
Há uns dias, na SIC Notícias, Nuno Rogeiro tratava com displicência o relatório do Conselho da Europa sobre os voos da CIA. Sempre pronto para defender os amigos e sempre fingindo saber mais do que sabe, Rogeiro garantia que o estudo do Parlamento Europeu é que era fiável e que este estudo, realizado por um Suiço, seria um enorme disparate alarmista. Já então o estudo do PE, que ele defendia, falava da existência de muito mais voos do que o do Conselho da Europa. Mas Rogeiro, como acontece com alguma frequência, não fazia a mais pálida ideia do que estava a falar.
Agora veio a confirmação: «Portugal serviu de escala a dezenas de voos de aparelhos operados pela CIA, alguns dos quais com origem ou destino considerados suspeitos, revela uma lista sobre alegadas actividades ilícitas dos serviços secretos norte-americanos na Europa hoje divulgada em Estrasburgo». Apesar de as empresas que funcionam com a CIA poderem estar ao serviço de outras agências sem qualquer envolvimento no transporte ilegal de prisioneiros, muitos dos destinos deixam fortes suspeitas. Apesar do relatório não estar terminado, o seu responsável, o insupeito Carlos Coelho, considera que ficou claro que houve acções ilícitas da CIA em território europeu.
Agora Rogeiro vai ter de dar 300 cambalhotas. Ou talvez não. Uma das características deste “especialista” é ter a certeza de que nunca nos lembramos do que ele disse na véspera. E, de facto, não vale muito a pena.
Por Daniel Oliveira 13 Jun 06 em Sem categoria


Atenção: Estamos perante o Homem que começou a Guerra do Golfo só para ser o primeiro a noticiá-la!!!
É, sem qualquer dúvida, um grande senhor. Felizmente, estou sempre a fazer qualquer coisa quando aparece na televisão
Estou de acordo com este post, sobre o Nuno.
o meu abraço
paulo
O Rogeiro não vai dar 300 cambalhotas, não, afinal de contas só foram 75 escalas em Portugal…
Deêm-lhe meia hora para se documentar e… Nuno Rogeiro fala sobre tudo e mais alguma coisa!
Porque é que não publicas os comentários que não te agradam?
Há alguns a quem tirava o piu, sonhar é fácil, mas a este era já a seguir. Até fico com febre quando o vejo, mal, porque o telecomando não é para os cãezinhos, e então, ouvi-lo, é sinal de desgraça iminente. E ainda pagam a esta gente para dizer asneiras. Os portugueses são muito parvos, ter que aturar as opiniões dessa gente: são tantos…
O insuspeito Carlos Coelho? Esta é para rir, até cair.
Esta é incorrecta mas não resisto…
Filho de peixe sabe nadar…
O Rogeiro é filho de um ministro do Salazar, deve ter aprendido com o pai a servir que dá mais ….
Canzoada: não publico comentários insultuosos de gente que se esconde atrás do anonimato para encher isto de lixo, como era, definitivamente, o teu que não publiquei. E assim continuará a ser. Habitua-te.
tá excelente!
daqui a dias ainda vem com uma teoria de que a Austrália está a usar a crise Timor para invadir Portugal, depois de dizimar todo o contingente da GNR….
É preciso ter cuidado com Nuno Rogeiro que ele ainda vem dizer que nós temos prisões da CIA no Barreiro e bombas atómicas no Alfeite.
Era capaz de jurar que vi o Nuno Rogeiro a falar da táctica do Scolari no jogo da selecção contra Angola. Não era? Estão a reinar…
Mas juro que o vi num programa sobre aeromodelismo por alturas da invasão americana do Iraque!
Temos de olhar para Rogeiro como para uma criança e 7 anos. Sabemos que está a mentir, sabemos que está a inventar, mas é tão engraçado ouvi-lo a dizer disparates!
Quanto ao insuspeito Carlos Coelho, que escreveu um livro sobre o ECHELON (sistema de escutas da NSA que engloba vários países de língua inglesa), de que nunca ninguém ouviu falar, nem ao próprio autor, não tenho grande opinião.
queria tambem dizer mal do Rogeiro, mas como pensei empregar o termo “cócó”, e como tenho medo de ser censurado pelo Daniel, já não digo nada,,,
Rogeiro é um daqueles rapazes que personifica a desinformação numa relação simbiótica, este alimenta-se dela e dá-lhe alimento.
