No que pode resultar de uma fraude eleitoral que terá evitado a realização de uma segunda volta, Ahmadinejad já foi declarado vencedor das eleições do Irão. Os protestos tomatram conta das ruas de Teerão e este pode ser o momento em que a República Islâmica passa por uma prova de vida. O país parece dividido em dois: um Irão moderno, jovem e urbano, outro pobre e conservador. O segundo será, por estes dias, menos visível para a comunicação social mundial. Mas ele está lá.


55 respostas ao post “Revolta em Teerão”  

  1. 1 1  Contra-movimento

    correcção…

    outro pobre, RURAL e conservador.

    Se o povo iraniano decidiu votar em Ahmadinejad, quem somos nós para contestar essa decisão? O outro Irão, pode ser muito hip, mas tem o mesmo peso democrático que a outra metade.

    O mal de Ahmadinejad não é construir um programa nuclear(ofensivo ou não), o mal foi ter entregue aos privados e aos monopólios capitalistas aquilo que por direito pertence ao povo iraniano, quem quiser, que vá ao ladroesdebicicletas ou compre o Monde Diplomatique de hoje.

    Não tenho especial afeição por nenhum dos candidatos, mas já chateia que a comunidade internacional, quando vê uma nação que não segue a cartilha deles, comece logo a propagar o seu “descontentamento” pelos regimes “anti-democráticos”. E nós bem sabemos como essa comunidade internacional, vive, tem sede, concentra-se e é Washington.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Contra-movimento, se o povo decidiu votar em Américo Thomaz, quem éramos nós para contestar essa decisão?
    A questão é se decidiu ou houve fraude. Veremos os desenvolvimentos.

  2. 2 2  Levy

    A situação não é muito clara. Uma das coisas a saber é quem ganhou em Teerão. Provavelmente, o adversário de Ahmadinejad.
    Mas a maioria do Irão é como diz, pobre e conservador, pelo não são de espantar os resultados eleitorais, a confirmarem-se verídicos.
    O que pode estar a acontecer, é uma janela de oportunidade para as facções descontentes com o regime emergirem da sombra.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Levy, o problema é que me parece dificil perder em Terrão e ficar com mais de 60%. Mas terei, claro, que ver os números.

  3. 3 3  fernando p

    acredito que as eleições tenham sido tratadas como uma mercadoria, mas não concordo que Ahmadinejad as tenha vendido, tendo sido este a compra-las :P

    “Ahmadinejad já foi declarado venDedor das eleições do Irão”

    [Responder]

  4. 4 4  Levy

    Daniel,

    respondeu-me, mas não me publicou o comentário.
    Em relação ao que diz, de perder em Teerão, não é assim tão impossível. Há dezenas de casos desses: as capitais voltam na oposição, o resto do país vota no governo. Nesta caso a comparação é um pouco abusiva, porque são os 2 dos governo.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Levy, tem de ter mais calma. Eu agora respondo mesmo na “casa das máquinas” e depois publico logo a seguir. É mais fácil.

    Sim, mas a diferença de votos é demasiado grande tendo em conta o peso eleitoral de Teerão.
    A comparação não é abusiva porque a dinâmica à volta de Mousavi, depois do debate televisivo, ultrapassou em muito o próprio candidato.

  5. 5 5  Levy

    Já vi o comentário. Julgo sempre que publica 1º e responde depois.Mas não…

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Faço ao mesmo tempo para poder responde na “casa das máquinas”, onde aprovo os comentários, o que trna mais fácil não tendo que estar a ver cada caiza de comentários de cada post.

  6. 6 6  Levy

    1 # Contra movimento

    O melhor é não nos precipitarmos muito a comentar. Já durante a campanha, Ahmadinejad acusou os americanos de lhe andarem a boicotar as coisas. Se é assim ou não, não sabemos.
    Como também não sabemos se ele venceu ou não. Pela minha parte não julgo impossível ser ele o vencedor sem batota. Pode ser um bocado como disse o Daniel: o país profundo preferi-o. E pode-se criticar o Irão profundo: pobre, rural, conservador e atrasado.

    [Responder]

  7. 7 7  The Studio

    Lá está o Daniel a implicar novamente com o PCP.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    The Studio, quando não falom mal dos regimes islâmicos é porque assim, quando os critico, é porque assado.

