José Manuel Fernandes deu mais um ar da sua graça e comentou os manifestos (sem link disponível). O primeiro e o segundo, que o seu jornal não publicou nem, ao contrário do que aconteceu noutros jornais em que os directores seguem critérios jornalísticos, noticiou. O que é revelador da seriedade do homem que teima em tentar transformar o melhor diário português num projecto político pessoal é a forma como, no editorial, se refere aos dois manifestos: um é de “28 economistas” (que teve direito a enorme destaque na primeira página do “Público”), o outro é de “académicos ligados à esquerda e à esquerda radical” (o tal que os leitores só podem saber da sua existência através do texto de JMF, com o devido enquadramento ideológico). O primeiro é neutro, feito por economistas (apesar de, como todos sabem, nem todos o serem), o segundo é ideológico, feito por académicos radicais. Um é científico, apesar de ser assinado por vários ex-ministros, o outro é ideológico porque até tem um dirigente partidário entre 35 economistas. E Fernandes julga que é um espertalhão e que nós somos todos uns idiotas inacapazes de identificar a mais infantil das manipulações quando nos é esfregada na cara.

José Manuel Fernandes tem direito à sua opinião, que é a que sabemos. O mais grave é o facto de, apesar de achar o texto suficientemente relevante para lhe dedicar um editorial, não ter garantido aos leitores o conteúdo (ou parte dele) do documento, através de um trabalho noticioso. Ficamos a saber o que já sabíamos: que o endoutrinamento ideológico é, para o director do “Público”, mais importante do que a credibilidade do seu jornal.

Outros posts sobre o assunto, aqui e aqui.


49 respostas ao post “Propaganda (actualizado)”  

  1. 1 1  André

    Contra a propaganda, propaganda! É tudo demasiado ridículo…os dois manifestos são complementares, só porque num aparece a palavra emprego mais vezes repetida diz-se logo que é contra o outro!!
    Bom era que estes temas fossem discutidos sem os interesses de sempre…

    Senão cada vez mais o nosso rei da propaganda apresenta-se como o grande criacionista de tudo o que precisamos, vale bem a pena ver esta reportagem:

    http://sic.aeiou.pt/online/video/informacao/Nos+Por+Ca/2009/3/os-estagios-de-socrates.htm

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  2. 2 2  Os nomes não interessam quando se discute seriamente

    Será que o Daniel diria o mesmo do Rui Tavares, quando no mesmo jornal em que escreve JMF afirmou que os economistas do Manifesto dos 28 eram economistas de direita?

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    O meu problema não que se identifiquem os economistas deste segundo manifesto como sendo de esquerda e os outros de direita, é que num caso se trate como economistas e no outro como académicas de esquerda e da esquerda radical. É pura desonestidade. Mas nada que espante.

  3. 3 3  Levy

    3 #

    Não li o que escrevu JMF, mas leio o que o Daniel Oliveira escreve. Acusa JMF de propaganda, quando o Daniel faz precisamente o mesmo. Acaba de publicar o manifesto dos 51. O dos 28 nem uma linha, nem de propaganda, nem de critica.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Levy, isso não é propaganda. Como viu, também não escrevi uma linha sobre este manifesto. Limitei-me a divulga-lo já que, ao contrário do outro, este não benificia das mesmas facilidades de divulgação. Mas, ainda assim, mesmo que fosse propaganda, repiteria: isto é um blogue politicamente orientado. Não é um jornal generalista de referência que se diga sem linha editorial política clara.

  4. 4 4  Levy

    5 #

    “isto é um blogue politicamente orientado.”

    Já cá não está quem falou.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Levy, não tinha dado por isso? Alguma vez o escondi? Este blogue é assumidamente de esquerda. E isso é muito claro desde o primeiro dia.

