Portugueses que vivem abaixo do limiar da pobreza: cerca de 2.000.000.
Beneficiários do Rendimento Social de Inserção: 311 mil (quase 40% são menores)
Despesas anuais com o Rendimento Social de Inserção: 371 milhões de euros.
O valor médio da prestação de RSI por beneficiário: 83 euros.
Lucro dos cinco maiores bancos portugueses em 2007: 8,7 milhões de euros por dia.
Perda anual de receita fiscal devido aos benefícios fiscais à banca: cerca de 700 milhões euros.
Agora comparem o tempo que se dedica a um assunto e a outro.
PS: alguns comentadores tiveram alguma dificuldade em acompanhar este simples raciocínio lógico: o que se compara neste post com as despesas com o RSI são os benefícios fiscais à banca e não o lucro da dita. E em que contexto é que se gasta o RSI? O da existência de dois milhões de pobres. E em que contexto é que se dão os benefícios fiscais à banca? Quando ela tem quase nove milhões de euros de lucro diário. Assim trocado por miúdos já está claro?
59 comentários 29 Jul 08 em Sem categoria59 respostas ao post “Prioridades”
- 1 Pingback on 30 Jul 2008 às 9:18
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- 3 Pingback on 30 Jul 2008 às 20:03




Resumindo, perda anual com o RSI: 371 milhões de euros.
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o daniel não está a querer dizer que a importância de uma discussão séria sobre os 311 mil párias que vivem à custa do estado se resume a um bom taipal mediático para o roubo legal aos contribuintes através de uma possível combinação entre o estado e a banca, pois não?
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obviamente que tem razão. é um tipo de discurso ( o de andar a caçar bruxas com o rsi) que se encaixa no populismo mais miserável. estas pessoas nunca entenderão que é um dever de todos nós (do Estado) contribuir para que um número determinado de pessoas viva com o mínimo de dignidade. se entre os que recebem o rsi haja quem queira continuar assim para toda a vida é um problema dele. de mais ninguém. mas o Estado – mesmo a esse (que nunca deixará de ser um pobre coitado por culp própria) – não pode nunca abandoná-lo.
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Eh, comparem lamentos mordazes sobre encargos do Estado Social, sua inviabilidade fatal, pa não dizer criminosa prática, com a distracção da maltosa a respeito de tais lucros da banca a distribuir por tão poucos. E bem fazem, que os nossos maiores, deputados da direita e governantes só esperam a hora de já se sentarem à sombra do lucro faustoso dos bancos.
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O RSI nunca foi posto em causa pela direita. Há casos em que é um direito. O que está em causa é a falta de rigor na sua atribuição, um facilitismo que dá votos.
A banca dá lucros e tem os impostos reduzidos. Em Portugal, país socialista, com 2 milhões de indigentes, que não são funcionários públicos, o Estado é o motor da economia. Como somos um país pobre, de pessoas pobres com poucos recursos, para criar PMEs para trabalhar para o Estado temos que ir pedir dinheiro ao banco. Eu sei que pagamos caro o dinheiro que compramos, mas na realidade quem sustenta a economia são os bancos.
Ponham-se os bancos a reduzir a actividade e os créditos e logo veríamos a nossa fictícia e parca qualidade de vida a deteriorar-se.
A banca tem o mérito de nos fazer acreditar que podemos o que na realidade não podemos. Mas apesar de tudo isso é o que nos tem ainda mantido à cabeça de África e na cauda da Europa. Senão nem isso.
P.S. Vivo como a maioria dos portugueses privilegiados; do meu trabalho, chapa ganha chapa gasta e meses com 20 dias.
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Esse número dos 2.000.000 abaixo do limiar da pobreza parece-me um número exageradíssimo.
No entanto, o número que hoje foi adiantado, de que 1/6 dos que recebem rendimento mínimo de inserção estão a enganar o Estado, parece-me bastante credível.
A questão que nos deve fazer pensar é se se deve entregar dinheiro para não produzir. Não me estando a referir apenas ao exemplo português, é inegável que a simples atribuição de subsídios sem quaisquer contrapartidas conduzem à criação de subsidiodependentes que nada fazem para alterar a sua situação.
No caso do rendimento mínimo de inserção, penso que se as pessoas estiverem em idade produtiva poderão fazer alguma espécie de serviço cívico. Não faltarão certamente coisas para fazer em prol da sociedade que, generosamente, atribui dinheiro à sua situação desfavorável.
Na mesma linha de raciocínio, não percebo como é que a União Europeia atribui subsidios para não se produzir, para abater barcos de pesca, para arrancar árvores e para manter pessoas que anteriormente tinham uma actividade produtiva e que agora recebem para nada fazer. Este é um principio que só pode estar errado.
