E os Oscares, esta noite, foram, como se esperava, para um teledisco com a pobreza num cartão postal de cores fortes. Uma fotonovela de amor mal amanhada com a personagens com a mesma densidade de uma série para adolescentes. Realização para encher o olho e um retrato India digno de um guia turístico de bolso. Valeu a pena esperar para saber que, no meio daquilo, o trabalho de Sean Penn era reconhecido.

Em Milk, Sean Penn mostrou, mais uma vez, que tem aquela capacidade extraordinária, como tão bem explicou Robert De Niro quando o apresentou (e sabe do que fala), de desaparecer nas suas personagens. Quem, depois de Pean, pode imaginar Harvey Milk de outra forma? E o mesmo aconteceu com Matthew, em Dead Man Walking, Paul, em 21 Gramas, Samuel, em O Assassino de Richard Nixon, o sargento de Casualties of War ou o pai desesperado de Mystic River. E quem reconhece o mesmo actor em cada uma destas personagens? A noite em que um filme de quem ninguém se lembrará daqui a uns anos levou uma batelada de Oscares foi salva por este Sean Penn. Vê-lo de novo num filme de Clint Eastwood, é tudo o que desejo.

Uma pessoa olha para o excelente cinema que se continua a fazer na América e para aqueles aquilo a que, esta noite, deram os Oscares, e pensa: dá Deus nozes a quem não tem dentes. Depois, como sabemos, não é bem assim.


41 respostas ao post “Salvou a noite”  

  1. 1 1  Luis Paulo Meleiro

    Subscrevo inteiramente. E aqui de Sacramento, onde ainda se mantem de pe’ a resistencia ‘a tal Prop.8, percebe-se bem o novo folego que este folego traz a essa luta. E e’ da mais elementar justica. Nao houve Sean Penn no “Milk”, assim como nao houve no “I am Sam”, no “Mystic River” e etc. Grande actor, e um grande agitador, do melhor. Quanto ao resto… o que se esperava. Nao tarda muito para que a “estetica Bollywood” comece a tornar-se mais e mais comum, e a influenciar a ja’ pouco exigente “industria”. Mas nesta terra de contrastes, a resistencia e’ forte e a diversidade continua a ter o seu terreno. A ver vamos.

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  2. 2 2  Luis Paulo Meleiro

    queria dizer “o novo folego que este premio”.

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  3. 3 3  Asterix

    Por acaso discordo bastante, Slumdog Millionaire (Ainda não percebi a tradução para português, “Quem Quer Ser Bilionário”
    , porque Bilionário? Millionaire e Milionário) foi uns dos meus filmes preferidos, e de qualquer maneira não me parece que o filme possa ser encarado como sério, eu diria que se trata de uma boa comédia romântica, e um vencedor de prémios não tem de tratar de um tema serio. Acho que o argumento e a realização muito originais.

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  4. 4 4  RFF

    É cada vez mais a gala do politicamente correcto.

    A vitória de Penn foi sem dúvida a única coisa boa da noite:

    http://hipocrisiasindigenas.blogspot.com/2009/02/milk.html

    Saúde,

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  5. 5 5  tardes de bolonha

    Incompreensível mesmo foram os galardões para Kate Winslet e Penelope Cruz. De longe que o desempeno de Merryl Streep foi superior e no mesmo “Dúvida”, Viola Davis. Enfim,Hollywood no seu pior,a preferir apostar no marketing,ao invés da qualidade.
    E Seymour Hoffman…

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  6. 6 6  Sara

    Completamente de acordo. Mas faz bem a um USA ( e não só) em crise … Assim vamos indo.

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  7. 7 7  Emanuel

    Slumdog Millionaire não é assim tão esquecível. É um filme de fora de Hollywood que vai buscar a fórmula de hollywood para maus tempos (os musicais floresceram em plenos anos 30!) e ajuda a retratar uma época de globalização e o poder da TV nos nossos dias (tem também um pouco de Babel na sua estrutura) sem deixar de piscar olho a Bollywood. É um bom filme de entretenimento a anos-luz da estopada de Benjamim Button (13 nomeações? Um escândalo).
    Quanto a Penn, foi pena que Milk tivesse aparecido no mesmo ano de The Wrestler… adorava ter ouvido o discurso de Mickey Rourke! The Wrestler tem um papel fabuloso de Rourke e, tal como Rocky Balboa, retrata bem o apagar dos sonhos da década de 80!
    Estranho é Gran Torino não ter menções, é muito melhor do que algumas “coisas” que foram nomeadas!

