«”Ponham lá aí um cartaz a dizer que eu sou muito estúpido”, é o que os que levam a sério o Loose Change, a começar pelos programadores da RTP que entraram agora num nível provocatório, estão a dizer.»
José Pacheco Pereira

É perguiçoso procurar efabulações de conspirações sobre o 11 de Setembro. Não servem para coisa nenhuma e afastam-nos dos debates que interessam. Mas Pacheco Pereira devia reparar que, desde que levou a sério a existência de armas de destruição em massa iraquianas sem uma única prova credível, carrega, sem ainda se ter dado conta, um cartaz igualzinho nas costas. Com uma insignificante diferença: a sua “estupidez” custou umas dezenas de milhares de vidas e não apenas umas horas de programação da RTP. É que se é verdade que «o fanatismo político anti-americano leva à deterioração do pensamento», Pacheco Pereira terá de reonhecer, olhando para o seu próprio caso, que o fanatismo pró-americano tem o mesmíssimo efeito.


Sem respostas ao post “Quem é estúpido?”  

  1. 1 1  l.rodrigues

    Eu tenho o Pacheco Pereira por uma pessoa inteligente, e durante algum tempo, há muito tempo, pensei que ele representava o que ainda sobrava de bom no PSD… Confesso que me confunde a visão estreita e a preto e branco com que aborda a politica externa americana. Não é de quem pensa e sabe.

    A não ser que saiba o que mais ninguém sabe. E nesse caso tem a responsabilidade e a culpa da nossa ignorância.

  2. 2 2  Paulo Alves

    Bom, este post em matéria de fanatismo não me parece longe do fanatismo anti-americano. Só muito distraído não repararia nesta particularidade.

  3. 3 3  ezer

    Pacheco pereira é inteligente, porque, em terra de burros quem tem dois neurónios é rei!

  4. 4 4  ezer

    Pacheco pereira é inteligente, porque, em terra de burros quem tem dois neurónios é rei!

  5. 5 5  Anónimo

    Excelente Daniel.
    O que mais espanta é lata com que esse senhor todos os dias nos dá lições de moral.
    Vergonha na cara é coisa que desconhece completamente.

  6. 6 6  Paulo Santos

    Já dizia a Hirminia Silva, anda Pacheco

  7. 7 7  WR

    “… a sua “estupidez” custou umas dezenas de milhares de vidas”

    Não sabia que Pacheco Pereira era responsável por tanta mortandade. O Daniel é pródigo na atribuição de culpas. Penso que este texto lhe fica muito mal, nem sequer é uma questão intelectual (em que o senhor é visivelmente limitado). Parece-me mesmo uma acusação desmesurada, vergonhosa e inquestionavelmente imoral.

    Assim não vale a pena lê-lo! A cada dia que aqui passo o seu blogue perde visivelmente credibilidade. Todos aqueles que não pensam como o senhor são rebaixados a idiotas, cruzados e agora também assassinos. Passaram por aqui Bush, Bento XVI e chegou agora a vez de Pacheco Pereira. É capaz de ser exagerado!

  8. 8 8  Basílio

    Mais uma vez (como sempre), esquerda e direita unidas na ocultação da verdade sobre o 11 de Setembro, dos verdadeiros objectivos da “Guerra contra o Terrorismo”, e dos maiores crimes da elite política. Tal como Pacheco Pereira, Daniel Oliveira tenta desmistificar as evidências como “teorias da conspiração”, mas não consegue refutar um único facto apresentado em documentários como Loose Change (11 de Setembro: Conspiração Interna).

    Os portugueses é que não são estúpidos: a maioria já se apercebeu que estas corporações políticas, tenham as cores que tiverem, servem todas os mesmos interesses.

  9. 9 9  Daniel Oliveira

    WR,
    1. A mentira em que Pacheco acreditou custou dezenas de milhares de mortos e nem assim ele confessa que se enganou.
    2. Ainda me há de explicar como é que um blogue de uma pessoa intelectualmente limitada está a perder credibilidade. Quando é que, para si, a teve? Quando eu era mais inteligente ou quando o senhor era menos?
    3. Eu limitei-me a devolver a qualificação de estúpido a quem a usou. Mas não fazia ideia que Pacheco Pereira já estava ao nível de um Papa. As minhas desculpas, que não quero arder no fogo do Inferno.
    4. É interessante que o senhor me acuse, no mesmo comentário em que diz que este seu criado é intelectualmente limitado, de rebaixar todos aqueles que não pensam como eu ao estatuto de idiotas. Não lhe explico nada sobre coerência, mas posso dizer-lhes umas coisas sobre táctica argumentativa.

