A proposta da CT da Autoeuropa de ocupar os dias menos preenchidos, por causa do atraso do novo modelo, para Formação Profissional, é a demonstração de que há sindicalismo para lá da cegueira derrotada, de um lado, e da concessão sem horizonte, do outro.


Sem respostas ao post “Sindicalismo que vence”  

  1. 1 1  Miguel Miranda

    Parece-me algo de profundamente positivo para o Sindicalismo Português. É esperar que quem precisa, aprenda a lição.

  2. 2 2  jb2

    Houve tempos em q os sindicalistas da Opel tb andavam mto optimistas.
    Um bom acordo é apenas 1 batalha ganha. O sr Daniel devia saber isso e se n sabe tinha obrigação.

  3. 3 3  Margarida

    É escusado pensar-se que o membro da comissão política do BE e dono do blog deixe de difamar os outros para puxar a brasa à sua sardinha.

  4. 4 4  Curiosamente...

    …ora nem mais, Daniel.
    O sindicalismo teve e tem as suas origens, mas também pode ser de esquerda, liberal, de direita e defender os trabalhadores. Ganham todos. A aprender.

  5. 5 5  Daniel Oliveira

    Margarida, quem é que eu difamei?
    jb2, claro que é apenas uma batalha. Já agora, a CT da Opel recusou o acordo. Aliás, contra a vontade expressa da maioria dos trabalhadores. Não sei se o desfecho teria sido diferente. provavelmente não. Mas são estes os factos.

  6. 6 6  jal

    Aquilo que se vive na Autoeuropa é a política da cenoura. O patrão coloca-a à frente e alguns vão atrás.
    A Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa «responsavelmente» dialogando com o patronato tem conseguido travar aquilo que seriam justas e merecidas reivindicações dos trabalhadores, sempre com o argumento de: ou é assim ou eles vão embora.
    Nunca ouvimos uma exigência séria face ao outro lado, nunca ouvimos uma voz da CT a dizer chega de chantagem, cumpram a vossa parte, com nós temos cumprido a nossa.
    A capitulação permanente, a vassalagem face aos interesses do patrão é sinónimo de sindicalismo reformista, de sindicalistas instrumentalizados pelo patronato.

    A proposta da Formação Profissional não tem nada de extraordinário.
    Aquilo que é extraordinário é que se batam palmas a um sindicalismo que cede em toda a linha, que é incapaz de cumprir o seu papel histórico de defesa dos interesses de quem trabalha.

    Ninguém se importa com acordos, pelo contrário, são desejáveis.
    Mas quando traduzem o reconhecimento de direitos e a melhoria das condições de vida e de trabalho.

  7. 7 7  Filipe Melo Sousa

    E quem paga essa formação? Nada mais do que os impostos pagos pelas outras empresas. Há cerca de um ano atrás desenvolvi um post precisamente sobre a imoralidade dessa formação sustentada por todos nós

    http://blog.liberal-social.org/o-modelo-visionario-da-autoeuropa

  8. 8 8  João

    Ganham todos…
    Que sociedade bonita a nossa…

    Quantas batalhas se ganharão e quando finalmente o governo tirar o tapete das benesses fiscais…acabará como em todos os outros lados…

    Mas aí a análise já será outra….
    ganham todos???? curiosa esta nossa sociedade… ganham todos, sempre assim foi… ganham é mais uns do que os outros…

  9. 9 9  João Mesquita

    Tenho tido as maiores dúvidas sobre algumas posições — e algumas opiniões — da CT da Autoeuropa. Neste caso, parece-me que agiu bem: tomou a iniciativa, com uma proposta que retira margem de manobra ao patronato para penalizar os trabalhadores por eventuais quebras na produção.
    O sindicalismo precisa de vitórias — não se mobiliza ninguém quando só se têm derrotas para apresentar. Ponto é que elas não sejam obtidas a qualquer custo. Transformam-se num prenúncio de novos e mais dolorosos fracassos.

  10. 10 10  susana marques

    Não sei se no verbo do título do post não houve a troca de um «d» por um «c».

    Eu não estou muito informada mas se o anterior acordo era tão bom será que não acautelou situações como a que agora aparece a justificar esta proposta ?

