Por Daniel Oliveira
«O Partido Comunista Português considera que 20 anos após a queda do Muro de Berlim “o mundo está hoje mais injusto, mais desigual, mais perigoso e menos democrático” e que aumentou a “opressão e exploração dos povos – a começar por muitos dos ex-países socialistas, com a regressão de direitos laborais, a privatização de funções do Estado, com a ofensiva contra direitos e liberdades historicamente alcançados”.»
Notícia da LUSA com base no comunicado do PCP sobre os 20 anos da queda do Muro de Berlim




Eu que não sou do PCP, também considero que o mundo, em certos aspectos, está mais bera que há 20 anos.
Mas não foi por causa da queda daquele muro, ou de qualquer outro.
Talvez pelo aparecimento de outros.
Mas isto sou eu que sou mais de direita do que de esquerda. Ou se calhar, não.
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E não é verdade?
Dá-me a sensação que só Berlinenses estão francamente melhores sem o muro.
Eu cá entre curvar o pescoço face ao Honecker ou face a Sarkozy, Berlusconi e Sócrates, não hesito. Com o Honecker sei com o que contar.
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«O Partido Comunista Português considera que 2000 anos após a MORTE DE CRISTO “o mundo está hoje mais injusto, mais desigual, mais perigoso e menos democrático” e que aumentou a “opressão e exploração dos povos – a começar por muitos dos ex-países socialistas, com a regressão de direitos laborais, a privatização de funções do Estado, com a ofensiva contra direitos e liberdades historicamente alcançados”.»
de la palisse
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#3, Indigente:
Isso só se aplicaria se alguém valorizasse o conceito de democracia durante uns bons 1800 anos depois de Cristo.
Talvez essa valorização modera e o seu real significado é que seja de discutir.
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Lembro-me do Augusto Abelaira N’O Jornal. Ele dizia que a nossa qualidade de vida (ocidentais) devia muito ao “papão comunista”.
Havia um contrapeso que metia medo ao grande capital.
O PCP tem alguma razão. Não por aquilo que eles gostavam e têm saudades. Mas de facto, o papão mantinha muita má gente na linha.
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O PCP parou no tempo, e só conseguem reproduzir a cassete ideologica dos primordios. para essses senhores só uma logica: trabalhador bom empresário mau, não evoluem para nada diferente disto. e tambem parece que nam sabem o que a historia carrega, esqueceram-se que estaline é comparavel a hitler, falam do tarrafal e não dos gulag, enfim têm uma cegueira cronica em relação a sua ideologia. fazendo aqui um paralelismo, se a igreja demorou perto de 500 anos ( perdoem-me se não estou correcto, mas acho que são perto de 500) a perdoar galileu, o comunismo ainda não tem tanto tempo como a igreija, deve ter de demorar tambem 500 a admitir pelo menos um dos seus erros.
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Acaso essa transcrição do comunicado do PCP está enferma de alguma mentira?
quando eu conheci o Daniel Oliveira há 20 anos na luta anti-pga já ele era ferozmente anti-comunista e tanto o era que não hesitou em aliar-se à JSD para minar a influência da esquerda no movimento estudantil.
Em 20 anos, o seu anti-comunismo só tem piorado.
Na esteira do pensamento deformado do Daniel, poder-se-ia fazer também a seguinte observação:
10 anos após o surgimento do Bloco de Esquerda, Portugal está hoje mais injusto, mais desigual, mais perigoso e menos democrático…
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O comunicado do PCP é de uma confrangedora REACIONARISSE.
O Muro de Berlim nada teve a ver com socialismo, foi uma forma do regime de capitalismo de estado que vigorou na RDA se protejer contra a atracção, que as sociedades capitalistas ocidentais, exerciam sobre grande parte dos habitantes da ex-RDA.
Não havia liberdade sindical, não havia liberdade de imprensa, a Stasi era uma das mais ferozes policias politicas de toda a Europa de Leste, e era esta sociedade que o Muro de Berlim tentava protejer.
Denunciar as agressões dos EUA, denunciar o seu apoio a golpes de estado em paises de democráticos para impôr ditaduras ferozes,denunciar a invasão e as guerras de rapina de uma das superpotências o EUA, não pode levar nenhum democrata ou cidadão de esquerda a esquecer, o que foram esses regimes ditos socialistas, e a repressão que exerceram sobre os seus povos.
E isso que o PCP não quer compreender tal como Cunhal não quis entender, e denunciar em 1968, a brutal agressão contra a Primavera de Praga.
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SAM WISE
Sabia que o Estaline fez mais contra o movimento comunista do que qualquer outro?
Sabia que as primeiras vitimas de Estaline foram comunistas de quadros governamentais (e não só)?
Sabia que foi o dirigente soviético Nikita Khrushchov o 1º a renegar o legado de Stalin, no discurso secreto proferido no XX Congresso do PCUS (23 de fevereiro de 1956) e a denunciar os os crimes que o seu antecessor teria cometido durante as décadas de sua gestão à frente da URSS?
Acho que se devia informar melhor ao invés de optar pela, esta sim, verdadeira cassete anti-comunista preconceituosa e desinformada.
Antes de criticar, saiba o que critica.
Afinal o “WISE” não vem de sábio, vem de esperto……..
A.R.A
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(…)a queda do muro de berlim, um acontecimento importante para o fim da repressão e para a liberdade de muitos países da antiga europa de leste, apesar de ter tido (e possivelmente continua a ter) contornos e efeitos de capitalismo extremo e consequentemente uma continuação de desigualdades entre as pessoas.(…)
http://imagoverbalis.wordpress.com/2009/11/06/die-mauer-%e2%80%93-queda-faz-20-anitos/
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IMAGOVERBALIS
Acho que deixou o DO ……….sem comentarios!
Aquele Abraço
A.R.A
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Alemães de Leste preferem socialismo
20 anos de retrocesso
As ditas «comemorações» do 20.º aniversário da queda do muro de Berlim são pretexto para mais uma campanha anticomunista, na qual se procura criminalizar os ideiais do socialismo e os que lutam pela superação do capitalismo.
No sábado, 31, três antigos chefes de Estado, considerados como os «obreiros» da destruição do muro (e não só), reuniram-se em Berlim. Helmut Kohl, ex-presidente da Alemanha, George Bush (pai), ex-presidente do EUA, e o inefável Mikhail Gorbachov voltaram a sentar-se à mesa para se congratularem com o seu «feito». Gorbatchov aproveitou as luzes da ribalta, que já só raramente incidem sobre a sua pessoa, para se desdobrar em entrevistas, onde se gaba e reconhece que «perdi, mas a perestróika ganhou» (letemps.ch, 02.11).
Toda a imprensa ocidental dominante faz coro em qualificar a queda do muro, e portanto a derrota do socialismo, como a «libertação» do povo da RDA e sinónimo de avanço civilizacional.
Porém, a realidade das últimas duas décadas, não só na Alemanha de Leste, mas também na generalidade dos antigos países socialista do Centro e Leste Europeu, já para não falar da URSS, não testemunha qualquer progresso, por mínimo que seja, para o povo, mas antes um tremendo retrocesso económico e social que reduziu à miséria amplas camadas da população, condenou a juventude ao desemprego, privando a grande maioria de uma perspectiva optimista de futuro.
Não é por acaso que todos os anos o governo federal alemão promove um sondagem entre a população de Leste sobre as actuais condições de vida em comparação com a experiência da RDA socialista.
Apesar campanhas massivas de obscurecimento e criminalização do socialismo, os resultados de tais inquéritos têm sido invariavelmente decepcionantes para os seus promotores. A maioria dos alemães de Leste continua a preferir o socialismo e mostra-se desiludida com o capitalismo.
A última sondagem data de 26 de Junho. Os seus resultados, publicados no jornal Berliner Zeitung, são inequívocos: «a maioria dos inquiridos considera que a antiga República Democrática Alemã (RDA) tinha “mais aspectos positivos que negativos”.» «Passados 20 anos de anexação, 57 por cento da população da ex-RDA continua a defender o socialismo.» (Avante! n.º 1857).
O valor do socialismo
Já em 1992, no vergonhoso julgamento a que foi submetido pelas autoridades alemãs ocidentais, Erich Honecker, antigo chefe de Estado da RDA, declarou perante o tribunal de Berlim: «O único objectivo desde processo (…) [é] desacreditar totalmente a RDA e o socialismo na Alemanha».
Mas, sublinhou, «cada vez mais alemães de Leste constatarão que tinham as condições de vida menos deformadas na RDA do que os alemães ocidentais com a economia “social” de mercado; que as crianças da RDA, nas creches, jardins-de-infância e escolas cresciam mais felizes, menos preocupadas, mais bem formadas e mais livres que as crianças da RFA (…).
Os doentes constatarão que, apesar dos seus atrasos técnicos, o sistema de saúde da RDA os considerava como pacientes e não como objectos comerciais (…) Os artistas compreenderão que a censura da RDA, real ou imaginada, não era tão hostil aos artistas como a censura do mercado (…) Reconhecerão que na vida quotidiana, em particular no local de trabalho, tinham na RDA uma liberdade inigualável.»
http://avante.pt/noticia.asp?id=31177&area=8
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Daniel Oliveira Reply:
Novembro 6th, 2009 at 18:15
Basta o link, Leo. E isso não é o comunicado em questão. Ainda assim, uma tristeza e um branqueamento de uma ditadura brutal. Falar de liberdade quando se fala da RDA é um insulto à memória.
O mundo está mesmo muito mal mas não tem nada a ver com o muro e estar preso, sem ter feito mal a ninguém era simplesmente mais uma injustiça para juntar a tantas outras.
