Não vou escrever aqui o que penso sobre a privatização da TAP, companhia aérea criada pelo Estado (obra de Humberto Delgado), depois privatizada (mas com maioria de capitais do Estado) e de seguida renacionalizada. Nem sobre o facto destas privatizações sem recuo possível se querem fazer sem qualquer debate político e ao sabor da conjuntura. Nem sobre a política europeia que, na prática, empurra os Estados para estas privatizações. Não nos enganemos: à Europa tem faltado direcção política o que lhe tem sobrado em direcção ideológica não escrutinada pelos eleitores europeus.

Apenas quero deixar um aviso. Depois da TAP ser comprada, provavelmente por detentores de uma outra companhia, não venham falar de importância estratégica da empresa. Quando a TAP privada deixar de garantir voos para as regiões autónomas a preços comportáveis para os açorianos e madeirenses não se venham manifestar indignados. Quando os novos detentores da TAP decidirem cancelar voos para países cultural, política e economicamente importantes para Portugal (ou transferir as rotas para fora do país), não nos venham falar de interesse nacional. E, como se viu com outras empresas, a privatização fará com que os critérios de interesse nacional deixem de ter qualquer relevância.

Já aqui escrevi sobre as golden share da PT e outros expedientes: se o Estado quer mandar em empresas não as privatiza. A TAP é importante para a nossa economia. Para além de uma companhia aérea, é um instrumento de diplomacia, internacionalização da nossa economia e coesão territorial. Privatizar a TAP é desistir deste instrumento. Não se pode ter sol na eira e chuva no nabal. Querem o Estado sem empresas estratégicas? Aceitem o Estado sem poder económico. Querem um Estado com capacidade para defender os interesses económicos do País? Não vendam os poucos instrumentos que temos para isso. É tão simples que nem precisa de muitos argumentos.

Publicado no Expresso Online.


201 respostas ao post “Quem privatiza não decide”  

  1. 1 1  Antonio Cunha

    Concordo Daniel, em parte….

    O que não se pode é continuar a atirar dinheiro para um problema e fingir que ele não existe.

    E outra coisa, é urgente acabar com o escândalo que são algumas das mordomias existentes na TAP, como por exemplo os ordenados dos pilotos, que ainda se dão ao luxo de fazer greves.

    [Responder]

    Silva Reply:

    “O que não se pode é continuar a atirar dinheiro para um problema ”

    Outra vez com essa parvoíce António?! Quantas vezes é preciso repetir-lhe que a TAP não recebe dinheiro nenhum do Estado para gastos operacionais* desde 1997?!

    Desde então o Estado já tentou meter dinheiro através da ANA, da CGD e da Parpública e nunca conseguiu porque a UE não deixa (e nem sequer permite que o Estado dê avales a empréstimos obtidos junto da banca comercial).
    Mas alguns ainda continuam com a mesma lengalenga passados quase 15 anos.

    *Apenas recebe indemnizações compensatórias por obrigações de serviço público para as ilhas, que em 2009 totalizaram 9.051.024€ (o que corresponde a menos de 2 dias de actividade da TAP)

    Antonio Cunha Reply:

    Tem razão sim senhor !!!!

    As minhas desculpas.

    Silva Reply:

    Deixe lá isso António ;)

    xatoo Reply:

    este Cunha amanda as biscas mas de vez em quando entala-se (lol)

    Pão Metálico Reply:

    Pois, o Cunha, como todos nós, de quando em vez, largamos umas valentes biscas.
    Só que o Cunha, ao contrário de muitos, veio aqui admitir o erro.
    O que é louvável.
    Assim como é louvável a forma como o Silva encerrou a questão.
    Tinha que vir o xatoo…

    Antonio Cunha Reply:

    Olha o xatoo.

    Estava danadinho para mandar a bicada.

    Eu pelo menos assumo quando me engano, ao contrário de muitos que por aqui andam. É uma virtude, sabia.

    Folgo em saber que ainda por aqui anda. Cumprimentos ao José Mário Branco.

    Von Reply:

    Ao contrário de você Xatoo, que se entala sempre. O seu lol a quem admite um erro, mostra mais uma vez o seu grau de cretinice.

  2. 2 2  Carlos Marques

    A TAP e os Correios não deviam ser privatizados. Devem ser bem geridos, claro, segundo critérios profissionais, mas continuar nacionais. A TAP liga o país fisicamente ao exterior e os Correios ligam o país internamente.

    O escândalo aumenta por não se falar antes na privatização da RTP, que, como está, só serve para aquilo que todos sabemos – mas parece que a Constituição diz que tem ser pública.

    [Responder]

    Nuno Reply:

    “…que, como está, só serve para aquilo que todos sabemos-…”
    Eu não sei! Refere-se a quê?

  3. 3 3  Kw

    “preços comportáveis para os açorianos e madeirenses”?? Será melhor rever rapidamente esta afirmação porque a disparidade de preços entre a Tap e, no caso da Madeira, a Easyjet chega por vezes a ser assustadora e de certeza que não será por causa dos lanches servidos a 10.000 pes de altitude.

    [Responder]

    tcc01 Reply:

    Para os Açores infelizmente não há comparação, mas também são muito pouco comportáveis.

    Olympus Mons Reply:

    Caro Kw,
    porque quis a EasyJet voar para a Madeira e náo para os Açores? alguma vez pensou nisso?

    Gestrundino Malaquias do Coiro Calhau Reply:

    *Olympus (de novo):

    Já parou para pensar que está a fazer uma assunção simplista e errada?

    Quem lhe disse que a Easy Jet não qier operar nos Açores?

    Vamos ao mercado: Para operar nos Açores, é necessária a criação de hotelaria em muito maior escala.

    Há potencialidade, há trabalhadores desempregados e há todo o interesse em potenciar a escola técnica de hotelaria nos Açores.

    Agora, que tal começarem por baixar as taxas em 50%?

    Uma companhia de baixo custo não comporta a exigência financeira correspondente a taxas por passageiro elevadíssimas.

    Dê um salto à Ryanair e veja os aeroportos para onde opera.

    Se tiver algum conhecimento da Europa (e se não tem aconselho-o a viajar….e muito….como eu fiz e faço)…e verá que os Açores pela sua beleza natural tem uma apetência de mercado muito superior a muitos desses destinos.

    Cumprimentos.

    Silva Reply:

    “Para operar nos Açores, é necessária a criação de hotelaria em muito maior escala.”

    E porque é esse mercado não cria a hotelaria?! Há alguma coisa que os impeça?!
    Deve estar à espera de apoios do Estado como é habitual em Portugal.

    “Agora, que tal começarem por baixar as taxas em 50%?”

    Sabe quanto são as taxas?! Não sabe pois não?! Então porque é que diz que devem baixar 50%?! Não faz ideia, só acha que sim, não é?

    Silva Reply:

    Esta parte das taxas saiu-me um bocado à bruta…
    peço desde já desculpa se a resposta parece um bocado brusca.

    GESTRUNDINO MALAQUIAS DO COIRO CALHAU Reply:

    *Silva,

    É uma pescadinha de rabo-na-boca. Se não tem ponte aérea não tem mais hotelaria e vice-versa.

    Considere a força do meu argumento e os prós que enunciei…e rebata-os…se conseguir.

    Silva Reply:

    “Se não tem ponte aérea não tem mais hotelaria e vice-versa.”

    Desconheço que algum português tenha deixado de ir aos Açores por não ter passagem aérea.

  4. 4 4  Tonibler

    Instrumento de diplomacia??? Essa ainda não tinha ouvido…

    A coesão territorial é um bom argumento, mas onde é que a coesão territorial fica em causa num mundo onde se dá um pontapé numa pedra aparece uma companhia aérea?

    No resto, por mim até podem deixar aquela porcaria nacionalizada. Se a pagarem claro, não me venham pedir a mim que ande a trabalhar para sustentar as vossas paridas ideológicas. Ou então convençam os trabalhadores a receberem metade do ordenado, já que a companhia é assim tão importante…

    [Responder]

    ISTOSÓVISTO Reply:

    isto ouve-se ( e lê-se, neste caso) tanta barbaridade: “A coesão territorial é um bom argumento, mas onde é que a coesão territorial fica em causa num mundo onde se dá um pontapé numa pedra aparece uma companhia aérea?”, você faz por acaso ideia o quanto ia penalizar o custo do transporte de mercadorias por via aérea para as ilhas se a tap fosse tomada por qualquer outro grupo internacional que, obviamente, se estará marimbando para o custo de vida nos Açores ?( e digo-lhe já que não seria a diferença de 1% na taxa de IVA que iria compensar esse acrescimo de custo). Nasci e vivi em Lisboa até há um ano, e agora estou nos Açores, sempre paguei os meus impostos para que os serviços fundamentais de transporte (que neste momento se tornaram para mim mais dependentes da tap), educaçao e saude me pudessem ser proporcionados a mim e aos meus, e não é agora por estar nas ilhas que acho que mereço menos do que você, porque se acha que está a pagar a tap, eu tambem estou e já há muitos anos, portanto pense lá bem nas coisas que diz. A menos que ache, como muitos que para aí andam, que há portugueses de 1a e de 2a.

    Tonibler Reply:

    E porque você acha que tem direito a isso então é lícito que o país todo trabalhe para isso? Vá de barco!

    Olympus Mons Reply:

    Tonibler,
    A TAP tem que ser privatizada porque necessita de ser capitalizada para poder “voar”. Do seu dinheiro eles não recebem nada ( a não ser que seja cliente) desde 1997, e são em termos práticos o maior exportador nacional com 1,6 mil milhões de euros em exportação…

    Está a bater no ceguinho errado…

    Tonibler Reply:

    Olympus,

    Precisa de ser capitalizada? O que é que fez ao capital?

    Eu só estou a bater no ceguinho que insiste que eu tenha uma empresa de tudo e outra de nada, ando a sustentar pançudos com o argumento do estado social que só serve para pagar ordenadaços e depois ainda tenho que ouvir esta gente a falar da diferença entre os riscos e os pobres. Ora vão…

    Silva Reply:

    “e são em termos práticos o maior exportador nacional com 1,6 mil milhões de euros em exportação…”

    Um pormenor poucas vezes referido e que devia ser lembrado mais vezes.
    Fala-se sempre da Autoeuropa que ainda o ano passado recebeu muito dinheiro (não falo em número concretos porque não os sei de cor) para não despedir pessoas.