    Por fim, só uma pergunta que nunca vi respondida : no ano em que a Autoeuropa e a empresa-mãe tiverem brilhantes resultados financeiros acaso os trabalhadores vão ser retroactivamente ressarcidos das cedências ou sacrificios que tiveram de fazer por causa da «crise» ?

  11. 11 11  José Rodrigues

    Aí concordo consigo. A CT da Autoeuropa, tem dado lições de lucidez a muitos sindacalistas de pacotilha, que berram muito, mas fazem muito pouco pelos trabalhadores e muito mais pelo partido. Chegados à hora da verdade, quem se lixa é o trabalhador, que apenas contou para a estatística da contestação social e da greve.

  12. 12 12  CausasPerdidas

    B, A, BA: As formas de luta devem adaptar-se à relação de forças existente e ao grau de consciência e de mobilização da classe; numa situação desfavorável, subscrever um acordo que salvaguarde o essencial e que permita acumular energias pode ser positivo, o limite são alternativas concretas que existem;
    O que é preciso é explicar bem a situação aos trabalhadores e não deixar criar ilusões de que esse caminho funcionará sempre.
    Importante também é serem os trabalhadores a votar, depois de discutirem as alternativas.
    No caso, submeter as propostas ao voto do plenário de trabalhadores trata-se de uma originalidade tendo em conta o actual panorama do sindicalismo português…
    De qualquer forma, na Autoeuropa existe uma corda que já está bem tensa. Falta saber se do outro lado haverá resistência quando a administração a “puxar” até ao ponto em que o sisal não estica mais. Lembro que recentemente fechou uma fábrica do grupo em Bruxelas e depois de manifs de massas e da “solidariedade” veio-se a descobrir que os “solidários” andavam a negociar os modelos para os seus próprios países… “Proletários de Todo o Mundo”… lixai-vos?!
    Também já percebi o remoque por aqui: a “solidariedade de classe” esvai-se na cabeça de alguns quando são os outros, que não os do partido, que têm a responsabilidade - porque foram eleitos - de dirigir a classe. Não foi nem será a última vez.
    São incapazes de perceber que a CT só deve responder perante os trabalhadores que representa e não perante o partido. Isto não quer dizer que o partido não discuta, ou que não deva ter uma opinião sobre o assunto - o que é bem diferente de manipulação.
    Talvez seja por isso que sabotaram a possibilidade de terem um dirigente da Autoeuropa na União dos Sindicatos de Setúbal.
    Não se pode querer ter quase só dirigentes sindicais-funcionários e chorar pela não participação dos trabalhadores…
    Como diria Carlos Carvalhas: “Querem sol na eira e chuva no nabal”…

  13. 13 13  Daniel Oliveira

    susana marques, se tiverem brilhantes resultados isso está no acordo anterior. Nem precisam de ser brilhantes, bastam que sejam os esperados. Por fim, a verdade é que os trabalhadores da Autoerupa estão bem melhor que os seus colegas de outras empresas do sector em Portugal. Com mais regalias e direitos e salários mais altos. Porque os negociaram e o fizeram tendo a força do apoio dos trabalhadores, e não uma directiva de qualquer Comité Central.

    Causas Perdidas, os trabalhadores da Autoeropa têm uma ligação com todos os trabalhadores de outros países (há uma Comissão de Trabalhadores comum) e participam em acções de luta comuns. Mais do que em qualquer outra empresa que funcione em Portugal.

  14. 14 14  PR

    caro Daniel,

    eu não digo que a CT não faça, ou tente fazer um bom trabalho, mas apresentar esta medida como “a demonstração de que há sindicalismo para lá da cegueira derrotada, de um lado, e da concessão sem horizonte, do outro”, é manifestamente um exagero.

    o que seria importante discutir aqui, deixando de parte, ainda que por breves momentos, a utilização da CT como arma de arremesso político contra os restantes sindicatos, é a forma como a empresa manipula os trabalhadores e encara as CT’s como instrumento de gestão de recursos humanos.

    chamo a atenção para este artigo, penso que oferece uma abordagem interessante a esta questão:

    http://resistir.info/portugal/autoeuropa.html

  15. 15 15  Luis Moreira

    Por acaso conheço trabalhadores da AutoEuropa e todos me dizem que têm condições de trabalho como nunca experimentaram antes!

    E já agora olhem para os lados da Azambuja…

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