Pelo menos, a maioria dos bancos é bem gerida, dão emprego a muita gente, a sua saúde é fundamental para a saúde da nossa economia, geram lucros porque produzem. Devem ganhar tanto dinheiro em tempo de crise generalizada? Não.
O Daniel – e muita, senão toda a esquerda – insiste em ver esta questão sob a perspectiva Robin dos Bosques: vamos tirar aos ricos para dar aos pobres. Na realidade, em muitos casos não é assim, é mais, vamos tirar aos que trabalham e pagam impostos para dar aos que nada produzem nem nada contribuem.
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“A banca tem o mérito de nos fazer acreditar que podemos o que na realidade não podemos.”
Só acredita quem é parvo. E quem é parvo, segundo o ditado, “pede a Deus que o mate”.
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Ora bem vamos lá trocar a coisa por miúdos.
O português (todos sabemos que é o gajo mais porreiro que apareceu no planeta terra), mas se tiver umas notas na algibeira é um fanfarrão, gasta sem regra, gosta de fazer “dor de corno” ao parceiro do lado que aquiriu uma farpela gira (cuidado!) o estatuto do “portuga” é a imagem, nem que na cabeça exista farelo em vez de miolos.
Depois como o ordenado não chega para todas as vaidades, vai “cravar” (isso é que era giro!) o banco com um empréstimo e mais uma prestação que vai juntar às seis que tem, mensalmente, para pagar que vão desde os 30 aos 200 euros.
Depois, claro está, tem que dar aos maxilares e segue a comer mal e porcamente, ele, se for só e uma tragédia do caraças se é casado e com filhos tem que alimentar a canalha toda com aquelas comidas, cheias de sebo e óleos de procedência duvidosa e começa, toda a família, a ficarem uns “bolinhas”.
Se continuarmos a falar nos portugueses que há por ai a passar misérias de vida não paramos de contar histórias, tristes, infindáveis…
Ficamos por aqui…não vale a pena contar mais para que vocês daí não fiquem por aí umas Marias Madalenas a ensoparem dúzias de caixasde guardanapos, de papel e biológicos.
A tristeza de um Povo deve ser levada com alegria… Nada de lágrimas e tão-pouco lamúrias…
Pobres decentes e felizes contentes. Olhai vós que me estais a ler e ouvi-me, porque de pobres conheço eu!
Conheci o povo filipino, uns pobres de Cristo e para eles que se lixe a fome, a pouca roupa no corpo, mas em qualquer barraca de lata, nos subúrdios de Mania, havia um rádio, de goelas abertas a emitir música.
Era o desprezo do filipino à fome. Em Cuba em igual e até o Luis Represas lá esteve e continua a gostar daquilo (Havana).
Assim, para os portugueses serem uns pobres felizes contentes, devem comprar um rádio/cassete, abrirem-lhe as goelas até não mais dar e altos berros: Somos uns pobres contentes e mandamos à “merda” o Zé Sócrates e a sua gente!
P.S. Falando a sério e quase com lágrimas nos olhos (apesar de ser feio um gajo chorar) “o destino dos portugas, está traçado, com o da pobreza, que já rebenta pelas costuras mas pelos ossos.
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“Isabel
30 Jul 2008 às 0:20
O RSI nunca foi posto em causa pela direita.”
Vou beber um copo de água acalmar-me, volto daqui a 5 minutos senão escrovo um chorrilho de asneiras e não me publicam o comentário…
Eu desisto, a sério…
Pra quê tentar explicar seja o que for a esta gente.
já agora os bancos pagam menos de 700 milhões de euros de impostos porque os beneficio fiscais equivalem a 60 por cento dos impostos que os bancos, se pagassem os mesmo que, as outras empresas, (como paga por exemplo um merceeiro) pagariam.
Os exlentissimos senhores gestores do BCP roubaram perto de 500 milhões no caso que recentemente veio a publico, se juntar-mos isso ao lucro dos bancos ficamos perto dos 10 milhões por dia. Há quem não perceba isto.
Mas peço desculpa estou a tentar outra vez explicar…
Não dá o descaramento é demasiado, demasiado bem aceite. Se calhar merecemos colectivamente ter escandalos destes neste sitio à beira mar plantado como pena de termos permitido criar gente com as opiniões que se vêm postadas neste comentário por termos falhado colectivamente e ter permitido que fosse criada gente assim.
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Nem eu percebo bem o que escrevi.
