A branco, as zonas com um declive entre 0%-4%. Imagem retirada do Ecoblogue.
Estas postas do maradona têm suscitado o notório agradado de meia blogosfera. Compreende-se. A ideia de que é impossível usar a bicicleta como meio de transporte na capital deve ser mais antiga que a própria cidade. Parece que as características topográficas e meteorológicas de Lisboa tornam impensável uma rede de bicicletas partilhada como meio de locomoção, uma solução crescentemente utilizada um pouco por toda a Europa.
O maradona exemplifica: “sem ser eu, duvido que haja alguém na blogoesfera que consiga subir de bicicleta dos Restauradores ao Príncipe Real sem parar para respirar”. É certo que, por muitas voltas que se dê, deve ser difícil ligar esses dois pontos da cidade sem ter que transpor algumas ruas com 6 ou 7% de inclinação longitudinal (um valor muito pouco recomendável para quem não tenha as “pernas espectaculares” do maradona). O mesmo acontece em quase todo a zona histórica da cidade, da Graça à Mouraria, do Cais do Sodré ao Chiado. Mas também não é menos certo que 65% de Lisboa – e onde mora, trabalha e estuda a quase totalidade dos seus habitantes – apresenta um declive longitudinal a inferior 5% (como se pode ver no mapa). Não é preciso ser nenhum atleta para se conseguir deslocar de bicicleta, sem nenhum esforço por aí além, de Telheiras ou Alvalade até ao Rossio, ou de Benfica até às Avenidas Novas.
De acordo com os padrões internacionais para a definição de redes cicláveis nas cidades, declives até aos 5% são aceitáveis. Foi esse, de resto, o critério seguido pela equipa do Instituto Superior de Agronomia quando elaborou um plano para uma rede ciclável em Lisboa, deixando o centro histórico, com as tais ruas íngremes e estreitas de que fala o maradona, de parte. Quer isso dizer que Lisboa é ciclável para o cidadão comum? Depende do percurso. Não sendo de esperar a criação de postos de troca de bicicletas no Bairro Alto ou na Bica, é claramente possível utilizar a bicicleta numa parte muito significativa da cidade, não havendo nenhuma razão para que estas tenham que ser acantonadas à condição de instrumento de lazer.
O outro argumento já tinha sido utilizado pelo PSD na Assembleia Municipal. Havendo poucas pessoas a andar diariamente de bicicleta em Lisboa, não se deve “hipotecar a já pouca largura da maior parte das nossas ruas a um capricho ecológico ridículo”. Em rigor, as ruas e os passeios de Lisboa já estão hipotecados: ao estacionamento caótico de carros em filas sucessivas, transformando artérias de quatro vias em ruas de sentido único. Não são as hipotéticas ciclovias a criar, mas os 600 mil carros que circulam diariamente em Lisboa, que “torna esta cidade tão mal preparada para fazer circular com a prioridade e conforto necessários a merda de um autocarro”.
Numa cidade onde, quando vou de bicicleta, consigo fazer em 20 minutos o percurso de seis quilómetros que liga a minha casa ao meu local de trabalho, mas onde nunca me despacho em menos de 30 quando vou de táxi, gostava de perceber onde é que o maradona foi buscar a ideia de que a promoção das bicicletas indica que “não há qualquer sinal de que se pense nas pessoas, na vida que as pessoas levam e na relação delas com a cidade, apenas um vago desejo de progresso”.
O que o maradona entende como um modelo escandinavo, que torna normal andar de bicicleta em Amesterdão ou Estocolmo, tem muito menos a ver com as condicionantes morfológicas das cidades do que com os condicionalismos económicos e políticos da II Guerra Mundial. A redescoberta da bicicleta na Europa, e que começa a ter lugar no outro lado do Atlântico em cidades tão planas como São Francisco, é agora impulsionada pelas preocupações ecológicas e de controlo do tráfego. A julgar pelo sucesso que está a conseguir em cidades como Barcelona ou Paris – que também tem Montmartre – parece que as pessoas de que fala o maradona não se têm importunado muito.
66 comentários 22 Nov 08 em Lisboa66 respostas ao post “Sol”
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- 2 Pingback on 26 Nov 2008 às 8:14




Não tenciono vir a andar de bicicleta em Lisboa. No entanto, um ciclista amigo meu diz que a conversa dos declives e colinas é conversa de quem nunca andou de bicicleta. Que quem a usa acha as colinas um mais do que falso problema.
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Clap! Clap! Clap!
Sem tirar nem pôr!
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Este assunto precisa de pernas para andar.
Não vou agora repetir-me e deixo só uma pergunta.
Das pessoas que vêm de carro para Lisboa e das que vêm nos meios de transporte pesado quantas é que os senhores pensam que durante um dia normal de trabalho vão andar de bicicleta de um lado para o outro.
Agora façam as contas dividindo esse número por cinco milhões de euros por ano.
O senhor presidente da Câmara Municipal de Lisboa precisa de mostrar uma Grande Medida para justificar o ser reeleito, mas infelizmente não tem nenhuma a não ser o aumento de mais 800 funcionários que integrou e que estavam a recibo verde.
Com isto um empregador que já tinha para cima de 12,000 funcionários passa a ser a maior empresa portuguesa de emprego.
Prometeu meter o estacionamento na ordem.
Devia ter resolvido o problema do Parque Mayer.
Devia ter resolvido o buraco que está em Entrecampos.
O regulamento de cargas e descargas está na gaveta.
A senhora arquitecta Roseta declara hoje no telejornal que a Câmara sabe desde 2001 quais são as dezenas de prédios (seus) que ameaçam cair em cima dos inquilinos.
Não consegue terminar o túnel do Marquês.
O cinema São Jorge está fechado numa artéria nobre da cidade.
Há mais dez mil coisas erradas.
Prefere fazer uns corredores para os passeantes de domingo darem umas pedaladas.
Faz bem, há muitas pessoas a bater palmas.
Com papas e bolos se enganam os tolos.
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o maradona é só mais um a escrever com ares de entendido e autosuficiencia sobre o que não sabe.
Força com as bicicletas.
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Fado,
Nunca me pronunciei sobre a proposta da CML, da qual desconheço os pormenores financeiros (recebi agora o documento e ainda o tenho que ler). O que defendo é um sistema similar ao de Paris, Barcelona e mais um sem número de cidades europeias.
Quantas pessoas iriam utilizar o serviço? Não sei. Em Paris são para cima de 100 mil, não há nenhuma razão para que não tivessemos vários milhares em Lisboa.
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A tentativa de travar as bicicletas é circular: não se deve aopiar porque não há bicicletas, mas não há bicicletas porque não há condições.
