1. Israel não pediu desculpas nenhumas. Nunca pediu.
2. Lembra-se das crianças israelitas a assinar bombas que iam para o Libano.
3. Quando Israel mata inocentes, logo vêm em defesa de Israel, poque eram combatntes. Quando até Israel diz que não eram combatentes, vêm logo em defesa de Israel porque Israel até disse que não eram combatentes. Com amigos caninos como estes, Israel irá longe…
Quanto a Israel não pedir desculpa, foi um engano da Reuters.
Palestinians reject Israeli apology on Gaza deaths … But an Israeli diplomat insisted Wednesday’s deadly shelling in Beit Hanoun had been accidental. …
today.reuters.com/news/CrisesArticle.aspx?storyId=N09393031
Durante uma guerra (isto é uma guerra, mesmo que não o queira reconhecer) há abusos de ambas as partes. Que são sempre de criticar.
Mas devemos forçar a que as partes abram portas para a paz. A eleição do Hamas foi um fechar de portas.
E a eleição de Sharon há uns anos, foi o quê? E a entrada de Lieberman no governo, foi o quê? E a contrução do muro, o que foi? E arrasar Beirute, o que lhe chama. E o encerramento dad fronteiras de Gaza, o que será? E IUsrael ter confiscado os impostos dos palestinianos, que nome lhe daria? Quer que continue?
Não me venha de abusos. A história de Israel com a Palestina é uma história de abuso permanente e de deportação e destruição de um povo. Não se trata de um abuso pontual, trata-se de uma estratégia deliberada.
“E a eleição de Sharon”
Foi a consequência da desilusão da experiência de tentativa de Paz falhada de Barak
“E a entrada de Lieberman no governo”
O caso de Lieberman é triste. Ao contrário do Daniel, não defendo o que não deve ser defendido.
Mas Lieberman é bem mais moderado que o Hamas. E o Hamas, um partido com um programa genocida, teve 43% de votos. Lieberman nem 10%.
“a construção do muro”
Por muito que não queira ver, o muro tem fins defensivos. Os ataques suicidas diminuiram drasticamente após a construção do muro. Só posso criticar as zonas em que o muro não respeita as fronteiras de 67, mas em muitos casos estes troços foram destruídos e o traçado foi reconstruído já respeitando a fronteira.
“arrasar Beirute”
utilizar a expressão “arrasar” mostra bem como não é isento
Durante a guerra entre Israel e o Hizzbollah as zonas atacadas foram essencialmete as zonas shiitas que davam abrigo ao Hizzbollah. Não sei qual a proporção exacta de destruição de Beirute, mas li que apenas 1% da área foi afectada. Se tem outros dados quantitativos do nível de destruição (não apenas expressões hiperbolizadas como “arrasar”) teria muito interesse em ver.
“confiscado os impostos dos palestinianos”
Se estivesse em guerra contra um inimigo (Hamas) certamente não o iria financiar. Só se fosse muito imbecil.
A meu ver, de 1977 até 1993, ou se quiser, até 2000, Israel esteve em grande medida numa posição de inferioridade moral face à situação na Palestina.
A política iniciada em 77 por Begin de roubar aos poucos a Palestina para fazer o Grande Israel foi errada e imoral. Bem pior foi em 48 a do Egipto e Jordânia de roubarem a Palestina de uma só vez, mas disso nunca ninguém quis saber.
Esta política foi abandonada e invertida desde 1993, com Rabin. Apesar de ainda se terem feito alguns colonatos, a grande maioria foi destruída. Israel ofereceu acordos sérios de paz em 2000 e 2001, por Barak, um grande defensor da criação do Estado Palestino.
Há gente boa e má dos dois lados. Mas no global, sinto que nos últimos 10 a 15 anos Israel fez um esforço sério para chegar à paz. Enquanto do lado Palestiniano vi recusarem acordos de paz (sem contra-propostas) e escolherem uma governação com objectivos genocidas.
Se o Hamas tivesse o poder bélico de Israel (e vice-versa), o Hamas já teria destruído Israel. Ou acha que nesse caso iria reconhecer o direito de Israel a existir???
Choca-me a sua cegueira ideológica quanto a este tema. Quando vejo o que escreve, tudo o que é de mau do lado Palestiano é ignorado ou branqueado, tudo o que vem de mau de Israel é hiperbolizado, diabolizado, tirado do contexto.
