Cem mil alemães foram ouvir Obama. Claro que a obamomania chegou à Europa. Chegou até antes de se instalar nos EUA. Mas as razões de tamanha multidão são talvez mais simples: muitos quiseram assistir a um momento histórico e Obama poderá vir a ser o presidente depois de Bush. E, para a maioria dos europeus, depois de Bush só pode ser melhor.

Obama começa a sua caminhada pela a Europa a pedir aos europeus mais tropas no Afeganistão. Um pouco repetitivo, isto dos presidentes ou apenas candidatos verem a Europa como centro de recrutamento militar. Que tal falar da crise económica e da crise do petróleo que está a deixar os europeus de tanga? Ou sobre Quioto? Só para variar um pouco. Bem sei que esta visita é para consumo interno e que os europeus não votam. Mas, apesar de tudo, podiam ser mais do que um cenário. Digo eu, que até simpatizo com o homem.


22 respostas to “Só para variar”  

  1. 1 1  Fado Alexandrino

    No melhor estilo de “Wag The Dog” a imagem de Obama está a ser vendida por esse mundo fora como o grande paladino que vai pôr a América a mostrar o seu lado bonzinho e a ajudar todos os infelizes, isto porque Obama é de esquerda.

    Como todos os grandes mitos, quando este cair, e claro está que o será dez minutos depois de ser eleito, à desilusão vai seguir-se o rancor.
    Palpita-me que ainda vai ter mais inimigos que o Bush.
    Este era simplesmente considerado um irresponsável estúpido.
    O jovem senador que dará um passo maior que a perna será considerado um traidor.

  2. 2 2  jose manuel faria

    Bem, não há muito a esperar de Obama. Trata-se do mal menor no Império.

  3. 3 3  Rubinho Maravilha

    O Obama agora é fetixe..
    Todos gostam dele, tá na moda..
    Era giro ter um Obama lider do PSD como sugeriu o programa Os Contêmporaneos.
    Até parecia ter algumas ideias mas se ganhar a eleição vai continuar a guerra, apenas muda de sitio, segundo ele.
    Passa do Iraque para o Afeganistão..
    Parecia diferente mas foi borrando a pintura aos poucos, imitou todos os outros cinzentões.
    Hoje queria dar uma de Kennedy, o que não podia ver um rabo de saias, e foi para Berlim discursar.
    Os alemães como povo obediente apareceram aos milhares e bateram palmas, como lhes compete como povo alemão.

  4. 4 4  Dinis

    Daniel, meu caro, você está em nítida baixa de forma. Acontece aos melhores.
    O mais curioso é que esteve há pouco nos EUA..não percebeu o essencial. É pena.

  5. 5 5  JCS

    Cem mil não, duzentos mil. «Spoke to crowd that the German News Agency DPA estimated at 200,000 people» - NYT.

  6. 6 6  Tiago Nené

    quer queiramos quer não a imagem do Obama vende bem.

    é diferente, parece ser equilibrado. o povo revê-se nisso.

    se seria bom presidente ou nao isso não se sabe.

    já reparou o Daniel que ele é um pouco a antítese da Manuela Ferreira Leite ?

    um abraço do sul

  7. 7 7  Coluna

    Que tu simpatizas com ele não custa a acreditar, mas a mim o que me deixa na expectativa é como é que tu vais reagir ao comunicado que o BEs fez contra o Zé Colmeia…

  8. 8 8  x

    “simpatizo com o homem”

    Logan, traveling with the delegation in Kabul, said that by visiting Afghanistan before Iraq, Obama is signaling the primary importance of the war in Afghanistan in his campaign.

    Obama wants to make Afghanistan the focus of the U.S. war on terror and has promised more aid, money and more troops, reports Logan. It’s the centerpiece of his foreign policy strategy for the presidential campaign.

    “I look forward to seeing what the situation on the ground is,” Obama told a pair of reporters who accompanied him to his departure from Andrews Air Force Base on Thursday. “I want to, obviously, talk to the commanders and get a sense both in Afghanistan and in Baghdad of, you know, what the most, their biggest concerns are, and I want to thank our troops for the heroic work that they’ve been doing.”

    Obama advocates ending the U.S. combat role in Iraq by withdrawing troops at the rate of one to two combat brigades a month. But he supports increasing the military commitment to Afghanistan, where the Taliban has been resurgent and Osama bin Laden is believed to be hiding.
    “Because Barack Obama has proposed an increase in U.S. troops to Afghanistan - and because the conflict on the Afghanistan-Pakistan border has intensified - the senator’s foreign trip begins with a focus on his aggressive approach to the war on terror, not on Iraq,” said CBS News Foreign Affairs Analyst Pamela Falk.

    Also on his travel itinerary is a meeting with Nouri al-Maliki, the Iraqi leader. In an interview published Saturday in the German magazine Der Speigel, al-Maliki said that he approved of Obama’s plan to withdraw U.S. troops over 16 months.