Mais: em grande parte as críticas vêm não de quem vive em Lisboa mas de quem (como eu) apanha uma auto-estrada dos arredores em Oeiras ou Cascais para lá ir trabalhar. É óbvio que perante este cenário as bicicletas não fazem sentido, mas isto porque este ponto de vista é de quem vê Lisboa como um destino a 30 km ao qual o ideal seria ir e vir o mais rapidamente possível. Eu evito isto porque nem trabalho em Lisboa, felizmente.
Para quem de facto vive e trabalha em Lisboa as bicicletas fariam todo o sentido, e não há argumentos reais contra a sua concretização; quando muito haverá pontos a melhorar no que diz respeito aos modelos, financiamentos e condições de segurança, mas isso não afecta a validade do essencial.
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Essa treta das inclinações, do trânsito, do clima é tudo coisa que não interessa para a discussão. Isso é invenção de tecnocratas que se esquecem (ou fingem) das pessoas. Esta gente discute um mundo ideal onde os outros – as pessoas reais – não deviam existir porque não se parecem com eles. É um fascismo conducente ao eugenismo!
A unica discussão que se pode ter é de carácter SOCIOLÓGICO! O resto são pormenores.
Ou vai agora surgir uma espécie de Polícia de Costumes, uma inquisição constituída por ciclomaníacos para condenar os perigosos e subversivos cidadãos que não querem andar de bicicleta?
Vamos ter o Império da pureza, da higiene e da cultura física, ao estilo do 3º Reich?
Já viram quem vive em Lisboa? Alguém foi ao INE consultar os censos para saber onde e quem vive onde? E que rendimentos possuem? E que idade têm? Se têm filhos para levar à escola? Que tipo de trabalho têm? Como são os agregados familiares, etc., etc., etc. ????
Aposto que nenhum dos maniacos se preocupou com isso. E apercebe-se porquê: corriam o risco de concluir que os potenciais utilizadores das bicicletas fossem tão poucos que não justificasse o custo de milhões desta medida. Então lá estávamos todos – incluindo os mais pobres, velhos, doentes e entrevados – a pagar para alguns disfrutarem do seu prazer ciclista.
Ainda há pouco disse aqui que as pessoas jovens, com condição fisica para andar a subir as colinas de Lisboa de bicicleta, não são habitantes de Lisboa. Lisboa é a cidade mais idosa da Europa, se retirarmos os aglomerados periféricos dos bairros sociais. E eu ainda nem fui ver mais às estatísticas..
Infelizmente vivemos numa espécie de fascismo da condição física o que, indirectamente, remete os nossos idosos, os doentes e os inválidos para a condição de exclusão social a que estao, de facto, votados.
Disse ainda que tomassem atenção para o problema da mobilidae em termos globais e não com o egoísmo da minoria burguesa dos bairros finos da capital. O problema não é Lisboa, mas o país! É o ordenamento nacional que importa. Lisboa é só um sintoma e atacar sintomas só aumenta a gravidade da doença.
Mas ninguém ouve o que digo? Desenterrem a cabeça da areia, porra!
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ahaha, esta ana sousa é uma esclarecida. tantos pontos de exclamação, méfiez-vous…
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Ana Sousa,
tenha calma que, por mais incrível que pareça, estamos mesmo só a falar de bicicletas e da mobilidade da capital. Não é a questão do prazer ciclista que está em causa, para esse não são precisas ciclovias para nada. Lisboa tem a sorte de ter Monsanto, e, para quem gosta e pode, dá para ir de de bicicleta até Sintra (um dos melhores sítios do país para fazer btt) ou de comboio até Palmela. Um plano público para uma rede de bicicletas partilhadas é uma questão ecológica e de mobilidade.
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Em Paris são para cima de 100 mil, não há nenhuma razão para que não tivéssemos vários milhares em Lisboa.
Não vou escrever mais nada sobre este assunto que é apenas um show-off do presidente e dos seus apaniguados, Zé incluso, para tapar o Sol com uma peneira.
Os verdadeiros problemas continuam e continuarão sem ser resolvidos.
Daqui a 5 anos se ainda cá andar vou contar os ciclistas, presumo até que consigo saber os apelidos e depois volto a escrever.
De qualquer maneira parece que já há umas ciclovias.
Nunca vi nenhum a pedalar com ar de quem vai ou vem do trabalho.
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Vamos ter o Império da pureza, da higiene e da cultura física, ao estilo do 3º Reich?
Dificilmente, visto Portugal ter também umas das maiores taixas de obesidade e ausência de qualquer actividade física (tudo portanto coisas muito progressivas, nada de coisas “nazis” como higiene, pureza e cultura física, tudo coisas a evitar!)
Já viram quem vive em Lisboa? Alguém foi ao INE consultar os censos para saber onde e quem vive onde? E que rendimentos possuem? E que idade têm? Se têm filhos para levar à escola? Que tipo de trabalho têm? Como são os agregados familiares, etc., etc., etc. ????
Acho que obter tanta informação é algo “pidesco”…
Mais a sério, se para um plano de bicicletas é preciso um levantamento completo desse tipo, imagino o que será preciso para algo mais complexo… o que não é difícil visto estarmos a falar não de uma central nuclear mas de bicicletas.
Então lá estávamos todos – incluindo os mais pobres, velhos, doentes e entrevados – a pagar para alguns disfrutarem do seu prazer ciclista.
Lisboa é portanto a terra de velhos, pobres, doentes e entrevados (mais as combinações habituais entre eles). Parem-se então todos os projectos em curso na cidade, acabem-se com os museus, venda-se tudo para comprar medicamentos e sopa (se for para a Mouraria é favor não colocar carne de porco). É que com a ideia de que há coisas “mais urgentes” nunca se faz nada.
E eu ainda nem fui ver mais às estatísticas..
Infelizmente vivemos numa espécie de fascismo da condição física o que, indirectamente, remete os nossos idosos, os doentes e os inválidos para a condição de exclusão social a que estao, de facto, votados.
Mas qual fascismo da condição física? Já olhou à volta? Em Portugal a condição física é péssima e a piorar, desde adolescentes que não cabem nos bancos da escolha até o pessoal de meia idade a ter AVCs que nem tordos, tudo numa completa ausência de qualquer actividade física. O que vale é que emborcar McDonalds é aparentemente ser-se um rebelde progressista, enquanto andar de bicleta uma óbvia mancha de teor espartano e eivada de fascismo.
Disse ainda que tomassem atenção para o problema da mobilidae em termos globais e não com o egoísmo da minoria burguesa dos bairros finos da capital.
Que eu saiba a lei não obriga os tais idosos pobres e enjeitados a montarem a sua Orbita e subirem a Calçada do Lavra. A minoria burgesa dos bairros finos da capital (que desconheço quais sejam, visto ser Lisboa uma manta de retalhos de bairros históricos degradados, bairros sociais iguais a si mesmo e zonas “vibrantes e dinâmicas” de outra ordem) também não me parecem que esteja em pulgas para andar de bicicleta. A questão do financiamento é amsi sensível e é uma das que tem de facto ser analisada, mas tal não significa que a ideia em si não seja meritória.
