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Sobre o episódio que envolveu Manuela Moura Guedes e António Marinho Pinto fiz apenas pequenas referências e participei sem grande disponibilidade nos debates da caixa de comentários. Mas há quatro coisas a dizer:

1 – Sobre Manuela Moura Guedes (e Marinho Pinto teve o cuidado de a distinguir do conjunto dos jornalistas da TVI), tudo o que o bastonário da Ordem dos Advogados disse, do princípio ao fim, é a mais pura das verdades. Manuela Moura Guedes confunde jornalismo com opinião, perguntas com afirmações, entrevistas com julgamentos, factos com insinuações, investigações com cruzadas. É, sempre foi, uma jornalista com poucos limites éticos. Se quer fazer opinião ou política pode mudar de actividade. O jornalismo é outra coisa. Os jornalistas não devem ser subservientes com o poder. Mas essa independência depende não apenas da vontade mas de um trabalho sério e com regras. Aliás, muitas vezes Manuela Moura Guedes destrói alguns bons trabalhos feitos na casa com comentários descabidos e uma assinalável ignorância. Marinho Pinto esteve por isso bem no episódio concreto. Alguém tinha de dizer aquilo mesmo ali, em directo.

2 – Muitos dos ataques feitos à TVI, mesmo quando são justos, vindos de quem nunca se lembrou de os fazer antes, têm o pequeno problema de parecerem demasiado interessados. Quando, por exemplo, dirigentes do PS ou pessoas próximas destes põem no mesmo saco a TVI e o “Público” ficamos com a certeza que não é a qualidade do trabalho jornalístico (ou a falta dela) que os incomoda. Goste-se ou desgoste-se de cada um deles, os estilos de jornalismo de Manuela Moura Guedes e do “Público” estão nos antípodas um do outro, mesmo quando tratam os mesmos assuntos ou afectam as mesmas pessoas. Perde credibilidade a crítica que os confude.

3 – Infelizmente, quase todas as críticas feitas por Marinho Pinto a Manuela Moura Guedes são extensíveis a ele próprio. Como bastonário, também ele tem sido pouco fundamentado nas suas críticas (tantas vezes justas), irresponsável nas suas acções e arbitrário (com tiques ditatoriais) nos seus métodos. A crítica que ele fez, por si só, é justa. O seu remetente é que é o menos aconselhável. O que é pena. Acredito que o que move alguns dos seus opositores na Ordem resulte das piores razões, mas não faltaram ocasiões em que o bastonário se pôs a jeito.

4 – Como assinala Rui Bebiano, é significativo que o episódio “esteja a correr na blogosfera à velocidade da luz enquanto é completamente ignorado pelos jornais nacionais e pelas televisões”. O corporativismo explica este silêncio?


31 respostas ao post “Quatro coisas sobre o episódio Guedes VS Marinho”  

  1. 1 1  O Psiquiatra de serviço

    Subscrevo quase na íntegra, com excepção do ponto 3, com o qual não estou plenamente de acordo.
    Quanto à velocidade do assunto na blogosfera e o seu apagamento dos jornais acho que é revelador não só do corporativismo, mas também do facto dos média convencionais, protegendo a pechincha da assinatura como se uma galinha de ovos de ouro, continuem a substimar a sociedade internauta, não se tendo ainda dado conta que ela se confunde cada vez mais com a sociedade real. A abertura dos blogues constrange cada vez mais os jornais de referência e há-de continuar a fazê-lo, pelo menos até estes se darem conta do quanto estão de costas voltadas para a sociedade.

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  2. 2 2  Nuno

    Admito que gosto do estilo de Marinho Pinto, tenho a sensação que faz falta á nossa sociedade pessoas assim, pena é que numa sociedade Democratica como a que vivemos não deixam viver assim pessoas!

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  3. 3 3  Antonio Cunha

    Ainda não foi desta que o Daniel deu ao pessoal aquilo que prometeu.

