras”.
[Responder]