Hoje, no “Público”, Vasco Pulido Valente critica, a propósito do que se passa no Bairro do Aleixo, a política de bairros sociais. Subscrevo grande parte do que escreve. Por palavras minhas, que são seguramente diferentes das de VPV, também acho que é quase impossível garantir o mínimo de qualidade de vida nestes bairros. Que eles colaboram para a criação de culturas de criminalidade.Que eles tendem a ser abandonados pelos poderes públicos e não facilitam a responsabilização (e a defesa dos direitos) dos seus moradores. Que o realojamento tem de corresponder a estratégias de integração social e de criação de direitos e deveres sociais. A pobreza, a mais profunda e que não está apenas ligada ao rendimento, não se resolve apenas com casas novas. Por isso, há uma diferença entre solidariedade social e o assistencialismo (no sentido em que o termo se aproxima da caridade), que muitas vezes corresponde a uma desistência do poder político.

Tenho defendido que o realojamento deve ser feito na cidade consolidada e de forma dispersa. Porque os guetos são sempre uma má solução. Porque a integração também deve corresponder a uma integração no espaço. Porque as infraestruturas já lá estão e porque nas zonas de realojamento o comércio não se instala, os serviços públicos tendem a ser negligenciados e o estigma social é mais do que garantido. Esta solução não é fácil nem está isenta de riscos. Mas terá seguramente melhores resultados. Mas isto é o que eu defendo. O que ainda não percebi é o que defendem muitos dos que criticam a existência destes bairros mas parecem ser contra todas as soluções possíveis.

Percebo o que quer Rui Rio: vender um terreno valioso e atirar os moradores para onde calhar. Um presidente da Câmara sério começaria por mostrar que estratégia tem para aquelas pessoas e só depois, quando resolvesse esse problema, trataria dos terrenos. Rio começou pelo negócio porque o negócio é tudo o que lhe interessa. As pessoas que ali vivem sempre foram, para ele, cidadãos de segunda.

Desde a forma como tratou a questão dos arrumadores até este caso, Rio sempre deixou muito claros os seus tiques populistas, a roçar o que de pior podemos encontrar nalguma direita que faz escola por essa Europa fora. O seu “racismo social” (sentimento maioritário no país), que trata as “franjas” da sociedade como lixo indesejável, não é de hoje. Se um dia o PSD resolver ter este homem como líder não se deve esquecer de que está a trilhar um caminho. Um caminho que, apesar de tudo, é contrário à sua origem. Pelo menos contrário ao que o PSD julga ser a sua tradição. Pode ganhar votos, mas perde a sua alma. As direitas italiana e francesa seguiram esse caminho. Vão arrepender-se.


63 respostas ao post “O Rio, o Aleixo e um caminho perigoso para a direita portuguesa”  

  1. 1 1  Sérgio

    Boa posta.
    E espero sinceramente que se arrependam porque pelo andar da carruagem por agora estão em grande.

  2. 2 2  Ti Américo

    Uma solução possível:

    No mês em que compram uma play station, os moradores sociais pagariam uma prestação da sua própria casa, no mês em que compram um plasma pagariam outra, e assim por dia a respeito das aparelhagens, a televisão no quarto de cada um dos filhos, a arma com que fazem tiroteios, os mercedes à porta de casa etc. Quando tivessem pago essas prestações os moradores já estariam tão habituados a pagar a sua habitação que seriam iguais aos restantes cidadãos portugueses.

    A minha solução é simples, chama-se “mercado”! Tem como fundamento a seriedade e a boa-vontade.

  3. 3 3  Ti Américo

    A China e a URSS tentaram uma alternativa ao mercado. Ganharam muitos cadáveres, fundaram a sua “empresa de porcos mais iguais do que os outros”, a maior empresa de cangalheiros alguma feita à face do universo - tinham serviço completo dois em um “homicídio - vala comum”.

    Depois, arrependeram-se!

  4. 4 4  Fado Alexandrino

    Não faço a mínima ideia do que é que Rui Rio quer fazer, embora pelos jornais me pareça que ele quer “que o realojamento seja feito na cidade consolidada e de forma dispersa”.
    O problema que surgiu aqui no bairro de Lisboa pode ser visto pela lupa da poesia ou sem óculos nenhuns pela realidade.
    E qual é ela?

    Pois podem pegar nestas pessoas que aliás são 340 mil e custam por dia um milhão de euros, segundo o Correio da Manhã, alojá-las num bairro social, numa rua de um bairro médio de Lisboa ou até no Restelo.
    É que ao fazerem isto colocam-lhes nas mãos as chaves de uma casa que não lhes custou nada a ganhar e para a qual vão pagar se pagarem uma renda equivalente a um maço de cigarros.
    E o pior é que eles sabem que aquele bem nunca será deles.

    Então para que é que iriam ter qualquer cuidado com ele.
    E é isso mesmo que fazem.
    Não é meu, que se lixe.

  5. 5 5  Luís Carlos

    Tanto quanto sei, a maioria dos moradores do Aleixo concorda com a demolição das torres e a mudança de casa (muitos vão para a zona onde nasceram).
    Eu, que moro a 500m e passo lá todos os dias, acho que a demolição já vem muito tarde.
    Acrescento que não tenho nenhuma simpatia por Rui Rio mas já não se vê forma de eliminar o problema da droga no Aleixo.
    Claro que há, mais uma vez, a cedência aos interesses imobiliários. Mas desta vez parece que os únicos que vão perder alguma coisa são os traficantes.

  6. 6 6  Isabel

    Daniel

    Chamou ao PSD partido de direita? Que eu saiba o PSD, tal como o PS, são partidos socialistas. Caminham para uma sociedade sem classes em que todos têm os mesmos direitos e deveres. Como partidos socialistas “moles”, foram contaminados e seduzidos pelo capitalismo neo-liberal. É por isso que têm estes comportamentos. Não são partidos de direita.

