Morreram ontem 282 pessoas no Médio Oriente. É mais um record que se bateu. Não, não se assustem os políticos, não se indignem os comentadores, não se comovam os jornalistas. São apenas palestinianos. Israel prepara uma ofensiva terrestre na Faixa de Gaza. Trata-se, como sabemos, de um direito adquirido, este de abrir as portas do gueto para fazer as “limpezas” necessárias. E não, não chamamos a isto de terrorismo.


72 respostas ao post “São só palestinianos”  

  1. 1 1  Andre

    Não vi essa indignação quando o hamas lançou mais de 70 rockets para Israel sem alvo certo – civis ou militares, não lhes interessa. E desta vez foi bem fácil ver quem quebrou as tréguas.
    Anti-semitismo primário é que é….

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  2. 2 2  Daniel Oliveira

    André, a acusação de anti-semitismo, apesar de ser boa para evitar qualquer debate, comigo não pega. Quem acusa, neste debate, à primeira oportunidade, de anti-semitismo o vizinho do lado (ainda mais no meu caso), apenas prefere a imbecilidade do insulto ao argumento.

    Se eu critico Mugabe sou racista? Porque raio passo a ser anti-semita quando critico o governo de israel?

    Se é uma pessoa informada sobre a matéria deveria mesmo saber que os palestinianos, como os israelitas, são semitas.

    Quantos morreram em Israel resultado desses miseráveis rockets artesanais? Quem é o ocupante e quem é o ocupado? Quem está cercado por um muro e quem cerca? Quem tem toda a força militar e todo o apoio das potências internacionais e, mesmo assim, usa a força bruta sempre que lhe apetece? Quem é David quem é Golias? Como raio se pode continuar a fingir que estamos perante uma guerra entre dois países e não perante uma miserável ocupação com contornos de sadismo intoleráveis?

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  3. 3 3  fado alexandrino

    A pergunta que se coloca é:
    -Qual foi a guerra em que Israel foi o primeiro a atacar.
    Depois de responderem a esta pergunta podemos continuar o diálogo.

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  4. 4 4  Daniel Oliveira

    Eu adoro isto. O rapto de dois soldados serve para destruir um país inteiro, um rocket num quintal serve para uma matança sem paralelo. Construir um muro à volta de um país é uma agressão? Claro que não. E dentro do próprio país? Evidentemente que não. Roubar terras ao vizinho é uma agressão? Em todo o Mundo é, mas ali não se aplica o que se aplica em todo o Mundo. Demolir casas de um povo para dar os terrenos a quem acabou de chegar é uma agressão? Não.

    Israel usa cada incidente para reacções demolidoras, para ocupar território, para fazer o que não tolerariamos a nenhum país no Mundo. Mas dos palestinianos exige-se que, ocupados, cercados por betão, privados de alimentos, de medicamentos, de país, de movimentos, de tudo, dêem sinais inequivocos ao mundo que estão dispostos a aceitar tudo calados e quietos.

    Vão a Gaza e depois falamos. Vejam o que lá se passa. Vejam o que é viver num gueto.

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  5. 5 5  anónimo

    E quem eram essas 282 pessoas ou quem ocultavam?

    (Reportando-se a um balanço do número de vítimas causadas pelos ataques, entretanto desactualizado, Pazner afirmou que, dos 230 mortos em Gaza, 218 são terroristas que “insistem em desafiar Israel continuando a lançar os seus foguetes e mísseis sobre o sul do país”.) J.N.

    Israel é uma democracia onde há eleições totalmente livres ,existe liberdade de imprensa e existe liberdade religiosa, o estilo de vida é semelhante ao europeu e ocidental na sua plenitude Democrática,O Hamas na sua essência não passa de um grupelho fanático religioso,onde ate os seus irmãos da Fathá, Palestinianos são massacrados com todos os requintes de barbárie,o resto eles nem fazem ideia do que seja! Temos de um lado a civilização do outro temos a barbárie, cada qual escolhe o que quer. O movimento islamita Hamas tem o que merece. Só é pena que a população civil palestiniana as tais 282,que não são inocentes de verdade, entre outras, que serão inocentes,e que,parece não se identificarem totalmente com o Hamas, vá morrendo com os ataques de Israel em sua legítima defesa. É o triste principio da guerra e matar para não morrer.
    O Hamas e os palestinianos, graças a um fanatismo religioso incompreensível, não se importam de morrer, estúpida e gratuitamente, porque vão para o céu.. Nesta perspectiva este é um conflito que se irá manter sem solução à vista.

    Os fundamentalistas do Hamas não querem a paz. O lançamento do roquetes contra Israel depois de terminado o cessar fogo é prova desse facto.O objectivo deles é armarem-se em vitimas dos seus próprios actos. Enquanto os palestinianos não se livrarem deles a paz é impossível naquela região. Israel tem direito a defender os seus cidadãos de tais ataques.O Hamas não pretende a existência de dois estados na palestina, quer sempre varrer Israel do mapa.
    e o miseros rocktes artesanais é contrariado por informaçoes mais crediveis, que falam em rampas de lançamento e alcance nunca antes atingido, mas cada um tem a sua verdade certo.

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  6. 6 6  António de Almeida

    -Israel deveria em sua opinião cruzar os braços, permitindo que o Hamas continuasse a lançar foguetes e rockets, que por acaso de vez em quando lá vão matando alguém? Curioso, estamos a um mês de eleições em Israel, as sondagens dão o Cadima (moderado) na frente, com o Likud bem próximo, será que o Hamas não prefere radicalizar Telaviv, para colher o mesmo resultado no seu território? É que recordo, foi o Hamas quem declarou o fim da trégua, foi o Hamas quem começou a lançar misseis e rockets sobre o território israelita, foram mais de 200 antes de Israel responder. O Hamas, financiado e apoiado pelo louco que governa o Irão, pretende a meu ver forçar uma vitória do Likud, a sua base de apoio é o ódio e a vingança, se imaginar um dia palestinianos e judeus vivendo em paz lado a lado, o Hamas terá deixado de existir, e outras organizações israelitas terão tido o mesmo fim, basta recordar 1995.

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  7. 7 7  mancha negra

    «Vão a Gaza e depois falamos. Vejam o que lá se passa. Vejam o que é viver num gueto.»

    Fala o senhor que esteve em Birkenau a levantar tijoleira.