    Eu concordo consigo em tudo o que diz, 100%, mas diga lá aos mais esquecidos quais são os podres de MP.

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  4. 4 4  Fazendas

    Bom post DO.

    Plenamente de acordo com todos os pontos.

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  5. 5 5  Cláudio Tereso

    “completamente ignorado pelos jornais nacionais”

    Não é verdade. No DN, – vi com os meus olhos – vem Sábado e Domingo. E se bem lembro, no Domingo ocupa uma página inteira

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  6. 6 6  The Studio

    “Manuela Moura Guedes confunde jornalismo com opinião”

    Bem dito Daniel. Aliás, esta é a norma no jornalismo Português. O Daniel nunca reparou nisso porque a opinião deles confunde-se com a do Daniel.

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    Daniel Oliveira Reply:

    The Studio, tem razão, já não se encontra por cá a objectividade do “Diário da Manhã”

  7. 7 7  Libertário

    Mas estamos a falar do mesmo Marinho Pinto que defendeu o Lopes da Mota??

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  8. 8 8  Bico de lacre

    Também concordo consigo excepto em boa parte do ponto 3.
    Hoje qualquer pessoa com um cargo político que faça qualquer crítica, por justa que seja, a um elemento ou a um orgão do sistema judicial, aqui d’el rei que está a pressionar a justiça.
    Os politicos quando são visados em qualquer processo judicial, enchem a boca a dizer que confiam totalmente no sistema judicial, e deve ser verdade, pois nunca são punidos por ele.
    Os magistrados dizem-se um orgão de soberania, como tal independentes e intocáveis a não ser pelos seus pares, mas depois para pressionarem os politicos para lhes manterem ou aumentarem as alcavalas, fazem-se representar por sindicatos.
    Marinho Pinto tem sido a única voz, que a mim me parece independente, a falar acerca dos podres da nossa justiça. Aceito que como diz o Daniel ele pusesse fundamentar mais, também não sei até onde ele podia ir sem sofrer consequências. No entanto uma coisa é óbvia para mim, é que com mais ou menos fundamento, ninguém teve a coragem de dizer coisas que ele disse, e lembro que não precisou de ser Bastonário para tal, inclusivamente saiu da ordem por ter falado de mais, segundo a opinião do então detentor do cargo, José Miguel Judice.

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  9. 9 9  francisco

    Tenho uma boneca de encher que é parecida com a caricatura aí do lado

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  10. 10 10  Maria

    Não ,não me parece que o estilo de Marinho pinto tenha alguma coisa a haver com o estilo manuela moura guedes. Acho até que existe uma colossal diferença ( pelo menos ) entre os dois.

    Mas de qualquer modo e ainda que fossem semelhantes não ha dúvida de que ao vencer aquele combate verbal Marinho pinto estabeleceu ali logo um mar de diferenças.

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  11. 11 11  tardes de bolonha

    Concordo com as considerações á MMG,mas esquece-se o Daniel que temos uma televisao publica que nao passa de caixa de ressonancia do Governo. Se estiver atento á forma como sao tratadas determinadas peças, verá que na RTP o angulo escolhido é sempre o menos desfavoravel ao Governo ou ao poder economico. Compare com o trabalho feito pelos reporteres da SIC e da TVI,o mesmo assunto. É deprimente a forma como a tv estatal caiu no controlo do aparelho do PS. Nem nos tempos da maioria absoluta do PSD.

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  12. 12 12  Jeon Seves

    Concordo em grande medida com o post de Daniel Oliveira.

    Contudo discordo da ideia de que “Alguém tinha de dizer aquilo mesmo ali, em directo.”, na verdade Marinho Pinto fez uma figura triste e uma peixeirada numa entrevista que o proprio aceitou sabendo já o tipo de jornalismo de Manuela Moura Guedes.

    Manuela Moura Guedes é uma má representante da classe em que se insere, contudo Marinho Pinto sabia que assim era nao devendo, a meu ver, ter aceite o convite explicando depois a razao da sua rejeiçao.

