33 respostas ao post “Suspeito que vão ter a mesma sorte que Ferro e Pedroso”  

  1. 1 1  Antónimo

    Curioso que ninguém relembra que este senhor é o mesmo que dirigiu as investigações e os interrogatórios que garantiram a condenação de Leonor Cipriano, mesmo sem se ter encontrado o cadáver da filha Joana - o que nos manuais se diz ser suficiente para não haver crime. Parece que agora, no livro, diz que o casal inglês teve, desde sempre, privilégios que ele não compreendia. Pelos vistos, também lhes queria garantir porrada de criar bicho.

  2. 2 2  Fado Alexandrino

    No meu blog, um dia, fiz uma brincadeira sobre este assunto e avancei com a teoria estapafúrdia de que a miúda tinha sido guardada num arca frigorífica até ter sido possível numa noite de muito nevoeiro iram-na buscar metê-la no carro e dar-lhe sumiço.
    Pois não é que o senhor ex-inspector também acredita nisto!

    E por acusar os pais na praça pública sem qualquer prova é possível que venha a ser condenado.
    Tretas só se podem escrever em blogs.

  3. 3 3  Pinto

    DO: “Suspeito que vão ter a mesma sorte que Ferro e Rodrigues”

    Então? Já não percebo nada. Se a justiça entender que não há lugar a indemnização é sinal que Gonçalo Amaral está inocente do crime de difamação.

    Ainda há pouco tempo afirmou que se o MP arquivou [o processo Maddie] é porque o casal é inocente (concordei). Agora já faz futurologia? Faz suposições antecipadas à justiça? É desconfiança? Só confia na justiça quando a decisão lhe agrada?

    Se Ferro e Pedroso não tiveram razão que queria que a justiça decidisse? Ao seu agrado? Só essa justiça é que é fiável? A justiça só é de fiar quando nos convém?

    Quando o MP arquivou o processo do desaparecimento de Maddie, você pegou na decisão como a verdade absoluta e fez considerações à PJ. Agora, nem dá tempo à justiça e já suspeita da decisão?

  4. 4 4  Xico

    No caso da Joana não foram juízes que a condenaram? Foi este senhor?
    Se foram juízes será que o Antónimo lhes quererá dar lições com o manual que referiu?
    A tese de que não havendo cadáver não há crime é de antologia…! Que não se possa provar o culpado do crime é uma coisa mas que há crime há e houve! Sem qualquer dúvida! Num caso e noutro!
    Mas está tudo preocupado com a boa imagem do casal e ninguém se preocupa com a menina? O que lhe aconteceu?

  5. 5 5  h - V&P

    Há quem tenha reparado e feito post sobre isso!
    Sobre o resto… obviamente que este romance merece processo!

  6. 6 6  Besugo

    Qualquer Pai e Mãe que deixam os filhos a dormir sozinhos, num quarto estranho, e num País estrangeiro, para poderem divertir-se com os amigos… porrada é básico.
    Desculpem lá mas… que raio de gente é aquela?

  7. 7 7  Silva Ferreira

    Para não serem presos de homicídio por negligência… mas alguém terá dúvidas que a
    criança teve funeral e tudo?!!!
    Esperemos que um dia se saiba de toda a gente
    que urdiu esta teia! O “Pagode” foi gosado e o Papa virou anjinho.
    Título para o filme: “O Grande Embuste”.
    Só Fátima é comparável!…

  8. 8 8  Carlos

    Não seria mais avisado ouvir ou ler o que o homem tem para dizer? Tem sentido a comparação com o que se passou com a Casa Pia só porque há um denominador comum que é a PJ? Na PJ até há contradições que valeria a pena tentar perceber e este caso provocou rupturas internas. O que fez ou faz correr cada uma das “facções”, ambas vindas do interior da PJ? Que cruzamentos externos ou pressões reflectem? Qualquer cidadão é naturalmente inocente? Deve sê-lo até prova em contrário. E a PJ é, por definição, um conjunto de malfeitores? Já não merece sequer o benefício da dúvida? Pelo menos, um grupo homogéneo é que não é. Independentemente dos posicionamentos que se possam ter relativamente às polícias, este caso parece-me que merece “uma análise concreta da situação concreta”. Depois, venham as conclusões.

