Parece que há um grupo de neo-nazis a guardar o cartaz do PNR no Marquês de Pombal. Ainda bem. Enquanto estão ali os imigrantes podem andar mais à vontade pelo resto da cidade. E os rapazes sempre experimentam trabalhar durante umas noites. Pelo menos não se metem na droga. Com os adolescentes todo o cuidado é pouco.


Sem respostas ao post “Sempre estão ocupados”  

  1. 1 1  boss

    Mas o cartaz não estava já feito num 8? Puseram um novo?

  2. 2 2  boss

    Ah ok, já vi no Spectrum que há outro…

  3. 3 3  The Studio

    Daniel,
    Se é verdade que o cartaz do PNR tem que ser guardado para não ser vandalizado, isso não abona nada em favor dos “democratas” da tua área ideológica.

  4. 4 4  OLA

    Mas você não se cansa de dizer asneiras!?

    Quanto aos imigrantes, sim, estão cá em excesso, o país está sobrelotado, a criminalidade aumenta a olhos vivos, não há lugar para toda a gente, vive-se um clima de insegurança. Solução: medidas que vão contra a imigração excessiva!

    Quanto à parte das drogas, nisso você deve ser especialista tendo em conta que isso é departamento do BE e do PCP… Quem tem telhados de vidro, não atira pedras e, antes de as atirar, informe-se, senão estará a arranjar “lenha para se queimar”, nada mais nada menos.

    Ganhe juízo que já tem idade para isso e pare de uma vez por todas com a quantidade de disparates abusiva.

  5. 5 5  Miguel

    Se estão a guardar o cartaz é porque certos elementos da sociedade democrática ainda não perceberam que o 25/4 foi feito para que TODOS pudessemos falar e escrever o que nos vai na cabeça.

  6. 6 6  Daniel Oliveira

    OLA, mas não nos financiamos com a sua venda.

    Miguel e The Studio, adoro que invoquem o 25 de Abril. Ainda assim, devo recordar que o cartaz que saiu de lá não foi o do PNR. Por isso, não deixa de ter alguma graça a vitimização. Parece que houve quem tentasse responder ao cartaz com palavras (e imagens). Mas a Cãmara não deixou.

  7. 7 7  Pantera

    A esquerda espuma por um simples cartaz de um partido que não terá nenhuma expressão eleitoral em 2009. Mas é sempre bom ver o medo da extrema esquerda

  8. 8 8  André Militão

    Os imigrantes estão em excesso?!

    Eu acho uma graça a estes gajos…

    Além de contribuirem com 7% do PIB, os imigrantes (legais) têm um interesse ainda maior no que toca a descontos para a segurança social e no rejuvenescimento da população.

    Vocês são burros, é a única conclusão que se tira se não conseguem entender que em todos os países desenvolvidos que receberam imigrantes estes constituiram, em última análise, um incremento na economia do país.

    E a única coisa que sabem dizer é que a criminalidade não para de aumentar - mesmo nos anos em que efectivamente decresce - e que o desemprego aumenta (claro porque as fábricas que fecham e se mudam para outras paragens fazem-no por culpa dos imigrantes, isto é absolutamente linear!).

    A sério vão mas é todos trabalhar em vez de andarem a guardar cartazes “chungas”.

  9. 9 9  FuckItAll

    Lindo, “enquanto guardam cartazes não se metem na droga” foi o primeiro título em que pensei para postar isto…

    Eu também acho que não há que ter medo de deixá-los dizer disparates. E sobretudo, mostrem-se, por favor mostrem-se.

  10. 10 10  pedro a.

    Gosto desta ligação directa entre imigração e crime… Ah, e as drogas também!
    Já os meninos carecas (por fora uns, por dentro muitos) falam em discutir ideias… Quais ideias? O ódio à diferença?
    E vão eles trabalhar para as obras por 450 euros por mês?

  11. 11 11  pedro a.

    O argumento “o país está sobrelotado” é próprio de quem não conhece o interior…
    O país está é sobrelotado de corruptos, de empresários exploradores de mão-de-obra semi-escrava e de espertalhões de mesa de café.

  12. 12 12  Junq

    OLA, há certas coisas que não se devem deixar de fazer nesta vida e que nos comprovam termos vivido bem: 1. fumar uns charrinhos com amigos americanos; 2. Beber umas vodkas com amigos russos; 3. fazer amor multinacional e multicolorido; 4. Insultar a polícia; 5. Faltar à escola pelo simples prazer de fazer disparates; 5. Ter sucesso profissional e pessoal apesar da perdição passada; 6. Trabalhar um mês nas obras ou na agricultura, ou no saneamento público; 7. Dar valor às pessoas estrangeiras ou nacionais que estão dispostas a fazer esses trabalhos por nós; 8. Compreender que o conceito de nação é cada vez mais difícil de definir; 9. Aceitar que uma nação é cada vez mais cultural e menos geográfica ou racial; 10. Que se insistirmos em atribuir responsabilidades a outros pelos nossos fracasso, continuaremos a fracassar.
    Por último, e com alguma ironia, o país Portugal é o que é, de bom e de mau apenas por causa dos portugueses… De si também e principalmente. Responsabilize-se pelo que pode em vez de fingir não ser nada consigo.
    Já agora, não se deve, ter juízo, em qualquer idade.

  13. 13 13  Sérgio

    Bem vista, a questão da droga. Poder-se-ia, hipoteticamente, encontrar muitos hábitos criminosos nesta velha vanguarda que se diz contra o crime. Falemos claro: muitos destes «patriotas» são criminosos que já passaram pela cadeia. São elementos parasitários que arrumam uma ganga arruaceira para travestirem todas as suas frustrações pessoais. Também as tenho, que diabo… e não ando por aí a dizer que a culpa é dos outros!
    Quanto ao 25/4, é curioso ver esta gente a escudar-se num património (liberdade, democracia) que combatem, para melhor medrarem. Cuidado: também se deixou à solta uns maluquinhos nas cervejarias de Munique. O resultado foi o que se sabe.

  14. 14 14  Bertha

    Acho incrível que se possa criticar os imigrantes! Eles vêm cá trazidos ilegalmente (na sua maioria) por máfias abjectas que ganham muito dinheiro com isso. Fazem os trabalhos que a maioria dos portugueses despreza. Ganham uma miséria. A minoria que se encontra legal contribui para a segurança social a até parece que representa 6% do PIB. O que nós devíamos era solidarizar-nos com esta gente (até porque temos muitos portugueses lá fora em condições idênticas), ajudar na sua integração e fazer jus à célebre hospitalidade portuguesa. Respondendo ao comentador que se apresenta por OLA, aproveito para lhe dizer que para mim a verdadeira criminalidade não é causada por esta gente, mas por todos aqueles que deles se aproveitam: as máfias que os trazem, os empreiteiros que os empregam com salários miseráveis, as precárias condições de vida que lhes são dadas, etc.
    Admira-me haver gente com uma mente tão retorcida que ainda culpe os imigrantes. Devem ser pessoas inertes e incapazes que preferem garantir os seus privilégios à custa uma invocação da nacionalidade e que temem a competição com os estrangeiros. O dinheirinho que por cá chega vem de Bruxelas (logo do estrangeiro)e nunca nos importamos com a sua origem, pois não?

  15. 15 15  JJ

    A criminalidade aumenta a “olhos vivos” sim.
    É muito perigoso andar no Marquês do Pombal cheio de Skins delinquentes.
    Quando o problema das migrações for resolvida, com o regresso a Portugal de todos os portugueses espalhados pelo mundo, aí sim vais ver o que é o país sobrelotado.
    A estupidez das teses anti-imigração é tão manifesta, que até dá dó desta ignorantada que rodeia uma porcaria de um cartaz mal feito, que tanto orgulho dá a um partido sem programa ou expressão política.
    Com 1700 euros, 17 Skins, pelo menos, poderiam pagar uma passagem para a Inglaterra, onde poderiam ir trabalhar e fazer um mestrado em crime junto de seus amiguinhos hooligans.
    Ou compravam fotinhos de gente criminosa, como o Salazar, ou podiam pagar as chamadas que fizeram para que o Salazar conseguisse de alguma forma ser o grande português.

  16. 16 16  The Studio

    Se há coisa que me dá gosto ver é a forma esclarecida como se defende aqui a importância dos imigrantes para a economia. Por um lado são contribuintes líquidos para a Segurança Social, dizem, por outro contribuem com 6 a 7% para o PIB. É isto que deveria ser discutido.

    Estes dois argumentos são tão evidentemente capciosos, que uma criança de dois anos descobria isso. Ao contrário do André Militão, cujo argumento é chamar burros aos outros sem se aperceber do efeito boomerang da sua “argumentação”, eu vou justificar as minhas posições.

    1. Começando pela contribuição para o PIB. Não sei como esses cálculos foram feitos, e só isto já daria pano para mangas. Mas vamos aceitar o número como válido. Esse número foi apresentado na SIC Notícias e no Diário Económico e fielmente decalcado para os textos panfletários do BE.
    O que o honest BE muito estranhamente se esqueceu de transcrever foi tudo o resto para além do número.

    Os economistas que divulgaram esse valor, e que defendem os interesses do grande capital, explicaram que a grande vantagem da imigração é a de fornecer mão de obra barata, o que aliás é confirmado pelos comentadores que aqui referem os salários miseráveis dos imigrantes. O outro efeito é que, sendo o desemprego a diferença entre a oferta de mão de obra e a oferta de emprego, a imigração gera também desemprego. Isto é claramente afirmado pelos economistas citados pelo BE. O desemprego, e a competição pelos empregos gera também uma descida dos salários. E é por isso que os economistas ao serviço do capital defendem que a imigração é muito boa: origina salários baixos e proporciona maiores lucros às empresas, tornando as empresas mais competitivas, o que é bom para a economia. Aliás, os mesmos economistas defenderam também um forte estado social, já que este processo gera um elevado desemprego. O que é lindo é ver a “Esquerda” (entre aspas, porque quem defende política de salários baixos não pode ser considerado de esquerda) alinhar pelo mesmo diapasão, e ver pessoas inteligentes como o André Militão, que deve ser aparentado com aqueles animais usam palas nos olhos e se movem apoiados em quatro membros, a chamar burros aos outros. Por exemplo li que os sindicalistas na Dinamarca são contra a imigração exactamente por essa razão.

