Por Daniel Oliveira
Miguel Sousa Tavares sobre os árabes, quando esteve na moda bater nos árabes por causa da reacção de alguns aos cartoons de Maomé:
“Hoje, ao contrario do que sucedia em 1492, não conhecemos, em todo o mundo árabe, o nome de um cientista, musico, arquitecto, cineasta, explorador, atleta, enfim, alguém que faca sonhar ou avançar a humanidade. O mais que conhecemos são nomes de xeques milionários e fúteis, ditadores, pregadores do ódio ou terroristas.”
Miguel Sousa Tavares sobre os ciganos, quando está na moda bater nos ciganos por causa do comportamento de alguns na Quinta da Fonte:
“Não trabalham, não pagam impostos, não cumprem as leis do Estado que os acolhe.”




E naquela série de debates (creio que o DO também participou) que decorreram no S. Luiz, aquando das eleições intercalares para Lisboa proferiu a linda frase “quando eu era miúdo, Lisboa era uma cidade feia porque tinha galegos nas ruas”
(na altura vi isto em vídeo, aqui pela net, mas agora não consigo voltar a localizar)
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Descobri. Aqui: http://pftv.sapo.pt/?v=E5PAUnzEqLzV7LwNn783 (03:46)
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O tipo é polémico, exagerado por vezes, mas neste caso tem razão. E deixem-se de “paninhos quentes”: os ciganos são exactamente aquilo que ele escreve.
Que se lixem todas as teorias de integração, de tolerância, de sã convivência: os ciganos (salvo algumas, poucas, honrosas excepções) são malandros, gatunos, porcos e vivem à custa dos impostos que nós, não eles, pagamos.
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A parte dos cineastas tem a ver creio eu com a distribuição de cinema; no ocidente distribui-se cinema ocidental (e de longe a longe umas coisas exóticas) no oriente distribui-se cinema oriental. O mesmo com a música. E com a arquitectura e literatura.
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Caro Daniel,
Sendo certo que na comunicação social “Albarda-se o Burro à vontade do dono”, essas afirmações não deixam de ser uma realidade incontornável, ainda que com algum fatalismo à mistura.
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Tem tomates o senhor e também muita razão nas duas situações.
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MST quer ser tão politicamente incorrecto que por vezes parece um neofascista.
No futebol e às vezes na política torna-se “irracional”.
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Quem tem livros para vender não se pode dar ao luxo de não ouvir a vox populi…
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Diga lá um nome de um árabe (vivo) que faça sonhar ou avançar a humanidade?
Quanto aos ciganos alguns trabalham, mas quano ao pagamento de impostos e cumprimento das leis, a grande maioria deixa muito a desejar.
Mas compreende-se, um TV plasma e uma PS3 custam muito caro.
Conheçe uma cigana licenciada?
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Considero muito desagradável que um colega de jornal critique outro em termos pessoais quando o primeiro não se lhe referiu, (provavelmente nem saberá quem é), e escreveu sobre assuntos vulgares na imprensa manifestando uma opinião no seu estilo costumeiro.
Aliás o que Miguel Sousa Tavares faz melhor é escrever repetidamente sobre os mesmos assuntos.
Ele tem uma dezena de pedras no sapato que vai atirando aos incautos com uma regularidade impressionante.
Ninguém lhe liga porque é incapaz de proferir uma acusação séria e também porque critica mas nunca apresenta uma solução ou se a apresenta está datada do século passado.
Por exemplo:
Tem sempre muitas saudades do tempo em que sozinho ia para o Algarve, desfrutar de praias onde não havia ninguém e comer em restaurantes muito pequeninos que lhe serviam o peixe grelhado por cinco tostões.
Também se mostra sempre muito saudoso do tempo em que podia calmamente dar uns tiros numa qualquer peça de caça desprevenida depois numa bela patuscada com poucos companheiros, porque as estradas eram só para os ricos, comê-la com um belo tinto da propriedade de outro qualquer amigo.
Uma das suas melhores crónicas é sobre a poluição que ele avista sobre Lisboa quando no seu popó atravessa a ponte e se maravilha sobre a luminosidade que a mesma não deixa ver.
Acontece que o que só Sousa Tavares podia fazer, hoje já há milhares a fazer e enchem tudo com algazarra e maus modos.
No seu luxuoso monte alentejano vai continuar a meditar sobre este horror.
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Não tenho procuração para defender MST, mas gosto de dizer o que penso, principalmente quando se atacam pessoas que aprecio.
MST paga o preço de ser uma voz idependente, comentador sem rodriguinhos e a isso acrescenta a capacidade de escrever MUITÍSSIMO BEM!
Compreendo que a postura de MST não agrade a muita gente, principalmente a uma certa esquerda pseudo-intelectual que se compraz a discutir o sexo dos anjos à volta de um gin tónico, enquanto faz citações de livros, para mostrar a sua cultura.
