Por Daniel Oliveira
“Haverá uma resposta desproporcionada”
“Não vamos aceitar regressar às regras antigas e vamos agir de acordo com novas regras”
Ehud Olmert
27 respostas ao post “Se fores descarado na imoralidade ela será aceite como natural”
- 1 Pingback on 7 Fev 2009 às 19:01




A auto-defesa dos cidadãos israelitas é algo imoral para si? Não sabia.
Imagine-se que o Algarve era uma colónia islâmica governada pela Al-qaeda e que os seus líderes reclamavam o resto de Portugal para si. Como se isso não bastasse, atacavam diariamente as cidades de Beja e Évora diariamente com rockets, embora estes provocassem poucos mortos, uma vez que Portugal havia investido na defesa dos seus cidadãos e como tal, ao contrário dos radicais islâmicos, não os utilizava como escudos humanos.
Face a estas circunstâncias, que medidas tomaria o Daniel caso fosse PM de Portugal? Ficava a ponderar sobre o que seria uma medida proporcional para garantir a defesa do seus país? Ou sobre o que seria uma medida eficaz para esse mesmo efeito, independentemente de ser proporcional ou não?
Poderá depois enunciar que medidas seriam essas?
PS: E já agora, por que não citar comentários públicos dos líderes do Hamas? É inconveniente para si?
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Duarte:
Está a perder o seu tempo.
Aqui bater em Israel e na Igreja é “desporto nacional”
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Este assunto já deu o que tinha a dar e a sua cruzada apagou-se.
Leia a entrevista que a jornalista do Público faz a um dos lideres do Hamas e compreenda que não há solução enquanto houver pessoas como ele.
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Ainda há homens de fibra, pena que não no governo português. Um tal de Obama acabou de dar mais uma mostra cabal do que é não ter medo do contraditório: http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/02/jogada-da-semana-de-obama-judd-gregg.html
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Duarte Sousa, devia ter posto “desproporcionada” a bold, para o senhor perceber.
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1 Duarte Sousa,
o senhor pegou o touro pelas partes traseiras, que eu saiba o Hamas em 1967 não existia, o hamas não tem muitos anos, e como é sabido foi uma criação da Mossad, em 1967 as fronteiras da Palestina eram mais compridas, israel resolveu criar colonatos em terra Palestina etc etc, não se pode falar de história sem a contar na íntegra, a não ser que queiramos omitir factos de propósito para termos razão.
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passo a citar
“Ahmed Yassin, o líder espiritual do movimento islamista na Palestina, ao regressar do Cairo nos anos setenta, fundou uma associação de caridade islâmica. A Primeira Ministra de Israel, Golda Meir, viu nisto uma oportunidade para contrabalançar o crescimento do movimento Fatah de Arafat. Segundo o semanário israelita Koteret Rashit (Outubro de 1987), “As associações islâmicas tal como a universidade foram apoiadas e encorajadas pela autoridade militar israelita” responsável pela administração civil da Cisjordânia [West Bank] e pela Faixa de Gaza. “As associações islâmicas e a universidade foram autorizadas a receber dinheiro do estrangeiro.”
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Gostei foi das palavras do Abbas.
Pois não interessa que existam organizações que queiram estabelecer dialogo e reconhecer Israel. O que interessa é o conflito e fazerem-se de coitadinhos.
“”Estas pessoas arriscam a vida do povo, arriscam o sangue do povo, arriscam o destino do povo, arriscam o sonho e a esperança do povo em conseguir um Estado palestiniano independente”, afirmou ainda na conferência de imprensa na capital egípcia, Abbas. “
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“o hamas não tem muitos anos, e como é sabido foi uma criação da Mossad”
Pfff, não sabia…mas a ideia é gira, assim gira tipo bizarro.
“Haverá uma resposta desproporcionada” – Daniel, talvez seja mesmo “resposta” a bold, como quem diz; “Se nos atacarem…” ou “Fiquem lá sossegadinhos senão…”
Quem te avisa teu amigo é…o que prova que o Hamas é uma criação da Mossad!