  9. 9 9  luis m. jorge

    Sim, o caso de leonor cipriano é uma das vergonhas indeléveis da justiça portuguesa. Mas uma pessoa habitua-se a elas.

  10. 10 10  Zé Bonito

    Pode ser ingenuidade minha, mas continuo a ficar espantado com as certezas de tanta gente que nunca teve qualquer ligação ao processo e, muito menos, à investigação. O máximo que consigo dizer é que há imensos “buracos negros” nesta história que não convencem. Ainda ontem ouvi uma crítica feita ao livro agora publicado, vinda da PJ e que, pouco depois, foi totalmente rebatida, dando a entender que tinham apresentado mentiras- até agora, não ouvi/li qualquer desmentido, nem sei que alguém esteja processado…
    Desde o momento em que vi os jornalistas (a maioria) passar ao lado das supostas pressões políticas, como se nunca tivessem existido, ou fossem um pormenor sem importância, logo a coisa me cheirou a esturro. E essa é a única certeza que tenho sobre este caso.

  11. 11 11  Alexandre

    Isso tipo de palpites, Daniel, o que é que adiantam?

  12. 12 12  j

    Alguns dos comentários são de uma confrangedora pobreza intelectual ou de simples estupidez.
    Mas é claro que Gonçalo Amaral nunca virá a ser condenado por difamação, porque as suas “convicções” são fundamentadas em “factos”, que estão no processo do inquérito criminal, e que agora é público.
    E parece óbvio que nada move Gonçalo Amaral contra os pais da criança, incluindo o facto de ter escrito o livro.
    E sobretudo me parece óbvio que eu não queria ter certos pais.
    E que alguns dos comentadores revelam preconceitos primários em relação ao ex-polícia Gonçalo Amaral e à polícia em geral.

  13. 13 13  CMO

    Quantas pessoas afirmam de forma repetida, anos a fio, que testemunharam crimes cometidos pelos McCann?

    Quantos procuradores, juizes, médicos e educadores se dizem convencidos de que os McCann são criminosos?

  14. 14 14  CMO

    Quando é que os McCann e a sua seita tiveram a estratégia típica dos criminosos (demonizar quem defende as vitimas e demonizar as próprias vitimas?).

    Quando é que conseguiram mobilizar o maior partido da oposição numa campanha contra a justiça?

    Quando é que conseguiram assaltar fichas de peritos médicos para publicar apenas as tranches que lhes interessavam? Quando é que conseguiram com truques juridicos impedir que fossem ouvidas testemunhas? Quando é que conseguiram demitir o Director da Policia Judiciária e silenciar o Procurador Geral da República?

  15. 15 15  CMO

    Quando é que foram apanhados a dizer que se estavam a cagar para o segredo de justiça (ENQUANTO LHES INTERESSAVA, pois mais tarde clamavam quais virgens puras que fosse respeitado o segredo de justiça)?

  16. 16 16  Fado Alexandrino

    No! No! Said the Queen “Sentence first – verdict afterwards”
    Alice’s Adventures in Wonderland
    Lewis Carroll

    O caso Maddie está para durar como as pilhas Duracell.
    É natural, quando se descobre um filão há que explorá-lo até ao esgotamento total.
    É isso que um jornal (que por decência não chamo pelo nome) está a fazer.
    O processo foi arquivado porque não se conseguiu demonstrar dois factos:

    O que aconteceu à miúda.
    Quem teria feito o quê.

    Ora, para CMO isso é a coisa que menos interessa.
    Ele (ou ela) apresenta aqui uma série de conclusões absolutamente fantasiosas que não consegue ancorar num único facto provado.
    Envolve-se em lucubrações, que honra lhe seja feita nem no pasquim acima mencionado vi escritas.
    Infelizmente, para os acusados e para os outros que venham a ser arguidos, um truque muito oportuno que as polícias empregam quando não conseguem provar a culpa em tempo aceitável, da fama já não se livram.

