“Iremos usar a faculdade que a lei nos dá para que se torne bem claro que não serão cobradas taxas pelo uso do multibanco”, afirmou Teixeira dos Santos, durante o debate do programa do Governo, em resposta a uma questão colocada pelo deputado do BE José Guilherme Gusmão.

Isso foi há pouco mais de uma semana. Hoje, em resposta a uma pergunta do DN, o ministério de Teixeira dos Santos voltou atrás e explicou que, afinal, se limita a confiar no efeito dissuassor do peso da Caixa: “atendendo à posição da CGD no sistema bancário português, e não aplicando este banco quaisquer encargos, acreditamos que isso será um factor inibidor de tentativas nesse sentido por parte de outros bancos”. O Governo acredita na timidez e na falta de capacidade de iniciativa da banca. Áh, bom, assim já estamos mais confiantes.

Como em tantas outras ocasiões, bastou esperar que o foco das televisões se desligasse, para que o Governo desse o dito por não dito. Agora, se todos os partidos se juntarem para impedir essas taxas, e obrigarem o governo a cumprir a sua palavra, será que o PS vem outra vez com a lengalenga das coligações negativas?


25 respostas ao post “Sorria, está a ser enganado”  

  1. 1 1  Patricia

    Ficando a CGD fora do esquema restam os bancos privados.Neste caso não acredito mesmo nada que os partidos da oposição,os quatro,se consigam entender para ter uma posição comum.Falar é fácil e prometer ainda melhor,levar até ás ultimas consequencias já é diferente.Mas isso não se passa só com o PS e o Governo,com a oposição é o mesmo,basta ver a mudança de posição do PSD em relação á avaliação dos professores.

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  2. 2 2  Antonio Cunha

    A banca não é tola.

    Os Português podem ser brandos, mas neste caso acho que o banco que se atravessar neste tipo de medida vai arrepender-se amargamente.

    O pessoal anda danadinho para fazer um boicote dos antigos !!!

    Eu garanto que se o meu banco o fizer, mudo de banco em 3 segundos.

    E gostava que o pessoal inundasse as sucursais dos bancos para levantar dinheiro. Era um fartote !!!!!

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  3. 3 3  rosinha dos limões

    Não podemos esperar que o Governo contrarie os homens da Finança! Basta eles soprarem só um bocadinho, para os governantes apanharem pneumonia…
    Só resultaria a prática aqui sugerida pelo António Cunha.
    Mas também o pessoal, rotinado como está no Multibanco, não voltará ao Banco para levantar dinheiro, e às filas criadas nas Caixas….
    Mas era precisamente isso, que impediria os Bancos de cobrar a taxa.
    Não haveria funcionários para atender tanta gente…
    Não tenhamos ilusões: é dos livros: primeiro entranha-se a necessidade e a liberdade de uso dos cartões!
    Quando essa necessidade está criada no cidadão, cobra-se por ela!
    Por isso ou pagamos, ou voltamos para trás.
    Só um Governo forte, para defender os interesses dos cidadãos, e opôr-se à lei do mais forte!
    E isso não temos…

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  4. 4 4  JC

    O ministro Teixeira Santos tb declarou na mesma ocasião: “Contudo, continuou, “felizmente” existe um banco que é “influente no sistema bancário” e que tem como accionista o Estado, que tem permitido manter “uma linha muito importante de defesa de não cobrança de taxas no uso do multibanco”.

    “Iremos prosseguir com esta orientação”, garantiu, avançando de seguida que o Estado irá usar a faculdade que a lei dá para não serem cobradas taxas pelo uso do multibanco.”

    É a atitude correcta (digo eu) pois é para isso – funcionar como regulador do mercado – que tb serve a CGD. Caso contrário, quais os argumentos contra a sua privatização?

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    Pedro Sales Reply:

    Caro JC,

    Em primeiro lugar, o que saiu das declarações do ministro, como é normal, é que governo iria proibir taxas. Não é isso que diz hoje.
    O que o Governo hoje diz não tem nada a ver com regulação, mas com a convicção que o peso da Caixa no sector bancário – cerca de 25% – demoverá os seus concorrentes de avançarem com uma taxa. Pode ser, pode não ser. A verdade é que vontade não falta e tem havido avanços nesse sentido. Em todo o caso, é um recuo notório do Governo

  5. 5 5  lingrinhas

    rosinha dos limões:não temos mas vamos ter nas proximas chico anacleto a primeiro ministro

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  6. 6 6  Luis

    Como disse o Pedro Sales há um mundo de diferença entre estar escrita e publicada uma lei e se fazerem declarações sobre uma suposta orientação que se irá dar ao banco do estado com vista a influenciar os restantes.