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  8. 8 8  Blondewithaphd

    E alguém duvidadva que não fosse Sean Penn o melhor actor? I mean, it’s impossible to beat that performance!

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  9. 9 9  Kassette

    e não nos esqueçamos que foi graças ao filme que o zézito decidiu “ajustar” a lei em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo (ou casamento gay, como lhe chama).

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  10. 10 10  Cínico

    Tudo o que envolve gays, salvaria sempre a noite para o Daniel Oliveira…

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  11. 11 11  José Manuel Faria

    Milk é um filme sobrevalorizado. Sean Penn salva a obra que respira por todo o lado artificialismo e actores sem “corpo”.

    O 2º namorado de Milk, a Lésbica que cai no grupo sem se saber de onde vem por exemplo.

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  12. 12 12  M.Moreyra

    Ganhou porque simplesmente fez papel de homosexual e convinha dar um pouco mais de protagonismo a um progressista secular como o Sr. Penn, para alimentar um bocadinho mais a causa do “casamento” gay.

    O melhor foi sem dúvida Frank Langella na sua magnífica nterpretação de R.Nixon. Mas só ganharia se este tivesse uma cena destas (http://newsimg.bbc.co.uk/media/images/41802000/jpg/_41802080_langella_kisses_singer_416.jpg) no filme.

    Mais do mesmo …

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  13. 13 13  mancha negra

    Este Daniel Oliveira é demais.

    Só mesmo ele. Então coloca um post e logo logo por coincidência abocanha o; MILK!

    Caramba, o Daniel anda a perder o pudor todo ao desbaratar o mínimo que tem de moral para falar do que quer que seja.
    Faça lá causa sua a bandeira dos homossexuais e esfregue na cara do mundo que os homossexuais são gente como todos os outros.

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  14. 14 14  Borda-lo

    Os Óscares valem o que valem… é impossível comparar um “épico” a uma comédia, um drama a um filme de terror.
    Quanto ao prémio de actor, é de modas: o bilhete vencedor já foi o “deficiente” (rain man, left foot,…) , depois o bio pic (capote por exemplo)…

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  15. 15 15  Belo

    Tanto post sobre os gays.
    Daniel, já és no minimo um bispo ou cardeal da bandeira gay.
    Para seres Papa, só falta-te seres gay.
    Um beijo

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  16. 16 16  Alexandre

    Discordo da apreciação pouco lúcida sobre o valor de Slumdog Millionaire. Acho que o Daniel, tal como muitos críticos de cinema, olha o filme como se o mesmo fosse um exercício cinematográfico de sociologia quando não é isso que ele tenta ser. É apenas a história do crescimento de um grupo de crianças num meio que, para os ocidentais, não é à partida fácil. É, basicamente, um conto de fadas moderno que acaba bem. Não é obviamente uma obra-prima (para isso houve este ano o Wrestler ou o Before the devil Knows you’re dead ou o 4 meses, 3 semanas e 2 dias. Ainda assim é um filme feliz e isso é caso raro no bom cinema de Holywood.

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  17. 17 17  Vítor

    Slumdog Millionaire não é um retrato da Índia e nunca pretendeu ser. A Índia é apenas um cenário. É um filme romântico que segue um estilo musical e daí parecer um videoclip. Há uma certa aura naif. Penso que é mais sensibilidade do que senso.
    Milk é um filme mais sério, mais político.
    A visão cada vez mais política do Cinema leva a crer que as pessoa já não acreditam mais no Cinema enquanto Cinema. Precisam de política para preencher o vazio que a 7ª arte lhes causa. Por mais importante que seja Harvey Milk e a sua obra, Milk de Gus Van Sant é apenas um filme.
    E Mickey Rourke vai melhor do que Sean Penn, mas como não traz nenhuma causa até nem é necessário vê-lo em The Wrestler para preferirem Sean Penn.