É um plano para dar a possibilidade de andar de bicicleta de forma mais segura, e incentivar seu uso por parte de quem anda por Lisboa, não um esquema de eutanasia com pedais.
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Não sei se já aqui alguém falou nisto:
http://100diasdebicicletaemlisboa.blogspot.com/
Em vez de se andar a discutir se é muito ou pouco inclinado, se há ou não condições, alguém já fez um estudo.
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Agradeço a publicação da carta de declives, embora não tenha sido suficiente para algumas pessoas, entenderem o relevo da cidade.
De facto, também não é isso que querem entender. Só de pensarem, que na cidade a mobilidade poderá não se resumir ao automóvel pessoal, deixa-as em pânico.
Não lhes interessa para nada, que o espaço colectivo da cidade não seja DEMOCRATICAMENTE distribuído por categorias de utilizadores, nem que a maioria das pessoas que vivem e usam a cidade não se desloque em automóvel pessoal. Também não lhes interessa para nada, que haja milhares de pessoas que não saiam de casa porque o espaço que lhes reservam é hostil, inseguro, desconfortável e inacessível.
De resto a generalidade da argumentação usada na defesa do chumbo é esfarrapada, tal como a do PC/PSD.
Esta inciativa poderia integrar-se no histórico das acções, rarísimas, de transformação das possibilidades de mobilidade na cidade. E o facto do Sá ter ficado abaixo da espectativa, também não retira importância à medida.
Fado, quando começar a usar a bengala como ajuda técnica, talvez perceba a importância destas coisas.
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O meu medo é que em nome da modernidade e do temos-que-ir-atrás-do-que-se-faz-nas-outras-cidades-europeias, se comecem a fechar ruas e vias fundamentais ao escoamento do tráfego automóvel. gosto de andar de bicicleta em Lisboa e faço-o muitas vezes, mas o carro é a umas das minhas ferramentas de trabalho mais importantes. O fecho ao fim-de-semsana do Terreiro de Paço é um calvário para quem está nas ruas adjacentes, com um transito parado que diminui em muito a qualidade do ar que se respira. Tudo em nome de um bem viver e de uma ecologia populista.
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Embora o tema das bicicletas seja aliciante, gostaria de deixar uma pequena nota:
A quantidade de carros que circulam em Lisboa durante os dias de semana são, muito provavelmente, de fora de Lisboa. Quem vive em Lisboa e tem carro, sabe o pesadelo que é andar em horas de ponta, estacionamento etc etc… por isso, a não ser que tenham lugar garantido no ponto de partida e de chegada, provavelmente vão de algum meio de transporte. É claro que há excepções e acredito que a minha ideia esteja errada.
Em todo, o caso, a simples implementação de uma rede de bicicletas, dificilmente resolveria alguma coisa:
1.Os volume de carros iria, provavelmente, manter-se ou ter uma diminuição desprezavel.
2.O número de ciclistas iria provavelmente aumentar.
3.1-Há vias para as bicicletas –> volume de trafego motorizado incomportável, visto ter menos vias… carros a atalhar, zigzagar, bicicletas pelos meios… BUM!!!
3.2-Não há vias para as bicicletas –> andam pelo meio dos carros, como agora, mas em maior número… BUM!!!
Ou seja… não é por haver bicicletas que vai haver menos carros… pq o volume de carros vem essencialmente de fora (a meu ver, opinião de quem anda por Lx ao fim de semana, noites, basicamente, depois do horário de expediente).
As bicicletas teriam de ser articuladas com os comboios, metro, autocarros, etc…
Metro, penso que funciona bem, sem grande motivos de queixa, excepto o horário nocturno, que caso funcionasse 24h por dia (obviamente com horário reduzido durante a noite) seria uma mais valia. Contudo, tentem imaginar o que seria enfiar bicicletas durante o dia no Metro… pois!!!!
Comboio, não tenho grandes motivos de queixa… embora após nos habituarmos à periodicidade do Metro, o tempo de espera parece uma eternidade.
Autocarro, epah… nunca me dei bem com autocarros, eléctricos e coisas dessas. Desconfortáveis, com periodicidade manhosa, nos arredores de Lx é para esquecer, caros a meu ver.
Articulação entre os referidos, muita das vezes NULA.
Agora, como é que vão obrigar um gajo que vem de Oeiras, Barreiro, etc etc a utilizar a bicicleta em Lx???
Um gajo que por acaso tenha de ficar até depois do jantar em Lx(transportes para fora, mts das vezes nulos).
Um gajo que tem de vir com o laptop no lombo, mais uns projectos/desenhos/dossiers/livros, uma muda de roupa (para não ir a cheirar a badun para as reuniões… ahh, e a treta de argumento de tomar duche no trabalho, é um argumento completamente estupido e quem o defender é merece um belo roundhouse kick nas ventas), mais uma capa por cima (se chover), etc etc
Ou seja… tirando alguns casos (mais ou menos excepcionais) bicicleta para fazer casa/trabalho não funciona.
Mas funciona para mt pessoal estudante, pessoal que quer sair à noite, pessoal que quer ir ao Pingo Doce comprar uns bolitos, pessoal que quer ir passear… e mais importante… pessoal mais ou menos jovem… sim, pq as fotos normalmente divulgadas de países nórdicos são (quase) sempre de pessoal jovem. E quando não são, são indivíduos “menos-jovens” mas pc carregados, e não me parece que estejam a ir para o trabalho.
Ou seja, adorava ver Lx recheada de bicicletas, e acredito que tal seja possivel. Mas para tal, é necessário resolver os nossos problemas de meios de transporte, para que o volume de carros diminua.
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Eu digo-vos o que me chateia mais ao andar de bicicleta em lisboa.
Não são as colinas. As bicicletas agora têm mudanças, sabiam? E sim, não vivo na Costa do Castelo, mas sim em Benfica.
O pior de tudo, pior que os buracos e tudo, é a quantidade de gasolina e gasóleo que és obrigado a respirar.
No outro dia, a cera altura, já não sabia se estava a tossir da constipação ou do escape daquela carrinha…
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Quanto a mim, que pouco percebo de bicicletas, existe um problema maior do que as colinas e declives em Lisboa.
São os táxis e os autocarros.
Desde há 4 anos, que ando dentro de Lisboa de mota, mais concretamente de “scooter”, e o receio dos “profissionais” é notório, porque eles são mesmao perigosos.