    ISTOSOVISTOhmfrod@gmail.com Reply:

    oh tonibler você fala muito mas não sabe ler pois não? (tb se copia o nome desse belo governante não me admira). Quando me diz “vá de barco”porque não tem de pagar por mim, lembro-lhe que no meu comentario lhe disse que vivi até agora em Lisboa, e os impostos que paguei tanto foram para o continente como para as ilhas, portanto não é você que está a pagar por mim, sou eu, que com os meus impostos pagos em sede de finanças em Lisboa e distribuidos por todo o país, e as ilhas que eu saiba ainda fazem parte do país, paguei o que me acho no direito de ter. Quanto a si, pelo seu tipo de discurso, não deve ter mais de 18 anos por isso ainda nem deve saber o que é pagar impostos para salvaguardar os outros que necessitam, por diversas ordens, do bem comum. De certeza que já paguei mais por si do que você por mim.

    fado alexandrino Reply:

    o maior exportador nacional com 1,6 mil milhões de euros

    Peço desculpa julguei que lhe iam fazer a pergunta mas não fizeram.
    Eu faço pode indicar-me a que se deve esse montante?

    Tonibler Reply:

    O maior exportador nacional é o estado que exporta 25 mil milhões todos os anos em notas de euro.

    Silva Reply:

    “Eu faço pode indicar-me a que se deve esse montante?”

    Simples, quando os estrangeiros voam na TAP entram divisas para o mercado nacional, logo são «exportações».
    Tal como os nossos turistas ao irem passar férias aos estrangeiro contam como importações, porque saem divisas do país (como o nosso PR explicou recentemente – e muito melhor do que eu).

    ISTOSOVISTO Reply:

    tonibler, é lacaio do Passos ou simplesmente burro?

    fado alexandrino Reply:

    Silva Reply:
    Julho 27th, 2010 at 23:54

    Não é bem assim,
    A TAP não pode reexportar todo o preço do bilhete vendido no estrangeiro.
    E de qualquer maneira acho que não entrou em linha de conta com a saída de moeda na compra dos aviões.
    As exportações de divisas com o turismo português no estrangeiro não tem nada a ver com a TAP, quem é que lhe garante que vão viajar de avião e que escolhem a TAP.
    Para eu ficar convencido da bondade da sua argumentação queira indicar-me o link para o número que avançou.

    Faça o favor de me indicar o link para o seu número.

    Silva Reply:

    “O maior exportador nacional é o estado que exporta 25 mil milhões todos os anos em notas de euro.”

    A saída de divisas na minha terra são importações, mas o tonibler é que deve saber, afinal de contas já aqui demonstrou que percebe disto do capitalismo aos potes.

    Silva Reply:

    Quem avançou o número não fui eu.

    “E de qualquer maneira acho que não entrou em linha de conta com a saída de moeda na compra dos aviões.”

    O que é que isso tem a ver?!
    Aquilo valor diz respeito às receitas, não às despesas.

    “As exportações de divisas com o turismo português no estrangeiro não tem nada a ver com a TAP, ”

    Alguém disse que tinham a ver?! Eu dei um exemplo de turismo para exemplar o movimento contrário de divisas.

    fado alexandrino Reply:

    Silva Reply:
    Julho 28th, 2010 at 9:52

    Obrigado.
    Não tinha reparado que os números vinham de outra pessoa.
    Até podiam vir do além pois são absolutamente fantasiosos.

    Quanto à sua outra resposta noutro comentário queira reparar que uma coisa é discutir “suposições” outra é apresentar coisas concretas.

    Mal comparado é como se um comandante numa aproximação ILS depois de passar o outer marker “supor” que a pista está ali.
    Ia correr mal.

    Peço desculpa mas como o post vai longo se responder não vou comentar mais nada pois para mim este post “borregou” logo no início e aliás o senhor Daniel Oliveira como de costume não responde a perguntas muito concretas.

    Silva Reply:

    “Eu dei um exemplo de turismo para exemplar o movimento contrário de divisas.”

    Para «…exemplificar o movimento…»…

    Silva Reply:

    “queira reparar que uma coisa é discutir “suposições” outra é apresentar coisas concretas.”

    Pois, mas são as suposições de toda a indústria, saber mais só saberá gente da ANA ou da BA.
    Quem acha que a BA saiu por outros motivos que diga quais são.

    “Até podiam vir do além pois são absolutamente fantasiosos.”

    Suposições suas.
    Fernando Pinto dá valores similares: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=418541
    (usei aquele coisas ultra-secreta para descobrir esta notícia, de seu nome Google)

    fado alexandrino Reply:

    Um ultimo comentário.

    1,4 mil milhões de euros de facturação no mercado internacional

    Os jornalista nunca sabem perguntar nada.
    E quanto custou aquela facturação?

    Faria lembrar um treinador que comentando os quatro golos que marcou ao adversário se esquecesse que o mesmo tinha marcado cinco.

    Até outro post.
    Clear for take off.

    Tonibler Reply:

    Pois, fado, o ponto é esse…quanto é que custou essa exportação? O dobro em importação? Por isso é que disse que o maior exportador é o estado…

    Silva Reply:

    O Tonibler acabou de descobrir o conceito de balança comercial…

  5. 5 5  xatoo

    não é decididamente “a política europeia que, na prática, empurra os Estados para estas privatizações” mas sim o Consenso de Washington que tem imposto o neoliberalismo desde os anos 90. Assim é que estaria correcto começar a proposta de debate. Assim não sendo, já nem li o resto, uma vez que o principio está inquinado, não atribuindo os males aos seus legitimos donos.
    Resta acrescentar que o Consenso de Washington foi uma politica criada pelos Chicago Boys tendo em vista ser uma politica aplicada apenas no Chile de Pinochet como experiência de salvação da economia das garras dos principios da tendência socialista herdade de Allende. Foi tal o êxito da ditadura que o Consenso de Washington foi sendo alargado a outras regiões do mundo com o resultado que têm vindo a dar e que todos hoje sentimos na pele

    [Responder]

    José Nascimento Reply:

    ó xatto,
    o consenso de washington está ultrapassado desde o dia a seguir que foi formulado.
    E não é de certeza aí que está a origem dos males que hoje todos sentimos na pele.
    Frio.
    Tente novamente.

  6. 6 6  Silva

    Daniel, embora concorde com muito do que diz (ia dizer que não concordava com a parte do serviço para as ilhas, porque contratos de serviço público resolveriam o problema, mas sabendo como esse género de contratos costuma ser feito em Portugal nem me atrevo a sugerir tal coisa), como resolveria o problema de falta de capitalização da TAP?!

    É que há anos que a empresa se debate com uma falta gritante de capital para investir na expansão da sua actividade, pois apenas se pode endividar em níveis irrisórios face ao que necessita.

    Se arranjar maneira de resolver isso o Fernando Pinto contrata-o já! :) Depois pode é começar a receber hate mail de algumas companhias que já se devem estar a chegar à frente para comprar uma das companhias europeias com mais potencial de crescimento para o Brasil e África (a localização geográfica também ajuda – o aeroporto de Lisboa é que não, mas não vale a pena ir por aí neste post) a preço de saldo. A Ibéria/BA por exemplo adoraria comprar a TAP.

    [Responder]

    GMaciel Reply:

    A Ibéria/BA por exemplo adoraria comprar a TAP.

    Pode dizer-nos de onde retirou esta informação? Simples curiosidade.

    Silva Reply:

    Não é nenhuma insider information, simplesmente o grupo Oneworld tem um buraco enorme na sua cobertura mundial, que é o Brasil e África (a parte que a TAP serve, pelo menos). Por isso teriam todo o interesse de arranjar maneira para penetrar melhor nesses mercados – se essa maneira fosse a um preço aceitável para eles, naturalmente.

    Se quisermos entrar pelas teorias da conspiração, então podemos dizer que a Iberia quer a TAP para ter o controlo das principais rotas de todos os aeroportos ibéricos (em companhias de bandeira).

    Mas frise-se que a pior coisa que nos podia acontecer era a Ibéria controlar a TAP, porque a partir desse momento os únicos voos da TAP que sobrariam nos aeroportos nacionais seriam Porto-Madrid, Lisboa-Madrid e Faro-Madrid.
    Mais do que isso só patrocinados pelo Estado, i.e., obrigações de serviço público.

    GMaciel Reply:

    Eu pensei por aí mesmo, as rotas de África e Brasil, mas podia estar errada.

    Obrigada.

    Silva Reply:

    De nada Graça (penso não me ter enganado no significado do «G») :)

    Cumprimentos.

    GMaciel Reply:

    Não, não se enganou, é mesmo isso.

    :)

    cumprimentos aceites e retribuídos.

  7. 7 7  João Gundersen

    A questão dos ordenados dos pilotos não é simples. Trata-se de um mercado internacional onde baixar os ordenados pode equivaler a perder bons pilotos.

    [Responder]

    GMaciel Reply:

    O problema é que mesmo a nível internacional se considera que os pilotos estão sobrevalorizados, ao contrário dos técnicos – com excepção dos alemães – que estão subvalorizados e é neles que pendem as boas condições da aeronave. Se a isto se acrescentar o facto de, tanto os pilotos como os técnicos, terem formação contínua obrigatória pela legislação aeronáutica internacional (responsabilidade do IASA), percebe-se que cada piloto sai bastante caro às companhias.

  8. 8 8  Júlio de Matos

    São de tal modo estúpidos, que querem um Estado-pelintra pensando que, desse modo, poderão mais fácilmente… ser ricos!

    E ainda têm a lata de se dizerem admiradores do Salazar, um dos Homens que mais pedras sólidas colocou no Estado em Portugal. Caterva de hipócritas ignorantes…

    [Responder]

  9. 9 9  Silva

    E já agora o que irá acontecer à TAP se não vir reforçado o seu capital é exactamente o que aconteceu a pelo menos 3 companhias europeias estatais: Sabena, Olympic e Alitalia.
    Sem tirar nem pôr.

    [Responder]

  10. 10 10  pedro

    que interesse nacional é defendido por termos o governo (e os seu amigos) a gerir (xupar) os recursos de uma empresa (impostos) pública!?

    eu gostava que pudesse explicar..não é assim tão simples que n precise de argumento!

    A tap não garante preços comportáveis para para as viagens com as regiões autónomas..(fale com quem faça essa viagem regularmente!)

    as rotas com os paises “cultural, política e economicamente importantes para Portugal” são uma das (talvez a mais importante) vantagens q a tap tem pra quem a quiser comprar.. é como alguem comprar a coca cola e depois passar a vender sumos de laranja.

    q interesse nacional é esse q precisa de ser financiado com milhões e milhões de euros dos recursos de todos nós? gostava de ver esse “interesse” escrutinado!!

    [Responder]

    ISTOSÓVISTO Reply:

    “A tap não garante preços comportáveis para para as viagens com as regiões autónomas..(fale com quem faça essa viagem regularmente!)”

