O ministro das Finanças afirmou esta quinta-feira que a falência do BPN e uma eventual crise sistémica por ela causada poderia ter um custo de 17 mil milhões de euros para o Estado.
Teixeira dos Santos fala em 17 mil milhões, como poderia ter falado em 35 ou 68 mil milhões. É uma das vantagens da imaginação. Usa-se e abusa-se conforme a vontade do freguês. Em todo o caso esperar-se-ia um pouco de menos demagogia do ministro, mais a mais quando se percebe que o número avançado por Teixeira dos Santos tem como base um cenário onde dez por cento dos depositantes atingidos pela crise accionasse o fundo de garantias.
Sucede que ninguém corre a accionar o fundo de garantia porque lhe apetece. A única forma de o fazer é através da falência do banco e da sua incapacidade em garantir os depósitos. Ora, a ideia que a falência de um banco de opereta, com 2% de quota de mercado, levaria a que 10% dos depósitos nacionais ficassem sem caução é, no mínimo, mirabolante. Ou isso ou é o desespero de quem já não sabe o que há de inventar para justificar o valor da “roubalheira” a pagar pelos contribuintes, pintando o quadro o mais carregado possível para assim adoçar a factura final.
30 comentários 19 Jun 09 em Sem categoria



És muito bom rapaz, mas neste assunto, como tenho insistido, estás mesmo a zero. Segue outra pista, que esta não leva a sítio nenhum.
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Pedro Sales Reply:
Junho 19th, 2009 at 20:15
Da última vez que me disseste isso, foi quando eu falei que o custo da nacionalização do BPN, nas palavras dos seus actuais administradores, deveria ficar perto dos 1000 milhões de euros. Distorcia os factos usando números que eram só meus, foi então o comentário. Uma semana depois, foi o próprio Constâncio quem referiu esse valor como o limite dos encargos públicos com a nacionalização. http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Constancio-situa-prejuizos-do-BPN-abaixo-dos-mil-milhoes.rtp&article=226571&visual=3&layout=10&tm=9
Se eu estou a zero, sempre gostava de saber qual é o valor dos teus comentários.
Só mais uma coisinha: qual era a quota de mercado do Lehman’s Brothers, cuja falência esteve a ponto de provocar o colapso do sistema financeiro mundial?
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Pedro Sales Reply:
Junho 19th, 2009 at 20:21
1. o número usado pelo ministro é aleatório. É o que ele acha. Não há nenhuma base para os 17 mil milhões. Também poderia ter dito 5 mil ou 123 mil que teria a mesma credibilidade.
2. Eu não nego a existência de um risco sistémico, apenas que o número é disparatado e que ninguém acredita que 10% dos depósitos nacionais ficassem sem possibilidade de ser pagos aos seus clientes.
3. A referência ao Lehman’s é a prova disso mesmo. Nenhum banco faliu depois da falência do Lehman’s. Nem um. Para o argumento do ministro ser válido, teriam que falir bancos nacionais com uma quota superior a 10% do total de depósitos existente em Portugal. MEsmo acreditando que existe risco sistémico alguém acredita num cenário que não aconteceu em mais nenhum país?
OK Pedro, mas o mais importante quanto a mim é fazer pagar na justiça uma cambada de malfeitores que andou a roubar e ainda por cima com o bom nome que a legitimação do poder lhes deu.
O Costa divorciou-se e tem 20000 mil euros seus. O Loureiro está quase a pedir o rendimento minimo, o Coimbra assobia e chama nomes ao Sócrates, o outro é gente séria e administra um banco. Depois o Nuno Melo como gato ao bofe morde no ministro e no Constâncio mas ri e faz garçolas com o Costa aproveitando a noite das eleições do P.E. para mostrar que o que o move é estrafagar o B. Portugal e, e, e,…
Bolas!
