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Para celebrar a véspera do dia em que o seu ex-líder usou o terrorismo e a mentira para tentar vencer eleições, os apoiantes do PP manifestaram-se em Espanha, mostrando que entre eles a vergonha não abunda. Não gostam da política de Zapatero contra o terrorismo. E acham, vá-se lá saber porquê, que a do seu partido resultou melhor. O que é estranho é que façam a manifestação contra a política de Zapatero para o País Basco na véspera do aniversário de um atentado da responsabilidade de fundamentalistas islâmicos. Insistem na mentira?
Fica apenas uma dúvida: quando Espanha viver finalmente sem o terrorismo etarra, de que viverá a direita espanhola?
Por Daniel Oliveira 12 Mar 07 em Sem categoria


Foi sob essa bandeira, a Cruz de Borgonha, que aterrorizaram e massacraram impérios da américa do sul e os neerlandeses. Usá-la é equivalente a uma manifestação alemã prover-se de bandeiras com suásticas como demonstração anti-terrorista.
Foi uma prova de força da direita espanhola, sem dúvida.
Não como dizia alguma imprensa portuguesa
o DN
A Espanha na rua
Ou o Publico
2.000.000 de manifestantes
Mas isso é o habitual deste jornalismo de direita á portuguesa.
O que realmente está detras
desta mobilização da direita espanhola, são por um lado o aniversário da matança de Atocha, de que ela é a única responsável, e que com uma manifestação na vespera pretendia fazer esquecer um pouco a sua responsabilidade na aventura iraquiana de Bush.
Por outro lado as eleições que se avizinham, e aproveitar algum descontentamento contra certas politicas de Zapatero, para mobilizar as hostes.
Mas o fundamental são os estatutos autonomicos do País Basco e da Catalunha.
A direita espanhola que sempre foi centralista, não os aceita, e teme cada vez mais as exigências independentistas de Bascos e Catalães, e para se opôr a essas pretenções, a direita espanhola só se sente segura com governos tipo Franco ou aparentados, aliás o aparecimento de muitos simbolos franquistas na manifestação de sabado, e as continuas palavras de ordem pela defesa da unidade da Espanha, revelam bem quais as reais preocupações da direita espanhola.
A questão da ETA foi aqui um mero pretexto.
Provavelmente para o fim do terrorismo falta a vontade dos terroristas.
Provavelmente a política de Zapatero contra o terrorismo nem chega sê-lo.
Provavelmente humanismo é não esquecer que existem vítimas.
Provavelmente é muito cómodo resolver o problema delimitando a esquerda e a direita.
E provavelmente o rótulo é muito mais simples que a causa.
Cumprimentos
Von Barata
Por outro lado, enquanto a direita espanhola se vai mantendo distraída com o terrorismo etarra, tudo quanto é progresso social vai acontecendo em Espanha sem que os PPs lá do sítio se apercebam e criem grandes obstáculos. As obsessões têm consequências destas, e às vezes ainda bem que as têm.
Não posso discordar mais com essas teses.
Não acho que tenha sido responsável pelo atentado de Atocha a direita espanhola, mas sim a Al Qaeda, organização terrorista de há muitos anos a esta parte tem por único objectivo provocar indiscriminadamente o máximo sofrimento e com um máximo de impacto.
Também não acho que o que tenha estado na génese desta manifestação tenham sido os estatutos autonómicos da Catalunha e do País Basco, mas sim uma manifestação de um claro descontentamento relativamente às políticas de Zapatero contra o terrorismo, nomeadamente a sua abertura à negociação com a ETA que, como se viu deu um péssimo resultado, e contra uma eventual libertação de Inaki de Juana.
Os espanhois de esquerda e de direita estão fartos de terrorismo. O País Basco está farto de terrorismo. O povo basco manifesta-se massissamente contra os atentados. Os funerais das vítimas são a demonstração clara que o povo basco quer dar o seu basta. Os separatistas estão claramente em minoria. Espanha não é uma democracia?
Não me parece também que a manifestação tivesse tentado fazer esquecer a responsabilidade espanhola na aventura iraquiana de Bush, não acho que se possa tirar essas conclusões, a não ser que se tenha um pensamento muito enviesado.