    In a speech this week, Obama said the war in Iraq was a distraction, unlike the fighting in Afghanistan.

    “This is a war that we have to win,” he said. “I will send at least two additional combat brigades to Afghanistan, and use this commitment to seek greater contributions - with fewer restrictions from NATO allies.

    Lately, his efforts to explain how he will use what he learns from U.S. commanders to refine his proposals have brought charges from Republicans and complaints from Democratic liberals that he seems to be shifting his Iraq policy toward the political center. But Obama maintains his basic goal of ending the U.S. combat role soon remains unchanged and that he’s always said the U.S. withdrawal must be done carefully.

    http://www.cbsnews.com/stories/2008/07/19/politics/main4274968.shtml

  9. 9 9  xatoo

    na Deutche Welle diz-se que foram 200 mil.
    na encenação berlinense de Obama trata-se das mesmas tricas numéricas habituais, como entre nós, nas disputas entre a psp e a cgtp

  10. 10 10  l.rodrigues

    Acho que ele falou em mais coisas, mas para variar também, só se veiculou o que interessava.

    Espreite aqui algumas coisas que podem ter “escapado” aos “msm”
    http://www.eurotrib.com/?op=displaystory;sid=2008/7/24/181812/153

  11. 11 11  PR

    Precisamente. A mim não me surpreendeu.
    Vença, dá-lhe uns meses e em Berlin terá muitos mais contra ele.
    Abraço,

  12. 12 12  PR

    Um protesto formal!!! Eheheheh…
    Na votação ao lado tipos como eu, que não votam conscientemente nem sequer participam conscientemente, na farsa do parlamentaris mo burguês não contam?
    É preconceito, é discriminação!
    Eheheheh…
    Bom fim de semana.

  13. 13 13  Nelson Silva

    Gostaria de o convidar a passar pelo site “Junqueira Antiga”, um espaço dedicado à divulgação de textos noticiosos que ajudam a traçar o retrato mediático de uma pequena freguesia de Vila do Conde, com auxílio de jornais já extintos. Fica em http://junqueiraantiga.wordpress.com/. Obrigado.

  14. 14 14  Caceteiro

    E vai daí e só entendo toda esta histeria em torno de Obama quando noto a sua principal qualidade: não é Bush. Esse é o mote central. Se a isto juntarmos ingredientes publicitários adorados pela pós-modernidade (ser negro, de raízes muçulmanas, etc.) vemos que a suas potencialidades são exponencialmente mais elevadas que as do intragável John Kerry (que, apesar de partilhar com Obama da qualidade “não ser Bush”, possuía o atributo antagónico de “não parecer ninguém”, que anulou totalmente o efeito do primeiro).

    Esta coisa em Berlim foi uma grande palhaçada publicitária com o objectivo de associar Obama à à imagem de Kennedy, conferindo contornos messiânicos à sua possível eleição. Está bem que a gente aderiu, mas o discurso foi fraquinho, pleno de banalidades e clichés eleitorais.

    Claro que votaria em Obama. Mas isso não é razão para soltar a franga e achar que é o início de uma nova era. Recordemos: mais que ser preto, democrata, moderado, etc., a melhor qualidade dele continua a ser… não ser Bush.

    É bom, mas não faz dele um grande político. Pelo contrário. Eu acho que é fraquinho.

  15. 15 15  Luís Carlos

    Parece-me que a diferença entre Bush e Obama está na cor da pele.
    E Bush até é mais engraçado (gaffes, anedotas, passos de dança,…).
    Ainda vamos ter saudades do “pequeno arbusto”.

  16. 16 16  ricardo nunes

    boas,

    só para relembrar alguns mais esquecidos ou desconhecedores.
    o sr Obama é tão ou mais falcão que Bush e sua corja, aliás quem está por trás de toda a sua campanha como principal conselheiro, é nada mais nada menos que Zbigniew Brezinsky, o sr que nos finais dos anos 70, e cerca de 6 meses antes da entrada dos sovieticos no afeganistão, com a sua CIA começou a criar o que ais tarde deu origem à Al-Qaeda e ao sr bin laden.

    “Brzezinski, known for his hardline policies on the Soviet Union, initiated in 1979 a campaign supporting mujaheddin in Pakistan and Afghanistan, which were run by Pakistani security services with financial support from the CIA and Britain’s MI6. This policy had the explicit aim of promoting radical Islamist and anti-Communist forces to overthrow the secular communist People’s Democratic Party of Afghanistan government in Afghanistan, which had been destabilized by coup attempts against Hafizullah Amin, the power struggle within the Soviet-supported parcham faction of the PDPA and a subsequent Soviet military intervention.