Talvez por serem tão apreciadores de citações lhes seja mais agradável ler e ouvir Vasco Pulido Valente ou o ex-trotrkista, Pacheco Pereira reciclado no Abrupto e na Marmleira.
Apesar de muitas vezes discordar do que escre, prefiro a frontalidade de MST que não precisou de “talk shows televisivos para que o país o conhecesse. Será pecado ser livre d expressar as suas ideias, mesmo quando elas oincidem com um grande número e eitores?Não me parece.
Para mim, são bem piores aqueles que são pagos para dizer mal, mesmo que na intimidade reconheçam que aqulo que criticaram até merece aplausos.
Resumindo: prefiro um comentador desalinhado a uma alcoviteira erigida a comentador, como muitos dos que pululam por aí.
E se não quiser publicar, paciência… fica o registo
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Não concordo com tudo o que escreve o MST (especialmente no que toca a bola e tabaco), mas sendo este um comentador da actualidade por profissão, não será natural que com frequência aborde os assuntos mais mediáticos da semana que tenha passado? Que esteja “sempre na onda”? Não é esse o objectivo base da imprensa? Informar sobre a actualidade?
De resto, a opinião do MST nos dois excertos acima poderá então ser criticada pelo seu conteúdo, nomeadamente por conter generalizações abusivas, mas não pelo seu timming, que coisa!
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Pois é. Além de jornalista, escritor e jurista, MST é surfista. Se essas declarações não são racistas, não sei então o que são. Com essas declarações, MST surfa numa onda que tudo arrasta e tudo mistura. O comportamento de alguns é, na douta opinião de MST, o espelho do comportamento de todos.
Já agora, sugiro a MST o visionamento, por exemplo, dos filmes de Abbas Kiarostami, realizador iraniano, capazes de fazer sonhar a humanidade. Ou de Samira Makhmalbaf. Ou ainda de Mohsen Makhmalbaf, também escritor. Todos iranianos. Ou ainda a leitura dos romances de Orhan Pamuk, Prémio Nobel da Literatura de 2006. E que escute as músicas de Marwan Abado, cantor e compositor palestiniano, ou de Wesam Ayub, músico iraquiano.
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Não gosto do sujeito mas diabos, o homem não tem toda a razão?! Eh pa critiquem os politicamente correctos que nunca dão uma pra caixa e não saiem da cepa torta e elogiem que fala o que sente e o que vê no dia a dia…mas porque raio se há de criticar o homem por dizer o que disse?Porque!?
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Excerto do texto do MST:
80% das famílias ciganas recebem o Rendimento de Reinserção Social, vivem em casas cedidas pelas autarquias com rendas simbólicas, que muitas vezes nem sequer pagam, como se viu na Quinta da Fonte, dispõem de escola grátis para os filhos e assistência médica. Isto é o que a comunidade lhes dá. E o que dão eles em troca? Nada: não trabalham, não pagam impostos, não cumpram as leis do Estado que os acolhe. Reclamam-se uma diferença sociocultural que os exime de responsabilidades semelhantes às de quaisquer cidadãos, mas estão sempre na primeira linha a exigir tudo e mais alguma coisa a que se acham com direito.
Ora, eu aqui dou razão a Paulo Portas: o Estado assistencial não pode perpetuar a dependência de quem tem capacidade para viver de outra maneira. A ajuda pública existe para ocorrer a situações de emergência social, de miséria absoluta, e criar condições para que as pessoas, pelo seu trabalho e pelo seu esforço, possam então ter uma oportunidade para sair do fundo do poço. Mas não existe para alimentar, sem fim à vista, a preguiça, a indolência, a desresponsabilização. Se é que a comunidade cigana está organizada por uma hierarquia estratificada, como dizem, é altura de os seus líderes reflectirem e imporem a sua autoridade à comunidade, para que esta decida se querem ser cidadãos ou marginais. Não podem é ser cidadãos para os direitos e marginais para os deveres.”
Quem não concorde que me explique porque não concorda…por favor, estou à espera…
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São as verdades inconvenientes, meu caro Daniel.
E aqui o MST está cheio de razão.
E não venham com racismos, porque do que se trata é, de facto, de cidadãos que, na sua generalidade, se acham apenas com direitos.
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Ao leitor que por acaso também é votante, o MST tem razão.
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Fado Alexandrino: não sou colega de MST, escrevo apenas no mesmo jornal. Termos pessoais? Quais termos pessoais? Estou a falar do que ele escreve. Nada mais. Já tive polémicas públicas com MST (e ele comigo) e até o conheci pessoalmente. Mas mesmo que ele não soubesse quem eu era isso era irrelevante.
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Luís, pefere atletas, cientístas ou músicos. Escolha.
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O MST sempre foi capaz do melhor, e do pior!
Quando fala de touradas, caça, tabaco… prefiro nem ler.
Este último artigo parece-me bem, e sinceramente não entendo a indignação do Daniel…
Sabe, eu conheci muitos ciganos durante a minha vida.