    2. Quanto ao argumento da segurança social é ainda mais imbecil. E é mais imbecil porque como vem explicitado, apenas é comparado o dinheiro pago em pensões de reforma a imigrantes com o dinheiro entregue pelos imigrantes à segurança social. Sendo a imigração um fenómeno relativamente recente, o número de imigrantes reformado é evidentemente ainda muito pequeno. Este argumento contém duas grandes desonestidades: A primeira é “esquecer” que o dinheiro entregue à segurancça social pelos contribuintes será um dia devolvido sob a forma de reformas, e portanto se agora entregam mais dinheiro, essa dívida ficará por pagar pelas gerações vindouras. A segunda desonestidade é “apagar” da equação todas as despesas sociais com imigrantes. Depois de todas as casas pagas pelo Estado aos imigrantes pobres, temos ainda mais umas largas dezenas de milhares de imigrantes a reclamar casas. O dinheiro gasto pela S.S. em apoio social a imigrantes teria que ser considerado, e não foi. Por exemplo na Dinamarca, os imigrantes contribuem com cerca de 4% para o bolo social e consomem mais de 40%. Uma ordem de grandeza de diferença.

    E muito mais haveria para dizer, mas fico por aqui.

    Sinceramente, estas notícias divulgadas sobre o impacto positivo da imigração sobre a economia só me recorda o Ministério da Propaganda Nazi. O que é estranho é haver quem coma esta palha e ainda chame burros aos que têm inteligência para pensar por si próprio. Caro Militão, vote BE, é o partido certo para si.

  17. 17 17  pedro a.

    Qurem comparar a realidade portuguesa com a Dinamarca? Porquê?
    Mas alguém aqui defendeu os baixos salários?
    A questão é que, provavelmente, se o senhor “the studio” estiver no desemprego, vai acartar baldes de massa, 10 horas por dia, por 450 euros por mês?
    Acha que aquelas pessoas que atravessam o norte de África durante dias a fio, nas mãos de traficantes, para fugir à fome e à morte o fazem só para roubar os empregos aos europeus?
    Não acha legítimo que alguém queira viver num país que garanta condições de vida dignas para a sua sobrevivência e dos seus?
    Porquê tanto ódio camuflado de teorias económico-socias pretensamente apelidadas de “debates de ideias”?

  18. 18 18  a.pacheco

    Certamente começam a noite no Marquês e vão acabá-la no Parque Eduardo VII, é que a vida custa a todos, e esta rapaziada,não se importa de ganhar algum a subir e a descer o Parque.

    E pode ser que numa destas noites ,ainda se vejam o Proa ou o Carmona de termo na mão a levarem cafezinho á rapaziada, sim porque os meninos devem rapar um frio…. e a vereação da Camara do PSD, como se viu pela CENSURA ao cartaz dos Gatos, é toda atenções com esta canalha.

  19. 19 19  Stran

    Algumas pérolas dos comentários:

    - “economistas defenderam também um forte estado social, já que este processo gera um elevado desemprego” esta conclusão é brilhante! Um Nobel da economia a quem proferiu este comentário

    - Como é que a mesma pesooa que diz o seguinte:”Ao contrário do André Militão, cujo argumento é chamar burros aos outros”; acaba por dizer, no mesmo comentário, o seguinte:
    “o André Militão, que deve ser aparentado com aqueles animais usam palas nos olhos e se movem apoiados em quatro membros…” Uma melhoria de argumentação substancial, sem dúvida!!!

    - “A primeira é “esquecer” que o dinheiro entregue à segurancça social pelos contribuintes será um dia devolvido sob a forma de reformas, e portanto se agora entregam mais dinheiro, essa dívida ficará por pagar pelas gerações vindouras” Está resolvido o problema da Segurança Social, mande-se os trabalhadores todos para fora de Portugal para não pagar nenhuma reforma no futuro!

    - “Quanto aos imigrantes, sim, estão cá em excesso, o país está sobrelotado…” pois é por isso que não vou ao Interior, aquelas filas de transito, aquela imensidão de pessoas nas ruas… é demais para mim!

    “…a criminalidade aumenta a olhos vivos…” Não saiu de casa sem o meu colete à prova de bala, nem os meus três seguranças!

    “não há lugar para toda a gente” gostaria de ver alguns fora mas infelizmente não posso…

    “…vive-se um clima de insegurança”. Eu sei, os noticiarios estrangeiros enchem-se de noticias da nossa insegurança. Primeiro o Iraque e depois nós!

    Bom Fim de Semana a todos!!!

  20. 20 20  palhaçadas

    THE STUDIO e OLA
    desconhecem portanto uma boa parte da História mundial. Desconhecem não só uma boa parte da História do Mundo e dos Povos, como desconhecem em absoluto a própria essência naturalmente nómada do Ser Humano. Aliás, foi graças à essência nómada do Ser Humano, que os homens ocidentais um belo dia, se meteram numas barcaças e decidiram ir chatear os pretos em áfrica e os índios na américa, devassando, destruíndo, desrespeitando, pilhando, violando, tirando proveito de maneira vil de todo o ecossistema social e geográfico que se mantia inalterado há anos e anos. O tempo passou, e eis-nos chegados ao séc. XX , um século de ouro, em que uma vez mais o ocidente entende colonizar povos e regiões do mundo consideradas de menor elevação. E assim foi: há anos e anos e anos que o confortável ocidente não faz mais nada a não ser aproveitar-se de forma vampiresca das matérias primas e do manancial humano dos continentes africano, asiático e sul-americano. E o que temos dado em troca, aquele santo povo? Digam-me lá os senhores THE STUDIO e OLA porque motivo nasceram na europa? Porventura julgam os senhores que foi porque Nossa Senhora achou que o mereciam. Pois, se tivessem tido os senhores o azar de nascer num país onde não houvesse água potável, não houvesse comida, houvesse guerra e americanos e chineses a pilhar petróleo em cada buraquinho de terra que encontrassem, não houvesse escolas, o que fariam os senhores?
    Calculo, pelo vosso discurso, que não tentariam a sobrevivência noutro lugar onde porventura esta fosse possível.
    Ora chama-se a isso ser um palhaço de um burguês sem uma ponta de uma ideia coerente nos cornos.

  21. 21 21  ?

    Alguém que me recorde a posição do xenófobo pnr quando, não há muito tempo, o governo canadiano pretendeu expulsar ilegais portugueses, levando a uma intervenção diplomática por parte de Lisboa. Alguém se lembra?

  22. 22 22  Tony

    Curioso. Há um ano ou dois nenhum daqueles gorilas teriam dado o rosto numa peça de TV como a que vi na SIC Notícias. Como já se aperceberam que ninguém lhes faz nada e podem actuar impunemente, perderam o receio.

    http://forumantifascista.freehostia.com/forum/viewtopic.php?t=207&postdays=0&postorder=asc&start=210

  23. 23 23  André Militão

    Enfim, são fascistas e basta…

    Vamos lá ver, as contribuições para a segurança social dos imigrantes são importantes para manter o sistema de reformas pois a população portuguesa está cada vez mais a envelhecer.

    E isto vai ser visto a longo prazo pois esteja descansado o the Studio que ainda faltam vir aí muitos mais imigrantes e quanto melhores forem as suas condições laborais, maiores serão os descontos para a segurança social e maior será o poder de compra dos imigrantes o que por sua vez estimula ainda mais a produção.

    Ora, como eu já tinha explicado, os nacionalistas de hoje não primam pela inteligência e não conseguem perceber que o facto de pessoas de 20 e tal anos contribuirem para a segurança social constitui puro lucro, uma vez que vai servir para pagar as pensões dos portugueses reformados durante os próximos 40-50 anos, percebe?

    Eu sei que lhe é difícil entender este racciocínio económico complexíssimo, mas quanto mais jovem e abundante for a população activa de um país, maior será a produtividade.

    Outra coisa que me custa é atribuir o desemprego aos imigrantes. É idiota! Se o senhor quiser ir trabalhar para as obras como fazem os imigrantes, facilmente arranja trabalho (precário e mau pago). Mas o desemprego que realmente me preocupa é o daquela faixa da população acima dos 40 anos que toda a sua vida trabalhou numa fábrica até esta ir à falência, e não me parece que os imigrantes estejam a fazer concorrência a estes desempregados. Com os jovens licensiados sem emprego passa-se a mesma coisa. A não ser que o senhor ande a contratar advogados ucranianos ou assim (o que às tantas nem era mal pensado…).

    A sério, Studio explique-me faz favor quem é o português que o senhor conhece que tenha sido substituído por um imigrante.

    Por último, existe ainda aquela pequenina questão da ingratidãozinha. Caso o senhor não saiba, durante os belos tempos da outra senhora - em que os ordenados e a protecção laboral eram do melhor! - muitos portugueses foram forçados a imigrar para o estranjeiro para não passarem fome (mas suponho que solidariedade é coisa que não consta do dicionário dos fachos).

  24. 24 24  Bertha

    Força STUDIO, talvez ainda vás a tempo de arranjar um tachito como cronista do DN.
    Toca a teclar!

  25. 25 25  Inês Leitão

    como diria a minha mãe: isto ficará entregue aos macacos…anexando a triste piada racista…macacos, macacos afinal brancos.

    Bom blog, parabéns :)

  26. 26 26  Minerva McGonagall

    Pois eu cá já vandalizei esse cartaz no meu blog, e soube-me mesmo bem!

  27. 27 27  The Studio

    As respostas ao meu texto são simplesmente deploráveis. Insultos e mais insultos, misturar alhos com bugalhos, de vez em quando lá me dão razão sem se dar conta e quanto ao mais, de argumentos ZERO. Vou responder abreviadamente porque não tenho tempo para mais:

    1. pedro a.