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O hamas ja deixou bem a claro e por diversas vezes que não lhe interessa a paz mas a guerra.
Nada de novo portanto.
Israel tem direito direito a defender-se .
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“que eu saiba o Hamas em 1967 não existia”
Não…mas a Faixa de Gaza estava ocupada pelo Egipto, a Margem Ocidental pela Jordânia e todavia havia terroristas a lutar contra a “ocupação”.
Ocupação de quê, Daniel?
E se guardasse para si os moralismos de vão de escada, uma vez que já se sabe para que lado deslizam os seus “valores morais”?
A hipocrisia e o obsessão anti-israelita são “virtudes morais”, para si?
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Ah, já agora, Daniel, essa de culpar os judeus por uma coisa e o seu contrário, já é velha.
Em Lisboa, foram culpados pela peste negra e pelo terramoto.
Felizmente que o Sócrates ainda não se lembrou de nomear as “forças obscuras”….
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“Escudos humanos”? Mais escudos humanos que aqueles que o Estado de Israel instalou nos territórios ocupados, provenientes de lugares tão israelitas como a Etiópia? Parece que havia uma tribo perdida de Israel que foi para lá… Quando vi um brasileiro a falar dos maus dos palestinianos que atiravam foguetes artesanais explosivos sobre a “sua” localidade, está tudo dito. Os palestinianos têm direito a defender-se. São “maus”, “retrógados”, “fundamentalistas”… que se lixe.
Esquecei-vos da raiz do problema: a terra é deles.
Deveis ser daqueles que se virem ser assaltada uma casa só ligam para a polícia se a vizinha for do vosso clube, religião, partido…
O Estado de Israel se fosse a Jugoslávia há muito que tinha uma “guerra humanitária” em cima ou forças ocidentais de interposição a “mediar o conflito”, como é o seu “lobby” que financia a parte de leão das campanhas eleitorais nos “states” podem continuar que por ali não há gente que valha a pena.
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os meus comentários anteriores eram para o toino, se bem que o Daniel partulhe a mesma visão
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Para memória futura (3)
Continuam os foguetes!
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=371419
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“a terra é deles” – CausasPerdidas
Nós portugueses podiamos experimentar fazer o mesmo com Olivença. A terra é nossa, vamos atirar-lhes com unas bombardas (não temos outra coisa) para cima.
Depois, é esperar pela resposta dos Espanhóis. Estão a ver a cena?
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Israel tem as mãos manchadas com sangue palestino. Israel, repito. Com o apoio sempre pressuroso dos EUA. Tudo o resto é treta.
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Falta saber se os de Olivença querem ser portugueses…
E a coisa vista ao contrário, se os castelhanos entrassem por aqui a dentro e dissessem que isto era deles?
Passando umas páginas para trás… A piada é que o tal de Filipe II de Espanha, I de Portugal, até era legítimo herdeiro da coroa portuguesa…mas enfim, depois de 60 anos lá ganhou o “povo português”. Nem imagino o que os espanhóis disseram da padeira de Aljubarrota essa excelsa “terrorista”.
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Daniel Oliveira,
Tente apenas responder à pergunta se tal não lhe for muito inconveniente. E já agora faça o favor de indicar o que seria proporcional em seu ver.
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18 CausasPerdidas
4 Fev 2009 às 1:03
Falta saber se os de Olivença querem ser portugueses
Ah pois!!. Portugal ainda não tinha existido como reino independente àquela data, pois não??…Mas, já agora, diga-me lá qual o País Palestina, ou reino da Palestina, quando se formou, quem foi o fundador dessa dita pátria ou nação, que reis e presidentes teve, quais as suas fronteiras legais reconhecidas na comunidade internacional (da época), e muito mais tarde reconhecidas pela ONU ??…
Sempre ficava a comparação mais completa. No fundo, a comparação da Palestina, a alguma coisa, é à Peninsula Ibérica, como região, porque de resto, não me estou a lembrar de mais nada….