Conheço duas famílias diferentes desde os meus tempos de escola primária.
Considero-os tão Portugueses e tão cidadãos quanto possível mas lá está; são daqueles que se “adaptaram” … (trabalham, pagam impostos, casa, etc, etc). E isto tudo mantendo aquilo que consideram ser a sua indentidade.
Nunca me esqueço das noites em que os ouvia ao longe a tocarem guitarra, a cantarem, e dançarem com a família. Para grande pena minha, branco não entrava
.
Sejamos razoáveis Daniel; quando existe uma maioria a dar um mau exemplo, é normal que se generalize.
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“Acontece que o que só Sousa Tavares podia fazer, hoje já há milhares a fazer e enchem tudo com algazarra e maus modos.
No seu luxuoso monte alentejano vai continuar a meditar sobre este horror”
A minha alma está parva… OH FADO … você surpreendeu-me homem. E eu a pensar este tempo todo que você era uma besta ao cubo.
Subiu alguns pontos na minha consideração (não que lhe faça qualquer diferença).
Continue assim
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“Já agora, sugiro a MST o visionamento, por exemplo, dos filmes de Abbas Kiarostami, realizador iraniano, capazes de fazer sonhar a humanidade. Ou de Samira Makhmalbaf. Ou ainda de Mohsen Makhmalbaf, também escritor. Todos iranianos. Ou ainda a leitura dos romances de Orhan Pamuk, Prémio Nobel da Literatura de 2006.”
Boa, subscrevo!
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Não gosto do MST. Homofóbico, intolerante, arrogante, redutor.
Mas as estatísticas dizem, por exemplo, que Israel produz mais R&D que todos os países árabes juntos. A produção cientifica árabe é praticamente nula. E não será por falta de meios.
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José Dourado, só os dois últimos que referiu são árabes, os outros acho que não gostavam de ser confundidos. O Orhan Pamuk é europeu e isso diz muito.
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18 Daniel Oliveira
6 Ago 2008 às 14:41
Muito obrigado.
Escrever num mesmo jornal, ainda que em quadrantes diferentes de política, para mim significaria uma certa camaradagem e com milhentos assuntos para escolher, não era certamente uma crónica de um vizinho que eu elegeria para artigo.
E escrever dizendo que o outro aproveita para cavalgar uma onda de popularidade chamaria um ataque á pessoa e logo pessoal.
Mas o senhor pensa de maneira diferente.
É lá consigo.
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As generalizações são sempre perigosas e o MST por vezes parece ter pouco cuidado naquilo que diz/escreve. Lembro-me de um artigo que ele escreveu no expresso há uns tempos sobre o Bemba da RDC dizendo que bastava olhar para a cara dele para saber que tipo de pessoa era e daí partiu também para uma generalização sobre os africanos que têm poder.
Dito isto não creio que o MST tenha escrito o que escreveu sobre os ciganos apenas para agradar e não acho que os ciganos estejam isentos da auto análise enquanto grupo que o MST propõe, nem acho que quem não seja cigano e ponha certas questões em relação ao comportamento dos ciganos enquanto grupo o esteja necessáriamente a fazer por racismo!
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“Em Portugal e, de um modo geral, na Europa (de Ocidente e de Leste) as comunidades ciganas têm sido impedidas de se integrar à sociedade global, estigmatizadas pelas marcas do nomadismo que pretensamente dispensa uma política de territorialização; em associação com esse tipo de vida errante, de um estilo de vida pré-moderno em que o desejo de liberdade tornaria inviável qualquer tentativa de institucionalização escolar, profissional ou sanitária; de uma forte solidariedade contra os não-ciganos que justificaria por parte destes o evitamento e a distanciação a que são votados aqueles (Liégeois, J-P. 1985; Presidência do Conselho de Ministros, 1997).”
“Com base nesses estigmas, a sociedade europeia discrimina os ciganos que continuam a viver em habitats extremamente precários, de habitação, em muitos casos, obrigatoriamente móvel e a trabalhar em actividades marginais – no sentido de situadas nos limites do funcionamento social (venda ambulante, mendicidade) e/ou ilegais (tráficos clandestinos) (União Europeia/DGV et al., 2000).”
http://www.univ-ab.pt/~luisafs/site-9.htm
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As generalizações são abjectas. E estúpidas porque,nornalmente, não resistem ao primeiro contra-argumento. MST devia saber isso.
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Há exagero no título do post e o Daniel abusa das frases descontextualizadas, todavia o MST peca por generalizar, apesar de quase 100% dos Tugas supor o mesmo sobre os ciganos, excepção feita aos Barnabés, até que um dia um deles lhe caia na sopa.
E enreda-se na própria verborreia:
no link colocado no comentário 2, a meio da palestra, é contra o Manuel João Ramos e a retirada dos carros de LX e acaba no final por se contradizer achando que há carros a mais. Enfim…
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Besugo,
Iranianos em princípio não são Árabes mas persas. Orhan Pamuk é Turco. O primeiro povo é indo-europeu o segundo é altaico.