Quando a desinformação esgotar as suas possibilidades ele espera que o dia de amanhã apague das nossas memórias a defesa de uma mentira…
Aliás, brademos aos céus pela banalização da mentira, estava muito constrangida por teorias moralistas (ironia)…
Tomara nós que todos os comentadores da tv fossem tão maus como o NR. Às vezes acha chique ser faccioso.
À 15 anos atrás:’agora com as tv privadas,a cólidade vai melhorar a olhos vistos e a imparcialidade vai ser universal,não há dúvida ,que os meios de comunicação privada são objectivos,e não há batotas.Vivam os media livres(pertencentes aos privados)
Não era este senhor, que “nasceu” para o estrelato no início da década de 90, um acérrimo nacionalista nos anos 70/80?
Concordo, este comentador é trapaceiro-contorcionista-autodidata. Nem sei como ainda não fala de futebol. Mas é como certos políticos e socialites: ponham-lhe um microfone à frente…
O Nuno Rogeiro é uma vedeta da TV cuja especialidade é dominar os livros de instruções do armamento made in EUA - via CIA, diz-se.
Quanto a mim, desde que ele passou a ter lugar cativo na Caras, deixei de dar importância ao que ele diz.
Sendo eu simpatizante dos EUA e antigo admirador dele nos tempos da faculdade, em que ainda não era vedeta televisiva e passava por ser um intelectual de direita discreto mas esclarecido, penso que ele agora se presta a um mau serviço à democracia e que o seu desempenho, de carácter arrogantemente afirmativo, contribui para divulgar a má imagem dos próprios EUA.
Por isso, penso que ele não se irá retratar…mais uma vez.
Dar uma porradinha no Bloco de Esquerda é insultuoso?
Eu vou ali e já venho!
Canzoada: não aldrabes.
Caro autor (peço desculpa, mas não fixei o nome)
1. Volto a dizer que tenho a certeza de que o relatório do PE será bastante mais fundamentado do que o do sr. Marty.
2. Não se trata de saber qual deles é que menciona mais voos. Trata-se é de saber quantos voos comprovadamente ao serviço das “entregas extraordinárias” é que ficam esclarecidos para além da mínima dúvida.
3. Antes de dizer o que disse, procurei repetidamente informar-me com o deputado Carlos Coelho. Como também disse, este seguiu o bom senso de se centrar no caso do rapto de um clérigo muçulmano na Itália, alegadamente pelo grupo do sr. Lady. É o incidente mais documentado, embora não tenha aqui espaço para explicar como chegaram os magistrados italianos a algumas das conclusões.
4.O autor desta minúscula atoarda, que fala dos meus “amigos” sem saber nada de mim,comete uma desonestidade canhestra, ao referir uma passagem do relatório do PE, sobre múltiplos voos da CIA, mas esquece-se de dizer que o próprio documento reconhece haver muitos voos que podem ter a ver com outras “missões”, para além das “entregas”. Isso foi aliás também o que disse o senhor Scheuer ao senador Marty (Scheuer é o único ex-agente da CIA identificado como fonte pelo Conselho da Europa).
5. Tentei explicar - e já escrevi - que se as alegações se provarem, o assunto é grave, porque os EUA precisam de tratar os aliados como iguais, e de não violar as normas de direito internacional que recordam aos outros. O problema, porém, é o da prova. Sem ela, só há teorias da conspiração.
Nuno Rogeiro
Nãp podendo confirmar que é mesmo Nuno Rogeiro que nos escreve, vou partir do principio que sim:
O nome do autor está no fim do texto. Não tinha de o fixar.
Afirma, por outro lado, que eu me esqueço de «dizer que o próprio documento reconhece haver muitos voos que podem ter a ver com outras “missões”, para além das “entregas”». A meio do post, que não é muito grande, digo exactamente isso: «Apesar de as empresas que funcionam com a CIA poderem estar ao serviço de outras agências sem qualquer envolvimento no transporte ilegal de prisioneiros…»
Não seria mau ler os textos até ao fim, antes de os comentar. Ficaria a saber o que dizem e quem os esreveu. Só vantagens.
1. A sua sugestão é a de que o relatório Carlos Coelho prova algo contrário aquilo que eu referi. O que não é verdade. Não vale assim a pena estar a partir um cabelo em quatro, senhor Oliveira. Basta pedir desculpa.