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  13. 13 13  Lourenço

    Apesar de uma ou outra notícia, o silêncio que cai sempre que um(a) jornalista fica mal na fotografia é recorrente neste país. Não tem nada a ver com isto, mas que dizer do extraordinário caso de Inês Serra Lopes? Praticamente não teve repercussões nos media e mesmo na blogosfera. Em Janeiro deste ano foi condenada em tribunal por difamação, na sequência do seu “envolvimento” no “Caso Casa Pia”, e ainda há umas semanas a vi “opinar” na Televisão.

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  14. 14 14  Francisco Crispim

    Em que se baseia para afirmar que MMG “é, sempre foi, uma jornalista com poucos limites éticos”?
    Com que direito se arvora em juiz na matéria?
    Porventura dispõe de elementos que lhe permitam desmentir qualquer facto noticiado pelo jornal televisivo dirigido e apresentado por MMG, designadamente no que toca ao caso Freeport?

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  15. 15 15  EL.CaBonG

    Eu vivo num país…triste…apesar do excelente clima q temos e das excelentes condições q não aproveitamos para vivermos todos felizes e em progresso, pk se nao fosse o sol certamente seriamos um case study em matéria de suicidios, bateriamos certamente os noruegueses…e isto é culpa dos medicres (apetecia-me usar uma palavra + forte…) politicos q tivemos antes e pós-25 abril…este combate MP versus MMG é só o espelho da lama q nos serve de solo a nós portugueses…pk se repararem e analisarmos a fundo os comportamentos, tanto do MP como da MMG, não só no combate televisivo, mas ao longo dos seus trajectos, c/todos os seus defeitos e à maneira deles ambos querem demonstrar como este país está na merda…portanto c/mta pena minha, qto a mim, eu só quero é fazer a mala e pôr-me a andar daqui para fora!

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  16. 16 16  Caralhaz da Ribeira

    Marinho Pinto é uma daquelas figuras pardas que dessimula muito bem a militância pelo PS. Lembro–me da sua intervenção empenhada pelo mesmo no processo “Casa Pia”, em que ele lançou a grande fumarada dizendo que aquilo tinha como objectivo a decapitação do PS !!! O caso Lopes da Mota é paradigmático. Etc..
    Na hora certa e no momento certo ele surge, qual arauto trauliteiro, a desenrascar a sua dama.
    Tem passado a vida a “levantar coelhos” mas nunca mata nenhum: apenas “bufas”…
    A acção de MP é um caso de “masturbação político social” que tem como resultado umas “cuspidelas” que, passado o odôr, nada mais resta.

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  17. 17 17  ruimventura

    D.O. tardou mas acertou.
    Exemplar este seu post. se fosse possível assinava por baixo.
    Como vê sei interromper o “nojo” assim como você sabe sêr um excelente analista político,quando sériamente “agarra” as questões.

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  18. 18 18  tonibler

    Se há coisa que o Marinho Pinto não tem sido como bastonário é pouco fundamentado nas críticas. Tens algum exemplo daquilo que afirmas ou estás só a mandar umas bocas difusas para parecer que tens razão?

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    Daniel Oliveira Reply:

    tonliber, já os dei no post anterior: caso de Mário Machado (em que só disse disparates e mentiras), caso da violência doméstica (em que foi apenas irresponsável), e o último caso em que, fazendo uma acusação difusa, lançou sobre milhares de pessoas uma suspeita que tem obviaente de concretizar. Quanto mais não seja, por causa do cargo que ocupa.

  19. 19 19  H.D.P.

    O que mais me chocou foi ver a arrogância da senhora, mesmo quando estava a ser vergastada, e fazia de conta que estava tudo bem e a fazer tudo por tudo para sair por cima, mesmo entrando em “bocas” mútuas, já fora de qualquer linha jornalística, passando para a acusação pessoal!

