Por Daniel Oliveira
“Exprimi a minha profunda solidariedade e a minha simpatia para com Aminetu Haidar, o símbolo da luta do povo saharaui pela autodeterminação e a independência”, afirmou Ramos Horta, convidando “instantemente as autoridades marroquinas e espanholas a facilitar o mais urgente possível o regresso de Aminetu Haidar para junto da sua família e à sua pátria, o Sahara Ocidental”.
12 comentários 9 Dez 09 em Sem categoria



“a situação do Sahara Ocidental – ocupado por Marrocos depois da saída da potência colonizadora – é exactamente a mesma que foi a de Timor que mobilizou os dez milhões de Portugueses para impor à ONU e ao presidente Clinton uma atitude firme de defesa do direito internacional, que levou ao referendo e à proclamação da independência de Timor-Leste”. Tanto esforço nõa se sabe bem para quê…
Falar em “independência” e “autodeterminação” é hoje completamente obsoleto. Todos os povos são rodinhas dentadas de um relógio que funciona como um todo. Mas vinda a frase do sr. Ramos Horta, um expert em golpes palacianos, a coisa compreende-se – vê tudo à sua imagem e do sócio Xanana no negócio administrativo de um território governadao como uma coutada privada; mesmo que a situação do povinho não melhore em nada, há sempre uns royalties à espera deste tipo de activistas. Afinal as administrações das “independências” sai muito mais cara que a dependencia sem corruptos para alimentar. No caso o clâ Horta-Xanana ficou a alimentar-se de petróleo, no Sahara Ocidental sem quaisquer condições para se auto-sustentarem, as elites ocidentalizadas e deceerto pré-corrompidas aspiram decerto às comissões no negócio dos fosfatos, a maior riqueza do “país”
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Dezembro 9th, 2009 at 19:35
Xatoo, tenha cuidado porque há uma fronteira entre radicalismo e niilismo.
Ramos Horta dava um grande contributo se não subisse ao palco
[Responder]
Não tem nada a ver uma coisa com a outra.
Portugal ABANDONOU Timor à sua sorte e aos comunistas. Depois teve remorsos.
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Dezembro 10th, 2009 at 13:14
António Cunha, claro que a culpa foi dos comunistas. Poderia lá ser de um regime pró-americano como o indonésio a ter a culpa. Isso seria uma indecência para a história. Foram os comunistas que mataram quase um terço da população timorense. E aqui também, no Sara. Os comunistas marroquinos (não são, pelo contrário, mas assim fica tudo mais certinho na história universal) invadiram aquilo com a complacência dos comunistas espanhóis. Ops, os espanhóis é que não eram mesmo comunistas. Mas vamos fingir que eram. Na realidade, quer num caso quer no outro, foram pessoas de esquerda – socialistas e comunistas – que resistiram à invasão. Mas vamos fingir que a culpa foi deles para facilitara a vida a António Cunha, que só consegue ter uma posição se do lado de lá houver um comunista.
5 Daniel Oliveira
O motivo de Timor ter sido invadido pelos Indonésios foi esse mesmo, os comunistas.
Ora leia amigo Daniel, a prenda qq coisa.
“Por KÁTIA CATULO – Diário de Notícias – 30.11.05 – TLN
COM “POUCO SANGUE” TRAVAR-SE-IA A INVASÃO – revelam arquivos secretos dos EUA
Portugal nunca teve intenção de resistir à invasão de Timor-Leste pela Indonésia. A decisão foi transmitida, em Março de 1975, à Administração dos EUA e acabou por ser revelada, pelo Arquivo de Segurança Nacional americano, que divulgou 39 documentos até agora secretos sobre os contactos diplomáticos entre Estados Unidos, Portugal, Timor-Leste e Indonésia.
A posição portuguesa terá, segundo Washington, ignorado a análise militar americana, que concluiu ser possível “encurralar” os indonésios em Díli com o “mínimo de preparativos (…) sem gastarem muito sangue ou munições”. Em Março de 1975, um memorando “ultra-secreto” endereçado ao conselheiro de Segurança Nacional, Henry Kissinger, dava conta dos receios da Indonésia sobre “uma retirada apressada dos portugueses” poder deixar Timor-Leste “sujeito aos instintos esquerdistas de uns poucos líderes (…) influenciados por Pequim”.