  5. 5 5  Carlos Santos

    A minha resposta ao José Manuel Fernandes, que não sabe do que fala! http://bit.ly/KbJAG

    [Responder]

  6. 6 6  Minhoto

    O Daniel Oliveira está irritado e isso é bom sinal, está-se a deslumbrar a resolução dos problemas reais dos portugueses. Eu ia até comentar o caso usando o Rui Tavares mas já começou a fase Daniel-Orwell-Animal-Farm-Oliveira que tem fim no próprio Génesis.
    Eu li e concordo em tudo com o JMF pois os 28 têm mais acção executiva que os 51 economistas e cientistas sociais.
    O resto é ler o que escreve JMF pois põe o dedo na ferida sem rodeios mesmo que doa a muita gente.
    Em relação à propaganda é falso pois se assim fosse nunca o Rui Tavares escreveria no Público e todos sabemos que não está lá por mérito mas sim para preencher uma quota política.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Minhoto, as suas avaliações de mérito valem o que valem.

  7. 7 7  tiago tibúrcio

    Contei pelo menos 36 economistas, quase todos com carreiras académicas, entre os signatários do manifesto “O debate deve ser centrado em prioridades: só com emprego se pode reconstruir a economia”. Além destes, o manifesto conta com o apoio de prestigiados politólogos, geógrafos, engenheiros, sociólogos, gestores, psicólogos, etc.. Mas José Manuel fernandes, que se queixa de o manifesto dos 28 economistas ter sido atacado, não pelo seu contéudo, mas pelos seus subscritores, vem dizer que o novo manifesto é um documento muito mais político do que técnico, pois entre os seus subscritores abundam os sociólogos, politólogos, engenheiros agrónomos e (pasme-se), um psicólogo social. Além disso, ficamos a saber que para o director do Público a evidência do carácter político do manifesto reside em ter sido assinado, por exemplo, pelo líder do BE, mas já a subscrição do manifesto dos 28 por ex-ministros, quase todos oriundos da direita, é prova do seu carácter técnico. Viva o debate público, de acordo com a estranha noção de JMF.

    [Responder]

  8. 8 8  Levy

    8 # DO

    Então qual é o seu problema com a classificação dada pelo JMF ao manifesto?
    Está a critica-lo por ele ter classificado o manifesto dos 51 como sendo “ideológico”. A seguir escreve que divulga esse mesmo manifesto no seu blogue, porque o blogue é assumidamente de esquerda.
    Então está a assumir que o o manifesto é ideológico. Está a dar razão a JMF.

    Claro que sei que o seu blogue é de esquerda. E eu sei que se o manifesto dos 51 não fosse ideológico nunca apareceria aqui.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Repito o que disse, Levy: o problema está na diferença de tratamento dada a um e a outro documento. Quer nas palavras que Fernandes usa para falar de cada um, quer no tratamento jornalistico que foi dado a um e não dado a outro.

  9. 9 9  Minhoto

    Daniel isso como sabe as avaliações do mérito são matéria para estudar afincadamente na ciência social, proponho um manifesto de sábios pagos “socialmente” pelo Estado começando pelo Rui Tavares passando por si, Pedro Magalhães e outros (muitos por causa da crise e tal) e acabando no grande Boaventura de Sousa Santos. De facto isto já ocorre, pena é que seja eu a pagar.

    [Responder]

  10. 10 10  Carlos Santos

    Caro Minhoto,

    Do méritos do Rui Tavares não vou sequer falar porque a sua ignorância é clamorosa.
    Mas esta frase” Eu li e concordo em tudo com o JMF pois os 28 têm mais acção executiva que os 51 economistas e cientistas sociais.” Permita-me que lhe diga que o Sérgio Rebelo e o Diogo Lucena que assinam o primeiro manifesto são académicos puros. Tal como o Álvaro Nascimento em grande medida, e o Miguel Beleza que de acção práctica tem uma passagem pelo Banco de Portugal (onde levou uma descompustura do ministro do mesmo partido). Quer que continue? Se ler o que escrevi na minha respostinha ao JMF vai perceber que essa da nata dos economistas não me parece que ele seja muito avalizado para julgar: há muitos e bons que nem constam de um documento nem de outro.
    Quando ao Boaventura Sousa Santos, quer me mostrar a sua reflexão sobre a sociedade portuguesa comparada com a dele?
    Tenha paciência mas issso não são argumentos.