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E agora…. Temos liberdade de ver as montras, mas não temos dinheiro para comprar. Temos liberdade para aparecerem os Laras e outros que tais e a justiça que não funciona. Esta história faz-me lembrar aquela anedota… Os comunistas comem as criacinhas ao pequeno almoço. Os capitalistas comem o pequeno almoço das criancinhas. E no meio disto, o Daniel está cada vez mais anti-comunista. E olhe, Daniel, a verdade é que a “sua democracia” deixa muita a desejar.
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Daniel Oliveira Reply:
Novembro 6th, 2009 at 19:19
Alentejanito, se o comunismo é a RDA, sim, sou anti-comunista. E já o era quando era comunista.
Na “minha democracia” não estou preso por dizer o que penso. E na sua, como estaria?
Parece que se continua a confirmar a previsão de Erich Honecker de que «cada vez mais alemães de Leste constatarão que tinham as condições de vida menos deformadas na RDA do que os alemães ocidentais com a economia “social” de mercado; que as crianças da RDA, nas creches, jardins-de-infância e escolas cresciam mais felizes, menos preocupadas, mais bem formadas e mais livres que as crianças da RFA (…).
Os doentes constatarão que, apesar dos seus atrasos técnicos, o sistema de saúde da RDA os considerava como pacientes e não como objectos comerciais (…)
Os artistas compreenderão que a censura da RDA, real ou imaginada, não era tão hostil aos artistas como a censura do mercado (…)
Reconhecerão que na vida quotidiana, em particular no local de trabalho, tinham na RDA uma liberdade inigualável.»
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Vejam bem o que diz o chomskista de William Blum e,depois falamos………
http://resistir.info/eua/blum_29set09_p.html
Farto de ‘especialistas’.Arre!
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Os comunistas sabem que o Comunismo foi responsável pela morte de milhões de seres humanos _ à fome, em Gulags ou fuzilados _ sabem que em todos os países onde o Comunismo chegou ao poder os opositores foram presos, torturados e mortos, sabem que os regimes comunistas tiveram de erguer muros de Berlim para evitar que os reprimidos cidadãos fugissem do terror comunista _ em Cuba foram executados três homens em 2003 por tentarem fugir, e Saramago rompeu com Fidel _ e sabem que as economias comunistas conduziram os seus países à bancarrota _ razão da China se ter tornado capitalista.
Sabem tudo isto, mas continuam a acreditar que o Comunismo é democrático, defende os direitos humanos e promove a prosperidade. E ai de quem se atrever a afirmar o contrário: é logo um anti-comunista primário, recordando ainda que os Estados Unidos também mataram muita gente, num raciocínio pueril que pretende que os crimes de uns desculpam os dos outros.
Se forem lançados livros a denunciar os crimes do Comunismo são propaganda capitalista, se ligarem a televisão e virem imagens dos camponeses ucranianos que Estaline matou à fome roubando-lhes os cereais não se comovem, se depois descobrirem o povo nas ruas de Praga a protestar contra os tanques em 68 ou, no final dos anos 80, milhões de cidadãos a celebrarem o fim do regimes comunistas também não dão grande importância.
Em todos os Países de Leste o povo saiu à rua a exigir o fim do Comunismo, mas os comunistas recusaram-se a aceitar o facto. A realidade é que se enganou, as teses comunistas permanecem cientificamente correctas.
Nada, mas rigorosamente nada, os demove!
Porque Comunismo é uma fé e os dogmas não se discutem.
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Essas fintas semanticas de tentar demarcar o socialismo dos regimes totalitarios que invadiram o mundo é fantastica… Os neo-nazis ate podem lembrar-se de dizer: nazismo nunca existiu, afinal de contas nunca houve uma sobrania ariana e ainda ha por ai muito judeu. Alguem devia voltar a tentar por em pratica, mas agora sem repetir erros do passado. Talvez funcione. Vamos dar-lhe outra oportunidade.
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caro ARA
por acaso, até sabia.
e ja agr sabia tambem que foi durante o dominio de nikita que a URSS, esmagou a revolta na Hungria.
sabia tambem que foi durante o dominio de estaline, que trostky ( desculpem se estiver mal escrito) foi morto no México.
sabia tambem que estaline limpou o Pcus de qualquer adversário.
sabia tambem que Nikita Khrushchov para chegar ao poder, viu-se livre de colegas seus do partido, como béria, etc…
sabia tambem que Nikita Khrushchov participou na ucrânia nas purgas de estaline.
o que eu disse não é cassete, é a verdade. dizer que do outro lado da cortina de ferro é que se vivia bem , tambem não é cassete, vc tem razão, são apenas idiotices.
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Preso. Se calhar era aquilo que gostaria.
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Além disso, Daniel, o comunismo não existiu. Existiu o socialismo como fase anterior ao comunismo. Não se esqueça.
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essa do comunismo nunca existiu tá muito boa. é uma bela piada, para lavagens cerebral a quem já não lembra a história.
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na música pífia do desconcerto anti-comunista este Daniel não tem conserto
“um branqueamento de uma ditadura brutal” diz ele,,
deve saber do que é que se passava na RDA a potes
depois de ler, fico à espera de uma das suas pândegas listas dos “crimes da ditadura” se é que tem coragem para a produzir e expôr-se ao gozo generalizado da malta,
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…soberania….peço desculpa.
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Aquela história que se conta de dois comunistas a conversarem já depois da queda do bloco de Leste e em que um diz ao outro que os dirigentes comunistas sempre lhes mentiram sobre o seu próprio regime, mas que o mais aterrador é que tinham dito a verdade sobre o sistema capitalista!” é realmente o espelho da situação.
É natural que se sintam desiludidos, pois estavam fragilizados economicamente, sem sindicatos, o que os tornou apetitosos aos gulosos olhos do capitalismo, cujas crises passaram também a ter que digerir.
Ou seja, foram as próprias fragilidades que o sistema comunista criou que lhes tornaram a vida mais dificil quando mudaram para o regime capitalista.
Quando há mudanças nas quais se acredita muito, o desencanto com a realidade é maior.
Veja-se o caso de Portugal, em que muita gente diz ” ao menos o Salazar não roubava como estes”, e “já não sei se estou pior ou melhor do que estava”. Isto apesar de, como dizia a Natália Correia ” trazermos a alma presa à cintura”.
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…talvez seja pior esta malta que afirma a pes juntos que o comunismo nunca existiu, do que de xatoos e afins que sao claros em demonstrar apoio a sanguinarios. Destes pelo menos sabemos com o que contamos.
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Só o facto de separar o povo alemão, o Muro era só por isso uma vergonha e uma afronta ao mundo. Aqueles regimes eram absolutamente tenebrosos, agora eu até percebo porque é que há pessoas que têm saudades deles, é que no seu lugar instalou-se uma camarilha de mafiosos adeptos do capitalismo selvagem que sugam tudo e deixam os mais fracos à mercê dos mais fortes, quando assim é torna-se natural que as pessoas suspirem por algo que lhes lembra segurança e protecção mesmo que a STASI e o KGB lhes controlasse até o sono…
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Basta ter conhecido os dois lados de Berlim antes da queda do muro para ficar esclarecido sobre o “paraíso” que era a RDA. Quem defende aquilo, merecia era ter vivido lá, para ver se gostava…
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O mais interessante Panzermayer, e que a maior parte dessa camarilha de mafiosos eram quase todos pertencentes ao antigo regime. Não e por acaso que surgem ex-KGB chefes de estado e magnatas ligados ao partido. Houve algum julgamento em tribunal serio para essa malta depois da queda do muro? (refiro-me principalmente a paises de leste)
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Mas onde e quando existiu comunismo, Henrique Morais? Venham lá datas e sítios exactos.
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Do que serve uma democracia que em que se diz o que se quer, quando ninguém dá ouvidos às angústias do povo? É caso para dizer “cão que ladra, não morde”.
E a democracia política sem democracia económica é pior que a ditadura. É porque quem está lá em cima tem poder para influenciar e condicionar a vida dos cá de baixo sem qualquer condicionamento. Traduzindo… o nosso estilo de vida é conduzida pelas multinacionais.
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“Só o facto de separar o povo alemão, o Muro era só por isso uma vergonha e uma afronta ao mundo.” ??? Curioso pois nunca ninguém sequer fez queixa à ONU por causa deste muro.
Mas em 8 de Dezembro de 2003 a Assembleia-geral das Nações Unidas aprovou – por larga maioria – uma resolução onde solicitava ao Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) que se pronunciasse sobre a legalidade da construção do “muro de separação” entre Israel e a Palestina, iniciada pelo Estado de Israel em 2002, totalmente dentro dos territórios ocupados. E para o fazer, demolindo habitações e expulsando os seus moradores, dividindo famílias separando-as das suas terras e coarctando-lhes a sua liberdade de movimentos, ao estabelecer uma nova fronteira apropriando-se de terras ocupadas, o regime de Telavive estava a violar o direito internacional.
Em 9 de Julho de 2004 o TIJ deu a conhecer o seu parecer: o Tribunal considerou «a construção por Israel de um muro nos Territórios Palestinianos Ocupados» como «contrária ao direito internacional.»
Este parecer jurídico consultivo e logo não vinculativo do Tribunal Internacional de Justiça foi no entanto adoptado pelas ONU na sua 27.º Assembleia Geral em 20 de Julho de 2004 – resolução A/RES/ES-10/15 – e nele se… “Exige que Israel, o Poder ocupante, cumpra com as suas obrigações legais como mencionadas no parecer (do TIJ). A resolução, esta sim com valor vinculativo, obteve 150 votos a favor, 6 contra e 10 abstenções.
