A experiência do Sim no Referendo foi das experiências mais divertidas e estranhas que tive na minha vida política. Todos devíamos saber que de perto os outros parecem ser sempre melhores. E a razão é simples: quase sempre o são. Por isso, para quem julgue que engoli um sapo, aqui vai: foi um prazer enorme escrever com todos eles, mas especialmente com o CAA, o Vasco Rato, a Helena Matos e o Pedro Marques Lopes. Gosto de homens e mulheres com tomates (salvo seja). E a eles não lhes faltou. Provaram que a questão do aborto não é, evidentemente, uma causa da esquerda. A eles, da próxima vez que me disserem que são liberais, terei de aceitar a coerência. Quanto aos outros…


Sem respostas ao post “Sim no referendo”  

  1. 1 1  kandinsky

    Divertido foi ouvir ontem á noite o Francisco Louçã dizer que a maioria dos catolicos tinha votado “sim”.Hi!Hi!Hi!Explicaçao:para já mais de 4 milhoes de portugueses nao votaram e por outro lado nao há dados fiáveis que permitam seguramente dizer se os votantes no “sim” seriam maioritariamente catolicos,protestantes,critaos ortoxos,muçulmanos,hindus,budistas,ímpios…Que irresponsabilidade politica.P.S.:o que eu gostei mesmo de ver no Altis foi todos juntos,Carvalho da Silva,Daniel Oliveira,Octavio Teixeira,o Secretario Geral da Js e outros socialistas,outros membros da esquerda sem conotaçao partidaria,etc.Se fosse assim mais vezes,noutas causas…

  2. 2 2  vasco morais

    Muito bem, o blog «Sim no Referendo» foi uma boa ideia e uma boa experiência.
    Mas já agora por causa de certos disparates do Daniel, conte lá o Daniel: algum comunista, blogger ou articulista na imprensa, foi convidado ou contactado para fazer parte dessa equipa? E se foi, quem é que disse «não, nem pensar» ?
    É que não se havia convites nem contactos, bem podiam ter explicado logo ao principio que qualquer um se podia inscrever no nucleo fundamental do blog.

  3. 3 3  Daniel Oliveira

    Os participantes foram todos convidados. Quase nenhum recusou. Alguns dos participantes ofereceram-se e o grupo de pessoas que estava no blogue decidiu convida-los ou não. Apenas isso.

  4. 4 4  Luís Lavoura

    As mulheres são geralmente mais bonitas ao longe do que ao perto.

  5. 5 5  FuckItAll

    Já que estamos no assunto, Vasco, por acaso até houve comunistas no blog…

    Inês M.

  6. 6 6  Miguel Nascimento

    Há quem se divirta com as desgraças dos outros. Mas olhe que era um caso bem sério e disfarõu bem durante a campanha.
    Essa afirmação só confirma o que todos pensávamos.

  7. 7 7  Miguel Nascimento

    Não estou derrotado. Não estou entristecido. Não estou desiludido. Não estou frustrado.
    Tenho o sentimento de estar a entrar numa era da nossa história que não quero conhecer, que não quero que aconteça. A era em que festejamos porque nos é permitido aniquilar o nosso semelhante.

  8. 8 8  LPM

    Ó homem, ainda não percebeu que se pode ser liberal sendo a favor ou contra a nova lei?

    Pode ler os excelentes artigos de João Miranda no Blasfémias a respeito…

  9. 9 9  ze

    Bom foi ver votar um encargo e não um cargo. Discutir ideias e não curriculum de cada um.
    Ainda é pouco o povo votante? Mas é mais que há 8 anos.
    E desse, o mais votou sim. A pronto, sem cartão de crédito (não dá para ninguém se atrever a transformar sim em apoio ao PS, por exemplo, ou ao Bloco). Lentamente, lerdamente, chega mais claridade. Grata, Daniel & tutti, eu inc. Olharei mais serena os olhos das meninas de 7 anos.

  10. 10 10  Pedro

    É disparatado dizer que um liberal não poderia votar «não» consistentemente. Para o liberal, a função do estado é respeitar e fazer respeitar os direitos morais básicos (negativos) dos que estão no seu território, incluindo-se entre eles, evidentemente, o direito moral à vida. Por isso, desde que entenda que um feto humano de 10 semanas tem já esse direito, o liberal pode opor-se consistentemente à liberalização do aborto.

  11. 11 11  Pedro

    É disparatado dizer que um liberal não poderia votar «não» consistentemente. Para o liberal, a função do estado é respeitar e fazer respeitar os direitos morais básicos (negativos) dos que estão no seu território, incluindo-se entre eles, evidentemente, o direito moral à vida. Por isso, desde que entenda que um feto humano de 10 semanas tem já esse direito, o liberal pode opor-se consistentemente à liberalização do aborto.

  12. 12 12  Lopes

    “A eles, da próxima vez que me disserem que são liberais, terei de aceitar a coerência. Quanto aos outros…”

    Afinal, sempre estávamos a falar de liberalização…

  13. 13 13  Sem Quorum

    Parabéns Daniel pela iniciativa mobilizadora no Arrastão! Valeu a pena!
    Cumprimentos,
    ALM

  14. 14 14  Daniel Oliveira

    Lopes,

    estamos umbocadinho literais na utilização das palavras, não estamos?

  15. 15 15  Lopes

    Meu caro, se não era essa a sua intenção, escolhesse melhor o termo…

    Mas, como diz o “povão”, se calhar, fugiu-lhe a boca para a verdade…

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