    «Quantos morreram em Israel resultado desses miseráveis rockets artesanais? Quem é o ocupante e quem é o ocupado? Quem está cercado por um muro e quem cerca?»

    De facto morreram duas crianças e adivinhe Daniel, não eram Israelitas nem estavam com bandeiras israelitas.

    Quem é o ocupante?, vá ler por favor. É impensável uma conversa desse teor.

    Quem está cercado?, definitivamente o povo de Israel, que vive cercado por um bando de fascizóides que ainda querem instalar o Califado. Incluíndo a destruição de trabalho árduo e organização de um Estado legítimo.

    À Palestina já foram dadas demasiadas oportunidades, é natural que Israel se defenda.

    Que raio de converseta da treta, faz-me lembrar os Bósnios que coitados espicaçavam os Sérvios.

    Aqui é o mesmo.

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  8. 8 8  facho

    Não são muitas as vezes, mas neste caso estou em sintonia com o Daniel Oliveira.

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  9. 9 9  N.W.O.O.

    Concordo com o Daniel Oliveira em tudo!
    Gaza é a maior prisão ao ar livre do mundo com 1,5 milhões de pessoas.

    aconselho este documentário de John Pilger:
    Palestine is Still the Issue
    http://contraobigbrother.blogspot.com/2008/11/documentary-palestine-is-still-issue-by.html

    abraços!

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  10. 10 10  Contra-Movimento

    Estão a ver o Holocausto? Imaginem isso durante 50 anos seguidos só que em vez de serem judeus cuja vida é destruída e despedaçada por uma raça que se acha predestinada, é uma nação que se acha por direito divino a esmagar todos aqueles que resistem à sua vontade omnipotente numa região já de si explosiva.

    Os israelitas condenam todo o povo palestiniano à pobreza, a viver em condições desumanas, o exército de Israel tem controlo absoluto sobre a vida daquelas gentes, onde os tanques podem deitar abaixo uma casa por simples escrúpulo, onde as emboscadas fazem parte da vida civil e onde a privacidade de que cada um pode disfrutar está nas mãos de umas elites sentadas em Jerusalem, nos EUA e para nosso mal, na UE.

    É necessário acabar com esta mistificação que Israel é um Estado Judeu. Israel não é um Estado judeu, Israel é um Estado como qualquer outro e tem responsabilidades perante a comunidade internacional como qualquer outro país.

    Já chega da farsa e de massacres.

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  11. 11 11  João

    Caro Daniel.

    Leio-o amiúde aqui neste seu espaço. Vejo em si, corrija-me se estou enganado, um espírito em permanente (ou quase) estado de indignação. Isso até pode ser bom, se as circunstâncias assim o exigirem. Mas será que deve ser ser assim?

    Vejo também em si (corrija-me …) um sentido crítico sempre desperto para as situações do quotidiano. Isso é bom. Mas seria ainda melhor se fizesse o favor de nos dar, a nós simples leitores do seu blogue, algumas ideias sobre como acha que estas tristes e infelizes situações se poderiam resolver.

    Diga-me então, sff, a propósito deste seu post, se você fosse israelita e vivesse em Israel, o que faria para tentar resolver aquele conflito?

    E se fosse um alto responsável a nível internacional? O que proporia? Como tentaria conciliar as diversas (e irredutíveis) formas de olhar para aquela situação?

    É que eu já vi muita gente a tentar, ao longos dos anos. Alguns até estiveram (aparentemente) relativamente perto. Outros, a maioria, nem tanto…

    Agradecido.

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  12. 12 12  atom

    O Hamas deve ter, reconhecido pala comunidade internacional, o direito de disparar rocket’s todas as semanas contra Israel, sem qualquer retaliação desde que não exceda o nº de mil e que não provoque mais de vinte mortos semanais entre a população civil israelita.
    Os rapazes tem que divertir-se, e como antigamente acontecia ao Zé, fazem falta.

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  13. 13 13  JEM

    Uma notícia interessante (de um jornal egípcio) para os idiotas úteis do costume.

    http://translate.google.com/translate?hl=en&langpair=ar%7Cen&u=http://www.palpress.ps/arabic/index.php%3Fmaa%3DReadStory%26ChannelID%3D47945&tbb=1

    O Hamas bloqueia a entrada de ambulâncias egípcias para socorrer feridos em Gaza. Prefere chorar lágrimas de crocodilo em frente aos jornalistas ocidentais.

    A propósito, segundo relatos do próprio hamas, a quase totalidade dos mortos são militantes do Hamas. Aqueles que juraram destruir Israel e mandar os judeus para o mar, que quebraram a trégua em meados de Dezembro e que dispararam centenas de rockets sobre o sul de Israel nos últimos dias (ou, segundo o Daniel, 1 rocket que acertou num quintal).

    Os antigos idiotas úteis do comunismo, fazem agora a mesma triste figura ao serviço do islamismo.

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  14. 14 14  RIVKA

    Judeu pode ser qualquer um desde que se converta logo não é raça nenhuma. Eu própria aos dezoito anos hoje tenho 53 anos tive direito a ser cidadã de Israel porque era filha de uma judia…. (a minha mãe assim como pelo menos até os meus tetravós eram portugueses e europeus e penso que nenhum foi à Palestina.) Curiosamente se tivesse nascido em Israel sem ser filha de judia não tinha o direito de ser cidadã. Penso que resumidamente isto dá a entender quem são os israelitas.
    Na Palestina sempre viveram judeus, mulçulmanos , cristãos e todos eram esses sim Palestinos. O que os ingleses e americanos fizeram com a benção dos ‘ocidentais’ tem o resultado à vista.
    Israel é um Estado terrorista como milhares de israelitas ontem disseram em Telaviv, Haifa e outros lugares.
    Semitas tanto são os arabes como os judeus palestinosI logo essa treta de anti-semitas é optima para desresponsabilizar e baralhar tolos.
    Não confundir os judeus com o Estado terrorista de Israel sff

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  15. 15 15  A Luta Continua!

    Completamente de acordo com tudo o que foi dito pelo Daniel; só acrescento o facto de Israel ser um estado pária à margem do direito internacional e das resoluções das Nações Unidas para este conflito. Isto só é possível porque, Israel é a guarda avançada do Império numa região chave para o domínio do petróleo e das suas rotas.

    A conivência com a barbárie é intolerável e, o silêncio cúmplice da chamada “comunidade internacional”, começa a tornar-se ensurdecedor.