E este Muro do Apartheid é três vezes mais alto e dez vezes mais comprido que o de Berlim. Mas com este Muro do Apartheid, condenado pela ONU, ninguém se indigna! E não tarda estender-se â por 721 km em terras palestinianas. 721 km!
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Quando os direitos laborais são mais relevantes que a liberdade de expressão e a privatização das funções do Estado mais repugnante que a pobreza o discurso assemelha-se ao dos saudosistas do Estado Novo.
É lamentável que certa esquerda se preocupe apenas com a igualdade e muito pouco com a liberdade.
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Esta malta do pc não tem emenda.
Qual a diferença entre quem acha normal a prática da Pide e os que pensam a mesma coisa da Stasi?
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no avante, sobre a queda do muro:
“…um tremendo retrocesso económico e social que reduziu à miséria amplas camadas da população, condenou a juventude ao desemprego, privando a grande maioria de uma perspectiva optimista de futuro.”
Já o facto de hoje ser o povo a escolher democraticamente, nem uma palavra…
Com Estaline estavam melhores.
Aos 16 anos filiei-me na JCP por não existir em Viseu nenhuma secção do PSR. Queria contribuir activamente, mas aqui esta era organização que se afigurava a melhor escolha para ã realização de acções no concreto.
Pura ilusão. Enganei-me redondamente e saí logo passado um ano. O que mais me chocou foi o facto de não haver nenhuma palavra de recriminação pelos crimes soviéticos, coveiros do marxismo, só palavras mansas sobre e desculpabilização.
Passados 10 anos, vejo que ainda não deitaram ao lixo os bustos de Estaline.
Infelizmente! Porque se desculpa tudo aos fascistas totalitários que de 1917 a 1989 governaram o leste e não se desculpa nada a mais ninguém.
O fascismo, a ditadura, a censura, os campos de concentração, o totalitarismo, o imperialismo, os massacres são crimes contra a humanidade. Seja nos EUA, seja na URSS, seja onde for.
Afirmar a URSS como exemplo seja do que for, é deitar ao lixo qualquer outro argumento válido. Porque até os têm.
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*cough* coreia do norte *cough*
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Aquilo era tão bom, os dirigentes tão generosos, a vida tão aprazível, que eu mal consigo entender como é que as pessoas se arriscavam (e ainda arriscam em Cuba e na Coreia do Norte) a morrer para de lá saírem.
Resta Cuba. Direitos dos trabalhadores? Vão para o desemprego num ápice (sem protestos) com direito a senhas para alimentação (frugal para não fazer mal à saúde). Liberdade de opinião? Sim senhor, se for para concordar. Querem viajar? Joguem-se à água em jangadas e andem depressa para não levarem uns tiros. Em alternativa, deixem a família e um depósito muito, muito, volumoso. Internet? Não precisam, faz mal ao espírito (desde este ano já podem usar telemóvel).
Pactos com Hitler, matanças na Polónia, Praga, campos de concentração para opositores políticos, dizem-vos alguma coisa?
Quem se lembra dos idos de 1974/75, quando os trabalhadores reivindicavam melhores condições, salários, etc, ouvir os dirigentes do PCP (então no poder) a afirmar que “os trabalhadores, objectivamente, fazem o jogo da reacção”?
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Temos que reconhecer que nos regimes comunistas não existem os sentimentos de inveja e de ganância. E nem a presença destas camarilhas de mafiosos adeptos do capitalismo selvagem que sugam tudo e deixam os mais fracos à mercê dos mais fortes. Iguais na miséria e no nivelamento por baixo , qualquer outro sentimento que não o da sobrevivência é uma perda de energia à qual não se podem dar ao luxo.
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Gostava de saber o que e’ que o muro de berlim tem haver com proteccao do que quer que seja, a nao ser servir para desviar as atencoes de extremismos de ambos os lados.
pena que com a queda do muro de berlim, em vez de ter havido so um derrotado, nao tenha havido dois. isso sim explica muitos dos problemas do mundo actual.
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COM COMENTÁRIOS
«As mães de Bragança consideram que 20 anos após a queda do Muro de Berlim “o mundo está hoje mais injusto, mais desigual, mais libidinoso e menos moralista” e que aumentou a “pressão e exploração da noite – a começar por meninas vindas dos ex-países socialistas, com a regressão de direitos matrimoniais, a desprivatização de funções do Esposo, com a ofensiva contra direitos e liberdades historicamente alcançados”.»
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caro Leo
então se percebi pelo que disse, o muro na palestina é muito mau, e o de berlin era mais ou menos, so pelo facto do outro lado tar um regime comunista, é o que sobressai do seu texto
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e , caro Leo, ja agora, para si a URSS, a RDA, a Coreia do norte, cuba, etc, não são regimes comunistas?*
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20 anos após a queda do Muro de Berlim “o mundo está hoje mais injusto, mais desigual, mais perigoso e menos democrático” e aumentou a “opressão e exploração dos povos – a começar por muitos dos ex-países socialistas, com a regressão de direitos laborais, a privatização de funções do Estado, com a ofensiva contra direitos e liberdades historicamente alcançados”.
Se disse, ainda bem que disse. Porque dizer o contraria é negar a evidência.
Estes ainda vão dizendo alguma coisa…outros há que não dizem nada, apenas baralham para voltar a dar.
Neste turbilhão de assuntos ligados á corrupção, nada mais importante para o país que discutir que a opinião do PCP, sobre a queda do Muro.
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Nem sei por onde começar…
Mas enfim, só me resta infelizmente uma coisa a dizer. Ouvir falar este comunistas do meu país que se dizem democratas, falar sobre a Ex RDA,URSS, Cuba, Coreia do Norte etc etc etc, só tem comparação com aqueles velhote lá prós lados de Santa Comba Dão que dizem que antigamente é que era bom.
Razão tem o Alberto João.
Se estivessem alguma vez nem que fosse 5 minutos com uma pessoa da RDA, e que ele lhe contasse a miséria que aquilo era em todos os aspectos, talvez mudassem de ideias. Ou se calhar não !!!!
A nobreza de um homem vê-se, não é quando ganha ou está certo, é quando perde e reconhece que estava errado. Mas é difícil aceitar que aquilo em que se acreditou durante quase uma vida afinal era pior que aquilo que nos ensinaram a odiar.
Deixo-vos aqui uma frase de Octavio Paz um Nobel da Literatura que foi comunista durante muito tempo
“Segundo Octavio Paz, “Lenin e os bolcheviques arrancaram o martelo das mãos da classe operária e os entregaram a uma suposta vanguarda, o partido comunista”. E ele mesmo concluiu: “Estranho destino. O marxismo, que foi pensado e planejado como uma arma da classe operária dos países industriais do ocidente, hoje é a ideologia das nações atrasadas da periferia, pouco ou insuficientemente industrializadas, dependentes do exterior e com proletariados recentes e pouco numerosos. O marxismo foi um internacionalismo revolucionário, que se propôs apagar fronteiras e acabar com o Estado. Hoje é um nacionalismo e uma estadolatria”.
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SAM WISE
Se sabe assim tanto não acha idiota tomar os comunistas como potenciais Stalin’s? É dessa cassete que lhe falo.
E quanto ao facto de Stalin ter mandado matar Trotsky, acredito piamente que o Sam Esperto esta a par que alguem tambem mandou matar o JFK só que a unica diferença é que nunca se chegou a saber realmente quem foi o mandante.
Com isto quero eu dizer que acho um absurdo realçar os crimes do passado comunista global transpondo-os para os dias de hoje esquecendo que do lado capitalista (Ocidente) o terror foi bem pior pois instigava-se guerras civis para fomentar o negocio da guerra.
Assim, é de bom tom não esquecer que do outro lado do muro, haviam tropas norte-americanas a fazer sentinela em solo alemão, compreende?
Concluindo, não tenho qualquer ensejo em condenar viemente as atrocidades efectuadas em nome da revolução social comunista mas tambem acredito ser hipocrita o bastante ainda ninguem ter aqui mencionado os crimes do capitalismo com a mesma militancia com que o fazem em relação ao passado comunista.
Sabe porque é que falam do tarrafal e não dos gulag, porque o tarrafal foi uma realidade bem portuguesa e onde muito portugues comunista (e não só) sofreu as agruras de pensar “diferente”, embora acredite que tenha sido esse o efeito do gulag ou de Guantanamo.
ATT- Mas olhe que o tarrafal não fica na siberia, ok?
A.R.A
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ARA
“não tenho qualquer ensejo em condenar veemente as atrocidades efectuadas em nome da revolução social comunista…”
Fugiu-lhe a boca para verdade ?
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Boas.
Venho aqui diariamente apesar da clausura a que me destinei de comentar, aqui e noutros espaços.
O tema interessa-me e como tal tenho assistido nesta semana ao frenesim televisivo sobre a efeméride que agora se comemora.
Nas tv´s generalistas e no cabo.
Conhecia a história mas a conclusão a que chego reforça-me a ideia de que colocarem um documentário sobre o comunismo de então e um “romance” hitleriano, poucas diferenças sobram.
Experimentem visualizar apenas, retirando a “banda sonora”.
Áh…Concordo com o esgar do Daniel sobre o tema mas lamento que a ideologia que defende só se distinga nos “trejeitos”.
Bardam*rda para o comunismo!
Sem ofensa, cumprimentos.
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Leo , os muros sejam o de Berlim , ou o que o Estado Sionista de Israel está a contruir na Palestina, são AMBOS CONDENAVEIS.
Infelizmente a cassete do PCP , que certos militantes , repetem , só revelam IGNORÂNCIA.