    Years later, in a 1997 CNN/National Security Archive interview, Brzezinski detailed the strategy taken by the Carter administration against the Soviets in 1979:

    We immediately launched a twofold process when we heard that the Soviets had entered Afghanistan. The first involved direct reactions and sanctions focused on the Soviet Union, and both the State Department and the National Security Council prepared long lists of sanctions to be adopted, of steps to be taken to increase the international costs to the Soviet Union of their actions. And the second course of action led to my going to Pakistan a month or so after the Soviet invasion of Afghanistan, for the purpose of coordinating with the Pakistanis a joint response, the purpose of which would be to make the Soviets bleed for as much and as long as is possible; and we engaged in that effort in a collaborative sense with the Saudis, the Egyptians, the British, the Chinese, and we started providing weapons to the Mujaheddin, from various sources again—for example, some Soviet arms from the Egyptians and the Chinese. We even got Soviet arms from the Czechoslovak communist government, since it was obviously susceptible to material incentives; and at some point we started buying arms for the Mujaheddin from the Soviet army in Afghanistan, because that army was increasingly corrupt. [18] ”

    Mais uma vez bem esclarecedor é também o artigo escrito pelo jornalista Australiano John Pilger.

    haveria muito mais para dizer, mas já disse tudo numa das entradas do meu blog.

    “Mais uma vez o jornalista John Pilger através de um artigo claro e curto, chama-nos para a realidade crua.

    Obama é um Falcão.

    Provavelmente até pior que Bush Jr, infelizmente mais uma vez os media estão a construir uma imagem virtual do candidato à presidência dos EUA, e que, como sabemos, tem repercussões por todo o mundo.

    Na pele de pomba que nos é apresentado, tal como foi Harry Truman, o “liberal democrata dito ser um humilde homem do povo, que avançou para mostrar quão duro era arrasando duas cidades com a bomba atómica.“, estará um futuro, senão, já presente, FALCÃO.

    Mas vamos ao concreto, porque afirma John Pilger que Obama é um Falcão?
    A resposta encontra-se no artigo “Na melhor tradição, Obama é um falcão”, deixo pois aqui algumas citações do artigo que explicam a tese de Pilger.”
    http://ovigia.wordpress.com/2008/06/23/obama-e-um-falcao-que-nao-restem-duvidas-disso/

    cumps,

    rjnunes

  17. 17 17  Miguel Jeri

    Ricardo Nunes, bem lembrado. Não sei se será pior ou melhor que Bush (tenho dúvidas que se consiga chegar ainda mais baixo, mas nesta época tudo começa a ser possível) mas os poderes, grandes, instituídos nos Estados Unidos da América sabem bem quem financiam para colocar à frente da Casa Branca. Há coisas que não podem perder.

  18. 18 18  john

    Obama?,
    eh, quem diria,
    mais um bom judeu
    sacana, é boa.

  19. 19 19  Toino

    Caro DO você é um lirico, o DO acredita mesmo que algum presiente dos USA vai ter uma postura diferente no que diz respeito à guerra, DO, acorde meu bom amigo, o Obama vai ser o Bush light, o mundo está feito para o show off, e tb para os subsidios, conto-lhe uma estória verdadeiramente portuguesa, um casal de velhotes com 70 anos divorciou-se para a filha receber subsidio da segurança social para tomar conta dos pais, só que recebe a mensalidade dos dois claro, este país nao foi feito para pessoas inteligentes mas sim para pessoas muito espertas, no espertismo o povo leva a melhor, fique bem DO.

  20. 20 20  Maria

    Nao sei nada do que sera Obama no futuro proximo, provavelmente sera o novo presidente dos EU.
    Tenho tentado seguir o que diz porque me parece importante, mas ha muito tempo que aprendi que nisto da vidinha palavras leva-as o vento e que em politicas nem novento se pode confiar cegamente.Mas do ponto de vista meramente pesoal considero-o uma revelaçao .

    Um homem que ninguem sabia quem era , ou que seria conhecido em circuitos fechados e especiais e que aparece em tao pouco tempo tao bem preparado e caso para seguir com muitissima atençao.
    Parece estar interessado em coisas que a mim me interessam logo dou-lhe e em muito o beneficio da duvida , sabendo que um dirigente politico nunca pratica por inteiro o que possa eventualmente desejar.No entanto se ele fizer pela metade aquili que afirma desejar fazer sera mais que bom e para muita gente.

    Acho imensa graça aos que ja começam a chamar-lhe o Bush light lool e percebo.
    Nada como começar logo ao ataque; nao va o homem surpreender pela positiva.

  21. 21 21  A.R.A

    Olho com apreensão as mensagens do Obama que se caracterizam num vazio ideológico que se tenta repetitiva mente colar a imagem do novo Martin Luther King qual archote libertário a indicar um novo caminho, WE CAN DO IT !!

    Já tinha alertado para o facto mas após ver aquele talkshow berlinense só faltou mesmo acabar a sua intervenção com um Ich Bin Eine Berliner com todos os erros ortográficos incluídos.

    Vamos ver se este gajo não será mais uma raposa imperialista para o nosso galinheiro global.

    Aquele Abraço
    A.R.A

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