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poderia ter tido um custo de 17 mil milhões, mas não teve. A boca do ministro equivale ao slogan “shock and awe”
O administrador do Banco de Portugal disse na comissão de inquérito que “o custo da intervenção do Estado foi de menos de mil milhões”
Mentiu. Afinal o prejuizo quando o BPN foi intervencionado era já de 1,8 milhões.
Agora, depois da obra dos notáveis do PSD na Banca parece estar saneada, sem que minguém consiga apurar quanto é que o Estado gastou de facto, o ministro TeixeiradosSantos diz que o BPN “está prontinho para ser vendido”
Quase que apostava que vai ser comprado pelos mesmos (com a velha habilidade do recurso a interpostas pessoas)
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O problema é que a falência de um banco levaria a uma corrida aos depósitos dos restantes: é esse o risco sistémico.
Quanto ao fundo de garantia, duvido que 1% dos portugueses o conhecesse. O próprio professor doutor de Coimbra, Vital Moreira, o desconhecia. Andou durante a campanha toda a afirmar que se o Estado não tivesse nacionalizado o BPN, 200.000 portugueses teriam perdido os seus depósitos, o que é falso.
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Sales, tens um bom artigo, a malta que, “posta” desta forma, não tem nada dentro da cabeça, não é uma questão de bom senso, é de higiene mental que se trata .
Um país que se arrisca a ter um povo mais parecido com uma lula gigante deve dar uma porrada neste tipo de comentários.
A sopa dos pobres de há 40 anos é o único prémio que estes ….. merecem.
Estamos em plena crise, com um PM que nem à bala deixa o governo.
Estas anedotas devem pagar para ver , nós já pagámos bem caro.
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Pedro, eu pagava para poder ter o Louça no governo na altura do problema. E gostava que ele tivesse feito o que prometeu. Deixar falir o BPN.
É que alem do maior caos financeiro alguma vez visto, iria ter não aquela meia duzia de gatos pingados do BPP, mas milhares e milhares de pessoas à porta do ministério.
Era lindo de ver….. Mas infelizmente impossível.
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Pedro Sales Reply:
Junho 19th, 2009 at 22:31
O Louçã nunca disse isso. Defendeu a nacionalização, mas disse que deviam ser os accionistas a pagar o buraco do banco.
Concorde-se ou não, mas foi isso que disse.
Pedro Sales – “MEsmo acreditando que existe risco sistémico alguém acredita num cenário que não aconteceu em mais nenhum país?”
Que me lembre, em nenhum país deste mundo se deixou um banco ir à falência desde o LB. Está a comparar maçãs e laranjas, diriam os anglos.
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Pedro Sales Reply:
Junho 20th, 2009 at 0:01
Caro Vicente de Lisboa
Deve ter reparado que estava a responder a uma pergunta. Não fui eu que fiz a comparação com o LB, nem fui eu que falei num cenário em que mais de 10% perderiam cobertura por falência do banco – foi o ministro.
Pedro Sales,
V. Exa. deve procurar ver nos outros a sua imagem. Com esta vai muito para além da estupidez. É mau caracter.
Já que fala no Lehmans, sabe o que aconteceu nos dias seguintes? Apesar de recente o caso há há muita literatura científica sobre o assunto, mas V. Exa prefere abrir a boca para dizer alarvidades.
Sendo V. Exa. um excelente economista, diga qual a sustentação da sua afirmação de que o número avançado pelo ministro é aleatório. Se não souber responder está a assumir o seu caracter, estupidez, charlatanice e a dar razão aos que acham que o BE é dos partidos políticos mais populistas e perigosos.
A ideologia é conhecida. As roupas são novas, mas vão destapando o corpo.
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A LEMBRAR:
Dia 18/06, faleceu um dos grandes combatentes anti-fascistas e um dos fundadores do PS, Carlos Candal.
A minha lembrança (já que ninguem o fez) para mais uma perda não só para a familia do proprio como tambem para a memoria colectiva de uma democracia que deveria revisitar as origens para se recordar da verdadeira causa publica.
Muitas vezes discorcando sempre o achei um verdadeiro Homem de esquerda que acreditava no Socialismo.