Não sei se é um ódio irracional, ou se é apenas uma questão de classe social (vá lá um entendido estudar isto…), mas a verdade é que estes dois grupos profissionais se atiram para cimas das duas rodas, desprezam afirmativamente a sua existência e ainda se riem das manobras bruscas para os evitar.
Se isto é assim com motas, não sei como será com bicicletas.
Digo eu…
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Fado,
O problema do Parque Mayer e de Entrecampos são o mesmo: o dr. Santana Lopes, no alto da mais inconsciente incompetência fez o seguinte negócio com a Bragaparques: a Câmara ficava com o Parque Mayer, que não tem valor fundiário nenhum, pelas restrições do local e seu enclausuramento, pelos da Feira Popular, que devem valer uns largos milhões de Euros.
Mas isto para o PSL até era bom: arranjava um arquitecto famoso para o Parque Mayer, a CML pagava-lhe umas centenas de milhares de euros, agradava aos amigos dos Casinos que já tinha feito na Figueira e calava o povo com a fanfarra.
Com esta história a CML foi duplamente lesada: perdeu um valioso terreno no centro da cidade e teve de pagar os encargos de arquitecto para um projecto que era absolutamente disparatado.
De qualquer das formas, o Parque Mayer tem um concurso público em curso, com cinco equipas seleccionadas de entre uma centena de concorrentes, a apresentarem propostas para a requalificação do espaço dentro de um âmbito cultural/comercial, só que estas coisas demoram tempo a ser lançadas, avaliadas e construídas.
Também não é fácil à CML inverter a permuta dos terrenos, mas andam a tentar.
Entretanto, a CML tem trabalhado em corrigir os erros do PDM revisto, mas graça a Deus não publicado, durante o tempo do PSL e vai arrancar para o ano com alguns projectos do plano verde.
Não há dez mil coisas para arranjar, há cem mil, 99% das quais vinham de trás e muitas das quais são relativas a procedimentos administrativos incorrectos ou ilegais que foram agora alvo de uma sindicância.
Quanto às bicicletas, não são uma medida única, estão integradas numa série de projectos que incluem a construção de ciclovias, estando a CML a pedir em alguns projectos em zonas-chave da cidade, que contem, nas áreas de cedência para a CML, com zonas onde as ciclovias vão passar.
Se a senhora arquitecta Roseta soubesse do que falava não teria sido a pior presidente do conselho directivo da Ordem dos Arquitectos, nem uma vereadora risível. Ela agora é responsável pela apresentação de um plano de habitação da CML, vamos ver como se sai.
Uma câmara não é só aquilo que se vê feito na cidade, e neste caso os departamentos têm trabalhado muito para deferir ou indeferir os muitos processos que estavam estagnados e atingir o equilíbrio financeiro.
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A verdade é que existe uma cultura do automóvel sem paralelo em Lisboa. As pessoas não abdicam de um carro em vez de uma scooter por uma questão de conforto ou de status, quanto mais bicicletas.
Com uma “vespa” tem-se em média uma relação de 1 para 4 em gastos de combustivel, não tem problemas de estacionamento, paga-se menos seguro, menos manutenção e quando está trânsito podemos seguir trinfantes por entre os carros imobilizados.
Este estranho fenómeno do não uso alargado da lambreta e da moto na cidade de Lisboa, com as suas ruas estreitas, tempo ameno, trânsito e falta de estacionamento, é um mistério para mim indecifrável.
É entre a fomentação da scooter e da bicicleta nas zonas planas, o investimento em transportes (como utilizador regular há 20 anos considero q está muito melhor) e portagens à entrada de Lisboa , que penso residir a solução.
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Declives: a maior parte da cidade tem declives de 0% a 4% – parece manteiga, e as pessoas são minimamente inteligentes para escolherem percursos alternativos quando se deparam com uma rua bastante declivosa. De qualquer forma as bicicletas têm mudanças! A minha tem 18 velocidades e eu uso no máximo 3 em Lisboa. Os declives não são argumento.
A chuva e o frio… numa cidade que tem em média 320 dias de sol por ano, não me parece que faça muita diferença.
As ruas têm buracos. E depois? Quando se passa diariamente por uma rua não alcatroada (de paralelos) – e que são bastantes em Lisboa, um buraco numa rua alcatroada nem se sente. Além disso os pneus das bicicletas são de borracha! uau!
Não temos ciclovias. A segurança pode ser o melhor argumento para quem nunca experimentou andar de bicicleta na cidade por medo. Dá perfeitamente para escolher andar em ruas onde passam menos carros (aquelas que não têm perfil de vias rápidas, como as nossas grandes avenidas). Uma pessoa não se tem de meter no Marquês em hora de ponta. Os automóveis e os autocarros também começaram a ficar cientes que não podem ultrapassar bicicletas de qualquer maneira – tenho notado isso.
Só jovens é que andam de bicicleta: completamente falso.
O que está em questão é um sistema de uso partilhado de bicicletas, que aliado aos transportes públicos, pode melhorar bastante a mobilidade em Lisboa.
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Ana Sousa,
Comentário muito sensato.
Mas que quer, Barcelona e Amsterdam também têm…
É como os barcos. Roterdam também tem…
E vá lá que ainda não se lembraram de um grande lago no Rossio com repuxo no meio e tudo. Genéve também tem porque é que Lisboa não há-de ter?
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parece-me que a questão do dinheiro já não se coloca, a exploração vai ter de ser auto-equilibrada.
em relação à questão de atrapalhar o trânsito… agora só faltava proibir andar de bicicleta porque atrapalha … o que lixa o trânsito é o excesso de carros a circular, é uma cidade toda entregue aos carros. são os passeios minusculos para haver 6 faixas de rodagem, é um abuso constante do espaço publico à conta dos carros.
ninguem diz que as biciletas vão ser a solução milagrosa para nada! mas há quem queira usar, importam-se de dexiar sff?!?! a cidade também é para nós ciclistas, e para quem ande a pé, ou de autocarro, não e só para os carros.
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daniel,
tenho obviamente posição em relação a este assunto das biclas, não sou completamente isento. no entanto gostaria de deixar aqui um obrigado pelos posts do arrastão, com informação útil e opinião fundamentada.
o arrastão foi um contributo valioso para a discussão.
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Os carros dificultam as relações de proximidade que estão na base da vivência das cidades e a cidade é um meio em que os carros são menos eficientes enquanto meio de transporte.
Tomara que nas cidades os únicos condutores fossem aqueles para quem o carro é uma ferramenta de trabalho…
Como diz o K existe um problema mais vasto de bom-senso mas também de apreço (ou falta dele) pelas cidades por muitos daqueles que as frequentam diariamente.