Se a Revolução Bolchevique de 1917, tal como a Revolução Francesa, significaram, uma nova esperança para milhões de cidadãos, se qualquer revolução traz atraz de si um cortejo de horrores, não esquercer o periodo do terror na Revolução Francesa, se ninguem pode negar o papel heróico do povo Sovietico, e do exército Vermelho, na derrota do Nazismo, tambem ninguem pode escamotear, que se instalaram nos paises do Leste da Europa , após a segunda guerra mundial, regimes repressivos, de capitalismo de estado, dirigidos por burocratas, em que a liberdade de pensamento e de organização eram reprimidos.
Não era certamente este tipo de regime, que muitos homens e mulheres de esquerda, lutaram para construir.
Quando o facismo dominava em Portugal , durante o periodo negro das ditaduras de Salazar e Caetano, a luta pela Liberdade, era a causa comum, que unia todos os Democratas.
Todos os que viveram esse periodo, sabem bem o que era a Pide, a repressão, a censura, e certamente esses, NUNCA desejariam que em Portugal se instalasse um regime, que negasse tambem a Liberdade, em que existisse tambem uma policia politica, e onde continuasse a existir censura.
Para mim, os homens e mulheres LIVRES da RDA, e dos restantes paises da Europa de Leste, tinham todo o direito de lutarem por um regime de Liberdade , e não entendo como pode alguem defender a Liberdade para o povo português, e defender regimes, em que não existia essa Liberdade para os respectivos povos.
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“o muro na palestina é muito mau” ???? Pior é ilegal, construído em terra alheia, apenas para justificar o roubo de mais terras, água e recursos naturais dos palestinianos. E foi declarado ilegal pela ONU.
O de Berlim foi construído em território da RDA e era uma fronteira legal.
E a URSS, a RDA, a Coreia do Norte, Cuba nunca foram sequer pelos próprios considerados comunistas?
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“Assim, é de bom tom não esquecer que do outro lado do muro, haviam tropas norte-americanas a fazer sentinela em solo alemão”
Tem razão. E ainda hoje continuam em funcionamento por lá dezenas de bases militares norte-americanas com dezenas de milhares de soldados.
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Após a
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Após a queda do muro de Berlim, o mundo ficou entregue às mãos do capitalismo, este teve todas s oportunidades do mundo, sem concorrência para mostrar que era a solução para o planeta, mas o que aconteceu? O mundo está cada vez mais injusto e desumano, as diferenças entre ricos e pobres são impensáveis, nem no tempo dos faraós a diferença era tão grande, portanto tenho uma pergunta: porque continuam as pessoas que acreditam no capitalismo e acreditar no capitalismo? Não se provou ainda que não resulta? Não se provou ainda que é utópico?
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JOAO CERQUEIRA#18
Para compreender a genese comunista, resumi-la a uma questão dogmatica é um erro crasso e deveras ignorante.
A ideia de o povo passar a ser dono do seu destino, na longinqua revolução de Outubro, foi desde logo antagonizada violentamente por toda uma Europa aristocratica e burguesa com um cerco de 14 exércitos de outros tantos Estados, a uma Russia já gasta pela bárbara e sangrenta guerra inter-imperialista que foi a I Guerra Mundial, que veio precipitar a manifestação popular que foi a revolução bolchevique.
Foi daqui que foi forjado o ideario de que o povo é quem mais ordena e, isso, foi desde sempre uma afronta ao poder das elites que detinham um manancial monopolista que se via ameçado na sua essencia, os trabalhadores.
Foi com esta constante oposiçaõ violenta, que se estabeleceu uma ditadura proletaria ostracizada por um mundo que pouco sabia o que era o conceito de democracia (tirando os paises de algumas ex-colonias europeias, poucos eram os que aplicavam o verdadeiro processo lesgislativo) sendo que Lenin e Trotsky e todo o comite central sempre se viram acossados pelo exterior, pois os resultados praticos revolucionarios eram já surpreendentes em sectores como na saude, educação, habitação e trabalho, nomeadamente agricola.
E foi com a morte de Lenin, o arquitecto da revolução, que dois homens disputaram a liderança da URSS: Trotsky e Estaline.
Ganhou aquele que menos capacidades intelectuais tinha e o que não possuia em formação academica, devido a sua pobre infancia, tinha em astucia, propria de qualquer ditador.
Portanto, confundir a ideologia comunista que se quer em constante transformação, tal como a humanidade, e que procura estar sempre na vanguarda acente numa estrutura socio-economica em constante mudança com um qualquer fundamentalismo é o mesmo que misturar um conceito com a pessoa que o interpreta e, isso, sim, tem sido um dogma quase secular de quem combate o comunismo acente em verdades certas e não sujeitas a qualquer tipo de revisão ou crítica.
Não o apelido de anti-comunista por lembrar os crimes cometidos sob a bandeira rubra mas tambem não o acho isento nas criticas pre-concebidas que faz.
Não pretendo com isso justificar o mal de uns com o mal dos outros mas acho que para haver idoniedade num raciocinio inteligente, ha-de convir que nem todos tem tido o mesmo tratamento do ponto de vista historico e aí é que está o busilis da minha profunda divergencia com o que escreveu.
A.R.A
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Pessoal, que vistas tão curtas! Parece que estão a discutir futebol: «O meu clube é o maior! O teu perde, ou compra o árbitro.» Não se pode pressupor que um dos regimes, o comunista, ou socialista para os mais exigentes, é mau, logo, o capitalismo é perfeito. Olhem para o mundo à nossa volta: o que vêem? As ideologias e os regimes políticos nunca foram, e nunca serão perfeitos. Temos que continuar a procurar formas de levar à prática a liberdade, nas suas várias manifestações, e a justiça social, quer dizer, a garantia efectiva do respeito pelos direitos humanos, para TODOS os seres humanos. As desigualdades estão longe de ter terminado só porque caiu o muro de Berlim. Há por aí tanto muro, físico, mas não só! É preciso continuar a procurar outra realidade. Não apenas a discutir “futebol”.
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Leo,
#51
»O (muro) de Berlim foi construído em território da RDA e era uma fronteira legal«.
Vá lá, eu admito que o Sr. seja capaz de melhor.
E mais não digo, senão levo com o meu controleiro a comentar que vim para aqui vomitar serradura.
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Senhor ARA
O que interessa uma ideologia se a prática a negou? De boas intenções está o inferno cheio.
O que eu (e qualquer pessoa decente) afirma é que os regimes comunistas mataram milhões de seres humanos e negaram a liberdade aos que sobreviveram.
Isto é indesmentível e não há teoria filosófica ou política que o possa justificar.
Pode a ideologia comunista ter pretendido a libertação das massas, mas a prática impôs-lhes a ditadura e os campos de concentração.
E o assunto que estamos a debater é a RDA e a queda do Muro de Berlim, não ideologias marxistas ou outras.
Os alemães de leste que foram abatidos ao tentar saltar o Muro de Berlim foram vítimas do Comunismo tornado prática.
Por último, agradeço a lição de História mas talvez não seja necessária_ sou licenciado na dita História (ramo da Arte) e tive de fazer a cadeira de História Contemporânea.
ps: para não me alongar colocarei outro comentário referindo a posição de Jorge Amado _ que conheceu melhor do que qualquer um de nós a realidade comunista e que escreveu elogios a Estaline_ sobre o Comunismo.
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Gostava de saber mais sobre psicologia para entender os mistérios da mente humana que conduzem algumas pessoas à atitude de negação da realidade, recusando-se a aceitar aquilo que é evidente ou indesmentível. António Damásio deve saber, mas suponho que ainda não escreveu nenhum livro sobre o tema.
Os comunistas enquadram-se neste grupo porque desde a criação da URSS impuseram a sua versão da realidade e negaram todas as outras. Muitos comunistas acreditaram até ao limite na versão do paraíso na Terra mas, um dia, qual muro de Berlim, a crença desabou.
Jorge Amado foi um deles e na obra Navegação de Cabotagem conta como descobriu a verdade sobre a natureza repressiva dos regimes comunistas nas viagens aos países de leste e, aos poucos, renegou a ideologia.
Assim, na p. 14 escreve «teorias, ideologias _ teorias ditas científicas, ideologias consideradas de pureza incontestável _ que seduziram intelectuais, massas populares, comandaram lutas, revoltas, guerras em nome da felicidade do homem, dividiram o mundo em dois, um bom, um ruim, se revelam falsas, pérfidas, limitadoras: conduziram à opressão e não à liberdade e à fartura. Proletários de todos os países perdoai-nos! Lia-se na faixa conduzida pelos moscovitas na Praça Vermelha […].»
E na p. 40 «Arrasado escuto da boca dos presentes no atropelo da língua húngara, na tradução impecável, histórias de arrepiar, detalhes que me atingem o coração, me destroçam, sinto-me desonrado, conspurcam-me o meu orgulho comunista: torturam sim, e como! Os policiais que servem e defendem o regime são os mesmos do tempo da ocupação nazi […].»
Mas, Jorge Amado é apenas um traidor, não é?
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Leo,
Pois, os saudosistas validam o sistema e provam como era bom antigamente? Sabemos bem como isso funciona pois temo-los aqui, os saudosistas do Salazar. E são muitos.
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Cecília: diga lá então se uma demarcação de fronteira, não é uma uma demarcação de fronteira, então o que é que é? Mas seja explícita. Foi ou não uma demarcação de fronteira o chamado muro de Berlim? Ou é das que acham que algumas demarcações de fronteiras são boas e esta é má? Para si o muro do apartheid é uma das boas demarcações de fronteira, certo? Para a ONU é ilegal. E para mim além de ilegal é imoral. Porque só serve para espoliar os palestinianos. Já nada teria a dizer se fosse construído em território israelita. Como o muro de Berlim.