Aqui vos deixo o Breve manifesto anti-portas em Portugues suave
http://vmarquivos.blogs.sapo.pt/arquivo/482393.html
Aquele Abraço
A.R.A
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Mas não há quem explique que LB não era um banco de retalho? Alminhas vão plantar batatas.
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“Se a minha avó tivesse rodas era uma trotinete”
Esta é a argumentação da treta de um economista de bancada que é o que o Pedro Sales é.
O Governo petante ums situação que tinha uma grande probabilidade de tornar um caso grave na banca nacional, ananlisou a situação friamente e tomou medidas. É para isso que os Governos existem.
Nenhum Governo digno desse nome pode actuar em reacção ao coro de galinhas histéricas, ainda por cima com as cabecinhas pequeninas empaturradas de entulho e de complexos ideológicos, como é o caso da esquerda a que o Pedro Sales pertence.
O Governo nesta como em práticamente todas a sistuações da governação com que se deparou, tomou a decisão certa.
Não agradou aos copos de leite da esquerda pipi ? Problemas deles.
O ódio sistémico que essa gente tem por tudo o que se relacione com a Banca é das coisas mais hipócritas, no meio de toda a hipocrisia desses totós pseudo-progressistas.
São contra um verdadeiro mercado de arrendamento, vivendo pacificamente com o roubo que o Estado vem fazendo aos rendimentos de um estrato de portugueses, na sua maioria idosos, pondo-os a subsidiar inquilinos enquanto os “progressistas” profissionais andam a mamar do Orçamento, arrastando as peidas gordas de mordomias e as linguas compridas pelo Parlamento Nacional e Europeu, porque do bolso deles, dos Louçãs e dos Migueis Portas, não sai nenhum para nenhum inquilino pobre.
Com isto empurraram as pessoas para os braços da banca endividando-as até às orelhas, para a vida toda, e proporcionando lucros chorudos à banca.
E depois vêm com este discurso hipocrita e moralista perorar contra os lucros da banca !
Tenham vergonha nessas caras e tento nessas linguas demagogas e hipocritas.
Vendilhões de feira é o que vocês são !
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Daniel Oliveira Reply:
Junho 20th, 2009 at 2:19
Chico da Tasca, o que é excelente é que, ao contrário do Sales, o senhor já tem no bolso um Nobel. Pior que argumentos de autoridade para desautorizar os outros é quem não tem autoridade nenhuma socorrer-se deles.
O senhor veio dar a ajudinha internacionalista socialista ao seu camarada de post contra os argumentos de um postante.
Fez muito bem.
Admiro-me é ainda nenhum dos senhores ter esclarecido qual o significado político de uma abstenção a uma moção de censura ao governo e a competente explicação para o interesse capitalista na linha do TGV Lisboa –Madrid defendida ardentemente pelo Bloco de Esquerda.
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Daniel Oliveira Reply:
Junho 20th, 2009 at 9:23
fado, a moção de censura, a umas semanas do fim da legislatura, é das coisas mais absurdas que já se viu. Não se trata do facto de não poder ser aprovada, o que não retiraria nada à legitimidade da moção, trata-se de sabermos que mesmo que fosse isso seria indiferente. O que eu acho extraordinário é que o PSD se tenha prestado ao papel e não tenha deixado o CDS a fazer o número sozinho.
“A referência ao Lehman’s é a prova disso mesmo. Nenhum banco faliu depois da falência do Lehman’s. Nem um.”
Pedro, só nos EUA, em 2009, já faliram 21 bancos.
Parte deles, conseguem depois, com incentivo do governo ser comprados por outras instituições, outros vão ao ar.
Não faliram mais, e bancos maiores, porque os governos mundiais começaram a injectar dinheiro.
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Chico da tasca, tenho a impressão que o Sr. é um frustrado.
Provavelmente, já bateu a muitas portas para ser ouvido mas, com esse tipo de linguagem, foi escorraçado.