Estes comentários desorientaram-me
Só me apetece ganir
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Quando bem implementado, o RSI é um poderoso instrumento de inclusão social. A AMUCIP (associação de mulheres ciganas que faz um trabalho notável de combate ao insucesso e abandono escolar dos ciganos/as, de promoção da igualdade de género e de apoio à formação e inserção profissional em áreas alternativas à venda ambulante) foi um produto do RSI (então RMG): as suas fundadoras candidataram-se ao RMG (inicialmente com motivações meramente económicas), frequentaram cursos de mediação cultural no âmbito dos respectivos programas de inserção, e no seu decurso todas se empregam na área da intervenção social e fundam também a sua própria associação. Infelizmente, há muitos outros casos em que o RSI é mal aplicado, gerando subsídio-dependência, reproduzindo a exclusão. Mas que fazer? Deitar o bebé fora ou deitar fora a água suja da banheira?
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Os 2 comentaristas que começaram, é daquele tipo de gente que não interessa a ninguém.Bem podiam ir para o Iraque ou Afeganistão que não fazem cá falta nenhuma…
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Daniel, não acho que isto seja uma discussão séria sobre o rendimento minimo, comparar os seu gastos com os lucros da banca.
É certo que a questão do rendimento minimo alimenta o populismo da direita, mas também não acho que a resposta a isso seja uma defesa cega do rendimento minimo. Uma coisa é o Estado social de direito, outra coisa bem diferente é o assistencialismo que a prazo também é atentatório da dignidade humana e que cria situações de gritante injustiça. Acho que a questão merece um debate sério e não uma abordagem demagógica como a que o Daniel aqui propõe.
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Por vezes é preciso reduzir as coisas a estes grau de simplicidade para quem tenha dúvidas do que falamos quando falamos de RSI. Não gostando sempre do estilo, neste caso parece-me merecedor de parabéns (à falta de melhor expressão).
A segunda parte da equação (lucros) tem um segundo significado interessante, ou deveria ter, percebemos porque ainda não se interveio a sério no principal problema do país. Dívidas.
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Ia escrever um pequeno apontamento, mas por piedade esqueci-o.
E por piedade porquê?
Porque o dono do blog tem andado com um azar tremendo com os assuntos fracturantes que escolhe para pintar a vida quotidiana.
Talvez seja o momento para ele, e a esquerda fracturante, pararem para pensar que a classe que já foi média está cada vez mais descontente com o rumo em que o País está e começa a não ter muita paciência para o fado dos coitadinhos.
Claro que uma empresa privada ter lucros é absolutamente imoral.
Todas deviam ter prejuízo e poderem então ser nacionalizadas o que nos levaria à maravilha final.
Todos do estado, o estado (de pobreza) é de todos!
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Daniel,
esse valor dos dois milhões abaixo do limiar da pobreza não é exagerado? Em que fonte descobriu isso?
Um abraço.
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Ainda gostava de saber porque raio tem a banca tantos benefícios fiscais?
Será que também ameaçam deslocalizar as fábricas para a Roménia?
Eles que tenham os lucros que quiserem, que façam a sua actividade económica que quiserem.
Paguem é os impostos todos por inteiro como toda a gente.
Realmente a nossa classe política não passa de uma vara de porcos a chafurdar na merda.
Nem sei se diga “ai de nós” ou “às armas, às armas”…
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A queixa do português a quem espetam um microfone na fuça nao é mais do que a resposta considerada politicamente correcta. Uma inércia cultural do queixume.
No fundo, o português quer lá saber. Alguém dá crédito a um povo que se queixa (com razao) da carga fiscal a que está sujeito, dos baixos salários, da precaridade do emprego, etc., e depois se endivida em massa, pedindo crédito para comprar plasmas para ver a selecçao jogar o Mundial? Acho que, entre amigos e familiares, todos conhecemos casos dessa infamia colectiva.
Deixo outro dado para português reflectir: em Portugal existem dois telemóveis por habitante. Leio intelectuais fazedores de opiniao afirmando o profundo estado de infelicidade dos portugueses, como se dominassem a ciência do país real e eles fossem o seu analista. Semelhantes análises nao despertam em mim outra coisa que nao seja o escárnio. A realidade é bem outra. As coisas sao o que sao. E a realidade é que os portugueses se estam bem a cagar.
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“A banca tem o mérito de nos fazer acreditar que podemos o que na realidade não podemos. ”
Chama-se a isto viver acima das nossas possibilidades.
A banca pode ter muitas funções benéficas, mas ultimamente concentrou-se no que é mais fácil: captar a riqueza produzida nos próximos 30 anos por quem trabalha.
Não ouço (embora admita que possa haver) bancos a investir seriamente em industria, produção de energia limpa, e outras coisas desse género.
Limitam-se a ser usurários para consumidores excessivos. Tipo dealer.
