Por Pedro Sales
Ninguém parece sair bem na fotografia do diferendo que tem tudo para se tornar no novo folhetim da estação: o artigo de Mário Crespo que o Jornal de Notícias não publicou. O primeiro parece ter alguma dificuldade em compreender o alcance do conceito de “conversas privadas”; o jornal, o mesmo que já publicou escutas e cartas anónimas em segredo de justiça, ou divulgou imagens da sala de aula do Carolina Michaelis, indicando a turma e o nome da professora, só parece ter percebido o alcance do direito à imagem quando chegou a vez do primeiro-ministro. Um critério conveniente, não?
25 comentários 1 Fev 10 em Sem categoria



Uns ministros que falam alto.
Uns convivas que tem ouvidos de tísico.
Um “jornalista ” que os convivas sabem o endereço de E-mail.
Um Instituto ligado ao PSD que publica o artigo
Um “jornalista” que admite não conhecer o site de tal Instituto.
O Medina que vai apresentar o livro do “jornalista”
O “jornalista” a quem chamam de «louco».
Por mim parece-me mais a GAIOLA DAS MALUCAS.
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tivesse sido com a Joana Amaral Dias e eu queria ver como era.
ah é verdade: ela está proscrita da história do partido.
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Manuel Monteiro Reply:
Fevereiro 1st, 2010 at 20:45
A Joana A. Dias não foi proscrita. Anda a fazer o trabalho que lhe foi encomendado: a ponte entre o BE e o PS
Manuel Monteiro
Não sei porquê tanta polémica… Afinal de contas o artigo nem é de Mário Crespo, mas sim da “fonte fidedigna”…
E a ser verdade que o Medina vai apresentar o livro de Crespo é casa para dizer que muito está explicado.
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Finalmente Crespo
igual a si mesmo
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Uma conversa privada, por o ser, não tem alcance, mesmo se referindo-se a alguém (figura pública e com força mediática), e se conspira para a afastar, pelo exercício da livre opinião? Porque é incómoda? Ora porra! Estranho conceito. Por ser uma conversa privada não se está obrigada a fechar os ouvidos. Se essa conversa envolve um maldizer grave, não vejo porque não deve ser tornada pública pelo visado especialmente se sentir ofendido. Quanto à atitude do JN concordo com o ponto de vista do Daniel Oliveira.
Última nota: considero Mário Crespo um pouco faccioso não o tendo em grande consideração profissional.
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Quer dizer, se alguem escutar o planeamento de um assassinato não o deve denunciar porque era uma conversa privada.
Uma coisa quero aqui dizer, o arrastão foi o ultimo dos Blogs que publicou algo sobre este assunto, o que diz muito sobre o que pensam os seus autores.
Já se o assunto fosse asenhora que fez greve de fome, ui, ui que já tinhamos a página cheia.
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Ó Sales,
vais-me desculpar, mas perante o artigo em causa dizes que Mário Crespo tem dificuldade em entender o conceito de conversa privada? O grupelho ali reunido estava a conspirar para “fazer a folha” ao Mário Crespo, tal qual uma Camorra qualquer… Bem, esses pelo menos têm honra…
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Bem, é preciso ver o contexto. Se fosse o Mário Crespo também ficava preocupado e pegava o “touro pelos cornos”. É só mais um a quem eles querem fazer a folha. Já que a justiça neste país nada resolve, há uns tantos que ainda os conseguem chatear. O Mário Crespo é um deles. Merece a minha solidariedade.
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António Cunha,
O Mário Crespo nem escutou a conversa, como o próprio reconhece. No caso que aponta, deveria fazer queixa às autoridades para investigarem, não divulgá-la publicamente.
Eu nem ponho em causa a veracidade da transcrição da conversa entre Sócrates e os seus ministros, apenas que a divulgação de conversas privadas não é a forma correcta de divulgar os supostos intentos do governo. Há outras formas de expor publicamente a forma como o Governo condiciona a imprensa.