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Quer o João Cerqueira dar uma opinião sobre isto:
http://news.bbc.co.uk/2/hi/in_depth/world/2009/walls_around_the_world/default.stm
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reward; para refrescar as memórias. A primeira causa já foi apagada e os ursos reaccionários enfiaram de há muito a touca da propaganda capitalista:
o “Muro” começou a ser construido com o sintomático nome de “Muro de protecção Anti-fascista”
destinou-se em primeira mão a proteger o cemitério de soldados russos mortos na batalha pr Berlim que diariamente começou a ser vandalizado por brigadas que partiam do sector ocidental com uma intenção bem pré determinada
[Responder]
Aqui vemos ser usado, de uma forma derrogatória, ser usado o argumento de vir de uma classe baixa para se ser chefe de um partido comunista (#55). Só a vanguarda educada e com canudo pode chefiar a massa ignorante à sua própria libertação, já se vê.
Com comunas destes, nem sequer são precisos fachos.
Longe de mim defender o Estaline. Mas estamos a falar do Trotsky do Krondstadt e da militarização dos sindicatos? É que no pouco tempo de poder (e só partilhado) que ele teve, se alguma coisa revelou foi ser mais totalitário e brutal que o Estaline.
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Cidade
Sem muros nem ameias
Gente igual por dentro
Gente igual por fora
Onde a folha da palma
Afaga a cantaria
Cidade do homem
Não do lobo mas irmão
Capital da alegria
Braço que dormes
Nos braços do rio
Toma o fruto da terra
É teu a ti o deves
Lança o teu
Desafio
Homem que olhas nos olhos
Que não negas
O sorriso a palavra forte e justa
Homem para quem
O nada disto custa
Será que existe
Lá para as margens do oriente
Este rio este rumo esta gaivota
Que outro fumo deverei seguir
Na minha rota?
(Utopia, de ZECA AFONSO)
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Esta é uma discussão extremamente interessante sobre um sistema e uma ideologia já mortos, enterrados e condenados pela História. Discutir o sistema comunista é o mesmo do que discutir o sistema feudal ou o sistema esclavagista. A diferença é que dos sistemas feudais e esclavagista já não há defensores. Do sistema comunista ainda existem…
A queda do comunismo prova que o povo alcança sempre a liberdade. Não interessa se o regime é comunista, fascista, esclavagista, ditadura militar ou religioso. Acabam sempre por cair.
A liberdade é essencial ao ser humano.
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“ E isso que o PCP não quer compreender tal como Cunhal não quis entender, e denunciar em 1968, a brutal agressão contra a Primavera de Praga.”
Augusto,
Quantos anos tinha em 1968???
“ E no meio disto, o Daniel está cada vez mais anti-comunista “
Alentejanito,
Olhe que não Alentejanito, olhe que não…os motivos do anti-comunista primário do DO, é que gostaríamos de saber.
“ e sabem que as economias comunistas conduziram os seus países à bancarrota “
João Cerqueira,
A sorte do mundo, é que ainda há Cerqueiras assim.
A crise que estamos a viver, sendo a mais grave de todos os tempos segundo os entendidos devesse a quê??? deixe-me adivinhar: em Portugal, ás más governações do PCP. No mundo, devesse ás más governações dos governos comunistas espalhados por esse mundo fora.
Enxergue-se homem.
“os trabalhadores, objectivamente, fazem o jogo da reacção”?
J Ferreira.
Tanto que fizeram que chegamos ao ponto em que se encontramos hoje, num beco sem saída.
“ Bardam*rda para o comunismo!”
Toninho,
Nem mais.
Já agora, Bardam*rda a sua opinião
“ Sabemos bem como isso funciona pois temo-los aqui, os saudosistas do Salazar”
Cecília,
Nem chegam a sê-lo, tal o seu grau de tacanhez.
[Responder]
O que está escrito é factual. O que não é factual é a “brutal ditadura” de que fala o Daniel.
[Responder]
Leo, seja comunista se assim o entender, o meu pai também o é e tenho muito orgulho por ele ser aquilo que é e por ter sido sempre ao longo da vida um homem coerente e solidário, mas por favor não diga coisas como “O de Berlim foi construído em território da RDA e era uma fronteira legal.”, isto é tão feio, tão ignóbil, tão desumano que qualquer coisa de positivo que venha do seu discurso é imediatamente rejeitado por qualquer pessoa de bem, por favor pense nisso!!!
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Tem razão Henrique Morais, tem razão…
[Responder]
Barton Fink, já alguém disse que se quisermos saber se uma determinada pessoa é de esquerda ou de direita basta perguntar-lhe qual o valor mais importante para ela, a igualdade ou a liberdade, 90% dos casos isto é limpinho, a malta de esquerda escolhe inevitavelmente a igualdade enquanto a de direita vai para a liberdade…
[Responder]
Contabilista, eu vivi lá 9 anos e gostei. Esclarecido?
[Responder]
JOAO CERQUEIRA
Falando do muro, saberá concerteza que a sua construcção foi a materialização de uma guerra fria camuflada entre o ocidente e a europa de leste.
Se concordo? É óbvio que não mas o facto é que ninguém faz guerra sozinho e as disputas ideologicas pelo solo germanico a isso conduziram e os iniciais 66,5 km de gradeamento metálico a dividir fisicamente o mundo em dois blocos foram assim comentados, na altura, por JFK:
«A solução não é muito linda, mas mil vezes melhor do que uma guerra.»
Por estas palavras regista-se que, embora a iniciativa tenha sido tomada pela parte da RFA, foi um mal menor para o mundo que desde então, passou a assistir a um verdadeiro ping-pong de ameaças tais como a guerra do vietnam ou a crise dos misseis.
Se gosta e estudou Historia deveria ter um pouco de honestidade intelectual para saber avaliar, com a actual informação que existe a nossa disposição, para saber que ninguem sai isento desta vergonhosa pagina da humanidade que tem o mesmo peso que, na mesma altura, as guerras civis centro e sul-americanas que foram instigadas, financiadas e apoiadas por “paramilitares” norte-americanos que provocaram centenas de milhar de mortos, em todo o continente.
“O que eu (e qualquer pessoa decente) afirma é que os regimes comunistas mataram milhões de seres humanos e negaram a liberdade aos que sobreviveram.”
Mataram, não desminto, mas importa realçar que mais uma vez a desonestidade intelectual reinante teima em colar esse estigma ao comunismo e,sabendo que existe um estado na UE cujo o presidente foi eleito como comunista (caso não saiba, o Chipre) ainda não vislumbrei qualquer noticia a falar que o Chipre é uma ditadura sangrenta.
O que importa mesmo realçar é que o capitalismo vem matando desde então até aos nossos dias e, olhe que a ideologia, ou melhor, a teoria capitalista não se revela tão apelativa para as massas pois não passa de uma natural evolução do feudalismo mas sempre que se realça esse facto é se logo conotado como sendo comunista ou esquerdista anti-americano.
Portanto, ainda quer falar comigo de dogmas?
Se estudou Historia de Arte saberá que desde a Grecia antiga, nenhum outro movimento cultural foi tão influenciado como a arte do principio do sec. XX o foi pela ideologia comunista; saberá quem foi André Breton; saberá o que foi o movimento DADA; saberá da influencia do comunismo no surrealismo; saberá de como foi criada a pintura mural; saberá quem foi Jean Paul Sartre; saberá de que se tratou no Congresso Cultural de Havana de 1968;……………..
Longe de mim querer-lhe ensinar alguma coisa.
Esta-mos apenas,civilizadamente, a partilhar pontos de vista e assim sendo acho desnecessario enveredar pela soberba e por-se para aqui a debitar o seu Curriculum Vitae, como se isso me disse-se alguma coisa.
Quanto a Jorge Amado, que tambem ele viveu uma ditadura sanguinaria apoiada pelos EUA (devo esclarecer) criou um imaginario semelhante ao de tantos outros dissidentes comunistas (onde incluo o Daniel Oliveira) com uma pureza utopica tão grande que se desiludiram com a imperfeição practica de uma ideologia que acreditavam já perfeita, que lhes chegava através de livros como o de John Reed em «Os 10 dias que abalaram o mundo».
Mas como o caminho faz-se caminhando, ou seja, ou se é ou nunca se foi comunista, deixo a sua consideração a leitura que faz dos que se apelidavam de comunistas e que faziam a sua interpretação ideolica ad hoc de maneira individual e não muito consistente pois acabavam sempre por confundir a teoria com quem a punha em practica.
Olhe, só para concluir, vou-lhe fazer uma comparação o mais objectiva possivel para vislumbrar o absurdo que é enveredar pela sucessiva colagem do comunismo, aos crimes que foram efectuados em seu nome por uma simplista e deficiente interpretação que é muito comum em pessoas como o João:
-Sabe que o Hitler inspirou-se em Nietzche para dar consistencia a sua teoria de supremacia da raça ariana, portanto, se já leu a teoria do super-homem acredita mesmo que devemos catalogar Nietzche como Nazi?
Aquele Abraço
A.R.A
[Responder]
Meu bom amigo Panzermayer
O seu comentário #64 deveria servir de tema de reflexão muito séria, pois contém toda uma flosofia de Humanidade. Você consegue na indignação das suas palavras colocar a admiração pelo seu pai, como exemplo de um Comunista.
E, aproveito para uma referência ao seu comentário #66:
1- Eu considero-me de Esquerda mas, não me revejo, minimamente, em comentários sectários, género “espelho meu, diz-me se há Partido mais de esquerda que o meu?”;
2- Penso que o seu pai (como Comunista) e o meu amigo se reverão mais fácilmente num outro conceito que não a “estatística” que apresentou;
3- LIBERDADE, IGUALDADE, FRATERNIDADE. Tudo junto e, aí, talvez possamos começar a construir
a Utopia que eu coloquei no meu comentário #61.