    E acha, com certeza, que uma companhia privada iria fazer preços mais baratos, não?. Compraria a parte que o governo regional tem da SATA e aí teríamos de pagar o que nos pedissem ou íamos a nado para Lisboa. Bem sei que um vôo daqui para Lisboa sai mais caro do que Lisboa – Londres, mas isso tem a ver, mais do que com distâncias, com a lei da oferta – procura, por isso já se sabe que para comportar os custos das viagens Lisboa – Ponta Delgada ( que raramente vão cheias) uma companhia privada iria aumentar ainda mais o preço das viagens, já que uma vez com o monopólio não teríamos outras opções.

    Olympus Mons Reply:

    Pedro a TAP não lhe “consome” milhões e milhões, muito pelo contrário dá um contributo importante á balança comercial ao exportar 1,6 mil milhões de euros…. e isto é imbatível… Bem haja a TAP.

  11. 11 11  Pedro Lourenço

    “é urgente acabar com o escândalo que são algumas das mordomias existentes na TAP, como por exemplo os ordenados dos pilotos”

    Sim, porque não me importo de voar com um qualquer vagabundo a ganhar 700 eur/mês e com o curso de pilotagem tirado nas novas oportunidades, com dificuldades económicas que não lhe permitem ter mais do que uma refeição com carne por dia.

    Caro Cunha, deixe lá os pilotos ganharem bem. Se vou voar, e o piloto tem nas suas mãos a minha (e de outros tantos) vida, então prefiro que o homem esteja satisfeito com a sua vida.

    Quanto à privatização da TAP, a minha opinião não difere muito quanto à privatização de outras empresas consideradas estratégicas. Não se deve privatizar. Não vejo por outro lado com maus olhos uma eventual fusão da TAP com outra empresa de forma a permitir integrar a TAP num grupo mais forte e estável, à semelhança do que aconteceu com outras empresas de aviação civil. No entanto, deve manter a sua identidade e o Estado a sua participação no capital.

    [Responder]

    Antonio Cunha Reply:

    Amigo Lourenço, já aqui te demonstrei que os pilotos ganham muito bem, aliá para cima de muito bem. A média de ordenados de um piloto TAP é 8000€.

    É um exagero e um absurdo.

    Outra coisa importante referir é que a TAP é 1ª ou 2ª companhia de bandeira na Europa que mais se atrasa. Um bom serviço evidentemente.

    Olympus Mons Reply:

    António, isso terá que agradecer aos aeroportos de portugal (ANA) não exactamente á TAP…

    Se alguma vez visse os tapetes do aeroporto de lisboa por onde passa a bagagem perceberia porque se atrasam os voos…

    Nota: Já não é das que mais se atrasa.

  12. 12 12  Mouzinho

    Pena que a companhia de bandeira tenha sistematicamente:

    – Proporcionado um serviço pior do que a concorrência
    – Que seja mais cara
    – Que tenha dado prejuízo crónicos
    – Que seja feudo de dezenas de sindicatos, que colocam os interesses do seu grupo acima dos interesses da empresa
    – como as restantes empresas públicas seja albergue de clientelas.

    Honra seja feita ao Mexia que na sua passagem meteórica na empresa ainda correu com aquele senhor do PSD que era contra os brasucas na TAP. Aquele senhor que depois entrou em falência

    [Responder]

    Olympus Mons Reply:

    Mouzinho, nao acha estranho que com esses atributos todos maus o problema da TAP não seja falta de clientes?
    -
    Não acha estranho que a TAP tenha passado de 2 milhões de passageiros transportados no inicio deste século para mais de 8 Milhões em 2009?

    Mouzinho Reply:

    Eu acho que o que paga as batatas é dinheiro. e A TAP é deficitária, mesmo com aumento de passageiros.

    Aliás o aumento de passageiros deve-se à optimização de rotas, incluindo novas.

    O seu comentário é pateta – há péssimas empresas e lojas que mantêm clientes.

    Silva Reply:

    “A TAP é deficitária, mesmo com aumento de passageiros.”

    O transporte de passageiros deu o ano passado 50 milhões de euros de lucro. Tal como já tinha dado em 2007 e em 2006 (pelo menos).

  13. 13 13  Daniel Oliveira

    – Proporcionado um serviço pior do que a concorrência
    Não é verdade. Durante décadas a TAP até era considrado um exemplo como empresa nacional.

    – Que seja mais cara
    Depende dos destinos. Como em todas, aliás.

    – Que tenha dado prejuízo crónicos
    É mentira. E é estranho como a memória voa.

    – como as restantes empresas públicas seja albergue de clientelas.
    Ache o que se achar do P. Conselho de Administração da TAP não vejo como se encaixa ele numa clientela. Mas a cassete tem de funcionar, não é?

    [Responder]

    Antonio Cunha Reply:

    Um exemplo, não é Daniel !!!!

    Mas é um exemplo de como não se faz !!!!

    http://aeiou.expresso.pt/tap-e-a-companhia-europeia-que-mais-se-atrasa-e-que-mais-bagagem-perde=f234794

    Mouzinho Reply:

    Daniel,

    A TAP é mais cara, é uma constatação óbvia. E os destinos onde tem ou teve monopólio tinham preços pornográficos.

    O serviço foi considerado cronicamente mau, a comida péssima.

    E os prejuízos crónicos é a mais pura da verdade. Honra seja feita à gestão de Fernando Pinto, que melhorou inicialmente, mas que devido a vários efeitos se tem agravado. Uma pouco mais de conhecimento do que fala ficar-lhe-ia bem.

    Na década de 90 a TAP chegou a ter dificuldades para pagar salários, tendo sido efectuadas empréstimos para o poder efectuar. A equipa de Fernando Pinto efectuou um excelente trabalho

    Algumas citações da agência financeira

    Recorde-se que a TAP Portugal obteve um resultado líquido negativo de 29,45 milhões de euros no primeiro trimestre de 2005, prejuízos que diminuíram em cerca de 10% face ao período homólogo de 2004

    Depois de um excelente ano de 2007 a TAP encerrou o ano de 2009 com um prejuízo de 3,5 milhões. Este resultado representa, mesmo assim, uma melhoria face a 2008 – quando a TAP registou uma perda de 285,5 milhões de euros

    AINDA ACHA QUE É MENTIRA?

    Gestrundino Malaquias do Coiro Calhau Reply:

    Ponto positivo do post: É correcto que a privatização da TAP apenas poderia baixar 1% da nossa dívida pública e que esse 1% era alcançado logo nos 6 meses seguintes.

    Encontrem uma boa razão para o fazer e não embebedem os portugueses com razões de controlo do défice.

    Ponto negativo do post: “A garantia de voos a preços comfortáveis para os Açores”.

    O Daniel sabe tão bem quanto eu que os preços são muito superiores ao custo marginal da viagem.

    Razões de protecção da TAP tem impedido a entrada em operação da Ryanair em Lisboa, Madeira e Açores, com muito prejuízo para o tesouro, para a criação de emprego em Portugal, e em última análise para a captação de atenção estrangeira para um a das nossas maiores potencialidades.

    De resto subscrevo.

    Silva Reply:

    “Razões de protecção da TAP tem impedido a entrada em operação da Ryanair ”

    Isso não é verdade.
    A Ryanair não voa para Lisboa porque a Ana não aceita o que eles oferecem (e eles não são pessoas de negociar, ou é como eles querem ou vão para outro sítio). Tão simples quanto isso.

    fado alexandrino Reply:

    A Ryanair não voa para Lisboa porque a Ana não aceita o que eles oferecem

    Gosto de saber.
    Pode indicar-me quais são essas condições?

    Silva Reply:

    “Pode indicar-me quais são essas condições?”

    Costumam ser taxas aeroportuárias ridiculamente baixas, e eles é que definem o preço, tipo chegam a um aeroporto e dizem: se nos cobrarem X€ por passageiro voamos para aí.
    E exigem também a garantia de tempos de turnaround time muito reduzidos (o tempo de turnaround time é o tempo que demora desde que um avião aterra até voltar a levantar), o que num aeroporto com os constrangimentos no lado terra como o de Lisboa é complicadíssimo.

    2 exemplos do que já se passou com a Ryanair noutros sítios: no aeroporto de Charleroi na Bélgica, o aeroporto para trazer a Ryanair cobrava «taxas negativas», i.e., em vez de a Ryanair pagar por cada passageiro, era o aeroporto que pagava à Ryanair por cada passageiro transportado. O caso está no Tribunal
    Europeu já há bastante tempo.
    No aeroporto do Porto, a Ryanair exigiu um turnaround máximo de 25 minutos. A ANA deu-lho e, segundo consta, foi por isso que a British Airways deixou de voar para lá, pois achava que estava a ser descriminada, pois a eles não lhes garantiam isso.

    fado alexandrino Reply:

    Silva Reply:
    Julho 28th, 2010 at 0:01

    ” e, segundo consta”

    Muito obrigado fiquei a perceber o fundamental da argumentação.

    Silva Reply:

    Quem não percebeu fui eu…

    Gestrundino Malaquias do Coiro Calhau Reply:

    *Silva:

    Vamos a analisar aquilo que diz:

    Tudo correcto quanto À operacionalidade desse aeroporto o do de Charleroi que conheço muito bem.

    A Ryanair não é empresa para negociar, é empresa para impor. Mas porquê? Uma empresa que pode impor e opera para mais de uma centena de rotas por certo traz um benefício muito relevante para o Estado…ou estou enganado?

    Faça uma análise simples e considere:

    O meu argumento é simples: O Estado, em captação de investimento estrangeiro, criação de emprego e captação de muito relevante receita em IVA está em condições de suportar taxas 0.

    Quanto À reprimenda às taxas negativas é disconforme com o Direito Comunitário…mas também lhe digo que a Ryanair não as impõe. Uma situação de taxa simbólica por passageiro é comportável pela Ryanair e muito benéfica…overall..para o Estado Português.

    Considere e rebata se conseguir.

    Silva Reply:

    Rebato o quê?! Isso já se faz no Porto e em Faro.

    E acho uma piada a todos que vêm para aqui defender a sustentabilidade das empresas do estado, mas quando é para uma empresa estrangeira as vir explorar, já não há problema em que elas percam dinheiro porque «e muito benéfica…overall..para o Estado Português.».

    Silva Reply:

    “A Ryanair não é empresa para negociar, é empresa para impor. Mas porquê”

    Porque pode…

    “Uma empresa que pode impor e opera para mais de uma centena de rotas por certo traz um benefício muito relevante para o Estado…ou estou enganado?”

    Não, não está, como é óbvio

    E sinceramente não percebo porque é que raio é que surgiram essas perguntas.