    Não sabia que o PCP tinha relações com a extrema-direita iraniana

  8. 8 8  Levy

    12 # DO

    “Não sabia que o PCP tinha relações com a extrema-direita iraniana”

    O Miguel Urbano Rodrigues foi lá há uns anos e veio maravilhado com aquilo. Teceu altos elogios ao país, ao povo, e implicitamente ao regime.
    Se são relações ou não, não sei…

    [Responder]

  9. 9 9  Carlos Vale

    A observação de “The Studio” não foi feliz.
    Mas; esse, não sabia que o PCP…Tem a dose de veneno habitual…Mas, adiante.
    Para quem diz; “veremos os desenvolvimentos”, não seria melhor esperar e depois comentar?
    Ou somos tão ingénuos para ignorar que as centrais da contra-informação do Tio Sam( e não só) ainda não pararam de produzir?
    Carlos Vale

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Carlos Vale, não tem veneno nenhum. Pelo contrário, tenho ideia que o PCP não tem, até por razões história que posso, se quiser, desenvolver, nenhuma simpatia pelo regime iraniano.

    Levy, não me parece que as excentrecidades políticas de Urbano Tavares Rodrigues representem as posições do PCP. Ainda assim, tecer grandes elogios a um povo não é mostrar simpatia pelo regime. Do que conheci nas minha viagens, tenho imensa simpatia pelo povo sírio, israelita ou cubano, só para pegar em três exemplos, e nenhuma simpatia pelos respectivos regimes (mesmo onde eles são eleitos). Os povos são mais complexos do que os regimes. Aliás, até hoje, não conheci nenhum povo com o qual antipatizasse.

  10. 10 10  Contra-movimento

    Daniel Oliveira,

    se houve fraude eleitoral é uma coisa, agora acusar umas eleições de terem sido fraudulentas, só porque o candidato da Ocidentalidade não foi eleito é outra. E não sei até que ponto, estas acusações vêm mais de uma desilusão dos tais jovens urbanos, em vez de verdadeiras suspeições.

    Levy,

    é esperar para ver e não minorar o peso eleitoral do mundo rural iraniano.

    Porém, um povo não é atrasado pelo seu apego ou falta dele à religião. É a capacidade de um povo reflectir livre de dogmas (religiosos ou políticos) e constituir uma activa massa crítica na sociedade que determina o seu avanço intelectual.

    [Responder]

  11. 11 11  The Studio

    Daniel, eu acho piada a estas trocas de picardias entre o PCP e o BE, continuem :) O Daniel é pessoa bem informada, sabe que o jornal Avante andou por aí a babar-se em loas ao Irão. Por isso força neles. Não entendi essa da Extrema Direita, mas também não é relevante para o caso.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    The Studio, a minha posição sobre o regime iraniano vem de longe e não vejo o que possa ter a ver com o PCP.

  12. 12 12  joaquim azevedo

    Uma fraude, a haver, é tão grave no Irão como nos States .
    Por enquanto, faz-me lembrar a 1ª eleição do G W Bush.
    Não esqueçam as contagens, recontagens, tribunais, recursos e contra-recursos judiciais e as suspeitas relacionadas com impedimento de voto aos afro-americanos nessa eleição.
    O tempo não pode apagar tudo, mesmo que alguns assim o desejem. A memória nunca pode ser curta.

    [Responder]

  13. 13 13  Duarte Sousa

    Um golpe de Estado no Irão seria interessante de se ver. Já é tempo de os iranianos se livrarem da influência islâmica e poderem usufruir de uma verdadeira democracia, do respeito pelos direitos humanos, de um maior desenvolvimento social e económico e de uma maior abertura ao Ocidente, com o intuito de criar uma relação de entendimento e cooperação entre ambos.

    [Responder]

  14. 14 14  Carlos Vale

    Levy, obviamente exagera e especula.
    “e implicitamente ao regime”… o que é isso?
    Não brinquemos.
    Daniel
    Estamos de acordo. Não é preciso desenvolver.
    Olhe que não é Urbano Tavares Rodrigues!
    Foi, de certeza engano.
    Carlos Vale

    [Responder]

  15. 15 15  Euroliberal

    Fraude ? Qual fraude ?

    O Irão e Ahmedinejad estão imparáveis: as Forças Armadas e os pasdaran (guardas da revolução) esmagarão qualquer tentativa desesperada dos racistas sionistas de os impedir de terem a arma nuclear, para neutralizar a chantagem nuclear nazi-sionista. E a médio prazo aniquilarão o odioso regime de apartheid sionista (se este não desmantelar unilateralmente o regime ditatorial sionista) e libertarão a Palestina instalando também aí um regime democrático (um homem, um voto, independentemente da religião de cada um) multicultural e pacífico para os vizinhos. Allah u Akbar ! Força Ahamadi ! Morte ao sionismo racista !

