Por Pedro Vieira
© rabiscos vieira
a normalização já fedia, o sabor triunfou, e eis que por decreto regressam os legumes defeituosos à mesa dos europeus
Esta decisão marca o início de uma nova era para os pepinos curvos e as cenouras nodosas,” disse Mariann Fischer Boel, Comissária responsável pela agricultura e pelo desenvolvimento rural, diz o Público online
vou mais longe: com o regresso de um talk show do júlio isidro à antena da rtp e um banco nacionalizado portugal mergulha novamente nos eighties, e ainda bem que não deitei para o lixo o meu blisão de ganga com pelo de carneiro.
17 comentários 13 Nov 08 em Sem categoria17 respostas ao post “reviver o passado em moimenta da beira”
- 1 Pingback on 13 Nov 2008 às 13:56





Ora nem mais e eu vou buscar o meu, que saudades que tenho dele.Mas que boas noticias, vamos finalmente poder voltar a comer os irregulares mas muito saborosos legumes portugueses, finalmente la pelas europas ja perceberam que o bonito nao e tudo e que quem do feio gosta encontra-lhe melhor o sabor.
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Uma verdadeira máquina do tempo: desaparece o Parque das Nações e Cavaco volta a comer bolo-rei.
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imaginem o Vitor Constâncio de samarra alentejana
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Dá vontade de escrever um comentário politicamente incorrecto, ordinário e machista (tem a ver com tomates!) mas, o melhor e estar calado..
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Ah Cavaco e o bolo rei!…
Que imagem, que profundidade, que talento para o gafanhoto.
Ainda e do melhor que ja vi como momento de humor. Boa!
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E vão voltar a aparecer paredes pintadas:
Viva a Justa Luta do Bicho da Fruta !!
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A crise, a crise, nada como a crise.
Tudo que à uns meses atrás parecia inquestionável, agora é perfeitamente justificável e aparece como solução para salvar a economia.
São as nacionalizações, a regulação dos mercados e da finança, medidas de protecção social, investimento público agora até o fim da normalização dos produtos alimentares (à excepção de alguns produtos frutícolas e hortícolas que as grandes produções espanholas, italianas e francesas ainda não deixaram). E isto nãovai parar. Ainda não se revogou o PEC porque politicamente era uma derrota insustentável para as actuais lideranças europeias, mas encapotadamente já vieram dizer que todo o investimento não vai ser contablisticamente contabilizado como divida.
A crise, sempre a crise…
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Sobre o “regresso à mesa dos portugueses dos legumes defeituosos”, uma perguntinha “chata” – então o que é feito das razões ponderosas de saúde pública, defesa do consumidor e protecção das espécies, como justificativas do afastamento dos mesmos do nosso prato. Estão resolvidas? ou, afinal, as razões não eram assim tão ponderosas e apenas seguiamos uma moda…E a ASAE e os zelosos serviços de inspecção, sempre de fita métrica na mão, agoera não se pronunciam? Urge escutá-los pois está em causa a saúde pública. Ou não?
Continuem nesse magnifico trabalho de arrasto.
abr
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Pois e lol, agora e que sao elas:)
Bem eu nunca fui naquela da fruta lindinha e lustrosa , porque e bem verdade que quase nunca corresponde ao sabor.Os frutos que sao muito certinhos ficam muito bem nas fruteiras ,mas para comer aqui para nos, nem sempre.
E como tudo na vida , tudo muito muito bonitinho tem quase sempre falta de conteudo ; sem desprimor para o Vinicius que cantou a beleza dizendo que e fundamental
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Ó Maria, você disfarça bem, mas não pode dizer isso do seu mais que tudo!
E já agora, guarde a sua citação de inspiração rural “que o bonito nao e tudo e que quem do feio gosta encontra-lhe melhor o sabor”, lá para os seus Algarves e, entretanto, apare esse bigode, sua Maria, D. Maria. Ou terá sido a D. Maria (do António de Oliveira S.) que lhe ensinou esta magnifica citação? E quanto ao Constancio, fica sempre bem proteger um colega do seu mais que tudo. O corporativismo também é muito nosso.
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Ouuuuuuuupssss
Que tal visionar o ” A Respigadora e os Respigadores” da Agnes Varda Y o documentário q esteve no doclisboa2008 “The lie of the Land” … para se perceber o Conceito de Defeituoso das Agronomias e directivas da UE … Vale.
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Estao Verdes.
A vida nos serve de jantar
Frutas e um belo prato principal
Horas, minutos, segundos
Tempo é o que comemos
Desfrutar serenamente
Pois após a comilança
Nada restará
Talheres de prata
Vasos, pratos e cristais
Tudo se foi
Junto com o jantar
As conversas
Os amigos, as promessas
O vazio é o que nos resta
Se der, sente-se a mesa
Deguste cada fruta
E no prato principal
Desfrute como nunca.
sitedepoesias.com
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Tudo isto prova que muitas das regras foram imposições injustificadas, exigidas pelos burocratas de Bruxelas, para proteger grandes interesses dos grandes países. Que foi feito dos antigos argumentos?
Mas como as circunstâncias estão a mudar e vem aí o grosso da crise, tratam de aplanar o terreno. Antes que sejam desrespeitados, por todo o lado, mudam as regras.
Só assim consigo entender estas cambalhotas.
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Exacto D P M Agnes Varda!! Os respigadores já levam sequela!
Até que enfim- é preciso vir uma crise para se combater o desperdício!
http://www.youtube.com/watch?v=Iktr8WW75Y8
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Tudo isto porque, por via das bitolas da UE, muitos produtores ficaram arredados da comercialização dos seus produtos. O que na maioria dos casos tem representado mais encargos para os diferentes estados pela exclusiva dependência desses agregados.
Idem para os consumidores.
Como disse a responsável pela agricultura:
“Na actual conjuntura de preços elevados dos produtos alimentares e de dificuldades económicas generalizadas, os consumidores devem poder escolher entre a mais vasta gama de produtos possível. Não tem qualquer sentido eliminar produtos de perfeita qualidade, apenas porque têm uma forma ‘errada’”.
Ou seja, para levantar um pouco a tampa do sufoco dos governos europeus, numa época em que o dinheiro é curto para acorrer aos BPNs deste mundo, até vai valer comer merda.
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olá… só uma pergunta ? Porquê o título “reviver o passado em moimenta da beira” ? É que eu sou natural de Moimenta, apesar de não residir lá há muitos anos e… se calhar não achei muita piada… obrigado e bom fim de semana…
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