    Quando alguém vive na miséria é natural que queira viver num país onde haja mais oportunidades e onde haja apoio social. Mas alguma vez alguém disse o contrário? Não é isso que está em discussão. Quanto ao resto dá-me razão. Os Portugueses não querem acartar baldes de massa por 450 Euros. Que fazem os patos-bravos? Contratam imigrantes. E se não houvesse imigrantes? Teriam que pagar salários mais elevados. Conclusão: A imigração conduz a salários mais baixos. Como vê, estamos de acordo.

    Stran:
    Aconselho-o a que aprenda Português primeiro e tente interpretar o texto depois.
    Nem merece mais comentários.

    Palhaçadas:
    A cassete da exploração já está mais que estafada, já nem os próprios Africanos acreditam nisso. Além disso, não se está a discutir as razões do atraso de África. O argumento de me chamar “palhaço burguês” foi o melhor que produziu mas passa-me por baixo. Não dou crédito a comentários rasteiros. Se quiser continue.

    André Militão:
    Louvo-lhe o esforço de tentar debater a segurança social, mas infelizmente não percebe nada do assunto. Todo o dinheiro que entra na Segurança Social através de prestações Sociais, sai mais tarde, e com juros, através de reformas. Na prática é como pedir dinheiro emprestado a um banco. Não resolve nada, apenas adia e agrava o problema. E repare que este facto é igualmente válido quer os novos contribuintes se devam à imigração ou ao aumento da natalidade.

    ” quanto mais jovem e abundante for a população activa de um país, maior será a produtividade.” FALSO: Os países do mundo com população activa mais jovem e mais abundante são precisamente os mais pobres. Explicar-te porquê sai fora do âmbito destes comentários. A maior produtividade deve-se à qualificação da mão de obra e à existência de meios de produção adequados.

    “Se o senhor quiser ir trabalhar para as obras como fazem os imigrantes, facilmente arranja trabalho (precário e mau pago).”

    Claro que sim. Estamos de acordo: Os imigrantes e os Portugueses mais desesperados arranjam trabalho precário e mal pago. Foi exactamente o que escrevi: “Os patrões arranjam mão de obra barata e enchem-se de dinheiro”. É esse o caminho que deseja para Portugal? O caminho do emprego precário e mal pago? Eu não. Os patrões devem ser obrigados a pagar salários justos quer a imigrantes quer a Portugueses.

    “A sério, Studio explique-me faz favor quem é o português que o senhor conhece que tenha sido substituído por um imigrante.”

    Conheço muitos. Aqui em Lisboa, empregados de restaurantes de cafés, de lojas são em grande número imigrantes. A menos que me diga que os Portugueses não queriam estes empregos…

    Pelo meio de incontáveis insultos, louvo-lhe o esforço de tentar discutir alguma coisa.

    Inês Leitão:

    “isto ficará entregue aos macacos…anexando a triste piada racista…macacos, macacos afinal brancos.”

    Ainda não aprendeu a argumentar mas já aprendeu a insultar… costuma dizer-se que as crianças aprendem sempre o que não devem.

  28. 28 28  MRC

    Concordo plenamente com os posts do The Studio, Miguel e Vasquinho. Penso que o pessoal de esquerda, sobretudo ligado ao Bloco de Esquerda, deveriam fazer uma reciclagem, tipo um fim de semana intensivo de formação na área da tolerância e do respeito pelas posições contrárias. É que ficaram tão entusiasmados com a vitória no último referendo que, se calhar, pensam que isto já é Cuba ou a Coreia do Norte.
    Uma coisa é discordar de ideias, por mais censuráveis que elas sejam. Outra coisa é vandalizar um cartaz só porque não concordamos com o que está lá escrito. No Algarve, tive a oportunidade de testemunhar a vandalização de cartazes do “Algarve pela Vida” com a imagem de um feto de 10 semanas, no qual gente, certamente de esquerda, deixou escrito à mão “Morre, feto estúpido”.
    Belos democratas que eles são….

  29. 29 29  Isabel

    Esta noite passei pelo Marquês de Pombal e também vi os neonazis de plantão junto ao cartaz do PNR. Estavam vestidos de preto, bebiam cerveja e confraternizavam, rindo. Entre eles, reparei, estavam algumas mulheres. Sendo negra, senti medo. Medo, raiva e dor, como talvez nunca tenha sentido antes na minha vida. E uma grande sensação de impotência. Não sou imigrante. Sou cidadã portuguesa, nascida em Lisboa, filha de pais portugueses (pai de origem moçambicana, mãe nascida na Ilha do Sal, em Cabo Verde, aqui chegados jovens por altura do 25 de Abril). Cidadã portuguesa há muitas gerações, portanto, apesar da cor da minha pele. O presidente deste partido diz que só são portugueses quem descende de portugueses (brancos, quer ele dizer) e, por isso, na sua mundivisão, jamais o seria, nem o meu pai, que foi soldado no Exército português durante a guerra colonial.

    Anos atrás, vivia e estudava fora, e sempre me apresentava como portuguesa. No ambiente cosmopolita de Londres ou Paris, julgava, isso não causava nenhum espanto. Era uma cidadã da República Portuguesa, o meu país europeu, que outrora, para o bem ou para o mal, fora um vasto império que se estendia pelo mundo. Falava disso com orgulho e, contavam-me, por vezes, os meus colegas e amigos já não me conseguiam ouvir falar de todas as maravilhas de Portugal – a paisagem, o sol, o mar, a sua riquíssima história feita no Brasil, na Índia, na China, pela África. Mas Portugal era o meu país. Eu era portuguesa. Dividia esse destino, que não escolhera, com muitos outros milhares de portugueses de várias origens étnicas, que já viviam em Portugal há muitas gerações e que, mesmo sem esquecer as suas distintas origens rácicas, eram, sobretudo, isso mesmo, portugueses. Nem mais, nem menos.

    Na carruagem do metro, penso no cartaz, e na mensagem que veicula: “Portugal aos Portugueses”. Enquanto escutava duas mulheres, imigrantes brasileiras, sorridentes, falando das banalidades do quotidianao, da vida, pensava na ironia de me sentir uma estranha na minha própria terra. Senti-me orgulhosa dos meus pais, do sacrifício que fizeram por mim ao deixar as suas terras de origem com a leva de retornados, há mais de trinta anos. Nunca lhes serei suficientemente grata por tudo aquilo que me deram, julgo. A mensagem daquele cartaz e desse partido é, mais do que ofensiva para mim, um insulto aos meus pais. É isso que doi mais, na verdade. Dói ninguém o ter retirado, dói que, mesmo indo contra todas as nossas leis, uma organização racista e que promove um discurso de ódio e violência actue impunemente à frente de todos. Sem que ninguém pareça querer fazer nada.

    “Façam boa viagem”, diz o cartaz. Sim, eu sei, não devo generalizar. Tento convecer-me que aquilo não reflecte a opinião dos portugueses em geral. Mas a verdade é que, quando penso nisto, é isso que tenho vontade de fazer: ir embora, e levar os meus pais comigo. E não voltar.

  30. 30 30  palhaçadas

    The Studio,

    a sua cabeça é assim uma espécie de pinball dos anos 70.
    Vamos por partes, devagar, para ver se não lhe escapa nada:
    1. Ao pé do testemunho da Isabel, o seu assemelha-se ao de um homem… quando muito vazio… empty… você é a personificação do próprio vácuo emocional; não se preocupe que há bons psicoterapeutas por aí, todos portugueses e muitos desempregados.
    2. A cassete da exploração, quando muito, deve estar estafada para si e para alguns ocidentais que entretanto cegaram com os dólares todos que têm no bolso graças ao terceiro mundo. Os africanos, e se quiser os asiáticos e os sul-americanos tb, continuam a ter de abandonar a sua terra-natal em busca de sobrevivência. Sabe o que isso é?
    2. “não se está a discutir as razões do atraso de África” Pois não. Nisso estou de acordo. Está-se a discutir as razões que conduzem à emigração africana em larga escala e que passam, isso sim, pelo atraso de áfrica, atraso esse que diz todo o respeito ao ocidente.
    3. Mas diga-me The Studio, você que pelos vistos é o Markowitz português, o que acha do facto do ocidente estar em áfrica a explorar por exemplo o filão do petróleo, subsidiando ditadores? Não acha que era uma boa oportunidade para ficarmos em casa? Ou essa parte da conversa já não lhe interessa?

  31. 31 31  palhaçadas

    Isabel,
    desculpe lá, mas você não nasceu em Portugal? Então havia de ser o quê? Neozelandeza? Cambodjana? Guatemalteca? Com certeza que não. Venho agradecer-lhe o seu testemunho. Não tenha ideias dessas, de pegar nos seus pais e de ir embora! Este é o vosso país, não tenha dúvidas. Portugal precisa de si. E aproveito aqui para lhe pedir desculpas pessoalmente pela desconsideração revelada por alguns conterrâneos nossos. E se por acaso decidir ir embora, não se esqueça de levar Portugal consigo e de deixar para trás todos aqueles que têm medo do mundo.

  32. 32 32  a.pacheco

    Quando eu vejo neo-nazis e apoiantes do ditador Salazar, falarem em democracia em tolerancia, em direito á palavra, sinceremante dá-me NOJO.

    A democracia constroi-se com democratas com respeitadores das leis do psís, com partidos que se legalizam de forma correcta e não ROUBANDO assinaturas ( caso deste neo-nazi pnr, que se apoderou das assinaturas do PRD de Ramalho Eanes).

    Com partidos que não fazem da sua pratica politica um constante ataque a cidadãos só porque eles têm outra côr de pele.

    Um partido que vive da arruaça, da agressão , não deve ser só combatido com ideias, mas fundamentalmente com a PSP.

    Há uma velha frase que continua actual.

    Quem o inimigo poupa ás mãos lhe morre.

    Eu só sou democrata, com os democratas, eu só sou tolerante com os tolerantes,eu só não exijo censura para aqueles que são na realidade anti-censura.