    E esse ferrete que se cola à pele de inocentes e que nunca mais se apaga é uma vergonha para a sociedade.
    Quem é que acredita que Paulo Pedroso é inocente?

  17. 17 17  Antónimo

    Xico, 34 anos de democracia não fizeram nada pela mentalidade de boa parte dos juízes, da polícia nem dos xicos deste país. Direitos humanos e cívicos continuam a não vos preocupar. Não passam de estalinistas apostados em levar a água à V. moinho. Se acham que os meios servem aquilo que acreditam ser os fins qualquer espancamento vos serve. Não há qualquer diferença entre vocês e aqueles cujos actos condenam. Calha, apenas, estarem na mó de cima. Espero que não corram o risco de ser suspeitos de alguma coisa e de ir parar às mãos destes senhores. Direitos humanos, cívicos e liberdade são para usar sempre e não apenas para encher a boca. Com a limpeza que houve nos jornais e de outros órgãos de comunicação social dos Oscares Mascarenhas e dos outros Cidadãos jornalistas que ainda tinhamos, nunca mais a imprensa teve comentadores dignos. Tudo substituido por gente para quem a única liberdade digna é a de comprar bananas mais baratas. E a turba saliva.

  18. 18 18  José Ferreira

    Como investigador, Gonçalo Amaral era um profissional - competente ou não, não sei. Como spin doctor é um mero amador, e as hipóteses que tem de vencer a máquina dos McCann são comparáveis às da proverbial bola de neve no Inferno.
    O que ele devia fazer era:
    1. Contratar um porta-voz profissional que falasse inglês como língua materna. Estes profissionais fazem-se pagar caro, é certo, mas as receitas do livro, eventualmente somadas a uma campanha bem organizada de recolha de fundos, talvez chegassem para lhe pagar.
    2. Fazer com que a primeira tradução do livro a ser publicada fosse em espanhol e promovê-la largamente por todo o mundo hispânico, incluindo a população hispânica dos EUA; e assegurar-se que a última tradução publicada fosse a inglesa. Assim teria a oportunidade de apresentar o seu caso a um Mundo razoavelmente imparcial antes de o apresentar ao júri hostil da opinião pública britânica.
    3. Contratar a melhor equipa britânica a que tivesse acesso de advogados especializados em casos de difamação. Processar os media ingleses por tudo o que já publicaram ou venham a publicar acerca dele (”Gonçalo Amaral” é hoje, nas Ilhas Britânicas, mais ou menos sinónimo de “Hannibal Lecter”). Exigir, o mais publicamente possível, a maior indemnização por difamação alguma vez outorgada pelo sistema judicial britânico, com o argumento de que nunca ninguém foi tão gravemente difamado como ele nos media britânicos.

  19. 19 19  Xico

    Ouvi o Daniel dizer agora mesmo na televisão que não se deviam fazer julgamentos na praça pública. As pessoas são inocentes até prova em contrário. É o mesmo Daniel que considera que Gonçalo Amaral bateu em Leonor Cipriano e insinuou-o na TV pública. Julgo que já tenha fornecido as provas ao ministério público.
    O mesmo julgamento foi feito para Karadzic sem que o homem tenha sido ainda julgado.

  20. 20 20  João Gomes

    DO,
    este Gonçalo Amaral tem alguns rabos de palha no caso Leonor Cipriano. Não é por acaso, certamente, que a sua equipa foi constituída arguida e, creio, que acusada por sevícias e tortura nesse processo. E, acredita, não são nenhuns anjos…
    Para mim, quem não é definitivamente condenado com transito em julgado de sentença, é inocente. E se sentem injustamente caluniados e ou difamados deveriam ser ressarcidos, pelo menos moralmente. Infelizmente, quer o MP quer os Tribunais não são nada sensíveis a esse tipo de reparações.
    Para todos os efeitos legais, os McCann, Pedroso, Ferro Rodrigues e muitos outros cidadãos nas mesmas circunstancias, são inocentes, até prova em contrário.
    Quanto ao que pensa o povo nestas matérias, vale o que vale, porque ele, regra geral, não pensa por si mas mais pelo que lhe fazem pensar.