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Cláudio, mas como saberá não faltam escritores árabes (Amin Maalouf, entre muitos, por exemplo), músicos árabes (de que Fairouz é dos imensos exemplos) e atletas árabes até lhes perdemos a conta (marroquinos, argelinos, etc). Cientistas há mais uns tantos. A frase é absurdo
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“Já agora, sugiro a MST o visionamento, por exemplo, dos filmes de Abbas Kiarostami, realizador iraniano, capazes de fazer sonhar a humanidade. Ou de Samira Makhmalbaf. Ou ainda de Mohsen Makhmalbaf, também escritor. Todos iranianos.”
Todos iranianos e, portanto, nada árabes.
Mais valia ter dito Amin Malouf (apesar de ser francês) ou aquele outro egípcio que ainda agora morreu.
Não que isto traga razão a MST nesse ponto, claro.
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Ali o Quimico, conta?
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Não acredito que Miguel Sousa Tavares seja xenófobo; ele só não gosta de árabes. Não acredito que seja racista; ele só não gosta de ciganos. Não acredito que ele se ache superior; ele só achava que os galegos davam um toque miserável a Lisboa. Mas acredito que ele é arrogante e que, quando embala, se gosta de ouvir a si próprio. É como quando se bebe vinho. Diz o que pensa e lá se vai o pouco verniz… À parte isso, é divertido.
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O MST é um homem de extremos, ora extremamente lúcido, ora extremamente classista e snob.
Não tem meio termo.
Quanto ao mundo muçulmano, é um facto que foi no passado uma cultura extremamente rica e tolerante, durante vários séculos, mas depois disso cristalizou e hoje não exporta nada de importante para o resto do mundo, cultural e cientificamente falando, e é de uma forma geral, bastante intolerante.
Quantos aos ciganos, e apesar de não me considerar preconceituoso, posso afirmar que não tenho a melhor imagem deles. Bem sei dos perigos das generalizações, mas não posso deixar de dizer o que penso.
Embora vivam em Portugal há séculos, nunca se conseguiram integrar, viveram sempre em guetos, em circuito fechado, e pouco dão à sociedade portuguesa, estando, no entanto, sempre prontos e de mão estendida para receberem o que quer que seja.
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o pai, a mãe e o filho foram e são vozes expressas que me consolaram e consolam. Foram e são a seiva de uma ilustre trempe literária. As opiniões de mst apenas vêm fortalecer o jornalismo e são actuais. Opina sobre os assuntos das causas e bem.
e você D.O. não faz o mesmo ?
Mas, penso eu, que o mst tem mais leitores.
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1. Árabes:
O que mais me impressiona nas afirmações de M S T é a enorme dose de ignorância que revelam e o descaramento absoluto com que são ditas. Contudo, desconheço de todo a que é que M S T se quer referir quando fala de “todo o mundo árabe”. Se está apenas a ter em conta a Arábia Saudita, o Koweit, os Emiratos e o Dubai e companhia, provavelmente estamos, ainda assim, mais ou menos de acordo.
Agora, o que me quer parecer é que M S T (como, de uma forma geral, os comentadores e jornalistas mais ignorantes ou tendenciosos) quando se refere a “todo o mundo árabe” quer meter no mesmo saco tudo o que é muçulmano ou anda lá perto: do Iraque e do Irão a Marrocos e Tunisia, passando pelo Egipto, Siria, Libano, etc., etc. (e até a Turquia?). Se for assim, e eu penso que assim o é, M S T demonstra, de facto, uma ignorância maldosa, preconceituosa e, sobretudo, confrangedora.
De facto, nesse “todo mundo árabe”, convivem e cineastas contemporâneos (Irão, Tunisia, Egipto) absolutamente geniais com vários Prémios Nobel da Literatura ou com escritores ainda maiores, a maior arquitecta viva com músicos de diversos géneros e diversas áreas do melhor que há no planeta. Podia aqui, rapidamente, citar-lhe, já, 20 ou 30 nomes. Mas não vale a pena; M S T não os conhece e nunca quererá conhecê-los mais de perto (refiro-me às suas criações artísticas). E é pena. A nossa grande poetisa Sophia não escreveria nunca uma barbaridade destas.
A dar-se o caso de M S T estar a referir-se aos tais estados árabes que já nomeei (Arábia Saudita, Koweit e Emiratos), então para quê tanto barulho, Miguel? Para quê tanta importância a meia dúzia de estados quase fantoches, totalitários e fabricados à pressa, que abrangem uma população não superior a 20 milhôes (se tanto…). Para quê?
2. Ciganos
Quanto aos ciganos, poderia responder mais ou menos da mesma forma bastando, para isso, passar a fronteira: de grandes músicos a gente do bailado, de pintores a criadores teatrais, há de tudo.