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  18. 18 18  Alexandre

    Ahhh… E a cerimónia foi a coisa mais aberrante e deprimente dos últimos anos (ao contrário do que pensam os comentadores da TVI que adoraram aquilo). Até o La Féria faria uma coisinha melhor. Demasiado (mau) “musical” e a parte pior foram os actores de diferentes “gerações” a falarem de cada nomeado “olhos nos olhos” – um triste espectáculo de lambidelas à boa maneira reality tv!! Vá lá que as piadas iniciais do Jackman tiveram autoria do grande Gervais! Hail.

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  19. 19 19  Daniel Oliveira

    Vitor, não vi Wrestler. O que me faz gostar de um filme não é a sua causa política. Nunca foi (ou não seria um fã incondicional de Eastwood). Mas deixe-me recordar-lhe filmes como As Vinhas da Ira, Há Lodo no Cais, 11 Homens em Fúria, Apocalipse Now e tantos outros para lembrar que a existência de filmes com conteúdo político não tem novidade nenhuma e sempre se fizeram obras primas sem que isso fosse um problema. Milk não é uma obra prima. Mas é, independentemente do conteúdo político, um bom filme. Este ano é que foi fraquinho.

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  20. 20 20  Von

    Caro Daniel: você às vezes é tão pobrezinho de espírito, mas ao mesmo tempo tão previsível. Na cerimónia de entrega dos Óscares mais imaginativa dos últimos (largos) tempos, é que lhe pareceu um teledisco pobre e fútil (não disse fútil, asm pensou). E claro que é fútil. É o seu papel, o de ser um espectáculo com lantejoulas, onde se premeia muitas vezes de acordo com o políticamente correcto ou de acordo com os lóbis vigentes, ou acha que o Sean Penn, por brilhante que seja, seria premiado se o assunto gay (a propósito, concordo com os mesmos direitos no contrato de casamento) não estivesse em cima da mesa? Foi brilhante em 21 gramas e não ganhou. Foi brilhante até em Taps, mas desta vez foi o tema que ganhou, por muito brilhante que seja a sua actuação. E voltando aos Óscares, na edição em que se rejuvenesce os tiques de tradição e se colocam actores (alguns deles lendários) a apresentar o trabalho dos seus pares nomeados, quase em tom de conversa, é que o Daniel sintoniza a novela (tendo-a aparentamente papado até ao fim… eu, quando “zappo” novelas, passo-lhes à frente e não regresso) e lá se amanhou com o ml amanhado. Daniel, os Óscares são mesmo assim, premeiam a megalomania, com alguns prémios perfeitos de quando em vez, mas a verdade é que são assim, e assim, mantém fascínio. Para o resto, ainda bem que existe Sundance. Aliás, ainda bem que existe um pouco de tudo.

    Abraço

    Von

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  21. 21 21  Daniel Oliveira

    Von, pobrezinho de espírito será o senhor. Será que não é possível, nem sobre os Oscares, manter o nível na conversa? Você quando está a ter uma conversa com alguém que conhece mal ou não conhece sobre um assunto tão inóquo como os Oscares diz a essa pessoa, vido do nada, que ela é pobre de espirito? Se não, porque é que a educação que tem presencialmente não há de ter na Net? Bolas, é assim tão dificil ou será que quando as pessoas deixam de ter rosto perdem toda a civilidade? Estamos só a falar de filmes e dos gostos de cada um. Conseguem tirar o prazer a todas as conversas.

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  22. 22 22  Von

    Caro Daniel: ao ter começado o comentário com a palavra “caro”, evidenciei, ou pelo menos quis evidenciar, o apreço que tenho por si. A expressão pobre de espírito, utilizei-a porque ao escrever, não utilizo as expressões típicas de uma conversa oral. Provavelmente, se estivessemos a conversar cara a cara, teria respondido à sua opinião sobre os Óscares: Ó Daniel, vai-te lixar, sempre com as mesmas merdas do mainstream e do alternativo, mesmo quando neste caso até nem tens razão nenhuma, pá. Porra rapaz, deixa-te de merdas e vê o programa de espírito aberto.
    Por isso, pobre de espírito foi a expressão que me veu à ideia, desadequada até admito, mas foi mesma esta que me ocorreu, por essa sua mania de deitar abaixo estas manifestações generalistas e tradicionais. E nem se trata de abafar-lhe a opinião, todos a temos e deve ser sempre intocável. Mas desta vez, pareceu demasiado evidente colar o gosto cinematográfico à realidade política que últimamente defende e é activista. E nessa evidência demasiada, o seu espírito pareceu-me empobrecido, na urgência em colar o cinema à política, onde muitas vezes o cinema é só cinema e divertimento.