    A direita, não socialista, pensa que todos têm os mesmos direitos, mas não os mesmos deveres. Quem nasceu ou vive em condições mais favoráveis tem mais deveres para com a sociedade que outros. A aposta está na igualdade de oportunidades, conceito difícil de interiorizar pela esquerda, que à partida considera que iguais direitos para iguais deveres são a base da justiça social, o que não é verdade.

    Uma sociedade justa não é aquela que abre o ensino obrigatório a todos e põe uma criança da Cova da Moura a fazer o mesmo exame de Matemática que o filho dum engenheiro.

    Uma sociedade justa é a que dá as mesmas oportunidades a todos. Cuida, ajuda e dá os meios necessários, desde a assistência social, próxima da caridade às políticas de emprego e apoio à família, ( a liberalização do aborto reduziu bastante estes custos…sempre o caminho mais fácil), para que uma criança da C. da M. possa competir em igualdade com o filho do engº para realizar a mesma “prova”. Esta possibilidade o socialismo não dá porque é a negação de si próprio.

    Concordo consigo que a principal forma de resolver problemas sociais próprios de gueto é integrar famílias tendencialmente problemáticas em bairros de pessoas ditas “normais”. Mas, se isto acontecesse algum dia, não gostaria depois de ver programas intelectuais de canal 2 , dizendo que se estava a “matar” a cultura das minorias étnicas, devoradas pela urbe e civilização.

    Por favor não diga que o PS e o PSD são partidos de direita. Isso não é verdade. São partidos de esquerda subornados pelo conforto do capitalismo desenfreado.

    A direita promove a igualdade de oportunidades coisa que a esquerda por definição não pode fazer.

  7. 7 7  Daniel Oliveira

    Luís Carlos, eu não disse que era contra a demolição. Disse outra coisa.

  8. 8 8  RFF

    O modelo da integração tem falhado por tudo o mundo com péssimos resultados….
    Uma melhor prevenção passa por haver estratégias concertadas de inclusão social como respostas aos problemas que surgem. O que acontece actualmente é que as diversas intervenções existentes no terreno não são articuladas entre si….Não há milagres….

  9. 9 9  Ricardo Migueis

    Além de relembrar que as pessoas raramente são a prioridade política, doença generalizada de uma democracia a precisar de um abanão muito forte… gostei e decidi comentar porque já há anos, mesmo desde a adolescência, que me venho insurgindo localmente (Oeiras) contra a guetização em bairros sociais.
    São inúmeros os exemplos em Oeiras, que mostram que a prioridade não são as pessoas: limpa-se a paisagem urbana, remete-se quem vivia em paredes de madeira para paredes de betão num qualquer buraco afastado (no bairro dos navegantes, por exemplo, só existe uma estrada, com quase meio km, com descampado de um lado e outro, para se lá entrar, é assustador… e fica ao lado do TagusPark…), investe-se fortemente em infraestrutura e até serviços sociais e experimentalismos tecnológicos vanguardistas (ex.: SATU), mas só na parte litoral. E, para não variar, vamos vendo obras de prédios que teriam uma altura inconcebível e inexplicável, paradas durante anos… enfim… só indo ver para querer…

    Até em termos de racionalidade económica esta estratégia de guetização sai mais cara. Custaria, social e economicamente muito menos, promover a integração destas pessoas, seja no Porto, Oeiras, Faro, Lisboa, etc, alojando-as de forma dispersa. Mas claro, no contexto de uma estratégia social e até de reabilitação urbana de longo-prazo, em que o objectivo fosse melhorar a qualidade de vida de quem mais precisa. Em última instância, em prol de todos.

  10. 10 10  Bruno Ferreira

    Caro Daniel!!
    Podia pelo menos ouvir o Rui Rio!!!
    Terá pelo menos a seriedade e honestidade de reconhecer que antes de Rio o Aleixo, S.João de Deus, Lagarteiro e outros se encontravam em estado de não posse pela Camara. Eram Bairros onde não lá entrava nenhum funcionário da Camara à mais de 10 anos, onde nem os contadores da EDP lá iam!!
    Aliás! Antes de Rui Rio nem se falava do problema dos Bairros Sociais do Porto, era como se não existissem e foi com o Rui Rio na campanha eleitoral que o assunto foi levantado e uma das razões da sua surpreendente vitória eleitoral!
    Bairros como o Aleixo não têm solução a não ser a sua demolição e se esse custo pode ser mitigado através de um qualquer negócio acho muito bem!!
    O alojamento dos arrendatários do Aleixo será feito no vasto parque imobiliário da CMP (obviamente na cidade do Porto e sendo a cidade do porto exígua só podem mesmo ficar no… Porto) não estando previsto nenhum outro Mega Bairro tão a gosto dos Daniel Oliveiras no passado!!
    O DO e outros como o TL estão tão interessados na perspectiva do negócio que se deixam ofuscar na sua racionalidade e bom senso!!
    Mas qual o problema da requalificação imobiliário ser deixado a privados com a venda dos terrenos!!??
    Acha que deveria ser a CMP a fazer a promoção imobiliária!!?? Fazer mais um Bairro Social!!?? A Camara do Porto é, em termos relativos, o maior senhorio do mundo Ocidental, sendo que há muito perdeu o equilíbrio entre a sua população contribuinte e a sua população beneficiária!! Não há no País nenhum concelho nestas circunstancias e tendo o problema piorado com a perda de receitas do sector industrial e comercial nos últimos 20 anos!!
    Se a sua solução equivaler a agravar a sobrecarga contributiva dos Portuenses contribuintes estou em crer que transformará a cidade do Porto num Bairro social exclusivamente habitada por beneficiários do arrendamento social! Se o DO, por outro lado, garantir que o Estado suportará os consecutivos defices da CMP digo-lhe que está muito enganado ou pura e simplesmente não percebe nada do problema!!
    Se o negócio representa para a CMP receita que pode ser investida na recuperação de imobiliário da CMP óptimo para mim que sou morador do concelho do Porto!!
    Neste sentido o Rui Rio tem o meu apoio!!!