Provavelmente, a raiva de M S T a esta etnia tem duas origens, e apenas duas (vamos esquecer a Quinta da Fonte e os ciganos portugueses): o facto de Ricardo Quaresma, o cigano como dizia Scolari na boca dos Gatos, se querer ir embora, de querer ir à vida e dixar o FCP entregue ao Mariano Gonzalez (quase cigano, mas ainda não…) e Quique Flores ser cigano e ser ele, como já toda a gente viu, que vai, finalmente, colocar o nosso SLB no lugar de onde nunca deveria ter saído (para bem de Portugal; assim, vejam a crise) e mandar os tripeiros para a sua classificação natural (o 4º ou 5º lugar).
Já agora, ó M S T você não gosta daqueles bonés D & G que o Quaresma costuma usar a seguir aos jogos? É que os D & G também são ciganos.
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O MAL GENETICO EM M.SOUSA TAVARES.
Não recebeu o benefício genético de Sofia de Melo B. . Quem acompanhou a acção política e intelectual de Sousa Tavares (pai) compreenderá melhor o que aqui evidencio…
Nota: Gostava que o vissem na TVGLOBO a promover o “Equador”!!! Um tipo completamente às avessas…
A história dos pseudo-radicais está recheada de casos mais ou menos obscenos.
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é de muito mau gosto comentar comentários de comentadores, ainda por cima daqueles que comentam no mesmo local de comentação. mesmo quando não se concorda com o comentário.
ó Daniel começo a acreditar que você tem mau feitio.
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Nem por isso concordo com essas ideias do
Miguel Sousa Tavares; mas la que sempre escreve melhor do que muitos que para ai andam , la isso.
Nao desculpara , mas ajuda muito a ler.
Quantos as possiveis raivas dele ,
bom nao serao nem piores , nem melhores das que andam para ai a esvoçar, lol.
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Ó Maria: então você agora mudou de poiso, isto é, de post. Deixa o debate a meio, diz que “não come desse pao” e agora vem para aqui novamente mandar postas de pescada e beatices caducas e bolorentas sobre ciganos. Vá lá jovem, deixe lá o “pao” e carregue no debate, rapariga! É para isso que servem os blogues. Os “paos” não: lá diz o ditado (costume e tradição outra vez) “enquanto o pao vai e vem, folgam as costas”. Pergunte à mulher (ou esposa, como foi dito na TV) do Estrela, membro importante da comunidade cigana do Bairro da Fonte, quantas vezes é que as costas dela folgam, tal é a frequência com que o “pao” vai e vem. E à cunhada do estrela pergunte também. E à prima; e à irmã; e à mãe; e á comadre. Verá que todas elas já comeram com o “pao”. Mas isso não importa: é costume, faz parte da sua cultura. É bonito de ver e de se protejer. É a chamada etno-folclórico-antropologia- colonial- neo- moderna- pós- filhos dos- ricos.
Lol Maria. Lol!!
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Já deixou de estar na moda bater nos árabes?
E na China, o Sousa Tavares ainda não se lembrou?
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Apesar de concordar com o que MST disse a respeito da comunidade cigana em Portugal, não é um comentador que me agrade muito. Muito mais faccioso que MRS, mais arrogante que este, e com a mania que tem sempre razão. Não me esqueço do que disse quando foi das manifestações dos professores. É alguém que fala dos assuntos sem conhecimento de causa e consegue ser mais óbvio a fazê-lo do que a maior parte dos comentadores portugueses. Mais um dos exemplos de chico-espertismo português.
[Responder]
80% do povo cigano a receber rendimento mínimo e não podemos fazer generalizações?
Só não percebo porque é que o Estado não obriga as pessoas que recebem o Rendimento Mínimo a prestar um serviço social que lhes permita retribuir a atenção que o mesmo Estado lhes presta. Isto, claro, no caso de serem desempregados, em idade activa e, óbviamente, com tempo útil para queimar. É melhor estar a receber para nada fazer ou fazer algo para justificar o que se recebe?
Será que estou a ser um populista?
Quanto ao facto de Sousa Tavares estar mais uma vez na onda, devo acrescentar, já agora com a mesma linguagem surfista, que ele surfa exactamente as mesmas ondas que o Daniel surfa, as ondas ditadas pela actualidade que geram as indignaçõezinhas de ambos – também o vejo sempre a si sempre a comentar os mesmos assuntos.
Há uma pequena diferença, mas muito importante: o Daniel gosta de atacar quem tem visibilidade ou poder, ao mesmo tempo que gosta de desculpabilizar sempre quem supostamente é de outra raça ou credo; o Miguel Sousa Tavares critica o que toda a gente vê mas que alguns, em nome do politicamente correcto, se recusam a dizer.
Por outras palavras, gostava de ver o Daniel com menos papas na lingua.
