A ministra da Educação acabou de anunciar várias medidas que, segundo ela, simplificam o sistema de avaliação. Quer reduzir a “sobrecarga de trabalho” e a “burocracia excessiva”. Para lá do que haja a dizer sobre as medidas em concreto, que exigem maior atenção, fica uma dúvida: então não eram apenas “duas folhinhas de papel”?
“O sistema era gerador das maiores perplexidades, e não sem razão”, concluiu a ministra. Se assim é, espera-se que a ministra explique porque criou e teimou neste sistema de avaliação. Quem a avalia, tendo em conta o caos que criou nos últimos meses, o tempo que demorou a reconhecer os erros e as acusações que foi fazendo a quem os denunciou?
Por Daniel Oliveira 20 Nov 08 em Sem categoria


Esta questão pelo que vimos não é uma decisão só da ministra,é uma decisão do governo.Portanto quem a avalia terá que ser desde logo o 1º ministro.Para o bem ou para o mal o governo assumiu a decisão como sua.Veremos qual o custo ou o proveito que ela terá para o governo lá para o outono do próximo ano.
Avalia-a primeiro o chefe de governo e posteriormente a assembleia e o povo português.
E quem avalia a Fenprof e o seu presidente Mário Nogueira quando rasga um memo de entendimento que havia assinado, mas que ao ver a reacção dos “associados” achou por bem menosprezá-lo?Os sindicalizados?
Porque que é que a intransigência há-de ser somente da ministra?
Não há irredutibilidade por parte da Fenprof?
Porque que é que ninguém, mesmo ninguém coloca em causa a capacidade de liderança sindical de Mário Nogueira que se mostrou incapaz de negociar e de chegar a um entendimento?
Não prestou também um mau serviço aos sindicalizados?
Acabo de ouvir na RTPn a dizer que a ministra apenas identificou problemas não apresentando soluções - não deve ter ouvido a mesma conferência de imprensa da ministra que eu.
Havemos de chegar ao dia em que a ministra diz que vai retirar este processo de avaliação e ouviremos Mário Nogueira dizer que continua a exigir a suspensão, sem se aperceber do que se passa.
Esta ministra foi a melhor coisa que podia ter acontecido a Mário Nogueira, daí deriva o facto dele nunca ter pedido nem ir pedir a demissão da ministra.
Eu pedia a alguém que conduza entrevistas de fundo que convidasse Mário Nogueira para que este pudesse explanar, com tempo, as propostas alternativas que propõe em alternância a estas. Sou todo ouvidos!
Sobrecarga de trabalho? Talvez, mas… Quem me dera a mim, que estou desempregado, ter sobrecarga de trabalho! Felizes daqueles que a têm, porque o que aí vem, meus caros, não é nada bom. E o que aí vem é desemprego como nunca tivemos em Portugal. Basta ouvir as notícias e não há José Sócrates, Manuela Ferreira Leite, etc, que nos valham.
Burocracia excessiva? Não percebo porquê. Este não é o país das papeladas, requerimentos, normas, fichas, impressos… Já estamos treinados.
Mas pergunto: será que a ministra conhecia a fundo o modelo e a sua arquitectura?
É intrigante ouvi-la dizer (se a citação estiver correcta) que “o sistema era gerador das maiores perplexidades, e não sem razão”.
Dá a impressão que não lhe contaram o filme todo…
Se calhar, nas escolas, nas direcções regionais e no ministério há mais papistas do que o papa, pessoal (muitos deles professores) cujo zelo burocrático atinge muitas o irracional.
Não, não quero ‘tar aqui a desenterrar mais uma teoria da conspiração. É só um “suponhamos”, como dizia um dos meus amigos entre uma cervejola e uma francesinha num café que eu cá sei, no Porto.
Mas o que me interessa agorinha mesmo é ouvir o que têm para dar em troca os sindicatos.
Eu pedia a alguém que conduza entrevistas de fundo que convidasse Mário Nogueira para que este pudesse explanar
Foi entrevistado por Constança Cunha e Sá na TVI e a mesma não conseguiu levá-lo a perder o pé, o que atendendo ao que já fez a alguns é prova de grande eficiência.
A Ministra não anunciou medidas de espécie nenhuma.
