Por Daniel Oliveira
A experiência do Sim no Referendo foi das experiências mais divertidas e estranhas que tive na minha vida política. Todos devíamos saber que de perto os outros parecem ser sempre melhores. E a razão é simples: quase sempre o são. Por isso, para quem julgue que engoli um sapo, aqui vai: foi um prazer enorme escrever com todos eles, mas especialmente com o CAA, o Vasco Rato, a Helena Matos e o Pedro Marques Lopes. Gosto de homens e mulheres com tomates (salvo seja). E a eles não lhes faltou. Provaram que a questão do aborto não é, evidentemente, uma causa da esquerda. A eles, da próxima vez que me disserem que são liberais, terei de aceitar a coerência. Quanto aos outros…
Sem comentários 12 Fev 07 em Sem categoria



Divertido foi ouvir ontem á noite o Francisco Louçã dizer que a maioria dos catolicos tinha votado “sim”.Hi!Hi!Hi!Explicaçao:para já mais de 4 milhoes de portugueses nao votaram e por outro lado nao há dados fiáveis que permitam seguramente dizer se os votantes no “sim” seriam maioritariamente catolicos,protestantes,critaos ortoxos,muçulmanos,hindus,budistas,ímpios…Que irresponsabilidade politica.P.S.:o que eu gostei mesmo de ver no Altis foi todos juntos,Carvalho da Silva,Daniel Oliveira,Octavio Teixeira,o Secretario Geral da Js e outros socialistas,outros membros da esquerda sem conotaçao partidaria,etc.Se fosse assim mais vezes,noutas causas…
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Muito bem, o blog «Sim no Referendo» foi uma boa ideia e uma boa experiência.
Mas já agora por causa de certos disparates do Daniel, conte lá o Daniel: algum comunista, blogger ou articulista na imprensa, foi convidado ou contactado para fazer parte dessa equipa? E se foi, quem é que disse «não, nem pensar» ?
É que não se havia convites nem contactos, bem podiam ter explicado logo ao principio que qualquer um se podia inscrever no nucleo fundamental do blog.
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Os participantes foram todos convidados. Quase nenhum recusou. Alguns dos participantes ofereceram-se e o grupo de pessoas que estava no blogue decidiu convida-los ou não. Apenas isso.
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As mulheres são geralmente mais bonitas ao longe do que ao perto.
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Já que estamos no assunto, Vasco, por acaso até houve comunistas no blog…
Inês M.
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Há quem se divirta com as desgraças dos outros. Mas olhe que era um caso bem sério e disfarõu bem durante a campanha.
Essa afirmação só confirma o que todos pensávamos.
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Não estou derrotado. Não estou entristecido. Não estou desiludido. Não estou frustrado.
Tenho o sentimento de estar a entrar numa era da nossa história que não quero conhecer, que não quero que aconteça. A era em que festejamos porque nos é permitido aniquilar o nosso semelhante.
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Ó homem, ainda não percebeu que se pode ser liberal sendo a favor ou contra a nova lei?
Pode ler os excelentes artigos de João Miranda no Blasfémias a respeito…
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Bom foi ver votar um encargo e não um cargo. Discutir ideias e não curriculum de cada um.
Ainda é pouco o povo votante? Mas é mais que há 8 anos.
E desse, o mais votou sim. A pronto, sem cartão de crédito (não dá para ninguém se atrever a transformar sim em apoio ao PS, por exemplo, ou ao Bloco). Lentamente, lerdamente, chega mais claridade. Grata, Daniel & tutti, eu inc. Olharei mais serena os olhos das meninas de 7 anos.
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É disparatado dizer que um liberal não poderia votar «não» consistentemente. Para o liberal, a função do estado é respeitar e fazer respeitar os direitos morais básicos (negativos) dos que estão no seu território, incluindo-se entre eles, evidentemente, o direito moral à vida. Por isso, desde que entenda que um feto humano de 10 semanas tem já esse direito, o liberal pode opor-se consistentemente à liberalização do aborto.
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É disparatado dizer que um liberal não poderia votar «não» consistentemente. Para o liberal, a função do estado é respeitar e fazer respeitar os direitos morais básicos (negativos) dos que estão no seu território, incluindo-se entre eles, evidentemente, o direito moral à vida. Por isso, desde que entenda que um feto humano de 10 semanas tem já esse direito, o liberal pode opor-se consistentemente à liberalização do aborto.
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“A eles, da próxima vez que me disserem que são liberais, terei de aceitar a coerência. Quanto aos outros…”
Afinal, sempre estávamos a falar de liberalização…
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Parabéns Daniel pela iniciativa mobilizadora no Arrastão! Valeu a pena!
Cumprimentos,
ALM
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Lopes,
estamos umbocadinho literais na utilização das palavras, não estamos?
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Meu caro, se não era essa a sua intenção, escolhesse melhor o termo…
Mas, como diz o “povão”, se calhar, fugiu-lhe a boca para a verdade…
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