    Abraço

    Von

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  23. 23 23  fado alexandrino

    Bastava ler as críticas dos senhores jornalistas portugueses para perceber que Milk tinha que ter um prémio.

    Todos eram unânimes em ressaltar a vida épica de Harvey Milk e quanto ele se bateu pelos direitos dos gays e a pena que tenha sido assassinado por um fútil motivo de “um punhado de dólares”.

    Todos os senhores críticos só viam a personagem enquanto pessoa e esqueciam o filme que só servia de veículo para aumentar a personagem.

    O filme é fraco, as personagens muito fracas e Penn faz um papel muito inferior a alguns pelos quais já foi nomeado sem ganhar, e na minha opinião inferior a Mickey Rourke.
    Pró ano há mais.

    [Responder]

  24. 24 24  Von

    E caro Daniel, antes de se sentir ofendido, pergunte se a intenção era ofender, porque para além de nem tudo o que parece é, há quem venha aqui comentar e mesmo discordar, até nem comungando a sua cor política, mas mantendo um objectivo são, uma direcção plural e sinceramente uma simpatia activa por si.

    Abraço

    Von

    [Responder]

  25. 25 25  Daniel Oliveira

    Von, mais uma vez, a razão porque gostei de Milk não foi o tema político. Gosto demasiado de cinema para isso.

    [Responder]

  26. 26 26  Von

    “…a razão porque gostei de Milk não foi o tema político…”

    Está a ver? Afinal, nem tudo o que parecia, era…

    Abraço

    Von

    [Responder]

  27. 27 27  mancha negra

    Daniel Oliveira – «Von, mais uma vez, a razão porque gostei de Milk não foi o tema político. Gosto demasiado de cinema para isso.»

    Exacto, foi pelo brilhantismo do Gus Van Sant que até por sinal é isento e insuspeito.

    Ou, pelo brilhantismo esquerdista do Sean Penn que por coincidência abraçou o Chavez. Não sei, quando activistas e bloquistas se juntam, as coincidências acontecem. Pior, pior é ser hipócrita. Admita pelo menos que lhe dá prazer ver o discurso pró-homossexualidade na gala de Oscares. Seria no mínimo moralmente positivo. Assim, a passar atestados à malta sobre os seus gostos, não vai longe.

    É que nem tente fugir ao tema, Milk é declaradamente um filme político. Além de biografia é um filme político e o Gus Vant Sant é assanhado nesses mambos e esquemas de esquerda.

    Filme de larilas vi eu eu gostei, que por sinal relatam bem melhor uma relação; Happy Together do Wong Kar Way e por sinal não ganhou nenhum Óscar. Coincidências sabe….

    [Responder]

  28. 28 28  Emanuel

    Não percebo a razão da causa gay ser para aqui chamada… Milk é um biopic e Sean Penn faz um papel fabuloso. Quando se vala de Raging Bull ninguém se põe a discutir a legitimidade do boxe, ou com The Wrestler não se está a falar da WWE. Há um filme, com determinado actor e enquadramento. É apenas isso. Mania de se verem mensagens subliminares em todo o canto e lado. Já agora, gostei muito de “A Queda”, serei nazi?
    Basta comparar o Che com o Milk e se percebe facilmente a distância entre os dois filmes e actores… ambos são biopics e é nesse registo que tem de ser observados (já agora, espero anciosamente pelo Che 2 porque ouvi dizer que tem um final feliz…)

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  29. 29 29  cobardolas

    O slumdog millionaire mereceu todos os óscares. aliás o Danny Boyle já há muito que merece um óscar, andavam a esquecer-se do homem que é um dos realizadores ingleses mais consistentes.

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  30. 30 30  HAL

    Este ano, os meus filmes favoritos não foram nomeados para as principais categorias: Australia, Revolutionary Road e The Dark Knight (deve ver-se o Batman Begins primeiro).

    Dos nomeados para melhor filme, Milk e The Reader eram os melhores.
    Slumdog Millionaire o pior, e ganhou. Concordo com a crítica do Daniel ao filme. Os únicos Óscares para os quais deveria ter sido nomeado eram realizador (e perder para Gus Van Sant), montagem, banda sonora e canção original (e ganhar).