    Quem CENSUROU E APOIOU A CENSURA DO CARTAZ DOS GATOS,não tem nenhuma autoridade para dar lições …..

  33. 33 33  Lord

    Liberdade é liberdade: deixem lá estar o cartaz. Mas não me esqueço da forma como este “partido” se tornou “partido”. Respeito democrático para umas coisas, mas para outras não. Enfim. A hipócrisia é linda.

  34. 34 34  André Militão

    FALSO: Os países do mundo com população activa mais jovem e mais abundante são precisamente os mais pobres. Explicar-te porquê sai fora do âmbito destes comentários. A maior produtividade deve-se à qualificação da mão de obra e à existência de meios de produção adequados.”

    És um génio… é óbvio que a qualificação da mão de obra é o principal factor de produção. Mas vale mais uma população activa jovem do que uma envelhecida. O seu argumento é altamente falacioso pois passa a mensagem de que se nao entrassem cá imigrantes a mão-de-obra já envelhecida seria mais qualificada, o que não é verdade. Assim sendo, mantém-se que quanto mais jovem for a população activa, maior a produtividade. O ideal seria que os imigrantes tivessem melhores condições para poderem criar família e que por sua vez a sua descendência tivesse condições para ter uma boa educação, percebe?

    Quanto ao seu pseudoargumento de que a segurança social não precisa de mais contribuições isso é simplesmente estúpido. Desde logo o dinheiro da segurança social não deve ficar parado, deve ser investido de forma segura para ser rentabilizado.
    E, corrija-me se estiver enganado, mas a segurança social está quase falida e cada vez será mais difícil pagar as reformas a cada vez mais portugueses, daí que a entrada de mão-de-obra jovem seja positiva, pois o dinheiro que fazem entrar só é devolvido em 40 anos.
    Como é óbvio isto não chega, pois a principal razão pela qual a segurança social está como está é o facto do Estado ter desbaratado todos os meios de produção de que era dono.

    Infelizmente, os nossos governantes não querem perceber que as sociais democracias foram construidas principalmente com base no investimento estatal e na detenção de meios de produção públicos e não na simples distribuição de riqueza através dos impostos.
    Portanto, os Estados Europeus só têm duas opções, ou voltam a intervir activamente na economia, ou emulamos os States e deixamos o mercado à irracionalidade e a saúde, educação e qualidade de vida para os ricos.

    Para terminar, volto a realçar que não há um único país no mundo que não tenha beneficiado da imigração a longo prazo, pelas razões já mencionada por mim e por vários outros comentadores.

    Ao passo que do nacionalismo e do fascismo não estou a sim a ver nenhum exemplo…

  35. 35 35  André Militão

    “No Algarve, tive a oportunidade de testemunhar a vandalização de cartazes do “Algarve pela Vida” com a imagem de um feto de 10 semanas, no qual gente, certamente de esquerda, deixou escrito à mão “Morre, feto estúpido”.”

    LOOL! Claro, foi nitidamente gente de esquerda que abomina os fetos como eu.
    Deus nos livre de pensar numa brincadeira parva feita por putos mal educados. Se bem que, como toda a gente sabe, os putos mal criados são todos de esquerda. Evidentemente…

  36. 36 36  ?

    Já só falta a esse senhor que vive num ‘estúdio’ mental, vilipendiar as putas brasileiras e ucranianas por fazerem baixar o preço da queca e fomentarem uma competição sem tréguas no mercado do sexo prejudicando inapelavelmente as putas portuguesas.

  37. 37 37  Raimundo

    Qual a razão de um partido com dez mil votos ter tanta importância?
    expliquem-me, pfv.

  38. 38 38  The Studio

    Palhaçadas:

    O testemunho da Isabel apela à emoção, ao passo que eu argumento com base na razão. É natural que o comovente texto da Isabel deixe aqui os humanistas com uma lágrima no canto do olho. Mas a verdade é que alguém corre riscos não é ela. Por exemplo, em Inglaterra as estatísticas oficiais mostram que a probabilidade de um elemento das minorias étnicas cometer um crime racista violento é 70 vezes superior à probabilidade deum branco cometer o mesmo tipo de crime. Os ataques referidos pelo Rui Tavares ao actor, ao sindicalista e ao Alcino ocorreram todos há mais de 10 anos. Ataques racistas contra brancos ocorrem com grande regularidade. Ainda há 2 ou 3 semanas um simpático grupo de jovens, desses que andam nos transportes públicos em bandos de 10 ou 20, esfaquearem dois Portugueses porque eram brancos e tiveram a lata de entrar na carruagem deles.
    Quanto ao atraso em África leia no meu blog, os três textos no cantinho inferior esquerdo, onde diz “sobre a fome no mundo”. Quanto à nacionalidade, é evidente que um bebé deve herdar a nacionalidade dos pais e não a do local onde nasceu. O filho de uma astronauta nascido na lua seria um Extra-Terreste? Claro que não.

    Pacheco:
    Se quiser discutir sobre o PNR, encontre alguém do PNR que discuta consigo. Eu não tenho nada com isso. Quanto ao Professor Salazar, primero informe-se e depois fale. E não se vá informar no Avante, tente um livro sério.

    Raimundo:
    Eu explico-lhe porquê um partido com poucos eleitores tem tanta importância: Porque segundo a última sondagem sobre o assunto, 75% dos inquiridos não querem mais imigrantes em Portugal. Uma ditadura, para se manter contra a vontade da população tem que perseguir ferozmente o primeiro que se manifeste contra. Por isso é necessário perseguir o PNR, porque neste aspecto particular são eles quem representam a população Portuguesa.

    A resposta ao Militão fica para amanhã

  39. 39 39  Merry Alvezeras

    Antes de mais peço as minhas antecipadas e humildes desculpas por intervir neste blog de elevado cariz intelectual, apesar de ser um desses “proscritos” de limitados recursos culturais e intelectuais, que não tirou um MBA, um doutoramento, nem sequer um mísero mestrado. Mas cá vai:

    1) “Mas a verdade é que alguém corre riscos não é ela. Por exemplo, em Inglaterra as estatísticas oficiais mostram que a probabilidade de um elemento das minorias étnicas cometer um crime racista violento é 70 vezes superior à probabilidade deum branco cometer o mesmo tipo de crime.” FIM DE CITAÇÃO.
    Agradecia que me informasse quais os links e onde se podem consultar estas “estatísticas oficiais”. É que tenho tentado e nada encontrei relativamente a essas tais “probabilidades” (deve ser por causa dos meus limitados recursos culturais e intelectuais, concerteza. Que chatice…).
    Era bom que colocasse os links e as informações que lhe peço, porque senão qualquer um pode vir dizer (sem provar) que, por exemplo, segundo as “estatísticas oficiais” os portugueses são os imigrantes mais problemáticos nos países de acolhimento ou os responsáveis pelo atraso económico e social da Europa em relação a outros “continentes”, etc…

    2) “Os ataques referidos pelo Rui Tavares ao actor, ao sindicalista e ao Alcino ocorreram todos há mais de 10 anos. Ataques racistas contra brancos ocorrem com grande regularidade.”. FIM CITAÇÃO.
    Ou seja desde há 10 anos para cá, os skins tornaram-se uns santos. Tão santinhos, tão santinhos que ainda há pouco tempo agrediram violentamente um rapaz gay (Tiago do blog Musicólogo) nos armazéns do Chiado ; há dias perseguiram uma activista lésbica (julgo eu) na zona da Baixa, seguindo-a inclusivamente até ao Metro; vários grupos de operários negros têm sido atacados por skins, quando se encontram isolados; os fulanos do “Gato Fedorento” e respectivas familias têm sido insultados e ameaçados nos blogs do PNR, que até já descobriram os colégios onde os ditos fulanos têm os filhos a estudar, etc., etc…
    Será preciso dizer mais?
    Tudo isto seria cómico se não fosse triste…

  40. 40 40  rouxinol

    “esfaquearem dois Portugueses porque eram brancos e tiveram a lata de entrar na carruagem deles.

    Os erros dos outros justificam os nossos?
    Se o fôr, já vejo onde arranja justificações para as suas teorias: “Há imigrantes racistas, logo eu também tenho o direito de ser racista”

    O meu conselho é que deixes de arranjar escapismos qe justifiquem aquilo que sentes. Se és racista, não o és porque outros o são, és e pronto. Admite.

  41. 41 41  ?

    Já todos percebemos que se de hoje para amanhã evaporar-se a delinquência juvenil os pênêrês(como diz o outro) deixam de ter razões para existir(ou para sorrir, porque politicamente carecem dela como de pão para a boca). E como o problema centra-se essencialmente na grande Lisboa, bastar-nos-ia contratar por dois ou três anos os serviços de Rudolph Giuliani. Quem ‘limpou’ Nova Iorque não teria quaisquer dificuldades em endireitar Lisboa. E assim acabava-se o pênêrê. Não é ‘estudioso’?

  42. 42 42  Sebastião Dias

    «Eu só sou democrata, com os democratas, eu só sou tolerante com os tolerantes,eu só não exijo censura para aqueles que são na realidade anti-censura.

    Quem CENSUROU E APOIOU A CENSURA DO CARTAZ DOS GATOS,não tem nenhuma autoridade para dar lições …..»

    Estranha democracia a sua. Sou mais da opinião que só se consegue combater os anti-democratas com a democracia, integrando-os e não pondo-os à margem da mesma. Ou somos democratas ou não somos.

    Disse censura dos Gatos Fedorentos? Você ou não percebeu o que se passou, ou não deve querer perceber.

    O PNR enquanto organização política, quer se goste ou não, tem o direito de colocar um outdoor na via pública, assim como o Bloco de esquerda, se assim o entender. O cartaz dos gatos fedorentos foi justamente retirado, pois, que eu saiba, não são nenhuma organização política, são um grupo de profissionais do espectáculo e do humor. Penso que mais do que a afirmação que fazem no cartaz, este funciona muito bem para os Gatos enquanto autopromoção, coisa que sabem muito bem fazer. E se eles podem fazer assim a sua auto-promoção então também quero colocar no Marquês um outdoor com o nome da minha empresa, com logotipo em grande destaque. Se for preciso, até posso colocar lá uma frase frase papável por todos, tipo «chega de mortes no Iraque», tudo isto sem pagar quaisquer impostos. Parece justo, não?