  11. 11 11  falafala

    Ti Américo(Thomaz,concerteza!) e Fado Alexandrino a mesma fé:o sacrossanto mercado!
    Vemos muito bem como é o mercado…Quanto a mortes,bom,não enxergam nada!A Fome(já leram sobre os biscoitos de lama na democracia do Haiti?).E,hoje vi na TV sobtre a China em q os camponeses aumentaram os seus rendimentos na ordem dos 1 500% e a vaga destes continua a aumentar em direcção às cidades.Estão a fazerde mim parvo mas,eu não como só para os tótós q acreditam na históiria da carochinha do mercado!Querem mais?e a socialização dos prejuízos dos mui ‘vencedores’ bancos!Vão-se f*****!

  12. 12 12  atom

    Como defendo que as “comunidades” da Quinta da Fonte devem ser alojadas no bairro do Restelo, por uma questão de coerência também sugiro que as do bairro do Aleixo sejam realojadas no Bairro da Foz, depois de devidamente despejados os actuais habitantes.
    -As “comunidades” ás zonas nobres das cidades já e em força!…

    PS) Utilizo o termo “comunidades” pois que não é politicamente correcto dizer ciganos, brancos, africanos, pretos, drogados, “jovens” etc.
    Espero aperceber-me quando o termo “comunidades” passar a ser politicamente incorrecto, pois passarei a não utiliza-lo, não quero cometer nenhuma “gaffe”.

  13. 13 13  Maria

    Esta cena do Aleixo e outra vergonha e mais um triste exemplo do que vai de mal a pessimo ca pelo bom Portugal que tantos amam e de como ja seria tempo de por ordem nos carris e impedir que a injustiça e o racismo encapotado continuem a mandar em todos nos e a trazer estes exemplos de continua hipocrisia e abusos de poder.

  14. 14 14  Pinto

    Farto-me de ouvir críticas aos bairros sociais: são autênticos guetos; pessoas foram empurradas para as periferias, etc.

    Faço um apelo ao Sr. Daniel Oliveira. Diga, CONCRETAMENTE, o que na sua opinião deveria ser feito na questão da habitação social. Bairros para determinadas etnias? Não acredito que advogue isso? Que os bairros tivessem sido construídos em Lisboa? Lembro a localização do bairro social em Chelas e do Bairro da Cabrinha em Alcãntara. Mesmo o Bairro do Zambujal não se situa, propriamente, numa periferia (se Alfragide é uma periferia, Cacém é o extremo de Portugal). Que as habitações tivessem sido construídas com melhor qualidade: neste aspecto também é bom recordar algumas urbanizações (nas periferias de Lisboa) pagas a peso de ouro que não têm, sequer, a qualidade de construção de bairros sociais.

    Gostaria de saber a sua sugestão para os problemas inerentes à habitação social: PROPOSTAS CONCRETAS.

    Se puder, diga-o no programa “Eixo do Mal” de logo à noite, para também tentar perceber a opinião dos seus colegas.

    Porque tenho consciência da minha insignificância para tamanha solicitação, peço aos leitores que subscrevem o meu apelo, o favor de o manifestarem neste mesmo espaço, para assim surtir algum efeito.
    Desde já o meu obrigado.

  15. 15 15  mulher lua

    De acordo, Daniel.

    Desculpa a invasão, mas não podia deixar de registar o meu total desacordo com a opinião da menina Isabel.

    Ai a direita promove a igualdade de oportunidades??? ah ah ah

  16. 16 16  The Studio

    Para a Esquerda caviar, só existe um dogma tão certo como a santidade de Maomé para os muçulmanos: Se as minorias étnicas andam aos tiros, a vender drogas e a cometer assaltos, a culpa pode ser de todos, excepto daqueles que voluntariamente cometem esses crimes.

    A partir daqui há espaço para todo um mundo de fantasia. Durante anos a fio, para a Esquerda caviar a culpa era da pobreza. Agora aqueles rapazes com plasmas, DVDs, televisões e playstations nos quartos dos miudos, grandes carrões à porta, é difícil alegar que andam aos tiros por serem pobres.

    Uma vez que a pobreza já não cola, veio o disparate dos “guetos”. Acontece que a quinta da fonte não é gueto nenhum. na Quinta da Fonte vivem pretos, brancos e ciganos… curiosamente, os brancos trabalham, não têm armas nem se dedicam ao crime. A desculpa de que são criminosos porque moram ali, também não cola.
    Mas há falta de melhor tinham que inventar qualquer coisa. Responsabilizar os criminosos, isso nunca.

  17. 17 17  kruzeskanhoto

    Deitar abaixo casinhas tão jeitosas, com jacuzzis e tudo, parece-me uma grande maldade.

  18. 18 18  Ora Pois

    José Sócrates e o seu motorista passeavam por uma estrada quando, subitamente, atropelaram um porco matando-o instantaneamente. O Sócrates disse então ao seu motorista que fosse até à quinta e explicasse o que tinha acontecido ao dono do animal.
    Uma hora mais tarde, o Sócrates vê o seu motorista a cambalear em direcção ao carro, com um cigarro na mão e com uma garrafa na outra. A roupa estava toda amarrotada.
    - O que é que aconteceu? - perguntou o Sócrates.
    O motorista respondeu:
    - Bem, o dono da quinta deu-me vinho, cigarros e a sua charmosa mulher fez amor comigo, desenfreadamente.
    - Meu Deus! Mas o que é que lhes disse? - perguntou o Sócrates.

    - Disse-lhes “sou o motorista do Sócrates e acabei de matar o porco”

  19. 19 19  PR

    Subscrevo quase tudo e acrescento.
    Mais uma facada na credibilidade do Sistema.
    Mais um que quebra promessas eleitorais.
    Abraço.

  20. 20 20  corvo

    Rui Rio preocupa-se com os problemas sociais do Aleixo, ou com a negociata que irá fazer com aqueles terrenos?

    Essa é que é a única pergunta a fazer-se.

    O resto parece demagogia de quem em dois mandatos muito pouco tem para apresentar á cidade do Porto.

    Aliás os bairros sociais foram por toda a Europa soluções que só geraram problemas, mas tambem serviram de tranpolim para muito partidos,e figurões que ao passarem nas respectivas Camaras fizeram bons negocios, o problema não é português nem sequer só do Porto.