  21. 21 21  Daniel Oliveira

    Xico, eu disse que dirigiu a equipa que ALEGADAMENTE bateu em Leonor Cipriano, coisa de que estão acusados.

  22. 22 22  Xico

    ANTÓNIMO
    Posso ser muita coisa, estalinista é que será difícil.
    Somente lhe disse que foram os juízes quem condenaram a mãe de Joana e que não é a ausência de um cadáver que garante a ausência de crime!
    Julgo que o casal em questão deverá ter todos os privilégios a que têm direito tal e qual como outros cidadãos quaisquer! Mas devem, a bem da justiça, ser investigados tal como outros quaisquer. O estatuto de pais não retira as suspeitas, como infelizmente já vimos em passado recente. A realidade do que se passou na Áustria superou qualquer ficção que alguma vez tenha lido!
    Sou funcionário público e confesso que me sentiria muito intimidado se no exercício das minhas funções recebesse a visita para delas se inteirar de um embaixador das pessoas visadas nas minhas funções. Qualquer pessoa com funções superiores que faça visitas aos encarregados de determinada diligência e que não sejam superiores hierárquicos, estão a exercer intimidação mesmo que não queiram. Qualquer embaixador sabe disso! Chama-se influenciar…
    Mais. Foi um insulto aos portugueses. Como se quisesse garantir que as coisas estavam a funcionar e que ele estava atento a que funcionassem…devia limitar-se ao apoio aos seus cidadão e aos contactos institucionais!

  23. 23 23  Maria

    Bom ,
    nao sei se irao ter a mesma sorte , mas acho que nao se podem comparar portanto a sorte neste caso parece-me estar fora de questao.
    Porque nao encontro comparaçao com as acusaçoes que impendem sobre estas pessoas.

    Em primeiro lugar e por muito inocentes que os pais MacCann estejam da possivel morte de sua filha , de uma coisa ninguem os livra e dessa nao estao de todo inocentes.Abandonaram 3 crianças com idades inferiores a 4 anos deixando–ai sim –a sorte o destino dessas mesmas crianças.

    Quanto a Ferro Rodrigues nao vi que tivesse abandonado criança alguma e quanto a mim , imaginar que esteja ligado a um processo da natureza do da Casa Pia e no minimo ridiculo.

    Pedroso tambem nao me parece fazer o genero e de resto esse e um processo onde para alem ignorancia de detalhes sinto tambem imensas duvidas.De qualquer modo sao coisas muto diferentes . Logo, a sorte nunca podera ser a mesma.

  24. 24 24  Xico

    Maria,
    Sinceramente não sei como são as pessoas do género de fazerem “coisas” como as que estão a ser julgadas no caso da casa pia. As pessoas ou são culpadas e há provas, ou não. Agora não devem parecer que têm culpa como também para quem investiga, não devem parecer que a não têm!
    Lembro que um dos acusados nesse processo é um embaixador com uma muito boa carreira diplomática e condecorado pelo Presidente da República! O que é que ele parece mais do género do que qualquer um dos outros ou do que qualquer um de nós?

  25. 25 25  Fado Alexandrino

    24 Xico
    28 Jul 2008 às 9:29

    Não se canse.
    A culpa formada nos jornais nunca desaparecerá.
    Olhe o senhor CMO como se calou num instantinho mal se lhe pediu um nome que fosse.

  26. 26 26  CMO

    Não me calei. Só agora li os seus disparates.
    São disparates habituais, correntes, mas disparates.

    Diz que para mim o que aconteceu à miuda não interessa. Donde extraiu tão prodigiosa conclusão ?

    Não sei o que aconteceu à miuda. Nem eu nem você.

    O que é intolerável é compararem-se os três casos: McCann, Pedroso e Ferro Rodrigues. São três casos todos diferentes.