Compreendo que este tema pareça merecer um tratamento de excepção. O problema é que não faltará quem, passada a linha neste e noutros casos, considere x e y também merecedores de uma atenção semelhante e, vai-se a ver, e ninguém sabe onde é que pode dizer o quê e a quem. Por mim, não.
Tentar escrutinar, a partir das horas a que comentamos um tema, uma motivação ou agenda política não faz o mínimo sentido. Convém não esquecer que as pessoas que aqui escrevem têm ocupação profissional e nem sempre é possível ir escrevendo tudo “em cima do acontecimento”.
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rafael Reply:
Fevereiro 1st, 2010 at 22:35
creio que a intençao do Mário Crespo ao escrever o artigo de opiniao foi a eficácia da denuncia e isso parece-me bem. Fosse toda a luta [seja ela pela dignidade pessoal ou politica] feita com base unicamente nas instituiçoes e estávamos bem tramados…
LAM Reply:
Fevereiro 1st, 2010 at 22:55
Pedro, “fazer queixa às autoridades”? não está a falar a sério pois não? A que autoridades devia ele fazer queixa já agora, sobre uma conversa que “alguém” terá ouvido em que o seu nome estava envolvido? Ia à polícia? chamava os bombeiros?
Com todas as dúvidas que o personagem me merece, e mesmo com todas as dúvidas sobre o acontecido, se ele está convencido e toma como verídico o que lhe foi relatado (por algum amigo, suponho), serviu-se do acesso a um orgão de comunicação para pôr a boca no trombone. Isso é que pode ser discutível e desmontável pelos visados (parece que já está a ser), como “mais um boato” ou “calhandrice”. A não ser que Mário Crespo suporte a sua acusação em provas ou testemunhos que ainda não divulgou.
Pedro Sales Reply:
Fevereiro 1st, 2010 at 23:09
LAM,
O exemplo a que se referia o António Cunha era sobre uma ameaça de morte. Quanto ao resto, mantenho. Se abrimos uma excepção, porque estamos a falar do PM e quase todos acreditamos na veracidade do relato, quem é que nos garante que amanhã não estamos a abrir outro precedente e, doravante, é tudo público e publicável? Em todo o caso, e como escrevo no post, acho estranho que as preocupações deontológicas do JN comecem, precisamente, quando é o nome do PM que está em causa.
LAM Reply:
Fevereiro 1st, 2010 at 23:48
Pedro, aí completamente de acordo. O JN não é exemplo nessa matéria e, olhando aos antecedentes, a deontologia naquela casa depende dos alvos e das clientelas.
Há 2 coisas neste caso:1- a publicação ou não do artigo de MC. 2- a veracidade ou não dos factos relatados. Sendo que, para a opinião pública esta 2ª parte da questão irá ter, penso, mais eco. E aí MC estará entre a espada e a parede se não revelar as testemunhas (que para mim, como já disse no post do Daniel, fazia parte do lote dos comensais na mesa do 1º ministro…).
Sem me debruçar muito sobre o assunto porque é mais um daqueles que vai alimentar o papel de coitadinho do 1º, uma coisa é certa: acredito em tudo o que diga Mário Crespo e nem numa virgula do que seja dito nos desmentidos que nos serão servidos em catapulta pela maquina demolidora do aparelho do estado.
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Uma pergunta: não será que, neste e em qualquer outro caso, antes de se comentar o que quer que seja não é necessário, em primeiro lugar, confirmar da veracidade do facto que dá origem à notícia? Alguém já o fez? Ou a afirmação de Crespo constitui prova suficiente? Caso seja possível confirmar, comprovadamente e de fonte credível, as afirmações de Crespo, abre-se então a porta a todas as análises e comentários, e o caso teria gravidade indesmentível. Caso não o seja, tudo isto não passa de lamentável má-língua
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100% de acordo com o que escreve,quem assina por Bolota….tenho para mim que o animal nem sequer é “feroz.Não passa é de um esquizófrénico”
Só tem é um problema; é que tem outros a imita- lo!!!