As suas comparações entre Gaza e o guetto de Varsóvia são de um mau gosto atroz. Com um forte travo a anti-semitismo, desculpe que lhe diga.
gostaria que o sr. J me explicasse, então, qual o significado do abate de milhares de oliveiras em território palestiniano, por parte do exército israelita; … como “explicou” um membro do exército, parece que os “terroristas” palestinianos se escondiam atrás das oliveiras para daí alvejarem o ´”exército defensivo” de Israel… patética explicação, quando se sabe claramente que o objectivo é apenas um: inviabilizar qualquer possibilidade de sobrevivência/autonomia económica da Palestina, pois o cultivo da oliveira é a actividade económica de maior expressão; Sr. J., que parece ter explicação alternativa para tudo, consegue porventura explicar-me porque razão para Israel (e para os fanáticos colonos) as oliveiras também são terroristas?
Está a brincar, não está?
Eu não defendo o Hamas, mas defendo o respeito pelo voto democrático dos palestinianos.
Se Sharon voi resultado da desilusão, o que foi a eleição do Hamas?
O muro não tem fins defensivos nenhuns. Vá ler o texto que escrevi sobre o assunto quando regressei de Gaza. O muro é apenas uma forma de asfixiar a economia e a sociedade palestiniana. Sim, afinal você defende o que não pode ser defendido.
Suponho que atingir zonas xiitas e matar civis xiitas não seja um problema já que, sendo xiitas, não são bem civis. Sim, você defende coisas indefensáveis.
Os impostos pagos pelos palestinianos são dos palestinianos. Dá-los ao Estado Palestiniano não financiar coisa nenhuma, é não roubar o que não pertence a Israel. Sim, você defende coisas indefensáveis.
A única líder israelita que fez um esforço para a paz foi Rabin, e foi assassinado. A retirada de Gaza, como poderá ler no texto de que já lhe falei, teve como único objectivo chegar à situação actual de total isolamento e enclausuramento dos palestinianos de Gaza.
Quanto ao anti-semitismo, não lhe admito tal acusação sem base nenhuma e que não pretende mais do que diminuir e insultar alguém de quem discorda. Porque não digo nem disse uma única palavra sobre os judeus. Falei sempre do Estado de Israel. É um Estado e eu tenho todo o direito de discordar das suas opções e critica-las. É coo se ao criticar o comportamento do Estado angolano (e critico) passasse a ser chamado de racista. E não lhe admito até porque com os meus antecedentes familiares próximos ser anti-semita seria ainda mais idiota do que noutros casos.
PS: Já agora, anti-semitismo inclui o ódio aos palestinianos e árabes da região. Será você anti-semita?
O Hamas é mais moderado que Lieberman???!!! Só pode estar a brincar…
É preciso ser fanático para dizer isso.
Leia a constituição do Hamas.
“Israel will exist and will continue to exist until Islam will obliterate it, just as it obliterated others before it.”
“The Islamic Resistance Movement believes that the land of Palestine is an Islamic Waqf consecrated for future Moslem generations until Judgement Day. It, or any part of it, should not be squandered: it, or any part of it, should not be given up. ”
“There is no solution for the Palestinian question except through Jihad. Initiatives, proposals and international conferences are all a waste of time and vain endeavors.”
Infelizmente os Palestinianos escolherem este caminho, democraticamente.
É triste, mas é verdade.
Preferia que tivessem escolhido o caminho proposto por Barak em Camp David. Ou que pelo menos tivessem feito uma contra-proposta.
Sim, Rabin foi morto por um fanático. Israel chorou a sua morte.
Também Sadat foi morto quando fez a paz com Israel, e o Egipto foi expulso da Liga Árabe.
Se Israel não tivesse vivido uma enorme vaga de atentados suicidas provenientes da Cisjordânia, claro que o muro não seria defensável. Mas perante o que se passava, qual seria a solução do Daniel? Deixar que atentados como o da pizzaria Sbarro continuassem todos os dias???
Quanto à guerra Israel-Hizzbollah, a minha posição é que Israel tem direito a se defender. As mortes de civis são SEMPRE lamentáveis. Mas as do lado xiita são da responsabilidade do Hizzbollah, que utilizou civis como peões para condicionar Israel e a opinião pública internacional. Quanto às mortes Israelitas, responsabilizo o Hizzbollah, que as provocou intencionalmente.