    Daniel, ou eu me engano muito, ou prepara-te para uma grande desilusão “Obâmica”, no que toca à política norte-americana para a região.

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  16. 16 16  mancha negra

    Contra-Movimento;
    «Israel é um Estado como qualquer outro e tem responsabilidades perante a comunidade internacional como qualquer outro país.»

    Tem a responsabilidade de defender os seus interesses e território, tal como a população.

    «Os israelitas condenam todo o povo palestiniano à pobreza,»

    Essa faz-me lembrar o embargo a Cuba. Miam tanto porque os “imperialistas” embargaram, ora o socialismo só existe se não for embargado pelo “imperialismo”?
    Aqui é o mesmo, só são palestinianos quando Israel deixar de existir?
    Existiram sucessivos acordos dos quais nunca foram aproveitados pela autoridade Palestiniana.

    O Hamas comete abusos e matam indiscriminadamente, provocam uma potência ameaçada pela região e ainda querem que lhe dê trigo e rosas?

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  17. 17 17  Spartakus

    Caro Daniel. Por opinião idêntica e por insistir em falar em massacre criminoso, ( aliás como os cristãos de Belém ), uma tininha já descobriu o meu problema que parece também ser o teu:

    MAIS UM FALHADO ANTI AMERICANO.

    Árabes bons são os do Kapital, os ditadores amigos, de Riad ao Cairo, o velho Saddam antes de ser inimigo e os terroristas do sunismo wahabita. A ninguém ocorre que, quer o Hamas, quer o Hezzbollah, NUNCA atacaram fora de portas. O que o Irão foi quem começou a combater os tallibãs ainda eles eram bons amigos dos USA.

    Já percebi que esta será sempre uma discussão impossível. O HAMAS também. O azar de Israel é esse. Os palestinianos deviam atirar-se ao mar, sair da terra que ainda lhes resta e abrir caminho ao novo reino de Salomão e do tal povo ” eleito “, termo que me faz sempre lembrar o Reich. Vá-se lá saber porquê.

    Abraço.

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  18. 18 18  Spartakus

    Fado: todas desde 1945. Aliás a antecipação foi sempre um dos segredos militares de Israel. Do seu sucesso. A coisa só correu mal o ano passado. Lá foram eles, outra vez, ao Líbano e os xiitas do Hezbolllah impuseram-lhes a primeira e humilhante derrota. O princípio do fim, acredita. Lembra-te que Israel é uma invenção dos vencedores da II Guerra Mundial para sossegar consciências pesadas. Aquilo nem existia.

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  19. 19 19  Spartakus

    André: os árabes são semitas. Pois. É verdade.

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  20. 20 20  fado alexandrino

    Como de costume o senhor, um dos exemplos do pensamento de esquerda, refugia-se nos chavões, e aos costumes diz nada.
    Ou melhor chama a atentados à bomba feitos em autocarros cheios de civis, “incidentes”, talvez com um bocadinho de boa vontade “brincadeiras disparatadas”.

    Em 1948 as Nações Unidas decretaram a existência do Estado de Israel o qual no mesmo dia em se tornou independente foi atacado por todos os lados pelos estados árabes com o propósito declarado de o esmagarem e poeticamente “afogaram os sionistas no mar”.

    Não aconteceu, mas de então a esta parte já o tentaram várias vezes, sendo sempre os primeiros a agredir.
    Que esperem sorrisos no linguarejar da esquerda demonstra a que ponto o agachamento de cócoras pode fazer escola entre a cobardia ocidental que se verga a tudo.

    Uma boa ideia para tanto desvelo para com os habitantes de Gaza era perguntar-se onde está a viúva de Arafat e a sua colossal fortuna.
    Queima na boca, não é?

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  21. 21 21  xatoo

    Fado Alex:
    a primeira vez que Israel atacou para principiar uma guerra foi quando o Irgun enforcou dois sargentos ingleses na via pública em 1 de Agosto de 1947
    ou já não te lembras, ou a memória dos legionários é curta

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  22. 22 22  dsm

    “Qual foi a guerra em que Israel foi o primeiro a atacar[?]” (Fado Alexandrino)

    A guerra de que este bombardeamento de Gaza é apenas o episódio mais recente é a guerra de conquista e limpeza étnica da Palestina iniciada por colonos provenientes de várias partes do mundo mas de matriz cultural e religiosa comum no segundo quartel do século XX. Como é óbvio, essa guerra não foi iniciada pelos que habitavam o território e foram escorraçados para territórios vizinhos ou submetidos na sua própria terra (vejam-se as especificidades da participação dos cidadãos israelitas árabes na democracia sui generis do país).

    Acresce que esses colonos nunca se coibiram de recorrer ao terrorismo bombista artesanal enquanto não tiveram possibilidades de formar um poderoso exército capaz de se dedicar a esse amável e fotogénico terrorismo que tão magníficas e playstationáveis imagens em contre-plongé nos proporciona.

    É claro que, como qualquer negacionista – dos bons! – se encarregará de demonstrar, nunca houve terrorismo, até porque não foi preciso, já que os ingleses nunca resistiram a um please bem-educado, e quanto à população residente não só não existia como também emigrou por opção consciente e informada.

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  23. 23 23  gazua

    Daniel,
    Um miúdo costumava atirar pedras à casa do vizinho. Partia vários vidros mas nunca magoava ninguém. O pai avisou-o para parar com aquilo (mas nunca o castigou) e o vizinho ameaçou-o que um dia lhe dava uma sova.
    Um dia o vizinho deu-lhe uma tareia.
    Pela sua lógica, a culpa é do vizinho!

    E já agora: se o Hamas são tudo bons rapazinhos, porque é que não deixam sair os feridos para receber tratamento no Egipto? Se Gaza é uma enorme prisão, porque é que o Hamas não abre a porta para o Egipto? Afinal quem é o carcereiro dos Palestinianos? Os Israelitas mauzões ou o próprio Hamas?

