Perdemos um homem que sabia fazer os outros rir com ingenuidade, simplicidade e humildade, mas ganhamos a sua vivência , o seu património da humanidade artística.
Para além da inquestionável faceta artística partiu um homem em que o “H” se escreve em maiúscula.
Recordo com saudade o vínil das estórias por ele contadas e que foram os seus maiores sucessos.
Não esqueço também há uns bons anos atrás um episódio que devo contar e que é suficientemente demonstrativo da sua verticalidade enquanto pessoa e actor.
Contratado para realizar um espectáculo com outros actores de nomeada numa grande cidade de província, a exibição não correu nada bem e revelou-se no final um verdadeiro fracasso.
Não que o público presente não se tenha apercebido e mesmo assim dispensou-lhe os aplausos de forma entusiasta.
No momento do acerto de contas com a organização recusou-se a aceitar porque entendia que não seria merecedor.
Uns meses depois numa deslocação do autarca que o havia contratado, chegou a dirigir-se pessoalmente ao hotel em Lisboa onde sabia estar este hospedado, com o intuito de devolver o cheque que contra sua vontade anteriormente havia recebido.
Um pequeno gesto que vinca o grande homem que era e na memória de todos os portugueses, estou em crer, sempre será.
A História da Minha Vida…
Estará sempre relacionada com uma passagem da minha juventude (16 anos…).
Quando, numa noite de Julho de 1962, a bordo do Uíge, a “caminho” de Luanda, os altifalantes do convés, apresentaram esta “pérola”.
Fou um fartote de riso.
(Entretanto… já lá vão 47 anos)…
Obrigada pelo post.
O papel de inspector da PIDE que tinha um réptil (sardão? camaleão?)como animal de estimação mostra também o bom actor que era num outro registo.(na balada da praia dos cães)
Pensando no humor em Portugal hoje.Não será acaso o trabalho recente em que participou (teria sido o último televisivo?) e ainda a ser transmitido Divinas Comédias estar associado aos Contemporâneos.
São talvez aqueles que mais arriscam hoje no humor…nem sempre acertam mas o arriscar e encontrar fórmulas originais é por si só de valor.
Muito bonito o texto escrito sobre raul solnado pela sua mulher,companheira e biógrafa Leonor Xavier. Simples e tocante como foi a vida do raul.
Eu cresci a ouvir solnado.
Meu pai e ele já eram amigos quando eu nasci e lembro das estórias que meu pai contava sempre que ia ter com o seu grupo á guilherme coussoul, onde ao que parece o riso acontecia quase sempre com muita facilidade.
Por essa altura a nossa casa estava sempre cheia de artistas e toureiros e sempre que se fazia um jantar ou um encontro , contar as últimas do raul era invitável. Desde esse tempo que me habituei a ouvir de todos os que falavam dele por uma razão ou por outra, que o raul solnado era alguém com quem se podia contar.
Que era um homem de palavra.
Perdemos um homem que sabia fazer os outros rir com ingenuidade, simplicidade e humildade, mas ganhamos a sua vivência , o seu património da humanidade artística.
Para sempre Raul.
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Um grande senhor!
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Hoje vai haver unanimidade nesta caixa de comentários.
O que um grande humorista e um Bom Homem consegue fazer…
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Uma data triste.
Para além da inquestionável faceta artística partiu um homem em que o “H” se escreve em maiúscula.
Recordo com saudade o vínil das estórias por ele contadas e que foram os seus maiores sucessos.
Não esqueço também há uns bons anos atrás um episódio que devo contar e que é suficientemente demonstrativo da sua verticalidade enquanto pessoa e actor.
Contratado para realizar um espectáculo com outros actores de nomeada numa grande cidade de província, a exibição não correu nada bem e revelou-se no final um verdadeiro fracasso.
Não que o público presente não se tenha apercebido e mesmo assim dispensou-lhe os aplausos de forma entusiasta.
No momento do acerto de contas com a organização recusou-se a aceitar porque entendia que não seria merecedor.
Uns meses depois numa deslocação do autarca que o havia contratado, chegou a dirigir-se pessoalmente ao hotel em Lisboa onde sabia estar este hospedado, com o intuito de devolver o cheque que contra sua vontade anteriormente havia recebido.
Um pequeno gesto que vinca o grande homem que era e na memória de todos os portugueses, estou em crer, sempre será.
Descansa em paz Solnado.
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A mim , vai fazer -me falta.
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O titulo deste post eh um poema e a melhor homenagem a um Homem Bom!
Bem Hajas Raul!
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Lá vai com ele um pedaçinho de nós.
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Possivelmente um dos raros portugueses que faz unanimidade de opinião.
Fez-me rir muitas vezes.
Obrigado.
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Excelente!
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A História da Minha Vida…
Estará sempre relacionada com uma passagem da minha juventude (16 anos…).
Quando, numa noite de Julho de 1962, a bordo do Uíge, a “caminho” de Luanda, os altifalantes do convés, apresentaram esta “pérola”.
Fou um fartote de riso.
(Entretanto… já lá vão 47 anos)…
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O último vídeo é tão actual que até mete medo … pelo menos para a grande parte do povo.
Ai os escalões do IRS …..
Bem haja Raúl. Já todos estamos com saudades !!!
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O ZIP ZIP foi uma luzinha ao fundo do túnel!
Obrigado Raul Solnado!!
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Apenas Solnado a Zeca poderiam colher unanimidade neste blog. Um grande homem. Como dizia o próprio: façam o favor de ser felizes.
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“Para além da inquestionável faceta artística partiu um homem em que o “H” se escreve em maiúscula.”
Sim!! um homem com H maiúsculo, lapso meu…
Desculpa Raúl!! Até um dia destes…
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Durante muito tempo foi o único que realmente fazia rir em Portugal.
Cresci a ouvir a sua ida ida à guerra.
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Obrigada pelo post.
O papel de inspector da PIDE que tinha um réptil (sardão? camaleão?)como animal de estimação mostra também o bom actor que era num outro registo.(na balada da praia dos cães)
Pensando no humor em Portugal hoje.Não será acaso o trabalho recente em que participou (teria sido o último televisivo?) e ainda a ser transmitido Divinas Comédias estar associado aos Contemporâneos.
São talvez aqueles que mais arriscam hoje no humor…nem sempre acertam mas o arriscar e encontrar fórmulas originais é por si só de valor.
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Muito bonito o texto escrito sobre raul solnado pela sua mulher,companheira e biógrafa Leonor Xavier. Simples e tocante como foi a vida do raul.
Eu cresci a ouvir solnado.
Meu pai e ele já eram amigos quando eu nasci e lembro das estórias que meu pai contava sempre que ia ter com o seu grupo á guilherme coussoul, onde ao que parece o riso acontecia quase sempre com muita facilidade.
Por essa altura a nossa casa estava sempre cheia de artistas e toureiros e sempre que se fazia um jantar ou um encontro , contar as últimas do raul era invitável. Desde esse tempo que me habituei a ouvir de todos os que falavam dele por uma razão ou por outra, que o raul solnado era alguém com quem se podia contar.
Que era um homem de palavra.
http://apombalivre.blogspot.com/
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