O documento alerta ainda para o facto de o ex-presidente Suharto ter dado ordens para a “incorporação” de Timor ser realizada até Agosto de 1975, “pela força se necessário”.
As entidades portuguesas, porém, informaram a Administração americana de que não iriam resistir ao “uso da força por parte da Indonésia”, acrescenta o documento, sem adiantar mais pormenores.
Por outro lado, os arquivos revelam que, em Novembro desse mesmo ano, o actual ministro dos Negócios Estrangeiros, José Ramos Horta, contactou desesperadamente a Embaixada Americana na Austrália, apelando a uma “ajuda política e económica à Fretilin” e alertando para a invasão “iminente” da Indonésia.
Segundo o relatório “confidencial” do Departamento de Estado americano, Ramos Horta foi recebido por um funcionário da Embaixada que “ouviu a sua exposição sem fazer comentários”. Meses antes, contudo, outro documento, datado do Agosto de 1975, relata o encontro entre o embaixador dos EUA em Jacarta e o tenente-general Yoga Sugomo, dos serviços secretos indonésios.
.
Nessa reunião, o diplomata americano terá esclarecido que os Estados Unidos não tinham qualquer “objecção à fusão de Timor português com a Indonésia, assumindo que esse é o desejo da população”.
Recorde-se que a Indonésia invadiu Timor-Leste a 7 de Dezembro de 1975 com o conhecimento prévio dos Estados Unidos.
O conteúdo dos arquivos secretos sobre a invasão agora tornado público não surpreendeu o primeiro-ministro timorense, Mari Alkatiri, que diz estar convencido de que o poder saído da Revolução do 25 de Abril nunca considerou a possibilidade de Timor-Leste ascender à independência.
Alkatiri recordou um jantar em casa do falecido general Vasco Gonçalves, no início dos anos 80, onde este lhe terá dito que “em Portugal, na altura, se considerava que tudo devia ser feito para facilitar a integração” de Timor na Indonésia”.
Ramos Horta considerou também que os documentos não trouxeram nada de novo “Portugal estava em 1974 a sair de uma ditadura e foi também uma vítima, tal como Timor-Leste.”
[Responder]
Meu caro António Cunha
Algumas questões prévias:
1- Considero que o seu anti-comunismo é, apenas ideológico (ao contrário de outros comentadores que deixam, muito mal disfarçada, a “saudade” dos tempos em que o “Botas tratava deles como devia ser”);
2- O meu amigo já foi encontrar “documentação”, relativa a outros “posts”, para tentar demonstrar a sua opiniâo. Está no seu pleno direito. Como outros companheiros poderão transcrever outros “documentos” que mostrem o contrário.
Meu caro, apenas e agora, sobre Timor-Leste:
A) Quem tentou tomar o poder, depois de “25 de Abril”? Não foi a UDT?
B) A FRETILIN (de influência maoísta) reagiu e as “nossas forças armadas” no território não tinham a menor capacidade para “lidar” com essa situação;
C) O então coronel Lemos Pires decidiu “retirar” para Ataúro, porque só dispunha de “meia dúzia” de militares, manifestamente insuficientes para evitar a “guerra civil” que existiu em Timor-Leste.
Fico só por aqui, não “falando” sobre as situações posteriores (invasão indonésia, os porquês, as cumplicidades, as “hipóteses de resistência”, etc.)
Um abraço.
[Responder]
7 cafc
O meu caro amigo, comete um erro de palmatória. O ser-se anti-comunista não é sinónimo de se ser fascista. No meu caso desprezo tanto uma ideologia como a outra.
Conheci pessoalmente, pois cumpri serviço no RE1, sargentos já velhotes que serviram em Timor. E também eles tinham a sua versão dos factos.
[Responder]
Meu caro António Cunha
Muito provavelmente não me expliquei bem.
Vou tentar ser mais explícito:
1- Há “anti-comunistas” por divergência ideológica com essa “doutrina”;
2- Há “anti-comunistas” porque detestam o que se passou (e , ainda, se passa) em Países, cujos dirigentes se reclamavam dessa ideologia.