    Ferro Rodrigues nunca negou que numa conversa privada afirmara que se estava cagando para o segredo de justiça. Porquê? Porque é contra o dito segredo? Tem-no afirmado repetidamente? Não. Será que era contextualmente contra o segredo porque ele prejudicava a sua estratégia? Os McCann respeitaram meses a fio o segredo de justiça, mesmo quando eram alvo de processos de intenção. Mesmo quando lhes seria favorável estarem-se cagando para o processo de justiça. Cumpriram as regras. Chamo a isso decência.

    Paulo Pedroso é ou não inocente? Não sei. Nunca foi julgado. Eu se alvo de uma acusação de comportamento torpe preferia ser julgado. Ser julgado dava-me mais uma oportunidade para ser inocentado. Eu exigiria ser julgado.

    Agora o que todos sabemos é que muita gente que tomou contacto com o processo se convenceu de que ele era culpado.
    Juizes mandaram-no prender ou tentaram fazê-lo.
    Uma equipa de vários procuradores insistiu enquanto pôde que ele era culpado.
    Médicos com contacto prolongado com as crianças insistiram que estavam convencidos que as crianças falavam verdade (aqui não especificamente desse ex-arguido).
    Educadores das crianças com contacto prologado com elas insistiram que acreditavam nelas.

    A estratégia de defesa dos McCann também foi muito diferente da dos defensores da maior parte dos arguidos da Casa Pia.

    Não usaram de todos os truques juridicos para impedir que outra parte fosse ouvida em que circunstância fosse. Não demonizaram a vítima. Não demonizaram a máquina judicial. Não demonizaram quem tentava proteger a vitima.

    Pelo contrário : expressaram-se preocupados porque a policia deixou de procurar a filha. Contrataram privados para procurar a filha. Fizeram (e fazem) campanhas para procurar a filha. Esse foi sempre o grosso da sua actuação. A sua defesa pessoal nunca foi, aparentemente, priorizada contra a vitima.

    No caso Casa Pia inventou-se uma “cabala” contra o PS - onde estão as provas dessa cabala?
    No caso Casa Pia atacaram-se as crianças e atacaram-se os protectores das crianças. As vitimas foram secundarizadas ao interesse de defesa a qualquer preço dos arguídos. Um dos arguídos -o arguído pobre - e as vitimas continuam anos após anos a afirmar que os arguidos são culpados.

    Não sei quem abusou as crianças da Casa Pia. Sei quem as atacou, sei quem as demonizou, sei quem as perseguiu judicialmente. Sei quem nunca mexeu uma palha visivel para encontar os “verdadeiros” abusadores, se eles são inocentes, apesar da influencia e poder das pessoas em causa. Sei de que lado vieram os ataques a todos os que protegeram e confortaram as crianças.

    Mas diz-me o génio Alexandrino que Hitler está inocente porque não transitou em julgado. Estaline está inocente porque não transitou em julgado. Os nossos criminosos de guerra na guerra colonial estão inocentes porque não foram julgados. Os verdadeiros abusadores das crianças, não sendo os arguidos e ex-arguidos, estão inocentes pois não foram julgados.

    O génio de pacotilha não afirma que estão inocentes perante o poder judicial. Diz que estão inocentes em absoluto. Não distingue a verdade da prova judicial.

    Eu não critico Paulo Pedroso por abusar crianças pois não conheço qualquer facto que o incrimine.

    Eu critico o Daniel Oliveira por misturar os McCann que tiveram sempre perante a justiça uma atitude decente e louvável, com pessoas que disseram, sem manterem a opinião ou pedirem desculpa, que se estavam cagando para o segredo de justiça.

    Critico o DO por comparar os McCann com Paulo Pedroso que permitiu que os seus advogados usassem de todos os meios para impedir o célere funcionamento da justiça e, principalmente, nunca saiu em defesa das vitimas - ele que era um homem influente.

    De um lado estão os McCann com uma aparencia de nobreza. Do outro estão duas pessoas com aparencia vulgar.

    Não é impossivel que os McCann sejam pérfidos assassinos, mas não parecem. Não é possivel que Ferro e PP sejam pessoas da mais elevada nobreza e coragem, mas não parecem.