Estes senhores que tão frequentemente se manifestam indignados contra os regimes de antigamente, as ditaduras e o sofrimento que estas geraram junto de inocentes e das suas familias, estes e aqueles museus vão ser contra os seus ideiais políticos, tomam agora a defesa dos terroristas que vivem em paises democracias mas que mesmo assim insistem em matar inocentes em nome de causas que são apenas suas.
Engraçado este jogo de dizer que o que está certo está errado e que o errado é, afinal, o lado certo. Pretende ser um exercicio de sofismo ou é apenas uma infantil troca de conceitos?
A política do governo PP contra o terrorismo etarra funcionou efetivamente bem: durante os governos PP foram presos imensos etarras e a ETA ficou muito diminuída na sua capacidade.
A política conciliatória e negocial do governo socialista permitiu que a ETA ganhasse fôlego e tempo e força. Foi pior.
Sebastiao, espero que esse comentário não tinha sido ao meu post mas outros comentários. Porque eu não disse que o PP foi responsável pelo atentado de 11 de Março.
Sebastião, não explicou porque raio uma manifestação contra a ETA se fez na véspera do aniversário de um atentado de fundamentalistas. Ou para insistir na tese da autoria da ETA, ou para ligar simbolicamente a política de Zapatero às imagens de um atentado que aconteceu antes dele, ou, de facto para esconder a aventura iraquiana. A data não podia ser mais despropositada.
Sebastião digo e repito a direita espanhola é a principal responsável da matança de Atocha.
Se Aznar não se tivesse metido na aventura de Bush no Iraque, se não tivesse feito o papel de bobo da corte na cimeira dos Açores, a Espanha nunca seria um alvo preferencial das aventuras dos seguidores do Bin Laden.
Aliás a preocupação dos dirigentes do PP era tanta que nas horas que se seguiram á matança de Atocha MENTIRAM ao povo espanhol, inventaram provas, para inculparem a Eta,e os espanhois foram obrigados a ver a televisão portuguesa para perceber o que se passava realmente no seu proprio país.
Por isso não tenho dúvida em afirmar que a matança se tem um selo, o terrorismo de Bin Laden, tem um responsável politico o PP e o seu dirigente Aznar.
Quanto aqueles que dizem que a Eta se enfraqueceu por uma pseudo politica dura da direita espanhola,é desconhecer a realidade do país basco.
Os bascos querem ser independentes, os métodos da Eta, são repudiados por largos sectores da sociedade basca, o PP tentou jogar nesse repudio, mas não deixou de conversar secretamente com dirigentes da Eta e quando lhe conviu e tambem fez concessões.
Não penso que o Zapatero tenha seguido um rumo muito diferente, o atentado no Aeroporto de Madrid , revela acima de tudo o desespero de sectores muitos jovens radicais e pouco preparados politicamente, que quiseram com esta acção marcar terreno, as declarações publicas de repudio feitos por sectores publicamente apoiantes da ETa , é disso a melhor prova.
AS manifestações fazem-se com objectivos politicos, não é o terrorismo basco , bastante decapitado, ou a prisão domiciliaria de um etarra condenado a vinte anos de prisão,dos quais já tinha cumprido mais de 18, que levaria á rua, ( mesmo que a manifestação tenha sido organizada á maneira das de Franco e Salazar), as centenas de milhares de espanhois.
O que se passou e os comentadores espanhois nisso são unanimes, é o aproveitamento de um momento menos bom do governo Zapatero, as eleições que se aproximam, e SOBRETUDO tentar abafar a data de 11 de Março e as cerimonias em memoria das vitimas de Atocha.
Aliás e sem muito a ver com este comentário ou talvez não, neste momento muitos sectores da sociedade americana perguntam-se porque não conseguem os serviços secretos americanos , europeus, israelitas, prender o Bin Laden, a resposta só pode ser uma
Porque não querem….
A. Pacheco: “…Os bascos querem ser independentes…” Todos? A sua maioria? Acha mesmo? Ou é mais fácil rotular tudo de direita e esquerda e afins?…
Cumprimentos
Von
Bom, houve um post meu que deve ter caído…
«O que realmente está detras
desta mobilização da direita espanhola, são por um lado o aniversário da matança de Atocha, de que ela é a única responsável». Em resposta ao Daniel, foi por causa dest post que se deveu a minha resposta. Parece que eu e o A.Pacheco divergimos em imensas coisas, eu acho isso estimulante e espero que o A.Pacheco não pense que é perseguição da minha parte.