“Toma lá mais um crédito. E quando acabar o dinheiro volta cá que eu faço-te outro. “
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“se entre os que recebem o rsi haja quem queira continuar assim para toda a vida é um problema dele. de mais ninguém. ”
O ricardo axa q quem recebe dinheiro do estado não tem nenhuma obrigação?
O estado paga, e mais nada?
Mas donde vem esse dinheiro todo?
Quem paga pra alguém n fazer nada?
Não axa isso bastante injusto?!
Mas quem, no seu perfeito juízo, pensa assim!?
Só direitos.. Nenhum dever.
Em relação ao post:
O tempo q se gasta a discutir certo assunto no espaço mediático(blogs incluidos), como sabe, deriva dos acontecimentos mediáticos.São estes q provocam e condicionam a agenda mediática!
Como sei q sabe q assim é, e como sei q n fez nenhum estudo pra saber q tempo se agstou a discutir um problema e outro(ou fez!?) considero este post de uma demagogia demasiado barata para este blog!
A existência de vários problemas n obsta q se comentam e discutam todos, ou axará q se deve discutir os assuntos baseados no seu “valor de mercado”?!?
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O número de dois milhões de pessoas (19 a 20% dos portugueses) a viver abaixo do limiar da pobreza é oficial e demasiado conhecido. Ler estudo sobre a pobreza de Bruto da Costa.
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Caro Daniel,
Desconheço (mas tenho algumas duvidas) se os números mencionados no site “resistir” são fiáveis.
Em todo o caso, note o seguinte (segundo a informação contida no referido site):
- Os 700 milhões de “benefícios fiscais” que refere não são relativos à banca, mas a todas as empresas portuguesas (cito: “E segundo dados fornecidos pelo próprio Ministério das Finanças, nos últimos 6 anos as empresas deduziram nos seus lucros 20.000 milhões de euros de prejuízos, o que determinou que não tenham pago IRC sobre 20.000 milhões de euros de lucros. Este facto determinou que o Estado tenha perdido cerca de 4.200 milhões de receitas fiscais, ou seja, em média 700 milhões de euros por ano. Um dos sectores mais beneficiados foi a banca que conseguiu deduzir nos lucros que obteve, em 2005 e em 2006, 1.450 milhões de euros, não tendo pago nada de IRC sobre estes 1.450 milhões de euros”);
- A dedução de prejuízos fiscais (a que se refere os 700 Milhões) não é um “benefício fiscal”, mas consiste tão só na possibilidade de deduzir perdas auferidas em determinado exercício aos lucros auferidos em exercícios seguintes (ou seja, uma empresa que tenha registado prejuízos de 30 em 2006 e lucros de 70 em 2007, apenas pagará imposto em 2007 sobre 40). Esta possibilidade é conferida a todas as empresas sujeitas passivas de IRC, incluíndo PME’s e não me parece que possa ser considerada como fundamentalmente injusta. Assim, não se tratam de “benefícios fiscais” e muito menos de “benefícios fiscais” especificamente dirigidos à banca.
Não tenho nenhuma razão especial para defender a “banca”, mas parece-me que neste tipo de constatação deve haver algum rigor.
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[Perda anual de receita fiscal devido aos benefícios fiscais à banca: cerca de 700 milhões euros.]
DO no seu melhor. Esqueceu-se foi de referir quanto é que o estado GANHA anualmente com a banca em receita fiscal.
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Os benefícios fiscais é o que a Banca não paga e pagamos nós no lugar dela.
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Caro António,
«Um dos sectores mais beneficiados foi a banca que conseguiu deduzir nos lucros que obteve, em 2005 e em 2006, 1.450 milhões de euros, não tendo pago nada de IRC sobre estes 1.450 milhões de euros. Esta perda anual de receita fiscal – em média 700 milhões de euros por ano – não se encontra contabilizada na despesa fiscal que consta dos relatórios do Orçamento do Estado. »
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Demagogia logo pela manhã é um miminho que vai lá vai.
Ó Daniel até posso concordar consigo que é uma estupidez darem-se benefícios fiscais à banca. No Estado Social ver que os bancos pagam de imposto 13% e as PME pagam os 25% é ridículo. Mas não vamos estar para aqui a exagerar. O RSI é atribuído demasiadas vezes de forma injusta e o Daniel sabe isso. Aposto consigo que a maioria dos que recebem RSI tem actividades não declaradas (que pagam, portanto, ainda menos imposto que os bancos) e com essas actividades não declaradas mais o subsídio ficam com vidinhas bem melhores que aqueles que lutam por um salário mínimo. A questão dos 2 000 000 de pobres é realmente problemática, mas não é a atribuir o RSI como se atribui que a questão se resolve. Lembro-lhe que muitos beneficiários do RSI são falsos pobres e basta ir a alguns bairros sociais para ver brutos carros à porta dos prédios. E lembro um episódio na televisão, na sequência dos incidentes em Loures, de um indivíduo que ao mostrar a sua casa às câmaras por lha terem assaltado apontou para os lugares onde estavam as “playstations” e os “dvd’s” (chamo a atenção para o plurar das palavras). Daniel Oliveira, percebo que fique chateado ao ver que há por aí tanta miséria. Mas é para haver menos miséria que apoio totalmente o amigo PP do PP quando ele diz que a atribuição do RSI tem de ser investigada e os moldes alterados. E quem fala do RSI fala também do subsídio de desemprego, porque quantas pessoas estão a receber subsídio de desemprego enquanto têm actividades não declaradas… A bem de uma maior Justiça Social é preciso que as prestações sociais sejam atribuídas de forma justa.