    O cartaz do PNR é imbecil pelo ideário político que assume, mas vivemos num país democrático em que as ideias, certas ou erradas, têm de ser discutidas.

    Mas parece que de acordo com alguns pseudo-democratas do bloco a democracia não é para todos, certo?

  43. 43 43  Sebastião Dias

    Muito lúcida a interpretação que Pacheco Pereira faz no seu blog Abrupto acerca deste tema. Vale a pena ler.

  44. 44 44  Rita

    Obrigado pelo seu testemunho Isabel. Sou portuguesa a viver em França e tenho orgulho em ser sua conterrânea. Um bem haja para o Daniel Oliveira também, pelo excelente blogue, e para os outros blogadores (excluo desses o lixo racista que, sinceramente, penso que o autor do blogue devia apagar ou enfiar pela sanita, que é lá o seu lugar)

  45. 45 45  ?

    «Quanto à nacionalidade, é evidente que um bebé deve herdar a nacionalidade dos pais e não a do local onde nasceu. O filho de uma astronauta nascido na lua seria um Extra-Terreste? Claro que não.» Diz o ‘estudioso’.

    Os magotes de portugueses espalhados por este mundo ao lerem esse tipo de comentários no Arrastão ruborizam e ficam com os cabelos em pé.Para o pênêrê os estrangeiros casados com portugueses devem perder a nacionalidade portuguesa(e vice-versa). Absurdo por absurdo não precisamos da lua. Que nacionalidade atribuir a um bébé de pais desconhecidos abandonado à porta de um infantário em Lisboa? Que nacionalidade atribuir aos filhos da Angelina Jolie? A um bébé que nasça num avião exactamente sobre a fronteira entre dois países da América do Sul sendo a mãe uma lésbica sueca fecundada com o esperma de um dador anónimo vietnamita?

  46. 46 46  The Studio

    Bem acho que não adianta muito discutir mais este assunto. Fala-se em alhos respondem com bugalhos, não percebem o que eu escrevo e repetem os chavões da cartilha. Assim não vale a pena.

    Apenas para deixar claro:
    1. Não existem dados sobre os crimes racistas em Portugal. Mas nos países em que existem, as maiores vítimas dos crimes racistas são precisamente os brancos.

    2. Sobre as notícias de criminalidade em Portugal, eu leio os jornais normais e não o Avante ou o Combate. Assim é natural que não tenha conhecimento desses factos referidos pela Merry. Mantenho o que disse, a maioria dos crimes racistas violentos (pelo menos os que vêm publicados nos jornais) em Portugal são cometidos pelas minorias étnicas contra a população branca. Isto não desculpabiliza nenhum crime, quer de um lado quer do outro. O que eu destaco é a diferença de tratamento perante crimes racistas dependendo da raça de quem comete o crime.

    3. A Merry não precisa de se afirmar estúpida por não encontrar dados que não deseja encontrar. Não é estupidez, são palas ideológicas. Leia:
    http://news.bbc.co.uk/1/hi/uk/6128466.stm
    Os crimes racistas violentos dos quais resultam ferimentos ocorreram 4 vezes em maior número contra os brancos. Se ponderar tendo em conta as percentagens populacionais, chega à conclusão que a probabilidade de um elemento de uma minoria étnica cometer um crime destes é entre 60 a 70 vezes superior à de um branco cometer o mesmo tipo de crime.

    4.”Um bem haja para o Daniel Oliveira também, pelo excelente blogue, e para os outros blogadores (excluo desses o lixo racista que, sinceramente, penso que o autor do blogue devia apagar ou enfiar pela sanita, que é lá o seu lugar)”

    A Rita mostra a verdadeira face dos “democratas”. Em primeiro lugar é ela que decide quem é racista e quem não é. E racistas são obviamente aqueles que dizem coisas com as quais ela não concorda. Mesmo que apenas apresentem factos, passam de imediato a ser racistas. E sendo “racistas”, devem ser silenciados. É assim a liberdade de expressão.

  47. 47 47  Daniel Oliveira

    The Studio, não é a Rita que decide que você é racista. Ser racista é uma decisão sua da qual só você pode ser responsabilizado. E acho bem que fale. É bom as pessoas saberem o que a casa gasta.

    De resto, não se baseia em nada a não ser no seu preconceito para dizer que a maior parte da criminalidade é de minorias étnicas. Não há nenhum estudo ou estatísticas em que se baseie. Talvez aconteça que os jornais não dizem que o criminoso é branco quando ele é branco.

    Quando se refere a crimes racistas o que quer dizer? Crimes de brancos contra negros e de negros contra brancos? Ou crimes assumidamente racistas? É que homicídios assumidamente racistas só conheço os dos seus camaradas de partido. Mas posso estar enganado.

    Mas todos os dados op desmentem, começando pela população prisional (com a qual está de certeza familiarizado, dada a sua estreita relação com sekeanheads).

  48. 48 48  The Studio

    Daniel,

    Quando diz que não há estudos ou estatísticas, refere-se ao caso Português, bem entendido. Aliás eu próprio tinha dito isso. Para clarificar, o tipo de crimes a que eu me refiro como racistas são crimes graves contra a integridade física, perpetrados contra pessoas de raça/etnia diferente e que não tenham como móbil o roubo. Crimes gratuitos portanto. Crimes desse tipo aparecem com alguma regularidade nos jornais e não me recordo de nenhum cometido por brancos desde o caso do Alcino Monteiro. Quanto ao inverso, de imediato lembro-me desses dois esfaqueamentos há menos de um mês ou do assassinato de um jovem no Cacém no dia que se seguiu ao Arrastão da praia de Carcavelos.

    Mas se esses dados estatísticos não existem em Portugal, existem por exemplo no Reino Unido ou Estados Unidos. E como pode verificar, os dados são inequívocos. Tem alguma razão para assumir que em Portugal serão muito diferentes?

    Quanto ao racismo, o BE deveria ser o último a falar. Lembro-me por exemplo dessa peça assumidamente racista “Os Negros” apoiada pelo SOS Racismo, que como se sabe é um apêndice do BE. Aliás o SOS Racismo é criticado no fórum dos antifas por apenas se manifestarem quando as vítimas de racismo são minorias étnicas. Não tenho simpatia pelos antifas, mas pelo menos reconheço-lhes coerência, ao contrário do BE.

    Classifica-me como “racista” “do PNR” e com estreita relação aos skinheads. Esta é a forma típica da Extrema Esquerda discutir:

    1- Dogma: Racistas, skins e PNRs nunca têm razão mesmo que digam que 1+1=2.

    2- Tentar colar estes rótulos a quem discute connosco, mesmo que se limitem a apresentar factos.

    Mas tenho a dizer-lhe o seguinte:

    a) O PNR (e o BE) são pró-palestinianos. Eu sou o oposto.

    b) O PNR (e o BE) são anti-Israel. Eu simpatizo com Israel.

    c) O PNR (e o BE) são anti-Americanos. Eu simpatizo com os Americanos.

    d) O PNR (e o BE) são anti-globalização. Eu não.

    e) O PNR (e o BE) são anti-capitalistas. Eu não.

    f) O PNR (e o BE) são contra o neo-liberalismo. Eu sou a favor.

    g) O PNR (e o BE) são a favor do Estado Social. Eu sou contra.

    h) O PNR (e o BE) defendem o Sistema de Saúde totalmente controlado pelo Estado. Eu não.

    i) O PNR (e o BE) defendem a nacionalização de empresas referentes a sectores estratégicos. Eu não.

    Enfim, haveria muito mais para dizer, mas acho que é suficiente para concluir que o Daniel talvez esteja mais perto do PNR que eu.

  49. 49 49  Daniel Oliveira

    The Studio, é sabido que a extrema direita usa e sempre usou de argumentos supostamente sociais e até socialistas para sustentar o seu discurso de ódio racial. Para bater nos imigrantes defende o pleno emprego (mas só dos nacionais). Para bater em tudo o que externo ataca a globalização (mas sobretudo a cultural). O paralelismo que faz é básico. A extrema-direita, por ser anti-liberal, sempre foi contra os processos de internacionalização do capitalismo. Por ser contra a internacionalização. Sempre tentou encontrar implantação em meios operários, e usou de mimetismo em relação às correntes socialistas (em grande parte das coisas que enumerou poderia ter posto toda a tradição socialista europeia). Mas salta à vista que em tudo é diferente dela. Sobretudo em tudo o que hoje é relevante para o debate político.

    Já agora: o PNR é anti-semita. A generalidade da esquerda é critica em relação à política israelita para a Palestina, mas não é anti-semita. Eu próprio, sou, como sabe, sou muito critico em relação à política israelita e só por má-fé me pode acusar de ser anti-semita. Até por razões da minha ascendência familiar próxima seria um pouco difícil.

    E o PNR mudará, como estão a mudar a generalidade dos partidos de extrema-direita na europa: dirigindo o seu ódio aos muçulmanos. Basta andar pela net.

    Acredito que tenha discordâncias pontuais com o PNR. Mas no fundamental - espancar pretos e correr com os imigrantes - está de acordo com eles.

  50. 50 50  Miguel Madeira

    “A Merry não precisa de se afirmar estúpida por não encontrar dados que não deseja encontrar. Não é estupidez, são palas ideológicas. Leia:
    http://news.bbc.co.uk/1/hi/uk/6128466.stm

    Eu li, e:

    “the statistics actually show the risk of being a victim of race crime is significantly greater if you are from an ethnic minority.”