Se 80% dos ciganos vive à sombra do Rendimento Mínimo será que podemos dizer que a grande maioria dos ciganos vive à conta da mamadeira do Estado? Ora 80%, como dizia o Guterres, é só fazer as contas…
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Sebastião, se soubesse a paciência que começo a ter para o disco riscado sobre o politicamente correcto… Está na moda, uns dizem e os outros papagaiam.
[Responder]
J Ferro
7 Ago 2008 às 0:17
“(vamos esquecer a Quinta da Fonte e os ciganos portugueses)”
J Ferro
7 Ago 2008 às 0:17
Ó Maria: então você agora mudou de poiso, isto é, de post. Deixa o debate a meio, diz que “não come desse pao” e agora vem para aqui novamente mandar postas de pescada e beatices caducas e bolorentas sobre ciganos. Vá lá jovem, deixe lá o “pao” e carregue no debate, rapariga! É para isso que servem os blogues. Os “paos” não: lá diz o ditado (costume e tradição outra vez) “enquanto o pao vai e vem, folgam as costas”. Pergunte à mulher (ou esposa, como foi dito na TV) do Estrela, membro importante da comunidade cigana do Bairro da Fonte, quantas vezes é que as costas dela folgam, tal é a frequência com que o “pao” vai e vem. E à cunhada do estrela pergunte também. E à prima; e à irmã; e à mãe; e á comadre. Verá que todas elas já comeram com o “pao”. Mas isso não importa: é costume, faz parte da sua cultura. É bonito de ver e de se protejer. É a chamada etno-folclórico-antropologia- colonial- neo- moderna- pós- filhos dos- ricos.
Lol Maria. Lol!!
Jferro
Nao sabia que era voce o dono deste blog.
Quanto ao resto;a mosca e toda para si todo para si, o enfado e todo meu.
Lol.
a mosca voa no ceu
o zumbido cruel
enche os espaços
os anjos que planam la no alto
lançam-lhe olhares
do mais puro enfado.
é um animal pequenino
feroz
uma coisinha preta
parecida a aranha
extraordinario foi ter sido assim criada
e ter deus enfiado as duas asas nela.
[Responder]
“Rendimento Social com inserção só para metade
Rendimento social mais ganhou 23 mil dependentes. Distrito do Porto tem um terço dos inscritos
Metade dos beneficiários de Rendimento Social de Inserção não estão integrados em programas de reintegração na sociedade.
Em Dezembro de 2007, havia 312 mil beneficiários e apenas 159 mil a seguir planos.
Os dados oficiais fornecidos pelo Ministério do Trabalho e Solidariedade Social (MTSS) mostram que os 158.389 beneficiários de RSI a seguir planos de reinserção social representam apenas 50% do universo de 311.731 dependentes daquela prestação social no final de 2007.
Em Junho último, o número total já tinha ascendido a 334.865 (109.389 dos quais no distrito do Porto), isto é, surgiram mais 23.134 beneficiários no espaço de seis meses.”
jn.sapo.pt/
~~~~~~~~~~~~~~~~
Presumo portanto,
por alguns dos comentarios aqui presentes,que esses numeros dirao apenas respeito aos ciganos.
Imagine-se.
Realmente e como diz o incrivel Jferrinho,
–”É bonito de ver e de se protejer”
—————————————–
que muito embora provoque outros com grande ligeireza e dando-se ares de grande sabedoria passando nisso o tempo, melhor faria em dedicar-se ao estudo da gramatica.Lol.
Extraordinario.
[Responder]
Caro Daniel,
sendo tão avesso à violência, não bata também você no ceguinho, coitado!
Afinal, cego é quem não quer ver, não é?
Neste caso a figura triste que o mesmo está a fazer a nos presentear com a sua opinião do mundo real e actual quando continua, claramente, no mundo da ficção do início do século passado…
[Responder]
Esta Maria…o incrivel aconteceu…agora para além de proteger quem não merece vem para aqui lançar foguetes por ser tão vazia de argumentos…ora bem, se eu me achasse o maior viria para aqui fazer publicidade, agora ser a pior e rir disso…isso sim é extraordinário!
[Responder]
Mas estes comentadores não percebem que o racismo sustenta-se precisamente em tomar a parte pelo todo? E não conhecem as lições do passado e no que resulta ainda no presente o racismo?
Ou estão tão absortos no seu mundinho de boa vida e tão confiantes na força esmagadora da maioria que não atingem a covardia que é essa atitude?
[Responder]
Já deu para perceber que o sabor dos gelados deste Verão é bater nos ciganos. Qual é a raça para a próxima estação?
O Miguel Sousa Tavares está revoltado com tudo e todos. Curioso que ainda há poucos anos fazia textos a elogiar o deserto e a cultura árabe.
Culpar povos por causa dos governos é certamente errado.
Quanto aos ciganos se calhar até tem razão, mas os culpados não são eles mas os sucessivos governos e o seu politicamente correcto. Se o Rendimento Social e outras políticas fossem aplicadas de forma a que apenas os verdadeiramente necessitados as tivessem e se fossem cumpridas as leis, certamente que ninguém estaria hoje a queixar-se dos “ciganos”.
