Na semana entre o 25 de Abril e o 1º de Maio dedico o espaço para o blogue escolhido aos trabalhadores precários. O blogue da semana é o dos Precários Inflexíveis. Mas ficam outros: o blogue do MayDay, o Ferve (Fartos d’Estes Recibos Verdes), o Contra os Recibos Verdes, o Mind This Gap, de licenciados que abandonam o país, o Lisboa em Alerta, dos trabalhadores precários da CML, o Exige-Arq, de jovens arquitectos, e o dos bolseiros.

Aqui ficam também alguns vídeos:

Veja mais no link em baixo


6 respostas ao post “Precários Inflexíveis”  

  1. 1 1  pirate

    Será que existem ex ministros precários ?
    Daqueles que tutelam e depois mudam-se de armas e bagagens para os tutelados ?
    Tudo leva a crer que não, mas nunca se sabe…

  2. 2 2  Voice_Of_The_Opressed

    Infelizmente o trabalho precario generalizou-se um pouco por todas as sociedades ocidentais, um paradoxo pois sabemos que o trabalho precario nas condiçoes a que sujeita as pessoas e gerador de menor produtividade e qualidade, e mesmo assim persiste, contra senso numa sociedade de consumo.

  3. 3 3  FA

    Precários de todo o mundo, uni-vos!

  4. 4 4  José Silva

    A mim custa-me ver neste País, tanto licenciado sem emprego a vender-se sem ganhar o salário mínimo, enquanto que outros optam por outros esquemas, droga, prostiruição, etc…:

    DITADOR DE ABRIL
    Agora não há cravos,
    não os há em Lisboa;
    hoje existem escravos,
    e liberdade se apregoa:
    -
    olha a bela morenaça,
    que só tem vinte anos;
    vejam como ela caça,
    cá dinheiro a fulanos!?
    -
    ola linda bonequinha,
    que tem seu olho azul;
    como ela é meiguinha,
    e caça euros cá no sul!?
    -
    a moça recém chegada,
    de uma beleza sem par;
    faz que é bem amada,
    para o trouxa só pagar!?
    -
    e bela diaba do prazer,
    leva os homens ao céu;
    e só dinheiro quer ter,
    vende o corpo ao léu!?
    -
    e tanta “viúva” carente,
    que inda é moça nova;
    os euros esfola à gente,
    senão leva uma sova!?
    -
    uma menina atenciosa,
    p’ra todos tem atenção;
    para se tornar famosa,
    tira a homens o tesão!?
    -
    e uma bela matulona,
    troca cá pelo dinheiro;
    o corpo de qu’é dona,
    vende-se a cavalheiro!?
    -
    e a menina portuguesa,
    de curso sem emprego;
    vende essa sua beleza,
    p’ra tirar tudo do prego!?
    -
    e um sonho de mulher,
    mostra seu ar risonho;
    pois só euros ela quer,
    os euros são seu sonho!?
    -
    por cá fecham usinas,
    imposto a isso obriga;
    moças feitas meninas,
    a ele lhes fazem figa!?
    -
    e traficam-se pessoas,
    na indústria sem igual;
    liberdade qu’apregoas
    não é cá em Portugal!?
    -
    um dia eu fui militar,
    lutei por País melhor;
    para isto cá melhorar,
    só se vir um ditador!
    -
    Pisco

  5. 5 5  FA

    Vou dar um exemplo de precariedade. Uma pessoa próxima de mim estagiou numa (micro) empresa. Fez estágio curricular, teoricamente não remunerado, e recebia uma «esmola» de cerca de 100€/mês. Deu a ganhar a essa empresa milhares de euros com o seu trabalho. Milhares de euros, meus amigos. Diria mesmo dezenas de milhares de euros ao longo de todo o estágio. Sabem qual é a lógica de funcionamento dessa empresa? Usar os estagiários, que fazem todo o trabalho, requisitando todos os anos nova fornada. Isto supostamente não é permitido, mas acontece. O ordenado oferecido a um trabalhador que lá queira ficar a “segurar as pontas” (e a manter alguma estabilidade) é irrisório, e anda pouco acima do ordenado mínimo. Contratos? A 6 meses, claro. Ou recibos verdes. Mas o grosso da “massa” de trabalhadores (2) é composto por estagiários.
    O “empresário” ainda teve a distinta lata de oferecer uma gratificação no final do estágio: algumas notas de 10 euros, abaixo da meia dúzia. Não era obrigado a nada. Mas ganhou cerca de 4mil euros em menos de um mês com um estagiário. Resultado disto? Foi passar férias. E deixou uns trocos ao “precário” para ir jantar fora uma ou duas vezes.

    O que me espanta, e digo isto porque ainda estou numa fase pré-trabalho em que estas situações me espantar e assustam, é que não muito tempo depois a mesma pessoa que lá estagiou concordou em ir lá dar uma ajuda esporádica. Em 3 horas e pouco ganhou quase 50 euros, e no entanto, ainda deixou margem de lucro para o patrão. Façam as contas e vejam quanto isto não dá ao fim do mês. Venham mais biscates destes!

    Há qualquer coisa que não bate certo no mercado de trabalho português. A curva da oferta e da procura está torta, e vira-se sempre para o lado do empregador.

  6. 6 6  Igor Caldeira

    É curioso o filme. É que em Portugal toda a gente só fala dois recibos verdes. Só que o TT é uma realidade bem mais comum.

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