    Veja-se a dificuldade de reestruturar a Gebalis, que trata ( melhor devia tratar) dos bairros sociais de Lisboa, e o boicote de todas as forças politicas que têm real peso no poder autarquico, PCP-PS-PSD.

    Quanto ao PSD não ser de direita, basta as politicas que defendem homens como Antonio Borges, ou Rui Rio para se perceber que o PSD é de direita e bem de direita, que o Socrates , defenda em muitos aspectos as mesmas politicas do PSD, isso significa que o Bloco Central é um Bloco Central de interesses, ao serviço dos grandes grupos economicos.

  21. 21 21  A Luta Continua!

    Se há coisa em que o Porto teve sempre de mau, foram os seus autarcas. Quando presidentes como o Fernando Gomes, ou o Paulo Valada deixam saudades, estamos conversados!

    Fico espantado com o diagnóstico do comentador Bruno Ferreira! Vê-se que não faz nem puta ideia da realidade dos bairros camarários do Porto, bairros esses, quase na sua totalidade, dos anos 60 do séc. passado e com uma população extremamente envelhecida. É verdade que sempre foi gente abandonada e entregue à sua sorte e que sofreu recentemente na pele os efeitos da decadência económica do Porto, derivada da desindustrialização massiva e da transferência de serviços para outros locais mais atractivos. Este contexto foi propício à hecatombe, derivada do consumo e tráfico de heroína, que se abateu sobre a escassa juventude ainda residente nos bairros.

    Como é possível estar ao lado de um Presidente de Câmara que, transformou a maior cidade de todo o noroeste peninsular numa imensa aldeia; de um tipo que nunca teve uma visão minimamente estratégica e que gere a cidade como se fosse uma quinta?!!

  22. 22 22  Aldino

    Esse “vão arrependerse” assim no final até me arrepiou. O Sarkozy deve-se ter levantado e ido fechar uma janela quando este post foi publicado. Já agora, que critica quem critica sem apresentar soluções, quais são as ditas que decorrem deste post, para além da recolocação dos moradores “na cidade e de forma dispersa”? Algo, aliás, que se Rui Rio não disse expressamente, pelo menos não negou.

    E, já agora que falamos em autarcas sérios, que não se deslumbram pelo cheiro do poder, o que é que se passa com o “Zé”, que anda tão amiguinho do poder rosa, e a marimbar-se para as indicações do partido? A história do criador e da criação? Ah, pois, divergências pontuais, claro…

  23. 23 23  Ricardo Correia

    Quando era mais novo andei pelos tais bairros sociais, não eram mundos nenhuns aparte, alguns construidos para albergar desalojados de catástrofes naturais, pessoas que antes viviam “dispersas” pelas urbanizações convencionais. Havia bandilhagem, havia quem cuidasse dos seus jardins, havia traficantes de droga com mercedes parados à porta de casa. Porque é que só existem getos nesses locais? Alguém obriga essas pessoas a lá viverem? Estão proibidas de arranjar uma casa no meio da tal sociedade distante. As casas estão degradadas? Quem é que as degrada? Tudo o que não é cuidado se degrada, cabe às pessoas zelarem pela manutenção dos seus espaços. Essas pessoas vivem lá porque beneficiam de um apoio que lhes permite ter uma habitação por valores irrisórios e simbólicos, mas não estão proibidas de ir viver para qualquer lugar. Dispersar? Como é que se dispersa quem tem tendência a se agrupar. Os aglomerados não são criados por politicas incorrectas de inserção social. São consequência de uma organização social diferente da cultura ocidental. As famílias são maiores, querem manter-se juntas, ao contrário do típico classe média que quer ir viver bem longe. Não é difícil perceber, há menos de 30 anos também éramos assim. Mas claro ficamos à espera que o Sr. Daniel Oliveira dê o exemplo, e se ofereça para comparticipar a inserção da próxima família excluida a ir viver no andar por cima do seu.

  24. 24 24  jorge c.

    Este post é um disparate infantil de alguém que tende à desonestidade intelectual.

    Basta este link:
    http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=968678

    “A solução, a aprovar terça-feira pelo Executivo, passa por criar um fundo de investimento imobiliário, em que o Município surgirá ao lado de um (ou mais) parceiro privado, no pressuposto de que a este corresponderá uma fatia entre os 70% e os 90% do bolo, cabendo o remanescente à Câmara. Não há dinheiro directamente envolvido, sendo o único activo o contrato-promessa de venda (de permuta imobiliária) do Aleixo. Os parceiros, a escolher em concurso, terão de recuperar, para habitação social, casas pertencentes à Câmara, preferencialmente no centro histórico, zona de origem de muitos dos moradores do bairro, ou construir, de raiz, bairros menores e espalhados pela cidade, sendo ou não em terrenos do município. Só então o parceiro privado receberá o bairro então devoluto, podendo demoli-lo para requalificar a zona, dentro das normas do PDM, que prevê um coeficiente de construção de 0,8.”

    Isto certamente passou-lhe ao lado. Mas você agora é vidente e adivinha o que os outros pensam. O problema é que não se informa e com uma atitude ignorante começa a disparar dislates.
    Pretensioso como sempre, o Daniel Oliveira devia ter mais respeito pelos seus leitores e pelos cidadãos do Porto, porque ao difamar desta forma infantil - e sabe-se lá por que motivo - a cidade e o executivo que a governa, está a deixá-la mal perante o resto do país.
    Retracte-se.

  25. 25 25  Daniel Oliveira

    «Faço um apelo ao Sr. Daniel Oliveira. Diga, CONCRETAMENTE, o que na sua opinião deveria ser feito na questão da habitação social.»

    Pinto, é o que faço no meu texto que o senhor está aqui a comentar: «Tenho defendido que o realojamento deve ser feito na cidade consolidada e de forma dispersa. Porque os guetos são sempre uma má solução. Porque a integração também deve corresponder a uma integração no espaço. Porque as infraestruturas já lá estão e porque nas zonas de realojamento o comércio não se instala, os serviços públicos tendem a ser negligenciados e o estigma social é mais do que garantido. Esta solução não é fácil nem está isenta de riscos. Mas terá seguramente melhores resultados.»

