
Foto: Paulete Matos
Vale a pena comparar o tratamento dado pelas televisões aos congressos do CDS e do Bloco de Esquerda, dois partidos com peso eleitoral idêntico e dois congressos onde a liderança não estava em causa. Um abriu os telejornais em directo e foi acompanhado ao minuto, com direito a comentário político. O outro teve o acompanhamento digno de um partido extra-parlamentar.
Por Daniel Oliveira 3 Jun 07 em Sem categoria


Se calhar e porque o CDS é um partido onde a democracia interna funciona….
No CDS e no BE a direcção é eleita proporcionalmente e por voto secreto. Houve quatro listas à direcção.
No CDS o lider não tem limite de tempo e falou cinco vezes ao congresso. No BE o lider tem tempo limitado.
No CDS há centenas de delegados por inerência. No BE não há um único delegado que não seja eleito (é o único partido em que isso acontece), por voto secreto e em listas alternativas.
Além desse não ser um critério, diga lá o que sabe sobre o funcionamento interno do BE e do CDS que lhe permita dizer isso.
Aqui está um tema onde o Daniel pode verdadeiramente ter muito a apontar à imprensa, ao contrário de andar a regatear manchetes do Correio da Manhã. Mas também não se esqueça do mediatismo que o Bloco teve quando ainda nem havia eleito os seus dois primeiros deputados e esse mediatismo não encontro por exemplo quando nasce a Nova Democracia, que ainda recentemente elegeu o seu primeiro deputado na ALR da Madeira.
É o problema de um partido que ataca nichos unica e exclusivamente para ganhar mais uns milhares de votos e não tem uma ideia do país como um todo. É tempo de crescer rapaziada…
GRaNel, o que raio tem isso a ver com o que eu escrevi?
Se a Joana Amaral Dias tivesse puxado os cabelos á Isabel Faria.
Se o Miguel Portas tivesse andado aos encontrões á Helena Carmo.
Se o Louçã tivesse desatado aos berros, e chamasse nomes a quem se lhe opunha.
O Bloco teria aberto todos os telejornais.
Assim, qual é o interesse jornalistico de um partido, que realiza uma convenção para discutir ideias , e procurar soluções para os graves problemas do país….
Como diziam os romanos, eles querem é:
Pão e circo….
Dou-lhe inteira razão. Apesar de ter estado mais a leste das notícias televisivas, ainda não consegui ver qualquer referência à Convenção do BE. Acho inadmissível, tanto mais que não se conheceu outro assunto digno de registo neste fim-de-semana que levasse a televisão a dedicar-lhe todos os holofotes.
O BE que faça chegar o seu protesto, sobretudo junto do canal público.
O Daniel Tem toda a razão. Eu, que acho que no passado o BE teve sobreexposição injustificada - porque se mexia bem, claro, e porque fazia pela vida, mas nem por isso justificada (e o Daniel com jeito até pode concordar), desta vez fiquei impressionado. Na rtp à hora do almoço, com Louçã a falar à hora dos telejornais, como todos os outros fazem - foi o que vi, - passaram uma notícia que era um rodapé, uma coisa nenhuma.
É verdae que entre o regresso de Portas e a continuação de Louçã há diferente interesse jornalístico, mas a falta de cobertura foi manifesta.
Por acaso, sem acreditar que fosse essa a intenção, se calhar isso funciona a favor do BE. Meio minuto a ouvir os metralhas ou os FER, ou a discussão sobre os lugares de assessor teriam feito maravilhas ao score eleitoral do BE.
quem e que quer ouvir falar de comunistas com outro nome????????
goste jpt ou não, houve 6,5% dos portugueses que votaram no BE. Imagino que acha que é você que decide quem deve e não deve ser ouvido.
Tem toda a razão Daniel…
Mas temos que encarar as variáveis em jogo…
Mais do que a transmissão do discurso do líder, o que aconteceu no congresso do PP foi o acompanhamento (muito excessivo, concordo) do candidado às intercalares de Lisboa, que PPortas soube utilizar em proveito próprio (não fosse ele oriundo da comunicação social), e promovido ao longo de todo o fim-de-semana.
No caso do BE não existiu propriamente nenhuma novidade, foi um “simples” discurso final de um líder eleito e esperado…
Pelos vistos os marketers políticos do BE estão a perder qualidades
abraço
Como ninguém ouviu o discurso nem sabem que do ponto de vista de comunicação (refiro-me apenas ao meio) foi absolutamente inédito.
Daniel,
Não consigo compreender como é que o Henrique Burnay pode concordar consigo. Eu acho é que a direcção do CDS deveria apresentar uma queixa à ERC, por não ter tido cobertura total do 31 da armada.
Caro Daniel eu gostava é que me explicasse para que diabo é que serve o BE, como o PCP.
De fundamentalistas de extrema-esquerda estamos todos fartos. Eu não me esqueço do PREC, do País a ser governado na rua, por gaijos burros gedelhudos, de braço no ar e a cantarem a Internacional, e a darem cabo deste país. O prejuizo foi tanto que ainda andamos a pagá-lo.
O BE pauta-se pela Demagogia barata. É do contra, mas se fosse poder, que é o que ele e os seus dirigentes querem, seria a catástrofe total.