    [Responder]

  16. 16 16  JKL

    Ufanam-se os democratas que comem sardinhas da lata.Quando foi do Bush,caladinhos,quando foi do presidente do México também não mugiram nem tugiram.Eis que aparece a democracia burguesa iraniana, mas malquista dos EUA e os warriors of democraCIA contra a chapelada iraniana.Têm todas as credenciais para se debaterem com os meliantes(iranianos,que não os egipcios,etc).
    MTRodrigues é um pensador e o Levy,que não o outro,o André,simplifica ad nausea,como se os atractores estranhos fossem simples.Posso afirmar que um Marxista-Leninista como o Urbano Tavares Rodrigues tem a consciência plena do que se passa em Teerão e que tipo de classe é aquela.É a mesma que está aos comandos no nosso país,assim como os plutocratas na Rússia.Há as contradições inerentes à burguesia,é assim com os merceeeiros do meu bairro,caro Levy,que não André Levy….

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    JKL, que é que esteve caladinho em todos os casos que referiu? É que assim dito no ar é toda a gente e gente nehuma.
    Euroliberal, faltava o seu momento de humor. Agora a oposição iraniana é sionista.

  17. 17 17  Euroliberal

    “Euroliberal, faltava o seu momento de humor. Agora a oposição iraniana é sionista.” DO

    Percebeu mal, refiro-me aos próprios sionistas, que disseram que faziam e aconteciam, que iam lá e escaqueiravam o Irão todo se ele não abandonasse o projecto nuclear…e agora…Nicles.

    Parece que olharam para os tomates e cortaram-se… Amélias…

    A oposição do Moussavi tem é mau perder. Isso passa-lhes. Todos os obervadores estrangeiros previam já este desfecho. O Ahmadi chegava a fazer comícios com 2 milhões de pessoas, para quem ele é um Deus vivo. Do povo, entenda-se. A burguesia é que está mais com o Moussavi. Este nunca teve banhos de multidão dessa dimensão…

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    “Todos os obervadores estrangeiros previam já este desfecho.”

    Isso é pura e simplesmente falso. Todos achavam que o resultado era imprevisível e todas as sondagens apontavam para uma segunda volta.
    E também Moussavi teve enormes manifestações e comícios. Basta pensar que ganhou em Teerão.

  18. 18 18  zebroas

    O Daniel ditou, está dito! As eleições iranianas foram fraudulentas, nem mais!

    Baseou-se em quê? Nas sondagens, num amigo ou simplesmente porque sim?

    Venha de lá algo racional que eu também gosto de andar informado.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Eu não disse que tinham sido fraudulentas, por isso ainda menos teri ditado seja o que for. Disse, como pode ler, “no que pode resultar de uma fraude eleitoral que terá evitado a realização de uma segunda volta”. “No que pode” está bem longe de ditar seja o que for.

  19. 19 19  Euroliberal

    Daniel, não sei onde foi buscar essa da vitória da oposição em Teerão, que tem 8 milhões de habitantes, além de que Ahamadi é de Teerão.
    Amanhã o Theran Times deve publicar os resultados por regiões… Mas mesmo que tivesse acontecido, o que é pouco provável dada a diferença de votos em termos nacionais, também na Lisboa do PREC o PC ganhava sempre, mas no país…

    [Responder]

  20. 20 20  opuma

    É pás

    Quanto ao Irão

    lá iremos

    mas não se masturbem

    intelectual – mente

    Organizem-se

    [Responder]

  21. 21 21  Levy

    19 # DO

    “Ainda assim, tecer grandes elogios a um povo não é mostrar simpatia pelo regime.”

    Também não foi isso que eu quis dizer. Mas no caso de MUR, parecia elogiar o povo como forma indirecta de elogiar o regime. Até porque, nunca vi MUR elogiar o povo americano nem o israelita.Ele costuma elogiar apenas o cubano e o iraniano.

    [Responder]

  22. 22 22  zebroas

    O Daniel é lança com uma mão e esconde com a outra. Conseguiu o efeito desejado, como se vê na caixa de comentários ou até aqui:
    http://salvoconduto.blogs.sapo.pt/89401.html

    [Responder]

  23. 23 23  Levy

    JKL e Carlos Vale

    Falava do MIGUEL URBANO RODRIGUES e não o irmão dele (Urbano Tavares Rodrigues). Que confusão que para ai vai.

    [Responder]

  24. 24 24  ondina

    Como por cá, quando um portugal atrasado se divide todo entre o PS e o PSD, laranja e aquele do punho, enquanto o outro, moderno que seja, bem fala, mas não tem a beateira de feiticeiros por trás. E já antes da Babilónia assim foi, como sempre será assim.