    As coisas não são sequer comparáveis. E isto é de facto um dito-pelo-não-dito.

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  7. 7 7  JMG

    Não é só junto da CGD e da filial BCP que o Ministro tem peso. O Governador do BP é da mesma seita que suporta o Governo; e, por exemplo, o Presidente do BES também se confessou recentemente simpatizante da confraria. Depois, eu tenho grande confiança em promessas de governantes e banqueiros. Uns e outros têm dado abundantes provas de serem de fiar.

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  8. 8 8  Flanger

    O que saiu das declarações do ministro foi:

    “felizmente” existe um banco que é “influente no sistema bancário” e que tem como accionista o Estado, que tem permitido manter “uma linha muito importante de defesa de não cobrança de taxas no uso do multibanco”.

    “Iremos prosseguir com esta orientação”, garantiu, avançando de seguida que o Estado irá usar a faculdade que a lei dá para não serem cobradas taxas pelo uso do multibanco.”

    Foi isto que saiu, caro Pedro Sales. Esconder isto é fazer batota. Não tenho o Pedro sales por batoteiro.

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  9. 9 9  Real

    mas não é isso que acusam o governo, de nunca recuar, nunca recuar…

    PS – coligações negativas vão haver sempre, claro está, basta juntar populismo e irresponsabilidade e não há quem vos possa parar, Portas, Louçã, aparentemente tão distantes, mas na prática sempre tão próximos. Pedro Soares dirá território biológico em vez de lavoura :)

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  10. 10 10  menosketiago

    Se os bancos privados cobrarem taxas a solução é simples, mudam para a Caixa :P

    E eu estou quietinho onde estou que não meto o meu dinheiro na mão de privados ;)

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  11. 11 11  Esquerdino

    Pois, primeiro a proposta do BE para forçar a baixa das taxas nos empréstimos através da Caixa foi ridicularizada pelo Governo e PS, agora a Caixa já pode servir como dissuasor nesta taxa nos multibancos…

    Dá que pensar não dá?

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  12. 12 12  Méon

    Que admiração o que aconteceu! Governo e alta finança são duas faces da mesma moeda…

    A minha vizinha Ermelinda é que sabe: “O pessoal devia voltar ao dinheiro vivo. Com os cartões ninguém sabe a quantas anda, é só gastar, só gastar…”

    Os banqueiros só querem o nosso bem!!!

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  13. 13 13  isagt

    Como o meu banco é a CGD, espero mesmo que não apliquem taxas porque senão, só mesmo para debaixo do colchão ou então, é seguir as modernices, em “mala” ou “envelope” :-)

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  14. 14 14  fado alexandrino

    . Agora, se todos os partidos se juntarem para impedir essas taxas, e obrigarem o governo a cumprir a sua palavra,

    Não percebo nada.
    Deus queira que não julge isto uma crítica petulante.

    Mas como é que se pode obrigar o Governo a fazer aquilo que ele mesmo quer fazer?

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  15. 15 15  JC

    Caro Pedro Sales:
    Limitei-me a ir ler a notícia do “i” através do “link” disponibilizado. E estão lá as afirmações do ministro completas. Quanto á regulação (não estou a falar regulamentação, nada de confusões), então 25% do mercado não constitui um peso significativo? E se juntarmos a esses 25% o BCP, onde o Estado efectivamente manda…
    Cumprimentos

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  16. 16 16  Bolota

    “ E gostava que o pessoal inundasse as sucursais dos bancos para levantar dinheiro. Era um fartote !!!!! “

    Sargento Cunha,

    E quem não tiver dinheiro como faz??? Há-os por ai que nem cartanito tem. Essa marmita…

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  17. 17 17  António Cunha

    Agricultor Bolota

    Se não têm dinheiro tanto faz que existam comissões ou não.

    Mas que raio de pergunta a sua. Mas vai daí, o rendimento minimo já é depositado na conta, ou não ? Se calhar vem em géneros, queres ver !!!

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  18. 18 18  Pedro Sales

    Fado,

    Simples. Como se pode ver nos links a palavra do governo a 4 de Novembro está bem longe da de 16 de Novembro.