Meu bom amigo, da minha família um grande abraço para a sua.
[Responder]
Enfim,acabou o MURO de BERLIM surgiram outros como na fronteira do MÉXICO-EUA na PALESTINA enfim a queda há vinte anos do MURO criou uma expectativa ao bom estilo actual e recente chamada OBAMA,mas enfim a grande parte da POPULAÇÃO têm de compreender que para haver mudanças sérias e positivas para os que MAIS PRECISAM,é necessário não só votar mas EXIGIR de todos e acima de tudo de nós PRÓPRIOS,INTEGRIDADE ,CIDADANIA e INCONFORMIDADE sim isso mesmo INCONFORMIDADE.
[Responder]
Mas quer gostem ou não o de Berlim foi construído em território da RDA e era uma fronteira legal. Como legais são muitas barreiras de separação de fronteiras pelo mundo fora.
[Responder]
# 61
“Já agora, Bardam*rda a sua opinião.”
Tenho direito a ela ou já não posso?
[Responder]
VIVA A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO!
Eu sei que não gosta particularmente da data, não é Daniel… isto do povo ter tomado nas mãos o seu destino, não merece um comentário. Como Lenin sábiamente afirmou, ” quando a tirania Czarista mata milhões, a burguesia não se inquieta, se a revolução matar 500 mil ou um milhão será um crime horroroso”.
[Responder]
“ Tenho direito a ela ou já não posso? “
Toninho,
Pode, claro que pode.
“ Tenho direito a ela ou já não posso? “
Toninho,
Pode, claro que pode.
Não se pode é esquecer que o seu direito de opinar, é igual ao meu de ser comunista, se for, claro.
[Responder]
ATENÇÃO, MUITA ATENÇÃO, POR FAVOR!!!
Quando escrevi o meu comentário #74 (número actual), a ordem de comentários que, agora, aparecem nâo era esta.
PANZERMAYER, meu bom amigo, pela ordem actual, as minhas referências aos seus comentários passam a ser, respectivamente, #69 e 71#.
Por esta nova ordem, o meu “comentário” inicial passa a ser o #65.
Como há tantas repetições, penso que não “virá grande mal ao mundo” se o recolocar “mais abaixo”.
Aquilo que você sabe, de amigo para amigo.
[Responder]
A repetição prometida mas, agora em maiúsculas, para “ver” se alguém dá um pouco de atenção.
CIDADE
SEM MUROS NEM AMEIAS
GENTE IGUAL POR DENTRO
GENTE IGUAL POR FORA
ONDE A FOLHA DA PALMA
AFAGA A CANTARIA
CIDADE DO HOMEM
NÃO DO LOBO MAS IRMÃO
CAPITAL DA ALEGRIA
BRAÇO QUE DORMES
NOS BRAÇOS DO RIO
TOMA O FRUTO DA TERRA
É TEU A TI O DEVES
LANÇA O TEU
DESAFIO
HOMEM QUE OLHAS NOS OLHOS
QUE NÃO NEGAS
O SORRISO A PALAVRA FORTE E JUSTA
HOMEM PARA QUEM
O NADA DISTO CUSTA
SERÁ QUE EXISTE
LÁ PARA AS MARGENS DO ORIENTE
ESTE RIO ESTE RUMO ESTA GAIVOTA
QUE OUTRO FUMO DEVEREI SEGUIR
NA MINHA ROTA’
(UTOPIA, de ZECA AFONSO)
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75 REMEXIDO
7 Nov 2009 às 18:27
Enfim,acabou o MURO de BERLIM surgiram outros como na fronteira do MÉXICO-EUA
O muro na fronteira Eua-Mexico destina-se a impedir a entrada de imigrantes clandestinos nos Estados Unidos enquanto o muro de Berlim se destinava a impedir a fuga dos alemães de leste do seu proprio país.
Concordo com o que diz o Miguel Castelo Branco no seu blog “Combustões”. De todos os dirigentes da Europa Comunista o unico que foi coerente nos momentos finais foi o secretário geral do Partido Comunista Romeno, Nicolai Ceausescu. Enquanto os outros praticamente capitularam sem oferecer resistencia, Nicolai Ceausescu defendeu até ao fim o regime comunista e não hesitou em enfrentar pela força das armas os “contrarevolucionários” que, nas ruas, exigiam o fim do comunismo na Romenia. Nicolai Ceausescu perdeu a batalha em defesa do socialismo romeno, mas pelo menos bateu-se pelo socialismo, algo que os restantes comunistas da Europa de Leste não fizeram.
[Responder]
# 79
Bolota:
Respeito a sua opção, concerteza fruto da sua experiência de vida como gostaria que aceitasse a minha pelas mesmas razões.
Nunca fui ou serei adepto dos “ismos”, confesso.
Deposito um profundo respeito (a sério!) pelos comunistas portugueses que lutaram durante o período de ditadura mas assiste-me o direito de na actualidade recusar a implementação de uma ideologia que o tempo e a prática se encarregou de provar estar errada, mesmo que a sociedade em que vivemos não seja a mais perfeita.
Enquanto tudo “girar” á volta do “graveto” é assim que penso e quando passarmos à fase da troca por “géneros”, então aí prometo repensar.
Cumprimentos e não leve a mal.
Toninho
[Responder]
# 82
“…Nicolai Ceausescu perdeu a batalha em defesa do socialismo romeno, mas pelo menos bateu-se pelo socialismo…”
Serviu-lhe de muito…ehehe.
Deve estar no céu ao lado do Jasus.
[Responder]
“Deposito um profundo respeito (a sério!) pelos comunistas portugueses que lutaram durante o período de ditadura mas … “
Toninho,
Nem que fosse só por isso, deviam merecer o respeito de todos.
Quanto ao mas… veja se consegue responder-me: – o que têm feito de tão mau os comunistas portugueses, os portugueses, que o leve a ter tantas reservas ??
Tenha em conta que nunca foram poder.
[Responder]
A “Carta alemã” de Gerd-Helmut Komossa
por Anna Voronova
Não é todos os dias que um antigo chefe do Serviço de Segurança do Ministério da Defesa alemão revela informação acerca das correias que atam o regime político da República Federal da Alemanha (RFA). O livro de Gerd-Helmut Komossa, intitulado “A carta alemã. O jogo obscuro dos serviços secretos” (Die Deutsche Karte. Das verdeckte Spiel der geheimen Dienste. Ares-Verlag, Graz 2007.-230 S.) é uma verdadeira raridade. Ao focar as questões mais penosas para os alemães, o autor apela às profundezas da sua auto-consciência nacional, ignoradas durante décadas pelos Estados Unidos e seus aliados ocidentais.
“A carta alemã” narra as contradições escondidas mas extremamente agudas entre os EUA e a RFA – o que ainda não é muito falado nem muito livremente. O livro foi publicado em Julho de 2007, na Áustria. Naturalmente, o aparecimento e a promoção de tal espécie de livros na Alemanha seria impossível. Contudo, o facto de o livro ter sido publicado, contra todas as probabilidades, mostra que a sociedade alemã não aprecia ser tratada como “o vassalo dos EUA” (expressão introduzida pelo antigo conselheiro de segurança nacional dos EUA Zbigniew Bzhezinsky para descrever a Europa pós-1945) e está pronta para perceber a verdade acerca da sua discriminação após a Segunda Guerra Mundial.
É sobre tudo isso o livro do Sr. Komossa. Um pacto datado de 21 de Maio de 1949, o qual recebeu a categoria de “máximo nível de confidencialidade” no Serviço de Inteligência Federal do país, contem restrições relativas à soberania da Alemanha até 2099. O pacto diz que os países aliados tem controle total sobre os mass media e as comunicações da Alemanha. Cada ministro dos Negócios Estrangeiros federal deve assinar o chamado “acto do chanceler” (“chancellor act”) antes de tomar posse. As reservas ouro do país são tomadas pelos países aliados. Na verdade, todos o ministros alemães dos Negócios Estrangeiros, incluindo a actual, Angela Merkel, efectuou em Washington as suas primeiras visitas ao estrangeiro. A administração estado-unidense continua a imiscuir-se nos assuntos internos da Alemanha. Todos os partidos políticos na RFA estão sob controle estado-unidense, e a chamada imprensa “licenciada” na Alemanha acabou por ter um mesmo ainda mais enviesado de lavagem cerebral do que costumava ter sob o regime nazi. Os territórios da RFA permanecem sob ocupação dos EUA. Tudo isto podia ser tratado como uma ficção imaginativa de alguém se nada soubéssemos acerca do autor do livro.
O autor de “A carta alemã” acumulou a experiência de várias épocas históricas significativas da Alemanha, da Europa e do mundo. Agora general reformado da Bundeswehr, Komossa tomou parte na Segunda Guerra e posteriormente desempenhou um certo papel durante a confrontação da Guerra Fria. Possuindo uma plétora de informação, ele decidiu exprimir o seu criticismo quanto aos actuais mecanismos políticos internacionais.
Em 1943 Komossa entrou voluntariamente na Wehrmacht e foi enviado para a Frente Leste. Desde 9 de Maio de 1945 até 1 de Abril de 1949 ele foi mantido como prisioneiro dos soviéticos. Komossa descreve aqueles tempos como úteis para ele pois conseguiu fazer amigos entre muitos russos e entendeu que eles eram “outros russos”, não aqueles descritos pelos apoiantes dos nazis alemães.