    Por isso critico-os não a eles, mas ao DO, politicamente, pela mistura. Não estará, pergunto, a querer transfundir a elevação dos McCann os outros casos?

  27. 27 27  Maria

    Xico
    28 Jul 2008 às 9:29

    1-”Maria,
    Sinceramente não sei como são as pessoas do género de fazerem “coisas” como as que estão a ser julgadas no caso da casa pia.”

    –Xico, eu tambem nao e nem quero saber garanto-lhe ele ha coisa que ninguem precisa de saber.

    2-”As pessoas ou são culpadas e há provas, ou não.”

    –Xico, exactamente.
    Portanto e preciso cuidado com as acusaçoes que se fazem e com os julgamento que se produzem.

    3-”Agora não devem parecer que têm culpa como também para quem investiga, não devem parecer que a não têm!”

    –Sim senhor, mas aqui entre os comentadores
    neste blog nao esta nenhum investigador da Pj acho eu; quanto ao que parece ou nao parece tudo bem desde que nao ultrapasse os limites e nao pode ser misturado com acusaçoes infundadas que poem em risco a vida de pessoas inocentes ate prova em contrario.

    4-”Lembro que um dos acusados nesse processo é um embaixador com uma muito boa carreira diplomática e condecorado pelo Presidente da República! O que é que ele parece mais do género do que qualquer um dos outros ou do que qualquer um de nós?”

    Pois e e depois?
    Ja foi julgado e considerado culpado?
    Se foi muito bem , senao e inocente ate prova em contrario.Quanto ao resto, nao sao condecoraçoes ao peito ou nas estantes la de casa que estabelecem inocentes ou culpados.

  28. 28 28  Fado Alexandrino

    26 CMO
    29 Jul 2008 às 2:38

    Muito obrigado.
    A culpa foi minha por não ter percebido que o seu raciocínio assentava sobre o caso Casa Pia e não (como interpretei) sobre o caso da miúda inglesa.

    Sobre o caso Casa Pia, nada sei e portanto nada afirmo.
    Quando houver peças processuais em público poderei colocar uma opinião.

    No entanto não deixa de ser preocupante que o senhor(a) afirme que:

    Paulo Pedroso é ou não inocente? Não sei. Nunca foi julgado

    Na realidade, mal ou bem, provou-se que não havia lugar a julgamento.
    Isso num estado de direito é suficiente.

    É também desagradável que tenha classificado a minha intervenção de “disparate”.
    Convém manter sempre um certo nível de educação, se possível.

  29. 29 29  Daniel Oliveira

    «Paulo Pedroso é ou não inocente? Não sei. Nunca foi julgado»

    Se, por decisão judicial, nunca foi julgado , então é inocente.

  30. 30 30  Xico

    O Daniel
    Se face a um caso prescrito, o tribunal decidir não julgar, e bem por estar prescrito, significa inocência.
    Os miúdos abusados e que só têm a sua palavra para provar, pode ter a certeza que sabem quem não é inocente, independentemente de qualquer decisão judicial!
    Acho muita inocência da sua parte!

  31. 31 31  CMO

    Paulo Pedroso é ou não inocente? Não sei. Nunca foi julgado.

    É uma afirmação de tipo retórico que faz sentido no contexto.

    Fica clara a minha opinião de desacordo com a tendencia de fazer coincidir a ética com a lei.

    Antes da revolução francesa isso existia generalizadamente na europa.

    Um tipo cometia um “erro” ético (mentia, acobardava-se, pronunciava heresias) e arriscava-se a ser julgado e condenado porque era má “pessoa”.

    Depois felizmente para a liberdade, os dois terrenos (a lei e a ética) separaram-se (mantendo-se como é óbvio um área de sobreposição).

    Nas últimas décadas voltamos atrás, mas agora ao contrário : não é ilegal? Então é ético! É ilegal? então é condenável! Há quem chame a este retrocesso “ética republicana”.