    [Responder]

  11. 11 11  Carlos Marques

    “Este blogue é assumidamente de esquerda.” Fico a saber que a questão do TGV vai ser uma questão de esquerda ou de direita. Bonito! Eu já tinha ouvido o Rui Tavares a defender o TGV com o argumento de que os professores universitários poderiam ir dar umas aulas à Universidade Computense a Madrisd e regressar no mesmo dia. Isto está lindo com estes palradores iluminados! Não bastaria uma linha nova, com bitola europeia para ligar ao resto da Europa, e comboios como têm em Inglaterra e nos países nórdicos – rápidos, mas não foguetes? Com o dinheiro que sobrasse, podia investir-se em requalificar o património histórico e urbano, para que os turistas vindos de comboio aos magotes não fiquem depois a pensar que país é este com transportes ultra-modernos e o resto a cair aos bocados. O Rui Tavares outro dia defendia a requalificação dos bairros sociais, agora prefere o TGV, algo me diz que aquele telefonema de 20 minutos entre o Sócrates e o Louçã já está a produzir efeitos. Enfim, o BE está a aliar-se ao PS porque está com medo do PSD, mas provavelmente vai arrepender-se como já lhe aconteceu com o tal Zé de que Lisboa carecia. Sinceramente, não esperava ver o Dr. Louçã, um economista doutorado na melhor escola do país, a defender mais elefantes brancos.

    A minha visão, daquilo que me tem sido dado a ver: TGV Lisboa Porto sim, comboio de média velocidade e comboio de mercadorias em bitola europeia até Madrid e Vigo sim, barragens sim, apoio à eficiência energética das casas novas e antigas sim, incentivo para automóveis eléctricos sim, terceira auto-estrada Porto Lisboa nem pensar (então não é para ir de TGV, além de já existirem duas?), auto-estrada para Trás-os-Motes sim, requalificação das estradas no Algarve sim, acesso a Sines sim, requalificação do património histórico e dos centros urbanos sim, investimento em capital de risco para empresas inovadoras sim.

    Todo o investimento tem de ser, como a palavra pressupõe, para ser rentável, útil, imprescindível (excepto a auto-estrada para Trás-os-Montes), não pode ser apenas para criar empregos a todo o custo e depois ficar a dar prejuízo e lá virem aumentar os impostos para pagar mais uns quantos empregos subsidiados no Estado.

    Os EUA vão introduzir um VAT mais tarde ou mais cedo, o Obama não terá outra hipótese, agora em Portugal seria o quê? Quanto aos cientistas sociais, tenho muitas reservas em relação a sociólogos e outras elites do tipo daqueles senhores que trocaram uma barragem já em construção por gravuras que pouco ou nenhum desenvolvimento deram ao país ou àquela região, que no fundo querem é bons comboios para irem dar umas aulas a Madrid e nunca na vida deles criaram um posto de trabalho para ninguém. O crescimento económico não se faz a falar do óptimo, mas com a arte do possível. A política é a arte do possível, excepto para os que parece que só conseguem trabalhar como se a despesa pudesse ser infinita.

    [Responder]

  12. 12 12  hiii

    os 28 foram os que governaram nas últimas décadas e deixaram o país neta linda merda. bela credibilidade!

