REUTERS/Lirio Da Fonseca
Ao que parece, as posições, no conflito timorense, de Mari Alkatiri, com a FRTILIN e o governo legítimo de Timor do seu lado, e Xanana Gusmão, sempre com o apoio da Igreja, não são exactamente as mesmas. As forças portuguesas vão a pedido de quem? Era dos dois? Ainda é? Que papel desempenharão os portugueses caso as coisas azedem entre as várias partes?
Sabendo que os australianos não gostam de Mari Alkatiri nem com molho de tomate, qual será o papel dos seus militares, em presença esmagadora, sobretudo tendo em conta os seus interesses no território? E Portugal apoiará possíveis acções australianas que diminuam o espaço político e institucional do primeiro-ministro? E se não apoiar?
Qual o papel da ONU? Limita-se a apoiar acordos que são bilaterais entre cada força estrangeira presente e o Governo/Presidente de Timor? Parece que sim. Quem vai mandar nas forças presentes? É cada um por si? É Xanana? É Alkatiri? São os australianos?
Se as forças da GNR vão restabelecer a paz, quer dizer que vão capturar militares timorenses revoltosos? Não vão restabelecer a paz? Vão apenas garantir a paz, evitando novos conflitos em Dili? Vão reprimir manifestações? E se houver guerra civil? A GNR é a força indicada?
Todas estas perguntas são sinceras. Acho muito bem que as forças portuguesas vão para Timor para ajudar os timorenses. Com a condição evidente de saberem o que lá vão fazer e a garantia de que não se envolverão em manobras políticas entre diferentes órgãos de soberania timorenses e outras forças estrangeiras. Talvez alguma informação e ponderação política ajudem à decisão certa. Sobretudo a decisão certa para os timorenses.
Por Daniel Oliveira 26 Mai 06 em Sem categoria


Camarada,
Para quem como tu andava de fraldas no 25.4 não admira que desconheças que os Timorenses nunca foram consultados sobre oseu destino… e foram abandonados pelos tropas “abrilo-tugas”.
Quanto ao “heroi” Mari Alkatiri, esse sim, fartou-se lutar de copo na mão em certas “esplanadas” de bons hoteis em Maputo e Luanda.
Dessas perguntas, legítimas na minha opinião, parece-me que há uma que sei responder. Acho que é o Xanana que vai passar a comandar todas as operações de segurança. Pelo menos foi notícia de telejornal, ontem.
Os jornais não explicam o que se está a passar em Timor. Os factos não serão talvez suficientemente politicamente correctos:)
Caro Manuel Fonseca, eu não andava de fraldas no 25 de Abril, e como não tenho sentimentos NEO-COLONIAIS, julgo se os timorenses escolheram e votaram democraticamente na FRETILIN, e este partido nomeou o Alkatiri como seu primeiro ministro, há que respeitar a sua escolha.
Os italianos tambem escolheram um Berlusconi não foi….
Quanto ao papel dos militares portugueses em Timor, em 75 , essa historia ainda está para ser contada, por isso ,eu não embarco nas provocações da extrema-direita portuguesa racista e xenofoba, que usa e abusa , da conversa da cobardia, para tentar denegrir militares que se viram perante uma situação extremamente complexa a milhares de kilometros de Portugal, e pensar que era possivel actuar de forma diferente, faz lembrar o Salazar em 61, ao ordenar aos militares em Goa, que resistissem e se necessário morressem até ao último homem
Pois Pois quanto se está atras de uma secretária ao abrigo do perigo, é muito fácil e CORAJOSO, exigir aos outros ,que façam aquilo, que certamente quem o exige. NÂO FARIA.
É só para assinar por baixo do que disse o ON. Também ainda não percebi o que se passa em Timor. Em contrapartida, os telejornais já explicaram uma coisa: há conflitos. Agora porquê…