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  24. 24 24  xatoo

    André 13.51
    os misseis Qassam são uma vil desculpa que não engana ninguém!
    http://www.rebelion.org/noticia.php?id=78104
    António de Almeida 14.22
    Se “o Kadima é moderado” então o António Calvário ainda é virgem. Aliás esta agressão a Gaza tem a ver com a campanha eleitoral israelita – é uma luta para fazer prevalecer a linha de extrema direita
    mancha negra 14.44
    essa estafada conversa fundamentalista religiosa encomendada pela CIA ao defunto Samuel Huntington já não cola. Devias aconselhar-te com o ex-presidente Sampaio antes de vires para aqui fazer figuras tristes

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  25. 25 25  rlui

    Eu acho que realmente os judeus tornaram-se a raça mais poderosa do mundo.
    O holocausto até deu uma ajudinha, agora independentemente do mal que façam, se nos opomos somos anti-semitas…

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  26. 26 26  atom

    Temos que derrubar o muro. Porque o muro impede a circulação de mártires, e como tal faz impacientar as setenta e duas virgens vezes n que lhes estariam destinadas e que pacientemente os esperam. Temos que recear que essa longa espera acabe por alterar o estado de virgindade…
    Isso pode ser considerado interferência no plano divino da recompensa dos mártires. Por isso abaixo com o muro! O muro ao contrário do Zé em tempos passado, não faz falta.
    Um aparte… (eu sei que o plano divino é omnipotente, mas mesmo assim deixa-me maravilhado a produção de setenta e duas virgens vezes n sendo n o número de mártires).

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  27. 27 27  RAF

    Nas guerras morrem civis inocentes. Emtre Israel e a Palestina existe um conflito onde, infelizmente, tem morrido muita gente, aos nossos olhos, desnecessariamente.

    O DO teria alguma razão, se soubesse ver as coisas com imparcialidade, coisa que não existe por aqui. O Hamas é o primeiro grande responsável por esta matança, na medida em que a sua acção põe em causa a estabilidade na região, de forma gratuita, mas claro, isso aqui no Arrastão não importa. É fácil censurar Israel, mas eu queria ver o que aconteceria por cá se levassemos com rockets no jardim, por sistema, e depois os nossos líderes falassem em “diálogo”. É muito fácil apelar ao diálogo quando os mortos não são nossos. Por outro lado, não deve ser simples eliminar o ódio quando se vive cercado por um muro, quando se vivem com direitos fundamentais restringidos, e se está numa posição de fragilidade militar face ao vizinho.

    Neste conflito, sou pela paz, mas é fácil ser-se pela paz quando não se é nem israelita nem palestiniano.

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  28. 28 28  PDuarte

    realmente não adianta nada matar as melgas quando deixamos crescer o pântano.
    acabar com o pântano que é o viveiro das melgas vai ser a grande prova de fogo do Obama e o seu primeiro carimbo de “imperialista” igual aos outros.
    um abraço Daniel e um bom ano aqui e no Expresso.

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  29. 29 29  Bolota

    DO,

    Frases de 2008?? Junte lá esta…

    ” Os EUA condenam os repetidos ataques com rockets e morteiros contra Israel ”

    Conduleezza Rice
    CM/hoje

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  30. 30 30  rosinha dos limões

    Contra Movimento: “É necessário acabar com esta mistificação que Israel é um Estado Judeu. Israel não é um Estado judeu, Israel é um Estado como qualquer outro e tem responsabilidades perante a comunidade internacional como qualquer outro país.”
    De facto o regresso à “Terra Prometida” dos judeus e a construção do Estado de Israel trouxe a desgraça aos habitantes da Palestina.
    Os israelitas são apenas “predestinados” porque a organização política e económica mundial, reforçou os seus poderes naquele território, ( por razões que não estão agora em debate, e por isso omito) concedendo-lhes direitos de expropriar, roubar e escravizar um POVO, em pleno século XX!
    Por isso, e citando uma vez mais o contra-movimento, “é uma nação que se acha por direito divino a esmagar todos aqueles que resistem à sua vontade omnipotente numa região já de si explosiva.”
    Não são anti-semitas aqueles que se recusam simplesmente a pôr uma venda nos olhos, para não ver as atrocidades israelitas.
    Ao contrário, aplica-se bem a maetáfora de Brecht, sobre as margens do rio que comprimem o volume das águas ….
    O ocidente assiste e em alguns casos ajuda , ao exterminio do povo plaestiniano,em nome dos “direitos dos judeus israelitas”, a ocupar-lhes a terra e a roubar-lhes a vida!!!
    A história repete-se! Apenas as vítimas são diferentes !

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  31. 31 31  toulixado

    Depois de um banho de sangue, como o que ocorreu na faixa de gaza, só mesmo ler alguns comentadores deste blogue que, de palito nos dentes, ainda acham que terá sido pouco…

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  32. 32 32  Duarte Sousa

    E o que é que o Daniel tem a dizer sobre o facto do líder da Autoridade Palestiniana ter aprovado este ataque?

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  33. 33 33  Bolota

    “ Qual foi a guerra em que Israel foi o primeiro a atacar. “

    Fado,

    Completamente…ó p´ra este puto dum corno, isto faz-se???

    http://blog.uncovering.org/archives/uploads/2007/071108_blog.uncovering.org_fares-ouda.jpg

    A desproporção contida na imagem é tal, que nem vou comentar.
    No terreno, a realidade é esta por muito que tentem fazer passar o contrario.

    Fado, vou apelar ao seu amor de avó.
    Imagina um dos seus Netos, sabe-se lá, se calhar para defender o Fado…melhor, será que este puto tem um avó que goste tanto dele como o Fado gosta dos seus??
    Mais simples, será que este puto alguma vez teve avó???

    América…..

    Aos apelos,
    Não ligaste.
    Muitas mortes
    Produziste.
    Nos tribunais
    Não julgaste.
    Cinco torres destruíste

    Partindo de pressupostos,
    Invades o Afeganistão.
    Inocentes, não poupaste
    E os Ális, (a)
    Aí estão.

    A muitas mães,
    Tu cravaste.
    Um punhal
    No coração.
    Inglesas,
    Americanas,
    Desde o Iraque ao Irão

    Semeaste inimigos,
    Gritando à liberdade….
    Eu bem tento,
    Não consigo.
    Perceber tanta maldade

    A cavalgar o poder,
    Não cumprindo o acordado.
    Eu não sei se quero ver
    O triste fim,
    Dum reinado.

    Março de 2003
    Leandro

    Se calhar estou a assistir ao fim…

    (a) Ali – Miúdo Iraquiano que para alem de perder: pai, mãe e irmãos, ficou sem pernas e sem braços.
    Quando lhe perguntaram o que mais desejava naquele momento, respondeu que era reaver a família. Já que, o que lhe restava do corpo, era de somenos importância.