  26. 26 26  Isabel

    mulher lua

    A direita ainda não foi governo. A esquerda já mostrou o que vale.

  27. 27 27  Maria

    Quando se fala em direitos para os mais pobres ,
    aparecem sempre alguns cheios de incomodos , lol.Pois claro; ele ha vicios que duram mais do que as pilhas duracel.

  28. 28 28  corvo

    A direita ainda não foi governo, ISABEL essa é para RIR , ou está a candidatar-se aos gatos fedorentos,

    Tivemos a direita desde 1926 a 1974, com os resultados conhecidos.

    Temos tido a direita intermitentemente desde o 25 de Abril no poder, PSD-CDS, e até o PS.

    Falo em politicas de direita.

    A não ser que para si , direita seja o regime que vigorou na Alemanha de 1933 a 1945.

    É bom que clarifiquemos aquilo que pretendemos.

    É um regime nazi que pretende para Portugal, e esse sim , será a tal direita que tanto anseia.?…

  29. 29 29  The Studio

    Daniel, pode definir o que entende por “guetos” só para ver se alguém percebe o que quer dizer? A Quinta da Fonte é um “gueto”?

  30. 30 30  mf

    A Isabel diz que é de direitas. Eu acho que ela é anarquista. Com cidadãos interessados em cumprir os seus deveres de forma séria e competente antes de exigir os seus direitos, não se precisa de controleiros para nada.
    E ela tem razão em muitas coisas : os humanos têm diferentes capacidades e diferentes capacidades de luta. O justo é que lhes dêem as mesmas oportunidades de inicio de as fazerem valer.E cada um que persiga o seu sonho. Depois , animaizinhos de estimação tem quem quer. Não se pode obrigar a malta a tê-los como animaizinhos de estimação,se não se vê qualquer utilidade neles. E muito menos gente que não aprecia quem não se importa de ter donos que dispõem deles segundo o último estudo, desde que o plasma seja seguro.

  31. 31 31  Isabel

    Estou a falar da direita democrática pós 25 de Novembro. O PS e o PSD são esquerda detriorada pelo capitalismo selvagem.

    Mas sempre esquerda.

    Aquela que falhou em todo o lado e em toda a linha.

    Sim, aquela mesmo que quando se sentia ameaçada matava em nome do povo. E se matava…

  32. 32 32  Pedro

    para o daniel só pode ganhar dinheiro com boas intenções, o sá fernandes. os outros estão a ir por um caminho perigoso e coisas assim….

  33. 33 33  Bruno Ferreira

    Caro Daniel!!
    O seu preconceito em relação a Rio é tal que nem se apercebe que concorda com este!!!

    Caro A luta continua!! Fiquei sem perceber o seu comentário!! Não acrescenta nada ao que tinha escrito!!
    Se entende que só após Rio é que a decadencia da cidade se iniciou então digo-lhe que não reside no Porto nem tão pouco o conhece!!!

  34. 34 34  Bruno Ferreira

    Caro A luta continua!! Não acrescenta nada ao que tinha escrito com a ressalva do “Puta”!!

  35. 35 35  Pinto

    Mas de forma dispersa porquê? Muitos pobres juntos originam problemas? Ou parte do princípio que a fraca capacidade económica é potenciadora de risco? Se assim fosse, eu comparado com Vale e Azevedo, era um serial killer. Esses pensamentos não serão, por si só, preconceituosos? Os bairros sociais acolhem gente pobre ou gente potencialmente perigosa? Por viverem muitos pobres juntos não significa que esteja criado um antro de problemas, nem um gueto.
    E já que falo em gueto, porque lhe atribui essa categoria? São casas, na sua maioria, com uma cozinha, uma sala, uma casa de banho, dois quartos e um hall (digo na sua maioria, porque algumas têm mais quartos).
    Mais: o Bairro do Zambujal (falo deste porque o conheço particularmente bem), novo em folha, como quando acabado de ser construído, teria casas para valer, hoje, uns bons €150 000 a €200 000. Estamos a falar de uma zona às portas de Lisboa e junto a uma das maiores, ou mesmo da maior zona comercial do país: junto ao IKEA, Continente, Macro, Norauto, Media Markt, Moviflor, novo Centro Comercial Jumbo, Aki, Decatlhon, etc., etc., etc..
    Hoje o Bairro está uma lástima mas juro que não fui eu que parti os vidros das portas e janelas. Não sei quem foi mas eu não fui.

    Integração??? Defende a integração ou o multiculturalismo? Ao estarmos a dispersar a comunidade cigana, por exemplo, podemos ser acusados de querer diluir a sua cultura na nossa (maioritária). E note que a solução apontada pelos ciganos desalojados da Quinta da Fonte não foi essa. Eles foram peremptórios: não querem viver, lado a lado, com indivíduos negros. Portanto suspeito que a sua solução cairia muito mal no seio daquela comunidade.

    Nas zonas de realojamento o comércio não se instala? O Bairro do Zambujal tem vários cafés, mercearias, e oficinas (até tem um estofador de automóveis bastante concorrido). Obviamente que não tem um centro de saúde público, uma loja do cidadão e uma esquadra, mas a Quinta Grande (zona de classe média/alta), mesmo ali ao lado, também não tem estes serviços. E é uma urbanização bem maior.

    Depois ainda há outro problema com o realojamento disperso: cada casa tem particularidades únicas (o preço, a localização, etc.). Agora imagine realojar 200 famílias em 200 casas diferentes. Era o caos.

  36. 36 36  Fado Alexandrino

    Veio tarde, mas afinal já há um culpado:

    Não é necessário ser sociólogo, nem antropólogo, para se perceber que a filosofia de Salazar de criar bairros sociais, juntando um certo grupo de pessoas de “menores posses” em determinados locais estanques, não resultou.
    Augusto Küttner de Magalhães, Porto

    Mais uns minutos e podia juntar-se o Bush.