Ainda há poucos dias um gang foi proibido de ir para a praia devido aos distúrbios que provocava. Alguém imagina um tribunal que tomasse a mesma decisão com ciganos? Se calhar é aí que reside o problema…
[Responder]
Eh lá! Alto lá!
“Aquele egípcio que ainda agora morreu…?”?????????????????
Nao manchem o nome do Cossery com tao patética discussao!!! Ele que era ateu, cultivava um escárnio impenitente relativamente a todas estas discussoes e certamente ficaria desagradado ao ver o seu nome ser utilizado por algum idiota armado ao pingarelho na tentativa de exemplificar a producçao cultural de uma raça.
Já agora, Cossery viveu quase toda a vida em Paris e sempre escreveu em Francês, apesar de todos os seus livros se focarem na populaçao pobre de cidades egípcias, sobretudo o Cairo da sua infância. Religiao e raça nao sao temas dos seus livros.
[Responder]
Daniel, contra-argumente. E não foi sua uma coluna recentíssima no Expresso sobre o politicamente correcto/ politicamente incorrecto?
[Responder]
Caceteiro, e por ser ateu deixa de ser árabe?
[Responder]
“E escrever dizendo que o outro aproveita para cavalgar uma onda de popularidade chamaria um ataque á pessoa e logo pessoal.”
Fado, todos as críticas individualizadas são a pessoas e nem por isso são pessoais. A crítica é profissional, não é pessoal. Pessoal é, por exemplo, as referências que alguns comentadores fazem à família de MST para o comparar com a sua mãe, o que é absolutamente despropositado e inaceitável. Eu critiquei-o como colunista e apenas isso. Nada de pessoal.
[Responder]
” (insulto, insulto, …, tentativa de exemplificar a producçao cultural de uma raça.
Já agora, Cossery viveu quase toda a vida em Paris e sempre escreveu em Francês, apesar de todos os seus livros se focarem na populaçao pobre de cidades egípcias, sobretudo o Cairo da sua infância. Religiao e raça nao sao temas dos seus livros.”
V. é culto, ó caceteiro. Pena que a discussão se passe a milhas.
“Já agora”, deixo-lhe o meu exemplo de cacetada para exibicionismo impertinente: “Francês” não leva maiúscula em português.
[Responder]
“Já agora, sugiro a MST o visionamento, por exemplo, dos filmes de Abbas Kiarostami, realizador iraniano, capazes de fazer sonhar a humanidade. Ou de Samira Makhmalbaf. Ou ainda de Mohsen Makhmalbaf, também escritor. Todos iranianos. Ou ainda a leitura dos romances de Orhan Pamuk, Prémio Nobel da Literatura de 2006.”
Boa, subscrevo!”
Besugo, esses não são árabes
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Querem um nome árabe?
Tomem lá o cineasta egípcio Youssef Chahine, falecido há pouco. Ou por que não lembrar esse grande humanista Edward Said, também já falecido.
Mas são nomes contemporâneos.
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Como muita gente sabe, o melhor jogador desde Maradona é muculmano: Zidane
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Caro Dorean:
Agradeço a sua correcção e peço desde já desculpa pela minha falta de cuidado a escrever na caixas de comentários. Tenho o terrível hábito de incorrer em faltas de ortografia. É mau, mas a gonorreia ainda é pior.
Quanto aos insultos, tenho a certeza que Cossery seria o primeiro a subscrevê-los. Antes de se usar o nome das pessoas para exercícios parolos, em que se vão esgrimindo argumentos idiotas de um lado e do outro, seria melhor pensar-se um pouco.
Esta discussão é de chacha. Claro que continua a haver contribuições intelectuais (e não só) do universo muçulmano! É claro que as pessoas, quando lhes convém, se comportam como se aquilo que não conhecem não existisse. E é claro que começam a aparecer mulheres ciganas licenciadas. Conheci uma data delas aqui em Espanha.
Também é claro que o Sousa Tavares tem a mania que dá umas larachas sobretudo, mas com uma pose mais porreira que o Marcelo, este mais próximo de Cocas, O Sapo.
Discussão estéril. Vamos chegar à conclusão que afinal há uma série de escritores importantes, de físicos laureados com o nobel, atletas de elite, etc. provenientes do contexto muçulmano e muita gente desconhecia, ou decidiu ignorar nesta discussão do tró-la-ró. Quanto ao resto, basta ver as coisa pelo lado da estatística: o mundo muçulmano cobre uma franja importante da população mundial e assenta sobre uma cultura com a força de milénios de história.
A ciganada também tem as suas contribuições actuais, sobretudo no campo artístico e desportivo.
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Como muita gente sabe, o melhor jogador desde Maradona é muculmano: Zidane
Por acaso julgava que era françês.
Ainda bem que me esclarece.