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Nascimento,
Em democracia as coisas não se colocam ao nível de ser ou não esquizofrénico.
As cosias tem nome, este 3 meninos da linha que não fizeram mais nada que não seja politica, são APRENDIZES de ditadores e se não os Marios Crespos que vão aparecendo coloca-los no lugar, passam das palavras aos actos, SÂO mesmo ditadores.
Profissionalmente quem é – Silva Pereira??? E Jorge Lacão o que já fez até aqui???
O Engenheiro todos nós sabemos o que ele fez…é formado em marquises
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Leiria Reply:
Fevereiro 2nd, 2010 at 0:27
Sou geneticamente contra o PS, contra tudo o que venha deste Governo em especial, o pior do pós-25. Pessoalmente detesto Sócrates, Lacão e Silva Pereira. Mas só escrevo isto para dizer que, dos 3, que eu saiba, Silva Pereira é o único que profissionalmente fez algo: foi professor universitário (Assistente de Direito na FDL).
Sales: Se calhar temos fontes diferentes, o que não seria surpresa no meio desta confusão, mas tanto quanto consegui ler, o DN nunca afirmou que não publicava o artigo por a fonte ser uma conversa privada.
O problema é que a fonte era um diz-que-disse sobre uma conversa privada. É a diferença entre publicar o video da aula da Carolina Michaelis e publicar uma noticia segundo a qual alguns alunos não identificados disseram que se terá passado tal e tal na aula da Carolina Michaelis.
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Pedro Sales Reply:
Fevereiro 2nd, 2010 at 2:15
Caro Vicente
é verdade. O JN só muito de passagem refere o facto da conversa ser privada. O argumento que invoca, a necessidade do Mário Crespo cumprir os métodos de produção noticiosa a que o jornal garante recorrer, é completamente disparatado. Alguém imagina, para lá da direcção do JN, uma coluna de opinião onde se confronte fontes e garanta o direito ao contraditório? que aquilo está mal explicado, lá isso está.
Vicente de Lisboa Reply:
Fevereiro 2nd, 2010 at 2:38
Caro Sales: Está a considerar que, por se tratar de uma coluna de opinião, não se aplicam os critérios do jornal referentes a noticias. Pois muito bem, isso faz todo o sentido quando falamos de opiniões.
Ora o artigo do Mário Crespo não era de opinião. Continha opiniões, está bem, como contem todo o jornalismo que o MC faz. Mas muito mais que isso, era uma “bomba” jornalística, com pretensos factos, graves, até detalhados, mas não fundamentados.
Ou seja, o Mário Crespo tentou usar um espaço de opinião para lançar uma noticia. E a direcção do JN consequentemente aplicou-lhe as mesmas regras que aplica a noticias. Não a posso criticar por isso.
luÍs bernardo Reply:
Fevereiro 2nd, 2010 at 23:14
Se o JN não publicasse as notícias que não têm contraditório nem metade das páginas tinha. Digo o JN como qualquer jornal. Aliás, se as notícias só fossem publicadas quando tivessem contraditório, o Governo nunca reagiria para que elas nunca fossem publicadas. Faço-me entender.
Nâo sei o que tem de privado um primeiro-ministro dizer, para quem quiser ouvir, num local público, que um conhecido jornalista é atrasado mental. Nâo devem faltar gabinetes a Sócrates para tratar dos saneamentos de quem não lhe lambe as botas.
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O Sr. Luís Bernardo disse o que penso.
O que é que de privado tem uma conversa num local público ainda por cima em tons e volume que chama a atencao das pessoas? Principalmente quando essas pessoas sao o Primeiro Ministro e ministros de Portugal? O que uma pessoa faz? Poe as maos nas orelhas e conta carneiros para nao ouvir?
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