  37. 37 37  luis

    Daniel, todos os dias leio o teu blog,todos os sábados oiço-te no eixo,mas ainda não te consigo perceber.Deve ser defeito meu.

  38. 38 38  PMA

    Gostava apenas q o Daniel Oliveira respondesse ao comentário nº 24 de Jorge C.

    Talvez ajudasse a perceber exactamente as diferenças e semelhanças de opinião e acção!

    Desde já agradeço os esclarecimentos q possa disponibilizar!

  39. 39 39  The Studio

    Tenha calma Pinto!

    Já perguntei duas vezes ao Daniel o que ele entende por gueto e ele ainda não respondeu. Deve ter enviado um mail ao partido a perguntar o que é um gueto e ainda está à espera de resposta. Claro, depois resta saber porque razão os Portugueses brancos que vivem no gueto da Quinta da Fonte não de dedicam à criminalidade. Mas isso fica para depois.
    Por agora há a realçar o tiroteio ontem do qual resultou um ferido grave. Penso que a razão do tiroteio será o da comunidade cigana da freguesia de Abrançalhas de Baixo, concelho de Abrantes, viver num gueto em vez de se espalhar pela aldeia.

    “Integração??? Defende a integração ou o multiculturalismo?”

    O Danieis Oliveiras, Ruis Tavares e companhia limitada defendem a integração nos dias pares e o multiculturalismo nos dias ímpares. Aliás, defendem também que a criminalidade se deve à pobreza, excepto quando as comunidades envolvidas têm as casas cheias de plasmas e play stations. Aí é que entra o conceito de gueto.

  40. 40 40  Daniel Oliveira

    The Studio, procure no dicionário.

    «resta saber porque razão os Portugueses brancos que vivem no gueto da Quinta da Fonte não de dedicam à criminalidade.»

    Como sabe que não se dedicam à criminalidade? Nenhum deles? Está seguro? Todos os ciganos e negros se dedicam? Acha?

    De resto, nunca defendi nem o multicultarilismo nem percebo o que é isso da integração dos ciganos. São estrangeiros?

    PMA: Se Jorge c. quiser começar um debate terei todo o prazer. Mas por princípio não debato com quem me insulta. Pena, porque até havia matéria para discussão.

  41. 41 41  Pinto

    “(…)Porque a integração também deve corresponder a uma integração no espaço (…)”

    “(…)nem percebo o que é isso da integração dos ciganos. São estrangeiros? (…)”

    Como gostava de o perceber Sr. Daniel.

  42. 42 42  calhordus

    Ok the Studio aqui vai no meu Português “Guétizàdo”.
    Bairro judeo em cértas cidades europeias,segundo as épocas os judeus circulavam livremente.
    Ou entâo estàvam submetidos a leis de segregaçâo,o primeiro ghéto organisado foi em Venêsa em 1516.

    Sito onde vive uma minoria separàda do résto da sociedade:Harlem New Yorck o ghéto nêgro sitio fechàdo sobre ele mesmo…condiçâo marginal,ghéto cultural,onde eu estou quando tento escrevêr em Português.Nascido na sérra de Monsanto mesmo em frente do Casal Ventoso,desde miudo que tinha sido posto de làdo por ser Ateista, é por isso que o Policàrpo tem mêdo de descendêr de Tomai que tem 7 minhôes de anos e que deus sò tem em 6000.
    O que vem a dire que a icar sâo uma gang de mentirosos, a Isabel é capaz de desçênder d’algum que fazia parte do escandalo Rosa.
    É por isso que éla gosta tanto dos partidos da direita direitinho na mocidade Portuguêsa.Heil Salasar com o bràço estendido

  43. 43 43  Maria

    ” kruzeskanhoto
    26 Jul 2008 às 20:52

    Deitar abaixo casinhas tão jeitosas, com jacuzzis e tudo, parece-me uma grande maldade.”

    Lol.Pois nao; agora dar jacuzzis a pobezinhos!

  44. 44 44  Daniel Oliveira

    Percebe que integração tem um sentido diferente nos dois casos: uma coisa é a inegração social e outra integração cultural. Quando se fala de multicultarilismo versus integração (era a isso que estava a responder na segunda frase que cita), é de integração cultural, e não social, de que se está a falar. A primeira citação não se refere especificamente aos ciganos, mas a quem vive nos bairros sociais em geral (pessoas de culturas diferentes e até com a mesmíssima cultura que eu e o senhor) e por isso só posso estar a falar de integração social. Talvez para me perceber tenha de me ler com um pouco mais de atenção em vez de procurar contradições através da mera comparação de palavras que querem dizer coisas diferentes em contextos diferentes.

  45. 45 45  Isabel

    Calhordus

    Um dos lemas de Salazar e outros ditadores é “quem não está comigo está contra mim”.

    Apesar de ter tido dificuldade em perceber o seu texto, escrito em grunhês ateu, penso que quem segue o lema à risca é você.

  46. 46 46  Pinto

    Integração social? Mas os ciganos são portugueses como eu e você. Só há uma diferença: à partida, os ciganos (que moram no Bairro do Aleixo e noutros bairros sociais), têm uma condição económica mais baixa. As pessoas, economicamente desfavorecidas, necessitam de ajuda e o Estado garantiu-lhes essa ajuda oferecendo-lhes uma casa normalíssima.

    Pede-se um esforço de integração social a pessoas que tiveram problemas de qualquer natureza: problemas com drogas, de delinquência, a ex-reclusos, etc.

    A menos que esteja a misturar o conceito de “pobre” com o de “socialmente excluido”.

  47. 47 47  jorge c.