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[Os benefícios fiscais é o que a Banca não paga e pagamos nós no lugar dela.]
E quanto foi a RECEITA fiscal que a banca entregou ao estado português o ano passado?
E são os únicos a ter benefícios fiscais? Defende o fim de todos os benefícios fiscais, ou apenas para a banca?
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Caro Daniel,
Veja o quadro II que aparece no site “resistir” mais em baixo a propósito desse assunto. Os 700 Milhões referem-se claramente aos 20.000 milhões de prejuízos fiscais deduzidos por todas as empresas ao longo dos últimos seis anos e não aos 1.450 Milhões deduzidos pela Banca em 2005 e 2006.
Tendo em conta esses valores (bem como uma taxa de IRC de 25%), o valor de IRC que terá deixado de ser cobrado à “banca” nunca poderia ser superior a 362,5 Milhões relativos a esses dois anos, o que daria uma média de 181,25 Milhões por ano.
Segundo o quadro III do mesmo site, a banca pagou impostos em 2005 e 2006 no montante de 1.125 Milhões.
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[Os benefícios fiscais é o que a Banca não paga e pagamos nós no lugar dela.]
As casas que dão aos ciganos são casas que os ciganos não pagam e nós pagamos no lugar deles. Isto já é aceitável?
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Caro Daniel!!
Em comentário devo apenas relembrar as sábias palavras de alguém que disse…”devemos deixar falar os especialistas”.
Eu estou em crer que o Daniel não sabe sequer o que é “benefício fiscal” e estou certo que também não o ensinaram a esse propósito no sítio onde lê estas coisinhas!!!
O conceito de Justiça fiscal não lhe diz nada!!?? Benefícios fiscais não equivalem a perda de receita fiscal!!
Em bom rigor necessitamos de muito mais benefícios fiscais instrumentalmente destinados a fomentar a poupança!! Ou entende que a poupança é nefasta e corresponde a concentração de riqueza!!
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Daniel,
Que benefícios fiscais à banca tu extinguirias? E que efeito teria essa extinção na receita do IRC?
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Touché!
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Deboche:
A relação que a direita tem com o RSI está expressa naquele antigo provérbio chinês. “Não se deve dar o peixe. Deve-se dar a cana e ensinar a pescar.”
O RSI é necessário numa primeira fase, para que o que o recebe se organize para poder receber a cana e aprender a pescar. Se não lhe dão essa possibilidade o RSI, no limite, torna-se uma afronta à sua dignidade. O beneficiário passa de alguém que teve poucas possibilidades e passou um mau bocado, para alguém que se instalou, acomodou e de certa forma está a “roubar” o próximo.
É esta uma das dferenças de visão entre a esquerda e a direita.
Eu já me esqueci do último parágrafo do seu texto, porque nos levaria longe. Pensamentos desses foram a origem de muitos horrores.
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As casas que damos a quem não tem casa (seja qual for a etnia) é para mim aceitável.
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As casas que damos a quem não tem casa (seja qual for a etnia) é para mim aceitável.
A inocência da esquerda fracturante chega a ser encantadora.
Então os meus dois filhos que não tem casa, não tem economias porque o estado rouba-lhes tudo o que pode em impostos, estarão em condições de pedir uma casa ao senhor Daniel Oliveira?
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Não ouço (embora admita que possa haver) bancos a investir seriamente em industria, produção de energia limpa, e outras coisas desse género.
Não houve, nem vai haver e por isso vai ser dificil ouvir isso.
Os bancos não investem directamente em nada, quem investe é quem se dedica a esses negócios.
Agora se os tugas são todos uns medricas que culpa têm os bancos?
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[As casas que damos a quem não tem casa (seja qual for a etnia) é para mim aceitável.]
Eu por enquanto não tenho casa, pelo menos enquanto não a acabar de pagar. A quem é que eu me dirijo para me darem uma? Ou para me pagarem o resto do empréstimo?