Ahhh já sei !! É o Califado !! Sim, é isso, faltava!! Faltava o Califado. Bem me parecia. Não me vai dizer a seguir que, vendo bem as coisas, ainda pertencemos à Umma, temos de nos converter, ou …retro-verter, pois não??
Se fores descarado na imoralidade ela será aceite como natural
E a imoralidade, neste caso, será exactamente o quê, Daniel ??
Talvez a resposta que o Daniel vai dar ao Duarte Sousa, me esclareça. Porque para já fico aqui a pensar, que talvez se Israel começasse a enviar rockets para Gaza, ao mesmo ritmo, “um pra-cá, outro prá-lá”, caindo, “ao calhas”, no meio de uma população que não tem onde se refugiar, porque os seus gloriosos e mui mártires líderes, se estão literalmente a ralar para isso, talvez isso fosse moral e proporcional.
Mesmo sabendo, claro, que em Israel as vitimas civis, serão sempre poucas. Mesmo sabendo, que em Gaza, as vitimas civis, serão sempre muitas. Mas, e o que é que isso interessa? Nada. Interessa é que seja moral e proporcional, e de preferência que se arraste para sempre. Ou pelo menos enquanto não se encontrar nada mais para odiar.
Até lá, moral e proporcionalmente , Israel teria dizimado a população toda. Seria um grande alívio para a esquerda europeia. Morreram, mas morreram em ataques proporcionais. Morreram, mas já se pode dizer que, agora sim, foram mortes ..morais.
Peace will come only when Palestinians love their children more than they hate Jews.
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Daniel explique então se faz o favor o que é para si proporcionada. Será subsídios? Uns milhões de euros e manter a chantagem viva e bem nutrida!
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CausasPerdidas,
Quando falei de Olivença, estava apenas a brincar.
Por acaso até acho que Olivença é deles. Foi conquistada pelos Espanhóis em 1801 durante a chamada “Guerra das Laranjas” em que o Governador de Olivença entregou praça sem resistência. Mas fica-nos sempre bem ter um motivo pata atiçar os Espanhóis. Faz bem ao ego.
“Passando umas páginas atrás …” a legitimidade de Filipe II, foi comprada às classes altas (Clero, Nobreza e algum povo – e, é claro, a grande burguesia) nas Cortes de Tomar em 1581. Embora em 1580 o Prior do Crato tivesse já sido aclamado pelo povo, em Santarém… Enfim, neste caso, ao contrário do anterior, foi o ouro, e não o povo, “quem mais ordenou”. Nisso até foram muito modernos!
“Terrorista”, a Padeira de Aljubarrota? Quando muito uma guerrilheira.
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A mim só me chateia que sejam os europeus a pagar os “excessos” israelitas. Mas afinal, por onde anda a solidariedade árabe e islâmica? Ó Zézé, tu é que nos podias responder.
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Notícia que bem mereciam o comentário de Daniel Oliveira e com grande curiosidade em que como se irá imputar a Israel a responsabilidade por este facto:
Mundo: ONU acusa Hamas de confiscar ajuda humanitária em Gaza
05.02.2009
Fonte: Reuters
O porta-voz Christopher Gunnessd declarou que a polícia do Hamas invadiu um armazém da ONU depois de a organização ter recusado entregar bens ao Governo. O ministro dos Assuntos Sociais do Hamas negou as acusações mas assumiu divergências com a ONU por dar assistência a opositores do Hamas
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24 Morgadinho
5 Fev 2009 às 20:09
…divergências com a ONU por dar assistência a opositores do Hamas
Fantástico !! Os opositores do Hamas não merecem assistência!! Merecem a morte! E foi isso que lhes aconteceu quando o Hamas tomou o poder pela força em Gaza: matou-os. Não se sabe como é que sobraram alguns. Dar-lhes assistência ?? Não !! O melhor é mata-los já !!
Pobre povo, com “amigos” assim, nem precisa de inimigos !!