E não, não sou anti-semita. Como lhe disse, defendi a posição palestiniana, até começar a não ser defensável, em particular após 2000.
Quanto ao seu anti-semitismo, mantenho o que lhe disse.
“As suas comparações entre Gaza e o guetto de Varsóvia são de um mau gosto atroz. Com um forte travo a anti-semitismo, desculpe que lhe diga.”
Há 60 anos os Judeus foram quase exterminados da face da terra. 6 milhões de pessoas foram mortas industrialmente. Francamente, para além de despropositada, acho uma enorme falta de gosto e respeito a comparação que fez.
Na minha modesta opinião, se o Daniel, uma pessoa capaz de condicionar certa parte da opinião pública, defende mesmo a paz, não deve procurar culpados, especialmente culpados só de um lado. Gritar contra Lieberman e calar-se sobre o Hamas.
Isso só serve para semear ainda mais o ódio. Deve condenar os excessos dos dois lados e mostrar que, apesar de tudo, ainda há muita gente boa dos 2 lados que acreditam que Israelitas e Palestinianos ainda vão um dia viver em paz lado a lado. Eu ainda acredito nisso.
Quando um bombista suicida, se faz rebentar num autocarro em Telavive, todo o mundo, a começar pelos EUA condenam e bem , a acção terrorista, mas o assasino PAGOU COM A VIDA o seu crime.
Quando o exercito de Israel ASSASSINA crianças, velhos mulheres, quando utiliza armas proibidas, quando pratica massacres como este recente, os EUA SÒ LASTIMAM, o governo de Israel só diz que é erro tecnico, e os soldados do t SS ahal, o exercito de assassinos sionistas regressam contentes e satisfeitos á espera de uma condecoração.
Dois pesos duas medidas…
Camp David, não foi a mão estendida de Israel aos Palestinos, foi a tentativa de IMPOSIÇÂO de uma agenda que só tinha sentido para Israel.
E deixemo-nos de conversa fiada, Israel NUNCA poderá existir sem um inimigo externo, que sirva de cimento à unidade de um pais que é uma farsa, assente numa utopia, e que desapareçerá com o tempo, o mal é que para justificar a sua existência Israel não hesitará em lançar o Medio Oriente numa guerra de consequências inimagináveis.
Vejam as declarações recentes sobre o Irão, vejam as denuncias feitas em jornais de Israel sobre a preparação de uma nova invasão do Libano e da Siria.
Vejam a provoção ás tropas francesas no sul do Libano, que só não resultou em mais uma tragédia porque os franceses não ripostaram.
Quanto ao muro só tem um nome:
MURO DA VERGONHA
Perante este cenário, quem pode ainda defender governandes e um estado PÁRIA como é o estado de Israel….
J, se você cala Lieberman e fala do Hamas qualé exactamente a diferença? Porque faz um discurso absolutamente parcial e no fim vem com tiradas neutrais.
Não, não sou neutral neste conflito. Nem você é. Não ser neutral não significa eu achar que de um lado está gente boa e deo outro gente horrivel. Ou achar que não há erros e crimes dos dois lados.
Quero a paz e acredito que as possibilidades de paz estão nas mãos dos dois lados. Se leu o texto que já referi, reuni com alguns grupos pacifistas palestinianos-israelitas e essa é, por ali, a minha gente. Não é seguramente o Hamas. Nem a Fatah. São pacifistas laicos que existem dos dois lados da barricada. Os únicos que se conseguem falar.
Mas não sou neutral porque aqui há um opressor e um oprimido, um agressor e um agredido, uma potência forte e um povo deportado das suas terras. Há sofrimento e vitimas inocentes entre os israelitas? Claro que há. Mas não há um povo reduzido a nada, sem qualquer direito nem futuro. A diferença é apenas essa. Dar dignidade aos palestinianos é condição para paz. Tratar os dois lados como se estivessem na mesma situação é cegueira e a cegueira nunca trará paz.
E o que foi que aconteceu aquela família na praia de Gaza?Já não se lembram?Que se lixem,não é?Não são ninguém!Tristes comentários,porque persistem em ter-nos em conta por idiotas…
Como lhe disse, defendi a posição Palestiniana, achava que eram as vítimas do conflito.