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Fado, da mesma maneira que, como já disse, se pode ser ateu e árabe, pode-se ser muçulmano e francês. Ou não?
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e é mentira o que disse MST , Daniel?
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“Besugo, esses não são árabes
”
Bah… pormenores… não seja chato
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A discussão é parva. É óbvio que o MST está a fazer um apelo à ignorância, uma generalização abusiva, e isto não é ser PC, é ser rigoroso, como toda a série de comentários aqui o demonstra ao se tenta criar listas de génios árabes para contrapôr, e coisas do género.
Aquilo que o MST deveria ter dito e aquilo que é verdade, é que as forças político-sociais que tentam oprimir a liberdade dos cartonistas ocidentais são atrasadas mentais, um lastro enorme para a humanidade, fascistas de coração e alma, que tentam impôr a sua mentalidade medieval aos povos alheios.
E mesmo na questão cigana, não lhe faria mal ser mais rigoroso no assunto e menos generalista, pois nas generalizações só existem injustiças e ódios, e esses não resolvem nada. Mesmo sendo verdade que 80% da etnia seja tão à margem, e nem duvido muito desse número, embora a prova esteja ainda para a ver, a questão social e cultural é uma de arrasto, de “simpatia”, ou seja, o cigano faz aquilo que vê os outros ciganos fazerem. Não devemos ser demasiado snobistas. Ainda há poucos anos eram poucas as pessoas que admitiam pagar os seus impostos como deve ser, mas aí tava tudo bem porque era o que pagava os impostos que não era “adaptado”.
Soluções? Não sei, mas elas não passam pelo ódio e segregação, isso é facto histórico.
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62 Daniel Oliveira
7 Ago 2008 às 20:38
Muito obrigado.
Segundo a enciclopédia dos pobres ele define-se como a non-practicing Muslim.
Isto parece-me disparatado, nunca conheci um muçulmano praticante em part-time.
Ontem estava estacionado em frente à mesquita de Lisboa e pelas três da tarde quando tudo já estava em completo sossego, apareceu um crente, um velhote, que com as próprias mãos limpou todos os papéis que sujavam a rua em frente à porta da entrada.
Mas os tempos agora são outros.
Muito por culpa de pessoas como o senhor, foi-se criando na sociedade a necessidade de dizer apenas aquilo que pode ser tão inócuo como um copo de água, por culpa de outras como a Dra. Fernanda Câncio, cuja última crónica fala por si, adiantou-se que homens e mulheres tem que ser iguais, quando na realidade são dois géneros diferentes e por culpa dos partidos de esquerda a ideia de que se pode ser rico, criar riqueza ou ser patrão, tornou-se um crime.
Mas a sociedade não consegue ser o conto de fadas que ambicionam e por isso estão tristes.
Há palavras proibidas, ideias proibidas situações que se existem têm que ser contadas de outra maneira.
À vossa maneira.
Desconfio que não se vão convencer da realidade.
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“Isto parece-me disparatado, nunca conheci um muçulmano praticante em part-time.”
Eu conheço vários
Quanto ao resto, fico a saber que os portugueses são limpinhos e não sujam as ruas.
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Quando nos referimos aos países muçulmanos devemos ter em conta que na maioria dos casos, tratam-se de países controlados por regimes autoritários (eu até diria brutais). Isto não significa que não haja uma riqueza cultural no seio dos seus povos. Ela existe, mas por razões óbvias não é exarcebada como seria desejável.
Ora, se porventura a Turquia conseguir reunir todas condições para a aderir em breve à UE, o que implica à partida uma aproximação clara face aos padrões europeus, e subsequentemente atingir o sucesso económico, julgo que outros países árabes e persas como a Síria e o Líbano procurarão igualmente essa aproximação (algo que decerto, agradaria a Israel).
A intensificação das relações e cooperação a nível económico, político e militar é aliás uma das chaves para essa aproximação, mas tal só deverá ocorrer, caso haja se verifique nos países muçulmanos uma mudança clara e efectiva no sentido de garantir a promoção e aplicação dos valores da paz, da democracia e dos direitos humanos.
Quanto aos ciganos, eu diria que o problema reside
na forma como o governo os trata, por um lado prestando-lhes algum auxílio financeiro, e por outro, nada fazendo no sentido de os integrar na sociedade.
PS: para quem gosta de música árabe e egípcia aconselho a que oiçam Simon Shaeen e Mohamed Abdel Wahab.
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Admito o erro. A verdade é que, como disse J Ferro, raciocinei com o conceito (errado) de “todo o mundo árabe”, em que todos os países não ocidentais e maioritariamente muçulmanos são considerados árabes e, portanto, como terá pensado MST, atrasados. No fundo, fui induzido pelo próprio MST, pois também me pareceu que, ao falar dos árabes, estava a falar também dos iranianos, por exemplo.
Seja como for, deixo aqui a minha rectificação.
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http://araboislamica.blogspot.com/
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