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Recentemente o PSD apresentou uma queixa por causa do programa Prós e Contras. O PCP também . A ERC fez as contas a 145 programas. Elas são reveladoras. Dos 753 participantes, 260 eram filiados em partidos políticos. Destes, 38,8% eram do PSD, 33,8% do PS, 13,8% do CDS, 7,3% do PCP, 5% do BE e 1,2% do MRPP. Tendo em cota que os programas analisados aconteceram durante o mandato deste governo e do anterior, o PSD não tem razões de queixa. O PCP, ao contrário do que disse recentemente a propósito de um programa (com direito a protesto à porta), também não. O BE e o PS não podem chorar. Mas o que realmente salta à vista é o tratamento privilegiado sempre dado ao CDS/PP. Não é de agora.


Sem respostas ao post “Quem vai ao colo?”  

  1. 1 1  João Prazeres de Matos

    Caro Daniel,

    “(…)o que realmente salta à vista é o tratamento privilegiado sempre dado ao CDS/PP.”

    Esta é uma interpretação possível dos factos. Ainda assim, a contrario, não será possível interpretar os números de outra forma?

    Ou seja, não será possível que estes números sejam indicador da qualidade dos quadros que militam no CDS?

    O programa em questão arroga-se ao facto de possuir os melhores paineis de participantes, os mais esclarecidos, os que mais dominam determinada área de discussão. Não será possível então, que os números sejam um bom indicador para aferir da qualidade dos quadros que militam nos partidos portugueses, ou pelo menos aqueles que contam com maior número de militantes, excluindo, obviamente, o PSD e o PS?

  2. 2 2  Jam

    Depende dos temas, sabe.

    Recordo-me perfeitamente de ver Garcia Pereira do MRPP num debate que nada tinha a ver com política… Era do MRPP, coincidência, também é advogado; No entanto contará nesses 1.2%.

  3. 3 3  carlos martins

    Não consigo perceber como vê o Daniel isso.
    Ou o PCP tem razão de queixa, ou o CDS/PP não é previligiado.

  4. 4 4  Tugu

    O espaço e os criterios que você utiliza neste blogue,onde não publica os textos que lhe sao mais criticos e ao seu partido,tambem revelam um alto sentido de “equilibrio”…

  5. 5 5  Tardes de Bolonha

    Voce acha normal que no programa em causa e que motivou o protesto do PC,não tenham estado representados os 5 partidos com assento parlamentar?só existem socialistas,bloquistas,sociais-democratas e centristas?

  6. 6 6  Daniel Oliveira

    João prazeres de Matos, não, não é possível tirar essas conclusão. Não, quando se conhecem os quadros do CDS.

    Carlos, a queixa do PCP era porque dizia que era discriminado em relação ao BE.

    Tardes, o debate era a propósito de França, não vejo porque teriam de estar pessoas de todos os partidos. Não era sobre a situação nacional. Como verá pelos números houve muitas vezes, sobre muitos assuntos, em que teve o PCP e não tiveram outros. Todos os partidos estão próximos da média da sua votação, a esmagadora maioria dos candidato não tinha filiação. Tudo correcto e sem razões para protesto. O único desvio é mesmo a sobrerepresentação do CDS/PP. Que não seria grave se não fosse uma coisa permanente.

  7. 7 7  Von

    Mas porque raio é os partidos têm de estar representados nos debates? É seu previlégio? Num debate eu quero ver pessoas e ideias, não me interessa de todo assistir às ladaínhas partidárias de sempre.

    Von

  8. 8 8  Lino José

    Não tenho qualquer interesse em ouvir o que têm para dizer as pessoas do BE ou do PCP. Já conheço o discurso delas, desde há 34 anos, e já não dou mais para o peditório dessa gente.

    Não fazem falta no programa Prós e Contras nem em nenhum programa do género.

    Não fazem sequer falta ao país.

  9. 9 9  Lourenço Cordeiro

    Caro Daniel,

    O “peso” dos partidos não se mede pelas sondagens, mas por resultados. Com base no resultados das últimas legislativas a percentagem dada ao CDS parece alta, mas se tiver em conta que o CDS é o único partido, nos últimos 24 anos, a fazer parte do Governo para além do bloco central (com uma participação não desprezável: 3 ministérios e um ministro de estado), talvez encontre aí explicação para as suas inquietações. Sim, foi em coligação, mas no dia em que o PCP ou o BE fizerem parte de um governo de coligação, a coisa muda de figura.

  10. 10 10  Ricardo Duarte

    Será pela vossa forma de vestir?

  11. 11 11  a.pacheco

    Lourenço Cordeiro, os partidos valem os votos que os portugueses livremente lhes atribuem, e não porque determinadas conjunturas ou alianças, lhes dão um peso no Aparelho de Estado muito superior ao seu peso real.

    Penso que este programa, que para mim tem muito de circo e pouco de debate vale o que vale.

    Poderão sempre invocar critérios jornalisticos.

    Já quando tentaram CENSURAR a presença de Sá Fernandes com argumentos ridiculos , no debate sobre a situação da Camara De Lisboa, isso revelava uma atitude deliberada de silenciar uma voz incomoda.

    O problema de fundo é a FALTA DE PLURALISMO DEMOCRATICO, que os grupos economicos que controlam os médias em Portugal vêem denotando, sem esquecer os sinais preocupantes dos critérios jornalisticos da RTP.

    Mas sr. Lourenço, ser noticia na abertura dos jornais por peixeiradas ignobeis , como sucedeu recentemente com o CDS-PP, que até chegou a agressõs á Nogueira Pinto, não é certamente um bom cartão de visita para um partido

  12. 12 12  sarkozy

    você não tem nenhuma autoridade para falar sobre isto. é que durante muito tempo o BE foi o partido mais sobrevalorizado na comunicação social, em especial na televisão. Como partido tribunício, o BE implantou-se na sociedade portuguesa graças à indulgencia dos órgãos de comunicação social perante o messianismo das suas propostas políticas. durante muitos anos o BE só existiu na televisão. Se você não protestou nessa altura é caso para dizer, meta a viola no saco.

  13. 13 13  Ricardo

    Caro Daniel,
    Estou espantado com tamanha conclusão…
    Recordar-se-á o Daniel d cobertura exagerada da Comunicação Social ao PCP. É pena o povo português não se recordar.
    Por conta da presença de militantes (gostaria de saber se a ERC teve acesso aos ficheiros dos Partidos) em determinados debates o Daniel consegue concluir os que são priviligiados e os que não o são.
    Procure outro critério e concluirá o oposto.
    Por exemplo no noticiários nacionais dos 4 canais de TV que transmitem em sinal aberto.
    Por exemplo nas páginas dos jornais nacionais.
    Por exemplo no noticiários da rádio ou nos programas de informação da rádio.
    Concordo que a convenção do BE ficou muito aquém do espaço noticioso que o Congresso do CDS teve. Ainda para mais se estivessem em causa critérios jornalísticos também não se perceberá tal escolha.
    Mas Daniel, não vire a cabeça ao prego.
    E não faça duma evidência, o silenciamento do PCP, uma clamorosa falsidade.
    Por muito subjectiva que seja a nossa análise, seriedade também é necessária, ainda para mais vinda de alguém que se afirma como jornalista.

  14. 14 14  marieta

    De modo que a Doutora Fátima é CDS a descambar a PP, com uma aptidão alternada ao PS e PSD, porque menos dada ao BE e outrotanto, quase, ao PCP.
    Então, teórica em engenharia, a Doutora Fátima e equipa usam daquela diplomacia pragmática, condignamente moldada à corrupção do poder.

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