Limitou-se a referir que o conselho de ministros havia identificado uma série de áreas problemáticas e que iria propor um conjunto de medidas que, em teoria, tenderiam a simplificar o processo - mas nada de concreto. A ver vamos…
Parece que, afinal, o processo não era tão pouco kafkiano como quiseram fazer crer nem estava envolvido um tão pequeno número de reuniões e horas acrescidas de trabalho, como «a indivídua» que se apelida de Ministra tinha vindo a apregoar. «E o mentiroso sou eu? hãaaaa-hã.», como diria o Scolari…
Mas já começa a ser hábito vermos estes senhores a meterem as extremidades dos quartos traseiros pelas extremidades dos quartos dianteiros.
Nada de novo, portanto.
“ Foi entrevistado por Constança Cunha e Sá na TVI e a mesma não conseguiu levá-lo a perder o pé, o que atendendo ao que já fez a alguns é prova de grande eficiência. “
Fado,
É por esta e por outras que somos um país de merd@.
Porque é que Mário Nogueira de perder o pé??? Porque é não encontra um entrevistador que leve Mário Nogueira a desempenhar cabalmente a suas funções???
Já o disse por ai e, ao contrario de si, acho que MFL, não disse nada daquilo que dizem que ela disse.
Sabe o que se chama ao que diz??? Baixa Politica, politiquice, conversa de comadres mal amadas, para não dizer com as letras todas.
Já agora sobre esta ministra, a mulher está com uma depressão em cima que já não articula coisa com coisa.
Agora está a desdizer tudo aquilo que tinha afirmado e que defendia com unhas e dentes. Afinal há erro, até técnicos.
Não seria muito mais ético suspender o que está coxo e arrancar de vez com um programa de avaliações devidamente ponderado entre as partes???
Sabiam que o modelo é chileno??? http://aterragiraaocontrario.blogspot.com/
Sem ser importante, Maria de Lurdes á casada??? Se é…fosgasseeeeeeeeee
As reacções já conhecidas dos sindicatos comprovam o que era óbvio: a burocracia que o modelo alberga não era, afinal, o grande problema, como muito boa gente engoliu alegremente.
Lembram-se do que os professores gritavam, que a burocracia era tamanha que não podiam fazer o mais importante, ou seja, dar aulas, prepará-las e por aí fora?
Mas afinal o motivo - o verdadeiro, o genuíno, o real - era outro: o que eles querem é mais dinheirinho! Não acho mal, mas podiam ter dito logo. Não era preciso ir a Lisboa fazer toda aquela algazarra. Era mais sério e sempre poupavam algum.
Dêem-lhes mais pastel e verão como eles “papam” este ou qualquer outro modelo.
Insisto: o argumento burocrático mais não foi do que uma cortina de fumo.
Mantenho o que sempre defendi, até prova em contrário: no fundo, o que os profes temem é serem avaliados, porque tal iria mostrar que uns quantos são “muito bons” e “excelentes”, devendo, por isso, ser bem remunerados; outros, a maioria, são “suficiente mais”, e os restantes não devem dar aulas, pura e simplesmente.
Os problemas mantêm-se:
ordenados baixissimos a mais de metade dos professores para fazerem o mesmo trabalho que os outros.
Avaliadores e avaliações subjectivas.
Cotas.
turmas de 28 alunos como são quase todas do básico, para se ter um minimo de qualidade de ensino,
Impedimento de progressão na carreira,
destabilização e clima de confronto entre professores, más condições de trabalho, desmotivação.
GREVE NACIONAL 3 DEZ…paralizações na semana de avaliações, etc,etc…A luta continua!
Algumas frases que apanhei na entrevista:
http://fliscorno.blogspot.com/search?q=ministra+na+RTP
Acreditar que os profs. querem uma verdadeira AVALIAÇÂO DE DESEMPENHO é tão ingenuo como a minha prima que acreditava que desabrochar era………………………..
Diz António S. Tomé: «… a maioria, são “suficiente mais”…»
Haverá por aí muitos grupos socio-profissionais em que a maioria seja “Muito bom” ou “Excelente”?
A avaliar pela actual classe política, pelos gestores de bancos, de empresas públicas, autárquicas e outras que tais, mais os reguladores, médicos, funcionários de finanças e registos centrais - onde a coisinha mais simples leva semanas, senão meses, a ser feita , dá-me ideia de que o que mais deve abundar é o “Medíocre Mais”…
Não me parece que alguém tenha medo de ser classificado com um “Suficiente mais”, o que quer dizer que se encontra acima da média…
Num país onde a maioria da população se encontra, a muitos níveis, bem abaixo da média europeia (educação, civismo, respeito pelo ambiente, pelas leis em geral e por cada um dos seus concidadãos em particular - sem esquecer o Código da Estrada…), num país que praticamente em todas as áreas se encontra muito abaixo da média europeia (o Suficiente) em praticamente tudo - à excepção do desemprego, da falta de acesso à saúde, do nível de vida… em que se encontra, quase sempre nos primeiros lugares a contar do fim….