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esta conversa é mesmo conversa da treta. quem quiser andar de bicicleta, vai sempre fazê-lo, não vejo porque carga de água se precisa de andar a fazer obras a gastar milhões para isso.
basta que se cumpra o código da estrada (que os ciclistas muitas vezes teimam em não cumprir…); se a cidade é acidentada ou plana é totalmente secundário.
acho que as medidas de incentivo ao uso da bicicleta podem passar muito mais por fazer cursos de ciclismo urbano ministrados pela câmara ou pelas juntas, mas cursos gratuitos e abertos à população em geral e não para quem possa pagar.
por último, a up fez um sorteio de bicicletas para os estudantes portuenses; as da 1ª fase já foram todas. conheço bastantes pessoas que usam a bicicleta no porto para irem para as aulas e, acreditem, são pessoas normalíssimas.
muitas levam as bicicletas para o centro da cidade de metro, para depois andar.
acresce que o porto é das cidades mais chatas para conduzir, com ruas todas em paralelos e com aquela adorável topografia… o giro é que não vejo tanta gente a queixar-se como para aí…
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João
23 Nov 2008 às 12:08
Obrigado.
Aqui em Portugal a grande regra dos políticos não é fazer mas sim dizer que se vai fazer.
Tomo a liberdade de o remeter para para esta notícia excelente em termos de imagem mas os termos não enganam “estudar, debater, poderá, ainda não há, objectivos” e outras balelas tais.
Como de costume daqui a cinco anos voltarão a discutir-se todos os pressupostos e tudo estará na mesma mas agora passou bem nos jornais.
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Mas a Agronomia também já manda bitaites? Será que querem por os porcos a andar de bicicleta? O Sá-Fernandes deve ser lá catedrático da área do planeamento. Só rir!
Na Tapada da Ajuda só a sério é o Rugby, o resto é conversa fiada para distrair!
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Fado,
De nada.
Quanto à notícia que me enviou, espero para ver se sai alguma coisa dali ou não, até lá não me pronuncio.
Ainda lhe digo mais sobre o assunto da circulação automóvel: enquanto a AML não for só uma figura de retórica partidária e não se comportar como um elemento activo no planeamento supra-municipal, não vamos ter um plano integrado de transportes públicos capaz de satisfazer a pessoas e reduzir a circulação na cidade e seus acessos.
Estudos sobre o assunto já há mais que muitos.
Quanto à história das bicicletas, como lhe disse, a rede que a Câmara queria montar faz parte de um projecto que inclui a construção de ciclovias com percursos já definidos, mas que vai demorar algum tempo a ser realizada porque parte dos terrenos onde estas vão ser implantadas resultam de cedências obrigatórias de privados em operações de loteamento.
Como também lhe disse, e penso que a maioria das pessoas não sabe, a CML estava quase paralisada graças à incompetência e falta de conhecimento do anterior executivo.
Não digo que a gestão deste seja ideal, mas em ano e meio começaram por fazer o básico: limpar a casa, pôr os serviços a mexer e idealizar estratégias para o futuro, só que muitas destas coisas não são palpáveis em termos de construção, e todos sabemos como o povo gosta de betão.
Mesmo no caso do túnel do Marquês, se não estou em erro as obras estão dependentes do metro de Lisboa para o reforço da estrutura do troço que está encerrado.
[Responder]
Andar de bicicleta numa estrada ou numa cidade portuguesa é um acto de pura aventura, mais “radical” que levar a BTT a visitar caminhos cheios de pedras e declives alucinantes. O desafio maior dos ciclistas não são os buracos por tapar e as subidas íngremes, é a falta de respeito da maioria dos automobilistas – repare-se, não disse “dos automobilistas”.
Dois conhecidos meus, amigos do cicloturismo, já foram mortos nesta “luta pelo espaço público”. Os acidentes que os vitimaram foram típicos: o ciclista vai “na corda” da estrada, sozinho, é ultrapassado por um carro cujo “pisca-pisca” foi instalado apenas para aumentar o seu preço e o condutor seguinte, o típico “cheira-cus” que “tira partido do túnel de vento”, bate por trás.
Basta andar de bicicleta para sentir o “gozo” das tangentes dos automobilistas que não se apercebem que o efeito de não darem espaço à sua ultrapassagem pode significar a queda do que se faz transportar em duas rodas – aqui incluo as “lambretas” e motorizadas.
“Higienismo”? “Distracção de outros problemas mais graves”? Que tal uma medida, mesmo que por via enviezada, que contribui para o direito de todos transitarem no espaço que deve ser de todos?
Estamos tão obcecados com o automóvel que mesmo os que tinham uma posição de controlar o seu impacto negativo na vida das cidades até já transigem ou incrementam a invasão de espaços até agora reservados aos peões. Um exemplo? Vão a Setúbal e vejam o belo parque de estacionamento que a câmara do PCP está a fazer da Avenida Luísa Todi. Tirar carros do centro da cidade? Isso era quando eram comunistas “mauzinhos”.
Quanto à (tentativa de) medida ciclística da CML, se for só de duas rodas que se pretende falar é pouco e é folclórico. E os transportes públicos, e os acessos a Lisboa?
Que tal defender preços mais baratos para os transportes públicos, a prioridade absoluta destes no acesso e no trânsito na cidade; portagens nas pontes com preços diferenciados de acordo com o número de ocupantes das viaturas, a gratuitidade para as motas?… Ah, pois é! As pontes são de exploração privada e as empresas de transportes também…
Quanto ao resto, prefiro morrer do tabaco que fumo que do fumo libertado pelos vossos escapes, seus “higienistas” da treta!
[Responder]
João
24 Nov 2008 às 0:06
Obrigado
Começou a girândola das notícias com vista às eleições.
Nesta lá está tudo. Previsto, vai propor, vai perder, prevê, etc
Se alguma vez este projecto fosse para a frente lá teríamos a avenida mais congestionada de Lisboa, e também a mais poluída em obras durante dois ou três anos.
Esperar sentado, para não ver.
Nota: A obra do Metro no que se refere ao túnel do Marquês está terminada. Não sei porque é que a Câmara não acaba a parte que lhe falta. A última notícia dizia que não era necessária aquela saída!
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Há uns dias fui a Lisboa a uma conferência e levava uma mala de viagem (trolley) – de dimensões reduzidas! – e o motorista disse que não podia transportar uma mala daquele tipo no autocarro. Uma coisa tão simples como esta é proibida. E querem um sistema de bicicletas em partilhadas em Lisboa como meio de transporte?
Já vivi numa cidade onde as pessoas utilizavam muito a bicicleta (e a cidade por acaso nem era muito plana), mas podia-se trasportar a bicicleta no autocarro (Se não se pode transportar uma simples mala, muito menos uma bicicleta, creio). Faziam um misto – autocarro nas zonas com maiores declives e bicicleta nas zonas onde o autocarro não passava ou zonas mais planas.
Aqui em Lisboa, parece-me que querem começar a casa pelo telhado.