  51. 51 51  Stran

    Como leitor deste blogue gostaria de dar os parabéns aos comentarios de The Studio e OLA pois são brilhantes, senão vejamos:

    - The Studio:

    Depois de acusar o André Militão do seguinte: “Ao contrário do André Militão, cujo argumento é chamar burros aos outros…”, The Studio eleva muito mais os seus argumentos e no mesmo post diz o seguinte: “…e ver pessoas inteligentes como o André Militão, que deve ser aparentado com aqueles animais usam palas nos olhos e se movem apoiados em quatro membros…”

    E prossegue com a descoberta do verdadeiro problema da Segurança Social para Portugal afirmando que: “…o dinheiro entregue à segurança social pelos contribuintes será um dia devolvido sob a forma de reformas, e portanto se agora entregam mais dinheiro, essa dívida ficará por pagar pelas gerações vindouras…”, ou seja expulsemos a nossa população activa de Portugal e não teremos dividas no futuro!!! Brilhante!

    E este comentário: “…estas notícias divulgadas sobre o impacto positivo da imigração sobre a economia só me recorda o Ministério da Propaganda Nazi…” fez me lembrar quando o Ministério da Propaganda Nazi veio noticiar o grande contributo que os Judeu davam para a economia Alemã!!!

    - OLA:
    “…o país está sobrelotado…” é por isso que já não vou ao interior de Portugal, aquelas filas, as multidões na rua, são demais para mim!

    “…a criminalidade aumenta a olhos vivos…” uma loucura, já não saiu à rua sem o meu colete à prova de bala e uns dez seguranças para me proteger!

    “…não há lugar para toda a gente…” pois existem uns quantos que gostaria de mandar daqui para fora, mas infelizmente a Lei não me permite!

    “…vive-se um clima de insegurança…” é só olhar para a CNN, Sky ou outro canal estrangeiro. As milhares de noticias que preenchem esses telejornais sobre Portugal. Aliás já nem falam do Iraque!!!

    Só uma nota final, estas 4 “tiradas” foram escritas numa só frase! deve ter batido um record qualquer!!!

  52. 52 52  Sebastião Dias

    Daniel, gostava mesmo que me esclarecesse algumas perguntas, porque até agora só o vi acusar e argumentar, mas não define quais as suas ideias.

    -Não acha que a imigração em excesso pode representar um problema grave na Europa? E o que é o excesso?

    -Se é tão a favor da imigração, o que defende? A abertura de portas da Europa a quem quiser cá entrar?

    -Não é legítimo ser-se e manifestar-se contra a imigração e não se ser racista?

  53. 53 53  irredutivel

    Tenho um vizinho que ocupa a sua vida como traficante de droga. Uma profissão que, nos dias de hoje, é tão válida como outra qualquer. O negócio é modesto. E simples. Do género dos serviços take-away de certas pizzarias. Até porque o fornecedor em causa, de origem africana, mora num rés-do-chão, até há pouco tempo ocupado por outro senhor de origem africana que, em plena varanda e à vista de vários vizinhos, matou um cão ao pontapé.
    Voltando ao que é importante, o negócio desenrola-se da seguinte maneira: o cliente bate na persiana, o meu vizinho abre a janela e entre dois dedos de conversa e um especial aperto de mãos, faz-se a transacção. Simples, não é? Até parece que, deste negócio, não vem grande mal à vizinhança. Errado. A rua tem sido progressivamente ocupada por vadios e delinquentes de várias cores e origens que esperam a sua dose, criando um mau ambiente digno de um filme de acção chunga norte-americano. Os moradores já se organizaram, tiraram fotografias e até já reclamaram à polícia local, que como já vem sendo hábito na zona, não deu grande importância ao assunto.
    Mas enfim, era só para dizer que me lembro sempre de coisas destas quando vejo sociólogos muito engravatados comentarem na televisão os efeitos positivos que a imigração tem no nosso país.

  54. 54 54  palhaçadas

    The Studio,
    Esclareça-me: você é da opinião de que existe uma maior predisposição das minorias étnicas para cometerem crimes racistas? Já agora, em que continente? Porventura apenas na europa? Ou essa regra verifica-se também em África e na Ásia? Sabe que por exemplo em África a minoria étnica é a europeia daí ter ficado um pouco baralhada com a sua afirmação. Mas há outra questão: a que data se referem essas tais estatísticas em que se baseia? Porventura referir-se-ão apenas a um passado recente, aliás como costuma dar jeito. Contudo, se fizer o favor de regredir a 1920 e se pegar numa máquina de calcular, não lhe será difícil concluir portanto que, quando o assunto é a estatística de crimes racistas cometidos em solo europeu, a ‘maioria étnica’ que governou a Alemanha entre 1939 e 1945 bate aos pontos o número de crimes cometidos pelas minorias étnicas a residir na europa desde 1939 até aos dias de hoje. Porventura já ouviu falar no extermínio nazi. Mas suponho que esses números não entrem na sua estatística.
    Quanto ao Sebastião Dias:
    1. “Não acha que a imigração em excesso pode representar um problema grave na Europa? E o que é o excesso?” Acho que a imigração é uma coisa inevitável e que resulta do facto de não estarem criadas condições de sustentabilidade noutros continentes. Criar condições de sustentabilidade noutros continentes passa pelo ocidente, que não pode continuar a perverter as economias do terceiro mundo, descartando-se depois dos problemas sociais. Aliás, o que se está actualmente a passar na Índia é muitíssimo curioso. A aliança deste país com a coroa Britânica teve, à la longue, resultados muito interessantes. Não haja dúvidas de que a índia é hoje umas das maiores potencias tecnológicas do mundo, estando actualmente a exportar mão de obra altamente qualificada para o ocidente anglo-saxónico. O Indian Institute of Technology está actualmente ao nível do MIT. Porquê que actualmente uma empresa norte americana ou inglesa mais facilmente contrata um engenheiro indiano do que um engenheiro português? Precisamente porque houve uma aposta da comonwealth no capital humano asiático, fosse ele católico ou muçulmano, e instruíram-se pessoas, construíram-se escolas, apostou-se enfim numa lógica tão economicista quanto humanista. A índia começa agora a dar as suas cartas, e se quer que lhe diga, que belo naipe tem para jogar. É por isso que reagir com medo da imigração não é o mais inteligente. O inteligente passará por apostar activamente no capital humano do terceiro mundo, porque isso trará inevitável retorno ao terceiro mundo e ao ocidente.
    - “Se é tão a favor da imigração, o que defende? A abertura de portas da Europa a quem quiser cá entrar?” Como é óbvio a pergunta foi dirigida ao Daniel Oliveira, mas vai permitir-me que mais uma vez dê a minha opinião. Tive uma educação fundamentalmente cristã, e por isso acho que a primeira questão subjacente a esta, é a dos Direitos Humanos. É evidente que se o Sebastião não tivesse nem trabalho, nem comida, nem água no seu país, não ia ficar sentado à espera que lhe caísse um chouriço e um pãozinho alentejano do céu. É evidente que o Sebastião iria procurar subsistência onde esta fosse possível. A resposta à fome de um indigente por parte do ocidente, não pode ser fechar a porta. Por outro aldo, e para além desta tomada de posição humanista, mais do que gastar dinheiro a patrulhar fronteiras é preciso gastar dinheiro na formação de capital humano no terceiro mundo. Se for preciso para isso, apostar numa visão economicista do terceiro mundo, que seja. Mas mais importante que criarmos leis restritivas e ostracizarmos imigrantes, será investir no terceiro mundo para que seja sustentável às populações permanecerem nos seus países.
    Por fim,
    - “Não é legítimo ser-se e manifestar-se contra a imigração e não se ser racista?” Sebastião: sentir-se-ia mais descansado se em vez de racista apelidássemos The Studio de continentalista? Quando se pretende vincar uma linha em torno dos continentes, reservando apenas a um povo o direito de aí permanecer não estaremos a ter uma visão delimitada do mundo com base em critérios antropológicos?

  55. 55 55  The Studio

    Miguel Madeira:

    Vamos ser claros: a notícia refere dados -isto é objectivo- (PONTO). Depois há a leitura dos dados -isto é subjectivo.

    Os dados são: As minorias étnicas constituem 10% da população e cometem 80% dos crimes racistas violentos em Inglaterra. Estes são os dados.

    E leitura politicamente correcta que refere é com base nas seguintes contas: 80% dos crimes são contra 90% da população, enquanto 20% dos crimes são contra 10% da população. A probabilidade de alguém pertencente a uma minoria étnica sofrer um ataque racista é realmente maior.
    Quanto a si, tire as conclusões que quiser. Os dados são iguais para todos.

    Palhaçadas:

    Estamos a discutir a situação actual no mundo Ocidental e não outra coisa qualquer e em Particular não estamos a discutir sobre a primeira metade do século passado. Vir dizer que em África os brancos são uma minoria étnica, é simplesmente criar ruído para que não se perceba onde está a razão.
    Quanto a defender a abertura de fronteiras porque acha que os imigrantes têm direito a uma vida melhor, esquece-se que 1) essa vida melhor é paga directamente com o dinheiro dos nossos impostos. 2) se abrirmos as fronteiras como deseja, iremos receber um número virtualmente ilimitado de imigrantes, pois os países Africanos (e não só) estão em explosão demográfica e por mais que recebamos há sempre mais para vir.

    Stran:
    Quando aprender Português e for um pouco mais honesto podemos discutir. O que eu disse foi: 1- durante a sua fase contributiva, os cidadãos entregam dinheiro à Segurança Social. 2- durante a fase de reforma, a S.S. entrega dinheiro aos cidadão. Aumentar o número de contribuintes, quer através da imigração ou do aumento da natalidade não resolve nada pois não introduz dinheiro no sistema. Acredito que não possua capacidades para discutir este assunto, mas escusa de fazer figuras tristes sugerindo a expulsão da população activa.

