Não costumo aqui postar discursos de dirigentes do BE. Mas como as televisões se recusaram, ao contrário do que fazem com outros dirigentes partidários, transmitir mais do que uns segundos do discurso de encerramento do Congresso do BE (na SIC, nem isso), aqui fica. Não pretendo nem vou discutir aqui o conteúdo desta intervenção. É indiferente para o caso. Apenas quero furar a discriminação política e impedir que as televisões se substituam aos eleitores, calando aqueles a que parte dos cidadãos decidiram dar voz e peso eleitoral. Tem também de ser essa a função dos blogues. Impedir que os jornalistas sejam donos da democracia.
Por Daniel Oliveira 5 Jun 07 em Sem categoria


Vou fazer uma cópia descarada!
O Dr Louçã acertou quando disse que o carvão está na terra e faz a potência eléctrica. O que ele não disse foi que nem toda a terra tem carvão e nomeadamente o solo português não tem carvão, por isso ele nunca foi nosso. Também errou quando disse que o petróleo era nosso( nós não temos petróleo). Existe um país que tem muito petróleo e que está a fazer tudo aquilo que o senhor Louçã pede ( e até coisas que ele não pede mas suspeito que deseja) chama-se Venezuela e deve ser o exemplo acabado do país desenvolvido que o sr louçã preconiza.
Provavelemente o facto de nós termos de importar matérias primas (petróleo, carvão..) encarece o preço final do produto.
Provavelmente o facto de termos de importar enegia( electricidade) faz com que ela chegue cara ao consumidor final?
Provavelmente o facto do nível de imposto sobre os produtos petrolíferos ser o mais alto da europa faz com que a gasolina chegue tão cara ao consumidor final?
Provavelmente o facto do preço do petróleo ter subido tanto nos últimos meses pode ter a ver com a subida do preço dos combustíveis?
Mas não, o bloco de esquerda, na pele do seu coordenador da comissão política( adoro o termo, como quem diz aqui somos todos iguais mas quem manda sou eu), prefere criticar o accionista que muitas vezes manda muito pouco( caso da edp, não sei se ele sabe mas o estado ainda é o accionista maioritário e é ele que estabelece as tarifas)ou então quando manda enfrenta concorrência( se a galp pretender subir unilateralmente as tarifas os consumidores fogem para os restantes concorrentes). Assim é o BE, representante português da “esquerda moderna”, que não passa de um conjunto de ideias totalmente anacrónicas e que nos tentam ser vendidas de “cara lavada”.
Para ouvir nos longos serões de Inverno? Ó Nelson, ouça antes um bom disco. Mas daqueles com canções. (Eu sei, a cópia foi para colocar no seu blog…mesmo assim).
Cumprimentos
Von
Von,
Como fui delegado à Convenção de facto vou ouvir um bom disco e não este discurso pela segunda vez. Mas entendo que todos tem o mesmo direito no acesso à informação. Daí a partilha.
Discurso repleto de sonhos e lindas afirmações populistas. Mas um pouco vazio de sentido prático.
Junk, ter empresas de energia públicas não tem sentido prático? Pode não concordar, mas não vejo a falta de sentido prático. Tivemos durante dezenas de anos e olhe que os resultados para nós e para a nossa economia estavam longe de ser piores.
O que me irrita é que se transforme opiniões ideológicas (e legítimas) em inevitabilidades indiscutíveis. E tudo o que saia da linha é irrealista.
Esta palestra do Prof. Louçã poder-se-ia intitular “A Venuelização de Portugal Explicada às Crianças”.
A água que cai é nossa, doz Louçã. A água dos rios é nossa, diz Louçã. Portanto a água das torneiras deve ser de borla. É a demagogia e o populismo levados ao extremo. Alguém diga ao Dr. Louçã que pode ir ao Tejo e beber a água que quiser, não paga nada por isso. O que ele paga é o tratamento e o transporta da água das barragens até à sua torneira.
São 10 minutos para dizer uma coisa: Ele (e portanto o BE) defende a nacionalização da água, do sector da energia, da educação, da saúde e sabe-se lá que mais. Ele (e o BE) defende o verdadeiro socialismo, como aquele que exite em Cuba e para onde a Venezuela caminha.
Interessante seria saber se, deixando de lado a retórica e a demagogia, o Daniel subscreve estas posições do Louçã.
“Junk, ter empresas de energia públicas não tem sentido prático? Pode não concordar, mas não vejo a falta de sentido prático. Tivemos durante dezenas de anos e olhe que os resultados para nós e para a nossa economia estavam longe de ser piores.”
Comentário tipo: ó tempo, volta pa’trás, pára um pouco a seguir ao PREC!
Aí é que era bom. Agora é muito pior. Jesus…
Concordo plenamente consigo. Tem sido realmente essa a função dos blog’s.
Abraço,
M.
É assim mesmo PMDM. Mais um excelente exemplo do discurso da nossa esquerca caviar e paleontológica