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  13. 13 13  tonibler

    Mas, Daniel, e o papel da comunicação na democracia??? Pois…

    [Responder]

  14. 14 14  Bang Bang

    Daniel,

    O Público é já há alguns anos um jornal com uma linha editorial claramente à direita e, desde a OPA fracassada da SONAE, a linha editorial passou a ser especialmente anti-sócrates. Isto é clarinho como a água. Portanto, exigir a um jornal assim, um tratamento objectivo e rigoroso das matérias noticiosas, mais do que uma completa perda de tempo, é ilegítimo.

    [Responder]

  15. 15 15  xatoo

    já se fossem 456 economistas num qualquer hipotético “manifesto” em defesa das grandes obras no Irão, o Daniel e o Fernandes estariam de acordo como se tem visto à exaustão em ambos os alinhamentos editoriais.
    Há certas grandes linhas onde os maniqueismos não contam: “eu sou assumidamente de esquerda” o outro é “manifestamente de direita”, contudo ambos são teólogos da doutrina de mercado.
    amen

    [Responder]

  16. 16 16  fado alexandrino

    Este blogue é assumidamente de esquerda.

    Nos últimos mil post aqui colocados (como os sóis que nasceriam) esta é a afirmação mais complexa e controversa de todas.
    O PCP e os seus associados vêem aqui todos os dias dizer que isto é mentira.
    O próprio dono do blog afirma-se social-democrata.
    Em que ficamos?

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Fado, a esquerda não se fica pelos comunistas. Espero que saiba.

  17. 17 17  Carlos Santos

    Caro Daniel, desculpe o spam mas fica aqui a explicação dos erros agora da parte económica na análise do JMFernandes. Se ele tivesse um mínimo de dignidade admitia que falou do que não sabia.
    http://bit.ly/2JP29K Um abraço,
    Carlos

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  18. 18 18  mf

    eu vi para lá um apanhado de funcionários públicos que trabalham em universidades a pedir mais funções para o seu empregador. .ora , treinadores de bancada a mandar palpites é coisa que não faz grande falta.
    dos outros 28 nada sei , mas deve ser a mesma coisa : treinadores de bancada.

    [Responder]

  19. 19 19  Carlos Santos

    Sabe mf, eu sugeria-lhe que visse melhor. Porque tanto quanto eu sei eu trabalho na mesma instituição não pública que 3 dos signatários do outro manifesto. E no outro manifesto há gente a rodos que trabalhou para o Estado e trabalha. Porque o Banco de Portugal para si é o quê? Privado?
    Mas sabe, eu não tinha problemas nenhuns em trabalhalhar para o Estado. Sabe porquê? Porque existem coisas que os economistas sem credibilidade como eu, acham que o Estado pode fazer melhor que os privados. E coisas que pode fazer de forma a que esses bens estejam acessíveis a mais pessoas. Porque os privados suportam custos que tornam esses bens apenas acessíveis a quem pagar preços muito elevados. Uma das coisas que distingue a direita e a esquerda é admitir um leque mais ou menos vasto desses bens de mérito. Está a ver o sistema nacional de saúde? Que o PSD quer privatizar (ou vá lá, o PSD desta semana quer privatizar)? Eu discordo. Está a ver o ensino público: eu acho que tem de existir. Porque quer que lhe diga qual a diferença entre as propinas numa escola privada e numa escola pública? A nível universitário, são 6 vezes superiores em alguns casos.
    A mobilidade social, que é uma expectativa que suponho não quer negar aos portugueses, exige que se tenha isto em conta.
    Carlos

    [Responder]

  20. 20 20  fado alexandrino

    Fado (Alexandrino), a esquerda não se fica pelos comunistas. Espero que saiba

    A única coisa que eu sabia (corrija-me por favor) era que a esquerda defendia o socialismo.
    Ora socialismo e comunismo são as duas faces da mesma moeda.
    Onde é que está situada a sua esquerda?

    [Responder]

  21. 21 21  Rafeiro Danado

    “Fado, a esquerda não se fica pelos comunistas. Espero que saiba.”

    Nem pela malta do BE.
    Cruzes, canhoto, abrenuncio!!