    Se isto é jornalismo…

    a senhora é tudo menos jornalista e devia ser proibida de exercer a profissão, pois desrespeita toda a classe de bons profissionais que existem em Portugal.

    jornalismo pimba.

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  20. 20 20  LAM

    Parabéns Daniel, agora gostei.
    Naquela ocasião, pese também algumas discordâncias com Marinho Pinto, foi dito o que tinha de ser dito.
    Parecece-me no entanto que há alguma esquerda que continua a depositar grande confiança na ex-candidata do CDS.

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  21. 21 21  José Barros

    Discordo muito do post.

    1) Ao contrário do Daniel Oliveira, considero Manuela Moura Guedes uma boa jornalista. E isto porque o jornalismo pode ser “empenhado” e “politizado” e “opinativo” desde que a sua orientação ideológica não seja camuflada e escondida dos espectadores ou leitores. Em Inglaterra ou na América, não se vê qualquer problema na adopção de linhas editoriais identificadas com certas tendências políticas e só em Portugal, em que predomina o frete político camuflado de objectividade (vide o exemplo da RTP paga com o dinheiro dos contribuintes) é que tal identificação causa espécie. Em suma, pode ou não gostar-se do estilo de MMG, mas é injustificável para mim que se diga que a mesma viola deveres deontológicos (quais?).

    2) A diatribe de Marinho Pinto no final da entrevista é também uma opinião, goste-se ou não dela. MMG fez bem em não responder para não enveredar por uma lógica de “vias de facto”. A questão está em que antes disso MMG apontou várias contradições no discurso do bastonário e em relação às quais o Daniel Oliveira (e os demais comentadores deste caso nos blogues e na imprensa) passaram completamente ao lado. Senão vejamos: MMG referiu uma declaração do bastonário em que este dizia que se os advogados não estivessem contentes com o seu mandato deveriam convocar uma assembleia e reunir os votos para a sua demissão; confrontado com essa declaração, Marinho Pinto, encavacado, não achou melhor do que dizer que essa assembleia que os advogados pretendem agora convocar seria ilegal (não é, os estatutos prevêem-na). Em segundo lugar, Marinho Pinto insinuou que os procuradores que fizeram queixa de Lopes da Mota seriam bufos (daí a referência, no mesmo contexto, ao facto de Portugal se estar a transformar num país de bufos); quando confrontado com o facto de ele também poder ser considerado bufo por fazer acusações a advogados (com a agravante de não os nomear publicamente) sem nunca denunciar casos concretos ao ministério público, perdeu a cabeça e deu início ao ataque verbal à entrevistadora. Ou seja, antes do confronto final houve uma entrevista e assinalavelmente uma excelente entrevista conduzida por MMG em que por uma vez um entrevistado foi confrontado com as suas próprias contradições. Dir-se-á que houve agressividade a mais da parte de MMG; mas não é verdade que o teleespectador ficou informado e pode formar opinião sobre Marinho Pinto e sobre a sua conduta como bastonário? Queremos entrevistas em que o jornalista se limite a dar “deixas” ao entrevistado para que este conduza o debate como lhe aprouver? Na verdade, quem vir bem o debate percebe que Marinho Pinto pôde expor as suas ideias (teve intervenções seguidas que duraram minutos sem ser interrompido). O problema não esteve aí; o problema esteve na falta de capacidade de Marinho Pinto a certa altura de justificar a sua intervenção no caso Freeport. Aí sim, as coisas ficaram quentes e a intervenção final do bastonário foi a forma que encontrou de virar o jogo contra a jornalista. Isso só prova a meu ver uma coisa: Portugal é um país pouco democrático em que as figuras do regime não estão habituadas a ser questionadas ou contrariadas em público. É esse o problema.