  10. 10 10  a.pacheco

    Alto aí, nada de confusões a saudosa HERMINIA SILVA, ( vamos lá a escrever bem o nome), utilizava esta boca para pedir ao Mario Pacheco seu guitarrista, para tocar picadinho para a voz sobresair.

    Nada a ver com as tiradas de um Pacheco Pereira, que depois de fazer parte do Comité Maria Albertina, do extinto Grito do Povo, faz agora parte do Comité Cavaco Silva, do Intruja o Povo….

  11. 11 11  SB

    O que é grave é que comentadores como Pacheco Pereira, Manuel Queiró, Bernard da Costa, e outros vários, vêm a público falar de um programa que não viram nem querem ver. Cruzes canhoto!!

    Mal ou bem, “Loose Change” faz-nos pensar nos factos ocorridos. Eu vi e as “provas” reunidas levam-me a refutar parte das conclusões e a ficar com dúvidas em poucas delas.

    Um visionamento deste documentário valeu por 5/6 programas de discussão dos vários orgãos de comunicação nacionais. Estes tiveram o mesmo ângulo de abordagem: “O que mudou desde há 5 anos para cá?”. Valeu-nos a dois para mostrar documentários sobre o “assessório”.

    Ainda bem que repetiram 4 vezes o “Loose Change”. É que só à terceira consegui visionar… nas primeiras duas a RTP exibiu-o fora do horário anunciado.

  12. 12 12  Nuno Magalhaes

    Acreditarão, por acaso, que o loose change, e tudo o que lá vem dito, não passa de uma fábula? Não acham estranhas algumas das conincidências lá apontadas? Uma coisa é não irmos em efabulações. Outra é não sermos meninos de coro.

  13. 13 13  Susana

    Há uma diferença muito significativa entre a posição de Pacheco Pereira relativamente ás armas de destruição maciça e a posição dos que levam a sério o Loose Change (e os canais de televisão que o passam 4 vezes): Tal como JPP, líderes de todo o mundo estavam convictos (e manifestaram-no publicamente) da probabilidade séria de existência de armas de destruição maciça no Iraque. Quando se chegou à conclusão oposta, os referidos responsáveis políticos reconheceram-no publicamente e sujeitaram-se à crítica e sujeitam-se ás consequências do erro pois vão a votos.

    Já sabemos, pelo jornal 24 Horas que JPP irrita muito Daniel Oliveira, mas ao ponto de o fazer perder a razão desta forma é que não fazia ideia…

  14. 14 14  Daniel Oliveira

    Susana, eu estou a falar de Paceco Pereira. Diga-me lá onde reconheceu ele que se enganou em relação às armas de destruição em massa. Diga-me lá onde reconheceu ele, alguma vez, que se enganou em relação a alguma coisa.

  15. 15 15  a.pacheco

    Susana, o Durão Barroso afirmou no Parlamento, que tinha visto documentos, que credibilizavam a tese, da existência de armas proibidas ,nas mãos de Saddam.

    Pacheco Pereira e outros lacaios do amigo americano , utilizaram os mesmos argumentos.

    Provas como se sabe eram FORJADAS, Collin Powel, acabou por cair por causa disso, mas os nossos dignissimos corifeus da direita, e pseudo comentadores politicos, NUNCA disseram que tinham sido aldrabados, pelo contrario, parecem enguias escorregadias, quando confrontados com questões concretas.
    Mas o que é que se pode de esperar, da DIREITA MAIS ESTÚPIDA E SUBSERVIENTE da Europa….

  16. 16 16  Susana

    Daniel,

    Diga-me lá onde reconheceu você, alguma vez, que se enganou em relação a alguma coisa.

  17. 17 17  Rodrigues

    Caro Daniel…se bem me lembro até o Dr Louçã acreditava nas tais armas. Há por aí um livro onde o diz claramente.
    Aliás, pelo que se deduz das resoluções da ONU, toda a gente acreditava.
    E estou em crer que, se pesquisar um bocado, não será difícil de encontrar um naco de prosa seu no mesmo sentido.
    Atenção pois. Profetas de coisas passadas é o que mais há por aí. Infelizmente as decisões tem de ser tomadas na altura e não daí a vários anos.
    É assim deste lado do Sol, não há maneira de se descobrir o futuro nas borras de café.
    Nem o Dr Louçã…

  18. 18 18  Anónimo

    Procure lá o livro

  19. 19 19  a.pacheco

    Rodrigues, o dr. Louçã, num famoso debate no Parlamento. com o então Primeiro Ministro Durão Barroso, disse com todas as letras, que as provas que Durão dizia ter visto, eram uma patranha completa.

    Aliás os inspectores da ONU, sempre disseram que NUNCA tinham encontrado provas das ditas.