E não se esqueça que o BE tem a votação que tem porque andou ao colo de muito jornalista pseudo-vanguardista, no seu inicio.
O País precisa como de pão para a boca de um verdadeiro partido de Direita, Direita moderna com gente competente, e sem complexos de dizerem o que pensam, para contrabalaçat o poder do Partido Socialista. Como há noutros países, em Espanha, na Alemanha, em França…
O que o país não precisa é de grupelhos extremistas e demagogos, que só escarram ideologia e ódio.
Eu estou saturado dessa gente, do discurso deles, da “luta de classes”, das greves, da “luta dos trabalhadores”, dos “ataques aos direitos dos trabalhadores”, e dessa treta de paleio já mais que esgotada. Eu ando a aturar os “progressistas” há 34 anos. Estou cheio deles.
O BE não faz falta nenhuma, não acrescenta nada, a não ser folclore.
Ah e para que não restem dúvidas, eu sou trabalhador por conta de outrem, trabalho numa empresa privada, e não me revejo minimamente nem nos partidos da esquerda reraccionária nem nos sindicatos controlados por eles.
Ahh…, aqule jpt n sou eu. Tenho que arranjar outra assinatura…
João Paulo Telo
Há várias explicações: é porque o bloco é um partido muito incómodo, é porque o bloco vai crescer muito e contra todas as forças poderosas que o querem destruir, é porque o bloco é odiado por todas as forças capitalistas, especialmente por todos os meios de comunicação social, è porque há uma conspiração maquiavélica montada contra o bloco, conspiração esta que inclui a CIA, o Balsemão, a Media Capital, José Sócrates e outros membros do governo português, Sarkozy e o Estado de Israel. Mas o bloco vencerá, e as palavras de Louçã varrerão o pântano da política portuguesa como um vento feito labaredas do inferno, consumindo com o seu fogo castigados as paisagens inquinadas pela corrupção e pela ambição maligna da direita e, ao mesmo tempo, impregnando de esperança a classe oprimida que prosperará em férteis searas de esperanças e de concretização dessas esperanças. E vós, meros leitores…
Sebastião, quer a razão: porque o bloco não é no curto prazo candidato ao governo. E os jornalistas de política só se sentem bem ao pé de duas coisas: da novidade que começou ontem ou do poder que lhes dá ilusão de também o terem.
Tu isso é verdade, mas uma parte da culpa é do Paulo Portas, que é um mestre da pequena política.
Será porque no CDS é admitida a dissonância? Será?
LH, então como acham que foram eleitos dirigentes de três listas da oposição interna para a mesa nacional do BE? Como explica isso num partido que não admite a dissonância interna? Como explica que uma dirigente que apoiou um candidato presidencial contra o lider do partido seja reeleita dirigente? Um pouco estranho para quem não admite dissonância interna, não?
No CDS, quando se fica na oposição acaba-se por sair do partido (quer que eu faça a lista). Não dá muito bons sinais de dissonância interna. No CDS aprovaram agora o direito de tendência que existe no BE desda a sua fundação. Por isso, não invente e informe-se. O BE nunca explusou ou suspendeu ningué. No CDS, houve um militante que criticou Nuno Melo e foi dispenso por dez anos. Digamos que não podem dar lições de democracia interna a ninguém.
Daniel, não deveríamos antes falar em listas de várias correntes, ou listas alternativas? Oposição somos ao capitalismo, não ao BE, ou à direcção do BE, certo?
O Daniel sabe bem que o Bloco muuuuiiito dificilmente será poder em Portugal. Porquê? Por três razões principais. Primeiro, porque está num gueto que o próprio partido criou e de que dificilmente se irá descolar, um gueto que tem um número bastante limitado de eleitores e cujos eleitores gostam de fazer parte de uma minoria, de esquerda, muito bem-pensante (pelo menos para eles) e pseudo vanguardista, sempre com ideias confrontadoramente diferentes. A segunda porque o bloco não é, na verdade, um bloco, mas a sua antítese. É uma manta de retalhos, que vai buscar um punhado de trotskistas, outro punhado de UDP´s, alguns dissidentes do PCP e outros tantos revolucionários, etc; destes uns ambicionam ser poder, outros são militantemente do contra e «nunca se venderão» - tudo isto dentro do mesmo saco que vocês chamam de partido. O maior inimigo da esquerda é sempre a outra esquerda. A aproximação ao poder vai ser a morte do bloco. A terceira, porque se afirmam um partido que não faz concessões e ninguém quer ter aliados incapazes de as fazer. O bloco é, de facto, um partido diferente, mas não pelas razões em que vocês gostam de acreditar. É diferente porque vai ser efémero. O PCP e o CDS, apesar de todos os defeitos, têm história e património.
O que queria dizer era muito simples e vem na linha do que Henrique Burnay aqui escreveu. O bloco teve a atenção de todos os media durante algum tempo. O tempo suficiente para perceberem que o bloco não era um partido politico mas uma amalga de partidos, sem um plano geral e com targets bem definidos. Enquanto vendeu passou. Agora que a fórmula está esgotada, abandoram. Parece-me normal.
O que eu não sabia é que o Bloco tinha tantos deputados quantos o PP…