Restou-lhe a porta da tasca e agora, cobardemente escondido atrás do pseudónimo, vem para aqui mandar imbecilidades.
Se o Sr. anda insatisfeito com a vida, não é pondo ao léu toda a sua estupidez,que resolve o problema.
Discutir ideias com que não se concorda, é uma coisa, idiotice é outra.
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“cobardemente escondido atrás do pseudónimo, vem para aqui mandar imbecilidades.”
Diz o roto pró nu……
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Creio que é hoje reconhecido, pela generalidade dos economistas e demais especialistas que se dedicam a estas questões, que a falência do Lehman aumentou significativamente a crise financeira global. Ou seja, a nacionalização desse banco teria evitado muitas intervenções e injecções posteriores, o que, possivelmente, teria poupado dinheiro ao Estado, isto é, ao contribuinte.
Já a ideia de os accionistas pagarem o buraco (ainda estou à espera de saber a definição financeira e contabilística por detrás deste conceito por demais preciso) e o Estado nacionalizar o banco na mesma, só de uma cabecinha prodigiosa: é que se os accionistas entrassem com o montante necessário para manter a solvabilidade e os rácios do banco, qual a necessidade de nacionalizá-lo?
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Daniel Oliveira
20 Jun 2009 às 9:23
A pergunta não era essa como deve ter reparado e não lhe apeteceu (legitimamente) responder à outra.
Acontece que uma moção de censura representa isso mesmo, uma censura, se dizemos sim censuramos e repudiamos uma determinada actuação e o contrário é evidente.
Agora um “nim” custa a perceber.
O Bloco de Esquerda já se ausentou tantas vezes da sala porque não fez mais uma vez?
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Permitam uma pergunta a um ignorante: porque é que o BPN era um “risco sistémico” e o BPP não?
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O homem estava a tripar.E já agora,visto estes ‘casos’ serem semelhantes ao do Madoff,que apanhou 150 anos,nagrande democracia que é a América,embora só ganhem os mesmos,não percebo porquê!),como é que estes jimbras se arriscam(?) a 5 anos de cadeia.
Ah! corrupção é em Angola,aqui é um estado de direito!Vão-se ****.Estão mesmo a gozar à grande!
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Ah! é bom relembrar aos alexandrinos,xicos da tasca e todos os fascistas que vêm pra qui com ares de democratas,que esta gente é maioritariamente a gente de Excelência de sua excª o presidente dum país q já não tem moeda e que é um constructor do fracasso em que vivemos.Estes gajos são do PSD,o partido dos Corruptos!!!!!!E que deviam estar enjaulados.LADRÕES!
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Semana sim, semana nao, Joao Pinto e Castro mente nas suas cronicas. Nas semanas em que nao mente comete erros descomunais ou copia de um qualquer blog internacional com uns dias de atraso. Quer passar por academico em economia quando na verdade e’ um subproduto do marketing, com obra publicada risivel.
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Ningué pode dizer ao certo qual o nº mas è possivel fazer estimações. Não é dificil acreditar que existia uma probabilidade razoavel de que tal acontecesse. Esta probabilidade è suficiente para justificar a nacionalização. Não se podia correr riscos.
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Quanto ao Lehman Brs, não é bem comparavel com o BPN porque era um banco de investimento que, pela lei americana, não recebe depositos. Não existem duvidas que a falencia deste levou ao colapso da confiança de contraparte no mercado interbancário resultando numa paralisação. No entanto, acho que a questão é a seguinte: No momento em que o estado deixasse falir o BPN haveria sempre um numero considerável de depositantes que, desconhecendo a garantia, iriam levantar. Se este numero de “levantadores” fosse de facto consideravel, os outros bancos portugueses iriam necessitar de financiamento externo para cumprirem as suas obrigações. Ninguém iria emprestar a um banco português porque pensaria que também poderia estar em risco de falir e que o estado iria permitir. Aqui era o “meltdown” do nosso sistema financeiro.
A cobertura deste risco vale, para mim, os 1000 milhões de euros ou mais.
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