Num país destes, dizia, se houver classes cuja maioria dos membros possa ser classificada com “Suficiente Mais”, deviam ser considerados heróis - veja-se a selecção nacional…
Com as eleições à porta, mudou alguma coisa para depois tudo voltar ao mesmo.
Reconhece sem se culpabilizar que o modelo é hediondo e aberrante, inexequível e burocrático. Tudo para que o governo não perca a maioria e os tachos do boys, tenta calar uma classe com umas bolachinhas.
Como dizia o Calhau, quando se dá uma bolacha a um rato querem logo o copo de leite. Sabemos desmontar a armadilha, por isso rejeitamos este pretenso entendimento. Só serve a suspensão.
Quanto ao MN e à fenprof, foram os professores e os movimentos independentes que os encostaram à parede e agora não podem recuar.
temos dignidade para defender e honra que baste para dar e vender a muitos acólitos, asnos e calhaus que andam por esta praça a vender “magalhães” e amanhãs gloriosos sócratinos.
Não sacamos licenciaturas dominicais por fax nem as compramos.
Estamos fartos de enxovalhos, humilhações, espezinhanços e demagogias.
A todos os que acham que o modelo de avaliaçõ é bom, pois eu proponho que o apliquem a todos os profissionais, quer do público quer do privado. Depois falaremos sobre o problema.
O António S. Tomé, deve andar na quinta dimensão ou a fumar qualquer coisa….pensa que todos se compram com dinheiro? parte do princípio que vivemos numa sociedade corrupta que o dinheiro compra tudo, desde a dignidade, a honra e a ética. Sei que quem nos governa nada destes predicados tem, mas não precisa de ofender quem luta pela sua dignificação profissional, mesmo que a sinistra acene com dinheiro…não o queremos. O que pretendemos é a suspensão do modelo de avaliação, e se quiser ganhar mais uns troquinhos peça ao seu superior, para lhe aplicar o modelo de avaliação dos professores.
Não seria muito mais ético suspender o que está coxo e arrancar de vez com um programa de avaliações devidamente ponderado entre as partes???
Agora já não é possível.
As partes (ministério e sindicatos) esticaram a corda ao limite e portanto o que ceder está liquidado.
Mas ambos sabem que o outro não cede e que a luta tem que ter um fim.
Como sair desta situação.
A ministra tem que superar a possível greve de 3 de Dezembro e os sindicatos após ela têm que convencer os professores que ganharam a fazem um recuo estratégico.
O mexilhão (o ensino) vai ficar como de costume cozido.
A. Nónima, Portugal continuará a ser uma apagada e vil tristeza, como dizia o poeta, enquanto predominar o “suficiente mais”.
A. Nónima, é o “suficiente mais” que, em boa medida, explica o Portugal dos pequeninos que é este cantinho à beira mar plantado.
A menina quer saúde, justiça, segurança social, etc. do primeiro mundo, mas basta-lhe o “suficiente mais” na educação.
Desculpe lá, mas a mim isso não me basta!
Raiva, sim, o dinheiro compra quase tudo. Deixe-me avivar-lhe a memória: fartei-me de ouvir professores, sindicatos e partidos políticos (o CDS foi o campeão) defender que os resultados escolares não devem servir para avaliar os primeiros, pois iria, necessariamente, inflaccionar as notas. Quem o faria?
É a isto que chama “dignificação profissional”?
A propósito de tamanha tensão e discussão, e que aparentemente teve o capacidade de além de unir e mobilizar os professores, houve questões completamente arredadas da discussão - arredadas não será o termo correcto, porque nunca terão estado seriamente em plano de discussão.
Refiro-me às discrepâncias e discriminações entre professores do quadro (e mais velhos) e contratados (mais novos).
A classe dos professores estará provavelmente entre as que pior se trata, entre pares.
A culpa inicial será de legislação, no que às regalias de antiguidade de posto diz respeito, mas em nada é desculpa para o que recorrente acontece nas escolas portuguesas.
O modo como muitos professores de quadro põem e dispõem de horários e folgas (ainda que tenha havido mudanças), da escolha de turmas “por catálogo”, deixando os “restos” aos contratados, que em norma são os que têm mais horas, turmas e trabalho é do mais censurável que possa haver.
Fala-se disto?
Tem de definitivamente ser revisto o pagamento de salários. Os novos professores têm de ganhar mais, nem que isso implique retirar aos mais velhos.