Em 1956 Komossa começou a sua carreira na Bundeswehr. É preciso ler “A carta alemã” para entender como aconteceu que aos alemães fosse permitido ter o seu exército nacional. Sob o pacto acima mencionado, à Alemanha foi concedida suficiente soberania para formar o exército em 1955. Segundo a Constituição, a Bundeswehr (“força de defesa federal”, em alemão) trata apenas assuntos de defesa nacional. Contudo, os aliados ocidentais, liderados pelos EUA, perseguiam objectivos absolutamente diferentes. Queriam aumentar o número de tropas pelo recrutamento de soldados alemães, a quem dariam novo uniforme sem sinais de pertença a qualquer nação. Eles sabiam quão perfeitamente os alemães combateram durante a II guerra e queriam utilizá-los para a expansão global em grande escala. Os aliados gostariam de ter 500 mil soldados alemães. Também se esperava de Berlim que comprasse armamento e equipamento dos Estados Unidos.
Ao longo dos últimos 20 anos, a administração americana tem estado a tentar arduamente envolver a Alemanha nos seus projectos globais por todo o mundo. Mas todas as suas tentativas para pressionar Berlim em relação à Somália, Bósnia, Sérvia, Afeganistão e Iraque tiveram efeito contrário e provocaram o surgimento de novas abordagens em círculos políticos e públicos na Alemanha. O ressentimento encoberto em relação à política dos EUA atingiu um ponto crítico. Berlim e Washington têm visões polares do papel e do lugar da nação alemã no mundo moderno.
Desde o princípio da década de 1990 muitos militares alemães mudaram a sua atitude em relação aos EUA e à NATO. A princípio, muitos oficiais alemães nada tinham contra os EUA e fizeram o seu serviço militar além mar, mas hoje a maior parte deles sente-se desapontada com a política de Washington. Eles vêem que a hegemonia americana conduz à destruição do sistema económico e social de estados separados e de todas as macro-regiões, ao passo que a “ordem americana” não é nada senão outro nome para um caos…
Gerd-Helmut Komossa ocupou postos importantes na Bundeswehr, chefiou o Serviço de Segurança Militar nacional, e era muitas vezes chamado de “soldado com pensamento político”. Hoje ele fala contra a ideia de utilizar a Bundeswehr como exército de intervenção uma vez que as forças armadas alemãs tem objectivos puramente defensivos.
Nesse meio tempo, Washington está a tornar-se cada vez mais persistente na atracção de alemães para que se juntem a tropas de coligação em diferentes regiões do mundo. Berlim foi forçada a enviar tropas para o Afeganistão. Mas os aliados americanos disseram que não era bastante. O secretário-geral da NATO, Jaap de Hoop Scheffer, recentemente acusou unidades da Bundeswehr no Afeganistão de tentarem permanecer neutras nas regiões do norte enquanto outras tropas estavam a combater no sul. Ele também exigiu que a Bundeswehr ampliasse a sua missão para o Sul e fosse mais flexível na cooperação com o exército da coligação.
No seu livro, Komossa pergunta-se se é possível que jovens alemães sejam recrutados não para defender a sua pátria mas para assistir diferentes estruturas internacionais na implementação dos seus projectos, os quais nada têm a dar à Alemanha e à região europeia em geral. “Será isso que o nosso povo espera da Bundeswehr? E não será isto, mais uma vez, tornar os soldados alemães ‘assassinos’ aos olhos de outros povos?”, pergunta Komossa. Contudo, os EUA e seus aliados não estão preocupados com questões de moral uma vez que o pacto secreto expira apenas em 2099.
A elite intelectual da Alemanha agora gastará muito tempo a pensar acerca da chocante informação do Sr. Komossa, revelada no seu livro. Contudo, já é claro que uma nação com tão ricas tradições culturais e históricas não mais suportará estas humilhantes circunstâncias. “A carta alemã” de Gerd-Helmut Komossa marcou outro passo rumo à ordem mundial multipolar, e a adiada transformação da Alemanha num país soberano também será um passo importante na direcção certa. Podemos dizer isso com certeza.
[Responder]
Falar de Muro é muito singular!. A quem interessa? Só ao DO e àqueles que têm a mesma opinião. Para quem o anti comunismo é um acepipe majestoso não deixa de ser um prato bem nutriente.
Fale-se de muros. Há por aí outros muros que ninguém os lembra, em que morre o quíntuplo, de gente num ano que morreu em toda a existência do de Berlim.
Bom: esses não interessam porque são os nossos, protegem-nos dos bárbaros.
O Muro de Berlim foi feito com as mesmos motivos dos que fizeram o muro entre as duas Coreias, o muro na fronteira com o México, o muro da Palestina ou no Saará. Ou seria que neste caso houvessem mais razões para construi-lo?
O resto é falácia.
[Responder]
caro ARA
eu não afirmei que todos os comunistas são possiveis estalines, apenas disse que os comunistas parecem não as figuras do seu passado. sobre os gulag, e apesar do tarrafal ser uma realidade bem portuguesa, não acha que ficava bem ao PCP admitir que foram feitas coisas, nesses sitios, que violam a dignidade humana? sobre geografia, deixe-me dizer-lhe que o tarrafal fica em Cabo Verde, e os gulag fica na siberia, têm ambos condições climatericas diferentes, num muito calor noutro muito frio, mas resumindo, não sei o k isso acrescenta a discusão, a não ser no caso da fronteira legal e do muro de berlin, que funcionava para impedir as pessoas para circularem livremente, e realço livremente, que é o k tambem sucede em israel e na fronteira entre o mexico e os USA. o muro de berlin funcionou como barreira da liberdade e de movimentos, tinha como objectivo manter “fechados” os berlinenses, para não verem o que havia “do outro lado da cerca”
tambem admito que o capitalismo não tem as suas historias de terror, mas olhe que se o algum presidente dos EUA manda-se matar milhares de membros do seu partido, eu diria que o capitalismo e o comunismo estariam perto do empate ( estando ainda o comunismo afrente)
uma recomendação de leitura: leiam os escrito de uma senhora de Nome Rosa Luxemburgo.
ps: e caro ARA eu não disse que Estaline Mandou matar Trostky, apenas disse que ele morreu durante o dominio de estaline.
[Responder]
o problema da Alemanha derrotada na guerra e o subsquente abate da RDA não é apenas o que é exposto na “carta alemã”
- São as dezenas de milhar de soldados dos EUA estacionados ainda no território, Kaiserlautern é uma cidade americana, Ramstein, a base militar tem o maior hospital yankee no estrangeiro,, além de muitas outras instalações noutras localidades, etc
- É a gestão financeira da economia alemão por via do remanescente “plano Marshall” cujos fundos funcionam como investimento nas Bolsas internacionais e cujo uso condiciona as opções politicas, (cuja Agenda 2010 neocon já se aplica no terreno desde 1998, ou melhor dizendo, desde sempre, desde o governo do judeu Adenauer quando ainda não tinham a ousadia de se autonominarem neocons ), etc..
- Basta consultar os relatórios do Instituto Emnid para se concluir das condições de desigualdade social na ex-RDA vinte anos depois do fim do muro,,
- São as indemnizações de guerra que o colonizado governo de Berlim ainda é obrigado a pagar a Israel 60 anos depois por via de uma esfarrapada invenção da qual os judeus teriam sido vítimas privilegiadas (de facto são: há menino que recebeu centenas de milhar sem nunca ter posto os pés num campo de concentração…)
mas enfim, nestes assuntos de anti-comunismo do que se trata em concreto é de limpar a paisagem da visibilidade dos lucros da parte contrária – e nesta abnegada missão na defesa do sionismo que subjuga a Europa (via BCE) o mujahidin Daniel faz o papel de Baccall quando disse para Bogart: “sempre que precisares de mim assobia”…
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errata
onde se lê “mujahidin” deve ler-se “Rabbi”
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“eu não disse que Estaline Mandou matar Trostky, apenas disse que ele morreu durante o dominio de estaline.”
Como milhões de outros cidadãos soviéticos, certo? E 27 milhões deles para nos libertarem do nazi-fascismo. É por isso que quer castigar Estaline?
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cambada de comunistas, grandes tansos !
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Comentário 67
Preferindo a ofensa pessoal ao debate de ideias, um cidadão que assina Bolota e não tem a coragem de assumir a sua identidade _ como se vivesse num regime comunista _ escreve o seguinte :
«A sorte do mundo, é que ainda há Cerqueiras assim.
A crise que estamos a viver, sendo a mais grave de todos os tempos segundo os entendidos devesse a quê???».
Depois, aconselha-me o seguinte: «enxergue-se homem.»
Eu, modestamente, aconselho-o a comprar uma gramática da língua portuguesa onde enxergue a diferença entre deve-se e devesse.
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Ao senhor Leo
Respondo que todos os muros que dividem povos são vergonhosos e que o de Berlim era tão ignóbil quanto o da Palestina.
Uma vez mais, digo: os crimes de uns não desculpam os dos outros.
Ao senhor ARA
Respondo que desonestidade intelectual existe quando se atira para o debate os crimes do fascismo ou do imperialismo americano como forma de se desviar a discussão do tema nuclear: os crimes cometidos pelos regimes comunistas.
Antes do Comunismo ruir nenhum comunista afirmava que os ditos regimes não eram comunistas; havia crimes sim, mas eram desvios do Comunismo; Estaline um desvio, a invasão de Praga outro desvio, Pol Pot mais um desvio, Ceausescu esse desvairou, as purgas do MPLA em 77 novos desvios, etc.
Mas tanto desvio acabou afinal por conduzir à via principal do Comunismo: o totalitarismo.
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Senhor Cerqueira Esclareça-me por favor, este espaço é um confronto de ideias ou um concurso de Filologia? A ser isto retiro-me imediatamente, porque tenho a certeza que fico em ultimo lugar. Sou um burro do caraças na arte da escrita.