    Ó alminha, eu não o insultei. Eu constatei factos relevantes da sua personalidade enquanto comentador de politiquice.
    Insultar seria se eu dissesse “o Daniel Oliveira é um filho da puta, um paneleiro e um cabrão”. Eu não fiz nada disso, nem nunca seria capaz de o fazer. Primeiro porque o respeito e depois porque nada tenho contra si, para além dos dislates, mas isso são meras opiniões.
    Discutir este assunto consigo também não me interessa. Por um motivo: o Daniel é um cidadão de Lisboa, simpatizante de um partido do contra. Do Porto pouco sabe para além daquilo que lhe vão contando. Discutir o que é que Rui Rio está a magicar é, no mínimo, pateta. Porque então eu também diria: “o Daniel Oliveira acha que deviam assassinar o Presidente da República por este ser de direita” e estaríamos aqui o dia todo a discutir; você a dizer que não (sabe-se lá) e eu a dizer que sim, que acha.
    Terei todo o gosto em lhe mostrar a cidade do Porto quando quiser, de o levar a falar com pessoas normais que não sonham com o que os autarcas pensam.

  48. 48 48  PMA

    “Rio começou pelo negócio porque o negócio é tudo o que lhe interessa. As pessoas que ali vivem sempre foram, para ele, cidadãos de segunda.”

    Não quero qualificar insultos, mas não axa q esta sua frase se aproxima perigosamente de um insulto?

    Digo isso pq de tudo o q li sobre o assunto, e por “em tudo” incluo o seu post, n vejo como tira essa conclusão.. e por isso lhe pedi esclarecimentos..

    Compreendo a sua decisão, aliás mais q compreender, tem toda a liberdade de discutir com quem quiser, mas fica a imagem, repito por tudo o q li, q a sua afirmação acima citada, não será muito factual, mas mais um processo de intenções, talvez fruto de certos preconceitos pessoais e ideológicos.

    Espero q não considere este meu comentário como um insulto. Não é essa a minha intenção.

    Mais uma vez agradeceria esclarecimentos. Peço-lhe pq, apesar de muitas vezes discordar do q escreve, sempre o vi como alguem que discutia argumentos, ideias e opções. Não me parece q seja isso q está a fazer neste caso, ao afirmar o q acima cito.

  49. 49 49  Yuppie Boy

    Ó Daniel, porreiro porreiro eram vivendas unifamiliares para todos. Se possivel, com vista para o Douro ou na Avª Brasil.Se o conseguir apite-me. Prescindo logo de parte do salário que ganho à custa do meu trabalho, e tambem vou morar à conta…

    Veja lá se atina. Já tem idade para ser um bocadinho mais responsavel.

  50. 50 50  Daniel Oliveira

    Yuppie Boy, o senhor usa os hospitais públicos? E as escolas públicas? Só para saber.

  51. 51 51  Daniel Oliveira

    PMA, se eu debater com quem vem aqui insultar-me fica a sensação de que me dou pouco ao respeito, não lhe parece?

  52. 52 52  Daniel Oliveira

    «Integração social? Mas os ciganos são portugueses como eu e você.»

    Pinto, eu falei de integração social de quem vive nos bairros sociais, que não são apenas (nem maioritariamente) ciganos. Continua a confundir integração social com integração cultural. São coisas diferentes.

  53. 53 53  Pinto

    É pena que o Sr. Daniel Oliveira não ler os meus comentários por completo.

    Os pobres estão socialmente desintegrados pelo simples facto de serem economicamente desfavorecidos?

    Vou-me repetir: está a misturar o conceito de “pobre” com o de “socialmente excluido”.

  54. 54 54  jorge c.

    Ó homem não se faça de vítima.
    Você falhou e agora não reconhece porque como eu o disse é intelectualmente desonesto. Eu já lhe disse que não o insultei. Para questões de insultos e de saber o que são ou não você já deve ter tido a sua conta com o bailarino. Se quiser explicar em que é que o meu comentário falha na crítica que faz ao conteúdo do seu post explique. Se não quiser passe muito bem com a sua birra.
    Eu já devia ter juízo e nem sequer me chatear com esta sua capacidade de disparar à toa desavergonhadamente. Mas como acho que os bloggers com esta visibilidade não devem influenciar de forma tão perversa os leitores resolvi comentar.
    Tudo o que disse foi assinado por mim, tenho uma caixa de mail e se quiser queixar-se dos insultos faça-o por lá ou não publique o comentário. Agora vir para aqui armar-se em coitadinho e escapar ao que interessa é uma atitude menor para quem se arroga de ser um Zorro da bloga (e não só).

  55. 55 55  Yuppie Boy

    O meu percurso académico foi feito em escolas públicas até ao 12º ano. No ensino universitário, frequentei a pública mas concluí na privada. Pelo meio, mudei obviamente de curso e por limitações que decorreram das especificas exigidas, tive de ir para a privada.

    Quanto a ospitais, uso quando preciso. Felizmente, poucas vezes. Visitas contam?

    Agora que respondi, responda você tambem como pensa você reintegrar e realojar esta gente toda. Ou é como a MFL e tambem acha que a oposição só deve fiscalizar e mandar bitaites?

  56. 56 56  Yuppie Boy

    O Português do primeiro parágrafo está muito fraquinho e hospitais leva h.

    Fica a correcção e o pedido de desculpas.

  57. 57 57  The Studio

    A tese do Daniel é a de que estas comunidades vivem fora da lei porque vivem num “gueto”. Evidentemente que o Daniel deveria definir muito claramente aquilo que entende por “gueto” para que se pudesse entender claramente a sua posição. Não o fez e não o fez deliberadamente. Sabia que ao definir “gueto” iria deixar claro que a sua posição é insustentável.

    “Gueto” é portanto um bairro onde um determinado grupo étnico vive isolado do resto da sociedade. Não é o caso da Quinta da Fonte. Na Quinta da Fonte vivem portugueses brancos, africanos e indivíduos de etnia cigana. Além disso não vivem isolados, são livres de trabalhar, passear, fazer compras onde bem entenderem. A Quinta da Fonte é apenas o lugar onde moram, assim como há quem viva em Cascais, Queluz, Sintra, etç e trabalhe em Lisboa.