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Ah Daniel,
Que barrigada de riso… põe-se a fazer demagogia com dados do “resistir”, dados esses que nem leu, e depois dá nisto.
“As casas que damos a quem não tem casa (seja qual for a etnia) é para mim aceitável.”
Ah grande Daniel. Você acredita mesmo no que escreve ou é só para encher os leitores de boa disposição?
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Caro DO!!
Mais!! Do seu P.S. só se pode dizer o seguinte:
…pura demagogia…;ou
…ignorancia atrevida…
Quais são os benefícios fiscais da Banca!!?? Qual a legislação pornográfica e promotora de flagrante injustiça que concede benefícios fiscais à Banca!!??
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argumentação básica, comparar um erro (ou falta de rigor) com outro erro.
e é interessante verificar como o Daniel deriva da violência racista que aconteceu na quinta da fonte para os lucros da banca
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“As casas que damos a quem não tem casa (seja qual for a etnia) é para mim aceitável.”
O Daniel Oliveira não gosta dos benefícios fiscais à banca, mas é um entusiástico apoiante dos benefícios fiscais às empresas de construção civil.
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Até me mete asco certas posições destes comentadores de tão egoistas,racistas ‘assolidários’ e bola baixinha para com os tubarões e muito respeitinho ‘Obrigados,atentos e venerandos’ do José Cardoso Pires.
Já fui censurado neste blog mas, todo o lixo de direita pode dizer as brutalidades mais bestiais que é tudo ‘democrático’.Adeus
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D.O. As casas que damos a quem não tem casa (seja qual for a etnia) é para mim aceitável
-Bolas Daniel, a quem não consegue pagar casa por ser inválido, idoso, posso aceitar. A quem não quer pagar para ter casa, nem sequer 5 Euros, tão pouco quer pagar água ou luz, mas possui plasmas, playstation, DVD’s e um bom automovel á porta, se considerar tal aceitavel, é pactuar com o parasitismo. Aliás, qualquer prestação social, suportada pelos dinheiros do contribuinte, deveria obter como retorno a prestação de serviço comunitário. Desde logo e por questão de princípio.
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António Almeida, aplica isso à saúde? E à educação?
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Curioso, de súbito a esmagadora maioria dos comentadores do Arrastão parece saída da velha lógica “quem rouba um pão é um ladrão, quem rouba um milhão é um barão”. E aqui nem se trata de roubar pão, pois a esmagadora maioria do RSI deve concerteza merecê-lo e não enganara ninguém.
Tantos escadalizadozinhos com a mais que lógica afirmação “As casas que damos a quem não tem casa (seja qual for a etnia) é para mim aceitável” enquanto aceitam sem problema que o BCP perdoe dívidas ao filho de um administrador furtando um montante bem razoável ao já privilegiado IRC que são obrigados a pagar.
Discute-se o quê, quando a intersecção entre mentalidades é impossível?
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Quem é ou são os responsáveis pela atribuição do RSI? Junta de freguesia e assistentes sociais.
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Isabel
A relação que a direita tem com o RSI está expressa naquele antigo provérbio chinês. “Não se deve dar o peixe. Deve-se dar a cana e ensinar a pescar.”Portanto a direita quando triplicou as propinas nas universidades (que o ps deixou na mesma) estava adistribuir canas? Ou dê-me outro exemplo, alguma vez algma direita sugeriu uma linha de microcrédito prar criação de pequenos negócios pra alguém ou cursos ou ao menos traportes publicos ( não é facil ir pra o emprego quando nos deslocamos a pé)
A posição da direita em relação a RSI é a mais descarada hipocrisisa. Começou quando o cavaco (ainda 1º ministro) disse que seria excelente mas provocaria um colapso económico. 6 meses depois aplicou-se (já o guterres) e parece que até nem fez grande mossa. nesse ano gastou-se menos em rendimento minimo do que em campanhas eleitorais.
” Se não lhe dão essa possibilidade o RSI, no limite, torna-se uma afronta à sua dignidade. O beneficiário passa de alguém que teve poucas possibilidades e passou um mau bocado, para alguém que se instalou, acomodou e de certa forma está a “roubar” o próximo.” gostava de te ver falar de dignidade depois de te teres alimentado só um mes que fosse com 83 euros quanto mais falar do resto das despesas. Não há indignidade nenhuma em ser pobre, indignidade é escrever no teu computadorzinho (pelo menos 6 meses de RSI) que dar 83 euros a quem não tem o que comer é tirar-lhs a dignidade.
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Deboche
Numa coisa concordo consigo; há roubos, abusos, desperdícios, incompetências e negociatas muito mais graves e danosas que a má gestão do RSI. Para todos os efeitos, quem o requer está de qualquer maneira próximo da miséria, seja material ou moral. A pobreza envergonhada, não se candidata porque tem um pingo de orgulho e a esperança de dar a volta à situação. Sabe pescar, só tem que colar a cana que por qualquer razão se partiu.