Mas mudei de opinião.
Em especial por 4 motivos:
1) Falhanço nas negociações de Camp David, em que Arafat nem contra-proposta fez. Na altura da verdade, Arafat não quis (nunca terá querido?) fazer a paz. Porquê?
2) Eleição do Hamas.
3) Mesmo após o falhanço das negociações, Israel continuou e continua a dar sinais de querer a paz, por exemplo a destruição de colonatos e abandono de Gaza em 2005.
O que aconteceu a seguir? Israel foi atacado por míssei a partir de Gaza.
4) A seguir aos falhanços de Camp David, percebi que a minha teoria de explicação da realidade (que é actualmente a sua - Israel agressor / Palestinianos agredidos) não prestava. Havia peças que não encaixavam. E comecei a tentar aprofundar a minha compreensão sobre o que se passava.
Faço o link para um filme que faz uma síntese muito boa do lado que não costuma chegar aos media europeus.
Ver o conflito Israelo-Palestiano no descontextualizado da intolerância Árabe e Islâmica face ao Estado de Israel leva a uma visão míope.
Israel continua a lutar uma guerra pela sua existência.
A classe dirigente de países como a Síria, Arábia Saudita, Irão, e antes também o Iraque, querem ver Israel destruído. É uma questão de intolerância e de anti-semitismo profundo. Mas sabem que não podem fazer guerras convencionais, pois perdem. Então adoptaram uma nova estratégia, utilizar os Palestinianos como peões.
Sabe bem que nenhum destes países, cinicamente sempre a fingir estar preocupados com os Palestinianos, alguma vez os acolheu. São refugiados permanentes. A Arábia Saudita recusa-se a dar nacionalidade a Palestinianos. Estranho, não? O Irão financia o Hamas, o Iraque pagava um prémio às famílias dos suicidas.
É uma nova técnica de guerra: pressão terrorista permanente, “afogamento” demográfico (daí a fixação no direito de retorno e do não acolhimento de refugiados), pressão internacional através da vitimização palestiniana na comunicação social ocidental.
Porque motivo até 1967 nenhum país Árabe se preocupou com os Palestinianos, quando lhes tinha sido negada uma pátria por Egípcios e Jordanos, e de repente ficaram tão preocupados?
Estou convencido que é necessáio haver pressão internacional sobre ambas as partes para se chegar à paz, mas a maior pressão deverá neste momento ser feita sobre os países Árabes e sobre Palestinianos. É minha convicção que quando os Palestinianos verdadeiramente aceitarem o direito de Israel existir, terão o seu Estado.
Acho que Golda Meir tinha razão.
“Peace will come when the Arabs will love their children more than they hate us.”
Israel e Palestinianos estão a viver uma situação de guerra, uma situação extrema. Se procurar, vai sempre encontrar excessos e situações condenáveis. Para ambos os lados.
Mas se quiser mesmo ajudar à paz, em vez de procurar diabolizar uma das partes, semeando ainda mais ódios e aumentando clivagens, talvez ajudasse mais se procurasse os sinais de que é possível viverem em paz. Desse voz às organizações pacifistas Israelitas e Palestinianas. Mostrando as histórias de humanidade e entendimento dos 2 lados, de gente boa de Israel e Palestina que quer construir pontes e ainda tem esperança.
Como já lhe disse, basta ver o que se está a passar em Gaza para ver que o objecivo do abandono de Gaza, como muitos avisaram, nada tinha a ver com a paz, mas com a possibilidade de fechar Gaza e isola-la. Já agora, Lieberman também quer que Israel abandone as cidades israelitas árabes. Será pela paz?
Mais à frente falaremos de Camp David.
O Arrastão é um blogue de Daniel Oliveira, Pedro Sales e Pedro Vieira.
Para contactar cada um deles faça o favor clicar nos seus nomes e dizer de sua justiça: Daniel Oliveira Pedro Sales Pedro Vieira
evidentemente que foi um erro técnico. assim de repente não me lembro dum ataque israelita que só tenha atingido elementos duma única família…
«Erro técnico»
É perfeitamente desculpável. Pode acontecer a qualquer um!