    Ainda não vi o The Wrestler, mas Sean Penn mereceu.
    Actriz principal tudo bem, Winslet é das minhas actrizes favoritas assim como a Meryl Streep.
    Actriz secundária justíssimo para a Penélope, grande papel num filme muito simpático.
    Heath Ledger justo vencedor também.

    A única grande surpresa (embora poucos tivessem ligado) da noite foi o Óscar de melhor filme estrangeiro, que se pensava ir para Valsa Com Bashir ou A Turma (ambos bons) e acabou por ir para o mais desconhecido dos nomeados, Departures.

    Claro que discordo do minúsculo comentário ao Austrália no outro post. Achei este filme excelente, com todos os ingredientes de um grande filme: actores muito bons (ao contrário do Slumdog Millionaire), história lindíssima, aventura, drama, humor, acção, e a parte social e histórica (ao contrário da popreza na Índia, que basta ligar a BBC World News para ver). Em suma, um grande épico à século XXI. Este filme sim, representou para mim o que Slumdog Millionaire em parte queria fazer e a meu ver não conseguiu, que era fazer as pessoas sentirem-se bem, mas com estilo.
    Mas de maneira geral, este ano cinematográfico foi fraquito.

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  31. 31 31  Daniela Major

    Daniel é uma pena que uma pessoa inteligente como você não consiga ver “mais além”. Aquele filme, o “Slumdog” não é apenas sobre a India, ou sobre as condições de vida desse país. Isso já toda a gente sabe. A história de vida daquele miúdo é igual à história de tantas outras crianças na India.

    Agora, pense no que muda tudo. O “Slumdog” é, a bem ou a mal, um filme de amor, cuja a moral da história não é se puto do bairro de lata ficou milionário ou não, mas sim o que somos capazes de fazer por amor mesmo nas piores condições mesmo quando pensamos que ele nem sequer pode exisitr. Claro que os actores não se comparam com os do Milk e aquilo que podemos extrair do Milk é mais “correcto”, mais “justo” do que o que podemos extrair do “Quem quer ser Milionário”. Afinal Harvey Milk foi um activista dos direitos dos homossexuais.

    No entanto o “quem quer ser Milionário” mereceu os óscares que teve (Foram 8 e admitamos que a Academia sabe o que faz). É um filme que nos leva a pensar, mesmo que por momentos, melhor das pessoas. Melhor do mundo. E isso faz mais falta.

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  32. 32 32  Maria

    “Faça lá causa sua a bandeira dos homossexuais e esfregue na cara do mundo que os homossexuais são gente como todos os outros.”

    Nem será necessário o esforça de andar a esfregar seja o que for na cara de ninguém.

    É que carissimo mancha negra.

    - Os homossexuais são gente.
    Como todos os outros.

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  33. 33 33  Luis Dias

    Daniela, você lê o que escreve antes de carregar no submit? Ou é realmente tão parva como parece ser? Lá porque você atingiu o nirvana ao ver o filme não quer dizer que seja realmente bom, mas que simplesmente o seu gosto ou cultura não seja lá grande coisa.

    Seja lá o que for, o descaramento de cada pessoa vir aqui indignar-se com as escolhas do Daniel sobre os óscares… porra, caramba, eu não concordo com o Daniel em montes de coisas, mas enfim, gostos são gostos, e ele tem carradas de razão no que diz.

    A outra coisa que não gostei nem do post nem dos comentários, é a total ausência de referência da, essa sim, melhor representação do ano, de Heith Ledger. Espectacular. Totalmente merecido, e esse sim, sem qualquer competição possível.

    É que ainda hoje me arrepio a pensar naquela representação, o rapaz redefiniu o conceito de vilão, e vai ser a nova medida de comparação de todos os vilões vindouros. Coloca o Joker do Jack Nicholson no cantinho do berçário a chorar por lhe terem roubado um brinquedo qualquer…

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  34. 34 34  Nuno Góis
  35. 35 35  Vítor

    Nuno Góis, o seu blog é do mais misógeno que pode haver.

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  36. 36 36  Daniela Major

    Caro Luis: Realmente tem razão, não li o que escrevi. Peço desculpa por isso.