    Se existem empresas a querer voar para Portugal venham elas, quantas mais melhor.

    Agora que a CE seja tão benevolente com apoios dados a companhias aéreas estrangeiras e às nacionais faça tudo para os impedir parece-me algo estranho. Mas eles lá terão os seus motivos.

    Silva Reply:

    E, já agora, quem quiser ver um estudo sobre o modelo de negócio da Ryanair (incluindo a pequena quantidade de subsídios que eles receberam em 2008, que lhes permitiu não ter prejuízos da ordem dos 150-200 milhões de euros – que por mera coincidência foi a ordem de grandeza dos prejuízos da TAP nesse ano) pode ir aqui: http://www.lowcostportugal.net/companhias-aereas/o-modelo-de-negocio-da-ryanair/2010/07/

    GESTRUNDINO MALAQUIAS DO COIRO CALHAU Reply:

    *Silva:

    Quanto às alegadas discriminações da CE.

    Se quiser saber mais sobre o assunto recomendo-lhe

    http://ec.europa.eu/competition/state_aid/overview/index_en.html

    Como o Silva referiu as taxas negativas são auxilios de Estado.

    Já teve também o caso da Sabena companhia bandeira que foi investigada por incompatibilidades com o Direito Comunitário…neste momento já não existe.

    Bem…a comissão está atenta posso-lhe garantir.

    Um abraço

    Silva Reply:

    “Bem…a comissão está atenta posso-lhe garantir.”

    Se não tivesse atenta a Sabena, a Olympic e a Alitalia não tinham ido à falência.
    E os diversos esquemas do Estado Português para tentar meter dinheiro na TAP tinham resultado…

  14. 14 14  Daniel Oliveira

    pedro, não preciso de falar com quem faça essas viagens regularmanete porque sei do que falo. O que é extraordinário é a quantidade de gente que aqui fala sem saber que os habitantes dos Açores e da Madeira têm preços reduzidos na TAP. Nesta, do Estado.

    [Responder]

    Dazulpintado Reply:

    Muito curiosa essa sua observação. Então e os continentais que se querem deslocar às ilhas não têm porquê?
    Isto é o mesmo que ter uma tarifa entre Porto e Lisboa diferente de entre Lisboa e Porto.

    Kw Reply:

    na Tap e no caso da Madeira na Easyjet também! A regra é a mesma. Viagem 3 a 6 out na easy (com bagagem 88€) na Tap (165,00€)

    João Reply:

    Caro Kw, não é bem assim que a TAP seja mais cara que a Easyjet, tudo depende das épocas e da antecedência com que se compra a passagem.
    Para antecedências de compra inferiores a 2 semanas geralmente a Easyjet é mais barata, para antecedências mais alargadas tenho comprado TAP mais barato que a Easyjet.
    No entanto estou de acordo consigo num ponto, sem a vinda da Easyjet para a Madeira, nunca nos teríamos libertado dos preços altamente inflacionados que a TAP praticava. Por isso “Viva a Easyjet”.

  15. 15 15  Daniel Oliveira

    Tonibler, como foi aqui explicado, o senhor não paga nada pela existência da TAP. E aqui se prova que as privatizações resultam exclusivamente de preconceito ideológico sem base nenhuma nos factos.

    A diplomacia é asneira? Não sabe então do que fala.

    [Responder]

    Olympus Mons Reply:

    Daniel o problema não é esse!
    e você tem tendência para não perceber o problema (por razões ideológicas, claro). Mas eu explico-lhe.
    A TAP já não é eminentemente uma “empresa portuguesa”. 73% das receitas da TAP já é vendida no exterior (logo o maior exportador nacional – só não o é oficialmente porque não está cotada em bolsa).
    O problema da TAP é que tem que ser capitalizada para poder fazer os investimentos que façam com que “receita portuguesa” DESÇA para 20%, 10%, significando isso que está a crescer. E Daniel, tem que crescer senão morre!
    A TAP atingiu um ponto que já não cresce (correndo o risco de morrer) se não tiver capital (isso , aquilo que tanto discutimos e que você acha que brota do chão) e com esse crescimento investir em mercados novos. Arriscou (quase em estado de desespero) na Rússia e deu-se bem. Mas agora precisa de investir em mercados novos e não tem capital.

    A TAP privatizada já! – Mas porque , tal como um pai faz a um filho, têm que a deixar ir á vida e crescer (ou não).

    Olympus Mons Reply:

    Daniel, vi agora que o meu comentário saiu muito agressivo e não existe nada nos seus (comentários) que merecesse isso da minha parte.
    Peço Desculpa.

  16. 16 16  Daniel Oliveira

    Kw: repito – eu escrevi para açorianos e madeirenses, não para a Madeira e Açores.

    [Responder]

    Libertário Reply:

    … o que infelizmente invalida toda a lógica que desenvolve ao longo do seu post. Em dado momento é o interesse nacional e logo de seguida é apenas o interesse dos ilhéus.

    Olympus Mons Reply:

    Alguem tem que dizer isto: com as receitas que a TAP tem, está-se a cagar para os Açores.

  17. 17 17  Daniel Oliveira

    Um excelente exemplo que escolheu, António Cunha. Agora só precisa de estudar a razão porque isso aconteceu. Quem trata desse serviço? A Groundforce é pública ou privada? Pois, é maioritariamente privada. Mas com a privatização corre tudo muito melhor, não é?

    [Responder]

    Antonio Cunha Reply:

    Então a Groundforce também é responsável pelos atrasos em todos os aeroportos do mundo ????

    É ver o estudo

    http://files.aea.be/News/PR/Pr08-006.pdf

    Silva Reply:

    Além do mais nessa questão da bagagem não se pode desassociar o problema do aeroporto de Lisboa. Problema esse que pode advir de vários motivos, assim que me lembre:
    1. (má) gestão
    2. falta de infraestruturas
    3. layout extremamente complicado fruto das expansões feitas a martelo ao longo das décadas
    4. teoria de conspiração que diz que é o Governo que obriga a ANA a fazer o aeroporto funcionar mal de maneira a justificar a construção do NAL

    (escolham a que acharem melhor segundo as vossas convicções)

    No Aeroporto de Porto e no de Faro o número de bagagens extraviadas estão ao nível de qualquer outro aeroporto na Europa.

    Silva Reply:

    “Então a Groundforce também é responsável pelos atrasos em todos os aeroportos do mundo ????”

    Directamente não, mas se for ineficiente a carregar/descarregar os aviões, os atrasos podiam perfeitamente ser provocados nos aeroportos portugueses (todos os voos regulares da TAP começam ou acabam num aeroporto português) e propagar-se para a operação do resto do dia. É que basta um atraso de 5 minutos no 1.ª partida do dia para que ao chegar ao 1.º destino já se tenha que esperar 20 minutos para aterrar, depois 30 para levantar de novo, etc., etc.

    Não sei se é o caso ou não porque não tenho dados sobre o turnaround time da TAP em Portugal vs. nos outros países, mas podia perfeitamente ser o caso.

    Júlio de Matos Reply:

    Não se podem comparar grandezas incomparáveis. É como comparar o número de vezes que um Ferrari vai à oficina com o número de vezes que vai um UMM Alter.

    A TAP fica em 26º lugar numa lista em que o 25º é a British Airways, o 23º a Alitalia e o 22º a Air France. A lista apenas compara o número de incidentes de bagagem (atrasos) por unidade de passageiros transportados. Nada diz sobre as condições de operação em cada Aeroporto, que no fundo é onde residem as causas para estes incidentes. O problema da TAP poderá ser o ter percentualmente muito mais voos baseados em Lisboa do que as outras Companhias aéreas.

    O maior problema da TAP é o Aeródromo da Portela de Sacavém…

    Olympus Mons Reply:

    António Cunha. Está a fazer de propósito?
    Ao ir buscar os números de Janeiro de 2008, quando devido ao comportamento de várias entidades (ANA, GroundForce) os números bateram no fundo. Levando á rotura entre a TAP e a groundforce (que dava tratamento preferencial ás outras companhias porque a TAP estava no papo). A minha pergunta é: Está a fazer de propósito ou foi um erro honesto?

  18. 18 18  Luís Simões

    Junta-se a fome (o défice das contas públicas) à vontade de comer (o apetite dos privados por uma empresa que foi saneada em termos financeiros)

    http://www.mindjacking.wordpress.com

    [Responder]

  19. 19 19  Pedro Lourenço

    Eu só não quero voar com um piloto que viva com o RSI. Não porque tenha alguma coisa contra pessoas que recebem o RSI. Mas porque com a pobreza de RSI, o mais certo era o piloto passar fome. E não queremos fazer uma viagem num avião pilotado por alguém que tem de contar trocos para comer qualquer coisita.

    8000 euros por mês? Acho que é justo. Há gente neste país a ganhar bem mais e não tem um centésimo da responsabilidade de um piloto. Basta ser gestor de uma empresa municipal, e não precisa de ser no Porto ou Lisboa, podemos ficar-nos por Matosinhos ou VN Gaia, para ganhar isso.

    Por isso, falar dos salários dos pilotos e restantes benefícios (que aqui são descritos por alguns como “mordomias”) é uma falsa questão.

    Já basta o que está a acontecer com a profissão de assistente de bordo, constantemente a ser desvalorizada, com repercussão evidente nos salários e nos benefícios de carreira, era só o que faltava agora isso acontece à profissão de piloto.

    [Responder]

    Antonio Cunha Reply:

    Eu acho que tu tens é medo de voar :)

    Olympus Mons Reply:

    Pedro concordo em grande parte consigo.

    Um piloto ganha, ajustada á proporção basicamente aquilo que deveria ganhar… (cerca de 70% dos rendimentos de um piloto da Lufthansa). O Problema que os restantes portugueses não ganham os 70% do ordenado de um alemão e os pilotos tem que perceber isso e deixar de pedir mais e mais…

    È verdade que um “cargo de chefia” empresas publicas dos “ramo”, na ANA, NAV, INAC ganha acima dos €6000

    Pedro M Lourenço Reply:

    Olhe que não, olhe que não.
    De resto, confesso que a única vez que senti algum receio a voar foi numa avioneta a sobrevoar as linhas de Nazca. Dass… :)

  20. 20 20  sensimilla

    Utilizem um daqueles sites tipo edreams/atrapalo e introduzam uma pesquisa de voos Lisboa-Maputo ou Lisboa-Luanda, ida e volta, deixem em aberto a opção por voo directo com escala(s). Depois voltem aqui e indiquem quem opera o voo mais barato.