    [Responder]

  25. 25 25  who let the dogs out?

    A República Islâmica parece ter procurado esta prova de vida. Uma fraude eleitoral de grandes proporções pode sempre gerar um ambiente de motins generalizados (já nas últimas eleições os resultados tinham sido mais do que suspeitos). Ora isto agrada-lhes de sobremaneira. Tal como Hitler nos anos 30, ou o Estado Novo pós-1958, ou a China pós Tiannmen, podem sempre aproveitar os motins para justificarem uma repressão firme que os livre das inúmeras vozes críticas surgidas nesta campanha.

    [Responder]

  26. 26 26  João

    #1. ContraMovimento

    Mas quem lhe disse que o DO não segue a cartilha? Aí está ele, a berrar “fraude”! Não tenho simpatia por nenhum dos candidatos (por mim o coerente era acabaram com arsenais nucleares de um lado e de outro, sem excepções), mas acho sempre uma certa piada à forma como o DO alinha com o populismo sempre que pode, não perde uma oportunidade.

    O artigo do salvo-conduto está porreiro. E subscrevo o que disse um dos seus comentadores: “Provavelmente serão os Estados Unidos a determinar se foram livres ou não…. Só os EUA? Claro que não! Os EUA e o Daniel Oliveira, sff.

    [Responder]

  27. 27 27  "ISTO" TEM QUE LEVAR UMA VOLTA

    A afluencia às urnas foi recorde.. 85%

    Mousavi teve 34%..

    Palavras para quê..

    [Responder]

  28. 28 28  Toninho

    Era previsível, com fraude ou sem fraude.

    Um país islâmico com estas características obviamente que seria natural uma elevada participação eleitoral.

    A uma urbe mais instruída e aberta opõe-se um Irão profundo ignorante e dogmático.

    Por isso entendo que para se apear o símio do poder só vejo como solução as mesmas armas que no passado lhe propiciaram o exercício do cargo.

    Neste como noutros casos do género, só mesmo este recurso.

    Mas como Israel não dorme, a ver vamos.

    Cumprimentos

    [Responder]

  29. 29 29  Euroliberal

    Mesmo sem Obama, o Império já não tem meios para prosseguir a sua cruzada islamocida catastrófica. Quanto mais ataca, mais a resistência islâmica se reforça e agiganta. Mesmo Bush nos últimos tempos já tinha desistido de atacar o Irão e proibido os israelitas de o fazerem sobrevoando o Iraque. A neoconeiragem foi miseravelmente derrotada, essa é que é essa, e as massas islâmicas querem democracia real e derrubarão, um a um, todos os ditadores fantoches pró-americanos…

    Eleição livre no Islão dá vitória certa aos islamistas, os mais honestos, patriotas e respeitadores da vontade do povo. Foi assim na Turquia, Palestina, Iraque e também no Irão. E agora até o capado Netanyahau, que dizia que fazia e acontecia, que escaqueirava o Irão todo, se este não abandonasse o projecto nuclear, já borrega…já diz que não ataca nada…umas amélias…

    Pudera, devem-lhe ter explicado o que os misseis iranianos seriam capazes de lhe fazer e ao seu “little shitty country”…

    [Responder]

  30. 30 30  José Bastos

    Com fraude ou sem fraude Ahmadinedjad continua a ser a melhor aposta para todos os que ainda têm esperança em ver Israel riscada do mapa.
    Festejem pois, o mundo fica assim um lugar mais emocionante.

    [Responder]

  31. 31 31  tric

    “O país parece dividido em dois: um Irão moderno, jovem e urbano, outro pobre e conservador.”

    tal e qual, a Venezuela!!

    [Responder]

  32. 32 32  Von

    Senhor Contra-movimento: você cansa!…

    [Responder]

  33. 33 33  dfgd

    euroliberal.
    O que é que no corão te autoriza a dizer o que dizes?
    Para que se saiba, maomé disse para se respeitarem os judeus sionistas.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    dfgd, acho improvável que Maomé tenha falado dos sionistas.

  34. 34 34  Rafeiro Danado

    Ó Euroliberal, para quando um partido islâmico em Portugal? Já está a fazer falta.

    [Responder]

  35. 35 35  Agruras

    O problema Ahmadinedjad/Irão nuclear, será brevemente resolvido por Obama, com mais um brilhante discurso que todo o ocidente aplaudirá. De discurso em discurso o “nosso” Obama resolverá todos os problemas do Mundo. O nosso sebastianismo contagiou.

    [Responder]

  36. 36 36  José Bastos

    Para quem ainda não sabe: O Euroliberal é o ‘comic relief’ deste blogue, não é para levar a sério.