    Quanto ao resto, parece-me um bocado parodoxal que me diga: “o descaramento de cada pessoa vir aqui indignar-se com as escolhas do Daniel sobre os óscares… porra, caramba, eu não concordo com o Daniel em montes de coisas, mas enfim, gostos são gostos” mas que depois diga que “Lá porque você atingiu o nirvana ao ver o filme não quer dizer que seja realmente bom, mas que simplesmente o seu gosto ou cultura não seja lá grande coisa”

    Ou seja, não podemos críticar os gostos do Daniel Oliveira mas o senhor pode perfeitamente dizer que a minha cultura e os meus gostos não são lá grande coisa só porque eu gostei mais de um filme do que outro.

    Outra coisa, só para esclarecer: não me choca nem foi isso que crítiquei, que o Daniel Oliveira tenha gostado mais do Milk do que o Quem quer ser Milionário, o que critiquei é a interpretação que o DO fez deste último pois reduziu o filme a qualquer coisa que ele não é.

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  37. 37 37  Nuno Góis

    Vítor não sei qual dos blogues esteve a ver, mas parece-me claramente que não sabe o que diz.

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  38. 38 38  Vítor

    Nuno, essa associação das mulheres que vestem vestidos de costureiros famosos à futilidade, é misógeno. Até porque no seu post não aparecem homens de smoking. Sabia que a moda também é uma arte? E que Ana Salazar é uma artista? E não é qualquer um que sabe apreciar a arte num vestido. O vestido de Marion Cotillard é uma obra de arte. É verdade que muitas mulheres que vestem esses vestidos de marca são louras burras, mas também muitos jogadores de futebol são morenos burros e não há qualquer associação do futebol e dos seus apreciadores a isso. A misogenia esteve sempre presente mesmo naquelas pessoas que se julgam de esquerda. Basta ver que Amália por ser uma diva do Fado chegou a ser conotada com o fascismo mesmo que tivesse ajudado o PCP e Eusébio nunca esteve.
    O Nuno é que nunca soube do que fala devido ao seu lado extremamente pavloviano.

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  39. 39 39  J Ferro

    Daniel: o Sean Penn tem ainda muito mais virtudes do que aquelas que você enumera:
    1. é, de facto e em meu entender, um dos maiores actores vivos. Em Mistic River, atinge uma densidade e um peso dificil de igualar na história do cinema. Em Milk é fabuloso, com um pormenor raro: nunca, mas nunca, cai em qualquer tique ou estereotipo “amaricado”, tão comum no teatro e no cinema, e assume-se como um homem homossexual de corpo inteiro;
    2. é, provavelmente, o actor mais politizado e aquele que mais intervém “militantemente” e politicamente (não correcto). É, também, um homem de convicções, de causas e assumidamente de esquerda. A sua actuação nos consulados Bush, as suas idas ao Iraque, a Cuba, etc. ,não são vulgares nos USA, mesmo no meio artístico de esquerda;
    3. fez mais pela causa e pela luta dos homossexuais nos poucos minutos do discurso do óscar que muitas horas de conversa, ás vezes fiada. Nesse sentido, conseguiu recompor (vamos ver até quando…) aquilo que os sócrates, cancios, moreiras e, objectivamente, você também Daniel, aqui em Portugal têm constantemente minado e armadilhado esta causa.

    Em relação ás suas apreciações criticas ao filme ” Quem quer ser Milionário”, apenas uma questão: qual é a “densidade” das personagens de Romeu e Julieta, de Tristão e Isolda, de Pedro e Inês?
    E, já agora, são precisamente o excesso de cor ou de movimento, que você tanto critica, alguns dos pontos positivos do filme. Esta informação vale o que vale (mas vale), mas olhe que eu vivi ano e meio em Bombaim e depois em Mumbai (que é os mesmo, ou não é bem…).

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  40. 40 40  Nuno Góis

    Vitor, não sabia que era psicólogo nem admirador das divas de Holliwood, nem sei nada de si, como tal não o analiso.
    Mas não vou discutir esse assunto aqui.
    Se quiser passe por lá e comente à vontade, se não, passe por onde quiser e felicidades.

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  41. 41 41  Nuno Góis

    Quanto ao post não ter homens foi um mero acaso. Achei que ficaria demasiado pesado. ponto.

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