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  22. 22 22  Francisco Crispim

    Continuo à espera que o Daniel Oliveira responda às questões que lhe pus.
    Pelos vistos, tenho de esperar sentado.
    O detentor único dos valores “de esquerda”, depositário exclusivo da ética, juiz implacável da deontologia alheia, cala-se que nem um rato, quando directamente confrontado com as acusações sem nexo que distribui a torto e a directo.
    Caso para lhe dizer que vá dar uma volta ao bilhar grande e fique por lá.

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  23. 23 23  nuno

    Às vezes (raras) fico um bocado baralhado com as tuas opiniões, Daniel.

    Não há nada na entrevista que possa ser condenatório para Marinho Pinto. Aliás, quando os advogados e magistrados se põem a unir esforços para correr com o homem da ordem dos advogados, está tudo dito.

    e aquilo que ele diz, e tem reafirmado, sobre a justiça portuguesa é inteiramente verdade. Começa na casa pia e acaba no freeport. E de facto tudo, mas tudo, parece baço, deturpado, mal explicado, desde a PJ até às atitudes dos diversos procuradores.

    é um sistema inquinado que nós meros cidadãos nem temos a ideia do que está acobertado pela pontinha ínfima do iceberg.

    a Bouca Guedes é apenas um sintoma desta teia de interesses. E a ela o MPinto ainda disse pouco, porque merecia era a cara partida e as operações plásticas enfiadas pela boca (grande) adentro. É uma vergonha para o jornalismo.

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  24. 24 24  Lusitana Antiga Liberdade

    O que as Esquerdas queriam:

    Censura na Manuela Moura Guedes (lápis vermelho)!
    Acabe-se com o programa!
    Viva a PIDEP! (Polícia de Investigação e Defesa da Educação Proletária).
    TV só a RTP que é do Estado!
    Camarada Marinho Pinto a Secretário Geral!
    Vamos fazer uma grande Purga!
    Primeiro purgam-se os advogados, depois todos os outros!
    Advogados para o Campo Pequeno!
    Magistrados vão depois!

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  25. 25 25  Patrícia

    O que será preferível? Um “populista” que “perde as estribeiras” para dizer sobre a justiça, e a partir de dentro, aquilo que, no fundo, acaba por parecer verdade?

    (que a justiça é um sistema profundamente inquinado graças às resistências corporativas de uma classe, turva q.b., e que não consegue evitar a sua própria “politização”, ou a sua própria utilização para fins políticos).

    Ou um grupo de pessoas politicamente muito correctas a defender aquilo em que é já difícil acreditar: que a justiça em Portugal é eficaz e que é capaz de dar conta dos seus próprios defeitos?

    Não creio que Marinho Pinto consiga concretizar muitas das críticas desaustinadas que faz; mas por algum motivo ele é, dentro de uma estrutura de Justiça como a Ordem dos Advogados, o espelho, e de certa forma a voz de um “populismo” que não deixa também de ser uma outra face do descontentamento popular cada vez mais generalizado.

    As críticas de Marinho Pinto, irresponsáveis ou não, encontram eco popular. E a pergunta que os orgãos judiciais deviam fazer a si próprios é, parece-me, “porque raio isso acontece?”.

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  26. 26 26  Vítor

    E agora a ERC condenou a TVI. Já não era sem tempo.

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  27. 27 27  tardes de bolonha

    Oiça lá Vitor: voce pelos vistos gosta muito da ERC,mas a ERC nao serve para nada,a nao ser passar multas. Deviam tambem preocupar-se com os alinhamentos e a forma com a RTP trata a informaçao,cada vez mais governamentalizada.

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  28. 28 28  Josué

    Como é que é possível que este acontecimento não seja apresentado e discutido nos outros canais de televisão e em outros orgãos de informação? Noto que *todos* os dias os últimos minutos dos jornais da noite nos canais de televisão são dedicados a apresentar assuntos sobre desporto (futebol) com um interesse equivalente a saber que o jogador mais alto de um peido nos treinos.

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  1. 1 cinco dias » O “arrastão”, como sempre, no que é decisivo está do lado errado (como sempre, repito)

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