    [Responder]

  21. 21 21  José Nascimento

    Caro Daniel Oliveira,
    Por favor pare de falar em importância estratégica nacional da TAP ou de outra empresa qualquer em que o estado deva ter participação. Já cansa.
    As empresas servem para fornecer bens e serviços que a sociedade precisa. Não podem servir para exercício de soberania ou político de um estado.
    (pelo menos para isso, deveriam servir os exércitos, com o que gastam do orçamento)
    Uma companhia de aviação low cost faz mais por um país, prestando um serviço aos seus cidadãos que qualquer empresa de aviação com participação estatal.
    Assim não ganhamos …Daniel.

    [Responder]

    Rui F Reply:

    José

    Onde andam os grupos Portugueses do Capital que não investem num Low Cost nacional já que servem melhor os cidadãos?

    Todos os low cost que eu conheço, sem excepção, só me oferecem um baixo custo quando não preciso!
    Devo ter azar…nunca posso usufruir dessa cidadania

    José Nascimento Reply:

    Caro Rui F,
    Para que precisa de um grupo português do capital com investimentos numa low cost? Para usufruir da cidadania?
    Ou a sua cidadania só têm expressão com preços em conta com uma companhia nacional de aviação para quando lhe faz falta?

  22. 22 22  LAM

    Há uma frase no post que resume e que dita o destino da TAP:

    “…sobre a política europeia que, na prática, empurra os Estados para estas privatizações. Não nos enganemos: à Europa tem faltado direcção política o que lhe tem sobrado em direcção ideológica não escrutinada pelos eleitores europeus.”

    Os argumentos que irão sendo apresentados a favor da privatização, serão nuvens de poeira para escamotear esta verdadeira razão.

    [Responder]

  23. 23 23  Tonibler

    Daniel,

    Os défices da TAP são pagos por quem? E os saneamentos financeiros? Quem é que garante a dívida, a TAP teria acesso a crédito sem o meu aval?

    Porque é que matemos uma companhia aérea se podemos pagar as viagens dos ilhéus a outra companhia qualquer da qual não somos todos reféns?

    Finalmente, porque se diz preocupado com os mais necessitados se só vê necessidades nos funcionários bem pagos?

    Essa da diplomacia não é nada asneira, Daniel. Aliás, uma das razões da fraca diplomacia americana é não terem uma companhia aérea estatal….

    [Responder]

    Silva Reply:

    “Quem é que garante a dívida”

    Os activos da empresa, como em qualquer outra empresa.

    “a TAP teria acesso a crédito sem o meu aval?”

    Se «o seu aval» é o aval do Estado Português, sim, porque os Estados Europeus estão proibidos de dar avales às suas companhias aéreas.

    Tonibler Reply:

    Silva,

    Se os activos da empresa garantem a dívida então não é preciso capital, a não ser que use uma contabilidade especial claro…

    E se não tem capital então o aval é de alguém por conta do estado, que tem ele esse aval. Qual é o problema?

    Silva Reply:

    Tonibler, acredite no que quiser.
    Se gosta de contos de fada não sou eu que vou estar para aqui a pregar aos peixes.

    Tonibler Reply:

    Silva,

    A não ser que tenha uma contabilidade de peixe, isso não é verdade.

    Silva Reply:

    O Tonibler, que aqui já perguntou para que é que uma empresa precisa de ser capitalizada, quer que as pessoas acreditem que ele é que sabe como é que funciona o mercado da aviação comercial.

    Quer por exemplo que as pessoas acreditem que a Comissão Europeia que anda em cima de todas as companhias estatais a ver de onde provém cada cêntimo que elas recebem, deixou escapar os milhões que alegadamente a TAP mete no Estado (de hora a hora suponho).

    Mas pronto, cada um é livre de acreditar no que quiser e da minha parte não gasto mais o meu latim consigo porque já vi que não vale a pena.

  24. 24 24  Minhoto

    Não esquecer que a maioria dos pilotos vêm da formação da Força Aérea, formação paga pelo Estado.
    Sobre a privatização da TAP pouco sei, tinha que me informar melhor, por princípio sou favorável a uma privatização. O que sei é que este Fernando Pinto é do melhor que há em gestão e tiveram que ir busca-lo ao estrangeiro longe do Estado partidocrata, a PT e a EDP têm muito que aprender com a TAP.

    [Responder]

    Olympus Mons Reply:

    Isso dos pilotos da Força aerea era á 15 anos atras´…

    Nightwish Reply:

    A formação é paga pelos próprios pilotos, integrem ou não nos serviços da TAP.

  25. 25 25  NunoMGF

    Definitivamente a falta de clarividência e coerência que se nota cada vez mais em muitos Portugueses começa a irritar-me. Vejamos :
    O privado é que é bom e funciona bem com os preços liberalizados paga-se menos , soa a coisa fina e com estilo. Depois queixam-se cambada de gatunos que fazem concertação de preços, uma pessoa tem uma reclamação a fazer e fica 20min a espera que o atendam na linha de apoio a clientes e ainda paga a chamada. A culpa mais uma vez é do estado que quando regula não deixa a economia desenvolver-se e quando não regula não faz nada (mas só quando a coisa da para o torto).
    Dinheiro meu para a coisa pública é que não privatizem-se os transportes , mas depois entregar dinheiro de impostos aos privados sob a forma de compensações ou outras já não faz mal pq coitadinhos não estão ali para lucrar é por caridade.
    Das duas um ou optam por um sistema capitalista liberal e aguentem-se à bronca com o que tem de bom e de mau pagam menos impostos mas ficam por vossa conta e risco , ou optam por um sistema dentro da matriz dos países nórdicos em que pagam mais mas tb têm mais segurança.
    De qualquer forma e para terminar creio que está cada vez mais evidente o individualismo e a falta de conceito do que é viver em sociedade de muitos Portugueses.

    [Responder]

  26. 26 26  fado alexandrino

    Uma falácia repetida dez mil vezes pode tornar-se verdade.
    A TAP é essencial a Portugal?
    Não.
    Porque é que havia de ser essencial?
    Uma insignificante percentagem voa nela e pode voar noutra qualquer, oito em cada dez portugueses estão-se borrifando para ela.
    Na linguagem socialista do senhor Daniel Oliveira é “Quando os novos detentores da TAP decidirem cancelar voos para países cultural, política e economicamente importantes para Portugal”.
    Ora isto é mambo-jambo e não se percebe porque é que uma companhia tem que voar para estes destinos (quais?) se os mesmos não forem rentáveis.
    Para as outras necessidades vão de C-130.

    Outra coisa. O mito “das ilhas”.
    Desde que uma companhia foi autorizada a voar para a Madeira que é mais barato do que ir na TAP e ainda outro dia numa reportagem da RTP (para quando a sua privatização e a poupança de centenas de milhões de euros anuais) os autóctones se queixavam que o preço dos bilhetes matava o turismo.
    Não devem conhecer o senhor Daniel Oliveira.

    A uma amiga minha foi mais barato voar para Barajas e depois Kennedy do que ir de Lisboa directamente.
    Era isto que devia fazer a TAP, ser uma companhia de ligação a Madrid e para as Ilhas e assim poupavam-se centenas de milhões.
    Não custa nada ao país diz o senhor Daniel Oliveira. Ora há dois anos deu de prejuízo trezentos milhões de euros. Quem é que os pagou?

    Estes elefantes brancos abatidos permitiriam que as miseráveis reformas de duzentos euros fossem aumentadas para não se morrer de fome.
    Não é esta a intenção do socialismo?

    [Responder]

    Mouzinho Reply:

    Caro Fado,

    Deve haver outra TAP de que fala o Daniel Oliveira. A mesma em que “é mentira” haver prejuízos crónicos.

    A realidade pelos vistos é o que se quiser.

  27. 27 27  HG

    Mas, Daniel, independentemente da questão de o Estado não gastar assim tanto diheiro com a TAP, defende que as coisas devem ficar como estão? Juro que não percebi. É contra a privatização só porque é uma questão ideológica, certo?

    [Responder]

  28. 28 28  possidónio

    caro daniel,

    Perfeitamente de acordo consigo e, garanto-lhe, não é por uma questão de identificação ideológica!
    Já agora, e penso que enriqueceria a discussão, em que sectores lhe parece dever o Estado ter “capacidade para defender os interesses económicos do País”? Seria interessante ver a sua lista!

    [Responder]

  29. 29 29  Bolchevike

    Como contribuinte a TAP até pode voar com a bandeira da Somália!

    Pagar para aquela treta é que nunca!

    Jamé, como diria o tosco e patusco Liño!

    [Responder]

  30. 30 30  Daniel Oliveira

    Mas o quê, Bolchevike? O Estado não pode financiar a TAP. A cassete é tão resistente que nem a realidade a esmaga.

    [Responder]

    fado alexandrino Reply:

    Que teimosia.

    Quem é o dono da TAP?
    Quem garante os avales dos empréstimos para a compra dos aviões.
    Quem deu o aval para a encomenda de 12 AIRBUS A350 XWB.

    Responda lá a isto para a gente se entender.

    Silva Reply:

    Teimosia só se for as dos comentadores que nem que lhe digam 300 vezes a mesma coisa lhes custa a entrar na cabeça.

    “Quem é o dono da TAP?”

    100% da Parpública.

    “Quem garante os avales dos empréstimos para a compra dos aviões.
    Quem deu o aval para a encomenda de 12 AIRBUS A350 XWB.”

    Quem deu não sei. Sei que o Estado e a CGD não o podem fazer (e não foi por falta de tentativas ao longo dos anos).

    Ainda outro dia (Janeiro, para ser exacto) uma pequenita companhia italiana (alitalia, se calhar já ouvi falar) foi à falência por esse mesmo motivo (entretanto já renasceu no sector privado), enquanto o Estado foi metendo dinheiro aguentou-se (e esses puderam meter dinheiro na empresa durante mais 10 anos do que o Estado Português pôde fazer na TAP), quando deixaram de o puder fazer, a empresa durou 2 anos.

    ISTOSOVISTOhmfrod@gmail.com Reply:

    a este fado e este bolchevik… que de bolchevik não tem nada, já agora quem deu os avales aos submarinos (de extrema importancia para o país)? o vosso amigo portas e o durão não? não sei quem deu os avales dos aviões mas com certeza que fazem mais falta do que essa tralha submarina

    Silva Reply:

    O «outro dia» a que eu me referia era Janeiro de 2009, não de 2010.

    fado alexandrino Reply:

    Silva Reply:
    Julho 27th, 2010 at 21:49

    100% da Parpública.
    Que giro, e quem é o dono da Parpública?
    Se não sabe quem deu o aval isto deve saber.

    Silva Reply:

    É o Estado obviamente. Acho que aqui nunca ninguém quis fazer crer que a TAP não era detida pelo Estado Português.