    [Responder]

  22. 22 22  olarila

    Tudo só porque na listaça dos 50 e tantos aparecem alguns patrões do reclamante,conjugado com um ódio vesgo ao Fernandes ultra-esquerdista arrependido…Haja vergonha,Oliveira!

    [Responder]

  23. 23 23  CausasPerdidas

    O TGV como ligação rápida entre Lisboa e Madrid e do Porto para o norte da Península Ibérica, será boa ideia. E se se comparar com os custos energéticos e ambientais dos aviões e do transporte rodoviário pode ser considerada uma opção de futuro.
    Noutro nível, acredito que seria possível apostar nas vias férreas como solução de transporte inter-urbano e urbano (metro de superfície).
    Quanto nos custou, em termos energéticos e ambientais, em emprego, a degradação dos caminhos de ferro e a opção pelo alcatrão como padrão para o transporte nacional de mercadorias e pessoas?
    Os operários da Sorefame da Amadora tinham razão em dizer, enquanto lhes fechavam a empresa, que “estão a destruir uma empresa com “know-how” importante sobre o transporte do futuro”, mas que valiam eles perante a sapiência de quem fechou linhas ferroviárias, os mandou para o desemprego e apostou no alcatrão e no betão?
    E ainda, sobre a dependência energética, quanta dela é para produzir energia eléctrica e quanta se refere aos custos de transporte de pessoas e mercadorias? Qual a percentagem maior? Se chegarem à mesma conclusão que eu, que o grosso da dependência está assente no combustível dos transportes podem questionar-se se o argumento de “uma central nuclear para acabar com a dependência energética” é um argumento honesto – refiro-me a isto apenas porque alguns desses “economistas de renome” defendem que se enterre dinheiro nesse projecto.
    Por outro lado, olhando a outros nomes do manifesto dos economistas abençoados pelo JMF… alguém sabe quanto custou o Centro Cultural de Belém, qual foi a diferença entre o orçamento e a obra acabada? Pois, “o rigor”.

    Quanto à forma como o debate foi tratado pelo “Público”, não é surpresa. Nestas, como noutras coisas, quanto mais baixo é o desígnio mais baixo é o nível das pessoas que se colocam na missão.

    [Responder]

  24. 24 24  C. Vidal

    JMFernandes não pode fazer propaganda, mas o Bloco pode e além disso, assegurar o seu futuro num nicho “p.socialista”.
    E, o pior, é que hão-de ir longe.

    Esta converseta de capitalismo de “rosto humano”, reformado, reconduzido à ética humanista da empregabilidade, resulta sempre.
    Por pouco tempo, mas resulta.
    Pelo menos até Setembro, podem levar a barcaça. Pró ano logo se vê.
    É aproveitar bloquistas enquanto a coisa vai dando.

    [Responder]

  25. 25 25  fidelito

    Mas quem é que lê o P, para ler o que diz o Fernandes ??????

    eu pessoalmente só compro à sexta pelo Y e quando me lembre as quintas pró IP…

    não há nenhum problema em que o P, tenha uma corrente ideológica mais diferenciada nos conteúdos…
    mas só quem lê, é que dá importância a isso…

    eu pessoalmente acho que o dn já esteve mau, e tá agora melhor…
    mas perdi o entusiasmo??? o costume de ler as cronicas, dos 2 jornais diários
    é pena, mas é assim que as coisas vão

    [Responder]

  26. 26 26  LAM

    Muitos dos 28, e outros que ali andam na babugem, tiveram oportunidade para mostrar o que valiam.
    Foram ministros, secretários ou dirigentes partidários, outros meros serventes de há anos habituados a atirar a pedra e esconder a mão, como os Carrapatoso, os António Borges ou sumidades quejandas a quem o país já se habituou a ver agachados debaixo da cama por uns meses quando as teorias de que são fertéis produtores dão no que dão e no que está à vista de todos.

