De acordo com o colectivo de juízes, Ana (nome fictício) não conhece sequer a letra e a música do hino nacional e desconhece as figuras relevantes da cultura portuguesa, não conseguindo identificar sequer os principais intervenientes da vida política portuguesa, escreve o “Público”.
“Ouvida em declarações, oficiosamente determinadas pelo tribunal, a requerida revelou um desconhecimento absoluto da história, cultura e realidade política portuguesas. Praticamente nada sabe acerca dessas matérias, nenhum interesse ou curiosidade tendo revelado, ao longo destes anos em que passou a viver em Portugal, em tomar conhecimento com esses temas”.»
Por Daniel Oliveira 15 Jun 06 em Sem categoria


Há dias em que uma pessoa nem devia aproximar-se de um blog, quanto mais de uma caixa de comentários…Parece-me que se fossem inquirir um número significativo de portugueses com antepassados em Aljubarrota a maioria deles não saberia, também, responder às mesmíssimas questões que foram colocadas à “Ana”, e nem sequer poderiam usar a desculpa de terem chegado há poucos anos.
Ev
E será que há assim tantos portugueses que têm o nível de cultura geral exigido pelo colectivo de juízes?
ai esta magistratura portuguesa…
Lembro-me de há uns anos atrás terem feito um inquérito a muitos licenciados em jornalismo de portugal e das respostas imbecis que deram a duas.
-Que cargo ocupou António Oliveira Salazar durante mais de 30 anos, na hierarquia do Estado Novo.
A maioria respondeu Presidente de Portugal!!!
O que foi o Verão Quente?
Quase todos disseram tratar-se de um Verão excepcionalmente quente e com fogos à mistura!!!!.
Assim, acho que esses todos deviam ser expulsos de Portugal…
ainda há pouco um jornalista perguntava a Mª Filomena Mónica de que deputados ela se lembrava e ela não foi capaz de dizer nenhum. Se calhar deviam tirar-lhe a nacionalidade
Por favor, alguém explique a essa senhora do que se livrou !?!
Acho que esse colectivo de juízes tem agora muito trabalho pela frente… Retirar a nacionalidade portuguesa a 50% da população! Ou será mais???
O mal está, am boa parte, na lei. A lei determina que a pessoa que pede a nacionalidade deve ter uma ligação efetiva a comunidade nacional, mas não especifica o que isso é. Os juízes, postos perante tal indefinição, decidem que a ligação à comunidade nacional se avalia por conhecimentos da cultura, história, e política. É uma forma fácil e expedita que os juízes têm de despachar o processo.
Seria necessário uma lei clara e transparente, que dissesse, atavés de exemplos, em que consiste essa ligação à comunidade nacional. Por exemplo: trabalhar em Portugal, ter empresas em Portugal, ter familiares portugueses, viver em Portugal, passar férias regularmente em Portugal, etc.
Coisa que o Daniel Oliveira nunca irá esclarecer: que tipo de limitação é que acha que se deve colocar à entrada de imigrantes em Portugal?
o que me faz confusão nestas coisas, para além da óbvia estupidez da decisão, é a pouca clareza das responsabilidade dela. É sempre um “colectivo”. Não direi culpa, mas a responsabilidade morre solteira.
Alguém me pode esclarecer?
A Ana pode ou não continuar a viver e trabalhar legalmente em Portugal?
Maquina Zero, a mesma que a França colocava nas decadas de 60 e 70 á entrada dos emigrantes portugueses nesse pais.
O problema da entrada imigrantes em territorio nacional, e a sua integração e legalização é um problema complexo.
É claro que tem de haver regras, só que o problema não é transformar imigrantes ilegais em bandidos, e sim penalizar patrões sem escrupulos , que se servem da imigração ilegal para enriquecerem.
Enquanto a Europa fôr a miragem para milhões de esfomedos de Africa da Asia da America do Sul, e mesmo de certas zonas da Europa, não haverá muros, cercas electrificadas, regras, normas ,leis, que não sejam ultrapassadas, por quem quer a todo o custo procurar uma nova vida.
Sensatamente devem-se tentar disciplinar as entrada destes deserdados da fortuna, mas tendo sempre presente, que é tentar tapar o sol com uma peneira, enquanto a divisão de riquezas a nivel mundial continuar a ser tão injusta , poucos resultados se obterão com politicas restritivas.
Podemos é estar certos, a esmagadora maioria dos imigrantes em Portugal, só por cá ficarão se conseguirem organizar a sua vida e ganharem o seu pão,caso contrário vão para outras paragens.
Máquina Zero, a julgar por este seu post, suspeito que sejam um pouco diferentes das suas.
E provavelmente também não sabe quem são os elementos dos DZERT. Fora com ela!
peço a deus que, Portugal continue a evoluir com a miscigenação de culturas sem perder o sabor do vinho e a consistência do pão.