    O avales ao seus empréstimos não são dados por ninguém, são dados pela própria empresa, como nas outras milhares de empresas deste país. Na empresa onde trabalho nunca o estado deu nenhum aval e mal ou bem lá vamos conseguindo algum crédito.

    E podem dizer: «ai não dá o aval directamente, mas como o Estado é dono da empresa, é como se desse».
    Tretas, se assim fosse a Olympic, a Alitalia e a Sabena não tinham ido à falência. Não foi por falta de tentativas de contornar a lei por parte dos respectivas estados que elas caíram.

    fado alexandrino Reply:

    Silva Reply:
    Julho 28th, 2010 at 0:07

    É o Estado obviamente …Na empresa onde trabalho nunca o estado deu nenhum aval

    Devagarinho vamos chegar ao rumo correcto.
    Agora diga-me a sua empresa é do Estado?
    Se é não pode falir.
    Mas se tiver dificuldades orçamentais onde é que vai buscar o dinheiro?
    Esta é a pergunta que o senhor Daniel Oliveira uma vez que não responde às outras podia responder.
    Por favor não me responda para ver se ele sabe a resposta sem copiar.

    Silva Reply:

    “Se é não pode falir.”

    Quer que repita outra vez? Sabena, Olympic, Alitalia.
    Ainda não percebeu?! Sabena, Olympic, Alitalia.
    Sabena, Olympic, Alitalia.
    Sabena, Olympic, Alitalia.
    Sabena, Olympic, Alitalia.
    Sabena, Olympic, Alitalia.
    Sabena, Olympic, Alitalia.
    Sabena, Olympic, Alitalia.

    fado alexandrino Reply:

    Silva Reply:

    Julho 28th, 2010 at 16:21
    Ainda não percebeu?!

    Claro que percebi.
    Diga-me uma empresa do Estado Português que tenha falido ou até mesmo de uma Câmara ou vá lá de uma Junta de Freguesia.

    Até mesmo essas faliram e renasceram das cinzas por milagre com as mesmas pessoas e os mesmos aviões.

    É o milagre das rosas em aviação.
    Esqueceu-se da Swissair.

    Silva Reply:

    Fado, da última vez que vi a Suíça não fazia parte da UE, logo não tem que seguir a legislação comunitária.

    “Até mesmo essas faliram e renasceram das cinzas por milagre com as mesmas pessoas e os mesmos aviões.”

    Simplificando MUITO foi mais ou menos isso.
    É mais ou menos o que aconteceu ao Salgueiros e ao Farense.

  31. 31 31  LAM

    Nem interessa que o estado não possa financiar a TAP, nem interessa que os gestores públicos nos CTT, além de estarem implicados em negócios muito escuros enquanto administradores dessa empresa (Horta e Costa), sejam paladinos do liberalismo e da privatização de empresas públicas: os contribuintes em Portugal, segundo algumas pessoas, só estão disponíveis para salvar a banca, chafaricas de especulação financeira e off-shores.
    Contribuintes muito peculiares, cá.

    [Responder]

  32. 32 32  Alexandre Carvalho da Silveira

    Por uma vez o ministro Mendonça disse uma coisa acertada: a TAP não se aguenta com outra crise.
    A actual admnistração da TAP tem feito um bom trabalho, mas não faz milagres. Portanto há que tomar medidas e quanto mais depressa melhor.
    Recentemente, foi anunciada a fusão entre a Iberia e a British Airways; a TAP tem que procurar uma solução desse tipo, e na minha opinião, o ideal seria com a TAAG. Os laços economicos e sociais que se estão a desenvolver com aquele jovem pais africano assim o aconselham.

    [Responder]

    Gestrundino Malaquias do Coiro Calhau Reply:

    Silveira,

    A sua observação é relevante.

    AProveito para complementar que tem a TAM e a TAAG. Uma aliança de companhias lusófonas seria uma provável solução para a TAP.

    A participação nessas companhias podia até manter-se na órbita dos Estados aderentes sendo que a Portuguesa seria minoritária…e também a despesa…não se perdendo em “SERVIÇO PÚBLICO LUSÓFONO”…e mesmo aqui podiamos apontar para um mercado latino maior do que o lusófono.

    Cumprimentos.

  33. 33 33  Pedro Sousa

    Eu cá gosto da TAP, sempre que viajei com ela correu tudo bem, cheguei antes da hora esperada, e conhecidos italianos que tenho dizem que gostam da TAP e que acham melhor que a Alitalia.

    [Responder]

    Silva Reply:

    “e que acham melhor que a Alitalia.”

    A bitola de comparação também é bastante baixa… :)

    (atenção que não sei como é que o nível de serviço está desde que a Alitalia renasceu depois da falência, esta piada foi feita tendo em conta a realidade pré-falência)

  34. 34 34  FranciscoM

    Caro Daniel, santa ignorância que por aí vai !

    Demonstra que quem vive no rectângulo, não tem a noção do que se passa à sua volta.

    Eu como açoriano fica até chocado com tal.

    No caso dos Açores as ligações são na sua grande maioria realizadas pela SATA e não pela TAP. Em Ponta Delgada, onde resido, a TAP apenas efectua 4 ligações por semana. A SATA realiza cerca de 80.

    Portanto informe-se antes de dizer que coitadinhos dos Açorianos que ficarão sem ligações se não existir TAP.

    Os Açorianos há muito que estão descontente com este modelo de transporte aéreo do Estado, que inflaciona preços. Uma viagem entre os Açores e Lisboa, chega a custar 300€ para um residente, mais a contribuição de cada um para os 30 milhões de Euros que a empresa recebe pelo serviço. Pagamos para ter preços elevados, quando sabemos que existem outras companhias que querem entrar nas rotas e praticar preços mais baixos. Contudo tal não é permitido, pois estaria a prejudicar uma empresa do Governo, ou seja o Governo perderia uma arma política. Será que é esse o Estado que defende ? O Estado que prejudica os cidadãos, a economia, apenas para que possa manter a sua ” gordura ” ?

    Eis o que o passa no Turismo, sector onde se assiste a uma forte crise nos Açores:

    http://videos.sapo.pt/L2jHB725LGC5irs5BwId

    e depois claro, com esta crise é natural que isto seja frequente

    http://videos.sapo.pt/rtpacores/Vo7LwByanWDQQpaRiBcH

    Penso que estamos entendidos em relação a companhias do Estado. Acabe com esta discurso dos coitadinhos das Regiões Autónomas e que sem o Estado não eram nada.

    Não Daniel, é exactamente por serem do Estado que se assiste a esta situação. Promovem apenas os monopólios, de forma a garantirem o seu peso político, como vc fez.

    ” Vejam lá que vocês ficam sem nada ”

    Daniel não se perde o que não se tem !

    [Responder]

    Olympus Mons Reply:

    Francisco.
    Mas a SATA faz a preços mais baratos?
    Qual a low cost que quer entrar nos Açores?!?!

    Silva Reply:

    “Contudo tal não é permitido, ”

    Acho que é então favor de avisar a Comissão Europeia, porque já lá vão muitos anos desde que o espaço aéreo europeu está completamente liberalizado.

    GMaciel Reply:

    Antes da entrada em vigor do “Open Skies”, o governo português conseguiu manter a exclusividade dos Açores apresentando uma qualquer especificidade que ninguém sabe qual é, isto é, ninguém fora das negociações.

    Penso que seria interessante aprofundar qual a verdadeira razão por detrás desta questão.

    ISTOSOVISTO Reply:

    oh meu amigo e você acredita que aundo a tap for vendida o César aguenta a parte da SATA que o gov. regional tem? além disso são só 50% o resto são da tap… eu vivo em Ponta Delgada mas você deve viver no pais das maravilhas.

    Gestrundino Malaquias do Coiro Calhau Reply:

    *Olympus:

    Um ponto para si:Se alguém no sector privado português quer ver a TAP privatizada é porque ela vai dar dinheiro.

    Um ponto contra si: Acaso estará mal-informado mas já há uma low cost a voar para Ponta Delgada – é a Air Berlin.

    Ou não conhece os mecanismos de mercado ou não compreende a potencialidade internacional dos Açores.

    Ou quiçá não consegue ver com racionalidade para além do seu interesse em proteger a TAP.

    Veja o comentário de Carvalho Silveira aqui no post e vê uma boa hipótese de continuação da TAP, protegendo, proporcionalmente os interesses públicos lusófonos.

    Um bem haja.

  35. 35 35  Daniel Oliveira

    “Uma viagem entre os Açores e Lisboa, chega a custar 300€ para um residente”
    Tem consciência que custará muito mais numa empresa privada. Acho bem que se bata por uma redução dos preços. Se for privado nem vale a pena bater-se. Não tem nada a ver com isso.

    [Responder]

    FranciscoM Reply:

    Mas desde quando é que uma viagem Lisboa-Açores custaria mais do que 300€ numa empresa privada ?

    Não percebo! Acha que esse é o custo da ligação ?

    As Low Cost apresentaram propostas para realizarem voos por menos de 100€.

    E se quisermos ir para as empresas privadas, veja bem que uma viagem Dusseldorf-Ponta Delgada custa menos de 200€

    http://www.airberlin.com/booking/flight/vacancy.php?LANG=eng&HINDATUM=2010-07-27&RUECKDATUM=2010-07-27&VON=PDL&NACH=DUS&startConnection=PDL@DUS@2010-07-27@2010-07-27&MARKT=BR

    Tonibler Reply:

    “Tem consciência que custará muito mais numa empresa privada”

    Tem???? Como???

    Olympus Mons Reply:

    Francisco M, quantas vezes por semana viaja a airberlim para ponta delgada?

    Quando se comprometeram a fazer as viagens por 100 euros era ida ou ida e volta (conhecido como o marketing a la low cost). e incluía bagagem? e levavam carga? e quantas vezes por semana?

    sabia que se a TAP anuncia x voos para os Açores e não realiza 99% dos mesmos (daí as viagens com ocupação de 10%) terá muitos problemas com o INAC e com as indemnizações compensatórias?

    FranciscoM Reply:

    Ocupações a 10% ???

    Você acha que aqui ninguém viaja ?

    As ocupações rondam sempre entre os 60 até aos 100%

    Isso é um preconceito contra os Açores. É tudo mau, tudo pobre, sem interesse. Grande engano.

    e quem fala da Air Berlin fala tb da ArkeFly, Finnair. Todas elas com preços inferiores face as distâncias percorridas.

    Meu amigo é o monopólio a funcionar e o Estado a encobrir. A própria companhia do Estado chega ao ponto de sem receber nada, efectuar ligações ao Funchal por 77€:

    http://www.viajardeaviao.com/2010/06/sata-com-tarifas-economicas-para.html

    Para os Açores recebe 30 milhões e ainda pagamos 300€ em cima.