Pois é, uns pedem desculpa, outros celebram
http://en.wikipedia.org/wiki/Sbarro_restaurant_massacre#Palestinian_celebrations
1. Israel não pediu desculpas nenhumas. Nunca pediu.
2. Lembra-se das crianças israelitas a assinar bombas que iam para o Libano.
3. Quando Israel mata inocentes, logo vêm em defesa de Israel, poque eram combatntes. Quando até Israel diz que não eram combatentes, vêm logo em defesa de Israel porque Israel até disse que não eram combatentes. Com amigos caninos como estes, Israel irá longe…
Pois é, Israel mata sempre civis, é uma espécie de diversão. Como aconteceu no “massacre” de Jenine.
http://www.weeklystandard.com/Content/Public/Articles/000/000/001/218vnicq.asp
Quanto a Israel não pedir desculpa, foi um engano da Reuters.
Palestinians reject Israeli apology on Gaza deaths … But an Israeli diplomat insisted Wednesday’s deadly shelling in Beit Hanoun had been accidental. …
today.reuters.com/news/CrisesArticle.aspx?storyId=N09393031
Durante uma guerra (isto é uma guerra, mesmo que não o queira reconhecer) há abusos de ambas as partes. Que são sempre de criticar.
Mas devemos forçar a que as partes abram portas para a paz. A eleição do Hamas foi um fechar de portas.
E a eleição de Sharon há uns anos, foi o quê? E a entrada de Lieberman no governo, foi o quê? E a contrução do muro, o que foi? E arrasar Beirute, o que lhe chama. E o encerramento dad fronteiras de Gaza, o que será? E IUsrael ter confiscado os impostos dos palestinianos, que nome lhe daria? Quer que continue?
Não me venha de abusos. A história de Israel com a Palestina é uma história de abuso permanente e de deportação e destruição de um povo. Não se trata de um abuso pontual, trata-se de uma estratégia deliberada.
“E a eleição de Sharon”
Foi a consequência da desilusão da experiência de tentativa de Paz falhada de Barak
“E a entrada de Lieberman no governo”
O caso de Lieberman é triste. Ao contrário do Daniel, não defendo o que não deve ser defendido.
Mas Lieberman é bem mais moderado que o Hamas. E o Hamas, um partido com um programa genocida, teve 43% de votos. Lieberman nem 10%.
“a construção do muro”
Por muito que não queira ver, o muro tem fins defensivos. Os ataques suicidas diminuiram drasticamente após a construção do muro. Só posso criticar as zonas em que o muro não respeita as fronteiras de 67, mas em muitos casos estes troços foram destruídos e o traçado foi reconstruído já respeitando a fronteira.
“arrasar Beirute”
utilizar a expressão “arrasar” mostra bem como não é isento
Durante a guerra entre Israel e o Hizzbollah as zonas atacadas foram essencialmete as zonas shiitas que davam abrigo ao Hizzbollah. Não sei qual a proporção exacta de destruição de Beirute, mas li que apenas 1% da área foi afectada. Se tem outros dados quantitativos do nível de destruição (não apenas expressões hiperbolizadas como “arrasar”) teria muito interesse em ver.
“confiscado os impostos dos palestinianos”
Se estivesse em guerra contra um inimigo (Hamas) certamente não o iria financiar. Só se fosse muito imbecil.
A meu ver, de 1977 até 1993, ou se quiser, até 2000, Israel esteve em grande medida numa posição de inferioridade moral face à situação na Palestina.
A política iniciada em 77 por Begin de roubar aos poucos a Palestina para fazer o Grande Israel foi errada e imoral. Bem pior foi em 48 a do Egipto e Jordânia de roubarem a Palestina de uma só vez, mas disso nunca ninguém quis saber.
Esta política foi abandonada e invertida desde 1993, com Rabin. Apesar de ainda se terem feito alguns colonatos, a grande maioria foi destruída. Israel ofereceu acordos sérios de paz em 2000 e 2001, por Barak, um grande defensor da criação do Estado Palestino.
Há gente boa e má dos dois lados. Mas no global, sinto que nos últimos 10 a 15 anos Israel fez um esforço sério para chegar à paz. Enquanto do lado Palestiniano vi recusarem acordos de paz (sem contra-propostas) e escolherem uma governação com objectivos genocidas.
