Por Daniel Oliveira
O caso da Universidade Independente, que se junta aos episódios nas universidades Lusófona, Livre e Moderna é um bom exemplo do atraso cultural dos nossos empresários, sobretudo quando comparados com o ensino superior público.
Sem comentários 28 Fev 07 em Sem categoria



E a Portucalense?Não se esqueça, Daniel…Parece que só há olhos para o que se passa em Lisboa. A comunicação social e os bloggers estão todos viradinhos para a Capital do Império…
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Os empresários fazem o que é a função deles:sacarem o mais que podem.Se fossem pilha galinhas eram ladrões,assim como assim, são ‘prof universitários’…
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Ah bem…deve ser por isso que a Católica tem o seu prestígio pelas ruas da amargura.
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Há honrosas excepções, onde incluo a Católica, que tem, aliás, bastante apoio estatal
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Daniel,
apenas duas clarificações rápidas. A Católica não é uma universidade privada, mas sim ‘ pública não estatal’. A semelhança com uma universidade privada vem do facto da Católica não receber nenhum apoio estatal. De facto, ao contrário do que diz, o único financiamento ‘estatal’ que porventura a Católica recebe vem por via de projectos de investigação da FCT a que os docentes se podem candidatar, como aliás qualquer docente de uma privada numa base competitiva. Podemos ainda acrescentar as recentes parcerias com universidades estrangeiras promovidas pelo governo (MIT e CMU) em que a Católica está a participar por ter sido selecionada pelas escolas americanas.
Cumprimentos,
JS
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Segundo sei, a Católica beneficia de privilégios fiscais. É possível que esteja desactualizado.
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Daniel,
Não se esqueça da Universidade Autónoma e da Livre, de onde vem o Luis Frederico Arouca. O caso da Autónoma conheço bastante bem. Num determinado período esta universidade teve dois reitores (dava para fazer uma música, «eu tenho dois reitores»), o Arouca e Justino Mendes de Almeida, actual reitor da Autónoma. Resolvidas as diferenças, depois de acusações, providências cautelares e muitas incertezas de futuro por parte dos desafortunados alunos, Luis Arouca saiu da Autónoma acompanhado de Rui Verde, seu assistente, para mais tarde abrirem a Universidade Independente. Os casos da Autónoma e da Independente, ou melhor, Pendente têm, tanto quanto sei, muito em comum.
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Há algum corolário a tirar da sua afirmação?
1) Não há irregularidades no ensino superior público?
A sindicância à Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa (Pública)ordenada em 1998 por Marçal Grilo nunca existiu?
2) Todo o ensino superior deveria ser público?
3) Os nossos empresários são todos atrasados culturalmente, mesmo apesar de muitos terem frequentado o ensino público?
4) Os nossos empresários são piores do que os nossos governantes?
5)A Economia de Mercado promove o atraso cultural?
6) As empresas privadas se fossem estatais não eram permeáveis à corrupção?
7) Em Portugal o ensino superior público é bom ou muito bom (ou pelo menos melhor do que o país)?
9) No seguimento da sindicância à Faculdade de Arquitectura não foi expluso nenhum professor?
Parece-me que se fica pela insinuação, não quer desenvolver mais? Não nos quer mostrar onde é que quer chegar com o seu exemplo?
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Caro Nuno Costa, Moderna, Independente, Autonoma ,Livre, etc etc etc.
Foi com o beneplatico de Cavaco, e com a direção de Ferreira Leite, que proliferaram em Portugal, Universidades Privadas, a maioria das quais sem quaisquer classificações especiais, e com o único objectivo, de sacar dinheiro a estudantes incautos, ou a pessoas pretenciosas ,para quem a obtenção de um canudo e o titulo DR. nos cartões de visita, era uma prova de ascenção social.
E o resultado está á vista, cursos e cursinhos, sem quaisquer saidas profissionais, muita gente com canudos e no desemprego, ou no balcão de loja de supermercado, frustrados pelo dinheiro que gastaram , pelo esforço que fizeram, e com os sonhos destruidos.
E alguns empresários poucos escrupulosos,a ganharem rios de dinheiro, e a fazerem vida de nababos, com as propinas, e o sacrificio de muitas familias.
È este infelizmente o estado da maioria das Universidades Privadas em Portugal.
Quanto á Catolica, são mais as vozes que as nozes, as informações da qualidade de ensino, a assiduidade dos professores, deixa muito a desejar.
Quanto aos apoios estatais, são claros, OBVIOS, e PUBLICOS, há muitas maneiras de matar coelhos, e a Catolica conhece muito bem os meandros, e tem pessoas no aparelho de estado nos locais certos, para saber como ir sacando fundos.
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Quando se lê tais comentários, o coração de uma mãe fica apertado.
Recordo, há dois anos atrás, quando queria dar seguimento aos estudos do meu filho! Ele que, desde os seus 8 anos de idade, acompanhava tudo o que era entrevista a politicos na TV, mesas redondas e quadradas… sabia a constituição de todos os governos daí para cá!
Quando acabou os exames do 12º, com notas fracas às nucleares( Literatura e História…), pediu-me: ” Mãe, não me obrigues a repetir o Português A”.
Sei “um pouquinho” das coisas e respondi-lhe:” Tentamos vaga na Lusófona. Se não for possível, não te inscrevo em nenhuma outra Univ. privada, porque não confio.”
Até agora, não me arrependo de ele estar na Lusófona,e, francamente, o que mais me tem agradado, é ele dispôr de um ambiente tão ou mais Académico quando comparo com os meus estudos numa Universidade pública,e a qualidade da esmagadora maioria dos professores que tem. No entanto, toda esta confusão, leva-me a pensar que muita gente julgaria mais acertado inscrever um jovem com o perfil do meu filho num Curso Técnico Profissional público e não no Curso de Direito!!! Tá bem. Tá bem!
Quando deixam de generalizar e meter tudo e todos nos mesmos sacos sujos?
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