    [Responder]

  37. 37 37  Duarte Sousa

    #44

    «dfgd, acho improvável que Maomé tenha falado dos sionistas.»

    Não, mas no Quran (Surah 5:12 ; 5:21 ; 17:104) Israel é considerado a terra prometida das 12 Tribos, das quais faz parte a de Judah. Portanto, negar Israel aos judeus implica negar também esta parte do Quran. Claro que na mesma obra, poderemos encontrar versículos que incitam à violência contra judeus e cristãos, o que só revela a falta de coerência dos ensinamentos islâmicos.

    Esta referência a Israel poder-se-á dever aos esforços levados a cabo durante o período expansão árabe de converter judeus ao Islamismo. Todavia, assim que Mohammed (ou os seu seguidores) se aperceberam que grande parte dos judeus se recusava a converter, incluiram-se no Quran versos contra o povo judeu.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    “Claro que na mesma obra, poderemos encontrar versículos que incitam à violência contra judeus e cristãos, o que só revela a falta de coerência dos ensinamentos islâmicos.”

    Incoerência que encontra em todos as religiões do livro.

  38. 38 38  Antonio Cunha

    Como gosto de ver os vermelhuscos a defender mais uma fantástica democracia.

    Até o urbano já lá foi e é só maravilhas.

    [Responder]

  39. 39 39  Antonio Cunha

    17 joaquim azevedo

    Então azevedo, e sobre o amen ao grande aíaminhatola ?? nada ?

    A eleições nos states foram duvidosas, sim, mas era por muito poucos votos. E houve várias re-contagens. E não me lembro de fecharem a CNN ou suspenderem os SMS ou calarem a internet.

    O sol dos feriados deixou-te a moleirinha toda queimada.

    Essas praias de espinho estão-te a fazer mal.

    [Responder]

  40. 40 40  Duarte Sousa

    #49 Daniel Oliveira

    «Incoerência que encontra em todos as religiões do livro.»

    Claro. A minha crítica também se aplica a essas religiões e acho profundamente lamentável que em pleno século XXI, estas ainda tenham uma elevada aderência, tendo em conta que para além de se basearem em premissas falsas e não demonstráveis, contém os ingridientes necessários para que se promova a ignorância, o preconceito, a segregação e a violência entre seres humanos.

    Haveria grande razão para os actuais confrontos entre israelitas e palestinianos, se ambos fossem ateus e estivessem cientes das suas origens comuns, e acima de tudo, do facto de serem seres humanos, e de o respeito por essa condição dever estar acima de qualquer tipo de diferença cultural ou étnica entre ambos?

    E o que dizer dos confrontos entre os próprios muçulmanos, mais precisamente, entre xiítas e sunitas? Ou entre irlandeses católicos e irlandeses protestantes?

    não quero com isto dizer que a religião, mesmo na sua forma moderada (que não é mais do que estar condicionada pela sobreposição de valores humanistas, regras políticas, conhecimento científico e, muitas vezes, pelo desconhecimento de determinadas leis religiosas) é o único veículo da violência e ignorância humana, mas certamente é um dos principais e portanto, estaríamos melhor sem ela.

    [Responder]

  41. 41 41  joaquim azevedo

    Cunha, se acha que eu defendo o regime actual no Irão, está muito enganado. A repressão lamentável que está a acontecer não me surpreende vinda de quem vem.
    No entanto, deixe-me dizer-lhe o seguinte. Se na 1ª eleição do Bush os democratas tivessem vindo para a rua (como deviam ter feito, aliás) reclamar a vitória, a coisa era capaz de ter aquecido bastante, ou não?

    [Responder]

  42. 42 42  Antonio Cunha

    53 joaquim azevedo

    E quem lhe disse que não vieram ?

    Lá está voce a comprar alhos com bugalhos.

    Voce nunca foi aos States pois não ?

    [Responder]

  43. 43 43  joaquim azevedo

    Cunha, eu não me lembro de ter visto o Al Gore convocar manifestações populares a denunciar fraude, nem de o ter ouvido dizer que não reconhecia os resultados. Mas lá que houve chapelada, houve. E mais, a chapelada nos States começou bem antes das eleições, foi logo no recenseamento. Toda a gente sabe que houve muito boa gente afro-americana impedida de votar na Florida. Por coincidência, o estado onde o governador era o Jeb que, por acaso, também era Bush.
    No fundo, foram duas vergonhas. Uma eleição fraudulenta do Bush e uma miserável desistência da verdade por parte dos Democratas para a qual eu não tenho explicação.

    [Responder]

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