Se o Hamas tivesse o poder bélico de Israel (e vice-versa), o Hamas já teria destruído Israel. Ou acha que nesse caso iria reconhecer o direito de Israel a existir???
Choca-me a sua cegueira ideológica quanto a este tema. Quando vejo o que escreve, tudo o que é de mau do lado Palestiano é ignorado ou branqueado, tudo o que vem de mau de Israel é hiperbolizado, diabolizado, tirado do contexto.
As suas comparações entre Gaza e o guetto de Varsóvia são de um mau gosto atroz. Com um forte travo a anti-semitismo, desculpe que lhe diga.
gostaria que o sr. J me explicasse, então, qual o significado do abate de milhares de oliveiras em território palestiniano, por parte do exército israelita; … como “explicou” um membro do exército, parece que os “terroristas” palestinianos se escondiam atrás das oliveiras para daí alvejarem o ´”exército defensivo” de Israel… patética explicação, quando se sabe claramente que o objectivo é apenas um: inviabilizar qualquer possibilidade de sobrevivência/autonomia económica da Palestina, pois o cultivo da oliveira é a actividade económica de maior expressão; Sr. J., que parece ter explicação alternativa para tudo, consegue porventura explicar-me porque razão para Israel (e para os fanáticos colonos) as oliveiras também são terroristas?
«Lieberman é bem mais moderado que o Hamas.»
Está a brincar, não está?
Eu não defendo o Hamas, mas defendo o respeito pelo voto democrático dos palestinianos.
Se Sharon voi resultado da desilusão, o que foi a eleição do Hamas?
O muro não tem fins defensivos nenhuns. Vá ler o texto que escrevi sobre o assunto quando regressei de Gaza. O muro é apenas uma forma de asfixiar a economia e a sociedade palestiniana. Sim, afinal você defende o que não pode ser defendido.
Suponho que atingir zonas xiitas e matar civis xiitas não seja um problema já que, sendo xiitas, não são bem civis. Sim, você defende coisas indefensáveis.
Os impostos pagos pelos palestinianos são dos palestinianos. Dá-los ao Estado Palestiniano não financiar coisa nenhuma, é não roubar o que não pertence a Israel. Sim, você defende coisas indefensáveis.
A única líder israelita que fez um esforço para a paz foi Rabin, e foi assassinado. A retirada de Gaza, como poderá ler no texto de que já lhe falei, teve como único objectivo chegar à situação actual de total isolamento e enclausuramento dos palestinianos de Gaza.
Quanto ao anti-semitismo, não lhe admito tal acusação sem base nenhuma e que não pretende mais do que diminuir e insultar alguém de quem discorda. Porque não digo nem disse uma única palavra sobre os judeus. Falei sempre do Estado de Israel. É um Estado e eu tenho todo o direito de discordar das suas opções e critica-las. É coo se ao criticar o comportamento do Estado angolano (e critico) passasse a ser chamado de racista. E não lhe admito até porque com os meus antecedentes familiares próximos ser anti-semita seria ainda mais idiota do que noutros casos.
PS: Já agora, anti-semitismo inclui o ódio aos palestinianos e árabes da região. Será você anti-semita?
Daniel Oliveira
O Hamas é mais moderado que Lieberman???!!! Só pode estar a brincar…
É preciso ser fanático para dizer isso.
Leia a constituição do Hamas.
“Israel will exist and will continue to exist until Islam will obliterate it, just as it obliterated others before it.”
“The Islamic Resistance Movement believes that the land of Palestine is an Islamic Waqf consecrated for future Moslem generations until Judgement Day. It, or any part of it, should not be squandered: it, or any part of it, should not be given up. ”
“There is no solution for the Palestinian question except through Jihad. Initiatives, proposals and international conferences are all a waste of time and vain endeavors.”
Infelizmente os Palestinianos escolherem este caminho, democraticamente.
É triste, mas é verdade.
Preferia que tivessem escolhido o caminho proposto por Barak em Camp David. Ou que pelo menos tivessem feito uma contra-proposta.
Sim, Rabin foi morto por um fanático. Israel chorou a sua morte.
Também Sadat foi morto quando fez a paz com Israel, e o Egipto foi expulso da Liga Árabe.
Se Israel não tivesse vivido uma enorme vaga de atentados suicidas provenientes da Cisjordânia, claro que o muro não seria defensável. Mas perante o que se passava, qual seria a solução do Daniel? Deixar que atentados como o da pizzaria Sbarro continuassem todos os dias???