    Quem são esses para dar lições ou sequer sugerir o que há a fazer? Fazem-me lembrar o Rendeiro do BPP que, com as calças na mão pelo roubo e falcatruas que fez, ainda se dá ao luxo de “aconselhar” o governo sobre a melhor maneira de resolver as trapalhadas do BPP.
    Foda-se, está tudo doido ou quê?

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  27. 27 27  Marco rover

    Carlos santos, pandemia da blogosfera, já chega.

    [Responder]

  28. 28 28  Os nomes não interessam quando se discute seriamente

    Daniel Oliveira, terá notado que não me respondeu à pergunta. De castigo, dirigo-lhe mais três: 1. Concorda com a construção da linha de TGV Lisboa-Badajoz? 2. Ocorre-lhe algum argumento de esquerda para não se querer tal linha? 3. Lembra-se das discussões tidas no tempo em que Cavaco Silva era Primeiro-Ministro e, a propósito de grandes obras públicas, acusava a Esquerda de ser miserabilista?

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  29. 29 29  Minhoto

    Daniel primeiro era o conteúdo que não aprovava de que JMF tinha escrito, agora (actualizado) já é a forma!
    Ó homem zangue-se a sério, solte o barnabé que há em si e revolucione, agora que perspectiva-se mudança de paradigma volte aos good old days e não se reprima! A sociedade agradece!
    http://www.youtube.com/watch?v=1i0RbtJyaJo

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  30. 30 30  Carlos Santos

    #33 Marc Rover,

    Quer concretizar, ou isso era gratuito?

    [Responder]

  31. 31 31  Antonio Cunha

    Carlos Santos

    Você devia tirar o seu nome do manifesto.

    Voce não ajuda à causa, ainda não percebeu ?

    Eu defendo as grandes obras tambem. Defendo o TGV e o Aeroporto, e foi dos mais acerrimos defensores da opção Alcochete. Mas com pessoas como voce e as armas que usa, alem de não ajudar só prejudica.

    Portugal é um pais que não está no centro da europa, bem pelo contrário, e precisa muito mais do que os outros de vias de comunicação rápidas e eficazes.

    Os seus argumentos são de uma criancinha.

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  32. 32 32  Antónimo

    Se o Joaquim Vieira me merecesse alguma credibilidade como provedor do leitor (não merece, ao contrário do Rui Araújo, que os jornalistas odeiam mas que li a dar algumas lições bem úteis até a sumidades como São José Almeida) talvez valesse a pena fazer queixa.

    Assim, limito-me a seguir a catequese do José Manuel Fernandes. Não compro um produto que não me interessa. Leio na net e é pq é à borla.

    Como dizia o digno e vertical João Mesquita, um Homem a sério: Os jornais reduzem os pontos de leitura e os leitores fazem-lhes o que eles querem. Deixam de os ler.

    Assim são os remédios da imprensa, como no i, que cobardemente cede à chantagem de um devotado estudante perpétuo de doutoramento, com demasiada visibilidade nos jornais.

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  33. 33 33  Carlos Santos

    António Cunha,

    Quer partir para um debate em que esgrime argumentos. Estou ao seu dispor. Agora, se é só lançar bitaites para ir a correr contar aos seus amigos, divirta-se.
    Eu tenho trabalho sério a fazer, como responder aos argumentos do Pedro Lains, coisa que fiz agora. Carlos Santos

    [Responder]

  34. 34 34  João Pedro

    «Porque quer que lhe diga qual a diferença entre as propinas numa escola privada e numa escola pública? A nível universitário, são 6 vezes superiores em alguns casos.» Carlos Santos (25)

    É mais barato porque os contribuintes pagam e tanto podem pagar o ensino do pessoal numa universidade publica como numa privada. É preciso é ver se uma universidade privada com uma determinada qualidade de ensino gasta menos do que uma universidade publica com a mesma qualidade de ensino. Se assim for (não sei se é), é preferivel o estado pagar as propinas do pessoal na privada que ainda lhe sobra dinheiro. Fazer o contrário disto não me parece boa gestão de dinheiros publicos. Isto pode ser aplicado em várias áreas.