  56. 56 56  Sebastião Dias

    Palhaçadas, concordo com todas as suas ideias, mas recordo que antes de apostar no capital humano do terceiro mundo devemos apostar no nosso – infelizmente não estamos no estádio de desenvolvimento dos ingleses, mesmo que nos coloquemos em bicos de pés. Não se trata de reagir com medo à imigração: é dizer que temos capacidade de receber X imigrantes por ano e que mais não queremos, aliás, política esta que a maioria dos países europeus felizmente tentam seguir. Não vamos ser líricos e a estar a ter um discurso políticamente correcto porque nos fica bem, porque todos sabemos que ninguém está interessado que as portas da europa sejam escancaradas.

    Portanto, Palhaçadas, preto no branco, presumo que a sua frase «será investir no terceiro mundo para que seja sustentável às populações permanecerem nos seus países» signifique mais ou menos o mesmo da minha « receber X imigrantes por ano e que mais não queremos». Deduzo que ambos não queremos fronteiras abertas.

    Falou de patrulhar fronteiras: mas sabe o que acontece se as fronteiras não forem patrulhadas?

    «sentir-se-ia mais descansado se em vez de racista apelidássemos The Studio de continentalista?». Eu essa trupe não tento nem apelidá-la nem empurrá-la para um gueto. Acho muito bem que se organizem como partido, que vão a votos, que se fale abertamente das suas ideias (muitas delas absurdas), e espero quem democracia tenhamos a estratégia certa e a força para os derrotarmos.

  57. 57 57  palhaçadas

    Sebastião,

    não creio que possa afirmar que concorda com todas as minhas ideias.
    1. Uma das formas de apostarmos no nosso próprio capital humano e de nos desenvolvermos será se nos soubermos situar estrategicamente no mundo. Não ostracizar, implicará boas relações diplomáticas, culturais, comerciais e económicas.
    2.infelizmente não estamos no estádio de desenvolvimento ‘económico’ dos ingleses, mas podíamos estar. Está-nos a faltar esse golpe de mestre de compreender que investir no 3ºmundo, pode trazer retorno económico. Falo da possibilidade de se estabelecer alianças comerciais e culturais.
    3. Em definitivo, defender que o caminho passa por «investir no terceiro mundo para que seja sustentável às populações permanecerem nos seus países» não significa defender nem pouco mais ou menos que só podemos « receber X imigrantes por ano e que mais não queremos». Se deduz que ambos não queremos fronteiras abertas na verdade deduz mal. Se quer saber, não é pelo facto de fecharmos as fronteiras que vamos resolver o cerne do problema da imigração. Quer haja patrulhamento, quer não haja patrulhamento, vamos sempre ter imigrantes, porque o ser humano é naturalmente nómada e porque é impossível vigiar não sei quantos milhares de quilómetros de costa. Por outro lado, quando ajudamos a criar condições de sustentabilidade no terceiro mundo, estamos a resolver uma série de outros problemas sociais que mais tarde ou mais cedo nos vêm bater à porta. O Sebastião porventura quando fala em fechar as fronteiras, suponho que não se refira em fechar as fronteiras aos americanos ou aos canadianos. Pense de igual forma, em relação ao terceiro mundo.

  58. 58 58  Sebastião Dias

    Palhaçadas, não falo em fechar fronteiras, falo na permanência de mecanismos de controlo (já existem).

    E não falo apenas para pessoas de países de terceiro mundo.

    O Palhaçadas imagina o que seria uma Europa com fronteiras abertas ao exterior, com entrada livre? Metade da população africana imigrava para a Europa. E depois? Dá-lhes rendimento mínimo garantido? Põe-os todos em escolas bilingues, ensinando-lhes português e a sua língua materna, como foi proposta do Bloco de Esquerda (proposta essa bonita mas patética). Vai instalá-los todos em condomínios de habitação social ? Assistência médica gratuita como todos os cidadãos têm direito?

    O controlo de fronteiras que subscrevo e que já é feito poderá não resolver o problema da imigração, mas a abertura de fronteiras irá criar uma série de problemas perniciosos que nem adianta estar a perder tempo a enunciar. E não se trata de racismo nem xenófobia, senão temos de considerar que todos os países europeus são xenófobos.

    Para si a segurança não significa nada? E o terrorismo?

    Creio que concordamos na criação de condições de sustentabilidade de países de terceiro mundo, mas, desculpe lá, eu vivo no mundo bem real, com problemas muito práticos, em que as pessoas que necessitam de ajuda urgente vivem à minha porta. O mundo tem certamente problemas enormes, mas concordará que esta pobreza paredes meias é bastante mais incomodativa. E não acho que um exodo dos países pobres em direcção à Europa resolva o nosso problema ou o deles. E ainda bem que os políticos no poder têm três dedos de testa para perceber isso.

  59. 59 59  André Militão

    I don’t know why I bother…

    Duas coisas The Studio.

    Primeiro, se o senhor acha que não vale a pena aumentar as contribuições para a segurança social então nunca ouvi falar em envelhecimento populacional.

    Como não dá para fazer desenho…
    Muitos velhos=muitas reformas+poucas contribuições
    Muitos jovens=menos reformas+mais contribuições

    Segundo, li para aí que o senhor não quer nacionalizar sectores estratégicos da economia e também não quer cá os imigrantes a trabalhar quase de borla, deve estar à espera que o dinheiro caia do céu, ou então que aumentem exponencialmente os impostos

  60. 60 60  Merry Alvezeras

    The Studio:
    Mais uma vez vou pedir desculpas pelos meus limitados recursos culturais e intelectuais, que só me permitem compreender simples contas de merceeiro em vez de complexos problemas estatísticos, mas você apenas prova que cada os dados estatísticos podem ser interpretados/manipulados como cada um entender. Senão vejamos:

    1) “The most recent analysis shows that in 2004, 87,000 people from black or minority ethnic communities (BME) said they had been a victim of a racially motivated crime. In the same period, 92,000 white people said they had also fallen victim.”
    Ou seja de um total de (87000 + 92000) = 179 000 crimes cometidos 87 mil são cometidos contra minorias étnicas o que dá uma percentagem de (87/179) x 100 = 49%, enquanto 92 mil são cometidos contra brancos, o que dá uma percentagem de 51%.

    2) “Focusing on violent racial attacks, 49,000 BME were victims. Among whites, the number was 77,000.”
    Mais uma vez as percentagens sugerem 39% de vitimas não brancas e 61% de vitimas brancas.

    3) “Of those that involved wounding 4,000 were BME. Among the white population it was 20,000.”
    Ou seja 17% de não-brancos foram feridos em crimes raciais e 83% de brancos feridos no mesmo tipo de crimes. Ou o nº de crimes violentos cometidos por não brancos é 5 vezes superior (e não 4 como diz The Studio) ao nº de crimes cometidos por brancos.

    4) “The numbers can be highly misleading, though. Since about 90% of people in Britain are white, the statistics actually show the risk of being a victim of race crime is significantly greater if you are from an ethnic minority.
    According to the most recent Home Office analysis, the chances for a white person is less than 1%. For Black and Asian people it is put at about 1%.”
    Chegado a esta parte o The Studio resolveu fazer a sua interpretação muito sui generis declarando que “Se ponderar tendo em conta as percentagens populacionais, chega à conclusão que a probabilidade de um elemento de uma minoria étnica cometer um crime destes é entre 60 a 70 vezes superior à de um branco cometer o mesmo tipo de crime.”. Como faz estes cálculos não sei (pelas minhas contas de merceeiro dá uma probabilidade cerca de 45 vezes superior, mas enfim…)
    No entanto, eu posso fazer também uma interpretação muito sui generis e dizer que se 10% de uma certa população sofre 17% de crimes violentos, então se fossem 90% sofreriam 153% desses crimes (ou seja estavam todos mais do que mortos a esta altura dos acontecimentos). Ou então dizer que se 90% de uma certa população sofre 83% dos crimes, se fossem apenas 10% sofreriam “apenas” 9% de crimes violentos (ou seja cerca de metade dos crimes sofridos actualmente pela população não branca).
    Também posso dizer, p. ex., que o facto de a população não branca ser minoritária e ter mais receio de sofrer represálias, faz com que o nº de queixas de crime violento seja inferior ao relatado.
    Como vê manipular é muito fácil. Agora qual a manipulação (leitura dos dados) mais “correcta” a sua ou a minha?
    Não tenho palas ideológicas nem sou dessas pessoas muito românticas que acham sempre que os brancos são todos muito maus e as outras etnias umas pobres, indefesas e exploradas desgraçadinhas, mas importam-me menos este tipo de dados do que aquilo que leva a que os dados sejam estes e não outros. Importa-me o porquê disto, se é que me faço entender…

    5)“In the Lozells district of Birmingham last year, tensions defined around race exploded into violence. Asian gangs and black gangs clashed in what have been described as “race riots”. But, in reality, the disturbances were about poverty, housing and fear.
    Racism, prejudice and bigotry are not defined by the colour of someone’s skin”
    Não podia estar mais de acordo com isto. E parece-me que aqui é que está o cerne do problema que atitudes como a sua só pretendem agravar de modo a favorecer os seus próprios interesses.. E não pretendo parecer politicamente correcto ao escrever isto.

    6) Tampouco leio o Avante, o Combate, o Crime e outros jornais sensacionalistas. Eu cá é mais Hola, Mulher Moderna, Ana Mais Atrevida (além das edições online do DN, DD, JN, Publico e assim), mas isso não me impede de ter olhos e ouvidos, porque o pior cego é o que finge não ver…

  61. 61 61  Stran

    The Studio:
    “Quando aprender Português e for um pouco mais honesto podemos discutir.” Honestamente não percebi esta do Português!

    Quanto ao que afirmaste a seguir acho que o André Militão fez um “desenho” bastante claro da temática.

    “Acredito que não possua capacidades para discutir este assunto, mas escusa de fazer figuras tristes sugerindo a expulsão da população activa.” Primeiro obrigado pelo seu elogio (ironia), e depois pensem que alguém com as suas “capacidades”, que pelos vistos não possuo, pudesse distinguir o tom satírico da minha proposta e não tivesse interpretado como uma proposta real. Sem duvida uma demonstração das suas enormes “capacidades” de debater um assunto.