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Cara Ana Sousa, acho que ninguém acredita que a bicicleta se venha a tornar alguma vez o principal meio de locomoção em Lisboa. Ninguém quer obrigar ninguém a andar de bicicleta (da minha parte só quero que os lisboetas não andem de carro). Mas não vejo por que não se hão-de dar condições a quem queira fazer deste o seu meio de transporte. Que cada vez são mais.
Como bem afirmou a secretária de Estado dos Transportes, Portugal é o terceiro país europeu com mais carros por habitante. Seremos a terceira economia da Europa?
Tudo isto é uma questão de mentalidade, e de cultura. Que infelizmente muitas vezes é promovida pelos jornais. Não gosto de fazer propaganda ao meu blogue noutros, mas se me permitem quero mostrar um texto meu sobre a reportagem mais tola que alguma vez li na imprensa portuguesa (no DN de 30 de Agosto):
http://avesso-do-avesso.blogspot.com/2008/11/falta-de-cultura-ciclista.html
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brmf, pode transportar a bicicleta no metro e nos comboios regionais gratuitamente (algo que na Holanda, por exemplo, não pode fazer). No autocarro não dá muito jeito, não acha? Conhece alguma cidade onde as bicicletas vão no autocarro urbano?
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Filipe Moura,
Conheço a única em que vivi fora de Portugal, Aachen, na Alemanha. Vi muitos a levarem a bicicleta no autocarro (se estavam a transgredir ou não, isso já não sei, mas não me pareceu dada a quantidade de vezes que vi esta situação).
A questão da mala era só para ver o absurdo de não se poder carregar uma mala no autocarro.
Estava alojado junto ao parque das nações e tive de ir ao centro de congresso de lisboa (lá não passa o metro; comboio regional não sei) e a única solução para transortar uma pequena mala era ir de táxi. Acha que isto faz algum sentido? Era só um exemplo de como, em coisas bem mais simples, não se incentiva o uso de transportes públicos.
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Mais uma nota: aqui no Porto, onde vivo, levar a bicicleta no metro só fora das horas de ponta. Em Lisboa, não sei. Hão-de me explicar como ir trabalhar sem ser nas horas de ponta. A maior parte das pessoas vivem nos subúrbios e para se deslocarem, se quiserem usar a bicicleta, têm de conjugar com outro meio de transporte. Para passear, o que existe chega.
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Por acaso a carris já tem algumas carreiras onde é possível levar a bicicleta no autocarro, e com um espaço próprio para elas, embora com horários limitados.
Mas se for um sistema de bicicletas PARTILHADAS, com vários pontos onde se pode levantar ou deixar as ditas, qual a vantagem de as levar nos transportes públicos? Só se for para as levar para casa…
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brmf
24 Nov 2008 às 16:08
A utopia é boa.
Nenhuma estação do metro de Lisboa está preparada para receber deficientes quanto mais bicicletas.
Nas horas de ponta até as pessoas mal lá cabem quanto mais as bicicletas.
Mas sonhar é bom.
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Sinceramente, porque é que você perde o seu tempo com imbecis deste calibre? Não tem mais nada que fazer? Exponha os seus argumentos e ignore estes idiotas. Não vê que eles assim ainda se têm em grande conta pelo troco que lhes dá?
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Caro Sales,
O maradona tem razão. Só quem não sabe o que é andar de bicla é que pode vir com “declives de 5% são aceitáveis”… é ler o post dele de hoje. Está lá tudo.
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Manuel,
A sua asserção sobre os meus conhecimentos das bicicletas é um pouco apressada. Faço btt há mais de 8 anos em Sintra e arredores de Lisboa, onde, lhe posso garantir, declives de 5% são um aperitivo para as subidas.
Não cometo é o erro de olhar para mim como o utente comum deste serviço. Repare que nenhum dos exemplos que apontei tem um declive superior a 3%, embora alguns deles sejam extensos. Como pode ver, se conhecer Lisboa, são tudo zonas populosas e centrais. Em todo o caso, vou responder ao maradona nas próximas horas.
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Ó Pedro Sales o senhor por acaso sabe o que é um declive em %? Vamos lá ver o seu conhecimento de agronomia sobre este caso, façamos de conta que está a subir uma colina que tem uma diferença de cota de 3 metros, com um declive de 75%, sendo cada passo seu de 1 metro quantos passos dá para subir a colina? Olhe que esta até se faz de cabeça!
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minhoto,
Um declive de 3% signifca que, a cada 100 metros que nos deslocamos, estamos a subir 3 metros na vertical. com um declive de 75% não dá passo nenhum. Melhor. O mais certo é não dar mais nenhum. É praticamente um abismo.
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Ó Pedro Sales então? Faça lá umas continhas, caramba! Façamos de conta que como é muito inclinado tem o autocarro!
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Pronto se tiver dúvidas pode pedir ajuda técnica, vá ao laboratório de Matemática Aplicada á Agronomia, sim esse ao lado da Pocilga e em frente á estufa.
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São 4 passos, mas, o que raio tem essa pergunta a ver com o caso em apreço?
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4 passos… mas que caralhu… é melhor ir buscar a calculadora
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fado alexandrino
(24 Nov 2008 às 17:50),
De acordo. Então deixem-se as bicicletas descansadas e não se desbarate o dinheiro dos contribuintes por causa de meia-dúzia de potenciais utilizadores.
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ERRADO! São 5 passos pois são 5 metros. Eu explico, quando se apresenta em % quer dizer que por 100 metros que se anda na HORIZONTAL sobe-se ou desce-se na VERTICAL o valor correspondente em %. Se tem 3% significa que andou 100 na HORIZONTAL e deslocou-se 3 na VERTICAL.
Imagine agora um triangulo que tem 4 metros no cateto adjacente e 3 metros no oposto, se tirar a hipotenusa vai dar-lhe 5 metros, que é o que efectivamente vai andar para subir a colina.
Bem agora que já sabe tirar declives em % (não se preocupe pois muita gente erra nisto) vá estudar a carta topográfica com olhinhos de ver e quando tiver alguma dúvida pergunte a alguém que seja ENGENHEIRO CIVIL! E não me venha cá com agronomias!
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De acordo com a definição do Pedro Sales, uma inclinação de 5% corresponde a um ângulo cujo seno é 0.05.
De acordo com a definição do minhoto, uma inclinação de 5% corresponde a um ângulo cuja tangente é 0.05.
Embora não seja engenheiro civil, creio que a definição do minhoto é a correcta. O que reforça a ideia de que a inclinação de 5% não é muito grande. De facto, arctan 0.05 < arcsin 0.05. Ou seja: um deslocamento de 5 metros na horizontal corresponde a andar mais de 5 metros. Certo? O minhoto “ajudou”… Obrigado. Mande mais.