    Uma coisa é a produção outra a provisão. O estado pode assegurar oa acesso aos bens de merito sem ter de ser ele a produzi-los. A questão é ver quem os produz com relação qualidade/preço melhor, se o estado, se os privados. Não devemos ter nenhum preconceito e optar pela produção mais eficiente.

    [Responder]

  35. 35 35  HAL

    Os editoriais do Público estão cada vez mais credíveis…

    http://www.gave.min-edu.pt/np3/257.html

    [Responder]

  36. 36 36  João Pedro

    Também não sei em que é que o Carlos Santos se baseia para afirmar que o PSD quer privatizar o SNS. Nunca ouvi tal coisa da boca dos seus lideres.

    [Responder]

  37. 37 37  The Studio

    Caro Daniel,

    Não sei se se trata ou não de um manifesto ideológico da esquerda radical. Dos subscritores apenas conheço três, Francisco Louçã, João Galamba e Boaventura Sousa Santos. Tudo gente moderada. Aliás o senhor Boaventura não imaginava tratar-se de um especialista em questões económicas. Só o tenho ouvido falar na necessidade de exterminar Israel e pensei que estivesse a dedicar o seu tempo a escrever uma versão do Mein kampf aplicado à questão palestiniana.

    [Responder]

  38. 38 38  Carlos Santos

    #41 João Pedro

    Lembra-se, só a título de exemplo, quem entregou aos privados a gestão do Amadora Sintra? E sabe o que isso deu?
    Mais recentemente, cabe-lhe a si e ao GB investigar isso, não?

    [Responder]

  39. 39 39  Duarte Sousa

    «Uma coisa é a produção outra a provisão. O estado pode assegurar oa acesso aos bens de merito sem ter de ser ele a produzi-los. A questão é ver quem os produz com relação qualidade/preço melhor, se o estado, se os privados. Não devemos ter nenhum preconceito e optar pela produção mais eficiente.»

    Eu acrescentaria a isso que determinados bens e serviço também podem ser produzidos por ambos, se isso gerar um benefício socio-económico ainda maior. Como disse (e bem), a política económica nacional não deve estar limitada por preconceitos ideológicos. Há que ser flexível. Aqueles que não sabem adaptar-se à mudança de circunstâncias tendem a desaparecer.

    Lembrem-se dos ensinamentos de Sun Tzu e de Lao Tze.

    [Responder]

  40. 40 40  Antonio Cunha

    Agradecia que pela 3ª vez publicassem o meu post. Porque não é ofensivo nem é mentiroso.

    O Sr. Carlos Santos é um aldrabão porque me acusa de algo que não fiz.

    Eu apenas publiquei um comentário noutro blog chamando a atenção das pessoas que este senhor gostava de se vir gabar para o Arrastão das proezas que fazia por lá.

    Alem disso é uma triste figura pois costuma andar por aqui a mendigar clicks para o seu blog patético

    Agora a´te mete “short URL’s” para ninguem percebem que os links que deixa são afinal do seu Blog.

    PATETICO

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  41. 41 41  aviador

    O Fernsndes, coitado, tb tem direito jornal/rampa de lançamento de projecto politico.
    O Portas Paulo foi o precursor com o independente.
    E o que acontecerá a Moniz/Moura guedes quando resolerem sair da TVI?

    [Responder]

  42. 42 42  Zombie

    Seja o grupo dos 28 seja o grupo dos 51 ou seja um menage à trois pode até não ser farinha do mesmo saco mas é resultado da mesma seara, disso não duvido!

    [Responder]

  1. 1 Arrastão: O ponto da propaganda

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