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  34. 34 34  fado alexandrino

    Spartakus , xatoo & dsm SARL

    In May 1967, Egypt’s president Nasser expelled the United Nations Emergency Force (UNEF) from the Sinai Peninsula.[6] The peacekeeping force had been stationed there since 1957, following a British-French-Israeli invasion which was launched during the Suez Crisis. Egypt amassed 1,000 tanks and nearly 100,000 soldiers on the Israeli border[7] and closed the Straits of Tiran to all ships flying Israeli flags or carrying strategic materials, receiving strong support from other Arab countries.[8] On June 5, 1967, Israel launched a pre-emptive attack[9] against Egypt’s airforce. Jordan, which had signed a mutual defence treaty with Egypt on May 30, then attacked western Jerusalem and Netanya.

    Então queriam que eles se sentassem sossegadinhos à espera de serem eliminados.
    Já não foi mau devolverem o Sinai que por direito próprio (At the war’s end, Israel had gained control of the Sinai Peninsula, the Gaza Strip, the West Bank, East Jerusalem, and the Golan Heights.)tinha passado a pertencer-lhes.

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  35. 35 35  Spartakus

    Algures aí para cima vamos ao ponto. A viúva de Arafat? A Fatah, toda ela. Até o cimento para o muro da separação vendeu.

    Esse é o pecado do HAMAS. Não ser corrupto, não ser cooperante. Não se vender a Riad. Alguém os apoia, para lá do Irão, do povo ( e talvez a Síria )?

    Arafat era desprezível. Escrevi-o públicamente. Como Abbas e a gente dele. Nada disso está em discussão, aqui. O injustificável não tem justificação.

    A Lei da nacionalidade israelita, já o escrevi hoje no blogue, por cá era xenófoba e racista.

    Esta discussão é sempre viciada pelos argumentos sionistas. Bin Laden justificou Abu GraiB? Para mim, não.

    Ponto final. Cada qual pela sua consciência. Se a tiver. E for, HONESTO.

    http://bandeiranegra1.wordpress.com/2008/12/28/uns-loosers-falhados-uns-rafeiros-rascas-nos-antiamericanos-primarios/.

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  36. 36 36  Daniel Oliveira

    “E o que é que o Daniel tem a dizer sobre o facto do líder da Autoridade Palestiniana ter aprovado este ataque?”

    Que os palestinianos têm a tragédia de ter de escolher entre fanáticos e corruptos enquanto são esmagados pelo vizinho. Que em qualquer outro país Abbas seria considerado um traidor. E que a luta interna (e os seus negócios) lhe interessa bem mais do que a liberdade do seu povo. Reuni com o presidente da Autoridade Palestiniana e os seus ministros quando estive com uma delegação europeia na Palestina e em Israel. Nem consigo dizer até que ponto fiquei mal impressionado. Escrevi, aliás, sobre isso.

    Israel e os EUA continuam a acreditar que conseguirão alguma coisa com líderes palestinianos fracos. É o contrário. Só líderes fortes terão a força de mobilizar o seu lado para a paz. E este é o drama neste momento: de um e de outro lado mandam cadávares políticos e corruptos sem espinha.

    [Responder]

  37. 37 37  Zunkruft

    Israel está culturalmente tão bem protegido depois do que se passou durante o século XX que, hoje, qualquer pequena acção que refute a estrutura dogmática (e traumática) que também souberam montar, é imediatamente considerado de anti-Semitismo – e isto não apenas no contexto político. Por isso é que é desculpável que Israel (e quem tem suportado a estrutura) se envolva – e reponda – às provocações dos “vizinhos”.

    [Responder]

  38. 38 38  fado alexandrino

    Bolota

    A primeira coisa que lhe peço, por todos os santinhos, é nunca acredite numa foto.
    Desde os heróicos tempos de Stalin até às modernas fotografias de Cinha Jardim só se pode dizer uma única coisa.
    Tudo é possível.
    Se não viu as magníficas montagens sobre a última guerra com o Líbano, não sabe o que perdeu.

    Não quero ser cínico, mas quase que apostava que o miúdo tem de facto um Avô que pode estar entretidíssimo a disparar um rocket sobre outro miúdo quase igual em Israel.

    [Responder]

  39. 39 39  Spartakus

    Fado:
    Direito próprio outurgado por Deus?
    Por favor…pelas potências vencedoras da guerra que não sabiam que fazer e como ” compensar ” os judeus.

    Daniel, # 32.

    Precisamente. Eu só conheci o Bisseisso. E bastou. Não ía à Palestina há 30 anos e tinha uma urbanização de luxo no Algarve. Lapidar.

    [Responder]

  40. 40 40  António Sequeira

    É triste que com tantos especialistas sobre o conflito Israelita / Palestino, ainda existe indivíduos que não saibam como foi formado o estado Israelita, mas também não tenho muita paciência para esse tipo de debates.
    O que me leva aqui a escrever, revoltado é para condenar mais uma vez os atentados terroristas que os Israelitas, provocam constantemente ao povo da Palestina, utilizando armas de destruição maciça, a aviação e carros de combate e o Mundo assiste de uma forma hipócrita como de costume.
    Que fique claro que existe uma grande diferença entre o “Estado Israelita” e o povo Judeu.
    Para terminar e a meu ver o que necessita o povo mártir da Palestina é melhor e mais potente armamento para travar a ofensiva Israelita, depois sim venham as conversações.
    Um abraço

    [Responder]

  41. 41 41  Lidador

    “E o que é que o Daniel tem a dizer sobre o facto do líder da Autoridade Palestiniana ter aprovado este ataque?”

    Agarrem em dois gatos irmãos, fechem-nos dentro de uma caixa apertada e não lhes dêem comer durante dias. Depois vejam o resultado.

    Sadismo.

    Concordo com a Daniel a 100%.

    [Responder]

  42. 42 42  Luta Socialista

    Luta Socialista – corrente do BE, condena agressão de Israel a Gaza

    Mais uma vez o sionismo bombardeia indiscriminadamente territórios palestinianos, contando com a complacência do imperialismo americano e da Europa. Condoleeza já veio responsabilizar o Hamas pela acção criminosa de Israel, Obama escuda-se no facto de ainda não ter tomado posse, afirmando estar a “monitorar a situação”, o Conselho de Segurança da ONU apela ao “fim imediato de todas as actividades militares na Faixa de Gaza”, como se não existisse um agressor objectivo, e Sarkozy, presidente em exercício da União Europeia, condena as “provocações irresponsáveis que levaram a essa situação”, desculpabilizando a barbárie israelita.