Quando me refiro à direita falo da Democracia Cristã, representada neste momento pelo CDS. Modelo social que nalgumas situações vai mais longe nos direitos das pessoas do que o BE se atribui. O PSD e o PS são partidos de esquerda, corrompidos pelo neo-liberalismo. Contribuiram com as suas políticas permissivas ao lucro fácil, para chegarmos ao buraco onde estamos. Não pela política em si, (foi votada pelos portugueses), mas pelas concessões e facilidades que iam fazendo aqui e ali. Não me revejo nessas conveniências, fizeram muita asneira e não os defendo.
Em relação ao micro-crédito teve azar. O primeiro banco a abri-lo foi o BCP, no tempo dos gestores do Opus Dei.
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É muito fácil fazer demagogia com este assunto eu sei, é mais fácil esquecermos a verdadeira situação do país. Fala-se agora muito do R.S.I. por causa do que aconteceu na Quinta da Fonte, mas os ciganos a receber R.S.I. são apenas 10% dos beneficiários. Hoje estão na escola 10.000 crianças ciganas que de outro modo não estariam. Este subsídio apoio pessoas pobres, se existe alguns casos que assim não é deveriam ser fiscalizados e punidos, mas não se tome a árvore pela floresta.
Neste link pode consultar alguns Mitos sobre o R.S.I.
http://polvorosa.blogs.sapo.pt/13766.html
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Isto realmente é absurdo porque está toda a gente a tentar justificar um erro com outro erro, como se um erro fosse justificação para outro, que não é.
Isto é claro como a água:
a banca paga poucos impostos .
muito do RSI é mal aplicado .
Podem agora vir com estupidezes de direita e de esquerda (pergunto-me se algum dos que aqui se referiu a direita e a esquerda percebe realmente a diferença, quando diz que o PS da actualidade é esquerda e o PSD direita) que isto é para-partidário, porque já passaram governos de “esquerda” e de “direita” e nada mudou. É tão simples quanto isto: tem de haver mais fiscalização na banca para que esta contribua mais para o Estado Social que tantos querem e tem de haver uma atribuição do RSI mais rigorosa para que não se verifiquem situações, como eu escrevi no outro comentário, de beneficiários de RSI e de habitação social com brutos carrões à porta e playstations “pós putos”.
E já agora eu gostava de juntar uma coisinha ao “debate”. Muita da habitação social que é DADA a pessoas de todas as etnias (sim, não são só ciganos e pretos) é dada por uma questão de “cosmética urbana”. Algumas pessoas que moram em bairros sociais têm tanta possibilidade de comprar casa como os outros, apenas não o quiseram fazer, vivendo em habitações clandestinas e habituando-se a esse modo de vida (parecendo que não, uma casa ainda é uma coisa cara que se paga todos os meses). Por isso volto a dizer, muita da Justiça Social é na verdade injusta.
[Responder]
Daniel, tenho uma excelente notícia para si, acabei de ouvir na SIC notícias: Os lucros dos bancos diminuiram e o fisco vai receber menos 80 milhões !!
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Se querem que a banca pague mais impostos então privatizem a Caixa Geral de Depósitos, pois os impostos que a banca privada paga vão para alimentar a desleal concorrência (cgd) e isso faz com que seja prejudicial ao negócio privado, por isso é que têm que pagar menos devido a justiça social.
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Minhoto:
Desleal porquê?
Acha que a banca ia pagar mais impostos só por a CGD ser privada?
Ou será que iamos ter mais um banco privado, com uma maior necessidade de lucro, com lucro que não pertence ao estado, a usufruir da redução de impostos… ?
Com a privatização da CGD mais depressa ainda vamos ao fundo!
Para além dos beneficios fiscais dos bancos devemos também questionarmo-nos sobre os seus lucros!
Isabel:
logo no primeiro post disseste
«Como somos um país pobre, de pessoas pobres com poucos recursos, para criar PMEs para trabalhar para o Estado temos que ir pedir dinheiro ao banco. Eu sei que pagamos caro o dinheiro que compramos, mas na realidade quem sustenta a economia são os bancos.»
É verdade se for apenas a constatação de um facto! É falso se for uma ideia a defender como a solução para os problemas do país!
É que a banca existe e sempre existiu com o propósito de fazer lucros avultados! A sustentação que a banca dá à nossa economia não é por acaso! Para a banca fazer lucro tem que fazer circular dinheiro! Quando um dia isto der um estouro a banca vai à falência porque embora tenha muito dinheiro não consegue fazê-lo circular! É por isso que a banca vai sustentando a nossa economia! É o seu negócio!