    Flanger,

    O que saiu está no link. Como pode ver pelo título do DN, o recuo do governo é tã evidente que não vou perder tempo a fazer link para as chuva de notícias que diziam que governo iria proibir taxas multibanco. Não vai, pois não?

    JC,

    Eu vi as declarações todas do ministro, as quais, como já declarou, podem ser consultadas no link que aqui deixei. Posto isto, nada nos garante que , mesmo com o peso da Caixa, os concorrentes não se entendam. Quanto ao BCP, vale a pena dizer que é o banco mais activo na tentativa de implementar esta taxa. De resto, foi o próprio ministro que salientou a necessidade de aplicar uma solução legal para acautelar interesses dos clientes. Ele lá devia saber do que estava a falar…

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  19. 19 19  Justicialista

    Mais uma prova que o poder político anda a reboque do poder económico. Depende mais o governo dos bancos e das elites financeiras que o contrário.

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  20. 20 20  fado alexandrino

    Simples. Como se pode ver nos links a palavra do governo … Blah, blah, blah

    A pergunta que eu lhe fiz é se o governo não quer a taxa porque é que acha que ele vai ficar altamente perturbado por a oposição querer o mesmo.

    Não me diga que tenho que pedir ao seu colega de blog para me fazer um desenho?

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  21. 21 21  Berimbau

    Acho que o meu caro Pedro Sales ainda não lobrigou o final do filme: a Caixa vai ser o primeiro banco a introduzir as taxas MB.

    Quando questionado pelo facto o senhor ministro Teixeira dos Santos irá dar uma explicação do género: «Tomámos conhecimento que os restantes bancos se preparavam para lançar estas taxas com o valor x. Devo dizer que, pessoalmente, não estou de acordo, mas lido com factos. Perante este facto, e como seria impensável que todos os clientes destes outros bancos se mudassem para a Caixa, tal iria ter dois efeitos negativos. Por um lado, a existência de uma taxa x sobre os movimentos no multibanco, que consideramos manifestamente excessiva. Por outro, ficando de fora, a Caixa encontra-se-ia prejudicada numa significativa fonte de receita, que beneficiaria toda a população, dado o Estado ser accionista único deste banco. Assim, e aproveitando o facto de a Caixa ser o banco de referência do sistema financeiro português (como sempre afirmámos), resolvemos em acordo com o CA da Caixa, lançar uma taxa sobre as operações em MB, de apenas X/2, valor este que os restantes bancos tenderão a tomar como referência. Creio que desta forma tomámos uma opção realista, e todos ficámos a ganhar.»

    Claro que o valor de x (ou x/2) já deve estar há muito decidido pelo sistema bancário português. Eventualmente com a participação do senhor ministro das finanças. Eventualmente, sem a participação da Caixa. Também para quê?

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  22. 22 22  Spartakus

    Nem o Estado nem o Governo têm de interferir nas opções do sector privado. Os clientes que decidam. Atura ( = paga ) quem quer. Simples.

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  23. 23 23  Júlio de Matos

    Pedro Sales, se «todos os Partidos se juntarem para impedir essas taxas» eu aplaudirei.

    Caso se venha a manifestar tal necessiadade, espero ansiosamente a concretização desta sua empolgante previsão. Até lá, considero-a de uma ingenuidade confrangedora e apresento-lhe as minhas sinceras saudações democráticas e republicanas, mas não-marxistas. Aceita-as?

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  24. 24 24  Nalvic

    A solução que se afigura mais simples, na mente de quem governa este País burocrata e de leis confusas, para resolver um qualquer problema tem sido sempre: fazer uma lei.

    A crise estrutural deste país, da qual resulta um permanente anémico crescimento económico, e o deplorável estado da justiça muito têm que agradecer a esta solução.

    Posto isto, uma pequena explicação de como, a meu ver, funciona esse tão diabolizado mercado: tenho conta no BCP – se este decidir aplicar a taxa, considerando eu que isso me prejudica gravemente como consumidor e havendo alternativa no mercado, mudarei imediatamente o dinheiro que tenho do BCP para a Caixa. Quem ganha ? A Caixa. Quem perde ? O BCP.

    Os meus parabéns a Teixeira dos Santos por contrariar esta veia legisladora, apanágio de um falhado pensamento socialista, que por norma cria um problemas maiores do que os que resolve.

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