    E isso não impediu Bush e o seus lacaios, de terem lançado uma ofensiva contra o povo iraquiano, e o resultado está hoje á vista.

    Toda a gente sabia que não havia as tais armas no Iraque ,mas a guerra de agressão estava decidida deste o dia em que o Bush filho tomou posse, e por isso qualquer pretexto serviria.

    Que o Durão tenha embarcado no bote, só mostra a qualidade politica , e a inteligência da personagem.

  20. 20 20  Rodrigues

    Pacheco, cito-lhe o Dr Louçã:

    [...] Washington autorizou a venda de componentes para um programa nuclear, de mísseis e para fabríco de armas químicas e biológicas, e especialistas militares e da indústria de armamento iraquiana receberam instruções nos Estados Unidos.

    Os Estados Unidos não precisavam de inspectores para saberem imediatamente quais são os arsenais de Saddam: bastava terem guardado as facturas” (Francisco Louçã há um ano atrás in “A Guerra Infinita”)

    Leu a Resolução 1441?
    Parece pois que as armas existiam, foram usadas, a ONU promoveu a sua destruição até 1998 e depois foi expulsa do país.
    Quando aconteceu ainda as lá havia.
    Uma vez que não se volatilizaram, nem passou por lá o mágico Merlin, e o Iraque não provou a sua destruição, como foi instado a fazer, que conclusão lógica acha que se deve tirar?

  21. 21 21  Daniel Oliveira

    WR, não baralhe a ver se pega. Louçã sabia, como todos sabiam, que as armas tinham existido. O debate era se ainda existiam. Diz o senhor que «não se volatilizaram». Então onde raio estão elas?

  22. 22 22  WR

    Vejo que a sua política inclui o direito à censura. Pois, bem vejo… Julgo agora perceber melhor o seu carácter!

  23. 23 23  O W e R

    Percebo agora que a sua política inclui o direito à censura. Vejo bem o tipo de carácter que o senhor tem. Fique bem no seu mundinho de mentira e falsidade!

  24. 24 24  Daniel Oliveira

    WR, antes de analisar o caracter dos outros veja os problemas técnicos que possa ter na sua internet. COmo já lhe disse noutra caixa de comentários de outra entrada o seu comentário foi publicado e está aqui mais abaixo, com resposta minha.

  25. 25 25  WR

    1. Descobri hoje que o Sr. Daniel Oliveira publicou os meus comentários atempadamente. Motivo pelo qual deixo aqui o meu PEDIDO DE DESCULPA. Não é verdade que neste blogue se pratique censura, ao contrário do que afirmei. Antes de o fazer acedi ao blogue com dois computadores diferentes, com duas ligações diferentes, em duas localizações distantes do país. Os comentários não apareciam publicados. Por isso segui em frente com a acusação. Hoje verifiquei com outra ligação, noutro computador e vi os comentários. De volta ao meu PC não os encontrei. É possível que este problema se deva ao facto de nos dois computadores em causa utilizar a versão beta 3 do Internet Explorer. Uma vez mais peço desculpa ao Daniel Oliveira pela injusta acusação, mais não posso fazer. Mas se isto não o satisfizer, então poupe-me a mim e faça comigo o que tem tendência a fazer com tudo o resto: a Microsoft é americana, o IE7 beta 3 é da Microsoft, a América é governada por Bush, logo a culpa disto tudo é do presidente dos EUA!

    2. Não tenho ao meu dispor dados suficientes que me permitam afirmar ou infirmar se Pacheco Pereira acreditou numa mentira. A minha mensagem não tinha por objecto a discussão desse tópico. Incidia antes no facto de o Sr. Daniel inferir indevidamente da “estupidez” de Pacheco Pereira o custo de “dezenas de milhares de vidas”. É manifestamente injusto!

    3. Um blogue de uma pessoa intelectualmente limitada pode ter credibilidade quando o seu autor, ainda que apenas remediado em termos intelectuais, seja honesto, íntegro e discuta com lealdade. Um ser humano não se resume à sua dimensão intelectual, sendo que esta pode em muito ser superada num homem esforçado e de boa vontade. Julgava ser esse o seu caso. Dito isto, estou confiante de que o senhor está menos inteligente. De outro modo, não teria aberto mão daquilo que mais o poderia valorizar.

    4. Na minha mensagem não comparei o “nível” de Pacheco Pereira ao do Papa ou qualquer outro indivíduo. Limitei-me a indicar com clareza e distinção cartesiana que o Sr. Daniel rebaixa aqueles que manifestam um pensamento diferente, com tratamentos diferenciados consoante o caso: idiotas, cruzados e assassinos. Porém, o Daniel confundiu aquilo em que me expressei com clareza. Talvez a confusão de conteúdos e o rebaixamento do interlocutor façam parte das suas tácticas, mas nenhum desses mecanismos lhe confere autoridade na matéria, sobretudo quando se parece referir à argumentação. Pelo que seria nesse caso aconselhável que aprendesse antes de querer ensinar.