Defendo o RSI! Mas tb acho que está mal aplicado! no entanto penso que a questão não está só nos ‘pobrezinhos coitadinhos ‘ nem nos parasitas que querem viver dos subsidios.
Para mim tudo na sociedade é mais complexo do que parece!
A mentalidade do pobrezinho a viver dos subsidios é uma mentalidade que a sociedade foi cultivando e que neste momento está, infelizmente, demasiado implantada!
E a sociedade foi cultivando essa mentalidade porquê?
(Uma opinião)
Esses eternos subsidiados são aqueles que não têm ambições de futuro e de crescimento pessoal, que se satisfazem com pouco, a quem o grande patronato não paga salário, mas que, graças ao subsidio, lhe garante um minimo de escoamento da mercadoria atrasando assim o estouro fatal e ciclico do capitalismo!
aos que falam em demagogia:
Este tema pode ter o seu quê de demagogia!
Mas na verdade na demagogia está apenas na forma como se aborda e relaciona os assuntos!
É claro que o Daniel Oliveira colocou um bom tema à discussão!
Mas não é só a banca, empresas como a sonae e outros do grande capital imperialista fazem lucros de milhões, à custa de salários de miséria!
A banca é só um exemplo flagrante e de que é mais facil tomar conhecimento dos valores exactos!
Uma coisa é certa!
OS CINTOS APERTAR E OS LUCROS A AUMENTAR!
PARA OS RICOS A MILHÕES PARA O POVO SÓ TOSTÕES!
Isabel:
Mais uma coisa.
Será que é mesmo de esquerda o PS? e o PSD?
Ambos defendem o neoliberalismo!
Eu acho que isso está muito longe de ser de esquerda!
Bem, ser de esquerda tb é um pouco relativo!
Progressistas não me parece que o sejam!
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Alguém tem a bondade de me explicar como se fica subsidiodependente com 83 euros (em média claro). É que a última vez que vi, isso nem dava para mandar cantar um cego!!!
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Pois quanto à existencia de governos de esquerda continuo sem preceber…onde? cá? portugueses?
nãããã…..
é um facto, subsidiodependentes, muitos mal atribuídos. talvez isso também seja em certa medida resultado de más ajudas, de más politicas de solidariedade, elas sim com fundamento demagógico e não com uma verdadeira intenção de ajudar e voltar a inserir na sociedade laboral e produtiva.
Tem que existir, deve! O estado deve ser social!
A saúde e a educação como atrás referiram são e continuaram sempre a ser o principio de tudo isto. Enquanto esses não estiverem sob um modelo que vise o bem estar público nada terá o melhor resultado. Os assuntos não são e não podem ser visto de forma independente. Se assim podemos cair numa conversa que fala de tudo e diz muito pouco, é verdade. É um risco. Um risco que penso valer a pena correr. É bom que se fale nisto, é bom que se acuse a banca e o estado por este funcionamento vergonhoso. É bom que se denunciem as promiscuidades. Porque beneficiar quem mantem lucro e que não investe num momento de crise? Porque poupar os clubes de futebol quando aquele que tenta assegurar alguns postos de trabalho não tem qualquer ajuda?
Há sempre várias formas de resolver estas questões quando existe a intenção de os resolver realmente.
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Não tenho palavras, só consigo falar sobre esta questão em verso:
Pobreza envergonhada
-
E em terra de gente boa
bem se vestem os pobres
e vão à sopa de Lisboa
e lá não gastam cobres!
-
comem uma vez por dia
vestem fato domingueiro
e vivem já sem alegria
sem emprego e dinheiro!
-
e outros enchem a pança
ostentam a sua riqueza
nos pobres de Bragança
ai existe tanta pobreza!?
-
d’Algarve até ao Minho
pobres dormem no adro
num recanto pobrezinho
ó País que triste quadro?
-
e a minha paróquia tem
casa de roupa e comida
para ver se alguém vem
melhorar a pobre vida!
-
e quantas paróquias há
por este Portugal fora
e são elas ai, quem dá
à pobreza que cá chora!
-
e gente vive no inferno
sem ter o medicamento
que faz nosso governo
gasta pró seu fomento;
-
gastam na propaganda
que fazem das eleições
e na tropa que já anda
a ajudar outras Nações?
-
receberam dum Freeport
ai em euros, três milhões
pobres vivem sem sorte
vão euros a trambolhões;
-
e um tem seu bolso vazio
já recebeu um seu primo
parte recebeu um seu tio
Olha-os Deus aí do cimo;
-
e dá aos pobres guarida
eles são gente, Senhor
dá aos ricos outra vida
para pensarem melhor!
-
Pisco
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