    De qualquer forma, o ponto essencial da teoria do Daniel é o de que viver em “Guetos” leva ao crime.
    E é isto que o Daniel teria que provar, ou pelo menos que sustentar com base em argumentos sólidos. O Daniel teria que justificar porque razão estes indíviduos se fossem viver para outro lado deixariam de traficar droga e de ter armas em casa. O Daniel não o faz, logo, não estamos no campo da argumentação racional mas sim no campo da religião. O Daniel acredita que se espalhar a comunidade cigana da Quinta da Fonte pelos bairros de Lisboa, eles deixarão de traficar droga. Isto é uma questão de fé. Acredita nisto assim como há quem acredite na Santíssima Trindade, e todos merecem respeito. Não podemos é misturar ciência política com religião.

    Para terminar, uma palavra sobre o gueto negro de Harlem. O facto de Harlem ser um ninho de criminalidade não prova que os “guetos” sejam ninhos de criminalidade. Relembro que nos EUA, os imigrantes chineses constituiam a camada mais desfavorecida da população, viviam isolados nos bairros chineses, e ataxa de criminalidade praticada por cidadãos de etnia chinesa era inferior à média.

    Não são os bairros que fazem os cidadãos, são os cidadãos que fazem os bairros. E quanto aos cidadãos da quinta da Fonte, onde quer que os metam, continuarão a ser os mesmos.

  58. 58 58  PMA

    Fica então o comentário q escreveu e a ideia clara, q n m parece q tenha algo de fundo contra aquilo q o Rui Rio está a fazer.

    Talvez o irrite q seja ele a fazer, e não alguém de um outro partido. Talvez…

    Mas a ideia q fica é claramente essa!

    Não está ele a destruir bairros q de “sociais” pouco têm, cuja destruição até os próprios moradores concordam , de tão extraordinárias as condições devem ser, sendo reinstalados pela cidade do Porto, muitos até no centro da cidade,inclusive nos bairros originários?

    Não está ele a tentar destruir esses “antros” de pobreza?

    Não está ela a tentar redistribuir e incluir a respectiva população na cidade e com a cidade!?

    Onde exactamente fica o seu argumento!?

    Ficam as dúvidas e as certezas… talvez!

  59. 59 59  calhordus

    Isabel.
    Sou Ateu e bastante orgulhoso em o ser depois de jovem,nâo me deixo contar històrias umas mais fecticias que outras tipo nossa de fàtima.E vais para o inférno e sâo os chéfes catòlicos que originam a maior parte das guérras,ok podia te contàr todas as barbaridades cometidas pela a icar.
    Salasar foi uma desculpa que a direita se apropiou para poder usurpar em toda a tranquilidade as riquesas que nâo posuiam antes,generais quase todos os oficiais do exército,os seus ministros,e os chefes do lebiralismo que se apontava néssa ocasiâo.Mas tendo sempre o exército para os defender…a miséria de Portugal éla se propagàva a pàssos de gigante porque a maioria do povo,jà estàva detida pela igreja,e vivia numa grande miséria de onde éra deficil sair.Tendo sido segregacionàdos,ficaram em bairros pobres os quais deprésa se tornàram em “guétos”.Tu quando fàlas em direita sò esses tempos nos fazes lembrar,portanto somos todos Portugueses hoje para podêrem continuar com o mesmo sistêma,inventaram o (new liberalismo) sò que a riquêsa que podia ser destribuida equitàvelmente jà nâo existe…por caulsa da direita que é representàda pela a igreja e mantida pelos os tribunais em que os juizes nâo sâo mais que bonécos de pàlha desorganizàdos com o auxilio da igreja e mantida pelas histéricas desdentàdas do Portas,com os seus submarinos de plàstico é isso a nòva direita.

  60. 60 60  Isabel

    Calhordus

    Você é ateu e orgulhoso disso e por isso eu o respeito. Tal como eu, é uma pessoa de fé. Talvez mais corajoso, porque não imagina como é reconfortante, acreditar que há um Deus que nos apoia quando as contrariedades, maldades e injustiças da vida nos batem à porta.

    Eu também tenho uma postura crítica em relação ao ICAR, mas acho que é das mais positivas e construtivas de todas as organizações multinacionais que existem no planeta. Apesar dos erros e contradições, consegue passar a mensagem de paz e justiça de Cristo, que é universal e uma proposta concreta de felicidade, mesmo para quem não acredita que Ele seja Deus.

    Salazar herdou um País desfeito, por um passado democrático sem ética, em que quem tinha poder se servia, resolvia a sua vida e não queria saber de ninguém. Foi ele que construiu a rede de estradas, de escolas e os hospitais principais que ainda hoje funcionam. Pode-me dizer que teve muitos anos para isso, é verdade, mas não teve os fundos da CE. No seu reinado não havia os srs. 10% que há hoje, porque ele não o permitia. Os seus ministros e militares, ganhavam pouco e serviam a Pátria. A verdade é que nunca se descobriu depois de Abril a corrupção que existe hoje.

    Asfixiou o País? Talvez. Passou um atestado de menoridade ao povo? Penso que sim. Está certo? Acho que não.

    Mas a verdade é que 34 anos depois da ditadura, vivemos novamente numa democracia sem ética, em que mais uma vez a esquerda pôde reinar, dar a riqueza aos pobres que a direita tirou, e o resultado está à vista. Não precisa que lhe explique pois não? Não precisa que lhe lembre que temos dois milhões de pobres, a grande maioria urbanos, pois não?

    Já ouviu falar na Doutrina Social da Igeja?

  61. 61 61  possidónio

    SUBSCREVE grande parte do que escreve VPV???

    ESTÁ A SENTIR-SE BEM, DANIEL?
    Ou são as férias que o estão a amolecer?
    Ganhou 1 ponto na minha consideração.

    Nos parágrafos seguintes perde 2, com a demagogia em volta do Rui Rio - preso por ter cão, e preso por não ter!
    Sempre que se quer fazer alguma coisa, lá vem a história imbecil das negociatas!!!!

  1. 1 Opinião | Acerca do Gueto - O Aleixo e Mais Histórias | blog.deictico.org
  2. 2 Opinião | Acerca do Gueto - O Aleixo e Mais Histórias | : fractura.net!

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