O meu amigo sabe reparar os electrodomésticos que tem em casa? A instalação eléctrica? O carro? Se não sabe porque faz uso dessas traquitanas!
De certeza que também deve ter um espelho?
Quanto ao comunismo, a Pol Pot, Praga e MPLA, aconselho-o a fazer uso da rede porque corre serio risco de estatelar-se no solo.
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Senhor Partizan
O seu comentário possui sentido de humor.
Sem a menor ironia, felicito-o.
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Engasga que é diferente!
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“ Eu, modestamente, aconselho-o a comprar uma gramática…”
Cerqueira,
Prefaciando Manuel Machado, um comentário é um comentário e, um imbecil é um imbecil.
Com toda a modéstia que lhe assiste, o que tem o devesse e o deve-se a ver com a questão que lhe coloquei??? Vou repetir : «A sorte do mundo, é que ainda há Cerqueiras assim.
A crise que estamos a viver, sendo a mais grave de todos os tempos segundo os entendidos devesse (deve-se) a quê???».
Sem saber bem como se escreve, uma coisa sei…mas uma falência se deve á má governação comunista… Califa . A estes nem as mil e uma noite os salva.
Já agora o enxergue-se está bem escrito??? Cerqueira, ser tanso não dói???
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JOAO CERQUEIRA
Voçe insiste de forma bastante autista numa demagogia com precedentes numa “ocidentalização” que, como lhe tentei demonstrar historicamente, sempre foi antagonista de uma filosofia de estado que desde a revolução de Outubro se revelou uma alternativa aquela que hoje vivemos.
E digo autista, pois, já por varias vezes aqui fiz o mea culpa dos crimes do comunismo, ao passo que o Joao insiste numa tentativa de um qualquer desvio que só o proprio o entende assim como forma a fugir a um debate franco e descomplexado.
Portanto, até quando vai insistir nessa colagem vergonhosa?
Aliás, o tema nuclear do post é o muro de Berlim (passado, presente e futuro de uma pós-reunificação) e assim sendo teremos que, indubitavelmente, por em confronto o comunismo com o capitalismo, portanto, se acha desonestidade intelectual o constatar desse facto acredito que o Joao jamais será capaz de compreender que para falar de Pol Pot como um “desvio” terei que lhe relembrar que em entre 1969 e 1973, bombardeiros norte-americanos mataram quase 3 quartos de milhão de camponeses cambodejanos com a pretensa desculpa de destruir bases Norte Vietnamitas de abastecimento (muitas das quais que não existiam) e, assim sendo, será deveras bem mais honesto da sua parte dizer que o que Kissinger e Nixon começaram o Pol Pot terminou.
Embora, Pol Pot tenha tido uma formação politica junto do PC Frances foi na verdade com a ajuda dos EUA, Grã-Bretanha, Tailandia e China que armou e sustentou a sua ascenção em conjunto o pequeno grupo etnico-nacionalista com pretensões maoistas que Pol Pot liderava.
Portanto, para alguém que estudou Historia, ter uma noção deturpada dos factos baseando-se em meias verdades ou verdades convenientes ultrapassa-mos os limites da desonestidade intelectual, para entrar para um campo de conjecturas falaciosas em que eu me recuso a participar.
Para ter uma melhor noção Historica dos factos, tente-se documentar convenientemente para não passar pelo vexame do ridiculo.
Olhe, veja o que escreveu o galardoado jornalista John Pilger acerca deste assunto:
http://www.thirdworldtraveler.com/Global_Secrets_Lies/Friends_PolPot.html
Para finalizar apenas lhe quero relembrar o seguinte: o que nós “ocidentais” crescemos a ouvir acerca dos crimes do comunismo sem qualquer menção aos do capitalismo, do outro lado do muro ouvia-se exactamente o oposto e, seguindo o seu raciocinio em que afirma;
«Antes do Comunismo ruir nenhum comunista afirmava que os ditos regimes não eram comunistas; havia crimes sim, mas eram desvios do Comunismo;»
Eu respondo-lhe com a mesma moeda mas com a unica diferença que, ao invés de comunismo substitui-mo-lo por capitalismo e ao invés do “antes de ruir” podemos seguramente afirmar “nos dias de hoje”.
Estamos esclarecidos, ou não?
A.R.A
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Senhor A.R.A
Sendo o senhor um homem culto e educado, em primeiro lugar pergunto-lhe por que razão não assume a sua identidade? Penso que seria mais honesto e ficaríamos em pé de igualdade neste debate.
Afinal, ninguém vai preso por delito de opinião.
Depois, uma vez que usa por sistema o chavão «desonestidade intelectual», afirmo que desonestidade intelectual é a táctica de se referir aos crimes dos EUA sempre que se debate os crimes do Comunismo. Eu serei o primeiro a acusar os EUA de crimes contra a humanidade se se debater Hiroxima, o Vietname ou outras agressões contra civis.
Mas, se falarmos da América em não vou buscar a URSS. Se falarmos de Pinochet não desenterro Fidel Castro.
Quando foi a Guerra do Iraque bombardeei o anterior Director do Público com protestos semelhantes _ e ele, em vez de me chamar desonesto intelectual, muitas vezes publicou o que eu escrevi nas Cartas ao Director (há um mês publicou um protesto meu relativamente a Israel).
Mas neste momento debate-se o Muro de Berlim e os regimes comunistas, por isso não é honesto fugir ao tema.
Semelhante táctica é usada por certa Direita espanhola quando ouve falar dos crimes do Franquismo_ tipo «sim, mas os Republicano fuzilaram padres e freiras…». E assim desviam as atenções do que não lhes interessa.
Como já disse noutros comentários, os crimes de uns não desculpam, explicam ou justificam os dos outros. Tão pouco devem servir de contraponto.
Os regimes comunistas mataram, prenderam e torturam milhões de seres humanos. Isto é um facto histórico e existe muita bibliografia sobre o tema. É apenas isso que eu digo.
Por que razão se ofende então com os meus comentários?
Afinal, eu não pretendo acusá-lo de nada, não pretendo ofendê-lo, nem tão pouco adjectivo a sua opinião.
Num regime democrático é assim: o senhor vê as coisas de uma maneira, eu vejo de outra.
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JOAO CERQUEIRA
Primeiramente, devo constatar, que não compreendo essa sua necessidade em saber o meu nome próprio pois quem aqui escreve fá-lo com o intuito de confrontar ideias ou opiniões e não o de avaliar nomes, sexos ou faixas etarias como se isso de algum modo fosse uma condicionante (como deu a entender) para uma maior ou menor relevancia das declarações em discussão.
Assim sendo, como não creio que me queira conhecer pessoalmente para me pagar um jantar, acredito que nos deveriamos cinjir ao confronto de ideias visto que para mim o Joao Cerqueira poderá ser muito bem um heteronimo ao estilo de Pessoa, embora tal facto nunca me tenha despertado a minima curiosidade.
Quanto ao tema em discussão, O MURO DE BERLIM, pela ultima vez, reafirmo que o confronto do comunismo vs capitalismo é indissociavel deste tema pois o muro foi a materialização fisica de 2 posições antagonicas e se o Joao insiste que eu estou a fazer um qualquer branqueamento historico, acredito que o Joao há muito levantou um muro de preconceito entre nós que lhe impossibilita uma melhor compreensão acerca do que lhe escrevo.
Insisto que vivemos num mundo homogeneo e de um só sentido que vai aumentando cada vez mais o fosso das desigualdades entre os Homens, muito por força de uma falsa prosperidade onde 2% dos mais ricos detêm mais de metade das riquezas mundiais disponiveis, ao mesmo tempo que metade da humanidade é detentora de apenas 1% deste patrimonio, como revelou um estudo, em 2006, das Nações Unidas apresentado na altura em Helsinquia.
Voçe fala de crimes e eu insisto que o rapido avanço tecnologico da URSS sem precedentes e o avanço na justiça social em areas como a educação, saude, habitação, trabalho, etc, nunca por si foram mencionados como parte integrante da analise que fez acerca dos regimes comunistas, portanto, se alguem anda a desviar as atenções do que não lhe interessa, esse alguem é o Joao.
Percebeu agora o significado do tal chavão da honestidade intelectual?
Mais, para que não restem qualquer tipo de duvidas, escusa de me relembrar, com esse paternalismo, como é que funcionam as coisas num regime democratico porque durante 48 anos, os comunistas portugueses foram o unico movimento organizado a lutar para que o que afirmou se torna-se uma realidade, em Portugal:
«Num regime democrático é assim: o senhor vê as coisas de uma maneira, eu vejo de outra.»
Acredito que ainda não esteja esclarecido mas foi um prazer debater consigo.
Aquele Abraço
A.R.A
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Senhor ARA
Da minha parte, dou por terminado o debate.
Mas, uma vez que insinua que posso estar a usar um heterónimo tipo Fernando Pessoa, deixo aqui uma prova do contrário
http://www.livroseleituras.com/index.php?option=com_content&view=article&id=210:joao-cerqueira-qo-maior-problema-da-sociedade-portuguesa-e-a-educacao-ou-a-falta-delaq&catid=64:escritores&Itemid=75
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Caro Leo
eu não preciso de condenar Estaline, acho que a história já se encarregou de fazer isso. sobre a libertação do nazismo,que eu me lembre, a URSS não lutou sozinha, e a sua vitoria sobre o exercito de hitler com consequente ocupação desses paises, condenou a europa de leste a uma longa “noite sombria”. mas diga-me uma coisa, vc apoia a ideia de que a URSS era um regime onde havia liberdade?
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