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Minhoto
Aqui tem um engenheiro civil que até se deu ao trabalho de fazer uma tese de mestrado e com uma componente prática bastante exaustiva sobre o tema em apreço neste “post”:
http://100diasdebicicletaemlisboa.blogspot.com/
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É preciso ser um pouco estúpido ou muito obcecado com o exercício físico/eco-consciência, passe a redundância, para defender a viabilidade de uma Lisboa movida a pedal. A estupidez é de tal ordem, que se consegue apresentar um perfil topográfico daqueles e ainda assim defender a ideia de que Lisboa é ciclável porque há muito branco no mapa.
“Não é preciso ser nenhum atleta para se conseguir deslocar de bicicleta”? O caralho é que não é. Eu era capaz de apostar o meu testículo esquerdo mais as pregas do direito, em como 120% das pessoas que dizem que sim, que vão a pedalar para o emprego, e que não, que não custa nada, não o fazem sem usar a devida cotoveleira, joelheira, capacete e garrafinha de Isostar, já para não falar da puta da licença não vá o Sr. Guarda esquecer-se de coçar os tomates ou do cabrão do cadeado, não vá um preto/cigano/monhê qualquer passar por lá. E essa trabalheira toda é incompatível com a simplicidade que é exigida pelo ser humano normal naquilo que não é mais do que a deslocação de O Sítio Onde Dormem para O Sítio Onde Trabalham. E quem quer passear de bicicleta não vai passear no centro da cidade, não me fodam. E quem quer ir às compras não vai de bicicleta, não me fodam outra vez.
É assim tão difícil perceber que se andar de bicicleta em Lisboa fosse fácil, as pessoas andavam? É assim tão difícil perceber que cada pessoa sabe aquilo que lhe custa fazer e que não lhe custa fazer, e que não é por um maníaco qualquer lhe dizer que de Táxi demora 30 e de bicicleta demora 20, que ela vai mudar de estilo de vida? Em suma, é assim tão difícil perceber que se as pessoas quisessem ir de bicicleta de casa para o trabalho virgula iam vírgula independentemente de haver ciclovias ou não – tal como as poucas de vocês que já vão vírgula vão?
Evidentemente que toda esta ideia não é mais do que um capricho ecológico de obsessivos compulsivos cuja existência se torna insuportável se souberem que acabaram de libertar para a atmosfera não sei quantos gramas de CO2, se não queimarem a puta da caloria todo o dia ou se não comerem o peixe azul toda a santa semana. Aquele que não é saloio e cujo conhecimento do Mundo não se limita a Lisboa, Amesterdão, São Francisco e Santa Cona do Assobio, e que já saiu da sua lura urbana e cosmopolita e foi por exemplo à Costa Oeste ou à Costa da Prata, sabe perfeitamente que as pessoas lá andam de bicicleta, sejam gordas ou magras, sejam velhas ou novas, venham do salão de jogos ou venham da matança do porco. E fazem-no sem que haja ciclovias ou sem que nunca um conjunto de pessoas com um conjunto de ideias em comum tenha levado um conjunto de medidas a proposta a um conjunto de órgãos político-administrativos. Fazem-no, porque a bicicleta é efectivamente compatível com o estilo de vida que aí se segue e com a topografia e organização dessas regiões.
No fundo o que vossas velocipedências pretendem, é impor ao resto da urbe um estilo de vida que vós próprios, decidiram adoptar e que tomam por bom, para poderem ter o melhor dos dois mundos no microcosmos de onde não querem sair. E nem vos demove que para o fazer estão a ir contra todo um meio – físico e cultural – que não foi feito a pensar, nem se adequa a, uma vida feita em cima duma bicicleta. E no fim, sob o argumento da eco-consciência e do alívio do tráfego, ter-se-á gasto dinheiro dos contribuintes e ter-se-á posto uma patch – nem sequer é um upgrade – na cidade, para construir uma extensa rede cicloviária que será usada à vontade apenas por meia-dúzia de gatos pingados. Mas é esta última parte que vocês mais querem ver, não é?
Comprimentos.
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Quando tinha 16 a 18 anos fazia Alvalade-Cais do Sodré todos os dias, às vezes 2x. Devia ter um IMC de -10, porque ia ao Cais do Sodré para os treinos de canoagem (maratonas) no rio!
Depois passei a ir para o técnico de bicicleta, nada mau, não fosse a sovaqueira a cheirar mal, mas andava feito doido a saltar passeios.
Agora tenho duas filhas, cada uma no seu infantário. Eu levo-as e a minha mulher vai buscá-las. Pois é, dois carros às voltas no trânsito. Arranjem-me uma maneira de as levar e buscar sem ser de carro (e que não demore mais de 2 horas) e eu vendo-o já e gasto o dinheiro em coisas melhores!
Não sou estúpido, sr. presidentes da câmaras, não precisam de pensar por mim. Arranjem-me mas é um infantário ao pé de casa que aceite as duas e eu deixo-as lá e venho trabalhar de autocarro!
Ou então, tratem de desocupar a Reitoria que está semrpe empanada com os popós dos alunos e professores mal estacionados. Não tinham prometido que iam fazer isso? Até deve dar lucro! Quanto custaram as luzinhas e o semáforo da faixa BUS que já não funcionam?
Parecem umas crianças sempre a querer jogos de computador novos. Acabem o antigo antes de comprarem este das bicicletas!
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eu quero ver o Pedro Sales a viver em alverca a 3km da estacao de comboio. a pedalar ate à estacao p apanhar o comboio as 7h30 da manha c a sua bicicleta c o comboio a pinha, chegar a sete rios ou a entrecampos pegar na bicicleta e pedalar ate a um local de trabalho a 3km. quero ver depois a fazer o caminho inverso. mas n quero ver três meses, quero ver um ano.
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este mapa poderia ter outro nome:
“a branco as vias rápidas onde andar de bicicleta é um suicídio”
já agora e de um ponto de vista puramente técnico este mapa é uma perfeita trampa!
foi obviamente feito sobrepondo uma carta geodésica a uma planta da cidade, acontece que a escala geodésica não tem a resolução adequada ao fim em questão, o que explica que, por exemplo, a subida da Av. dos EUA apareça a branco.
Outro pormenor que escapa aos pseudo-ecologistas é precisamente a escala. não se trata de uma planta de uma pequena vilória onde se pode ir a pé de uma ponta a outra. isto é uma cidade!
Do campo grande ao vizinho marquês de pombal são 4km, a descer pode ser fácil, mas a subir são 30 minutos a pedalar a sério.