    A afirmação retórica consiste em valorar a coragem de ir a julgamento por parte de um inocente poderoso acusado falsamente de crime torpe. É retórica pois de seguida afirmo não aceitar a coincidência da verdade judicial com a verdade pura.

    A verdade judicial serve, para além da verdade propriamente dita, outros valores. A garantia da protecção aos inocentes ter primazia sobre a eficácia da captura de culpados, por exemplo.
    O combate à tentação securitária em países com excesso de paixão histórica pela autoridade, por exemplo.

    Não sei, de entre os 10.000.000 de portugueses quais os criminosos e quais os não criminosos. O resto sei.

    Quanto ao termo “disparates” retiro-o.

  32. 32 32  João Dias

    Acho que se o Daniel escreveu algo sobre o assunto, devia então escrever com mais algum cuidado. Não tenho facções, apenas acho que se devem ouvir todas as versões, a dos Mcann, a de Gonçalo Amaral…etc Sejamos objectivos, tudo o que Gonçalo Amaral disser e for factual é válido, tudo o que os Mcann disserem e for factual é válido, das alegações públicas que ouvi de GA reparei que muitas vezes (se não todas) falou em aspectos concretos da investigação, coisas que não sendo conclusivas são altamente contraproducentes com o arquivamento. Sobre o livro não me posso pronunciar… Aliás, quem devia lutar contra o arquivamento do caso com mais vigor até deviam ser os pais, principais interessados em que sejam apurados os factos, pelo menos assim se presume, dado que são inocentes (até se provar o contrário, que no caso das pessoas inocentes é nunca).
    Os pais de Maddie são inocentes, não existe um limbo na terra, pessoas que não sejam expressamente condenadas pelo tribunal são inocentes. A questão que interessa não é uma luta pela cabeça de quem as massas estejam convencidas ser culpado, a questão vital é mesmo que um processo que tem tanta coisa por averiguar, e que pode ser averiguada, não deve ser arquivado.

    Compreendo e apoio a acção dos Mcann SE, ao processarem os jornais e GA, apontarem elementos concretos que não desvirtuem a verdade dos factos, se apenas se basearem em conceitos tão voláteis como danos morais causados pela publicação do livro, sem apontarem elementos concretos que materializem esses danos, então o caso muda de figura. Aliás a razão porque pode não ser sensato apoiar esta decisão dos Mcann é a mesma que me leva a não apoiar a queixa do gigolo português Zézé Camarinha em relação a um texto de RAP, repare-se que no caso de RAP ser acusado de difamação, isto significaria que a homossexualidade era assumida pela justiça como um elemento difamador…mas isso é outra estória.

    No artigo do público diz o seguinte:
    “defende que houve uma simulação de rapto da criança e considera existirem indícios de negligência na guarda e segurança dos filhos por parte dos pais”

    Se GA cria um tese e tem dados que sustentem essa mesma tese, e tem cuidado de referir que é hipótese não uma certeza, então estou contra a acção dos Mcann, se GA diz que é um dado adquirido ou não tem elementos de suporte mesmo afirmando que se trata de uma hipótese, então a acção dos Mcann é justa.

    Acho muito curioso, como é que no meio de tantas dúvidas plausíveis, o Daniel já encontrou tantas certezas…

  33. 33 33  Rita Pereira

    Conversa da treta…

    1-Paulo Pedroso, Ferro Rodrigues e Jaime Gama, são acusados de práticas pedófilas, por jovens da Casa Pia. O Tribunal decide que as acusações não têm credibilidade e não leva ninguém a julgamento.

    2-Paulo Pedroso, Ferro Rodrigues e Jaime Gama movem processo por difamação, contra os jovens que os acusaram.

    3-Perdem as acções por o tribunal ter decidido que os testumunhos dos jovens, são credíveis.

    Em que é que ficamos???

    O processo Maccan foi arquivado por não terem chegado a conclusão nenhuma.
    Gonçalo Amaral, escreve um livro baseado em toda a investigação que consta do processo.
    Se os Maccan processarem o ex-inspector, por difamação, o que decedirá o tribunal?

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