2.Sou mesmo o Nuno Rogeiro. Não pense que o seu blogue está a ser alvo de operações negras da CIA. E sobretudo não embarque em teorias da conspiração, nem insinue sobre quem não conhece.
3. Mas o melhor, se calhar, é ignorar os meus conselhos, e ser você mesmo.
NR
Disse que o outro relatório não tinha credibilidade e era alarmista. Os resultados deste, que o senhor elogiou ainda antes de o conhecer, afinal não o são menos. Não prova o contrário do que o senhor disse porque na SIC Noticias o senhor não disse nada de substancial. O que prova é exactamente o mesmo que o relatório com que o senhor zombou.
Com o meu texto ao lado, garantiu que eu não tinha referido uma coisa que lá está escarrapachada, quase nas mesmas palavras que usou. Ainda assim, é o senhor que tem o desplante de me exigir desculpas. O tom autoritário no entanto, cai-lhe com toda a naturalidade, conhecendo as suas convicções políticas mais profundas, bem expressas no jornal que dirigiu.
Não há como confirmar identidades aqui, por isso, para o defender a si e não a mim, deixei a possibilidade de outra pessoa se fazer passar por si, o que acontece com alguma regularidade a figuras públicas na blogosfera. Não me parece que a CIA se desse ao trabalho de vir ao meu blogue, mas estou seguro que, se o fizessem, se fariam passar por si, figura incontornável que é da análise internacional
De resto, dificilmente poderia haver alguém de quem eu dispensasse mais os conselhos.
Por fim, fico contente por ter conseguido fixar o meu apelido. Já é um passo. A arrogância e a displicência são uma forma como outra qualquer de nos afirmarmos. Um pouco preguiçosas, mas perfeitamente compreensível. Cada um usa o que pode.
Sr. Oliveira
1. Acalme-se.
2. Ninguém “zombou” com nenhum relatório. Limitei-me a referir que, segundo o próprio senador Marty, as “provas” - mesmo que indiciárias, e não definitivas - são poucas e dificeis de agregar, retirando impacte a um texto que se prometera quase definitivo. Expliquei também, naquilo que, segundo V., nada disse
na SIC Notícias, que é pena que as coisas se passem assim, dado que era preciso acompanhar a importância política da investigação com conclusões de peso.
2. Volta à atoarda - que já me começa a aborrecer, embora não faça ideia quem é que V. Excia seja, e que motivos o movem - de que falei do relatório Coelho antes de o ler, ou conhecer. Ora a verdade é que tenho contactado com o deputado Coelho desde a formação da comissão, e acompanhado os passos de preparação e finalização dos relatórios que a mesma prepara. Ao contrário do que julga, o relatório final não foi ainda preparado, publicado ou sequer pensada. As passagens a que se refere são referências de uma memória intercalar, a que a comissão se obrigou.
3. Nessa
memória, refere-se que os voos de companhias indiciadas como trabalhando para a CIA são muitos, mas que não há provas sobre a real alocação das aeronaves pela agência, ou objectivo e tarefas de cada voo registado.
Isto é crucial. Deixe-me dar um exemplo: em 2005, um dos aviões em causa transportou, pelo menos 4 vezes, o director dos serviços secretos do Sudão (o NSIS), o sr. Salah Abdallah Gosh, para encontros com os seus homólogos nos EUA. O aparelho escalou o Egipto e outros dois países. Os voos contam como “prova” ou “indicio” de “entregas especiais”? Claro que não.
4. O Relatório intercalar Coelho - e espero, como disse, que o trabalho final - limita-se a registar as ocorrências, sem as qualificar, como no relatório Marty, e adopta em geral um tom menos definitivo e mais céptico. Por outro lado, centra -se (e, ao que sei, centrar - se -á) em casos que estão provados como ocorrência (o rapto em Itália), de efeitos judiciais cruciais.
Os encontros do deputado Carlos Coelho com os procuradores italianos do caso revelar-se-ão especialmente importantes nesta matéria.
4. Reafirmo assim que a Comissão do PE me parece estar a trabalhar de forma mais correcta, do ponto de vista do método, aproximação, tratamento e conclusões.
5. Se não me quiser pedir desculpa por me ter
tentado injuriar, dizendo
que estou “sempre em serviço” para fazer favores aos “amigos”, não
se incomode mais. E se acha que solicitar desculpas a alguém é um acesso de autoritarismo, vou ali e já venho.
As melhoras
Nuno Rogeiro
Nunca vi tanta inveja concentrada…