    A Luta Socialista – corrente do Bloco de Esquerda, manifesta total solidariedade ao povo palestiniano, que luta pelo direito a uma pátria e um território. Só há um ocupante, e esse ocupante genocida é Israel, para quem deve ir toda a condenação e repúdio da esquerda consequente.

    Tal como afirmamos na nossa Moção à VI Convenção do Bloco de Esquerda, “este quadro de genocídio praticado pelo imperialismo inclui também a Palestina, onde Gaza se transformou num verdadeiro campo de concentração controlado por Israel, que mantém a sua política de implantação de colonatos na Cisjordânia e terror sobre a população.”.

    [Responder]

  43. 43 43  A. de Anónimo

    “um rocket num quintal ” “incidentes”…..

    Se é óbvio que as retaliações de Israel são muitas das vezes excessivas, estes comentários feitos pelo Daniel Oliveira revelam um sectarismo primário ou uma gritante falta de inteligência (ou, pura e simplesmente, demagogia da mais barata que há – o que é mais provável…).

    Em Israel há alguns radicais que, por vezes, influenciam de forma decisiva os destinos do seu pais, contudo são uma minoria e como Israel é uma democracia são muitas vezes vencidos (pelo voto), deixando a sua opinião/posição de contar.
    A Palestina está dominada por fundamentalistas e radicais que conseguem controlar a população pelo terror e pelas lavagens ao cérebro nas escolas religiosas. Covardemente usam a população civil como escudo e sempre que alguma solução de “paz” está à vista arranjam maneira de a destruir. A “paz” será sinónimo do fim do seu poder.

    Teria muito gosto em ver este blogue a condenar primeiro os tais rockets “de quintal” (que até cairam num quintal palestiniano matando duas crianças) e só depois a retaliação excessiva de Israel.

    Cumprimentos,
    A. de Anónimo.

    PS: Daniel, descanse que Israel não vai fazer nenhuma ofensiva terrestre na Faixa de Gaza.

    [Responder]

  44. 44 44  Duarte Sousa

    «Israel e os EUA continuam a acreditar que conseguirão alguma coisa com líderes palestinianos fracos. É o contrário. Só líderes fortes terão a força de mobilizar o seu lado para a paz. E este é o drama neste momento: de um e de outro lado mandam cadávares políticos e corruptos sem espinha.»

    Mas qual paz? Acha mesmo que se pode negociar algum tipo de paz com os movimentos fundamentalistas do Hamas, Jihad Islami e Hizbullah? A troco de quê?

    [Responder]

  45. 45 45  Levy

    “Quem é o ocupante e quem é o ocupado?”

    Vejo que está a melhorar em relação à verborreia do costume: desta vez só conseguiu escrever 5 linhas sobre o assunto. Nem vou perder muito tempo com elas, porque não vale a pena.
    Esta sua frase que eu aqui colei já diz muito sobre a sua versão das coisas. Na Faixa de Gaza não há ocupação. Pode queixar.se disso em relação à Cisjordania, em relação a faixa de gaza não. Se há um ocupante é o Hamas. E tem sido o Hamas o principal responsável pelo estado das coisas. Lamento imenso, que não critique esta organização em circinstância nenhuma. Consegue ser mais radical que o presidente da autoridade palestiniana que hoje veio criticar as acções desta organização.

    “Vão a Gaza e depois falamos. Vejam o que lá se passa. Vejam o que é viver num gueto.”

    Fala como se já lá estivesse estado. O moralistas são assim. Basta olhar para o mapa, para ver que Gaza tem mais para além de Israel: tem o Egipto, os antigos irmãos árabes e tem o mar.

    [Responder]

  46. 46 46  Saloio

    Meu querido Daniel: será que os comentários por aqui a cima não lhe dizem nada?

    A malta já não está a dormir!

    Só voçê, e meia dúzia de órfãos ideológicos, é que ainda clamam pela inocência dos palestinianos, e pela barbária dos israelitas.

    Como é que é possível voçê ainda contribuir para esse peditório? Já nem a Câncio para ele dá…e eu acho que voçê não debe nada ao Bloco (o Bloco é que lhe deve a si). Liberte-se do seu amigo Louçâ de uma vez por todas…

    Pessoalmente, e porque o tenho em consideração e estima, gostava de ouvi-lo a explicar à sua filha, a diferença entre os assassinatos cometidos pelos palestinianos e pelos israelitas. Num país há liberdade e democracia…no outro, as mulheres são apedrejadas por olharem para um homem.

    Ó Daniel, em que lugar daqueles dois voçê queria a sua filha a viver?

    Quanto ao resto, apenasd uma pergunta – simples e primária: que é que disparou primeiro?

    Digo eu…

    [Responder]

  47. 47 47  Jojoratazana

    Um país que não se confina nas suas fronteiras não é um um país é um estado pária um estado terrorista apoiado por estados que ao defenderem esta politica são tão párias como ele.
    Israel não é um estado pois não tem fronteiras.
    E todos aqueles que defendem este estado não passam de terroristas.
    JOJORATAZANA

    [Responder]

  48. 48 48  Nesty

    oi amigo
    estoy en contra de los ataques israelies a Gaza, basta de violencia en este mundo, el año 2009 debe ser un año de paz….

    te invito a visitar los sitios web cubanos

    http://lavozdecuba.blogspot.com

    http://vivacubalibre-habana.blogspot.com

    [Responder]

  49. 49 49  Gonçalo

    Porque é que o Hamas impede a saída de feridos para serem tratados no Egipto?

    http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1064138

    Vale a pena negociar sequer com um regime assim?

    [Responder]

  50. 50 50  portela menos 1

    #5: “Israel é uma democracia onde há eleições totalmente livres”

    Como o Hamas também pode reivindicar que ganhou eleições totalmente livres, estamos em presença de dois grupos religiosos extremistas, fundamentalistas e perigosos para o Mundo.

    [Responder]

  51. 51 51  fado alexandrino

    Bolota
    28 Dez 2008 às 17:02

    Bem (semi)visto.
    Agora a verdade, faça favor de ler:

    ISLAMIC JIHAD:

    “All fighters are ordered to respond to the Israeli slaughter.”