No meu ponto de vista, Aznar, aquando do Atentado de Atocha, atribuiu culpas à ETA. Como é natural, um atentado como Atocha causa desorientação, é um acto de guerra. As secretas e outras forças de segurança traçam cenários. De acordo com estas forças o cenário que se colocava era a de o atentado ser obra da ETA - um cenário altamente provável, não fosse a ETA a força terrorista com o historial de matança de inocentes que carrega aos ombros. Compreendo que num primeiro momento de desorientação Aznar tenha cometido uma enorme gaffe e atribuído responsabilidades deste atentado à ETA, é perfeitamente compreensível que assim tenha sido é, aliás, a explicação mais plausível - aliás, esta atribuição de culpas não é concerteza nenhuma ofensa para a ETA, que muito orgulhosamente gostaria de ter exibido a autoria deste atentado, certo?
Aznar pagou caro e muito justamente esse erro político.
Respondendo novamente ao Daniel, os espanhois estão fartos de terrorismo. Têm convivido desde há décadas com o terrorismo da ETA. Agora sofreram um atentado da Al Qaeda. E chega. As manifestações que se fazem em Espanha são contra as acções terroristas. O facto desta ter acontecido na véspera do aniversário do atentado de Atocha de facto não é coincidência, é simbólico. È dizer «basta de terrorismo, nós não vamos esquecer e vamos lutar». Compreendo-os muito bem.
Não o compreendo a si A.Pacheco. É preciso retorcer muito para dizer que a direita espanhola é a principal responsável da matança em Atocha. A direita espanhola não matou ninguém. Quem cometeu actos terroristas não foi a direita espanhola - essa está democraticamente no parlamento e vai a votos. Admira-me que haja alguém, neste caso o A.Pacheco, que ache que um atentado terrorista tem uma justificação, ainda para mais numa democracia fortemente implantada: não tem.
Não há nada que possa justificar a morte de centenas de pessoas em Atocha ou nas Twin Towers. Nada. Não há terrorismo bom e terrorismo mau: todo ele é horror. Terrorismo é terrorismo, seja ele de estado ou em nome de um ideal. Admira-me como tão levianamente o A.PAcheco e o Daniel encontram uma justificação dessas - a culpa é da direita.
A argumentação conheço-a e é simplista: «a culpa era da gaja, porque andava sempre de mini-saia a provocar, até que foi violada por três tipos indefesos… ela estava a pedi-las». As vítimas são afinal os culpados. Teorias da conspiração…
Quanto à sua teoria do « perguntam-se porque não conseguem os serviços secretos americanos , europeus, israelitas, prender o Bin Laden, a resposta só pode ser uma…Porque não querem….». Essa é uma sequelado «não querem apanhar o Saddam», que insistentemente ouvi até o terem capturado.
Daniel, e que acha da libertação de Inaki de Joana? Não me responda e dê-me o gozo de tentar adivinhar.
A resposta do Pacheco já sei. O Homem merece ser libertado depois de ter estado 18 anos na prisão a fazer brindes sempre que havia um atentado da ETA. Penso então: que género de homem será você?
Reclamar Olivença. Ou aquele rochedo ao lado de Marrocos.
Só como nota ao post, o ABC de domingo tinha 29 (vinte-e-nove ) páginas “dedicadas” à manif.
Onde é que alguma vez me viu encontrar justificações para p terrorismo, Sebastião. Uma citação que seja. Os responsávés pelo terrorismo são os terroristas, mais ninguém. Sempre o disse e continuo a dizer. O que não aceito é quem nome da luta contra o terrorismo outras agendas escondidas se imponha, E acho que há formas eficazes e outras contraproducentes de combater o terrorismo. Mas a responsabilidade é sempre dos mesmos. As respostas é que ajudam ou desajudam os objectivos dos terroristas. As de Bush, Aznar e Blair ajudaram os objectivos dos que diziam combater. E de que maneira. Apenas isso. A culpa é sempre de quem faz e sobre isso nunca tive discursos dúbios. Nem dúbios, nem histéricos, como os que querem impor a sua agenda exigem quando lhes dá jeito.