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VINTE DE MAIO, UMA DATA MARCANTE NA HISTÓRIA DE PORTUGAL (RECORDANDO TIMOR… E
NÃO SÓ!)
Vinte de Maio de mil oitocentos e um. Um governador militar, perante um ataque
iminente, decide capitular. Afinal, o invasor mais não é que um peão
manobrado por uma potência exterior. Lutar para quê ?
Vinte de Maio de mil oitocentos e um. Espera-se que, tal como sucedeu em
situações anteriores, tudo volte a ser como antes quando uma verdadeira paz
for assinada. O invasor sairá então.
Vinte de Maio de mil oitocentos e um. Olivença capitula, sem disparar um tiro.
A população inquieta-se, mas confia. Com o tempo, tudo regressará ao normal.
Muitos anos antes, em mil seiscentos e cinquenta e sete, ocorrera algo
idêntico. Quase todos tinham fugido, para regressar onze anos depois. Tudo se
recompusera.
Vinte de Maio de mil oitocentos e um.
Não houve sangue. Uns poucos (os pessimistas!) atravessaram o Guadiana. Em
Elvas, o invasor encontraria resistência, bem como em Campo Maior. Na
primeira, conseguiu uns ramos de laranjeira. Na segunda, acabou por vencer, mas
a que preço!!!
E veio uma paz falsa e logo violada. E outras guerras. E uma paz verdadeira, em
que se apagou o vinte de Maio de mil oitocentos e um. Para todos. Mas não para
o invasor. .
Vinte de Maio de dois mil e dois. Nasce uma nova nação. Gerada no sofrimento.
Combatendo a indiferença. Com sangue, muito sangue.
Vinte de Maio de dois mil e dois. Esta data ficará na História. Vinte sete
anos depois do seu acto ilegítimo de ocupação, a Indonésia vê surgir nas
suas fronteiras um novo país ao qual quis negar a liberdade, apoiada por um
grande deste mundo, em nome da estabilidade do seu próprio regime. Como se se
pudessem invadir vizinhos só porque o sistema político não agrada. Não há
lei que tal contemple. As instâncias internacionais nunca aceitarão a
legalidade da acção.
Em vinte de Maio de dois mil e nove, recordemos esta lição. Portugal não pode
esquecer o heroísmo de todo um povo, e pode orgulhar-se de o ter ajudado de
forma decisiva. Portugal combateu uma situação de violação do Direito
Internacional. Sem desfalecimento. Contra (quase)tudo e (quase) todos.
Independentemente do peso dos adversários. Apenas porque acreditou que era
justo fazê-lo. E independentemente das dificuldades que se lhe deparam, hoje,
em dois mil e nove.
Vinte de Maio de dois mil e nove em Olivença. Madrid mantem a posse da cidade.
Ali, ao contrário de Timor, não houve duzentos mil mortos.Nem mil. Nem cem.
Nesse aspecto, não pode haver comparações. Mas matou-se uma cultura. Ou, pelo
menos, ela ficou vazia, moribunda. Em duzentos e oito anos, muito se consegue.
Recorrendo à repressão, quando necessário. Às claras, ou discretamente.
Olivença viu ser sangrada a sua cultura e a sua história. Viu gente sua
dispersa, numa sangria dos seus filhos. Não morreu na carne. Morreu no
espírito. O passado tornou-se um conjunto de sombras vagas, contraditórias,
falsidades contra as quais quase não consegue reagir. Perdeu as referências.
Vinte de Maio. Uma data no calendário. Consoante o ano, o início de uma
ocupação persistente, contínua, preocupada em apagar um passado de seiscentos
anos, numa população que resistiu com fracos recursos e apoios. Ou o início
da vida independente de um povo. Que sofreu, mas venceu. Que a diplomacia nunca
abandonou. Corajosamente. Crente em princípios.
Mil oitocentos e um. Dois mil e dois.Dois mil e nove, recordando.
Dois vinte de Maio…
Estremoz, 15 de Maio de 2009 Carlos Eduardo da Cruz Luna
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