    HAMAS ARMED WING SPOKESMAN ABU UBAIDA:

    The group will “teach the enemy a lesson they will never forget”.

    NABIL ABU RDAINAH, AIDE TO PALESTINIAN PRESIDENT MAHMOUD ABBAS:

    “President Abbas demands that the Israeli government stop this aggression immediately to spare our people its painful effects, and calls on the international community to intervene to stop the aggression.”

    WHITE HOUSE SPOKESMAN GORDON JOHNDROE:

    “Hamas’ continued rocket attacks into Israel must cease if the violence is to stop. Hamas must end its terrorist activities if it wishes to play a role in the future of the Palestinian people.

    “The United States urges Israel to avoid civilian casualties as it targets Hamas in Gaza.”

    TEHRAN, Dec 28 (Reuters) – Iran’s Supreme Leader issued a religious decree to Muslims around the world on Sunday, ordering them to defend Palestinians in Gaza against Israeli attacks “in any way possible”, state television reported.

    Ayatollah Ali Khamenei also declared Monday a day of public mourning in Iran after Israel killed more than 280 Palestinians in two days of air strikes on Gaza.

    “All Palestinian combatants and all the Islamic world’s pious people are obliged to defend the defenceless women, children and people in Gaza in any way possible,” Khamenei said.

    “Whoever is killed in this legitimate defence, is considered a martyr,” he said in a statement.

    De qualquer maneira dou-lhe os parabéns.
    A técnica da “novalíngua” explicada por Orwell em 1984 cada vez tem mais adeptos.

    [Responder]

  52. 52 52  atom

    Espero com impaciência a retirada do apoio político do BE ao camarada Obama pela sua actuação nesta crise. Porque é que o dito senhor não terá o mesmo tratamento dado ao Zé?
    O caso é claro… O estado de Israel pode ser reconhecido pelas Nações Unidas, mas como não é reconhecido pelo BE, está feito ao bife.
    O camarada Obama que se cuide… A purga está próxima e é inevitável.

    [Responder]

  53. 53 53  Bolota

    “ Agora a verdade, faça favor de ler “

    Fado,

    Depois desta resposta – “ A primeira coisa que lhe peço, por todos os santinhos, é nunca acredite numa foto. “

    Não há pachorra.

    http://marafade.blogspot.com/

    [Responder]

  54. 54 54  Lino

    Com excepção da conclusão, completamente de acordo com o comentário nº40 de António Sequeira.
    Que fariam os Portugueses se as grandes potências resolvessem criar um Estado, em qualquer parte do nosso território, para alguma minoria étnica que vivesse no nosso país e também espalhada por outras partes do mundo?

    Já é tempo de os EEUU e outras potências se deixarem de hipocrisias e criarem as condições para acabarem de vez com o conflito já que o mal principal foi feito há muito: a criação artificial do estado de israel.
    Obama continuaria a alimentar as ilusões de muitos que depositaram esperanças nele se contribuisse em definitivo para isso.

    Os acérrimos defensores do estado sionista certamente nem repararam no comentário nº 14 deste post.

    Lino S

    [Responder]

  55. 55 55  Gonçalo

    Lino. Criação de Estado?

    Então não vi que a Inglaterra se tenha importado (pois a Palestina pertencia-lhe por direito).

    Esquece-se que os Árabes estiveram 700 anos na península ibérica e foram maioria nos territórios conquistados. Não lhes devíamos restituir esses territórios?

    [Responder]

  56. 56 56  Duarte Sousa

    Rivka,

    Talvez lhe fosse conveniente analisar os estudos genéticos realizados acerca das populações ashkenazi, sephardi e mizrahi antes de insinuar que a maioria dos judeus israelitas não possuem origens semitas.

    É que tais estudos demonstram precisamente que a maioria dos judeus israelitas enquadra-se no perfil genético dos povos semitas.

    Isto para dizer que esses mesmos judeus e palestinianos são basicamente o mesmo povo em termos genéticos, pelo que as diferenças entre ambos os lados são sobretudo de ordem cultural, com particular destaque para o factor religioso (o qual tem contribuido para grande parte dos conflitos humanos até hoje).

    Julgo no entanto que se ambos os grupos deixassem de lado as suas religiões arcaicas e se concentrassem em unir esforços para construir uma sociedade republicana, democrata, secularista e acima de tudo, humanista, então aí talvez deixasse de fazer sentido falar num estado judaico ou islâmico, mas apenas num estado semita, onde se misturassem elementos da cultura árabe e hebraica, isto é a nível da língua, escrita, música, dança, arquitectura etc.

    Infelizmente, parece-me pouco provável que esta visão se venha a confirmar no futuro próximo, e os recentes ataques de movimentos radicais islâmicos, assim como a esperada retaliação israelita apenas vêm minimizar essa probabilidade.

    [Responder]

  57. 57 57  José

    Toda a gente sabe a história. Cada lado diz ter a razão do seu lado. Solução? Onde está ?
    Porque é que dão tanta importância a este conflito? Porque é que não dão tanta importância aos conflitos “silenciosos” em África onde morrem muito mais pessoas? Será porque toda a gente não se interessa pelos africanos mas sim pela sua riqueza? Será pq os judeus têm palavra com um peso excessivo nos EUA (e são apenas 1,2% da população dos EUA)? Toda a gente sabe que isto é uma guerra desigual. Israel e os judeus querem ocupar toda a terra, dita prometida. Os palestinianos tentam sobreviver a esta imparável incursão. É tudo politica, é tudo dinheiro, é tudo poder. Haja racionalidade e humanismo onde a estupidez da religião cega as pessoas.

    [Responder]

  58. 58 58  Miguel F. Carvalho

    neste blog sempre existiu uma posição anti-Israel (terá também uma origem anti-semita?…).

    Quando o Hamas ‘presentei-a’ o Estado de Israel com rockets… nem uma palavra!!

    Quando há ataques suicidas… nem uma palavra!!

    Quando houve um massacre em combates entre o Hamas e a Fatah…. nem uma palavra!!