    O Estado não tem mesmo vergonha

    privatizem mas é isso tudo

    ISTOSOVISTO Reply:

    francisco, acha mesmo que privatizando vai gastar menos para ir a Lisboa? e para ir ao Faial? se calhar ainda ia pagar mais do que para o continente ou para os E.U.A. tenha juízo

    Olympus Mons Reply:

    Caro Francisco M, voo a 10% de load Factor são aos magotes… e quando paga aos €300 é para pagar o facto de ter um voo diário (quando não são dois) para conseguir sair da ilha…. mesmo com 10% da ocupação! isso é o que paga. a disponibilidade de ter avião mesmo que comercialmente não o justifique…

    FranciscoM Reply:

    Já sabia que por aqui existiam defensores de companhias do Estado. Deve ser algum daqueles trabalhadores da SATA que em Janeiro exigiam aumentos salariais de 20%

    Se vc acha q tudo está bem, deve viver então noutro país.

    Silva Reply:

    Francisco, acha mesmo que alguma companhia regional do género da SATA consegue sobreviver sem dinheiro público?!
    A servir zonas com números de habitantes como o Corvo?!

    Gestrundino Malaquias do Coiro Calhau Reply:

    O que diz é errado Daniel.

    Ou não compreende os mecanismos de mercado ou não compreende a potencialidade de mercado das Ilhas Azores.

    Voo com muita regularidade em baixo custo e “passando a publicidade” garanto-lhe que um voo pela Ryanair pars Ponta Delgada seria tremendamente mais barato do que €300.

    Diria que o custo marginal de cada viagem não superaria os 20 euros comprada a viagem com antecedência.

    Daniel, já expliquei no meu comentário o porquê da necessidade urgente de voos low cost para Lisboa, Madeira e Açores. Verdadeiros Low Cost e não EasyJet que se assume no mercado cada vez mais no segmento Medium Cost.

    No meio desta argumentação o Daniel tem um ponto correcto.

    O fim de uma companhia Estatal a operar entre Açores pode muito bem significar o fim da operacionalidade de viagens inter-ilhas exactamente devido ao fraco apetite económico.

    Mas aí reforce a Sata como inter-ilhas e liberte Pont Delgada para muito maior tráfego internacional.

    Um abraço.

    Silva Reply:

    “que um voo pela Ryanair pars Ponta Delgada seria tremendamente mais barato do que €300.”

    A Ryanair já alguma vez mostrou o seu interesse em voar para lá?! É que eles quando estão interessados não costumam guardar segredo.

    Silva Reply:

    “Verdadeiros Low Cost e não EasyJet que se assume no mercado cada vez mais no segmento Medium Cost.”

    Na literatura já começa a aparecer o termo semi-low-cost para falar de companhias como a Easyjet, a Air Berlin (que até vai entrar para o Oneword!) ou a AerLingus.

    Nas últimas a Easyjet tem-se é colocado no segmento «não voamos por falta de pessoal* e avisamos só meia-hora antes da partida que o voo foi cancelado» ou no segmento «o voo irá ser feito algures durante o dia de hoje, mas previsões não há, fiquem aí à espera que eventualmente haveremos de vos dizer alguma coisa».

    *eles dizem que não é por causa disso: http://www.ttglive.com/articledetails?groupId=10246&CMPI_SHARED_articleId=4223955&CMPI_SHARED_CommentArticleId=4223955&CMPI_SHARED_ImageArticleId=4223955&CMPI_SHARED_ToolsArticleId=4223955&CMPI_SHARED_articleIdRelated=4223955&version=1.0

  36. 36 36  Rui F

    Sou a favor da TAP ser pública.
    E segundo podemos ler aqui, a única coisa que a TAP recebe publico, são indemnizações compensatórias por obrigações de serviço público para as ilhas.

    Obrigado Silva por me elucidar a mim a tantos outros.

    Agora, precisamos que se diga a verdade e o Cunha até tocou na questão.
    Esta TAP presta um serviço médio – medíocre comparativamente a outras. Da mesma forma paga sumptuosidades aos pilotos e outros.
    Quem pode viajar noutras companhias, constata isso com naturalidade, especialmente em matéria de atrasos e falta de consideração para com quem fica prejudicado.

    E se o assunto meter alianças que seja com a LUFTHANSA.
    O Jogo económico foi sempre muito mais claro e sem obscurantismo com Alemães.
    Com os Alemães, mutuamente, sempre houve mais valias.

    Com Espanhóis e Ingleses, historicamente levamos sempre o “banho” em praticamente tudo em tudo que nos metemos com eles.

    [Responder]

    Olympus Mons Reply:

    Rui, você não viaja muito pois não?

    Usualmente para se gostar da TAP tem que se provar bastante o “flavour” das outras…

    E acredite em mim… se lhe começar a contar o que já me aconteceu com outras companhias…

    Rui F Reply:

    Olympus

    vou-lhe deixar aqui por ordem decrescente (da melhor para a pior) todas as companhias que viajei

    1- Sinpagore;
    2- China;
    3- Portugália;
    4 – Lufthansa;
    5 – KLM;
    6- British;
    7- Varig (já acabou);
    8- Continetal;
    9 – France;
    10 – Maroc;
    11- TAM
    12- TAP;

  37. 37 37  Daniel Oliveira

    Tonibleir: por alguma razão não há imensas companhias a voar para os Açores e a competir com a TAP.

    [Responder]

    Tonibler Reply:

    Há subsídios para as pessoas que queiram voar noutras companhias?

    FranciscoM Reply:

    Não há mais companhias, porque as rotas estão abrangidas por um concurso público, que define várias regras, entre elas está, imagine-se, a proibição de realizar voos abaixo dos 120€. Acha que faz sentido ?

    Depois admiram-se das queixas:

    http://www.radioatlantida.net/noticias/2010/07/23/acorianos-querem-reducao-no-preco-das-passagens-aereas.php

    Tonibler Reply:

    Francisco,

    Está a dizer que o estado social português só existe para encher pançudos??? Não posso querer!!!!…Esses açorianos são mesmo mal agradecidos…

    ISTOSOVISTO Reply:

    tonibler aproveita enquanto o SNS ainda é “tendencialmente gratuito” e trata-te ou então, ainda melhor, dá um tiro nos cornos para não poluires o espaço onde entras.

    Gestrundino Malaquias do Coiro Calhau Reply:

    Francisco M,

    Os seus comentários são pertinentes e acertados.

    Com leis dessas que “protegem o produtor” teremos certamente um outcome que é o da desprotecção financeira do Estado através da perda de emprego potencial e perda relevante de IVA potencial.

    Cumprimentos pela boa análise.

  38. 38 38  Daniel Oliveira

    Francisco: com que regularidade? Comparar com Low Costs é absurdo. Por razões que aqui já foram explicadas.

    [Responder]

    FranciscoM Reply:

    Seriam voos diários, mas foram recusados/proibidos.

    ISTOSOVISTO Reply:

    francisco, se não fores accionista da tap que quer lucros já para pagar as tuas dívidas cala a boca que só dizes baboseiras

  39. 39 39  Olympus Mons

    E FranciscoM, não se iluda concordo consigo!
    A rota dos Açores deveria ser liberalizada! Mas era liberalizar todas, certo? Não as da TAP mas também as da SATA, correcto?
    E como sabe (pelo menos vou considerar que sim) uma low cost abandona qualquer rota em que os load factors baixe dos 80%. Ora em 9 meses dos 12 do ano os load factors da TAP relativamente aos Açores não passa dos 36%-62%. Ora em termos práticos você ia ter Low costs, mas no verão! Porque no resto do ano viria a nado!

    Ou nada mesmo rápido, ou então o Daniel terá razão: Passa a ter 3 voos semanais (das low cost) bem carregadinhos ou outras a voarem com load factors de 30% como a TAP e a SATA e aí paga ( e se fosse liberalizada a rota) e bem pago as alturas do Ano em que a ocupação não passa dos 50%…

    [Responder]

    Silva Reply:

    Olympus, mas as rotas para os Açores não estão liberalizadas?! (estou mesmo a perguntar, não lido muito com esse tipo de mercado)

    Será porque não há ninguém interessado em voar para lá e por isso não há ninguém (companhia aérea entenda-se, não uma pessoa) a fazer pressão para que isso aconteça?! (isto já é uma provocação)

    FranciscoM Reply:

    As ocupações andam tão baixas que até a SATA teve 1 milhão de lucro.

    A TAP nem sequer inclui os Açores nos seus acordos com outras empresas, demonstrando assim o seu interesse pela região. Naturalmente que com os preços tão altos as taxas de ocupação em algumas rotas não serão tão famosas. Portanto achar que com preços mais acessíveis as rotas teriam as mesmas taxas de ocupação é ilusão.

    Volto a referir que isso é um preconceito contra os Açores.

    FranciscoM Reply:

    Caro Silva, as rotas para os Açores não estão liberalizadas. É feito um concurso público que implica o cumprimento de várias regras. Desde realizar voos para 5 ilhas, ter preço superior a 120€, etc..

    Silva Reply:

    Obrigado Francisco.
    Esse lucro da SATA (já agora, SATA como um todo ou SATA Açores?!) foi depois das indemnizações compensatórias do governo central e regional, certo?!

    FranciscoM Reply:

    Acredito que o lucro inclui as transferências do Estado, mas sem certezas

    ISTOSOVISTO Reply:

    eu adoraria encontrar o sr francisco para que me explicasse pessoalmente (e com documentos que comprovassem, obviamente) o que anda para aqui a dizer… é que mandar pitafos é muito fácil.

    João Reply:

    Essa conversa de que as ocupações são baixas durante a maior parte do ano, é do mesmo tipo que a TAP e a SATA impingiram aos madeirenses durante anos, até que nos fartamos!!! Acordem Açoreanos!
    Fui à net e fiz rápidamente uma simulação para Setembro, para compararmos:
    Funchal – Lisboa – Funchal (1 semana de estadia)
    Easyjet – 61 Euros!!!!!
    TAP – 176,65 Euros

    Funchal – Londres – Funchal (1 semana de estadia)
    Easyjet – 147,17 Euros
    TAP – 129,91 Euros!!!!!!

    Palavras para quê????

    Silva Reply:

    Já agora Francisco, por acaso não se arranja o caderno de encargos desse concurso?!

    Tonibler Reply:

    João,

    É porque a TAP tem uma valia diplomática que a Easyjet não tem. 101 euros dela!