«Não há nada que possa justificar a morte de centenas de pessoas em Atocha ou nas Twin Towers. (…)Admira-me como tão levianamente o A.PAcheco e o Daniel encontram uma justificação dessas - a culpa é da direita»
Daniel, tem razão,peço-lhe desculpas sinceras, retiro o seu nome da afirmação que fiz, foi por estar a escrever muito à pressa que inadvertidamente juntei o seu nome ao do A.Pacheco.
Já agora, gostava de saber qual é para si a forma de se lutar eficazmente contra o terrorismo? É negociar com terroristas? E quanto à libertação de Iñaki de Joana? E que lhe parece a causa pela qual luta a ETA (não lhe pergunto os meios,pois nada justifica o terrorismo)? O país Basco vive em democracia e a vasta maioria do seu povo é a favor de ser espanhol.
Caro Sebastião e sr.Barata, agradeço o interesse com que tentam contestar aquilo que eu escrevo, e por isso vou tentar responder.
Sim considero que os bascos na sua maioria aspiram á independencia, e têm como principal adversário o PP
Que desde Franco a Blas Pinar
De Fraga a Carrero
De Aznar a Rojoy
Nunca aceitaram essa vontade independentista dos bascos.
Todo o debate á volta do último estatuto autonomico aceite pelos partidos bascos, e tambem pelo PSOE e recusado pelo PP é disso a melhor prova.
Qual a forma que essa independencia pode assumir ,aí caberá ao bascos decidirem , há muitos que desejam manter laços com a Espanha, e nos dias que correm e apesar de os Europeus aceitarem como normais países que se chamam Bosnia Herzgovina, Croacia, Macedónia,Lituania, Letonia, Estonia, e parece que até se preparam para reconhecer essa aberração que dá pelo nome de Kosovo, reconhecer aos bascos e já agora aos catalães o direito a uma patria livre , é não só um dever como uma justiça.
Sobre os atentados do 11 de Setembro, de 11 de Março e de Londres, e apesar que várias teorias da conspiração que eu não prefilho, uma coisa é certa, são as politicas dos governos dos USA, de Blair e de Aznar, os principais responsáveis, por terem colocado os seus povos na rota dos terroristas.
É logico que a figura de Bin Ladem até pela sua origem , pelas suas ligações que teve á Cia no Afeganistão, pelas ligações da familia de Laden com o clã Bush,o torna uma personagem altamente estranha, e por vezes as suas acções cheiram demasiado a encomenda.
O que não impede que no caso de Madrid , e isto é reconhecido, por pessoas que nada têm de esquerda, que Aznar ao ter ido á cimeira dos Açores e ter-se colocado totalmente ao lado de Bush e da sua aventura iraquiana, colocou o povo espanhol debaixo da mira daqueles que quiseram vingar a afronta da invasão do Iraque.
E a responsabilidade da direita PP, ainda se tornou mais evidente com a pressão nas horas que se seguiram á matança de Atocha, de querer imputar a todo o custo a acção á Eta.
Porque com isso queriam atingir um fim , impedir o povo espanhol de os castigar por serem os responsáveis dessa matança ao terem-se ,metido no vespeiro do Iraque, e ao mesmo tempo com isso prosseguirem uma politica de maior repressão ( aparente como se sabe)sobre a Eta, em suma matavam dois coelhos de uma só cajadada, azar saiu-lhes o tiro pela culatra.
Mas como se viu nesta manifestação de do 10 Março o PP espanhol continua a alimentar a mentira, e a tentar ligar a todo o custo a ETa á matança de Atocha, talvez porque tenha medo que uma maior investigação possa condenar definitivamennte os Acebes os Aznar por terem colocado os seus interesses pessoais ( o Aznar já conseguiu um bom tacho mos USA) acima da segurança do povo espanhol.
Pacheco,
Dizer que a maioria dos bascos anseiam pela independencia é uma ficção. O estatuto autonómico alargado que o País BAsco detêm é do agrado da maioria. Mesmo que assim não fosse, nada justificaria o terrorismo. Nada.