Quanto à guerra Israel-Hizzbollah, a minha posição é que Israel tem direito a se defender. As mortes de civis são SEMPRE lamentáveis. Mas as do lado xiita são da responsabilidade do Hizzbollah, que utilizou civis como peões para condicionar Israel e a opinião pública internacional. Quanto às mortes Israelitas, responsabilizo o Hizzbollah, que as provocou intencionalmente.
E não, não sou anti-semita. Como lhe disse, defendi a posição palestiniana, até começar a não ser defensável, em particular após 2000.
Quanto ao seu anti-semitismo, mantenho o que lhe disse.
“As suas comparações entre Gaza e o guetto de Varsóvia são de um mau gosto atroz. Com um forte travo a anti-semitismo, desculpe que lhe diga.”
Há 60 anos os Judeus foram quase exterminados da face da terra. 6 milhões de pessoas foram mortas industrialmente. Francamente, para além de despropositada, acho uma enorme falta de gosto e respeito a comparação que fez.
Na minha modesta opinião, se o Daniel, uma pessoa capaz de condicionar certa parte da opinião pública, defende mesmo a paz, não deve procurar culpados, especialmente culpados só de um lado. Gritar contra Lieberman e calar-se sobre o Hamas.
Isso só serve para semear ainda mais o ódio. Deve condenar os excessos dos dois lados e mostrar que, apesar de tudo, ainda há muita gente boa dos 2 lados que acreditam que Israelitas e Palestinianos ainda vão um dia viver em paz lado a lado. Eu ainda acredito nisso.
camp david foi uma farsa
Leia as declarações de Lieberman sobre o que fazer com os palestinianos.
Quando um bombista suicida, se faz rebentar num autocarro em Telavive, todo o mundo, a começar pelos EUA condenam e bem , a acção terrorista, mas o assasino PAGOU COM A VIDA o seu crime.
Quando o exercito de Israel ASSASSINA crianças, velhos mulheres, quando utiliza armas proibidas, quando pratica massacres como este recente, os EUA SÒ LASTIMAM, o governo de Israel só diz que é erro tecnico, e os soldados do t SS ahal, o exercito de assassinos sionistas regressam contentes e satisfeitos á espera de uma condecoração.
Dois pesos duas medidas…
Camp David, não foi a mão estendida de Israel aos Palestinos, foi a tentativa de IMPOSIÇÂO de uma agenda que só tinha sentido para Israel.
E deixemo-nos de conversa fiada, Israel NUNCA poderá existir sem um inimigo externo, que sirva de cimento à unidade de um pais que é uma farsa, assente numa utopia, e que desapareçerá com o tempo, o mal é que para justificar a sua existência Israel não hesitará em lançar o Medio Oriente numa guerra de consequências inimagináveis.
Vejam as declarações recentes sobre o Irão, vejam as denuncias feitas em jornais de Israel sobre a preparação de uma nova invasão do Libano e da Siria.
Vejam a provoção ás tropas francesas no sul do Libano, que só não resultou em mais uma tragédia porque os franceses não ripostaram.
Quanto ao muro só tem um nome:
MURO DA VERGONHA
Perante este cenário, quem pode ainda defender governandes e um estado PÁRIA como é o estado de Israel….
J, se você cala Lieberman e fala do Hamas qualé exactamente a diferença? Porque faz um discurso absolutamente parcial e no fim vem com tiradas neutrais.
Não, não sou neutral neste conflito. Nem você é. Não ser neutral não significa eu achar que de um lado está gente boa e deo outro gente horrivel. Ou achar que não há erros e crimes dos dois lados.
Quero a paz e acredito que as possibilidades de paz estão nas mãos dos dois lados. Se leu o texto que já referi, reuni com alguns grupos pacifistas palestinianos-israelitas e essa é, por ali, a minha gente. Não é seguramente o Hamas. Nem a Fatah. São pacifistas laicos que existem dos dois lados da barricada. Os únicos que se conseguem falar.
