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Nada de especial. Mau a comunicar, péssima presença, trapalhão, o carisma de uma alforreca, uma campanha amadora e terá um resultado miserável. É candidato pelo partido de Brizola, o que não me agrada, mas tem uma longa história de combate pela democracia e à esquerda, que continua. Quase só fala de educação. Mas ataca Lula pelo lado certo: o que não fez e tinha de ter feito. E ataca a corrupção pelo mesmo lado: a quem se entregou Lula quando começou a falhar. E não faz de tudo isto o seu tema de campanha. E foi ele que começou o projecto, em Brasília, alargado depois ao país, que ajudou os mais pobres a ter o mínimo. E quis realmente mudar alguma coisa no acesso dos mais pobres ao ensino, a base para uma verdadeira democracia no Brasil. E foi corrido de ministro pelos mesmos que destruíram o PT, de que ele foi dirigente. Nada de especial, mas melhor do que Lula e do que o polvo que ele alimentou. E melhor do que Heloísa, que fala dos brasileiros como se fossem seus filhos e vive do ressentimento e do justicialismo. O populismo latino-americano em versão marxista e evangélica. E, claro, muito melhor que Alckmin, que representa o pior do Brasil. Cristovam Buarque não entusiasma. Mas se tivesse de votar…


Sem respostas ao post “Seria o meu candidato”  

  1. 1 1  s.o.s.veja

    Apesar dos pedidos de clemência, acabou por não conseguir evitar dois minutos de autêntico terror.

    Natália Inácio, mulher do dono do Golfinho do Conde, era a única pessoa que permanecia no interior do estabelecimento. “Senti um pânico enorme ao ver o meu marido entrar à frente de três ladrões. Eles roubaram-lhe logo uma pulseira de ouro”, recordou ao CM.

    Os três meliantes, todos negros, e aparentando 20 anos, entraram com as caras descobertas. Já dentro do restaurante, dois elementos do gang correram para trás do balcão, com o intuito de abrir a caixa registadora.

    Ao terceiro assaltante foi atribuída uma missão específica. Manter em sentido o casal de proprietários.

    “Fomos sentados em duas cadeiras, colocadas uma ao lado da outra, junto à entrada do restaurante. Enquanto víamos os outros dois ladrões roubar o que é nosso, um terceiro passava uma pistola pelas nossas cabeças dizendo para não nos mexermos”, acrescentou Artur Inácio.

    Sem pressas, os assaltantes tiraram 400 euros do tabuleiro da caixa registadora. “Descobriram ainda um envelope com mais 400 euros e 25 euros que um cliente tinha acabado de nos pagar”, descreveu Natália Inácio.

    Antes da fuga, os comerciantes viram ainda o gang roubar inúmeras garrafas de uísque e outras bebidas.

    A fuga foi ordeira. Os três indivíduos abandonaram o restaurante sem pressa. “Um manteve sempre a arma apontada, dizendo-nos para não abrirmos a boca”, salientou o dono do restaurante.

    Em passo acelerado, os assaltantes afastaram-se do restaurante, entrando num Audi A3.
    CM 29-09-2006

  2. 2 2  LR

    “E melhor do que Heloísa, que fala dos brasileiros como se fossem seus filhos e vive do ressentimento e do justicialismo.”

    Muito à semelhança de Louçã, diga-se…

  3. 3 3  Nuno Gouveia

    E agora? Na 2ª volta, será que o seu voto ia para Alckmin?

  4. 4 4  José Manuel (Porto)

    Talvez esteja(m) interessado(s) neste comentário sobre Cristovam Buarque, na Folha de São Paulo on-line de hoje: http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult508u323.shtml
    Conheci o prof. Cristovam em 1980, em Lisboa, num curso de projectos de investimento, onde se destacou a sua enorme simpatia e competência tranquila, as deambulações pelos lugares Pessoanos, o sentido de humor, a pernambucanidade em seu melhor, digamos assim. Penso que candidatar-se à Presidência não seria uma prioridade e que a sua vocação será sempre a educação, para a qual tem ideias sólidas e prometedoras. Esperemos que mais votos nordestinos possam agora pender para Alckmin, que não sei como poderá ser apodado de representante ‘do pior que tem o Brasil’, francamente. São Paulo não merece, eu acho. Estas são opiniões de um português vagamente informado, mas sempre ‘pró-Brasil’. E que não concordando quase nada com Luís Inácio, sabe reconhecer o seu percurso e o seu porquê. E sua pernambucanidade, oxente…

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