Português escapa a banho de sangue” (Correio da Manhã)
Morrem 30 estudantes numa carnificina. E a notícia é o português que não morreu.


Sem respostas ao post “Provinciano”  

  1. 1 1  Von

    É um misto da nossa pequenez e do muito actual sentimento que uns mortos valem mais que outros (Ó Orwell, nunca pensaste que o teu principio fosse tão universal e intemporal…). É chocante quando um jornalista, perante uma tragédia de dimensão brutal, sugere o alívio por não haver vítimas nacionais. Já aquando o tsunami, as vitimas valiosas eram as nacionais. Uma tragédia numa universidade nos USA, termina com três dezenas de vítimas jovens e na flor na idade. Um atentado em Bagdad é apenas uma fatalidade e um dado estatístico.

    Von Barata

  2. 2 2  Sem Anestesia

    É o usual “não há portugueses entre as vítimas”.

  3. 3 3  Textículos

    Acho que os jornalistas aprendem isso na escola. Não há notícia de alguma ‘desgraça’ grande ou pequena, em que estando um português no local, a notícia passa a ser em torno desse personagem lateral. Seja um ou cem mil.

    E quando existe um português na história, transforma-se numa dramatização, um ataque de abutres, invadem-se os espaços pessoais e de dor de familiares e amigos, à procura da lágrima e da voz tremúla, entrevista-se as pessoas do café da esquina, que invarialvelmente, entre dois tragos de tinto, nos dirão que era uma excelente pessoa. Basta relembrar os casos de acidentes no estrangeiros, dos trbalhadores explorados na Holanda, etc.

    Talvez seja este o jornalismo de sarjeta a que se referia Augusto Santos Silva.

  4. 4 4  Pluralismo Democrático

    Típico. E ainda por cima o fulano não é português, é luso-descendente, ou seja, é norte-americano.

  5. 5 5  perplexo

    Pelo menos desta vez há razões bastantes para levarmos com notícias dos USA. Geralmente, levamos com todas as cheias, nevões, meias-dúzias de desalojados, choques na auto-estrada e o diabo a quatro. O que também deve indiciar preguiça dos redactores: aquelas notícias não nos interessam nada, não se comparam em dramatismo humano às outras inúmeras que aconteceram nesse dia por esse mundo, mas estão ali mesmo à mão na agência noticiosa e já estão prontinhas para debitar – um descanso.

  6. 6 6  O PROFANO

    Alguma vez teríamos de ter algum destaque como prtugueses e por mérito próprio. O deste foi safar-se. Mas safarmo-nos é um hábito dos portugueses que estão sempre a tentarem a safar-se a tudo…

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