Mas claro, somos todos Joaquins Agostinhos
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balburdio,
4 km em 30 minutos dá 8 km/hora. para atingir uma média destas em bicicleta vai ter de parar para fumar um cigarrito a meio. Mas a pedalar que nem um louco para vencer o declive acentuadíssimo da av da republica compreende-se.
e para descer a fontes pereira de melo? vai com a bicicleta ao lado porque tem medo do declive vertiginoso? Será que isto é só gordos badochas!?
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António Fonseca:
Porque é que são os subúrbios a decidir sobre que actividades e vivência urbana devem existir em Lisboa?
Por mim Alverca pode abolir os passeios se assim entender- assim lá cabe mais uma faixa…
Para quem detesta a cidade percebo que Lisboa seja um problema de tráfego e estacionamento para se arrumarem os circuitos pendulares do quotidiano mas , acredite ou não, existe quem goste de cá viver (“eles andem aí”!
É que se o António Lopes não quiser não precisa de mexer um músculo mas eu tenho que me resignar a levar com escape porque a maioria da população gosta de viver no país com maior obesidade infantil da Europa, a menor taxa de prática de desporto e onde as doenças cardio-vasculares são a principal causa de morte.
Já agora o ciclismo urbano é muito difícil ou é para mariquinhas? Decidam-se!
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Filipe Moura, o senhor sabe qual é uma das grandes diferenças que existem entre um engenheiro e um matemático? É a ordem de grandeza, que o matemático não tem percepção e tudo serve, isto já não se passa com um bom engenheiro pois é da sua responsabilidade uma boa análise dos números. Deixe lá as “ajudas” e não se vá pela Tapada da Ajuda!
José M. Sousa, quando tiver tempo vou analisar o que propõe.
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Minhoto, qualquer matemático (e qualquer bom engenheiro) sabe que, para x pequeno, quer sin(x) quer tan(x) são bem aproximados por x, pelo que a diferença de facto é pequena. Se o minhoto já sabia isso, por que pôs a questão então? Não se estará aqui a contradizer?
Julgava que o que lhe interessava aqui era o aspecto conceptual, mais do que propriamente a ordem de grandeza. Pelos vistos não, a avaliar por este seu comentário.
Não pense mais nisso…
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Ó Filipe Moura penso! pois finalmente encontro alguém que também faz umas continhas e estou contente por isso.
Agora estamos a entrar na Dialética!
O senhor tem razão no que afirma (quando o limite de x tende para zero o cos(x) toma o valor de 1), mas está a fazer uma abordagem analítica o que não chega pois o conceito de ordem de grandeza em engenharia difere um pouco do conceito matemático “puro” dado que o aspecto conceptual (como o interpreto) está implicito numa percepção empírica.
O senhor prova e bem que para ângulos pequenos pouca diferença faz, o que já não é verdade para os restantes ângulos.
No fundo da questão este exercício mental vem mostrar que pessoas como o Pedro Sales e sus muchachos falam de tudo e mais alguma coisa, dão doutos pareceres com convicção mas no fundo estão a debitar o sound bite pois ao fazermos uma prova que poderá mostrar se sempre têm sabedoria para poderem argumentar e não arrotar o que ouviram na esquina metem os pés pelas mãos e vice-versa!
Foi um prazer este debate consigo, ande de bicla e
ganhe a tal “ordem de grandeza” associada a uma visão empirica quando estiver a bufar numa subida de 5%.
Abraço
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Minhoto,
Não vou estar a discutir trigonometria com o Minhoto e o Filipe Moura, mas, repare, nas provas de ciclismo o cálculo faz-se como eu indiquei.
Um dos exemplos mais famosos. O Tourmalet, na Volta a França. São 7,4% de inclinação. Se reparamos que a subida tem 19 kms de extensão e os atletas sobem 1404 metros de altitude, verá que a resposta que lhe dei corresponde à formula de cálculo seguida nas provas de ciclismo. E, continuo a achar, para os sinais que vemos em algumas estradas.
http://www.climbbybike.com/climb.asp?Col=Col-du-Tourmalet&qryMountainID=26#profile
Quanto ao resto, os seus termos são de uma arrogância intelectual, e presunção da estupidez alheia, que é difícil de igualar. O que o faz presumir que as pessoas nunca pensaram num assunto, onde, diga-se, não deu nenhum sinal de saber mais do que os seus interlocutores? E quem é que lhe disse que não percebo o que é uma subida de 5 ou 7%? Saberá por acaso há quanto tempo ando de bicicleta, subindo encostas da serra de Sintra que fazem qualquer rua de Lisboa parecer mais plana que a pista do aeroporto de Lisboa? Veja lá se se atina.
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Pedro Sales em primeiro lugar tenha calma, vá beber um copo de água e mande sopro energético. Estupido é aquele que não quer aprender e para provar a sua ignorância prega mais um prego no seu próprio caixão.
Vá ver bem o perfil longitudinal (o gráfico colorido) do traçado da prova e vai reparar que o eixo das abcissas está dividido em 19 partes que correspondem a 1 km cada, o que me vem dar razão. Os 19 km são em linha recta, em piso o senhor faz muitos mais e tirar apenas a hipotenusa do trainel não dá noção exacta do quanto vai percorrer pois falta saber como é o traçado em planta, que é composto por alinhamentos rectos, curvas circulares e curvas de transição.
Isto nem luta dá pá!
Não fale do que não sabe, quer fazer figuras como o Sá Fernandes? Tenha respeito por si mesmo!
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Ok, reconheço que tem razão. Quanto ao falar do que não sabe, convenhamos, não o tem demovido de vir aqui comentar um sem número de temas.
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Pode ser que sim, a culpa será talvez do meu condicionamento pavloviano que é activado em relação ao BE. Agora provar que assim é já outra liga! O que importa é que estamos sempre a aprender.
Bem agora vou-me rir um pouco com o PCP, passe bem!
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Desculpem lá, mas já viram o traçado das ciclovias? Na freguesia de alvalade a ciclovia vai atravessar passadeiras, ziguezaguear na estrada, passar cruzamentos de um lado para o outro, obrigar ao encerramento de faixas de trânsito, encurtar de passeios, eliminar estacionamento em zonas residenciais, passar rente a prédios e estradas, etc.
Ciclovias em Lisboa? Numa cidade com ruas estreitas? Para quem?
A esmagadora maioria dos carros que circulam em Lisboa têm origem fora desta. Ninguém vai ciclar do Cacém ou da Margem Sul até Lisboa. Bicicletas partilhadas? Mas quem é que vai querer chegar ao trabalho a feder a suor e escape? E quando estiver mau tempo?
Ao contrário de Berlim ou Amsterdão, Lisboa está deserta, vivem aqui hoje menos habitantes que nos anos 30. E com muitos idosos não estou a ver quem é que vai andar nessas ciclovias faraónicas. E para quem diz que as subidas de Lisboa não são nada de especial, bem, não me parece que a maioria da população esteja em tão boa forma física.
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