Como tal, também não posso admitir a sua justificação de que Bush, Aznar e Blair tenham colocado os seus povos na mira do terrorismo - porque, novamente, nada justifica o terrorismo.
Diz que não perfilha de teorias de conspiração, apesar dos ataques de Bin Laden lhe cheirarem imenso a encomenda (???). No coments.
Se me disser que a direita espanhola tem uma atitude mais securitária em relação ao estado, eu concordo, aliás, concordo também com essa política securitária. Dizer-me que o PP continue a alimentar a mentira de que foi a ETA responsável por Atocha dá-me vontade de rir. Sabe, A.Pacheco, os suspeitos da Al Qaeda dos atentados de Atocha começaram há menos de um mês a ser julgados em Madrid. Parece que a sua teoria não faz sentido - admito que talvez seja pela falta de informação.
Muito me admira da sua parte a sua defesa acérrima da ETA, assim dizendo, do terrorismo. Uma pessoa que tanto se manifesta contra a ditadura de Salazar, das suas torturas, mortes e sofrimento de inocentes, venha agora tomar a defesa daqueles que em minoria não se querem integrar na democracia bem implantada em Espanha e, em particular, do País Basco, escolhendo do terror e do sofrimento de todos os que não partilham as suas causas alucinadas. Isto é para mim incompreensível. Pelos vistos, para si chama-se coerência. Bravo
Caríssimo A. Pacheco: Não meta o Carrero ao barulho, pois esse foi uma das vítimas do terrorismo… Além disso, meter no mesmo saco Blas Piñar e Aznar é no mínimo leviano. Por outro lado, manter que a maioria dos bascos quer a independência, requer uma visitinha à região, falar com gente anónima, gente que vive com medo de dizer o que pensa, por causa das represálias da ETA. E acreditar piamente que a Al Qaeda executou o atentado a 11 de Março sem qualquer (repito, sem qualquer) conhecimento da ETA é francamente inocente.
Cumprimentos
Von Barata
Os partidos independentistas bascos estão em maioria no parlamento. O PNV, que defende a independência por meios pacíficos, e o Batasuna, que se apresentou nas listas do PC Basco, tem quase 60 % dos lugares do parlamento.
Von, inocente porquê?
Porque raio a al Qaeda não poderia fazer o atentado sem o conhecimento da ETA? Alguma razão especial? A de Londres também foi com o conhecimento do IRA?
Tamanha inocência tem sido acompanhada pela generalidade das investigações, oficiais e do El Pais, apenas contrariadas pelo El Mundo, mas sem grandes dados factuais a sustenta-lo.
Nenhum dado policial, político ou de modo de acção aponta para a participação da ETA. E não vejo qualquer razão para a célula de terroristas muçulmanos ter informado a ETA da a sua acção. Porque raio o fariam? É uma suposição sem grande sentido.
Daniel, se formos a ver os factos, e tanto quanto podemos saber, não há realmente matéria que sustente a tese de que a Al Qaeda tivesse contactado com a ETA, ou que a ETA tivesse tido conhecimento prévio de Atocha. Acha que os terroristas da ETA seb envergonhariam disso? Essa é uma questão irrelevante.
Relevante neste tema que lançou das manifestações em Espanha é a indignação dos espanhois e, em especial, da direita (com novos adeptos), contra a política frouxa de Zapatero.
Relevante é também o passo atrás que se deu quando se aceitou negociar contra terroristas.
Relevante é a intimidação mostrada por Zapatero em ceder à greve da fome de um etarra, colocando-o praticamente em prisão domiciíária - um homem que cometeu dezenas de assassinatos e que está longe de mostrar arrependimento.
Também é relevante o governo espanhol não ser capaz de reconhecer o seu erro e não voltar à luta anti-terrorista que vinha a ser exercida com bastante sucesso pela direita e que veio consecutivamente desmantelando e anulando a acção da ETA.
No que toca a suposições sem grande sentido, você é que é o especialista: achar que achar que se insiste na culpabilização da ETA pelo atentado de Atocha (até quando os suspeitos já estão a ser julgados). Foi a Margarida que lhe assobiou essa teoria aos ouvidos?
Também me pergunto: de que vivera o Bloco de Esquerda assim que se legalizarem as drogas leves, a eutanasia, o casamento e adopçao por parte dos homossexuais…..