Mas não sou neutral porque aqui há um opressor e um oprimido, um agressor e um agredido, uma potência forte e um povo deportado das suas terras. Há sofrimento e vitimas inocentes entre os israelitas? Claro que há. Mas não há um povo reduzido a nada, sem qualquer direito nem futuro. A diferença é apenas essa. Dar dignidade aos palestinianos é condição para paz. Tratar os dois lados como se estivessem na mesma situação é cegueira e a cegueira nunca trará paz.
E o que foi que aconteceu aquela família na praia de Gaza?Já não se lembram?Que se lixem,não é?Não são ninguém!Tristes comentários,porque persistem em ter-nos em conta por idiotas…
Daniel
Como lhe disse, defendi a posição Palestiniana, achava que eram as vítimas do conflito.
Mas mudei de opinião.
Em especial por 4 motivos:
1) Falhanço nas negociações de Camp David, em que Arafat nem contra-proposta fez. Na altura da verdade, Arafat não quis (nunca terá querido?) fazer a paz. Porquê?
2) Eleição do Hamas.
3) Mesmo após o falhanço das negociações, Israel continuou e continua a dar sinais de querer a paz, por exemplo a destruição de colonatos e abandono de Gaza em 2005.
O que aconteceu a seguir? Israel foi atacado por míssei a partir de Gaza.
4) A seguir aos falhanços de Camp David, percebi que a minha teoria de explicação da realidade (que é actualmente a sua - Israel agressor / Palestinianos agredidos) não prestava. Havia peças que não encaixavam. E comecei a tentar aprofundar a minha compreensão sobre o que se passava.
Faço o link para um filme que faz uma síntese muito boa do lado que não costuma chegar aos media europeus.
http://www.youtube.com/watch?v=jpjsBZZRaC0
Ver o conflito Israelo-Palestiano no descontextualizado da intolerância Árabe e Islâmica face ao Estado de Israel leva a uma visão míope.
Israel continua a lutar uma guerra pela sua existência.
A classe dirigente de países como a Síria, Arábia Saudita, Irão, e antes também o Iraque, querem ver Israel destruído. É uma questão de intolerância e de anti-semitismo profundo. Mas sabem que não podem fazer guerras convencionais, pois perdem. Então adoptaram uma nova estratégia, utilizar os Palestinianos como peões.
Sabe bem que nenhum destes países, cinicamente sempre a fingir estar preocupados com os Palestinianos, alguma vez os acolheu. São refugiados permanentes. A Arábia Saudita recusa-se a dar nacionalidade a Palestinianos. Estranho, não? O Irão financia o Hamas, o Iraque pagava um prémio às famílias dos suicidas.
É uma nova técnica de guerra: pressão terrorista permanente, “afogamento” demográfico (daí a fixação no direito de retorno e do não acolhimento de refugiados), pressão internacional através da vitimização palestiniana na comunicação social ocidental.
Porque motivo até 1967 nenhum país Árabe se preocupou com os Palestinianos, quando lhes tinha sido negada uma pátria por Egípcios e Jordanos, e de repente ficaram tão preocupados?
Estou convencido que é necessáio haver pressão internacional sobre ambas as partes para se chegar à paz, mas a maior pressão deverá neste momento ser feita sobre os países Árabes e sobre Palestinianos. É minha convicção que quando os Palestinianos verdadeiramente aceitarem o direito de Israel existir, terão o seu Estado.
Acho que Golda Meir tinha razão.
“Peace will come when the Arabs will love their children more than they hate us.”
Israel e Palestinianos estão a viver uma situação de guerra, uma situação extrema. Se procurar, vai sempre encontrar excessos e situações condenáveis. Para ambos os lados.
Mas se quiser mesmo ajudar à paz, em vez de procurar diabolizar uma das partes, semeando ainda mais ódios e aumentando clivagens, talvez ajudasse mais se procurasse os sinais de que é possível viverem em paz. Desse voz às organizações pacifistas Israelitas e Palestinianas. Mostrando as histórias de humanidade e entendimento dos 2 lados, de gente boa de Israel e Palestina que quer construir pontes e ainda tem esperança.
Como já lhe disse, basta ver o que se está a passar em Gaza para ver que o objecivo do abandono de Gaza, como muitos avisaram, nada tinha a ver com a paz, mas com a possibilidade de fechar Gaza e isola-la. Já agora, Lieberman também quer que Israel abandone as cidades israelitas árabes. Será pela paz?
Mais à frente falaremos de Camp David.