Dou-lhe um exemplo, na sua área política. Sá Carneiro era “anti-comunista”. Será que alguém se atreve a qualificá-lo como fascista? Espero que não. É neste campo que se trava o combate político de forma democrática. Exactamente, aquele em que eu situei o meu amigo.
Quanto aos fascistas, só os citei para clarificar que não o situava nessa “área”. Aliás, eles não são só “anti-comunistas”. São anti democratas que só esperam “uma oportunidade” para “engaiolar o António Cunha, o cafc e muitos outros”.
Espero que, desta vez, tenha conseguido explicar-me bem. Divergências democráticas à parte, estamos juntos no combate pela Liberdade.
Um abraço, meu amigo.
[Responder]
9 cafc
Caro amigo, ainda bem que assim pensa. Só é pena que seja dos poucos.
Nos anos 80 e mesmo ainda hoje muitos foram os que apelidaram Sá Carneiro de fascista.
Deixo-lhe aqui um texto que encontrei e que de um modo assim ao meu jeito retrata bem o meu pensamento.
“O que é um fascista para o PCP?
Para o Partido Comunista e para outros tantos, um fascista é todo aquele que não concorda com o ideais marxistas, por exemplo, se o Moita Flores não cede um pavilhão ao PCP para um comício em Santarém é considerado um fascista, se alguém sai do partido revoltado com alguém que está acima dele na hierarquia, é considerado um fascista, se alguém vai trabalhar como todos os outros camaradas para a festa do Avante, mas em vez de levar ciganosport tiver uma camisola da Pepe Jeans, é um fascista. São contra o MacDonalds mas já se imaginaram num país em que a comida rápida fosse servida num MacLenine? E se calhasse um Estaline aos garotos no Happy Meal? Como sabemos foi com a palavra fascista que o PCP conseguiu calar uma parte da oposição durante o Verão Quente, o nome fascista era aplicado com a maior das facilidades e tinha um carácter ainda mais pejorativo do que tem hoje. O boicote de vocabulário tornou-se na principal arma comunista até aos dias de hoje; prova disso é que eu próprio, sendo defensor de muitos dos ideais esquerda já fui chamado de fascista por não concordar com certos aspectos do marxismo! Já agora gostava de saber como é que eles classificam duas personagens da história… Francisco de Assis e D. Nuno Álvares Pereira, ambos riquíssimos que abdicaram de tudo para abraçar uma vida de pobreza, serão fascistas? Vieram de seio endinheirado e além disso eram católicos…
Cassete vermelha, cassete vermelha…”
[Responder]
9 cafc
E caro amigo por lapso esqueci-me de lhe referir que devíamos enaltecer o bravo povo Polaco que viveu durante décadas sob o jugo comunista. Estes ao contrário dos da Alemanha do Leste não tem saudades do passado.
“Poland clamps down on communist symbols
By MONIKA SCISLOWSKA (AP) – Nov 27, 2009
WARSAW, Poland — Poland’s president has approved legislation that allows for people to be fined or even imprisoned for possessing or buying communist symbols, two decades after communist rule ended.
The new law says that people who posses, purchase or spread items or recordings containing communist symbols could be fined or be imprisoned for up two years.”
E depois o AJJ é que é maluco.
[Responder]
Meu caro António Cunha
O Povo polaco tem sido um mártir. Não nos esqueçamos, também, como Hitler o “acarinhou”.
O que o meu amigo refere em #11, penso que é relativo a um decreto de um tal Lech Kaczynski.
Se a memória não me falha, é o Presidente, irmão gémeo do ex-Primeiro-Ministro, derrotado nas últimas eleições legislativas na Polónia.
Esse indivíduo, não é “maluco”, como o AJJ. Na minha opinião é (utilizando um termo suave) um perfeito imbecil. Cujo primeiro nome (Lech) deve fazer “corar de vergonha” o grande Homem que tem como apelido Wallesa.
No fundamental, continuamos de acordo. Rejeição do “maniqueísmo”, vulgo “quem não é por nós, é contra nós”.
Um abraço, meu amigo.
[Responder]