    5. Confundiu um tal “Rodrigues” comigo. Não somos a mesma pessoa, nem me revejo nas posições por ele defendidas. Repito que não possuo elementos suficientes para saber se as ditas armas existiam ou não. Não entrei nessa discussão. Além disso, sem qualquer juízo ou insinuação pejorativa a respeito do livro ou do autor, posso assegurar-lhe que “A guerra infinita” ainda não faz parte da minha biblioteca.

    6. Quanto ao fogo do inferno nada sei, nada lhe posso assegurar. Isso é lá consigo e com o velhote das barbas brancas, caso exista, caso não tenha ido embora zangado com o que a estúpida da pomba branca lhe fez. No entanto, se no seu blogue devolve a qualificação “estúpido” a quem a utilizou, está na hora de a receber de volta!

  26. 26 26  Daniel Oliveira

    Quando as pessoas são estúpidas, não perco tempo a discutir com elas. E não é habitual eu achar que alguém é estúpido e por isso discuto muito. Talvez demais. Se alguém me chama estúpido (confesso que é a primeira vez que mo dizem, mas deve ser por piedade), depreendo, na minha arrogância, que ou são pouco inteligentes ou muito sectários.

    Acredito, porque não tenho motivos para achar o contrário, que o senhor é apenas sectário. É uma forma de estupidez de que até pessoas medianamente inteligentes podem sofrer. Como vê, sou benevolente.

    Podemos até ser violentos, radicais, excessivos. O sectarismo é uma outra coisa: é não conseguir reconhecer naqueles com quem discordamos capacidades humanas, intelectuais e morais iguais ou superiores às nossas. E meu amigo, eu leio os seus comentários. Para continuar a ser uma pessoa simpática, já contactei com génios mais incontornáveis.

    Quanto ao resto, espero apenas que dê igual publicidade ao seu erro que deu à sua acusação. E que depois de repetir tantas vezes o erro apesar de todas as garantias que lhe dei, enfiasse a viola no saco corado de vergonha. Não fez, não é grave. Cá estaremos para o ouvir.

  27. 27 27  WR

    Daniel,
    Ainda que com pena sua, não fico corado com o que fiz. Como já lhe disse, num comentário que talvez não tenha lido com suficiente atenção, não fiz a acusação levianamente. Antes de o fazer acedi ao seu blogue em ligações e computadores diferentes. Uma falha técnica impediu-me de ver não só os meus comentários, como os de outros utilizadores e também aqueles em que o senhor afavelmente me procurava avisar de que já me tinha publicado e respondido.
    Ao ver o fanatismo com que defende posições anti-americanas, julguei-o mais capaz de fazer censura do que aceitar uma crítica. Agora sou obrigado a reconhecer que não fez censura, mas com igual evidência também é obrigado a reconhecer que não aceita uma crítica. A sua reacção a tudo o que é americano, o modo como cola tudo o que é mau aos EUA, fazem-no perder uma excelente oportunidade de acertar em cheio. Esse ódio que tanto lhe turva a vista, dificulta-lhe a possibilidade de fazer uma crítica certeira. Acresce-se a isso que, ao lê-lo, o leitor não possa reconhecer muita credibilidade nas suas críticas aos EUA. São desproporcionais, são injustas, exageradas. Esta entrada foi um exemplo disso.
    Na sua dificuldade em tomar atenção às palavras que lhe põem na frente e em aceitar uma crítica, acaba por cair numa situação de quase histeria e a atirar tiros para todo o lado. Depois falha. Quis acusar-me de sectário. Falhou! Eu quis apenas ser justo, quis apenas dizer que o modo como trata Pacheco Pereira é indevido. Não entrei na discussão das armas, não defendi os EUA, não ataquei a substância das suas posições, apenas o exagero que lhes tira qualquer credibilidade, apenas o facto de rebaixarem a moralidade de pessoas que talvez tenham uma moralidade superior à sua, a inteligência de pessoas que talvez sejam mais inteligentes do que o senhor.
    Fala abertamente contra o belicismo americano, contra o estado de guerra em que os Estados Unidos puseram o planeta, mas terá de reconhecer que a natureza do seu discurso em nada contribui para a paz. Pode fazer de si um engraçadinho populista, um pastor de ódios, mas não faz de si alguém que aumenta a lucidez e a capacidade de raciocínio que a política contemporânea exige por forma a levar as coisas a uma melhor situação.

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