Dia 5 de Agosto. Cheguei ao Aeroporto de Lisboa. Era meia-noite. Cheirava mal. Milhares de pessoas esperavam por malas. Os tapetes todos parados. Muita gente, que já tinha recolhido a sua bagagem mas as malas amontoavam-se no chão porque não havia carrinhos. Chegado de um dos aeroportos de Istambul, imaginei o que pensaria um turco acabado de chegar: «se a Europa é isto talvez seja melhor ficar fora dela».

Não me venham dizer que isto prova que falta um novo aeroporto. Isto prova apenas que adoramos fazer grandes investimentos, mas falhamos nos mais pequenos: ter pessoal suficiente para o início de Agosto, quando o aeroporto se enche, ter uma organização eficiente e, já agora, ter carrinhos para a bagagem, uma coisa mais simples de conseguir do que um aeroporto com duas pistas.

Confesso que apesar de ser pouco dado a sentimentos patrióticos, não consegui deixar de sentir uma certa vergonha ao olhar para os turistas incrédulos.


Sem respostas ao post “Regresso ao país real”  

  1. 1 1  Camarada Choco

    Divulgação

    Mais um Blog que se tornou um Livro!

    http://www.camaradachoco.blogspot.com

  2. 2 2  João Pedro Dias

    Daniel, pode ser que com o anunciado boicote do FC Porto à TAP algo melhore!

  3. 3 3  Daniel Oliveira

    João Pedro, isto não tem nada a ver com a TAP. Eu vim pela Ibéria. Tem a ver com a ANA

  4. 4 4  António P.

    Wellcome back Daniel e já deu para perceber que as férias foram boas.
    Quanto a este seu texto :
    1º- As razões que aponta para a Portela podem ser todas as que disse e mais algumas.
    2º- nesta altura do ano o caos está instaldo na maioria dos aeroportos em que o aumento de tráfego é grande. Em Roma li hoje no El País o goevrno italiano decidiu fazer um inquérito face às 100.000 ( cem mil !!!! ) malas desaparecidas.
    3º - Acho que, ao contrário do que diz, é que isto é também a prova de que a Portela está a caminhar mais rapidamente do que se previa para a saturação. E o que acontece no Verão passará a acontecer no Natal, na Páscoa, etc.Isto apesra de ter aberto o terminal 2.

    Só um cego ou quem esteja de má fé é que não vê isto.

    Cumprimentos

  5. 5 5  tardes de bolonha

    A questão,Daniel,é velha:quando o rei D.Carlos chegava de férias no estrangeiro,dizia que estava de “regresso á piolheira”.É uma excelente definiçao,porque a maioria das pessoas neste país nao tem civismo,é porca,cospe no chão,deixa as casas de banho publicas numa lastima,com urina no chão e outras iguarias.Tudo isto se passa até nos sitios mais “in”,em resorts no Algarve,etc.É uma gente que não toma banho,nao lava as maos,é gente que suja a floresta,criando condiçoes para os incendios.É gente que arremessa lixo das viaturas.
    E isto é transversal a todas as classes sociais.

  6. 6 6  bagdade

    caro daniel, a situação que descreve não tem nada a ver com a época de verão, ela é uma constante da portela o ano inteiro, com uma espera média de malas (nos voos europeus que faço todos os meses) na ordem dos 30, a 45 min…
    será que nos querem convencer da necessidade da ota prestando propositadamente um mau serviço na portela?

  7. 7 7  Paulo

    Caro Daniel, Sê bem vindo ao nosso Tugal…já estava com saudades e algo “farto” de visitar o Arrastão e apanhar com a tua estática nota sobre as eleições Turcas. Quanto ao resto, bem vindo ao País pequenino, do futebol,das Carolinas, Pintos e Lurdinhas (a Rodrigues, naturalmente….), ao país em permanente Silly Season. Em relação ao que encontrou no aeroporto, é sempre o mesmo…a importância das coisas pequenas e simples, que são aquelas onde permanentemente falhamos.É que essas não abrem telejornais e poucos votos colocam em causa et pour cause…, varrem-se para debaixo do tapete.
    Renovo as saudações do teu regresso às lides bloguistas e continuemos a arrastá-los…tb. este blog é um daqueles pequenos, e importantes, contributos.
    Paulo

  8. 8 8  marieta

    querem ver que o Daniel viajou na Tap?

    mas tamém, entende-se, se nem integrava nenhuma nenhuma equipa de futebol

    agora, uma equipa inteira do Porto raptada para lá da fronteira, p’rò deserto, quase, e sem prevensão da viagem de retorno…

    oh, valha-nos nossa sinhora!

  9. 9 9  marieta

    mas vá lá que tornou, que já parecia que a internet era de férias!

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