    Quando Estado de Israel defende a sua identidade nacional e a sua própria existência… aparecem logo palavras gratuitas… assassinos… massacre… e por aí fora…

    É fácil fazermo-nos de esquecidos, mas pelos vistos é ainda mais fácil fazermo-nos de parvos…

    [Responder]

  59. 59 59  António Cunha

    Não existe qualquer tipo de acordo entre esta gente. Por um lado os de israel, fanáticos Religiosos, acham que tem o direito de defenderem o seu território. Por outro temos os da palestina, fanáticos religiosos, que nem sequer querem aceitar Israel como estado.
    Mas voces acham que isto vai dar alguma coisa algum dia ? Com tanto ódio e vontade de vingança junta ?
    E para apimentar mais isto tudo temos o fanatismo religioso à mistura.
    Como diz o outro, são “semitas” !!!! Eles que se entendam !!!!!

    Bom ano e bons posts

    Um agradecimento especial ao DO e seus pares por nos dar tantas horas de diversão. :)

    [Responder]

  60. 60 60  balburdio

    Pelo que depreendo o Daniel aprova as actividades do Hamas ?

    Quem tem de ir a Gaza é o Daniel.
    Ou isso ou ler menos panfleto do BE e mais jornais!

    Quem cerca quem?
    O Hamas cerca a sua própria população usando o fanatismo religioso como ferramenta de controlo político-social, rapta, prende, tortura, e mata toda a oposição, fomenta o ódio contra Israel, os EUA e o mundo ocidental (cristão), provoca sem cessar Israel colocando o povo que alega defender em perigo.

    Não tenho qualquer interesse em defender a posição de Israel, pelo contrário, reprovo-a, se bem que num contexto mais amplo, no caso concreto é óbvio que não se pode reprovar um país quando se defende de uma agressão violenta.

    Critique sim o facto de Israel e o povo Judeu em geral acabar sempre por provocar o ódio dos povos com quem convive, saiba contudo que esse raciocínio é a base do anti-semitismo.

    Neste contexto eu poderia proclamar-me anti-semita, mas eu não sou da esquerda radical neo-trotskista (vulgo BE) que tão ferozmente proclama repudiar a perseguição nazi aos judeus.
    Seria caricato depois acusar os judeus como os grandes causadores do mesmo tipo ódio que levou ao holocausto nazi! Não acha?

    [Responder]

  61. 61 61  atom

    Sr. Lino (comentário 54).
    Pois isso já existe dentro do seu e meu país. Só que não foram as grandes potências mas a classe dirigente que temos. Primeiro criaram condições de vida impossíveis aos naturais desta terra, de tal maneira que, a partir da década de 60 do século passado até á presente data foi um êxodo massivo dessas pessoas para outros países. Para satisfazer os sonhos terceiro-mundista da classe dirigente, criaram-se condições para a vinda de colonos de outros continentes, produzindo uma recomposição étnica gigantesca neste país.
    Como resultado vamos ter a futura independência de Nzingalis que será o nome do estado fundado pelos colonos no nosso território (eles é que o dizem).
    “Pimenta nos olhos dos outros é refresco”.

    [Responder]

  62. 62 62  Lino

    Gonçalo:
    “Então não vi que a Inglaterra se tenha importado (pois a Palestina pertencia-lhe por direito).”

    A Palestina não pertencia por direito à Inglaterra. Esta tinha sido mandatada para administrar aqueles territórios até à sua futura emancipação. Também é natural que não se tenha importado uma vez que o esquema foi montado por lorde Balfour. A Inglaterra é apenas, historicamente, a mais culpada pela situação actual.

    Sobre os Árabes, se é verdade que estiveram cerca de 700 anos na Peninsula, o seu domínio apenas foi militar e político e apenas sobre partes restritas do território, durante a maior parte do tempo. Nunca foram maioritários a nível da população.

    Lino S

    [Responder]

  63. 63 63  Daniel Oliveira

    Levy e Balburdio, já estive em Gaza.

    [Responder]

  64. 64 64  Duarte Sousa

    Acho curiosa esta afinidade entre o BE, radicais islâmicos e os neonazis no que se refere a Israel.

    [Responder]

  65. 65 65  Daniel Oliveira

    Esqueceu-se dos católicos e do Papa. Se para fazer todas as afinidades, que não fique apenas pelas que lhe convém.

    Não sabia é que o BE já era uma ideologia.

    Recordo, para nada, está claro, que estou a falar de um conflito. Sobre Israel propriamente dito pode encontrar textos neste blogue.

    Olhe que que por toda a Europa a extrema-direita está a começar a escolher os muçulmanos como alvo. Será que tem afinidades com eles? O senhor para falar mal dos palestinianos deve ser amigo do Le Pen.

    Se é para fazer conversa parva…

    [Responder]

  66. 66 66  António Cunha

    E qual é a posição sobre a ETA Daniel ? Tambem tem opinião formada ?

    [Responder]

  67. 67 67  Duarte Sousa

    «Esqueceu-se dos católicos e do Papa. Se para fazer todas as afinidades, que não fique apenas pelas que lhe convém.»

    Daniel,

    Estava a referir-me ao reconhecimento de Israel enquanto nação judaica. E olhe que não é a opinião de um grupo religioso que, durante séculos perseguiu e massacrou judeus, que irá ditar os parâmetros dos seus estados de consciência.

    «Não sabia é que o BE já era uma ideologia.»

    Nunca disse tal coisa.

    «Recordo, para nada, está claro, que estou a falar de um conflito. Sobre Israel propriamente dito pode encontrar textos neste blogue.»

    O qual deriva do facto de grupos como o Hamas não reconhecerem o Estado de Israel, muito por força da crença islâmica. Se quiser discutir a proporcionalidade da retalição israelita tudo bem. Agora se põe em causa o direito de auto-defesa de Israel, então nem vale a pena perdermos muito tempo a discutir.

    «Olhe que que por toda a Europa a extrema-direita está a começar a escolher os muçulmanos como alvo. Será que tem afinidades com eles? O senhor para falar mal dos palestinianos deve ser amigo do Le Pen»

    Não, não tenho afinidades com neonazis ou com Le Pen.

    E essa de dizer que falo mal dos palestinianos em geral só porque critico a liderança deles não pega.

    Fique a saber que lamento bastante o sofrimento dessa gente. Sofrem em nome de uma disputa religiosa, o que é revoltante, sobretudo para um ateu, na medida em que judeus e palestinianos são basicamente o mesmo povo, e isso deveria ser o mais importante a ter em conta.

    [Responder]

  68. 68 68  Duarte Sousa
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