    Já agora vou transcrever o que me respondeu com uns simples cortes (cortei a parte que é redundante ou desnecessária):

    “O que eu disse foi: durante a sua fase contributiva, os cidadãos entregam dinheiro à Segurança Social. [D]urante a fase de reforma, a S.S. entrega dinheiro aos cidadão. Aumentar o número de contribuintes (…) não resolve nada…” Continuo a afirmar, Brilhante!!!

    Quanto à temática custa-me muito, e mais uma vez deve ser por falta de “capacidades”, que exista uma ligação directa do tipo imigração=problemas. Imigração não é sinónimo de problemas, para mim simplesmente é um fluxo de pessoas do ponto A para o ponto B que pode ter consequências positivas e negativas tanto no ponto A como no ponto B.

    Um ponto bastante interessante foi escrito pelo palhaçadas quando afirmou:
    “Mas mais importante que criarmos leis restritivas e ostracizarmos imigrantes, será investir no terceiro mundo para que seja sustentável às populações permanecerem nos seus países.” Concordo plenamente pois é importante, não só para fixar populações, como para sustentar as economias ocidentais, cujos mercados estão a entrar nos seus limites máximo de crescimento. Mais importante do que o simples apoio humanitário é uma evolução no sentido de um comercio mais justo. Todos beneficiaríamos com essa evolução (e não falo só em termos de pressão de fluxos migratórios).

  62. 62 62  The Studio

    Stran,
    Não percebeste a do Português?
    É que eu digo uma coisa e respondes a outra. Ou é desonestidade ou falta de capacidade para interpretar Português.

    Quanto à Segurança Social podes continuar a afirmar “brilhante”, só te fica bem. Tu ainda nem sequer compreendeste o que está em causa, para quê tentar discutir contigo? Deixo-te só uma pergunta: Quais as condições necessárias para assegurar uma Segurança Social estável e sustentada? Estás a mandar postas de pescada para o ar sobre um assunto que desconheces em completo. Continua, eu não perco mais tempo com isso.

    Tens tazão, a imigração é um fluxo de pessoas de A para B. Se essas pessoas viverem num bairro de lata em A se mudarem para um bairro de lata em B, é positivo para B ter mais um bairro de lata. Claro que a imigração é boa ou má consoante os imigrantes… no nosso caso é maioritariamente má.

    O palhaçadas, tal como tu, também não percebe nada dos problemas do terceiro mundo. Resume-se ao seguinte: As palas politicamente correctas impõem que a causa da pobreza no 3º mundo seja inteiramente nossa, e que se trata de um problema que só nós podemos resolver. As vossas “soluções” referem-se ao que NÓS podemos fazer por eles. Mas como os grandes problemas do 3º mundo só podem ser resolvidos por eles próprios (embora com a nossa ajuda, claro), vocês mais uma vez passam ao lado da questão para se focarem em aspectos laterais mas que vos deixam com uma invejável aura de humanistas. Claro que este problema é demasiado complexo para ser tratado em poucas palavras.

  63. 63 63  The Studio

    André Militão:

    O problema da Segurança Social é um problema de sustentabilidade: Um cidadão, ao longo da sua vida, em média recebe mais dinheiro da SS do que aquele que entrega à SS. Se não existirem outras fontes de financiamento, a SS evidentemente caminha para o colapso. E isto é independente do número de cidadãos. É assim tão difícil compreender?

    “Segundo, li para aí que o senhor não quer nacionalizar sectores estratégicos da economia e também não quer cá os imigrantes a trabalhar quase de borla, (…)

    Assim já nos entendemos: O senhor é a favor da imigração porque os imigrantes vão trabalhar quase à borla, e os patos-bravos e outros empregadores vão poder ter mais Ferraris. Isso é que dizem os capitalistas… não sabia era que a Esquerda também vê como positivo a exploração da mão-de-obra imigrante.

    Claro que os imigrantes trabalham quase de borla, mas depois recebem apoio social (habitação, saúde, rendimentos de inserção) pagos com os impostos da classe média: É o mexilhão a pagar mais impostos e os capitalistas a aumentar a colecção de ferraris.

  64. 64 64  The Studio

    Merry, eu cheguei a esses números da seguinte forma:

    20.000 ataques racistas violentos são sofridos por brancos.

    4.000 são sofridos por minorias étnicas, mas destes 1 em cada 4 são cometidos por outras minorias étnicas (contra os negros) e 1 em cada 3 (contra os asiáticos).
    —————————-
    Assim, em números de crimes racistas violentos cometidos temos:

    Brancos (90% da população): 2800

    Min. Étnicas (10% da população): 21200

    —————————-

    Se as Minorias Étnicas fossem em número igual aos brancos e não apenas 10%,
    então o número de crimes seria 9×21200=190800

    Ou seja, a probabilidade de um indivíduo pertencente a uma minoria étnica cometer um crime racista violento é 68,14 vezes superior à de um branco cometer o mesmo tipo de crime.

    —————————-

    Quanto à BBC, o que faz é propaganda ideológica. A causa dos confrontos em Lozzels entre negros e Asiáticos não foi a pobreza.

    http://news.independent.co.uk/uk/this_britain/article321776.ece

    http://www.themercury.co.za/index.php?fSectionId=284&fArticleId=2963323

    Rumores não confirmados sobre a violação de uma jovem negra por parte de um grupo de asiáticos esteve na origem do confronto. Posteriormente ataques esporádicos contra comerciantes asiáticos em diversos pontos do país causaram vários mortos.

  65. 65 65  ?

    « Claro que a imigração é boa ou má consoante os imigrantes… no nosso caso é maioritariamente má.» Pois é, eu também gostava de ter o Drogba no Sporting. Mas a coisa está a melhorar, por exemplo, com a importação de desempregados oriundos da extrema-direita russa(malta capaz de matar uma menina de 8 anos à facada como se viu recentemente na tv). Agora, o que não dá mesmo jeito nenhum, mas mesmo nenhum, ao pnr é não termos mulahs radicais em Lisboa, polémicas sobre véus e considerável risco de ocorrência de atentados.Isto é que era.

  66. 66 66  Stran

    The Studio,

    Quanto ao Português eu deixo-te aqui um significado para ver se aprendes alguma coisa:

    Ironia: “forma de humor que consiste em dizer o contrário daquilo que se pretende dar a entender; uso de palavra ou expressão em sentido oposto àquele que se deveria usar para definir algo; figura de estilo que veicula um significado contrário daquele que deriva da interpretação literal do enunciado (ex.: bonito serviço!); sarcasmo; zombaria;” (FONTE: Infopedia)

    Vês, já aprendeste hoje alguma coisa!

    Pela tua resposta vi que quem não entendeu o que está em causa quando se fala de problema de Segurança Social foste tu. Normalmente tento ser curto no meus comentários (uma questão de principio) e parto do pressuposto que as pessoas têm capacidade para entender um pouco mais além do que está escrito. A maioria das pessoas conseguem, tu pelos vistos ainda não.

    O problema da Segurança Social como já escreveste, mas ainda não entendeste, é a questão do financiamento. modelo até agora seguido (se não me engano já está a ser alterado) foi que o financiamento era feito através da população activa (entendeste até aqui?). Ou seja as contribuições dos trabalhadores suportavam os gastos da segurança social (reformas, subsidio de desemprego). Ora este modelo era perfeito para uma sociedade piramidal como aconteceu após o Baby Boom (Sabes o que isto é, não sabes?) Em que a população activa suplantava largamente a população inactiva que recebia dinheiro da Segurança Social. Ora com a evolução da sociedade Ocidental existiu uma evolução no padrão familiar (as pessoas decidiram ter menos filhos) o que faz com que a estrutura da sociedade esteja a mudar. Isto conjugado com as melhores condições de vida (que prolongaram a vida dos seres humanos) fez com que esta relação mudasse radicalmente, existindo menos população activa por pessoas inactivas que recebem dinheiro da Segurança Social o que pode levar a ruptura do modelo. (Agora já entendes o problema?)

    “Quais as condições necessárias para assegurar uma Segurança Social estável e sustentada?”

    Aqui está uma pergunta interessante (o que prova que uma pessoa que não entende nada do assunto também pode levantar questões interessantes) e que não tem uma resposta fácil.
    Primeiro passa por mudar o sistema de financiamento. E este é o principal paradigma que deve ser debatido. Esta mudança poderá passar por uma mudança na base tributável, visto que a estrutura das empresas está a mudar (Não sei se entendeste o que quis dizer com isto, mas eu explico melhor). As empresas anteriormente eram maioritariamente constituídas por capital humano (vulgo recursos humanos) e contavam com o mesmo para gerar receitas. Ora nesse contexto era perfeitamente aceitável que a base tributável passasse apenas pelo factor humano (número de trabalhadores). Actualmente tal já não acontece (com a emergência das empresas de software) em que uma pessoa gera muito mais capital do que anteriormente. Assim o que anteriormente estava a ser cativado para a Segurança Social está agora a ser cativado para o IRC (isto partindo do pressuposto que não há fuga aos impostos), pelo que a Segurança Social vai necessitar de alargar a sua base tributável para garantir a sustentabilidade.
    Outro problema é a diminuição da população activa. E esta terá de ser aumentada (claro que conforme o ciclo económico permita) e ao contrário do que é apanágio da Direita, não o é através de incentivos à natalidade (pelo menos no curto prazo), pois mesmo que essas medidas tenham sucesso (imaginemos que agora as pessoas “desatavam” a ter muitos filhos) isso só se ia repercutir (e bem) num aumento de receitas da Segurança Social daqui a 16 anos. Com a agravante que iria agravar no curto prazo o deficit da Segurança Social. E é aqui que a imigração é extremamente importante pois “injecta” directamente pessoas na População Activa, contribuindo para diminuir o Deficit da Segurança Social. Eu sei que é uma realidade que pura e simplesmente queres ignorar, mas é a REALIDADE!!! E é neste contexto que, o que tu disseste é simplesmente parvo (quando disse brilhante estava a utilizar a ironia, caso não tenhas entendido até agora). Já te fiz