Os professores nos escalões mais avançados deviam ter de optar por ou mais ordenado ou menos carga horária. As duas, simultaneamente são incomportáveis.
Relativamente mal pagos serão os professores em início de carreira, com todas as despesas inerentes ao início de vida independente e esse início de carreira até à chegada ao quadro pode durar anos e anos. Não pode ser. Os professores nos escalões mais elevados ganham bem.
Basta ir ao site do Centro Nacional de Pensões e ver os calores de reformas - a média na casa dos 2000 euros com alguns a ultrapassar os 2600.Nem vou dizer ser demais. Somente digo não me parecer mau, nada mesmo.
http://dre.pt/pdf2sdip/2008/11/216000000/4560545631.pdf
13 raiva
20 Nov 2008 às 22:41
O António S. Tomé, deve andar na quinta dimensão ou a fumar qualquer coisa….pensa que todos se compram com dinheiro?………
Tem razão, nem todos se compram. Alguns basta alugá-los!
Esta Ministra da Educação quererá ser um exemplo a seguir pelas crianças? Será que é isto que lhes queremos ensinar?
A situaçao ultrapassou os limites do razoavel.
As diferenças entre uma parte e a outra ja nem se percebe bem onde estao.
«(…)Portugal continuará a ser uma apagada e vil tristeza, como dizia o poeta, enquanto predominar o “suficiente mais”.
A. Nónima, é o “suficiente mais” que, em boa medida, explica o Portugal dos pequeninos que é este cantinho à beira mar plantado.
A menina quer saúde, justiça, segurança social, etc. do primeiro mundo, mas basta-lhe o “suficiente mais” na educação.
Desculpe lá, mas a mim isso não me basta!»
diz António de S. Tomé a posts 15.
A ver se percebo… o Suf + na educação não lhe basta, mas acha bem que o Estado possa definir a priori quantos podem ser «Excelente» ou «Muito Bom»…
Mesmo que haja milhares de outros que também sejam excelentes ou muito bons, mas que não possam levar essa «nota» porque há alguém que entende que só pode haver x…
mesmo que haja x+n…
mas só pode haver x…
mesmo que…
Faz sentido, sim senhor… Não basta o suf +, mas quer-se impedir à força que haja mais que x excelentes e muito bons…
Faz sentido…
Ou seja…
isto é uma «apagada e vil tristeza» porque não se passa da mediania; no entanto, está a fazer-se tudo para que todos os que vão efectivamente além dessa mediania - seja no ensino, seja na saúde, seja nas empresas privadas - só possam ser considerados «razoaveizinhos» («razoaveizinhos mais», pronto, condescendamos)…
Tudo isto faz muito sentido…
E diz mais acima:
«Mantenho o que sempre defendi, até prova em contrário: no fundo, o que os profes temem é serem avaliados, porque tal iria mostrar que uns quantos são “muito bons” e “excelentes”, devendo, por isso, ser bem remunerados; outros, a maioria, são “suficiente mais”, e os restantes não devem dar aulas, pura e simplesmente.»
A prova em contrário (ver para crer, né, S. Tomé?;))só pode ser a de uma avaliação sem quotas: até lá, todos os mal intencionados poderão continuar a arengar sobre o assunto, acusando, sem fundamento, toda uma classe de mediocridade.
Se alguém tem medo neste processo, é o Ministério: se tivesse assim tanta certeza de que a maioria dos professores era incompetente - e portanto nunca chegaria à classificação de MB ou E -, não havia necessidade de impor quotas, não acha?
Ora refaça lá o seu parágrafo anterior:
«Até prova em contrário: no fundo, o que o Ministério teme é definir superiormente os critérios que definem um professor MB ou E, porque tal iria mostrar que a maioria é “muito bom” e “excelente”, devendo, por isso, ser bem remunerada e progredir na carreira; outros, a minoria, são “suficiente mais”, e os restantes não devem dar aulas, pura e simplesmente.»
Por isso é que o Ministério quis passar o odioso da questão para as escolas, sob a falsa retórica da autonomia: dividir para reinar; fazer com que os cargos de administração escolar passem para a tutela municipal => tachos “for both boys and girls”… (não esqueçamos as quotas para o “gender mainstreaming”).
Nem com a ajuda dos alunos o Ministério teve tomates para fazer o que devia: definir o que é um professor Excelente, Muito Bom, Bom, Suficiente ou Insuficiente - isto, que é «tão fácil», nas palavras deles, não tiveram eles a coragem de fazer - porque saberiam qual o resultado infalível - a excelência dos professores portugueses.
Cumprimentos