    Silva Reply:

    João, já agora podia comparar com o preço em executiva que fazia ver melhor o seu ponto de vista.

  40. 40 40  Daniel Oliveira

    “Precisa de ser capitalizada? O que é que fez ao capital?”

    Esta pergunta deixou-me baralhado. Sabe o Tonibleir o que quer dizer “capitalizar”? Que todas as empresas precisam quando querem crescer? Ou o discurso de merceeiro já passou a ser ciência económica? O que é incrível é que a Europa não permita aos Estados capitalizar uma empresa sua.

    [Responder]

    Silva Reply:

    Pois, eu também fiquei um bocado espantado por uma pessoa que tanto apregoa o liberalismo vir fazer uma pergunta dessas…
    E que também dá para ver como percebe muito sobre como gerir uma empresa, seja ela de aviação ou não.

    Tonibler Reply:

    Daniel,

    é simples, apresentam um projecto e procuram financiamento como todas as outras empresas de capital não listado. Sabe que isso existe, empresas não cotadas cujo capital não passa “pelos especuladores da economia de casino”? O estado português até tem um banco…

    Depois é, como diz o Silva, os activos garantem os empréstimos …

    Espera, mas isto quer dizer que não emprestam dinheiro a uma empresas tão fantástica e lucrativa como a TAP cujos activos ultrapassam em miuto os seus passivos? Será que é necessário recorrer ao goodwill de uns quantos papalvos que vão comprar acções daquilo ou garantir aos futuros compradores os acordos leoninos que a empresa mantém para as ilhas à custa dos ilhéus e do contribuinte português?

    É o estado social português no seu melhor…

    Silva Reply:

    “os acordos leoninos que a empresa mantém para as ilhas à custa dos ilhéus e do contribuinte português?”

    Claro, são os 30 milhões de euros de compensações por a TAP voar para as ilhas que a sustentam (assumindo que o valor está certo, porque no DR fala em 9 milhões e o Relatório&Contas de 2009 não encontro no site da TAP). É que ela o ano passado nem teve receitas de 2,5 mil milhões de euros nem nada, foi isso que a safou.

    Quanto ao resto, das duas uma: ou se está a fazer de parvo, ou então não percebe mesmo minimamente como funciona o mercado, as empresas e o capitalismo.

    Tonibler Reply:

    Silva,

    Você acha que isso é relevante para a discussão. Não é, nem a sua contabilidade ‘diferente’ me interessa. Se gera resultados, se gera receitas, se tem custos, se precisa de capital, estou-me nas tintas. Eu contribuinte, preciso de ter vôos, não preciso de ter companhias aéreas.

    Se a TAP não fosse estatal já tinha falido há décadas e hoje tínhamos dez companhias a voar para Portugal, umas a falir, outras a nascer. Metam essa trampa onde quiserem, não precisamos de ter companhias aéreas. Agora, se o contrato é uma porcaria, se os ilhéus não querem voar na TAP, façam a privatização sem o contrato. Uma coisa tenho a certeza, o que precisamos é de ter vôos, não é de companhias aéreas.

    Silva Reply:

    “Você acha que isso é relevante para a discussão.”

    E é, só quem não faz ideia do que é o negócio aéreo na Europa desde que este foi liberalizado é que acha que não.

    “Eu contribuinte, preciso de ter vôos, não preciso de ter companhias aéreas. ”

    Já aqui lhe disseram que além das obrigações de serviço público não dá um tostão para a TAP há mais de uma década.

    “Se a TAP não fosse estatal já tinha falido há décadas”

    Tretas.

    “hoje tínhamos dez companhias a voar para Portugal, ”

    Temos muitas mais do que isso.

    “umas a falir, outras a nascer”

    Já nasceram e já faliram várias companhias aéreas em Portugal.

    Silva Reply:

    ““Eu contribuinte, preciso de ter vôos, não preciso de ter companhias aéreas. ”

    E já agora, não há nenhum país desenvolvido que não tenha companhias aéreas a efectuar voos abrangidos por obrigações de serviço público, entre os quais se destacam os EUA e os Canadá, fruto das vicissitudes geográficas e demográficas.

    Silva Reply:

    “hoje tínhamos dez companhias a voar para Portugal, ”

    Já agora (voos regulares).
    Porto: 11 companhias diferentes.
    Ponta Delgada: 4 (ou 5 se considerarmos as «duas» SATA)
    Faro: 45
    Lisboa: 34

    Esse «hoje» talvez fosse verdade durante o Estado Novo. Mas aí o problema se calhar não era da gestão da TAP.

    Tonibler Reply:

    Silva,

    Você acredita nessa porcaria, compre-a. O meu ponto é esse, não precisa de mim para sócio, pois não? Então compre essa porcaria e faça dela aquilo que quiser. É mesmo isso que eu estou a dizer. Eu não quero ser seu sócio numa companhia aérea, nem acho que tenha que ser. Você é que acha que sim. Como vê eu dava um mau sócio, compre-me essa porcaria!…

  41. 41 41  Daniel Oliveira

    Vou repetir: a UE não permite apoios do Estado a companhias aéreas. Que o facto de ser do Estado dê confiança aos fornecedores, é outra coisa. Coisa que apenas me dá razão.

    [Responder]

    GMaciel Reply:

    a UE não permite apoios do Estado a companhias aéreas

    Daniel, entre o que a UE permite ou não e o que se consegue fazer para não deixar cair uma companhia de aviação, há um abismo que nem imagina.

    A França e a Itália que o digam.

    Silva Reply:

    “A França e a Itália que o digam.”

    Completamente Graça.
    Aliás, quando a CE finalmente com que o governo italiano deixasse de meter dinheiro na Alitalia (2006?2007?) foi o descalabrado completo até à falência (a que, obviamente, a crise de 2008 nada ajudou, mas só acelerou um bocado as coisas, sem ela o caminho dificilmente seria outro).

    Claro que seria impensável que um país como Portugal, ou a Grécia (Olympic…) ou a Bélgica (Sabena…) pudesse fazer tal coisa impunemente.

  42. 42 42  Minhoto

    “Não vendam os poucos instrumentos que temos para isso.” Temos? lol

    [Responder]

  43. 43 43  JMG

    Sem me comprometer quanto ao assunto em si (pelos comentários percebe-se que a questão é complicada e requer conhecimentos que não tenho) estranho que o Daniel use argumentos nacionalistas, mais do que de esquerda, neste assunto. O ângulo nacionalista não me desagrada, pelo contrário, mas é contraditório com a facilidade com que tem defendido soluções europeizantes (que comprometem sem rebuço a pouca soberania que nos resta) para problemas portugueses.

    [Responder]

  44. 44 44  Daniel Oliveira

    JMG: nada nacionalista. Bateria palmas, por exemplo, a uma companhia pública europeia. O meu problema é quando a Europa é usada para destruir o papel económico do Estado. Sem que ninguém possa sequer abrir a boca sobre o assunto, já que quem decide não foi eleito.

    [Responder]

  45. 45 45  Daniel Oliveira

    Tonibleir:
    Por acaso (só por acaso) todas as grandes empresas portuguesas foram construídas pelo Estado ou foi o Estado que as fez crescer. Não diz bem do Estado mas diz alguma coisa sobre o emprededorismo da nossa elite económica.

    [Responder]

    Olympus Mons Reply:

    Daniel a TAP cresceu quando meteu o estado a um canto e foi à sua vida….
    Foi buscar uma equipa de gestão estrangeira e passou a fazer parte do mundo privado (porque assim se comporta).

    ISTOSOVISTO Reply:

    é que eu acho-vos uma piada do caraças… depois do escandalo do BPP e do BPN ainda querem meter mais no privado para depois quando der buraco lhes pagarmos as dividas??? agora dizem ah e tal eu é que não vou mais pagar pela tap, pois não, também ninguem pagava por esses bancos até que nos saiu dos bolsos para corrigir a bosta que fizeram, e mesmo assim não chegou… continuem assim coelhinhos que não tarda também estão no espeto.

    Tonibler Reply:

    Daniel

    Ah, e acha que isso e o facto de sermos uma merda de um país em que os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres é independente disso que está a dizer?

    E ainda há quem se admire do tecido empresarial português ser igual ao do dia 24 de Abril. Com esquerda desta…

  46. 46 46  Mouzinho

    Gostava de elogiar o Daniel por trazer esta questão e permitir o seu debate. No entanto, visto os comentários está claro que errou várias vezes no post e na réplica, pelo que seria de aplauso que o reconhecesse.

    [Responder]

  47. 47 47  Daniel Oliveira

    Mouzinho: como sempre faz a sua leitura muito própria do que aparece escrito. Apesar do desacordo que tenho com ele, aconselho a leitura dos excelentes comentários do Olympus.

    [Responder]

    Mouzinho Reply:

    A aprender com o Daniel que fala de uma empresa deficitária como tendo lucros.
    Felizmente mais são, porque consigo dar o braço a torcer quando há argumentos válidos
    No entanto ela move-se…

  48. 48 48  Mouzinho

    Gosto particularmente do “Daniel a TAP cresceu quando meteu o estado a um canto e foi à sua vida….
    Foi buscar uma equipa de gestão estrangeira e passou a fazer parte do mundo privado (porque assim se comporta).”

    [Responder]

  49. 49 49  Júlio de Matos

    Concluindo: se a TAP não pesa no orçamento do Estado, não se percebe qual a vantagem orçamental em privatizá-la. Se até já faz parte do mundo privado (pelo menos assim se comporta), então já está na prática privatizada. Se o dono até é uma empresa pública, o Estado que aliene essa “Parpública”, mas mantenha lá uma “quota dourada”.

    Uma coisa é certa: se a TAP saír do controlo do Estado português, nada no Futuro poderá reverter essa situação. Se a coisa correr mal, ninguém venha depois chorar baba e ranho de crocodilo.

    Pela mesma ordem de razões, então por que não se privatizam igualmente a CP, a CARRIS, os Metros? Será porque os preços dos bilhetes seriam forçosamente aumentados de uma forma incomportável?

    [Responder]

    Silva Reply:

    “não se percebe qual a vantagem orçamental em privatizá-la. ”

    A vantagem era a diminuição da dívida pública.
    Aliás, das empresas que se fala para privatizar (CTT, REN) a vantagem é mesmo usa, porque em termos orçamentais até são desvantajosas pois os dividendos deixam de entrar para a contas.

    Mas tanto uma coisa como outra são valores irrisórios face ao total do défice e da dívida pública.

    Silva Reply:

    “a vantagem é mesmo usa”
    usa>essa

  1. 1 Arrastão: Quem privatiza não decide | Olha Brasil
  2. 2 Arrastão: Quem privatiza não decide | Jornal do Brasil

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